Fórum dos leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2015 | 02h55

Quem banca

Concordo integralmente com o ministro Jaques Wagner: quem banca a política econômica é Dilma Rousseff. Justamente por essa razão, a inflação é superior a 10%, o PIB tem crescimento negativo superior a 3%, a taxa Selic é maior do que 14%, a dívida do setor público está em 65% do PIB, o desemprego sobe exponencialmente, a Bolsa não para de cair e o dólar vale R$ 4,00. A tal “gerentona” conseguiu!

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Genérico

Em entrevista ao Estadão (‘Fiquem tranquilos que, com o tempo, vamos resolver todos os problemas’, 20/12, B1), as respostas do novo ministro da Fazenda foram tão genéricas que se tem a impressão de que ele está assumindo a pasta da Saúde. O conteúdo das respostas é de puro horário eleitoral: “Vamos priorizar a área fiscal”; “vamos conseguir apoio do empresariado”; “vamos atingir o superávit”. A pergunta é uma só: como?

MARCO BINGRE

marco.bingre@terra.com.br

Bertioga

Banda burra

Quem ouve a “ideia genial” do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, sobre “banda fiscal” fica imaginando que, antes deste rompante de brilhantismo do ministro, a meta fiscal era um número que deveria ser acertado “na mosca” pelo governo. Mais uma asneira criada pela equipe de marketing político do PT para desviar as atenções da verdadeira intenção do governo.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaiba

‘Fiquem tranquilos’

“Fiquem tranquilos que, com o tempo, vamos resolver todos os problemas”, avisou o ministro Barbosa. Conhecendo a incompetência da presidente Dilma Rousseff e as prioridades sua e do PT, de ganhar as eleições de 2018 e que venha mais um dilúvio, quem poderia resolver os problemas, agora ou em 2019, são um novo presidente e um outro partido político no poder.

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Cabeça quente

Não estão nada tranquilos os milhões de brasileiros sem emprego ou na iminência de perdê-lo nem a população que vê diariamente o aumento dos preços.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Promessa ou ameaça

Nelson Barbosa, em entrevista exclusiva ao Estadão, disse que vai “aperfeiçoar a política econômica para promover uma retomada mais rapidamente do crescimento da economia”. Quer dizer, então, que ele pretende aperfeiçoar o aumento da inflação e do desemprego, promovendo queda ainda maior da arrecadação, e “salvar o País”? Com certeza, ele herdou a varinha mágica do ex-ministro Guido Mantega. E eu acreditando que 2015 foi um ano ruim, mas, pelo andar da carruagem, 2016 vai ser muito pior.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Seremos picados

A entrevista de Nelson Barbosa ao Estadão lembra a história do sapo e do escorpião. Estavam os dois na margem de um rio, quando o escorpião pede ao sapo carona para a travessia, prometendo não o picar. O sapo hesita, mas acaba cedendo. Pouco depois, já em terra firme, do outro lado do rio, o escorpião pica o sapo. Este reage indignado e o escorpião diz que picar faz parte da sua natureza. Lamentavelmente, esta é a mensagem que fica da entrevista do novo ministro. Para uma confirmação rápida, basta ficar com a manchete na primeira página: ‘Vamos aperfeiçoar a política econômica’, afirma Barbosa. Deus salve o Brasil!

CARLOS BARROS DE MOURA

carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

IMPEACHMENT

Vai explodir

Depois da decisão sobre o impeachment no Supremo Tribunal Federal (STF), de que cabe ao Senado autorizar ou não a abertura do processo de impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff inflou como um balão. Resta saber quem estoura primeiro: se ela ou o nosso Brasil.

OSVALDO CARNEIRO FILHO

osvaldo.carneiro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

STF camarada

Muito elucidativa, didática e esclarecedora a decisão do Supremo sobre o impeachment. A única dúvida que paira no ar é se a decisão foi para preservar Dilma Rousseff ou para pedir desculpas a Fernando Collor.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Não é golpe

Dora Kramer, sutil, como sempre, escreveu E o vento pode levar (Estado, 20/12, A6), sobre o impeachment em andamento, uma premonição daquilo que, espera-se, será “e o vento a levou”. A propósito, considerada a ampla apreciação pelo STF da questão dos aspectos jurídicos e práticos do impeachment, Dora Kramer lembra e pontua: “Em primeiríssimo lugar está a perda do discurso de que o impeachment equivale a um golpe de Estado”. Com coerente brevidade, assentou o significado fundamental da manifestação do STF.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

O fim da cantilena

Gostemos ou não da decisão do STF, no mérito ela traz uma afirmação importantíssima: impeachment não é golpe, visto ter previsão constitucional e decisão de Corte Superior. A partir deste momento, dona Dilma Rousseff não pode mais iludir as massas com a cantilena de que “não vai ter golpe”.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Almir Pazzianotto Pinto, Associação Brasil Parkinson – presidente Samuel Grossmann, Carmela Tassi Chaves, Elisabeth Migliavacca, FGV Relações Internacionais, Gilberto Dib, Instituto Millenium, Jesús Zabalza – presidente Santander, José Eduardo Zambon Elias e equipe do Centrocor Clínica do Coração de Marília, Juan Carlos Marroquín – presidente da Nestlé no Brasil, Marco Antonio Esteves Balbi, Ministério Público do Estado de São Paulo, Pasquale Cosenza e Família, Resultado Projetos Empresariais, Rogério L. Furquim Werneck, Silvia Carneiro – Secovi-SP, Unesco, Uriel Villas Boas e ZNnaLinha.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O MENSALÃO NA POLÍCIA

 

A Corregedoria da Polícia Civil paulista é incumbida de realizar as investigações e punições de policiais corruptos. Entretanto, apurou o Ministério Público estadual que exigia o órgão somas de até R$ 50 mil mensais para informações aos implicados nas investigações. Assim, colocaram uma equipe de dráculas para tomar conta de um banco de sangue. A corregedoria recebia, então, mensalão polpudo para informar o que deveria ser sigiloso, enquanto os envolvidos, pagando, continuavam sua vida de safadeza e de corrupção, tisnando o nome da Polícia Civil deste Estado. Vergonhoso!

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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VOCÊ ESTÁ TRANQUILO?

 

Não se desespere, milagre à vista! O velho servidor dos petistas, hoje guindado ao cargo de ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em entrevista ao “Estadão” (20/12, B1), garantiu ao povo brasileiro: “Fiquem tranquilos que, com o tempo, vamos resolver todos os problemas”. A afirmação, vinda de alguém como Barbosa, que é cúmplice direto desta esbórnia econômica que vivemos e que sem piedade tira da mesa do brasileiro até o peru deste Natal, é uma ofensa! Isso porque, na entrevista ao jornal, Barbosa não deu nenhuma pista de como vai tirar o País do atoleiro econômico. Mas foi pródigo, como bom serviçal do Planalto, ao defender sem ruborizar a presidente Dilma, dizendo que não há nenhuma razão para o seu impeachment.  De tanta demagogia, pareceu mais um discurso da própria Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral de 2014. Dá para ficar tranquilo?!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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APRENDENDO NA PRÁTICA

 

Nelson Barbosa chega para, finalmente, acelerar o crescimento dos gastos públicos, do desequilíbrio fiscal, do descrédito, da inflação, dos juros altos, do desemprego e da recessão. É mais uma iniciativa da “Pátria Educadora” para fazer com que até a população mais humilde aprenda na prática o impacto de cada um destes termos econômicos em seu dia a dia. E das consequências do domínio de Lula também na Fazenda. De sua gestão emergirá um povo brasileiro mais pobre, porém muito mais sábio, que saberá escolher melhor os seus representantes na hora de dar seu voto.

  

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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O PROGRESSISMO DO PT

 

A saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda, sucedido por Nelson Barbosa, dá a exata noção do que esperar para 2016: a volta da “nova matriz econômica”. Matriz cuja base de sustentação é justamente o mal que nos trouxe a este cenário de desequilíbrio fiscal, perda de credibilidade internacional – acompanhada de rebaixamentos para o grau especulativo – e retorno dos fantasmas da inflação e do desemprego (próximos a 10%). A verdade é que Dilma Rousseff acreditou que a mera presença figurativa de Levy na área econômica seria suficiente para atender às expectativas do mercado. Como em todas as ocasiões em que saíram faíscas entre o Planejamento (pasta que representava o “progressismo” lulopetista) e a Fazenda, a presidente optou por apoiar o primeiro, e o desfecho não poderia ser outro além da piora do cenário. Por diversas vezes Dilma quis fazer crer que o ajuste era a causa da recessão, mas, ao final, refutou a tese de que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. As reformas econômicas conquistadas a duras penas nos governos Itamar e Fernando Henrique foram liquidadas pela gastança desenfreada populista do PT. Adivinhem no nome de quem está essa conta! É, além desta nova década perdida, ainda teremos de quitar os calotes estratosféricos adquiridos pelos economistas progressistas do PT.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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BARBOSA, MAIS DO MESMO

 

O que esperar de um ministro que, ao assumir o ministério da Fazenda e no primeiro discurso, já diz um monte de mentiras, tais como: “A política fiscal e econômica como um todo ‘continua’ na mesma direção: de buscar o equilíbrio fiscal, o controle da dívida pública e elevar o resultado primário da União”. Se vai continuar na mesma direção, podemos interpretar que as “pedaladas” vão continuar e, em breve, vamos ver Dilma andando com sua linda bicicleta, sorridente, sabendo que nós, com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), vamos pagar a conta da sua incompetência. Ainda bem que essa conta será rateada para todos nós: coxinha ou petralha, PSDB ou PT, oposição ou situação... Eu vou pagar a minha parte, pois sou honesta, mas vou pagar revoltada, odiando os petralhas e desejando que eles me excluam do Facebook, mesmo sendo parentes. Fui clara ou preciso desenhar?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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SEM SAIR DO LUGAR

 

Novidade tipicamente lulopetista: de Guido Mantega a Nelson Barbosa, a direção da economia rodou e não saiu do lugar.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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O NOVO VELHO MINISTRO DA FAZENDA

 

Até que enfim Dilma colocou no devido lugar aquele que na verdade sempre foi o “ministro da Fazenda”. Nelson Barbosa mente quando diz aos jornalistas que seguirá as mesmas normas já estabelecidas por Joaquim Levy. A presidente sempre acatou as tendências econômicas de Barbosa colocando o ministro defenestrado em situações vexaminosas diante do mercado e do público pagante. A tal “nova matriz econômica” nunca saiu da cabeça de Dilma e de seu ex-ministro do Planejamento Nelson Barbosa. Portanto, dificilmente o mercado vai cair nesta esparrela e muito menos crer que a culpa dos descalabros nas contas do governo é do Congresso Nacional.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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BANQUEIROS E BANCÁRIOS

 

O então banqueiro Walther Moreira Sales conseguiu ser ministro da Fazenda no governo Jango um pouquinho mais de um ano. O então bancário Joaquim Levy conseguiu ser ministro da Fazenda no governo Dilma um pouquinho menos de um ano. Um banqueiro tem mais força do que um bancário, mas o banqueiro ficou mais tempo no cargo do que o bancário porque o governo era mais organizado e o presidente Jango tinha mais autoridade, mais capacidade e mais apoio, e no seu governo não havia corrupção. Nem pedaladas fiscais nem estelionato eleitoral.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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AJUSTE NO ESTADO

 

Em sua primeira entrevista como ministro da Fazenda, Nelson Barbosa apontou a necessidade de um ajuste do Estado brasileiro. Embora pareça óbvio para todos os brasileiros envolvidos em construir um país melhor, quando se fala em Estado brasileiro incluem-se o Judiciário e o Legislativo. Ambos os Poderes já deram mostras de que estão absolutamente alheios ao esforço de economizar. Vimos neste ano no Poder Legislativo (que já tem inúmeros benefícios que não se justificam) vereadores “criarem” mais de 550 cabides de empregos; deputados estaduais “criarem” mais 150 cabides de emprego semana passada; deputados federais aumentarem seus gastos de gabinete e gestarem um parlashopping. O pior ainda vem do Judiciário: nada mais “velho” do que a nova Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que visa a ampliar os seus benefícios (que não se justificam do ponto de vista moral ou de justiça social). Está mais do que na hora de estes dois Poderes da República pararem de agir como castas acima de tudo e de todos. O postulado de que todos são iguais perante a lei, não havendo privilégios nem distinções, por motivo de nascimento, sexo, raça, profissões, classe social, crenças religiosas ou ideias políticas, é um ótimo alicerce para as mudanças tão esperadas.

 

Roberto Foz Filho robertofoz@gmail.com

Jundiaí

 

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COMO COMEMORAR?

 

Nem no domingo (20/12) escapamos de notícias assustadoras: “Dilma aposta em virada à esquerda para manter o poder” (primeira página do “Estadão”). O poder (vejam bem), não o bem do País como um todo! Não é à toa que “o inominável” e seu bando, digo, partido, comemoraram a substituição do ministro da Fazenda. Nem é preciso desenhar ou entender de economia para sabermos quem vai pagar a conta da “aproximação” com os movimentos ditos sociais. Sem nem mesmo haver sido aprovada a volta da defunta CPMF, este famigerado assalto já é dado como certo com as últimas manobras entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Senado, ajoelhados em reverência ao Executivo. Certa estava Margaret Thatcher quando disse que o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros. O que temos a comemorar nesta passagem de ano com criador, criatura e sequazes fazendo o diabo?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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SERÁ PROPOSITAL?

 

Pode parecer um pensamento absurdo, mas, com um mínimo de reflexão, chego a pensar que todas as medidas que o governo vem tomando vão em clara direção ao caos, e de maneira proposital.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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CRISE GENERALIZADA

 

E cá estamos, com o País sofrendo uma profunda recessão econômica, o nosso poder de compra se esfarelando sem parar e a taxa de desemprego rumando firme para os dois dígitos. As perspectivas para o próximo ano nunca estiveram tão negativas, ainda mais agora, que o Brasil perdeu definitivamente o grau de investimento obtido a duras penas após anos de compromisso com uma política econômica mais adulta (herança bendita dos tempos de FHC que, por certo tempo, fora preservada por Lula, até o início da era de irresponsabilidades lançada no segundo mandato do ex-presidente e, posteriormente, aprofundada por Dilma Rousseff). Isso tudo se observa em meio a um processo de impeachment que beira as raias da imoralidade mais escancarada, com direito a intervenção do Supremo Tribunal Federal para reduzir as chances de afastamento de Dilma após a votação na Câmara dos Deputados – analisando de forma objetiva, é disso que se trata, afinal o STF, na quinta-feira, conferiu ao Senado (onde o governo julga possuir ampla maioria contrária à saída da presidente) poder de arquivar sumariamente o processo, ainda que este seja aprovado pela Câmara, o que configura um rito distinto do que norteou o impeachment de Fernando Collor e uma clara afronta à Constituição (que não faculta aos senadores a possibilidade de se recusarem a instaurar o processo por questões ligadas ao mérito da denúncia). Enfim, vivemos uma crise econômica, uma crise institucional (protagonizada também pela instância máxima do Poder Judiciário, depois do escandaloso julgamento de quinta-feira) e uma crise ética sem precedentes. E, para piorar, à confirmação da saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda seguiu-se o anúncio de um substituto mais alinhado com as ideias atrasadas de Dilma. Que bom seria se tivéssemos uma presidente com um mínimo de dignidade, desapego ao cargo e humildade a ponto de reconhecer seus erros e renunciar, pelo bem do País, quebrando esta paralisia que tanto nos assola. Mas isso não vai acontecer, pois Dilma só se importa mesmo com a manutenção no poder, a todo custo, da organização criminosa à qual pertence e chefiada pelo seu criador.

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

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A DECISÃO DO STF

 

De acordo com a decisão do STF, não há mais nenhuma razão para a Câmara dos Deputados analisar o processo de impeachment de Dilma Rousseff, a não ser para decidir pela sua não admissibilidade. Caso contrário, o juízo da Câmara fica condicionado à admissibilidade do Senado por maioria simples. Portando, o processo já poderia começar diretamente no Senado. Orwelianamente, o Senado é mais igual do que a Câmara, ou a exclui. Ou seja, o Senado não estará analisando uma decisão da Câmara, mas, sim, reiniciando o processo.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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O CRITÉRIO DOS VOTOS

 

Sê o STF definiu para que a Câmara e o Senado tivessem o mesmo “peso” político e de votação para aprovar ou rejeitar o impeachment, por que a Câmara necessita de 1/3 dos votos (172 de 513) para rejeitar o impeachment e o Senado necessita de 50% dos votos mais 1 (41 de 81)? Não deveriam ter a Câmara e o Senado o mesmo critério, 1/3 dos votos (172 e 28 votos, respectivamente)?

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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EU GOSTARIA DE ENTENDER

 

O Supremo Tribunal Federal reconheceu a autonomia do Senado para barrar o processo de impeachment da presidente, mesmo após eventual aprovação da Câmara. Enumerando resumidamente as fases do andamento de tal processo, teríamos o seguinte: 1) o presidente da Câmara acata o pedido de impeachment; 2) uma comissão especial é formada por parlamentares; 3) a presidente é notificada e tem prazo de dez sessões para sua defesa; 4) a comissão analisa a defesa e, em caso de rejeição, pronuncia-se a favor da abertura do processo; 5) este parecer é incluído na ordem do dia e o processo é votado na Câmara; 6) para ser aprovado, deve receber o voto favorável de 2/3 dos 513 deputados; 7) este processo, caso aprovado, será enviado ao Senado. O Senado, de acordo com a decisão do STF, poderá anular tudo. Ora, se o Senado irá então decidir em termos definitivos, tudo o que foi feito anteriormente será em vão. Então por que não abreviar logo e mandar o processo diretamente ao Senado? Sou engenheiro e sempre fui favorável a eliminar etapas, o que economiza tempo e dinheiro. Mas os componentes do STF (notáveis juristas) parecem pensar de forma diferente. Será que eles estão conscientes de seu ato, ou sua maior vontade é continuar (tradicionalmente) representando a guarda pretoriana dos interesses do governo?

 

Sérgio Cunha scunha1001@yahoo.com.br

São Paulo

 

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‘FAMÍLIA ADAMS’

 

Assisti ao julgamento das mumunhas sobre o processo de impeachment submetidas ao STF pelo partidão comunista (PCdoB) em nome do partidinho corrupto comunista (PT). Absolutamente estupefato fiquei pela abordagem jurídica dos fatos pelos ministros Rosa Weber, Carmén Lúcia, Luis Roberto Barroso, Teori Zavascki, Marco Aurélio Melo, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Houve um momento em que entrei no clima e achei que estava assistindo a um episódio da “Família Adams”. Aliás, alguns ministros estavam perfeitos com seu “pysique du rôle”.

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

 

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GOLPISTAS

 

“Chame-os do que você é, acuse-os do que você faz.” Petistas e aliados passaram meses bradando que os que queriam o impeachment pelos meios legais eram “golpistas”. A Constituição foi estuprada à luz do dia por aqueles juízes por eles nomeados, que deveriam defendê-la. Tudo ao melhor estilo bolivariano, para evitar que sejam adotados os procedimentos legais previstos na Constituição para afastar do poder a sua “patroa”! Quem sãos os golpistas, mesmo?

 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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NAS MÃOS DO POVO

 

Primeiro o procurador-geral da República denuncia o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas não faz nada contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que foi objeto de várias delações premiadas na Operação Lava Jato. Depois, o STF, que foi chamado de “bolivariano” por Gilmar Mendes, anula todo o processo de impeachment e dá mais poder a metade do Senado que a 2/3 da Câmara dos Deputados. Isso posto, cresce a importância das manifestações populares a favor do impeachment no ano que vem. Devemos sair às ruas de todo o País em 2016 e fazer ver aos congressistas (afinal de contas, são eles que vão decidir) que 90% da população que rejeita o governo Dilma tem muito mais força que qualquer conchavo político em Brasília. A vontade popular é e sempre será soberana.

 

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

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MALABARISMO NO STF

 

Sendo taxativo e claro o artigo 86 da Constituição, que versa sobre o processo do impeachment, o malabarismo do STF para contorná-lo – em vez de confirmá-lo – leva às seguintes perguntas: 1) onde se ouve a voz da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)? 2) O que têm a dizer os entendidos de Direito na mídia? 3) Como a sociedade pode se defender contra uma subversão com aparelhamento até da Justiça?

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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‘BRAZUELA’

 

Eleições, em todos os níveis, desde centros acadêmicos secundários, comissões, diretorias de clubes varzeanos, até a Presidência da República, sempre foram e devem ser secretas, para evitar cooptação, constrangimento, compra de votos, troca por cargos e garantir a honestidade do processo eleitoral. Este é um princípio elementar do processo democrático, ausente nas ditaduras. A posição do STF, ao anular a eleição secreta da Câmara dos Deputados, foi um ato de ativismo político, compatível com a ditadura venezuelana de Nicolás Maduro. Nasci e vivo no Brasil e me orgulho deste país maravilhoso. Espero que a ditadura petista não o transforme numa “Brazuela”.

 

José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

 

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‘E O VENTO PODE LEVAR...’

 

Numa elegante alusão ao filme “E o vento levou”, Dora Kramer (20/12, A6) mostra que as coisas não estão tão boas como pensa o lulopetismo após o julgamento do STF da semana passada. “Em primeiríssimo lugar, destaca a perda do falso discurso de que o impeachment é golpe.” Surpreendeu-me essa constatação óbvia – não foi óbvia para mim nem foi tão óbvia para os comentaristas, tanto na TV quanto em outros meios, até agora. Mais uma vez, desmascarando os discursos lulopetistas. Espero que o vento faça o seu papel.

 

Jose Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

 

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GOLPE

 

Quem, com algum orgulho, iludiu-se que, no alvorecer, estava prestes a se iniciar uma faxina (eu desconfiei de pronto) não tardou a constatar que somente se teorizava e se urdia uma farsa. Eis então que, do barroso e pútrido solo adrede preparado, brota a rosa da tradição de traição. Ainda que houvesse a pantomima de dias de indignação com o absurdo de alijar a voz do povo do seu próprio destino, ainda havia como melar a esperança. E o golpe se fez. E baixo. A terra-mater pode prescindir de ter o seu maduro. Tem já vários podres.

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

 

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O CRIME COMPENSA

 

Com estas últimas decisões, os ínclitos ministros do STF deixaram claro, e com solar evidência, que aqui, no Brasil, o crime compensa.

 

Artur Topgian  topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

 

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A QUEM RECORRER?

 

Quer dizer, então, que, de agora em diante, com o vergonhosíssimo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) do disposto no artigo 86 da Constituição, fica assim: mesmo que a Câmara dos Deputados, composta de representantes do povo, decida por dois terços ou mais dos seus membros acolher acusação de crime de responsabilidade contra o presidente da República, caberá ao Senado decidir se julga ou não o acusado? Tal entendimento só não é mais infame do que um outro que isentasse a sra. Dilma Rousseff de qualquer julgamento, uma vez que o citado artigo fala em “acusação contra o presidente da República”, e não contra a presidenta da República. Como diz um vizinho meu, agora, só recorrendo à ONU.

 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

 

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A JUSTIÇA TARDA, MAS NÃO FALHA

 

No julgamento da liminar interposta pelo partidão (PCdoB), aliado de todas as horas deste governo, que pretendia manter a alma e os sonhos populistas, vimos os excelentíssimos juízes do Supremo Tribunal Federal se esmerarem nas firulas jurídicas e expressões latinas “ad nauseam”. Para gáudio de poucos e desalento de muitos, citaram “ad hoc” leis, decretos, normas, regulamento, capítulos, artigos, parágrafos, incisos, ementas “et cetera”. Depois de uma sucessão de intensas sustentações orais, arrastadas e exibicionistas, a decisão foi comemorada por poucos como memorável e deplorável para a maioria do povo brasileiro com insaciável desejo de justiça por aqueles que querem o Brasil livre das amarras da incompetência e descontrole deste governo. O rito para o processo de impedimento da presidente aprovado pelo STF deu-lhe um fôlego imerecido para que manobras pouco republicanas sejam urdidas para dar sobrevida à presidente e seus companheiros, que terão mais tempo para tentar escamotear todos os malfeitos que deixaram o País de joelhos. A decisão dificultará de certo modo o trâmite para o impedimento, pois caberá ao Senado, que tem menor bancada oposicionista, o julgamento. Porém, com uma vitória na Câmara dos Deputados, a insuportável situação econômica e o clamor das massas que deverá sair de sua letargia, espera-se por um julgamento justo em contraposição ao golpe urdido antes das eleições de 2014. O pedido de impedimento da presidente sem dúvida será traumático, mas também absolutamente necessário para livrar o nosso país das amarras da incompetência e desgoverno que o deixaram mais próximo do abismo.

 

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

 

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DECEPÇÃO

 

Com esta maioria tendenciosa do Supremo Tribunal Federal votando a favor dos interesses deste desgoverno, com decisões casuísticas, contrariando frontalmente a vontade popular, vai ser difícil livrar-se deste bando que tomou conta do Brasil. Foi uma decepção para 90% dos brasileiros o resultado desta votação sobre o impeachment.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

 

Chapa única é passível de referendo ou eleição? Se a publicidade deve nortear os atos administrativos, por que deve ser secreto o voto dos senadores quando da escolha de embaixadores ou ministros para o Supremo? Se o cidadão contribuinte tem o direito de saber como vota seu representante, por que esse direito não é reconhecido em todas as circunstâncias? Afinal, quem paga embaixadores e ministros? Por que a possibilidade de constrangimento ou retaliação somente é levada à consideração para alguns casos? Realmente, cada vez mais me convenço de que há mais mistérios entre os céus e o reino tupiniquim além daquilo que a lógica e o bom senso possam imaginar!

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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O IMPEACHMENT E O STF

 

Um recado para os guardiões da Constituição: eleição com chapa única, só em ditaduras.

 

Roberto Votta Falcão Roberto.v.falcao@gmail.com

São Paulo

 

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O AMANHÃ

 

Impressionante a foto de primeira página do jornal “O Estado de S. Paulo” de ontem, com o título “Museu do Amanhã e do povo”.

Este é o amanhã que os políticos brasileiros fizeram garantir ao nosso povo: crianças aproveitando o dia para mergulharem nas águas poluídas da Baía da Guanabara, adjacentes ao portentoso museu. Essas crianças não estão interessadas em cultura; nosso amanhã não está interessado em cultura. Culpa da falta de política de ensino decente e, principalmente, da falta de política social que restringisse o nascedouro de crianças sem família e sem afeto, quanto mais de orientação familiar. São filhos largados. Deixados ao léu e à orientação de traficantes e bandidos. Para que lhes serve um museu? Lamentavelmente, para nada. Contentam-se em brincar nas águas que inconscientemente ajudam a poluir. Se nada for feito, se as elites políticas e a sociedade continuarem a tirar vantagem dos miseráveis, esse museu poderá passar à nossa história como sendo o Museu do Amanhã que nunca teremos.

 

Antonio Carlos de Barros barcarant@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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BRASIL

 

“O Estado de S. Paulo” de 21/12 estampa na sua capa uma fotografia e um texto sobre um museu. Esclareço: num espaço que ocupa 480 centímetros quadrados, uma foto de uma pessoa pulando, creio eu, num lago e, no canto esquerdo da foto, uma manchete: “Museu do Amanhã e do povo”. Como estamos vacinados com esses empreendimentos que são rotulados para o povo, espero que daqui a três anos possamos ter na capa como estarão as estruturas e o tal lago. Enquanto isso, uma notícia – que ocupa 180 centímetros quadrados, no caderno “Economia & Negócios”, página B12, de uma jovem nascida numa região carente de Feira de Santana (BA), de 19 anos, que estuda em Stanford, na Califórnia (EUA). A notícia nos diz que é um filme do programa de fidelidade Smiles. A estudante foi aceita em nove instituições, tendo recebido bolsa de estudos em sete delas. É uma estudante de engenharia biomédica. Bem... sem mais comentários.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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MUSEU DO AMANHÃ

 

Na inauguração do Museu do Amanhã, Dilma Rousseff, Luiz Pezão e Eduardo Paes, todos da mesma coligação política, ficaram devendo uma latente explicação. O Rio de Janeiro foi sede da Copa do Mundo de 2014 e vai receber o maior evento esportivo mundial, a Olimpíada de 2016. Nunca mais na história desta cidade estarão reunidas tantas condições para a despoluição da Baía de Guanabara, aguardada condicionante dos dois megaeventos, que não foi cumprida no 1.ª e não o será no 2.º. Essa resposta, despreocupadamente omitida pelos três governantes, com certeza os cariocas não encontrarão no interior do arrojado e visionário museu, mas lá poderão ter uma ideia dos seus terríveis efeitos.

 

Abel Pires Rodrigues  abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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GARUPA EM SÃO PAULO

 

Mais um absurdo: a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprova veto à garupa em motos das 10 horas às 16h30 e das 23 horas às 5 horas. Ou seja, além de prejudicar as pessoas que fazem dela seu único meio de transporte, os deputados determinaram e legalizaram horário para motoqueiros assaltarem e roubarem, ou seja, só pode das 5 horas às 10 horas e das 16h30 às 23 horas.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CADÊ A CIDADE DO SAMBA?

 

O carnaval está chegando, as escolas de samba estão precisando de espaço e a Cidade do Samba, na Barra Funda, não ficará pronta. A Cidade é um complexo de 14 galpões, e está faltando somente um galpão para ser concluído, ou seja, faltam 15% para terminar a obra. Será essa mais uma maldade do prefeito Fernando Haddad?

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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MINEIRINHO, BOM CARÁTER

 

Cumprimento pela conquista do campeonato mundial de surfe o brasileiro Mineirinho. Mas mais bonito e importante foi a primeira declaração deste jovem que dá mostras de que, mesmo sendo de origem humilde,  o ser humano pode ser dotado de bom caráter e formação adequada a uma vida saudável e exemplo a ser seguido. No auge da glória pela conquista, a manifestação inicial foi a de agradecer ao irmão que lhe comprou a primeira prancha por R$ 30,00 – e disse que R$ 30,00, para seu irmão, era muito dinheiro naquela ocasião.

 

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

 

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NOSSOS REPRESENTANTES

 

Quero dirigir-me aos nossos verdadeiros representantes, como Mineirinho, campeão nas ondas, que mostra que os brasileiros são batalhadores, que às vezes não dispõem de R$ 30,00, mas não roubam ou chantageiam quem os tem. Quem nos representa são os que trabalham duro, moram nas periferias das grandes cidades e, quando chegam ao sucesso, nos orgulham muito, pois sabemos que não foi fácil. Estes, sim, representam os brasileiros. Pobres de alguns empresários, políticos, banqueiros e funcionários públicos que têm dinheiro, mas só merecem nosso repúdio e a visita do “japonês da Federal” a suas portas. Aos poucos, vão se convencer de que passar por presídios, ser hostilizados, envergonhar a família e pisotear sobre a honra não valeram nada.

 

Ana Maria Sant’Anna anamariasant2004@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MUNDIAL INTERCLUBES

 

Parabéns ao fortíssimo Barcelona pela conquista do tricampeonato mundial interclubes, após bater com facilidade o River Plate na grande final, no Japão. O Barça tem o trio sul-americano Lionel Messi, Neymar e Suarez, que desequilibra. Nas últimas dez edições do Mundial Interclubes, deu Europa 8 x 2 América do Sul, uma goleada e tanto para os milionários clubes europeus e vexame para nós, pobres e decadentes sul-americanos.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÕES NA ESPANHA

 

Depois de mais de três décadas, chegou ao fim o bipartidarismo com maioria absoluta que levava à alternância de poder na Espanha entre o conservador PP e o socialista PSOE. Os dois grandes partidos perderam muito o apoio dos eleitores, pois estiveram envolvidos em fisiologismo e corrupção. A crise política, econômica e social dos últimos anos levou a uma exaustão do sistema político que permitiu o surgimento de dois partidos médios que são o radical de esquerda Podemos e o de centro-direita Ciudadanos. O país está, agora, diante de um grande desafio, que é, a partir do diálogo, formar um novo governo ou enfrentar um período de instabilidade política que poderia forçar a convocação de novas eleições.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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