Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2015 | 03h00

DIA DE FESTAS

Adoraria desejar boas festas, mas como fazê-lo, com as peripécias deste governo corrupto, ineficiente e incapaz e as perspectivas tenebrosas para 2016?  Como comemorar, se todos os indicativos econômicos e sociais estão despencando? Como ter alegria, se crescem o desemprego e a inflação? Só posso desejar muita saúde para sobreviver a mais um assalto aos nossos bolsos (CPMF) e a ciência de que os incomuns estão unidos para manterem o poder e solaparem a esperança de um país melhor. Espero, de coração, estar equivocada, mas os últimos acontecimentos demonstrando a promiscuidade e a cumplicidade entre os Poderes da República não nos permitem confiar no futuro. Só rezando muito!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

*

REALISMO

“2015 terminou com contração econômica de mais de 3%, desemprego próximo de 10%, inflação acima de 10% e uma crise fiscal ainda muito grave” (“Estadão”, “Um ministro à moda de Dilma”, 19/12), e tudo isso podendo ficar ainda pior em 2016. Como desejar um feliz Natal e próspero ano-novo ao “Estadão” e aos brasileiros, com Renan Calheiros no comando do impeachment de Dilma Rousseff, graças ao Supremo Tribunal Federal (STF), e sabendo que Dilma Rousseff pode atingir a “meta”, dobrando a nossa desgraça? Por favor, não seja idiota e não me deseje um feliz Natal. Não sou pessimista, sou realista.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

PEDIDO A NOEL

Nas lendárias historinhas sobre Papai Noel, o bom velhinho atende a diversos pedidos, de crianças a adultos. E uma das formas de contato é escrever uma carta a Noel. E, diante da oportunidade das comemorações natalinas, vou fazer meu pedido agora: Papai Noel, eu nunca te pedi nada durante minha vida, mas agora peço que ajude a nação brasileira. Use seu lindo trenó para levar alguns políticos para o polo norte, desde a presidente Dilma (PT), passando pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e mais um montão de políticos envolvidos em corrupção, até os que usam o poder só para os próprios interesses. Desde já, muito obrigado!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

*

NÚMEROS ANIMAM, MAS...

Infelizmente, não são os números da economia brasileira, que afundam cada vez mais! Mas, sim, da pesquisa Datafolha que aponta uma ligeiríssima recuperação da avaliação da presidente Dilma Rousseff. Em agosto, 71% dos entrevistados achavam ruim ou péssimo seu governo, e, agora, 65%. E no quesito de bom e ótimo, o governo saltou de 8% para 12%.  Enquanto o governo comemora, aumenta a angústia do povo brasileiro, porque vai ficar sem o peru do Natal e ainda terá dificuldade, por causa do alto índice inflacionário e do desemprego, que cresce, para fazer as compras de produtos básicos no supermercado. Mesmo assim, insensível, Dilma comemora.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

‘PALAVRAS QUE VOAM’

Muito bem exemplificado e comprovado o tema acima do editorial do “Estadão” de 21/12 (página A3). Como é possível um governo se sustentar com mentiras contínuas? Como o povo, os empresários e os próprios congressistas podem acreditar numa presidente que age e interage dessa forma? Desde o início de seu segundo mandato, o correto para uma pessoa de bom senso seria assumir os seus próprios erros e pedir um voto de confiança a todos no sentido de arrumar as contas públicas e fazer o País crescer, dando oportunidades àqueles para quem ela diz que governa, ou seja, aos trabalhadores e menos assistidos. E a troca do ministro da Fazenda? Ensejo para outras mentiras.

João M. Ventura joaomv@terra.com.br

São Paulo

*

EFEITO COLATERAL

Um dos efeitos colaterais mais perversos de termos um governante medíocre, seguido por milhares de corruptos e vagabundos, inclusive no funcionalismo público, é a perda do senso de meritocracia. Os brasileiros estão cada vez mais achando que trabalhar com dedicação e honestamente, bem como estudar e se aprimorar, não tem mais sentido nem valor. Claro que isso vai destruir nossa sociedade moral e eticamente e jamais seria possível construirmos uma nação próspera e justa dessa forma. Devemos reagir a isso tendo cuidado ao escolher os políticos que nos representam e governam e exigir do Poder Judiciário um comportamento decente, não uma entidade parasitária e nociva.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

*

A CULPA DO IMPEACHMENT

Dilma Rousseff foi a única culpada pelo impeachment que foi pedido ao Congresso Nacional, por seu governo irresponsável e pelos graves crimes que cometeu. Não foram incluídos na acusação sua enorme incompetência para governar o País, suas erradas escolhas de ministros e assessores, sua falta de escrúpulos com a compra de parlamentares para a aprovação de seus erros, seus crimes relacionados à Petrobrás e suas enormes e insuportáveis “mentiras” ao povo brasileiro, principalmente aos com baixa cultura, também por sua culpa, induzindo-os ao erro de conduzi-la novamente ao governo. Sua péssima atuação e o consequente impeachment poderão conduzir o vice-presidente Michel Temer à Presidência, o que será, felizmente, a única forma de começarmos a retirar o Brasil do buraco profundo em que a presidente nos colocou. Isso não ocorrendo, o povo brasileiro continuará por mais de três anos em profundo e crescente sofrimento.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

CARTAS

Dilma já recebeu a carta de Michel Temer e a de Joaquim Levy. Agora somos nós que aguardamos sua carta de renúncia.

Hamilton Penalva hpenalva@globo.com

São Paulo

*

‘POR QUEM OS SINOS DOBRAM’

Disse alguém que dona Dilma, ao escolher o ministro Joaquim Levy, tentava salvar a lavoura pela Fazenda. Não salvou. Perdeu-se. E, nisto de rodar ministros, Levy por Nelson Barbosa, vai outro grande engano, e prova clara de que seu Waze parou de funcionar a meio caminho. Por mais saudável que seja a árvore, por melhor que lhe sejam a técnica e a doutrina (no caso, Levy), se não se lhe der tempo de formar raízes, como dará frutos? Demais desta razão, que poderá fazer o “novo” ministro da Fazenda, se a fazenda já está comprometida e rachada? Depredada pela saúva carregadeira, que já lhe solapou bilhões do erário? A ferida é mais funda do que se nos apresenta. Congresso dividido, Poderes divididos, casa dividida e parelha de cavalos forçando em sentido contrário um do outro, eis a receita certa para a derrocada. Quando se mudam os homens, mas não se mudam os defeitos, é pior do que o nada fazer. O remendo novo termina por esgarçar o pano velho e o rombo nas calças será maior. Muda-se a atadura, mas não se ataca a ferida maligna do desperdício. Aumenta-se a receita, mas não se fecha o ladrão por onde se escoam os bilhões para a caterva maligna. Dizem que as mulheres intuitivamente são práticas, dona Dilma, em vez de mudar ministros, deveria ela, seguindo o veio da intuição, presentear os brasileiros e renunciar, para que o Brasil entre nos eixos e volte a trabalhar. E por este gesto os sinos bimbalhariam, em vez de dobrar. Cesse, dona Dilma, com o desperdício de tanto “bate-boca” e tantas sessões inúteis pelos tribunais, Senado e Câmara para lhe cassar o mandato. Pense no Brasil, dona Dilma! Que tal este presente de Natal para nós, brasileiros?

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

*

GOVERNO DILMA

Sem dúvida alguma, creio ser muito adequado que os brasileiros presenteiem-se com as músicas de Gonzaguinha – Luis Gonzaga do Nascimento Jr. As letras e melodias de suas canções bem retratam o desencanto vivenciado nos diversos cantos do Brasil.

Judson Benedito Brisolla Franchi  jsbdtlch@gmail.com

Itapetininga

*

CHICO BUARQUE E O BATE-BOCA NO LEBLON

“Chico é alvo de antipetistas em rua do Leblon”  (23/12, A6). Chico Buarque jogou toda uma história de respeito e admiração de seus fãs no lixo, depois que sua namorada, Thaís Gulin, recebeu do governo Dilma mais de R$ 800 mil pela Lei Rouanet para produzir um CD. A vida livre de Chico no Rio de Janeiro vai ficar de mal a pior. Melhor ele ir embora para Paris, pedindo a Deus para lá não ser visto pelos brasileiros turistas e moradores, que não se deixam enganar pelas “bondades” do governo, que distribui generosas quantias, do suado dinheiro do contribuinte, em troca de apoio político. “Joga pedra na Geni! / Joga bosta na Geni! / Ela é feita pra apanhar! / Ela é boa de cuspir! / Ela dá pra qualquer um! / Maldita Geni!.” Bons tempos, sr. Chico! Bons tempos.

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

*

GUERRA DE CLASSES NO LEBLON?

Não sou petista. Não sou tucano. Sou brasileiro. Lamentáveis as agressivas manifestações contra Chico Buarque esta semana. Infeliz a agressiva resposta de Chico. Pior do que ambas foram os comentários do presidente Lula sobre a “guerra de classes”. Divergências políticas não podem ser fantasiadas como se fossem uma “guerra de classes”. Todos, no Leblon, são da mesma classe. Fomentar a discórdia social não levará ninguém ao ápice. Criará uma guerra que não existe e não deve existir. Por isso, presidente, por favor, em respeito ao Brasil, aos brasileiros e em nome de sua inquestionável liderança, pregue união, o bem, a paz,  ao invés de incentivar um inexistente conflito social. Obrigado.

Marcelo Hartmann mhartmann2@me.com

São Paulo

*

CHICO E O PT

Querido Chico Buarque, não adianta argumentar. Responda simplesmente: o PT roubou?

Lucia Melchert luciamelchert@terra.com.br

São Paulo

*

MANIFESTAÇÃO PRÓ-IMPEACHMENT

Estive no domingo, dia 6 de dezembro de 2015, na manifestação dos trabalhadores de São Paulo, na Avenida Paulista, para pedir a renúncia ou o impeachment de Dilma Rousseff. Como das outras vezes, as entidades (desorganizadas) fizeram o chamamento equivocado para a população de São Paulo. Enquanto desde o início da manhã os manifestantes chegavam à Paulista, outros dispersavam e iam embora. São dezenas de milhares de pessoas chegando e saindo da manifestação ao mesmo tempo. Assim, sugiro daqui para a frente os seguintes procedimentos nas manifestações pró-impeachment de Dilma na Paulista: 1) manter o domingo como o dia da manifestação, pois é o dia correto. 2) Definir local único para a concentração da população (por exemplo a Bernardino de Campos). 3) Definir um horário único para a chegada da população à concentração (por exemplo às 16 horas). 4) Definir um trajeto para o passeio ou passeata da população pró-impeachment (por exemplo percorrer os 2 km da Paulista, ou descer a Consolação, etc.). 5) Definir o local da dispersão (por exemplo a Consolação ou, alternativamente, poderemos ir da Bernardino de Campos até a Consolação e retornarmos da Consolação à Bernardino de Campos pelas “mãos” corretas de tráfego da Paulista). Tudo isso se justifica, porque: 1) o domingo é o único dia que os trabalhadores de São Paulo podem protestar contra Dilma sem faltar ao trabalho, além da manifestação no domingo não causar tão grandes transtornos à população da cidade; 2) sem local para concentração, o que há é apenas dispersão da população; 3) o horário das 16 horas permitirá que as famílias compareçam à manifestação após o tradicional almoço de domingo; 4) com trajeto definido, os manifestantes não ficarão andando a esmo para lá e para cá na Paulista ou nas imediações, e assim será um “passeio ou passeata” de peso para todos mensurarem adequadamente a adesão da população de São Paulo ao impeachment de Dilma; 5) com o local da dispersão definido, o povo trabalhador e ordeiro de São Paulo poderá se dispensar tranquilamente, como nas outras manifestações. Do jeito que está não pode ficar! Passeata ou passeio na Paulista já! Os carros de som parados atrapalham nossa movimentação e devem conduzir o passeio ou passeata. Aproveito para parafrasear a pitanga, que é muito vermelha, apesar de saborosa “Renúncia Dilma! Vai... renúncia.” Senão vai ser o impeachment, presidenta!

Ciro Terêncio Russomano Ricciardi ciro@prominer.com.br

São Paulo

*

INTERFERÊNCIA INDEVIDA

O grande perdedor no episódio do impeachment da “presidenta” (me perdoe Camões) Dilma é o STF. Este órgão perdeu o respeito da maioria dos brasileiros e é motivo de chacota nas redes sociais. Que falta faz o ministro Joaquim Barbosa. Possivelmente houve contaminação deste Poder na paranoia (loucura de ver ameaça além da realidade) do Planalto pelo impeachment. Sou favorável ao impedimento pelo bem do Brasil, mas tenho a certeza de que ele não ocorrerá. E o desgaste do Poder Judiciário foi imenso por nada. O que vimos na quinta-feira, dia 16 de dezembro de 2015, foi um Poder (STF) interferir no Poder Legislativo de maneira inconsequente. Eu só tinha visto algo parecido de interferência na Câmara dos Deputados no tempo do AI-5 (quando a Câmara de Deputados negou a cassação do deputado Márcio Moreira Alves por este ter ofendido as Forças Armadas). Sempre achei que o Poder Judiciário era um Poder que não receberia influência do Poder Executivo. Neste mês, eu e milhões de brasileiros mudamos de opinião. Acho que a única maneira de sanar esta dependência do presidente da República indicar o ministro do STF (o Partido dos Trabalhadores indicou 8 dos atuais 11 ministros) é haver uma reforma na Constituição e o ministro do Supremo Tribunal Federal ser eleito pelos seus pares em colegiado de eminentes juristas. Veja, eu sou professor titular emérito da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e tudo isso foi conquistado por concurso ou reconhecimento de meus pares, sem nenhuma interferência política do governador do Estado de São Paulo. Um Poder não pode e não deve interferir em outro Poder.

Pedro Thadeu Galvão Vianna ptgv@me.com

Botucatu

*

NARCISOS

O povo simples, a ignorante plebe brasileira, que paga as contas dos ministros do STF, não tem condições de assistir a e muito menos entender a linguagem sofisticada dos 11 deuses julgadores daquela Corte, porque tem de trabalhar e correr atrás da vida e jamais iria entender o desfile de vaidades e trejeitos de seus membros. Será que uma linguagem simples e direta seria muito prejudicial para o resultado do julgamento? Há necessidade de todo aquele blá, blá, blá interminável, que mais dá sono em quem tentar a isso assistir? Para que serve a linguagem sofisticada? Serão eles 11 Narcisos?    

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

*

O IMPEACHMENT NAS MÃOS DE RENAN

Não troco meio copo de suco de Renan Calheiros por 100 litros de vinho de Michel Temer. Não troco uma sandália de borracha de Renan por mil pares de sapatos de Temer. Não troco uma camisa rasgada de Renan por 50 ternos de Michel Temer. Não troco um celular pré-pago de Renan Calheiros por 200 tabletes de Michel Temer. Não troco um dedo de prosa com Renan, olho no olho, por milhares de cartas hipócritas e olhares dissimulados e explicações mentirosas de Temer. Síntese: prefiro um Renan sincero, leal e competente, mesmo com defeitos, do que um Michel Temer pintado de ouro, paladino de araque, fantasiado de imaculado, desleal e metido a besta.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

MINISTRO NOVO, VELHOS RECADOS

No estertor da mudança, o mutante sucessor nomeado desde logo faz seu pronunciamento. No caso, o mutante é o ministro Nelson Barbosa. Basicamente, sua prolação começa com a mera mudança de sala no palácio. No mais, mantém o usual discurso padronizado da governabilidade vigente, como se infere da sua entrevista constante do jornal “O Estado de S. Paulo” de 20 de dezembro de 2015. Meu Deus, o que é esta tal “estabilidade fiscal” a que ele se refere como sendo necessária para desenvolver, e sossegar, o País? Aguardar os esclarecimentos ministeriais é preciso. Outra observação do entrevistado merece transcrição: “O principal fator que levou à revisão das metas fiscais este ano foi a queda de arrecadação do governo, em grande parte fruto da queda da atividade econômica”. Francamente, dizer numa entrevista o mais absolutamente óbvio é triste. Se o povo tem menos dinheiro, compra menos e, consequentemente, cai a arrecadação tributária. Nada mais óbvio do que istso. Portanto, a realidade demonstrada nesta entrevista é a continuidade daquele falido discurso governamental, populista e nada desenvolvimentista, pois do que pôde contar em sua entrevista não se divisa qualquer novidade auspiciosa. Pois é, enquanto fala da governabilidade, de um lado diz que “é preciso controlar o crescimento do gasto” e, de outro, diz que na reforma fiscal é preciso “estabelecer o limite do gasto fiscal”. Bem, não esclarece o que está abrangido por uma coisa (gasto) e, sobretudo, o que é a outra coisa (gasto fiscal). Blá, blá, blá, portanto. Nada de novo no front, ou seja, tudo como dantes no quartel do Abrantes... Troca de sala! Hélas!

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

*

GIRO DE 180°

As mudanças bruscas de personagens na política do governo federal provocam o agravamento da instabilidade econômica. Joaquim Levy estava defendendo o ajuste fiscal e haveria convocação extraordinária do Congresso Nacional durante o recesso parlamentar em janeiro. Agora, numa virada de 180 graus, troca-se o ministro da Fazenda e o País vai aguardar quase dois meses para começar as votações após o carnaval.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

E AGORA?

Se o próprio ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, tentando evitar a saída de Levy, admitiu que, se Levy deixasse o ministério, a situação do País pioraria (“Estado”, 16/12, B3), eu pergunto: e agora?  Às vezes, vale o velho refrão “em boca fechada não entra mosca”.

Paulo Juvenal da Costa costa-paulo@ibest.com.br

São Paulo

*

A MARIONETE E SEUS MARIONETES

Quer dizer que temos um governo em que as marionetes são manipuladas ao bel prazer do seu titereiro, que é aquela pessoa que manipula as marionetes? Então Dilma Rousseff é a marionete de seu titereiro Lula, e, agora, Nelson Barbosa e Waldir Simão, que irão ocupar, respectivamente, os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, serão as marionetes de Dilma. Só falta a lona para que se apresentem, já que o circo de horrores continua.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

*

ENGANO IMPERDOÁVEL

O Brasil até 2008 sempre foi classificado pelas agências de avaliação de risco com o grau de país especulativo. Assim todos os governos, até o primeiro mandato de Lula, tinham essa pecha. O País não acabou e, quando ganhou o grau de investimento, continuou fazendo o que sempre fez: gastando sempre mais do que arrecada e de maneira irresponsável. Passado este tempo, cheguei à conclusão de que sua promoção em 2008  foi um engano.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

MUDANÇA DO SCRIPT

Não só eu, como a maioria dos brasileiros bem intencionados, concordamos – literalmente – com tudo o que foi dito por Suely Caldas no artigo “A presidente e as reformas”, publicado pelo “Estadão” em 20 de dezembro. Não adianta apenas a troca de atores, quando determinada peça teatral não cai no agrado dos espectadores. Urge que se transforme o script, tornando-o mais atual com a realidade vivenciada. Sem as reformas estruturais essenciais e necessárias, qualquer protagonismo político neste país vai “nadar no seco ou chover no molhado”, ou seja, não governará!

Emmanoel Agostinho de Oliveira mailto:eaoliveira2011@gmail.com   

São Paulo

*

O GENÉRICO DE DONA MARIA I

Jaques Wagner, ministro-chefe da Casa Civil, a mando de Dilma, foi a São Paulo consultar os empresários sobre o substituto de Joaquim Levy. Voltou com a informação de que a menor resistência estava em Armando Monteiro. Viagem perdida. Dilma nomeou Nelson Barbosa, do Desenvolvimento, para ministro da Fazenda. Dilma é o genérico de Dona Maria I, rainha de Portugal no Brasil Colônia, século 18. O mau humor e o destempero da presidente já é conhecido dos que habitam, mesmo por alguns momentos, os recintos do Palácio do Planalto. Já se tornaram folclóricas as carraspanas aplicadas tanto em serviçais como em ministros, como é o suposto caso do ministro que foi convidado por Dilma a se retirar de uma reunião por estar despenteado. “Todos veem o que você parece ser, mas poucos sabem o que você realmente é” (Maquiavel).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

A CPMF NO ORÇAMENTO DE 2016

O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2016 contando com R$ 10 bilhões de CPMF, sem que a volta do famigerado e indesejado imposto tenha sido aprovada. É a prova cabal de que Tiririca errou redondamente ao cunhar a sua frase “pior do que está não fica”. O nosso Congresso consegue ficar pior a cada dia que passa, mesmo sendo isso uma missão quase impossível.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

*

COLAPSO NO RIO DE JANEIRO

São perturbadoras as notícias dando conta do colapso financeiro do Estado do Rio de Janeiro, com reflexos diretos na irregularidade dos salários dos funcionários, no pagamento de fornecedores e nas cenas pungentes de pessoas obrigadas a voltar dos centros de atendimento médico por falta de condições mínimas de funcionamento, O governador Luiz Fernando Pezão, constrangido, tenta justificar o descalabro, ao apresentar como causa principal, a perda de receita decorrente da baixa internacional do preço do petróleo. Não menciona, porém, com a mesma ênfase, talvez por temer  quebrar a fidelidade declarada à Presidente Dilma e ter que enfrentar represálias consequentes, que grande parte da culpa é também dos desatinos cometidos pelo governo federal, ao desmantelar a economia do país, com resultados visíveis de ausência de crescimento, desemprego e inflação. Trata-se, portanto, de exemplo típico de atribuição prioritária às implicações políticas, em detrimento das necessidades do povo que o elegeu e a quem deve um mínimo de transparência. Por outro lado, é bom sugerir aos que estão organizando as greves e os protestos que dirijam suas reivindicações com o mesmo vigor às autoridades de Brasília em vez de cobrar exclusivamente de quem está amarrado e impotente.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

OS SALÁRIOS DO FUNCIONALISMO FLUMINENSE

O STF mandou o governo do Estado do Rio pagar o salário dos funcionários do Judiciário até o dia 30/12/2105, como vinha sendo, e o Estado resolveu alterar o calendário de pagamentos. Quem tem padrinho não morre pagão. Quem não tem, como os funcionário e aposentados, passarão a receber no 7.º dia útil, que é quase na metade do mês subsequente ao trabalhado. Quem tem seus compromissos agendados para o início do mês, alguns com vencimento certo, que não pode ser alterado, como vão ficar? A legislação trabalhista estabelece que o salário tem de ser pago até o 5.º dia útil do mês seguinte ao trabalhado, considerando o sábado como dia útil para efeito de contagem. O Estado do Rio vai pagar no 7.º dia útil. O serviço público não está sujeito às leis trabalhistas?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

TRAGÉDIA HUMANA

Convido a presidente Dilma Rousseff  a visitar o Rio de Janeiro e explicar a falência dos serviços de saúde e a tragédia por que passa a população carioca, embora o resto do Brasil também passe pela mesma incompetência.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

O DESASTRE EM MARIANA

Com relação ao desastre em Mariana (MG), a Justiça está sendo injusta ao impor a pena financeira apenas à Samarco, quando existem dois corresponsáveis tão ou mais responsáveis que a Samarco: o governo federal e o governo de Minas Gerais. Os dois governos são responsáveis por ditar as regras a serem cumpridas pelas mineradoras e também compete a eles fiscalizar. A função dos governos não é só arrecadar, e, se havia algo errado, deveriam paralisar o funcionamento da Samarco. A conta tem de ser dividida por três: Samarco, Minas e Dilma.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

A COP-21 E O FUTURO DA HUMANIDADE

Sou sempre um leitor atento às movimentações formais dos países e organizações mundiais sobre o clima e a ameaça do aquecimento global, e li, portanto, o artigo de José Goldemberg de 21/12. Comemoram-se, agora, os bons tratados assinados em Paris, durante a Conferência do Clima (COP-21). Mas eu sou muito mais otimista do que os papéis mostram. É claro que é importante a assinatura de tratados, mas acredito muito mais na força da sociedade, na implementação espontânea de governos, empresas e pessoas premidas pela consciência e pela pressão popular. A China não fará uma redução drástica do uso de carvão para geração de energia simplesmente para cumprir um acordo, mas o fará para evitar situações como a observada em Pequim semanas atrás, quando o ar estava praticamente irrespirável, com a população tendo de usar máscaras para andar pelas ruas. A Alemanha e os países nórdicos não estão migrando rapidamente para energia limpa (eólica e solar) para seguir tratados. Estão fazendo isso por consciência e bom senso. As placas fotovoltaicas e os aerogeradores baratearão rápida e fortemente pela escala e as inovações tecnológicas. Recentemente, vi uma pesquisa de fabricantes de placas de vidro para edifícios já embebidas com filamentos fotovoltaicos para geração de energia solar. Ainda está caro e muito opaco, mas em pouco tempo será viável ter edifícios autossuficientes em energia limpa. Vi outra matéria sobre planos da Ford em lançar nada menos do que 14 carros híbridos ou puramente elétricos em futuro próximo. Vi testes de uso de hidrogênio também para propulsão de veículos. A pressão da sociedade e a evolução tecnológica farão a mudança, independentemente dos tratados assinados. O único ponto triste é o nosso Brasil enfiado num projeto sujo e cada vez menos viável que é a extração de petróleo do pré-sal. Um país tão ensolarado e provido de ventos constantes em diversas regiões, sem falar do potencial da energia das marés, foi se enfiar numa energia retrógrada, suja e de viabilização complicada, em face da queda do preço do petróleo no mercado mundial. Mas isso se reverte. Sou otimista com relação à capacidade humana de reverter situações adversas. E quem faz as mudanças somos nós, a sociedade, com boa comunicação, que exigirá das empresas e dos governos uma postura sustentável. O tratado de Paris é bom. Mas nós somos melhores.

Alexis Thuller Pagliarini alexis.pagliarini@sheratonsaopaulowtc.com.br

São Paulo

*

GEOPOLÍTICA NA AMÉRICA DO SUL

A Argentina, mesmo sob o regime de confronto praticado pela presidente Cristina Kirchner, reservas no fundo do tacho e inflação acima de 25%, manteve-se em patamar superior ao do Brasil em quase todas as estatísticas de âmbito social e escolar. Politicamente, o Brasil ainda mantinha alguma liderança na América do Sul graças ao seu peso populacional, à sua economia, suas reservas, seu PIB e liberdades sociais. Pois bem! Diante da mediocridade da administração petista e nossa chancelaria irrelevante, nem isso teremos mais. Basta ver a movimentação do presidente recém-eleito da Argentina, o sr. Mauricio Macri, com uma visão bem mais ampla do que os vesgos ideólogos do Partido dos Trabalhadores. A nossa diplomacia já está a reboque das ações da senhora Suzana Malcorra. O nosso chanceler Mauro Vieira está desconectado do que acontece na Venezuela e no resto do planeta. Os “hermanos” estão à frente. Estão desfigurando o Brasil com quais intenções? É de perguntar. Ou será incompetência mesmo? Será que eles já ouviram falar em geopolítica?

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

*

O FISIOLOGISMO EM SP

É inaceitável que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), mantenha no cargo e defenda publicamente o secretário de Educação, Gabriel Chalita, acusado de corrupção passiva, enriquecimento ilícito e outros crimes. Chalita, denunciado pelo Ministério Público e na condição de réu de graves crimes, jamais poderia permanecer no cargo. Haddad – que já foi eleito com o apoio de Paulo Maluf – é o típico político pragmático, antiético, ambicioso, oportunista e que está disposto a tudo pelo poder. Não surpreende que uma pessoa ética, íntegra e honesta como a ex-prefeita e deputada federal Luíza Erundina tenha desistido de ser vice-prefeita na chapa de Haddad.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

O JEITO PETISTA DE APARELHAR

O corpo técnico de engenheiros e arquitetos da Prefeitura de São Paulo vem sofrendo um descaso do Executivo há tempos e que se aperfeiçoou no quesito “escárnio” agora, na administração Haddad. O governo dividiu nossa categoria em dois grupos: os “novos”, comandados pelo sindicato ligado à CUT e ao governo; e os “antigos”. O governo concede um aumento de 130% aos “novos” e à maioria dos “antigos” reajustes que variam de zero a 10%. Isso, pasmem, depois de 14 anos sem reajuste. Ou, melhor dizendo, reajustes de 0,001% ao ano, só para cumprir artigo da lei. Por que essa diferença? Este governo é de uma liberalidade total e repete aqui a mesma filosofia do poder central: terceirizam quase tudo, inclusive nossa carreira, pagando o dobro dos nossos salários aos que vêm do setor privado. O pessoal de início de carreira, muitos em estágio probatório, é presa fácil. São facilmente manipulados, desconhecem a profissão pública, recheada de meandros, e deixam passar qualquer projeto que o governo e o setor privado queiram impor à cidade. Os “novos” são comandados pelo Sindsep, que tem nas suas fileiras engenheira que está lotada na Assembleia Legislativa e recebe da Prefeitura. Seu trabalho se resume a comandar e insuflar os “novos” contra os “antigos” e intimidar os “vereadores” para que aprovem o PL 713/2015 do Executivo, que regeria a nossa carreira, ao qual somos visceralmente contra.

Paulo Simardi pf.simardi@uol.com.br

São Paulo

Mais conteúdo sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.