Fórum dos leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2015 | 02h55

Troca de ministros

Quem comanda a política econômica? Os grandes comandantes da política econômica muitas vezes estiveram no Ministério do Planejamento. Todos hão de recordar os papéis de Roberto Campos (1964/1967) e de Antonio Delfim Netto (1979/1985) à testa da economia do País. Será que a simples troca de pastas pelo ministro Nelson Barbosa vai alterar seu modo de encarar as saídas para a atual crise? Na verdade, nada mudou, nem mesmo as aparências.

CARLOS VIACAVA, ex-secretário-geral do Ministério da Fazenda

carlosviacava@uol.com.br

São Paulo

Batendo em ferro frio

De nada adianta trocar ministros da área econômica, se o governo não der um giro de 180 graus em seu pensamento na área da Economia. Políticas populistas, “equilíbrio fiscal” baseado somente na criação de mais impostos e teorias estatizantes só vão piorar a situação, que já está péssima.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

INCÊNDIO EM SP

Amanhã é coisa de museu

O amanhã virou mesmo coisa de museu no Brasil. No Rio de Janeiro, uma obra faraônica foi inaugurada, o Museu do Amanhã, enquanto o salário de servidores estaduais fluminenses é parcelado ou nem é pago. Em São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa é incinerado. Políticos gostam de inaugurar obras, mas não de conservá-las. E, na Economia, um dos autores do fracasso do Brasil “cai para cima” e, agora, terá mais poder para terminar de deprimir a economia, gerar inflação, desemprego e juros altos. Até quando?

LUIZ A. MÓDOLO DE PAULA

luaump@yahoo.com.br

São Paulo

Impune

Incêndio no Museu da Língua Portuguesa: nenhum culpado. Incêndio no Memorial da América Latina: nenhum culpado. Incêndio no acervo do Instituto Butantã: nenhum culpado. Museu do Ipiranga, em ruínas, permanecerá fechado por nove anos: nenhum culpado. Todos sem licença dos bombeiros ou com licenças vencidas há anos. O museu é de responsabilidade de uma Organização Social e foi “privatizado” (as aspas são propositais) por Geraldo Alckmin. O secretário de Estado da Cultura, Marcelo Mattos Araújo, é o responsável direto pela negligência criminosa com o patrimônio público de São Paulo. E o Ministério Público de São Paulo é omisso, negligente ou conivente? Tudo vai continuar impune?

SILAS CORRÊA LEITE

poesilas@terra.com.br

Itararé

Gambiarra

É triste, mas a primeira ideia que nos ocorre é de que a desídia do Estado pode ter provocado este sinistro, alguma gambiarra feita para “quebrar o galho”. Basta pensar no mosquito Aedes aegypti, que estava quase extinto, mas nossas autoridades permitiram que ele voltasse a se reproduzir aos milhões. O noticiário em geral culpa terrenos baldios e água parada, sem dizer que faltou ao poder público interesse em conscientizar a população do perigo. Infelizmente, assistimos à falência do governo (federal, estadual e municipal). Somos mesmo ruins de voto!

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

O ano que não acaba

O incêndio de grandes proporções no Museu da Língua Portuguesa, num dos prédios de arquitetura inglesa mais bonitos e históricos do Brasil, faz parte da sequência de tragédias que se sucederam no Brasil em 2015. Parece que o ano não quer acabar! Foram muitas notícias tristes: o mar de lama em Mariana (MG), no Vale do Rio Doce; a tragédia econômica, com a perda do selo de bom pagador das agências internacionais; a tragédia da corrupção de protagonistas políticos e empresariais do País; e as estatísticas negativas que afloraram no noticiário quase que diariamente. Não sei até quando o Brasil aguenta tantos golpes e tantas perdas irremediáveis. Peço a Deus que essa tortura acabe logo e que em 2016 possamos viver melhor e em paz.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Triste fim

Crepúsculo sangrento no seio tradicional da cidade de São Paulo, as chamas implacáveis devorando acervos da língua pátria, final cabalístico de um ano em que o povo brasileiro desceu uma ladeira íngreme num carro desgovernado, uma avenida em declive que parece infinita, sem árvores, praças, esquinas e pela qual os carros policiais são maioria. Não é possível vislumbrar seu fim. Nossos desejos para 2016 são a pronta mobilização do povo brasileiro, para tornar realidade o preceito de que todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. Único poder transformador.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Síntese

A apocalíptica foto publicada na primeira página do Estadão de ontem, sobre o desastroso incêndio do Museu da Língua Portuguesa, é a mais perfeita síntese visual do que o PT & cia. fizeram e ainda fazem ao Brasil: atearam fogo à nossa honra e carbonizaram a dignidade do brasileiro.

GLORIA DE MORAES FERNANDES

glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

Tecnologia ineficaz

A impotência dos jatos de água para debelar os incêndios no Museu da Língua Portuguesa, esta semana, e nos tanques do terminal da Ultracargo em Santos, em abril de 2015, assim como o incontido avanço do Aedes aegypti não são clamorosas indicações de que, também nestes casos, urge adotar alternativas tecnológicas mais eficazes?

ANTONIO CARLOS KUSSAMA

ackussama@yahoo.com.br

Guarujá

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Adriano Pires, Associação Paulista de Recursos Humanos e de Gestores de Pessoas (AAPSA), Bernard Appy, Carlos Renato Napoleone, Celita Rodrigues, Cristovam Buarque, senador, Denis Lerrer Rosenfield, Detran-RS, El País (Brasil), Equipe Olenka, Francisco Zardetto, Fundação Procafé, Gabriel Bocorny Guidotti, GWA – Waldomiro Carvas Junior, Helena Cristina Coelho – Sindipeças, Informa Economics FNP, Instituto Aço Brasil, Jose Claudio Bertoncelli, José Pastore, Josef Barat, Luiz Fernando Dias da Silva, Luiz Jorge Werneck Vianna, Maria Teresa Amaral da Silva, Mario Ernesto Humberg – CL-A Comunicações, Paulo Filho e família, Paulo Roberto Gotaç, Ricardo Yazbek, Santander, Sérgio Gadelha, Torrear Incorporações – João Crestana e Zander Navarro.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O INCÊNDIO NO MUSEU

 

O incêndio no Museu da Língua Portuguesa é mais um descaso com a preservação do patrimônio do País. O prédio não tinha alvará dos bombeiros nem segurança contra incêndio. Ceifou uma vida inocente e, agora, virá muito blá, blá, blá inútil. E vamos pedir socorro a quem, se está “tudo dominado”?

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

 

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DESCASO

 

A completa destruição do Museu da Língua Portuguesa foi uma tragédia causada por um gigantesco incêndio, mas é a consequência do total descaso com os museus em todo o Brasil. Há uma completa falta de verba, de manutenção e de segurança em todo o País.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br 

Campinas

 

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MAIS SEGURANÇA

 

Sinto muitíssimo, como brasileiro e paulistano, pela destruição de bem tão precioso como o Museu da Língua Portuguesa. Que sua reconstrução nos moldes originais ocorra no menor tempo possível, com melhorias no seu sistema de segurança. De coração, espero que tal incêndio não seja de cunho criminoso, muito embora vivamos um período meio confuso. Gostaria de sugerir que se instalasse na região da cracolândia, região central de São Paulo, um posto avançado do Corpo de Bombeiros, com caminhão pipa, caminhão bomba com escada, hidrantes e demais equipamentos e estrutura humana necessários para rápida intervenção em casos de sinistros como este. Ou seja, descentralizar o Corpo de Bombeiros com células em pontos estratégicos. Além do posto de Corpo de Bombeiros, poderia ter um posto da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que, além de segurança, poderia ajudar na logística e na orientação do público, bem como na guarda do patrimônio público.

 

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

 

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QUEIMA DE ARQUIVO

 

Entristecedor o incêndio na Estação da Luz! Espero que não seja queima de arquivo de alguma maracutaia...

 

Walter Risa de Oliveira walterrosa@raminelli.com.br

Rio de Janeiro

 

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TEMPOS DIFÍCEIS

 

O Brasil precisa se benzer. O incêndio no Museu da Língua Portuguesa, somado ao desastre de Mariana, o holocausto político e o desastre econômico, é consequência da péssima energia de um governo que tem parte com “o diabo”. Nada de bom vai acontecer no Brasil enquanto o crime, a corrupção e a desonestidade continuarem a imperar impunemente.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O IMPEACHMENT NAS MÃOS DE RENAN

 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não vê nenhum indício, nenhuma prova, nada que justifique a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas nós sabemos o porquê de sua cegueira – e tomara que o povo alagoano, na próxima eleição, saiba escolher melhor seus representantes do Congresso. O Brasil não merece Dilma como presidente da República e Renan Calheiros como senador. Acorde, gigante.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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ESTÁ PIORANDO

 

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi braço direito e da tropa de choque de Fernando Collor quando este sofreu processo de impeachment, liderado pelo PT. Na época, isso não era “golpe”. Hoje, graças ao Supremo Tribunal Federal (STF) sabonete, Renan tem o poder de consolidar o impeachment de Dilma Rousseff e vingar a morte prematura de seu ex-aliado (atual?). O que ele vai fazer? Quanto isso vai custar para o País e para a sociedade? O deputado Tiririca estava errado. Pior do que estava está ficando.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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IMPUNIDADE

 

Bandidos do meu Brasil, não usem armas, usem as urnas. O STF garante a impunidade.

 

Antonio Batista e Silva toninhodoclarim@terra.com.br

Campinas

 

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PELO BEM DA NAÇÃO

 

A presença de Renan Calheiros como presidente do Senado é tão insustentável quanto a de Eduardo Cunha na Câmara. Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teve a coerência de pedir ao STF o afastamento de Eduardo Cunha, deveria fazer o mesmo, e com igual veemência, em relação a Calheiros. E o STF , por sua vez, demonstrando a mesma justeza e coerência com que definiu o rito do impeachment, deveria determinar o afastamento dos dois com celeridade. Pelo bem da Nação.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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POLÍTICA NACIONAL

 

A maioria dos políticos que hoje conduzem o Brasil ou é farinha do mesmo saco ou é papel higiênico do mesmo rolo.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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ALEGORIAS NATALINAS

 

Enquanto o País vai parando, em preparação para os feriados de final de ano, em Brasília, forma-se uma longa fila para sentar no colo de um poderoso barbudinho. Cada qual faz o seu pedido e escuta do bom velhinho a pergunta: “Você promete ser um bom menino? Olha que eu vou conferir seu comportamento no painel eletrônico...”. Na saída, o novo ministro do saco vermelho garante que cada “bom menino” receberá o presente que pediu e cada brasileiro, a parte que lhe compete da conta. Mamãe Noel convoca uma rede nacional para fazer um pronunciamento em louvor à mandioca. Como, por causa da crise, há falta de sinos, quando ela abre a boca, só se escuta a melodia das panelas. De repente, senta no colo do velho de vermelho, um representante da próxima geração. Ocorre que não havia sobrado para ele mais nada no saco, nem mesmo a verba de pão e circo com que estava acostumado. Desapontado, o rapaz diz que seu sonho é mandar Papai e Mamãe Noel embora, de volta para o Polo Norte. A resposta vem sincera, como nunca antes na história deste país: “Tolinho! Há centenas de milhares de duendes, todos vestidos de vermelho, para os quais a família Noel arrumou uma boquinha na última década e meia. Eles estão espalhados por toda parte e nunca deixarão que isso ocorra. Como é que você ainda acredita que essa possibilidade exista? Não, não precisa chorar. Basta que, da próxima vez, você peça para a Cegonha que o entregue em outro lugar”.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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STF ‘BOLIVARIANO’

 

O ministro Gilmar Mendes disse que nossa mais alta Corte de Justiça se comportou de forma “bolivariana” ao estabelecer o rito do processo de impeachment de Dilma Rousseff, na semana passada. De fato, não tiro a razão do ministro. Hugo Chávez ficaria orgulhoso: jamais vi nosso STF interferir tão acintosamente nas questões “interna corporis” de outro poder como desta feita. Aliás, o Supremo mostrou-se usurpador também ao fazer as vezes de revisor constitucional, posto que deu novíssima interpretação – a meu ver esdrúxula, “data maxima vênia” – a artigos claros da Constituição federal, como, por exemplo, o artigo 51, “I”, que reza que “compete privativamente à Câmara dos Deputados... ( I ) autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o presidente e o vice-presidente da República e os ministros de Estado”. Ora, o advérbio utilizado não permite dúvidas: quis o legislador constituinte que a Câmara dos Deputados fosse o único juízo de admissibilidade para a instauração desse processo, interpretação elementar até para um primeiro-anista em Direito, mas não para os “bolivarianos” de uma Suprema Corte aparelhada e submissa ao Poder Executivo. Ainda bem que passou a “PEC da Bengala”, impedindo que o lulopetismo prossiga, como na Venezuela chavista, aparelhando esta importantíssima instituição do Judiciário brasileiro.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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FORO DE SÃO PAULO

 

Agora temos um Supremo bolivariano, um Executivo também bolivariano e um Legislativo venal e inconsequente. Assim caminhamos, com o Brasil já de joelhos, para a canoa furada do comunismo estilo cubano. Preparem-se para as prateleiras vazias e um único jornal, nos moldes do “Granma” cubano. Sugiro o nome de “O Capim”. Vou começar a estocar papel higiênico.

 

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

 

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VIAGEM

 

Gilmar Mendes abandonou a sessão do STF que decidia o rito do impeachment para viajar. À exceção de Edson Fachin e Dias Toffoli, os demais ministros também “viajaram”.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com  

São Paulo

 

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NOVA REPÚBLICA

 

O STF, composto em sua maioria por ministros eleitos por Lula e Dilma, proporcionou aos partidos que apoiam o governo atual atingirem o grande sonho de mudar o nome do País para República Bolivariana do Brasil.

 

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo da Minas (MG)

 

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JOGO POLÍTICO

 

Com a última decisão do STF sobre os famosos ritos processuais do impeachment, ficamos órfãos das próprias leis que foram feitas para nos nortear e proteger. Complementado a desfaçatez, nos últimos dias, vimos acelerar a movimentação no Congresso para enterrar de vez o processo contra a presidente: a volta do líder da bancada do PMDB acintosamente pró-governo e as manobras jurídicas para proteger o presidente do Senado, que já se manifesta até contra Michel Temer, presidente de seu partido e vice-presidente da República. A troca de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda reforça o elo com o Planalto, complementando o jogo político para o domínio político bolivariano de poder. Assim se consuma a sensação de impotência dos brasileiros para encontrar a saída desta tenebrosa situação em que nos encontramos. Vejo como última alternativa sairmos para as ruas de forma ordeira e incansável, exercendo uma pressão constante até que os áulicos no poder se conscientizem de que o poder está em nossas mãos, e não na de uns poucos, nababescamente pagos pelo contribuinte.

 

João M.Ventura joaomv@terra.com.br

São Paulo

 

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ASSUSTADOR

 

É de arrepiar pensar que o STF, pode mais que um presidente da República. Sim, porque o presidente, acertando ou errando, podemos retirar do poder no voto, a cada quatro anos. Já o STF, além de não ser da escolha do povo, faz juízo de julgamento de acordo com sua ideologia, interesses próprios ou partidários, já que seus ministros são escolhidos por alguém que é “poder temporário”, mas que pode fazer grandes estragos em suas escolhas. Assustador, mas verdadeiro. No julgamento do impeachment, quando rasgaram nossa Constituição e passaram por cima do Congresso, estão o meu medo e o da maioria pensante do Brasil. Porque o resto nem sabe para o que o STF serve. Assustador!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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DILMA SÓ CAI SE QUISER

 

Depois da decisão de nossa suprema corte sobre o impeachment e da decisão do PMDB de reconduzir Leonardo Picciani à liderança do PMDB, só nos resta o que venho propondo por vários meses, que é a dissolução dos Três Poderes. Para que pagamos mais de 500 deputados federais, se eles não servem para nada? Segundo nossa Suprema Corte, a Câmara pode fazer tudo, porém o Senado tem o poder de rejeitar o que ela fizer, ou seja, a Câmara não serve para nada. Quando Collor era presidente, um amigo seu disse: “Collor não se importe com a Câmara, pois basta você comprar 41 senadores que não haverá impeachment”. Collor não acreditou. Collor caiu. Nossa Suprema Corte, em decisão do dia 17/12, afirmou que Dilma só cai se ela quiser, decidiu que o Senado, por maioria simples, pode derrubar pedido de impeachment acolhido pela Câmara. Então para que serve a Câmara? Pasmem! Onze caras nomeados pelo presidente têm um poder maior que 200 milhões de pessoas. O que é que nós, otários, estamos fazendo aqui? Se quem tudo pode é a presidente, quem nomeia os 11 superpoderosos é ela. Por isso ela está tranquila, só cai se quiser. O sistema bolivariano está garantido. Está na hora de irmos para as ruas e derrubar os Três Poderes. Coitado do juiz Sérgio Moro, procurando fazer justiça para, depois, vir o grupo bolivariano e anular tudo. É por isso que somos quarto-mundistas.

 

Antonio Antunes antonioantunes@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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INDIGNOS DA TOGA

 

Os ministros Luiz Barroso (principalmente), Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski mostraram-se indignos da toga que vestem ao invadir matéria “interna corporis “de outro Poder e conspurcar o regimento da Câmara, por puro casuísmo. Foi muito cinismo (e zombaria com o povo) o ministro Barroso citar o dicionário “Aurélio” para dizer que eleição, descrita na Constituição, é sinônimo de “escolha” para justificar a proibição de candidaturas avulsas, dando poderes aos líderes partidários de escolher os “eleitos”, o que realmente desfigura uma eleição, impondo uma chapa única, antidemocrática, para os deputados apenas referendarem. Se ainda houver um mínimo de dignidade, estes ministros deveriam pedir a aposentadoria, porque envergonharam todos os advogados brasileiros e frustraram 90% da população.

 

Ednei José Dutra de Freitas freitas.ednei@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CURIOSO E TRÁGICO

 

O mais curioso – e trágico – foi ver um golpe ser dado pela mais alta Corte do País sem que ninguém reagisse. O artigo 86 da Constituição brasileira foi rasgado, debaixo dos nossos narizes. A imprensa, outra baluarte da democracia, apenas deu um muxoxo, apática e desinteressada. Por ignorância, simpatia ideológica ou interesses financeiros, os jornais limitaram-se a noticiar o golpe como quem diz “hoje é sexta-feira”, quando não comemoraram discretamente. Fica para a o cidadão de bem a satisfação de ver os reais golpistas mostrando a sua cara.

 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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TUDO DOMINADO

 

Pelo visto, tudo continuará como está: Dilma governando por decretos e o STF dando liminares... Que vergonha. E ainda dizem que estamos numa democracia...

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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O ‘S’ DE SUPREMO

 

Ao ensejo da transformação do “S” de Supremo para submisso, vieram-me à mente alguns versos do tango “Mano a mano”: “No me importa lo que has hecho, lo que haces ni lo que harás / Los favores recebidos, creo habertelos pagado / Y si alguna deuda chica sin querer se habia olvidado / En la cuenta del otário que tenés se la cargás / Y que digan los muchachos ‘es una buena mujer’”. Triste constatação da perda de valores morais.

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

 

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A FICÇÃO E A REALIDADE

 

A reflexão da economista Monica de Bolle (“Casa tomada e arruinada”, “Estadão”, 19/12, A2) nos leva a visualizar com sensibilidade e clareza os dias surreais que estamos vivendo hoje, em nosso país, similares aos descritos metaforicamente por Julio Cortázar nos anos tenebrosos da ditadura argentina, em seu conto magistral e tão conhecido “Casa Tomada”. Entre nós, sorrateira e silenciosa no início, a gestão petista foi envolvendo a nação brasileira em sua trama diabólica para se apossar de todos os poderes e, assim, de todo o País, haja vista a resolução última do STF, não mais silenciosa, mas sob uma longa e ruidosa retórica, muito bem orquestrada, em que os togados atores procuraram revestir de uma camada lustrosa, de seriedade e respeitabilidade, a mais sórdida das sessões vista até agora, para livrar do pedido de impeachment a mais incompetente e irresponsável dirigente do País, Dilma Rousseff. Pedido este que, agora, está nas mãos de um outro político “sério” e amigo da presidente, Renan Calheiros, de cuja idoneidade moral e política ninguém suspeita, embora esteja na mira das investigações ora em curso nesta “casa tomada e destruída”, que é o Brasil nos tempos do PT.

 

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

 

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APARELHAMENTO

 

Como não considerar também o impedimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot? O PT atua nas instituições impunemente, como se essas fossem extensão de seu núcleo partidário.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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SURREALISMO

 

A mais recente pincelada no País surrealista em que se transforma o Brasil foi dada no dia 17 pelo STF. Agora não vale mais a Constituição escrita em Português, mas a interpretada freudianamente pelo inconsciente dos ministros. Só assim podemos entender o que foi decidido, que abre a porta para devaneios mais profundos. A partir de agora tudo é possível. Foi-se o referencial lógico e racional expresso nas palavras como entendidas usualmente e uma nova semântica será necessária para decidir o que quiseram os constituintes de 1988. Pobre País...

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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SEM LEVY, SEM DÚVIDA

 

Enquanto a presença agonizante de Joaquim Levy ainda nos deixava com alguma dúvida quanto quais seriam os caminhos da política econômica do governo, agora, com a sua saída, essa dúvida deixa de existir. E, ao contrário da visão preponderante, acredito que a sua saída, assim como a crescente percepção de que a saída de Dilma nada mais é que uma fantasia, será extremamente benéfica para o Brasil no longo prazo. Os próximos três anos serão tão desastrosos e arrasadores para a economia brasileira que as esquerdas brasileiras, lideradas pelo PT e Rede, serão confinadas a um espaço ridículo dentro da cena política nacional por pelo menos cinco ciclos presidenciais. Obrigado, “Dilmanta”!

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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RETALHOS DA POLÍTICA

 

A saída de Joaquim Levy não foi nenhuma surpresa. Suas propostas sempre foram recusadas, porque o governo não estava interessado em consertar a economia, mas em camuflar seus malfeitos. A ele, Levy, só restou propor aumento de impostos, como a criação da CPMF, medida impopular, pois não há contrapartida em benefícios. A nomeação de Nelson Barbosa foi mais uma atitude equivocada, uma vez que o esperado é a mesma política econômica que levou o País ao fundo do poço. Para completar o cenário, tem o STF protegendo o mandato de Dilma. O STF deveria ajudar o juiz Sérgio Moro em seu trabalho no combate à corrupção, o grande problema deste governo. Além do mais, o que se observa no momento, no relacionamento entre o governo e o PMDB, é a tática utilizada num conflito bélico: dividir o inimigo para enfraquecê-lo. O presidente do Senado, para fugir da Justiça, alinhou-se ao governo, enquanto o vice-presidente, de olho na Presidência, afastou-se dele. Com o PMDB dividido, Dilma continua com o seu desgoverno.

 

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

 

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MUDAR PARA NÃO MUDAR

 

O mercado financeiro sinalizou que não absorveu a troca do ministro da Fazenda. O dólar voltou ao patamar de R$ 4,00. Para acalmar o mercado e investidores, o novo ministro diz que o foco não muda. Ajuste fiscal e combate à inflação. Espera aí. Se não muda, por que mudaram o ministro? Alguém acredita nas palavras do atual ministro? Em Papai Noel também?

 

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CPMF, UM IMPOSTO MALDITO

 

Gostaria de alertar os desavisados e descuidados de que se nós, o povo brasileiro, não nos opusermos com vigor aos desmandos destes políticos que aí estão, sejam da situação e, mesmo, da oposição, porquanto omissos, amargaremos a ingestão de mais um imposto, imposto maldito, porque em cascata e, portanto, o mais injusto de todos, que nos será cobrado a cada transação financeira, na compra ou na venda de qualquer produto ou serviço. Portanto, seremos roubados, dia e noite, sem descanso, para que este desgoverno se locuplete e continue em sua farra, à nossa custa exclusiva, porque a sempre omissa oposição, quando o assunto é explorar o povo brasileiro, não se opõe, como não se opôs por um só instante à volta da CPMF, de que pensávamos já ter nos livrado, mas eis que ela volta, sorrateiramente, na calada da noite, às vésperas das festividades natalinas e de fim de ano, sem que um único político, um único sequer, se tenha oposto à sua aprovação pelo Congresso. Portanto, conclamo a todos os brasileiros que se insurjam contra a aprovação desse imposto, que tirará de nós para dar ao governo, somente em 2016, a quantia de R$ 10 bilhões, algo tremendamente desumano!

 

Halle Abdo Dib hallecorporate@gmail.com

São Paulo

 

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ORÇAMENTO

 

Finalmente foi aprovado o Orçamento “Macunaíma”, com superávit de 0,5% do produto interno bruto (PIB), que só derrete, e contando com R$ 10 bilhões da CPMF, que nem sequer foi aprovada pelo Legislativo. Contam com o ovo ainda dentro da galinha, típico dos perdidos desorientados a chegar a esse extremo em antecipar contando como real o que nem sequer existe. O petismo se merece, e infelizmente nós pagamos pelos erros.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

 

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JOSÉ, E AGORA?

 

Contumaz em eximir-se de responsabilidades, notoriamente aquelas em que sobressaltam os malfeitos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em depoimento na Polícia Federal, como “informante”, disse que “cabia à Casa Civil receber as indicações partidárias e escolher a pessoa que seria nomeada”. Assim, Lula ressaltou que não participava do processo de escolha dos diretores da Petrobrás alvos da Operação Lava Jato, sendo essa responsabilidade do então ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. Tão somente “a partir dos critérios técnicos” é que o ex-presidente Lula “concordava ou não com o nome do diretor indicado”, como, por exemplo, o de Renato Duque.  Cabe, agora, a José Dirceu carregar sozinho o pepino, concordando com seu ex-chefe ou não.

 

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

 

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ETERNO INOCENTE

 

Mais uma vez, Lula não sabia, não foi ele que fez, não é o responsável. Como estará se sentindo o seu ex-braço-direito José Dirceu com estas últimas declarações do eterno inocente? Já não bastou ele livrar a cara de Lula no mensalão?

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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LULA NA POLÍCIA FEDERAL

 

Na maior cara de pau, o sr. Lula, em depoimento à Polícia Federal, diz que não sabia das nomeações dos “companheiros” envolvidos nas falcatruas do petrolão e culpa na caradura o amigo Zé Dirceu pelos contratos. Pergunto: o que fazia esse infeliz na Presidência da República, se nunca sabia de nada? O povo brasileiro tem de ficar atento, pois ele ainda acha que é “o cara” e quer voltar para roubar mais.

 

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

 

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CREDIBILIDADE

 

À imprensa, Zé Dirceu era o capitão do time. À polícia, Zé Dirceu era quem escolhia os jogadores. “Lulla” tem palavra: nunca deixa de mentir.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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O DEPOIMENTO DE LULA

 

Fiquei até com dó do ex-presidente... Ele não sabe de nada, ele não fez nada! Ele não indicou ninguém para a Petrobrás, ele não conhece nenhum dos indicados, ele não falou com Paulo Roberto Costa sobre o PP, ele não acredita que João Vaccari Neto seja corrupto, ele não acredita que o PT recebeu propina da roubalheira da Petrobrás. A única coisa que ele admitiu foi que o empresário sr. José Carlos Bumlai esteve hospedado algumas vezes na Granja do Torto. Deve ter sido para jogarem pif paf durante a madrugada... Ou quem sabe jogaram “burro em pé”, pensando na grande maioria do povo brasileiro?

 

Carlos Roberto Barreto Barsotti cbarsotti1@hotmail.com

São Paulo

 

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TÃO PRÓXIMO E TÃO DESCONHECIDO

 

Não se trata de ter ou não “culpa no cartório”, como se diz usualmente a respeito de algum fato ocorrido com determinada pessoa a respeito de alguma coisa ou assunto qualquer. Mas é simplesmente impressionante como o sr. Luiz Inácio ignora os fatos, quaisquer uns que sejam, quando não é do seu interesse ou lhe deixam contrariado. Qualquer ato ou fato acontecido em seu governo ou mesmo fora desse período, antes ou depois, não importa, o referido senhor não sabe, não falou, desconhece ou ainda joga a culpa em alguém e, pior de tudo, sempre muito próximo a ele mesmo. É inacreditável!

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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SÃO LULA

 

Destaques da semana passada: teatrinho do Supremo, tão óbvio que não chegou a ter graça; a grande economista Dilma reassume o controle da economia do País; e São Lula mostra à Lava Jato que está pronto para ser canonizado.

 

Gilberto B. Schlittler gschlittler2@mac.com

São Paulo

 

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O MENSALÃO NA POLÍCIA

 

Acreditem se quiserem, o Ministério Público de São Paulo investiga cobrança de até R$ 50 mil por mês, pagos a corregedores em troca de proteção aos homens que deveriam investigar e prender. Sob proteção, o policial que é uma das principais peças da investigação sobre o suposto mensalão da Corregedoria da Polícia Civil disse a promotores que a propina era entregue ao chefe dos investigadores. Como se não bastassem os ladrões no Planalto, na Câmara e no Senado federal, agora também na Corregedoria da Polícia? Aí já é demais!

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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POLÍCIA CIVIL

 

Há muito tempo que a Polícia Civil tem casos muito estranhos, para dizer o mínimo, e não é do total desconhecimento das autoridades, tendo em vista que, na passagem do secretário de segurança Antonio Ferreira Pinto, ele afastou nada menos do que 1/3 dos delegados acusados de enriquecimento sem causa, sem falar no afastamento do delegado chefe da DHPP Marco Antonio Desgualdo. Logo, a sujeira ainda está apenas no começo, e que não fique por aí.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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‘CICATRIZES DA CIDADE’

 

Excelente o artigo de Carlos Alberto Di Franco no “Espaço Aberto” de segunda-feira, 21/12. Reflete integralmente o que sinto e a realidade nua e crua da falência do Estado brasileiro. Precisamos urgentemente encontrar um novo modelo de gestão pública, atento à realidade, de 2016 em diante...

 

Otávio V. de Freitas otaviovf@gmail.com

São Paulo

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