Fórum dos Leitores

2015-2016

O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2015 | 03h04

E o ano chega ao fim

E vai chegando ao fim o ano que começou com um projeto de lei enviado apressadamente pelo Planalto ao Congresso Nacional, e posteriormente aprovado por este, a fim de livrar o governo Dilma de crime previsto na lei orçamentária. Logo no início do ano, assistiu-se aqui, na Terra de Pindorama, ao desnudamento das tarifas públicas reais, como a da energia elétrica, represadas com fins puramente eleitorais, e à perda da confiança nos rumos da economia, resultando nos dias de hoje em ausência de crescimento, desemprego e inflação, o pior dos mundos. E assistiu-se, também, à conclamação da sociedade para a realização de uma travessia tempestuosa, relembrada a todo momento, em discursos desconexos, por quem, fingindo-se de vítima, foi titular do mandato anterior e única responsável pela ocorrência do quadro turbulento. Em 2015 se presenciou, ainda, a instalação de uma crise política paralisante e sem paralelo na história da República, com direito à possibilidade de impeachment da presidente, hipótese acalentada por boa parte da população, tudo dentro de uma irrespirável atmosfera de corrupção, atingindo políticos e empresários. É, portanto, um ano que se fecha, mas que continua aberto, com perspectivas futuras inquietantes e perturbadoras, principalmente quanto às próximas gerações, já que o descalabro beira o irreversível. Que o espetáculo dos fogos de artifício anunciando a chegada de 2016 seja acompanhado de fervorosas novenas de fé e esperança.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Sufocados

Fala-se que neste fim de ano a política, enfim, respira um pouco. Lembremos que o ato completo de respirar consiste da inspiração e da expiração. Não adianta apenas colocar para dentro o vital oxigênio, inflando pulmões e levando o gás até todas as células por meio do sangue. É necessário, em igual proporção, colocar para fora o venenoso gás carbônico, advindo das mesmas fontes que demandam o oxigênio. Assim, a respiração política deveria seguir esse simples preceito da bioquímica.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Lorena

Depois do carnaval

Pronto, o ano acabou! Qualquer assunto sério só será tratado depois do carnaval. Com a participação do quadro político nacional, o Brasil pode concorrer ao prêmio de melhor ator do ano, melhor atriz, melhor ator coadjuvante, melhor atriz coadjuvante e melhor diretor. Durante 2015, o espetáculo foi admirável, com direito até a tapas e xingamentos no Congresso Nacional. E não houve a dança das cadeiras no Planalto, aguardada com ansiedade pela população, que, no fim das contas, é a dona do dinheiro público. Os parlamentares vão curtir o verão bem longe dos sérios problemas do País, enquanto os dados de realidade estão aí, mostrando os resultados negativos de tanta irresponsabilidade com a coisa pública.

JOSÉ C. SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

A espada no pescoço

É justo que as instituições do Judiciário e do Legislativo entrem em recesso por mais de 30 dias, enquanto nós, brasileiros, vivemos a maior crise institucional do Estado brasileiro? Nada justifica que os integrantes dos fórum judiciais, das Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional fiquem de folga, enquanto trabalhamos duramente, com uma espada no pescoço e amargando uma crise sem precedentes. Essa situação comprova a necessidade de grandes mudanças institucionais, a começar pelos privilégios dos membros dessas instituições, verdadeiras castas à parte do povo brasileiro, por nós sustentadas!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Recesso

Como são salutares as férias. Estão em recesso o Judiciário e o Legislativo brasileiros. Estamos livres do festival de nonsense que assola o País, até o início de fevereiro. Fica somente o Executivo, que, livre daqueles Poderes, poderá fazer tranquilamente alguma coisa. É até capaz de o PIB crescer, mesmo com o PT no poder.

PAULO H. COIMBRA DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Deus salve o Brasil

Nunca antes na história deste país se viu tamanha roubalheira, tamanho desgoverno, tamanha insanidade política. Uma presidente incompetente, políticos corruptos e bandidos (quiçá assassinos, lembremos de Celso Daniel), um Judiciário vendido e um ex-presidente articulador ladino e chefe de quadrilha que ninguém ousa prender. Mas sou uma pessoa de fé, não no ser humano, mas em Deus, porque para Ele nada é impossível. E, como diz o ditado, não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe. Hoje, minha última e única esperança é de que Deus nos salve.

MÁRCIA ROSSI SOARES

marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

Nunca antes

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” Nunca antes neste país essa frase de Rui Barbosa caiu tão bem!

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

Nem tudo está perdido

Com o andar da carruagem, a solução contra a corrupção foi deixada para 2016. Ocorre que, no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), o afilhado do PT e presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, deixará a presidência do tribunal para Cármen Lúcia, que, por sua vez, não é nada complacente com o que vem acontecendo no Brasil. Deus é brasileiro, portanto há esperança e nem tudo está perdido.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas festas e próspero ano-novo de Aloisio De Lucca, Caroline Norberto, Editora Iluminuras, Elias Natal Lima de Menezes, Fernando Agudo Romão, Humberto Schuwartz Soares, Instituto Ideal, José Eduardo Coelho, Luiz Alberto Olivi, Maria Rodrigues, Panayotis Poulis, Roberto Macedo, Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, Sindicato da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Tokio Marine Seguradora S.A., Verônika, Wendy, Margareth e Klaus Reider, Virgílio Melhado Passoni, Washington Novaes e World Fair Trade Organization (WFTO).

BALANÇO DE 2015

De anos a esta parte, com a entrada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Planalto, o governo e as Casas Legislativas não fazem outra coisa a não ser corromper e se corromper, se defenderem e se acusarem, ensimesmados entre CPIs ao sabor de quatro queijos, relatorias, processos, cassações de mandatos. Põe presidente, tira presidente, tudo neste país se faz, menos legislar e governar, para desgraça nossa. Esse é o balanço que se faz do Congresso Nacional em 2015. Nada, absolutamente nada se fez pró-Brasil no ano que finda. Corram vistas pelo que dizem e fazem lá, no Congresso, e chega-se de pronto à real conclusão de que no Congresso Nacional, onde deveria brilhar o "Brasão Nacional", negocia-se no "Balcão Nacional". Onde deveria haver "gentlemans", pessoas no mínimo dignas e probas, vemos uma perfilhar de maus-caracteres, engalfinhados em briga de rua; rasgando sedas de vaidade, a lhes encobrir a mediocridade. Preocupados unicamente com o "toma lá, dá cá", fazendo do Congresso um "bric-à-brac". Tudo se compra e vende no Congresso, inclusive a honra e a dignidade. Minto? Exagero? Creio que não, ao contrário, provo. Pelo impedimento de Dilma Rousseff, caso isso se concretize, quem deverá assumir o governo será o vice-presidente. Certo. Porém, consultado, o povo vem demonstrar dúvidas de que, pela saída da péssima presidente, venha o tampão Michel Temer a continuar na mesma toada. Essa dúvida campeia entre o povo, atemorizado de que se vá trocar seis por meia dúzia. É o parto da montanha, quando Esopo nos traz a seguinte metáfora: um belo dia, a grande montanha começou a fazer um barulho extraordinário, esturgia, roncava. Os tolos e os sábios todos tinham seus palpites, e deles chegou-se à conclusão de que a montanha estava para parir algo de grandioso, um filho digno de uma montanha. Surgido o sol, a montanha tremeu toda e, depois, rachou num rugido de arrepiar os cabelos. As pessoas nem sequer respiravam, tamanho o medo. De repente, da grandiosa explosão, dos entulhos e do barulho apareceu... um rato pelado. Senhores, pelo barulho que se ouve e vê, Brasília está para parir! O segredo da fábula está em que não é mudarem os presidentes, senão os homens mudarem a si mesmos. 

Antonio Bonival Camargo 

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

*

DERROTADOS

Os brasileiros se sentem derrotados ao final de 2015. A economia do País está de cabeça para baixo, as indústrias estão paradas, a inflação está subindo e o desemprego está aumentando a cada dia. O povo não tem voz ativa nas ruas, pois os seus gritos desesperados não são ouvidos pelos governantes. Os ministros, senadores, deputados, vereadores, governadores e prefeitos abandonaram os interesses dos cidadãos e estão engajados apenas nas questões políticas. A saúde, a educação e a segurança estão abandonadas. A máquina pública está atolada no lamaçal de dívidas e escândalos de corrupção. O Brasil está sem rumo e sem boas perspectivas para o futuro. 

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte 

*

FOMOS ROUBADOS

Nós, brasileiros, fomos roubados. Fomos roubados por Lula, Dilma e 13 anos de "companheiros" petistas. 1) Fomos roubados, de um Supremo Tribunal Federal (STF) e de um juizado honestos e impolutos por apaniguados de longa data do atual governo de plantão, e não podemos mais contar com uma Justiça adequada e competente (há exceções, viva Sérgio Moro). 2) Fomos roubados por 39 ministérios e um Congresso contaminados por pessoas com reais, dólares e euros e com suas bocas e bolsos arreganhados ao "quem dá mais". 3) Fomos roubados na saúde em hospitais e postos depósitos de pobres doentes sem o mínimo medicamento para suas necessidades básicas, morrendo no chão. 4) Fomos roubados na educação, com escolas e professores mal pagos, 40 ou 50 alunos por classe e que se tornaram antros de jovens bandidos. 5) Fomos roubados nas aposentadorias: no Brasil um bandido preso ganha mais do que um trabalhador que mourejou por 30 anos. 6) Fomos roubados de uma indústria  pujante e batalhadora que hoje fecha suas portas. 7) Fomos roubados de um comércio florescente, trabalhador, atuante no crescimento do País. 8) Fomos roubados pela inflação de 10%, que a dona de casa sabe ser bem maior. 9) Fomos roubados em estradas e portos inadequados para  dar vazão ao escoamento da nossa produção. 10) Fomos roubados pelo desemprego de 1 milhão de trabalhadores. 11) Fomos roubados da nossa segurança de ir e vir, com uma polícia desaparelhada até para o atendimento emergencial. 12) Fomos roubados de nosso Exército, que hoje está à míngua - e uma nação sem exército está entrega à sanha de vizinhos. 13) E, como se não bastasse (o 13 dá azar), tirou-se dos brasileiros o orgulho que tínhamos da Nação, tiraram de nós nossa dignidade, nossa alegria e nossas esperanças por décadas. E isso não tem perdão.

Ruth Moreira 

ruthmoreira@uol.com.br 

São Paulo

*

O IDH DO BRASIL

Dados da ONU mostram que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos brasileiros caiu um ponto, alcançando o 75.º lugar, e seria menor, se incluíssem nele a desigualdade social. Na América Latina, o gigante só não perde para Peru e Equador. Agora, veremos os papagaios de pirata dizer que a metodologia não é a ideal. Que não contaram este ou aquele dado, etc. A mesma ladainha ouvida em 13 anos. Só uma coisa não cai no Brasil: esta cambada de políticos sem ética, moral, competência e consciência. Esta só aumenta e chega em primeiro lugar, como o País mais corrupto do mundo. Onde foi parar o tal "milagre como nunca antes neste país"?

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

*

NÃO PASSARÃO

A sociedade brasileira, no seu conjunto, está cansada de ser enganada, ludibriada, roubada, ridicularizada. Pelo tempo que dura esta trágica situação, corremos o perigo de perder a capacidade de tomar uma atitude. Saramago escreveu: "Entre o martelo e a bigorna somos um ferro em brasa que de tanto lhe baterem se apaga". Imitando a Pasionaria, vamos também dizer: "No pasarán".

Francesco Magrini 

framagr@ig.com.br 

Cachoeira Paulista

*

PRODUTO DA OBRA

Vendo o resultado de toda a obra do governo Dilma, cheguei à conclusão de que a corrupção chega a ser um pequeno mal de todos os males de seu governo. A catástrofe foi de A a Z.

Luíz Frid 

luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

*

O SUFIXO 'IU'

A "presidenta" Dilma, durante o seu governo de 2010 a 2014 e durante sua campanha para a reeleição, usou e abusou do sufixo "iu": mentiu, traiu, interferiu, sumiu e infringiu, mas, até agora, não caiu.

Olavo Fortes Campos Rodrigues 

olavo_terceiro@hotmail.com 

São Paulo

*

REPÚBLICA DESACREDITADA

A República tupiniquim já nasceu com certo viés antidemocrático - por meio de ação militar para derrubar o Império - e, decorridos 126 anos, dá sinais de que não amadureceu. A ideia de democracia nunca esteve historicamente consolidada, entre uma ditadura e outra tivemos períodos de maior estabilidade, mas jamais um espírito puramente republicano norteando a vida pública. Agora, o lulopetismo encarregou-se de destruir os fundamentos consolidados a duras penas no período pós-redemocratização, especialmente com a Constituinte de 1988. Com a ascensão do ex-presidente Lula (símbolo do grupo autoritário e atrasado que representa), o Poder Executivo foi contaminado pelo totalitarismo e, no campo econômico, os pilares do Plano Real foram corroídos pelo populismo desvairado do socialismo latino-americano. Não tardou para que o dinheiro público fosse desviado para os cofres partidários e contas bancárias de parlamentares (como apontou a Operação Lava Jato recentemente) instaurando o sistema presidencialista de cooptação. Enfim, o que já ficara evidente - porém esquecido pelos ânimos do momento - na segunda fase do julgamento do mensalão veio à tona: o PT "bolivarianizou" a Suprema Corte brasileira, segundo explicitou um de seus ministros (uma exceção no Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. O País está com a economia aos frangalhos, inflação e desemprego passando da casa dos 10%; com uma crise moral e descrença na classe política - o que muito se deve a uma oposição sonolenta - de magnitudes nunca antes vistas; afinal, que será da Terra Brasilis? A República está desacreditada! 

Elias Menezes 

elias.natal@hotmail.com  

Nepomuceno (MG)

*

A SUSPEITA DE CASUÍSMO

Mesmo que a Câmara dos Deputados aprove a abertura do processo de impedimento da presidente da República, pela decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) este mês, o Senado é quem vai decidir se o processo seguirá adiante. Francamente, não dá para entender como um Senado com representatividade tão desproporcional possa representar o anseio da população brasileira como um todo. Pensar que São Paulo, o Estado mais populoso do Brasil, tem o mesmo número de representantes do Amapá ou do Acre, com tão poucos habitantes. Não parece um disparate? Estranhíssimo que tal aberração não tenha passado pela cabeça dos ministros da mais alta Corte do País que resolveram legislar como se fizessem parte de outro poder, o Legislativo. Da mesma forma, determinaram o voto aberto como se isso também fosse prerrogativa do STF decidir. Houve até o argumento explicando o porquê dessa decisão: a de que o eleitor deve ver a cara do seu eleito e verificar como ele votou. Mas é de competência do Poder Judiciário decidir isso também? Posso argumentar que deputados que votarem contra o Poder Executivo correm risco de sofrer retaliações, no caso de seu voto não estar em consonância com os interesses do Executivo - e estamos cansados de saber que isso acontece. Como brasileira, peço que tais decisões sejam, no mínimo, repensadas e que V. Excias. ponham a mão na consciência. Caso contrário, como confiar na isenção do STF? De fato, a suspeita que fica é a de "casuísmo", como bem definiu o ministro Gilmar Mendes, o que seria algo realmente deplorável!

Eliana França Leme 

efleme@terra.com.br  

São Paulo

*

FORA DO LUGAR

Decisão judicial não se discute - salvo em juízo, claro! -, cumpre-se! Mas na decisão do STF com relação aos procedimentos e poderes de cada Casa do Congresso para dar andamento a um processo de impeachment, algo parece um pouco, como diria, "fora do lugar". Afinal, é tido como certo que cabe à Câmara, cujos membros representam a população, propor e aprovar as medidas de interesse desta, para os assuntos que lhe são afetos dentro de suas atribuições constitucionais. Por outro lado, cabe ao Senado, que representa os Estados, a revisão e o julgamento com relação às decisões tomadas pela Câmara. Em outras palavras, a Câmara decide e sua decisão pode ser eventualmente modificada ou anulada pelo Senado, mas em momento algum a Câmara apenas sugere que um assunto que ela decidiu por maioria de seus membros, dentro de suas atribuições originárias, seja analisado sem levar em consideração sua decisão. O Senado não pode tomar para si legislar sobre assuntos que não lhe são afetos constitucionalmente (no caso a admissibilidade de haver um julgamento com relação a crimes de um presidente) e, em o fazendo, obrigaria a que essa decisão retornasse à Câmara para apreciação. Ao Senado cabe julgar o que a Câmara aprovou e eventualmente decidir em contrário! Com relação ao papel de cada Casa com relação aos crimes previstos constitucionalmente como passíveis de afastamento de um presidente, esse rito é corroborado pela Lei 1.079 (não revogada), que, inclusive, reforçando o conceito, prevendo que se o processo de impeachment for de natureza criminal comum (Art. 23 § 6.º), deverá ser encaminhado ao STF sem nem sequer ser ouvido o Senado. A considerar como válida a decisão do STF, como ficaria o encaminhamento de um processo de destituição de um presidente por crime comum? Com todo o respeito, creio que o STF extrapolou seus poderes constitucionais! Mas quem há de julgá-lo?

Jorge Alves 

jorgersalves@gmail.com 

Jaú 

*

DITADURA DO JUDICIÁRIO

Para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), uma lembrança do que disse Rui Barbosa: "A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer". Pobre Brasil.

Leônidas Marques 

leo.marques.vr@gmail.com 

Volta Redonda (RJ)

*

REAÇÃO DE INDIGNAÇÃO

O ministro Gilmar Mendes, do STF, reagiu indignado à decisão majoritária de seus pares ao dizer que estavam tomando uma decisão casuística. Foi acompanhado também com veemência por Dias Toffoli (sic). E nem sequer foram questionados pelos colegas. Dias atrás, a ministra Cármen Lúcia, do mesmo STF, disse que os brasileiros deveriam ter a mesma ousadia dos canalhas para salvar o Brasil. Pergunto à ministra: quem são os canalhas? Na minha opinião, todos têm nome e sobrenome e estão encastelados em todos os poderes. E o Brasil, depois dessa decisão, afundou mais um pouquinho. 

Paulo H. Coimbra de Oliveira 

ph.coimbraoliveira@gmail.com  

Rio de Janeiro

*

BOLIVARIANOS

Ilmo. sr. ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, é de se estranhar sua observação de que esta corte está com atitudes bolivarianas. Pois, a partir do momento em que este governo assumiu o "pudê", há 13 anos, está caminhando a passos largos na direção do bolivarianismo. O que podemos esperar do STF, se a maioria lá foi indicada e colocada ali pelo Planalto?

Angelo Tonelli 

angelotonelli@yahoo.com.br  

São Paulo

*

FUNCIONAM AS INSTITUIÇÕES?

A decisão do STF a respeito das regras a serem cumpridas pelo Congresso para levar adiante o processo de impeachment da presidente Dilma, em oposição ao rito que já fora estabelecido por aquela Casa parlamentar, dentro do estabelecido pelos seus preceitos e regimentos, configura uma preocupante interferência de um dos poderes da República sobre as resoluções e atitudes de outro, numa explícita atitude de quebra das tão decantadas harmonia e independência que devem vigorar entre eles e que garantem a robustez da democracia. Por mais que os egrégios membros da Corte quisessem salvar as aparências através do matagal de palavras do jargão jurídico, ininteligível para o grande público, ficou no ar uma desconfortável sensação de politização sutil dos membros do STF, visando a obstaculizar e a procrastinar o andamento de um pleito que é visivelmente apoiado por boa parcela da população. Diante do novo rito imposto pelo STF, cabem as perguntas: foi feita realmente a melhor justiça, se é que existe algo assim e, mais importante, estarão realmente funcionando as instituições, como é normalmente propalado por alguns analistas?

Paulo Roberto Gotaç 

pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

*

CATILINÁRIAS DO STF

Assistindo ao julgamento do caso Dilma, fiquei estarrecida. Um assunto de tamanha relevância e Suas Excelências usando um juridiquês totalmente incompressível aos ouvidos dos simples mortais, evocando ministros de outrora, que nunca ouvimos dizer que existiram, evocando a Constituição de 1888, a de 1934 e outros etc. e tal. Ao fim dessa verborragia, com um jocoso sorriso, fizeram como fez Pôncio Pilatos, lavaram as mãos e passaram o abacaxi para a frente. Um jarro de água fria na cara do Brasil.

Celia H. Guercio Rodrigues 

celitar@hotmail.com  

Avaré

*

POLITICALHA

A recente sessão plena do STF adia a solução deste drama novelesco que é a luta dos que são contra a presidente Dilma e aqueles que não aceitam o seu afastamento. Mas o que não está sendo levado em consideração é que as atitudes desses pretensos oposicionistas diminuem ainda mais o conceito da classe política. Além do golpismo, eles não apresentam propostas condizentes com os objetivos de quem pretende governar este país continente. E quais as explicações deles para os conchavos e acordos que fazem com o ainda ocupante do cargo de presidente da Câmara? Que péssimo exemplo, uma verdadeira politicalha. 

Uriel Villas Boas  

urielvillasboas@yahoo.com.br  

Santos

*

BRINCANDO COM FOGO

Será que o inconsequente STF tem ciência de que o povo pode ser belicoso daqui em diante?

Alessandro Lucchesi 

timtim.lucchesi@hotmail.com 

Casa Branca

*

ADPF

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) sempre foi o instrumento menos admitido pelo STF para fazer cumprir a Constituição. Só é admitida na hipótese da inexistência de qualquer outro remédio jurídico. Pode ser preventiva, mas o risco de lesão iminente bem demonstrado, não presuntivo. A fundamentalidade do direito arguido de descumprido ou ameaçado também exaustivamente levada à concordância dos ministros. Prova eloquente de que tais arguições sempre foram deferidas com mãos avaras é seu número pequeno, pouco mais de 300 em 29 anos de vigência da Carta. A questão de seu descabimento, neste caso de impeachment, com seus inúmeros desdobramentos, foi apresentada como preliminares. A Corte passou sobre as preliminares com uma motoniveladora. Vejamos o que fará com a enxurrada de próximas arguições. Afinal, os cidadãos comuns não podem ser tratados de modo inferior ao presidente da República, numa democracia verdadeira, autêntica, sob os aspectos processuais. Nem mesmo fomos informados de qual tenha sido o preceito fundamental específica e concretamente violado ou ameaçado. Crise do estado democrático de direito brasileiro, sem nenhuma dúvida, demonstração de que as instituições estão sendo frágeis para equacionar os fatos. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula 

amadeugarridoadv@uol.com.br  

São Paulo

*

INDEPENDÊNCIA DOS PODERES

O Poder Judiciário dita regras a serem cumpridas pelo Poder Legislativo. A independência de Poderes, uma das cláusulas pétreas de nossa Constituição, foi jogada no lixo pelo STF.

Roberto Twiaschor 

rtwiaschor@uol.com.br  

São Paulo

*

CAEM AS MÁSCARAS

Perfeita a análise do brilhante artigo "A sangue frio" (22/12, A2), de Fernão Lara Mesquita, em que se constata o atestado de óbito das instituições brasileiras que detinham ainda algum verniz de independência e legalidade. De fato, a decisão do STF foi o "AI-6", por ter decretado indiretamente o fechamento - ou a total inocuidade - da Câmara ante a Casa comandada pelo "porteiro do impeachment", poupado pelo engavetador, digo, procurador-geral Rodrigo Janot, cuja máscara, outrossim, caiu como a dos demais bastiões da imoralidade e do despautério desta republiqueta das bananas. Se 2015 é o ano que não quer acabar, 2016 será provavelmente o ano que nos vai enterrar! Que Deus nos salve!

Roberto Simões Vivacqua de Medeiros 

Rsvivacqua@yahoo.com.br  

Rio de Janeiro 

*

O PAPEL CONSTITUCIONAL DO STF

Para servir de árbitro do Congresso Nacional, vergonhosamente o STF rasgou o seu papel constitucional ao definir o rito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que poderá ser arquivado quando chegar ao Senado, bastando para isso uma votação aberta, na qual valerá a vontade da maioria simples dos senadores. As lides do Legislativo federal são de competência interna e quem deveria resolvê-las seriam os próprios parlamentares, e não o STF.  É vergonhoso e apelativo, e tudo indica que para tentar preservar o mandato de quem não se comportou dentro dos parâmetros legais, a manobra política operada para que o Supremo ditasse o rito do processo de impeachment da presidente. O que se observa, mais uma vez, é o Judiciário interferir no Legislativo para estabelecer regras, invertendo os papéis. O STF tem de tratar e julgar matérias de constitucionalidade e não de picuinhas internas do Congresso Nacional. O Supremo não é o guardião constitucional? Onde está a inconstitucionalidade do caso vertente submetido à Suprema Corte? Quando se observa, em decorrência da decisão do STF, a alegria esfuziante do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Jorge Viana (PT-AC), bem como de outros petistas e partidos da base de apoio, interessados na permanência da presidente, a gente chega à amarga conclusão de que o Congresso Nacional está virando um picadeiro, formado por um bando de saltimbancos a serviço não do País, mas de grupos interessados na continuidade de governos corruptos ou descumpridores das normas republicanas. E não devamos esquecer também que do outro lado está outro bando de ministros togados do STF rasgando o papel da Constituição para reger assuntos internos da Câmara federal. Está tudo perdido!

Júlio César Cardoso 

juliocmcardoso@hotmail.com   

Balneário Camboriú (SC)

*

CARAS DE PAU

Nossos políticos, em qualquer país um pouquinho civilizado, passariam alguns Natais vendo o trenó do Papai Noel pelas grades de uma cadeia, por muitos anos. Eles consideram o povo um bando de cretinos que, mesmo tomando cacetadas, só sabem abaixar as cabeças e chorar. Um senador sobe à tribuna da Casa e, com alto grau de despudor, pede a aprovação das contas do governo federal do ano de 2014 (mesmo com as pedaladas da presidente). Outro cara de pau, em defesa do presidente da Câmara, pede a anulação da decisão do Conselho de Ética. Um prefeito despudorado fala em reajustar a conta de luz em 76%. Os homens que compõem o STF não ouvem o clamor do povo. O ministro diz que vai reformar a previdência. Isto é, vai criar mais dificuldade para que o trabalhador se aposente, enquanto eles se aposentam sem nunca trabalhar e, mesmo sem trabalhar, tiram férias de 50 dias viajando de classe executiva. Será que continuaremos por muito tempo de cabeça baixa tomando porradas?

Wilson Matiotta 

loluvies@gmail.com  

São Paulo

*

ESCOLHA

A presidente Dilma quebrou o País. Deu claros motivos jurídicos para ser afastada. No entanto, o STF preferiu salvá-la a salvar o Brasil. Lamentável!

Luíz Frid 

luiz.frid@globomail.com  

São Paulo

*

DESPEDIDA DE 2015

Os humanos realmente são de espantar. Corrompem e se deixam corromper de forma inexorável, julgam deter o direito da razão acima de qualquer evidência, supõem e impõem suas verdades como se não houvesse juízo individual das coisas, mentem e desmentem em proveito próprio sem olhar a quem quer que seja que prejudiquem, entendem apenas ideias do seu universo por mais controverso que ele seja, constrangem seus semelhantes sem nenhum pudor desde que seus interesses sejam mantidos, encastelados no poder cooptam e falseiam de forma desavergonhada. Esse é o Brasil de hoje que se despede de 2015, humilhado por meia dúzia de inescrupulosos sentados no poder.  

Francisco José Sidoti 

fransidoti@gmail.com  

São Paulo

*

A LENTIDÃO DO STF

Com a inconcebível lentidão do STF, vários políticos apostaram suas fichas na prescrição das ações penais e inquéritos a que respondiam. Em 4 meses, 6 senadores e 11 deputados se livraram de 24 investigações que foram arquivadas. Dentre outros, temos Jader Barbalho, Marta Suplicy, Arthur Lira, Cabo Sabino e Wladimir Costa. Viva a impunidade no País!

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

*

MANOBRAS CONTRA DILMA

Se até agora a Justiça não encontrou quaisquer resquícios que comprovem o envolvimento direto ou indireto da presidenta Dilma Rousseff com crimes, então creio que ela não pode ser submetida a um processo de impeachment pelo Congresso Nacional, principalmente pela Câmara federal, onde seu presidente não tem qualquer moral para conduzir tal procedimento, diante de tantas denúncias de fatos corruptivos que recaem sobre ele.

  

Célio Borba 

borba.celio@bol.com.br  

Curitiba

*

'PALAVRAS QUE VOAM'

  

"Eu sou honesta", afirma a presidente Dilma Rousseff. Evidência clara de que ela tenha se beneficiado materialmente da corrupção generalizada do seu governo não existe, constata o editorial "Palavras que voam" (21/12, A3). Mas o mesmo editorial lembra que falar a verdade não é uma das virtudes da "presidenta". A propósito, "verba volant" até que vem a calhar como título para uma próxima fase da Operação Lava Jato.

Nilson Otávio de Oliveira 

noo@uol.com.br 

Valinhos

*

UM CIRCO CHAMADO BRASIL

Tentar arranjar subterfúgios para blindar Dilma do impeachment e Lula de suas responsabilidades está se tornando cada vez mais insuportável do ponto de vista político. Não existe nada mais claro e límpido que os malfeitos exaustivamente mostrados e provados e as tentativas de seus "cumpanheiros", estejam eles no STF, no Senado ou na Câmara, de banalizar e enfraquecer o impedimento da presidente. É a luta do bem, representado pelo povo brasileiro e os cidadãos sérios deste país, contra o mal, os picaretas e os agentes do gangsterismo. Nossos ministros do STF, tropa de choque do governo, interpretam as leis de acordo com seus próprios interesses. Por muito menos Collor caiu. Enquanto isso, o País sofre, a população se resigna e os malfeitores comemoram. Que Deus ajude o Brasil e que a justiça dos bem-intencionados prevaleça.

Elias Skaf 

eskaf@hotmail.com  

São Paulo

*

O BRASIL EM CRISE

O exaurido presidencialismo de coalizão causou uma disfuncionalidade enorme sobre a formação de maioria parlamentar para a governabilidade do País. Se não houver impeachment, o impasse político vai continuar mais três anos com os usuais jogos de palavras sobre o governo federal precisar recompor a base aliada e encontrar alguém para fazer a articulação política. Prefiro votar tanto para presidente como para primeiro-ministro em 2018, tirar os poderes dos presidentes da Câmara e do Senado, se não a cantilena vai continuar até 2022 com este mesmo sistema de governo com paralisia decisória que apenas agrava a crise política, econômica e social do País. 

Luiz Roberto Da Costa Jr. 

lrcostajr@uol.com.br  

Campinas

*

ESPERANÇA NAS RUAS

Depois de todos os maléficos e últimos acontecimentos, é esperar e rezar ou ir todo mundo para rua gritar em uníssono em uma só voz toda a nossa revolta.

  

Suely Sabbag 

ssbbag@hotmail.com   

São Paulo

*

O IMPEACHMENT E OS PROTESTOS

O Planalto declara que os movimentos de rua a favor do impeachment terão menos força. Entretanto, tendem a crescer, porque o País quer dona Dilma fora do governo, tanto que a economia nacional se encontra estagnada, esperando uma luz ao fim do túnel. De outro lado, a corrupção endêmica, como diz o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode determinar o perecimento dos valores da República. Por isso, também, é necessária vida nova, com novo governo e novas perspectivas políticas e econômicas, substituindo-se integralmente o lulopetismo, que foi maléfico para o País.

José C. de Carvalho Carneiro 

carneirojcc@uol.com.br  

Rio Claro

*

ESTAMOS JUNTOS

Quero cumprimentar o missivista sr. Gilberto Dib pela feliz manifestação que li em 21/12 no "Fórum dos Leitores", na qual faz um chamado a todos os milhões de brasileiros decentes deste país que não concordam com a bandalheira e escândalo de corrupção estabelecida por este desgoverno do PT. Nossa maior arma são as ruas, vamos enchê-las, já que eles morrem de medo destas manifestações. No dia 13 de março vamos mostrar para eles o que achamos deste governo e desta presidente de araque. Eles não têm capacidade de arregimentar e encher as ruas como nós, brasileiros com vergonha na cara, que não usamos camisetas vermelhas, pois nossa cor é o verde-amarelo, e nem precisamos de ônibus fretados ou de sanduíche de mortadela. A vitória com certeza será nossa.

Henrique Schnaider 

hschnaider4@gmail.com  

São Paulo

*

NOVOS MINISTROS

Na posse dos novos ministros na tarde de segunda-feira, 21 de dezembro, a presidente leu um discurso sem nenhum entusiasmo, não improvisou e não colocou seus famosos "cacos". Aliás, em se tratando da presidente, são mais é "entulhos". E outra vez oficialmente seguimos na contramão da história. E durma-se com um barulho desses.

Eduardo Augusto Delgado Filho 

e.delgadofilho@gmail.com  

Campinas

*

REFLEXÕES DE FIM DE ANO

Será que existe um filme chamado "Ladrões de Sonhos"? Acordei com essa frase na cabeça. Não sei se existe o filme, mas que os ladrões de sonhos existem, isso é fato. Eles estão aí, não a nos espreitar para dar o bote e levar o que nos pertence, na calada da noite, mas na luz do dia, debaixo do sol tórrido dos trópicos. Roubaram a realização dos sonhos de todos os brasileiros, quando desviaram o que pertence a todos, enchendo seus bolsos e contas, roubaram a dignidade daqueles que penam nas filas dos hospitais, dos que gastam 4 horas por dia para ir e vir do trabalho, dos que deram seu suor por anos a fio, dos que acreditaram num país melhor baseado em falsas promessas. E aí, o que vamos colocar no lugar dos nossos sonhos roubados? Vamos também embora para Miami? Ou vamos nos mover para recuperá-los? Só bater panela não adianta. 

Elisabeth Migliavacca 

elisabeth448@gmail.com  

São Paulo

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.