Fórum dos leitores

GOVERNO LULOPETISTA

O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2015 | 03h03

E o trabalhador, ó...

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) passará a bancar 90% do programa habitacional em 2016. Mais uma vez o governo usa a sombra da aba do chapéu do trabalhador com fins eleitorais. Os trabalhadores com carteira assinada, cujos empregadores contribuem com 8% do seu salário mensal, podem levar um susto, quando se aposentarem, com a notícia de que o FGTS está falido, igualzinho ao que acontece com sistema previdenciário. Obras faraônicas foram feitas com o dinheiro da Previdência: a construção de Brasília, a Transamazônica, a ponte Rio-Niterói – esta com algum resultado positivo, mas houve superfaturamento da obra; Brasília virou o centro da corrupção e a Transamazônica não passa de uma trilha na floresta. Então, se “eles” fizeram, “nós” também podemos, depois mandamos a conta via aumento de impostos.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Aumento de impostos

O governo federal, com apoio de prefeitos e vários governadores, planeja meter ainda mais a mão nos nossos bolsos, aumentando os impostos. Mas não se iludam que isso seja pela melhoria do serviço público. É, sim, para continuar bancando as mordomias das “castas” e manter MST, MTST, CUT, ONGs e outros bandos funcionando. Revoltante, né? Mas, como sempre, continuaremos pagando de maneira bem brasileira: conformada!

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Quebra da poupança

O que parecia impossível aconteceu: estamos fechando o ano com a popular caderneta de poupança rendendo pouco mais de 8% e a inflação oficial batendo em quase 11% ao ano. Quem buscou a segurança do investimento garantido pelo governo vai resultar com seu capital defasado em mais de 2%. A inconsistente política econômica dos últimos anos, que por meio de renúncia fiscal e expansão temerária do crédito alavancou o mercado e endividou a população, conduziu-nos a este estado de coisas. Um país que mantém milhares de contratados por via política, muitos deles sem ocupação definida, não pode continuar impondo prejuízos ao cidadão que, na tentativa de proteger seu parco dinheirinho, o deposita em caderneta de poupança. Pelo que se vê, todos os esforços pela estabilização econômica estão sob sério risco. A inflação alta, os artifícios usados ora para privilegiar setores, ora para prejudicar o trabalhador e o cidadão nos dão a sensação de uma nação sem lei. É preciso corrigir o passo da economia com toda a urgência, antes que, juntada à crise política, ela se transforme numa crise social cujas consequências ninguém pode prever.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

No vermelho

De uma coisa o PT se pode orgulhar: deixou os brasileiros literalmente no vermelho. Dívidas por todos os lados, na conta bancária, no cartão, na escola dos filhos, na prestação da casa e do carro. Sem contar o desemprego, a inflação, a taxa de juros. E o governo ainda acena para 2016 com aumento de energia de mais 15%. E a bandeira vai continuar vermelha. 2015, um ano para esquecer e 2016, um ano em que o cidadão vai continuar pagando a conta do governo perdulário petista, aquele que acusa de golpista quem é contra a corrupção e o roubo dos cofres públicos. Ora, golpe é o que o governo do PT aplicou nos brasileiros.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Um ano perdido

Em 2015 as indústrias brasileiras produziram menos, as famílias consumiram menos, as empresas contrataram menos e os trabalhadores ganharam menos. Em 2015 o Brasil andou de marcha à ré e, pelo que estamos observando, tudo o que tínhamos avançado nos últimos tempos voltou à estaca zero. Mesmo que em 2016 nossa economia volte a crescer, será necessária mais uma década para chegarmos aonde estávamos 15 anos atrás. Oxalá que em 2016 as coisas voltem a se normalizar, a inflação caia e a vergonha na cara de muitos dos nossos políticos reapareça. Enfim, feliz ano-novo...

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Mantega e Barbosa

Mas agora vai melhorar muito. E provavelmente a percepção do mercado financeiro internacional vai demonstrar isso claramente: Guido Mantega declarou que Nelson “Barbosa é a pessoa certa para o Ministério da Fazenda”. Que Deus nos acuda!

ANTONIO CARLOS Q. CARDOSO

acardoso@acardoso.com

São Paulo

Nelson Barbosa é a pessoa certa? Se o Mantega falou, tá falado. Todo mundo acredita.

JOSÉ ROBERTO CICOLIM

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

Se o Mantega está apoiando as pretensões do Barbosa é porque, realmente, estamos fritos.

MAURO LACERDA DE ÁVILA

lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

Os rumos da economia

Quer dizer que a “gerentona” que levou sua lojinha de R$ 1,99 à falência é quem vai ditar os rumos da economia do País em 2016? Como diria minha avó, valha-me Deus!

JOSÉ FRANCISCO D’ANNIBALE

dannibale@remunera.com.br

São Caetano do Sul

A presidente dará as diretrizes econômicas? Já não bastam as aberrações cometidas nos últimos anos? Numa sabatina com nossos proeminentes economistas (e os há), ela não saberia responder a nenhuma questão complexa, creio eu, pelos disparates anteriores. Receito “semancol” com urgência. E que se desculpe, publicamente, com o sr. Joaquim Levy.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de AFMS Group, Agência Dinheiro Vivo, Aldo Dórea Mattos, Alessandra da C. Cabral – Unicred da Bahia, Alessandro Lucchesi, Antonio Claudio Guimarães do Canto, Arcangelo Sforcin, Arlete Pacheco, Associação Paulista Viva, Azambuja Cursos Preparatórios, Azevedo, Carlos Eduardo Barros Rodrigues, Cláudio Moschella, Cocal Energia Responsável, Daniel Américo Garbi, DSOP Educação Financeira, Eugênio José Alati, Flávio Tiné, Ford, Francisco José Sidoti e FJS Consultoria de Infraestrutura, Hildeberto Rubin Alessio e Humberto Boh.

PIADA DE MAU GOSTO

 

28 de dezembro de 2015. O ano praticamente no fim. O noticiário local da manhã exibe os preparativos para a festa na orla, anunciando queima de fogos, apresentação de artistas famosos, altíssimos cachês não revelados e alegria de aluguel de turistas (permita-me, Aldir Blanc). Mostra também hospitais sem condições de atendimento; Unidades de Pronto-Atendimento desaparelhadas; pacientes chorosos voltando sem consultas; e médicos, raríssimos, desesperados por não poderem contar com insumos básicos que lhes permitam dar a menor assistência. Ao lado de tudo isso, reporta arrastões nas praias, calor insalubre, jovens magrinhos, vestindo meros shorts, sem camisa, correndo da polícia e, o mais dramático, uma escola incendiada por bandidos. Diante deste quadro cômico-escatológico, só resta lembrar de recente matéria veiculada por um periódico europeu com o título “O Brasil é uma piada”. E o Estado do Rio de Janeiro é uma piada, sem graça, dentro da piada.   

 

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ABANDONO

 

Fico imaginando alguém que se valeu do transporte público para, emergencialmente, se socorrer num hospital qualquer do Rio de Janeiro, cujo trajeto o faz passar pelas obras monumentais do Parque Olímpico. Na ida, mesmo desesperado, um fio de esperança num atendimento médico; na volta, uma sensação revoltante de total abandono, vítima que foi da má gestão de recursos públicos, responsável pela pior crise da história da saúde fluminense.

 

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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NA UTI

 

O Rio de Janeiro, outrora cantada em prosa e verso como a Cidade Maravilhosa, está respirando com a ajuda de aparelhos, ou seja, nada sobrou do glamour de outrora. A cidade está imunda, as avenidas Atlântida e N. Senhora de Copacabana acumulam lixo ao longo do percurso. Natal? Nada que lembrasse o bom velhinho pelas ruas da cidade. Eu pergunto: os turistas que vêm para a Olimpíada vão encontrar uma cidade acabada, ou existe uma saída? Perguntem às suas excelências, os políticos. Lamentável.

 

Celia H. Guercio Rodrigues

celitar@icloud.com

Avaré

 

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SAÚDE, RESPONSABILIDADE DO ESTADO

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, há décadas, que cabe aos entes políticos, em conjunto, disponibilizar saúde à população, na extensão determinada pela Constituição federal. As Organizações Sociais (OS) ajudam os entes políticos a gerenciar os recursos públicos destinados à saúde. Elas não assumem os negócios para si. Nem os seus riscos, obviamente. Basta ler os contratos de gestão que são firmados entre tais partes. Por isso é incompreensível e assustadora a afirmação do futuro secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro no sentido de que "mesmo que tenha algum atraso no pagamento (do Estado para as OS), precisa suprir". Ora, se o custeio mensal é pago justamente com o repasse governamental, que também deve ser mensal, e se as entidades não lucram nada com o gerenciamento, de qual bolso elas tirarão o dinheiro para pagar as despesas e “suprir” os custos?

 

Josenir Teixeira

jt@jteixeira.com.br 

São Paulo

 

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PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA

 

Insisto em dizer: qualquer organização que se preze, grande ou pequena, pode prever com muita antecedência uma situação financeira difícil. O fluxo de caixa é um instrumento acessível até para os pequenos. O que se diz de um Estado que de repente viu seu setor de saúde desmoronar, e precisou correr de chapéu na mão, decretando o estado de emergência e deixando a população desesperada, sem assistência médica e hospitalar? Não conseguiu prever em tempo? Qual a qualificação dos administradores públicos responsáveis? Quem os indicou teve alguma preocupação com sua formação técnica? O pior é que o mesmo tem ocorrido em todos os níveis da administração pública, ora na Santa Casa, mesmo em São Paulo, ora no próprio Executivo Federal, que desmoronou em 2015, com um "furo" tão grande que não dá nem para ser coberto pelos demandados cortes de despesa. Mais uma vez a conta será paga pela sociedade, alimentado a carestia, que costumamos chamar de inflação.

 

Luiz Augusto Casseb Nahuz

luiz.nahuz@icloud.com

São Paulo

 

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AGRAVANTE

 

Com as inúmeras mortes de pessoas por falta de atendimento no setor de saúde do Brasil, por falta de verbas, não seria o caso de agravar as penas dos condenados por crime de corrupção também por homicídio?

 

Luíz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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CORTES NA SAÚDE

 

Será que não é chegada a hora de cortar salários de funcionários improdutivos? Carros e outras benesses? Auxílios isso e aquilo? Por que só no nosso orçamento? Os Estados já não têm os mimeógrafos de dinheiro, chegou a hora da verdade. Enxugamento total desses trambolhos!

 

Paulo Américo de Andrade

paandrade@gmail.com 

São Paulo

 

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SOCORRO

 

Minha filha precisa fazer infusão com o medicamento Remicade, pois é portadora da Síndrome de Crohn, e desde a primeira quinzena de outubro o SUS não fornece o medicamento. Ontem (28/12/2015), minha filha foi internada com hemorragia intestinal pela falta do medicamento. Ajudem-me!

 

José Francisco Aparecido Mendes

São Paulo

 

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GESTÃO ASSASSINA

 

Tomamos conhecimento, todos os dias pela mídia, de que a saúde "nunca na história deste país" esteve tão horripilante: morrem todos os dias inúmeros irmãos brasileiros e, segundo os médicos, trata-se de mortes simplesmente evitáveis. Indignação, vergonha, tristeza e luto!

 

Roberto Hungria

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

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REFORÇO DE CAIXA

 

O prefeito carioca, o governador fluminense e a presidente da República apostam no “quanto pior, melhor” da calamidade pública para conseguir mais verbas para a saúde. Diante da falta de pessoal, de equipamentos, de material hospitalar e da piora do quadro de epidemias como a dengue, a da febre chikungunya e o zika vírus em todo o País, os três executivos contam com fazer uma pressão política conjunta para tentar aprovar a CPMF por causa da realização da Olimpíada e, para isso, esperam contar também com o apoio de governadores e prefeitos interessados no reforço de caixa por causa das eleições municipais de 2016.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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MAIS IMPOSTOS

 

Em 2015 o brasileiro trabalhou 151 dias somente para pagar os impostos. O governo agradece e aguarda ansiosamente que o impostômetro alcance a meta de R$ 2 trilhões de tributos arrecadados nesse desastrado ano. O retorno dos R$ 13 trilhões arrecadados nos últimos dez anos está na cara, só não vê quem não quer. As universidades estão encerrando as suas atividades por falta de dinheiro, assim como os hospitais públicos. Os portos e aeroportos são uma vergonha nacional. As ferrovias interligando as principais capitais do País, para transporte de passageiros e de cargas, simplesmente não existem. O saneamento em cidades de 200 mil habitantes é muito precário. Falta água potável na maior cidade do País. Os grandes empreendimentos estão paralisados, como, por exemplo, o Comperj, a Rnest, a Transposição do Rio São Francisco, as plataformas de petróleo da Sessão Onerosa e Replicantes, etc. Por outro lado, nesta última década os petistas encheram o bolso de dinheiro, em manobras pouco lícitas e sempre defendendo a implementação de novos impostos.

 

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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PT, O ICEBERG DO BRASIL

 

Ao terminar o sofrido ano de 2015, para o povo brasileiro, qualquer análise que se faça comparando a performance do Brasil constata que o desastre econômico e político já estava desenhado pela incapacidade das equipes que contavam com mais de 30 ministérios, milhares de secretarias, sem contar as dezenas de milhares de assessores militantes, pelegos que só fazem inchar as despesas do governo. Exemplo desse desastre administrativo é o desempenho da indústria, que amarga a lanterna mundial no terceiro trimestre, isso entre 130 países que representam 95% da indústria do mundo. Entre os países do Brics, o Brasil, comparado com a China, com produção industrial de 7,8%, e a Índia, com 4,6%, ficou na rabeira com índice humilhante de -11%. É evidente que o desenvolvimento da indústria depende dos investimentos externos. Porém, depois do processo do mensalão e da Operação Lava Jato, com o petróleo, os investidores temeram colocar seu dinheiro num covil de ratos e seguiram o conselho dos escritórios de avaliação, que arrasaram as condições de investimento no Brasil. Analistas já previram que somente em 2018 o paciente poderá sai da UTI.

 

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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DE VOLTA AO PASSADO

 

O governo da presidente Dilma quer nos convencer de que vai retirar o País do estado catastrófico de recessão, inflação e desemprego ao qual nos levou, colocando o heterodoxo Nelson Barbosa no lugar do liberal Joaquim Levy, para, em sentido contrário, aplicar exatamente os mesmos fundamentos econômicos que nos levaram a este verdadeiro caos. Não é necessário ser economista nem ouvir especialistas para avaliar que as coisas só vão piorar.

 

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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O PRÓXIMO!

 

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega acredita que Nelson Barbosa é "a pessoa certa" para enfrentar o momento de crise econômica no País. Se considerarmos que o nível de acerto de previsões do dito cujo, enquanto na pasta, ficou muito abaixo das feitas pela mãe Dináh... que seja anunciado o próximo.

 

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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LEMA

 

O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, diz que o maior desafio será o fiscal. Está jogando para a plateia. É um Mantega 2. Com as pesquisas apontando a descrença do eleitor com o PT, 70% avaliando o governo Dilma como ruim e péssimo, Barbosa vai, por todos os meios, adotar a política de crescimento pela demanda subsidiada que levou o País ao “status quo” atual. Não tenham dúvida. Eles estão mirando 2018 e não querem perder mais quadros, como perderam na última eleição. O lema será "quebrem o País, mas me elejam". Vejamos que país vai sobrar.

 

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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TUDO COMBINADO

 

Na verdade, não se trata de tudo "estar dominado", em verdade, "está tudo combinado", essa que é a verdade.

 

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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BARBOSA, NÃO UM JOAQUIM

 

Cai Levy e entra Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda. Se fosse uma troca de seis por meia dúzia, na situação grave econômica em que nos encontramos, já seria um alívio. Mas o Planalto, sempre surdo e soberbo, não respeita a sabedoria do mercado. E, diferentemente da nomeação de Joaquim Levy na época, hoje o mercado rejeita a indicação de Barbosa. E motivos não faltam: o novo ministro, afinado com o Planalto, não se preocupa com o equilíbrio fiscal, segue a vocação petista de gastar mais do que arrecada e é um dos pais do crime das pedaladas fiscais. Resumindo, é cúmplice desta desordem econômica. E não por outra razão que os camaradas acham que Barbosa tem mais sensibilidade política que o seu antecessor. Sabem por quê? Porque libera recursos que não existem a cada grito da base e de amigos do governo. E o resultado dessa relapsa equação, como é de conhecimento público, está cravado nos PIBs pífios, na inflação alta, desemprego idem, e em investimentos em infraestrutura no fundo do poço.

 

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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VAI PIORAR

 

Mudanças na cúpula do governo federal serão inócuas na solução da série de problemas consequentes da má administração. Ainda não caiu a ficha e a presidente Dilma reluta em reduzir despesas. São 130 mil comissionados, três dúzias de ministérios, diária hoteleira na estadia só da presidente em Paris de R$ 70 mil e caravanas de veículos quando no exterior – tudo à nossa custa. Falta sobriedade. Uma dúzia de ministérios é mais que suficiente, assim como 10% dos comissionados (13 mil) darão conta do recado, mas a presidente teima em extrapolar em gasto com apaniguados e parceiros políticos. Com Dilma no poder, relutando em cortar drasticamente gastos, nada vai mudar, só vai piorar...

 

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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PEIXINHO NA REDE

 

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), relator das contas de 2014 do governo Dilma, ao afirmar que as pedaladas fiscais do governo não foram contra a Lei da Responsabilidade Fiscal, só me faz pensar que ele odeia o Brasil e seus eleitores e que não tem família, principalmente mãe. Tomara que este... peixinho caia na rede do juiz Sérgio Moro. Apenas o Saci Pererê está acreditando que esse senador (eleito com quantos votos?) está defendendo as contas de Dilma e contrariando o Tribunal de Contas da União (TCU) gratuitamente. Poupe-me. E, para garantir essa promiscuidade, ainda querem que eu pague também CPMF?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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ADIVINHEM!

 

Trabalhadores (ainda) e aposentados: adivinhem quem vai pagar a conta das "pedaladas" da gestão anterior? Isso mesmo: somos nós, pois o novo “sinistro” (isso mesmo!) da Fazenda, o petista Barbosinha, em entrevista a jornalistas estrangeiros, afirmou que o governo (?!) está empenhado na reforma previdenciária e que admite um “plano B”, se não houver CPMF. Que “meda”!

 

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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FARINHA POUCA? MEU PIRÃO PRIMEIRO

 

O ministro Waldir Simão chegou chegando. Seu primeiro "desejo": prolongar a aposentadoria dos brasileiros para 70 anos. Como bom brasileiro, ele deveria dar exemplo e recusar a sua própria, pois em outubro, aos 55 anos, se aposentou. Seu salário? R$ 22 mil! Acachapante!

 

J. Perin Garcia

jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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DO GASTO EXCESSIVO À PENÚRIA

 

Diversos governos estaduais e municipais e até mesmo o federal gastaram o que não podiam gastar, quando a arrecadação passou por momentos de fartura. Diversos Estados, inclusive alguns deles muito pobres, aumentaram em demasia as remunerações de diversas categorias de servidores públicos, em especial as de seus policiais e bombeiros militares. Consta que no Tocantins, o segundo Estado mais pobre, a PM-BM ganha mais do que seus iguais do Rio de Janeiro e de São Paulo – e em vários Estados coronéis PM ganham igual e às vezes mais do que generais de quatro estrelas. Sabe-se de um município no Sul do País onde a remuneração inicial de guarda municipal é de R$ 3 mil, aumentando inclusive se o guarda tiver nível superior, mestrado e doutorado, condições que nada têm que ver com o desempenho da função. “Mata-mosquito” federal, carreira em extinção, tem remuneração inicial de R$ 3 mil, para atividade de nível elementar. Criaram benefícios assistenciais, como o auxílio a idosos sem renda, no valor de um salário mínimo, que é o mesmo valor do benefício de milhões de aposentados e pensionistas que contribuíram com o INSS.

 

Heitor Vianna P. Filho

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

 

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DISCURSOS VAZIOS

 

As afirmações de Lula cobrando ações "concretas" para retomada do crescimento; do presidente da CUT, Vagner Freitas, criticando o "discurso conservador ultrapassado" do governo; e de Guilherme Boulos, líder do MTST, ameaçando a presidente Dilma com perda de apoio, têm algo em comum: um imenso vazio. Parecem não entender ou, mais provavelmente, fazem que não entendem, que para tirar o País do atoleiro a que foi conduzido pelos 13 anos de incompetência política e econômica do PT, será preciso cortar na própria carne, e fundo. Seja com Nelson Barbosa ou qualquer outro ministro, não haverá mágica e nada será fácil. Aliás, se algum destes três tiver um coelho na cartola, que o faça aparecer já. Do contrário, é melhor que fiquem calados, pois estes discursos enfadonhos nós já conhecemos.

 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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LULA, O ESQUECIDO

 

Em 1999 Lula, sempre ele, disse em alto e bom som no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, que a CMPF era um roubo, uma usurpação dos direitos dos trabalhadores, uma extorsão. E agora, é a favor? Ou seja, quem pode confiar num cara destes? Ele muda de opinião conforme o recheio do bolso dele? E só o dele? PT e corrupção, tudo a ver.

 

Antonio Jose G. Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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‘ELLE’ NÃO SABIA DE NADA

 

O ex-presidente “Lulla”, como nunca antes visto neste país, em depoimento à Polícia Federal, mais uma vez afirmou que não sabia de nada sobre a nomeação de corruptos em seu governo para a Petrobrás. Responsabilizou seu ex-ministro e braço direito José Dirceu. Ora, do jeito que as coisas andam, basta um “aperto” da PF no já condenado que, certamente, “várias confirmações e esclarecimentos” virão à tona.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo                                                             

 

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EDITORIAIS DE DOMINGO 27/12

 

Parabéns ao “Estadão” pelos excelentes editoriais da página A3 (entre eles, “Lula, o informante”), tanto que dá até para fazer uma frase: “Mais um fracasso petista, Lula, o informante, nem se envergonhou”.

 

Nicanor A. da Silva Neto

nicanoramaro@yahoo.com.br

Bauru

 

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FATOS MARCANTES

 

Os fatos mais marcantes de 2015: o mar de lama morro abaixo e o mar de lama “Moro” acima.

 

César Garcia

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

 

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2015

 

Posso dizer, sem querer imitar ninguém, mas já imitando uma antiga novela, que o juiz federal Sérgio Moro este ano foi sem nenhuma dúvida o salvador da Pátria, salvando-nos da corrupção, da maracutaia, da falcatrua daqueles com dólares nas cuecas, dos dossiês e dos petistas larápios. Este, sim, foi o cara da vez e da diferença. Que seja eterno enquanto viva, afinal o Brasil precisa dele muito mais do que nós precisamos de políticos petistas corruptos e seus partidos apoiadores parasitas.

 

Alice Baruk

alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

 

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COMO SERÁ 2016?

 

Da análise do artigo do professor Paulo Roberto de Almeida (28/12, A2), combinando suas conclusões com o item 5 do artigo do colunista Moisés Naim (“Internacional”), enfatizando o descompasso no preço do barril de petróleo dois anos atrás cotado a US$ 100,00 e atualmente a US$ 30,00, considerando “o investimento”  da Petrobrás no pré-sal em extrair petróleo a 7 mil metros abaixo do nível do mar, é possível antever com muito pessimismo o balanço da Petrobrás para o ano de 2016. Uma pena. Foi uma empresa com patrimônio global estimado em US$ 300 bilhões, considerada um orgulho nacional, isso sem falar que muitos trabalhadores sacaram o seu FGTS para comprar ações da empresa...

 

Sérgio Brasil Gadelha

sbgadvocacia@gmail.com 

São Paulo

 

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‘DA FACA NOS DENTES À POEIRA ASSENTADA’

 

Desde pronto declaro que, por ser médico, não sou afeito ao jargão jurídico e posso até não ter entendido plenamente o artigo “Da faca nos dentes à poeira assentada” (27/12, A2), do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto. Parecendo mais ressuscitar o Samba do Crioulo Doido, dando pleno crédito à decisão do Supremo, guardião da Constituição, prima por contradizer a legitimidade das normas impostas do rito de impeachment, ao admitir que a Corte atuou nos sentidos técnico e político. Cabe ao STF atuar e decidir politicamente? Ou deve se cingir ao foco jurídico? Faz por em descrédito a máxima “decisão judicial não se discute, se cumpre”. Não. Pode ser contestada, daí os institutos dos recursos e embargos e, quando couber, deve sê-lo. Expões S.Excia a ingerência entre poderes, ditos independentes, ao explicitar que o Supremo errou ao dar, de mão beijada, ao presidente do Senado o poder monocrático de, ao seu humor ou à sua conveniência, barganhar pescoços, aceitar ou recusar decisão emanada da Câmara dos Deputados, representantes do povo, calando nossa voz; de processar e julgar o presidente da República, sepultando as competências conferidas à Câmara e ao Senado “privativamente”. Como S.Excia endossa como correta uma decisão de retirar a prerrogativa de um poder constituído, tornando-o inerte e submisso a outro, e concilia esse ato ao erro de entregá-lo, sem contestação, ao outro, já que "pré-exclui a competência de uma parte para deliberar sobre o mesmo assunto"? O inconformismo pela manobra ressalta ao constatar que não ha poeira assentada, posto que ela foi varrida juntamente com mais sujeira já acumulada para baixo do tapete dos conchavos e proteções mútuas.

 

Ricardo Hanna

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo 

 

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DEMORA A BAIXAR

 

Lamento que o ilustre ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto posicione-se tão na contramão da sociedade. Não que a demagogia seja uma qualidade, muito pelo contrário, mas as similaridades entre as opiniões do ex-presidente do STF e do hoje ministro Luís Roberto Barroso são preocupantes. Britto, em seu artigo neste domingo no “Estadão” ("Da faca nos dentes à poeira assentada", A2) não trouxe à discussão a interferência do Supremo em um processo político – uma vez que a Constituição prevê julgamento pelo Senado em caso de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. No entanto, fazendo justiça, Britto pontuou perfeitamente a validade da obrigatoriedade de voto aberto para eleição da comissão especial que analisará o impeachment e a falta de base jurídica para dar poder ao Senado de optar pelo prosseguimento do julgamento – uma garantia exclusiva da Câmara dos Deputados. O artigo mais valeu-se do efeito político da decisão do STF, atribuindo a esta o apaziguamento da conjuntura, do que aspectos técnicos propriamente. Afinal, que tipo de paz é esta em que Dilma e Cunha continuam inabaláveis mesmo com tantos indícios que contra eles pesam? Quão real é a estabilidade numa República cuja Suprema Corte está "bolivarianizada"? A faca continua nos dentes; a poeira ainda tarda a baixar.

 

Elias Menezes

elias.natal@hotmail.com   

Nepomuceno (MG)

 

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RECONHECIMENTO DO DEVER PRESTADO

 

Aos senhores membros do Supremo Tribunal Federal, desejo um feliz ano novo e que continuem iluminados julgando com a mesma sapiência, independência e imparcialidade, toque marcante da atual gestão. Assinado: Odorico Paraguaçu.    

 

Marcos Catap

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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A URGENTE REFORMA ELEITORAL

 

Excelente a entrevista do ministro Dias Toffoli, do STF, sobre a inviabilidade de manter a atual forma de eleição, propondo a adoção da cláusula de barreira e do voto distrital misto. A reforma política é a prioridade número um do país, começando pelo ajuste eleitoral e o Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE) considera as sugestões do ministro fundamentais para termos um país melhor organizado e com um Congresso efetivamente representativo, ao lado da separação de poderes: quem se elege para o legislativo só pode assumir cargo no executivo se renunciar ao mandato. É o que acontece nos Estados Unidos, onde nasceu o presidencialismo que copiamos.

 

Mario Ernesto Humberg, 1.º coordenador-geral do PNBE

pnbe@pnbe.org.br

São Paulo

 

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PRESENTE DE NATAL

 

O ministro Toffoli concedeu à população dois valiosos presentes de Natal. O primeiro, com suas posições em face do rito proposto de impedimento presidencial, quando foi dos poucos a propor visão mais republicana, independência nos poderes e surpreendentes constatações de irresponsabilidade no Poder Executivo. O segundo, e muito mais importante, ao defender em entrevista ao “Estadão”, o voto distrital, ainda que parcialmente. O voto distrital aproxima o eleitor de seu representante e, se devidamente acompanhado do poder do “recall”, ou “retirada do mandato”, dota a cidadania de maturidade para exigir responsabilidade dos deputados. Só acrescentaria à opinião do ministro que o voto distrital ajudaria a retornarmos o conceito de “um cidadão, um voto”. O Estado de São Paulo tem 44,3 milhões de habitantes e conta com 70 deputados federais, ao passo que Roraima, por exemplo, tem só 505 mil habitantes e um número absurdo de 8 deputados federais. Em Roraima, 63 mil eleitores bastam para eleger um deputado, ao passo que em São Paulo se exige o voto de 630 mil. Ou seja, um cidadão de Roraima vale 10 vezes mais que qualquer paulista. Ilustre ministro Toffoli, vindo lá da histórica Marília, não se esqueça de pensar sobre isso. 

 

João Crestana

 jbat@torrear.com.br

São Paulo

 

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ONDE ESTÃO NOSSAS CABEÇAS PENSANTES?

 

Leio no editorial do “Estadão” que é preciso seguir à risca as determinações do Supremo Tribunal Federal, como nosso norte, na questão do impeachment. Mas como? Suas honorabilíssimas excelências, das alturas do Olimpo, em meio a rasgações de seda e pedidos de "todas as vênias", encantados com seus doutos pareceres, o que nos impuseram foi um belo impasse. Como estipular o voto em chapa única escolhida por líderes partidários que não são unanimidade entre seus pares? Considerando os resultados de outras votações, há uma boa possibilidade de que a chapa seja recusada. E aí? Sugiro a nossos luminares que sirvam de vez em quando, em suas doutas reuniões, um chazinho de racionalidade. A Pátria sensibilizada agradece.

 

Regina Kauag Rodrigues Rocha

natalie.moretto@gmail.com

São Paulo

 

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CRISE POLÍTICA E ILEGALIDADE

 

Nem a prolixa e confusa Constituição brasileira, na boca dos aparelhados juristas governistas, consegue esconder mais a ilegalidade do lulopetismo no poder, seja via TCU, TSE ou os crimes investigados na Operação Lava Jato.

 

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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NAZISMO E LULOPETISMO

 

Sempre julguei haver muitos pontos de contato entre o nazismo e o lulopetismo. Ambos apresentam o mesmo projeto de poder: o 3.º Reich deveria durar mil anos; e o do lulopetismo é perpetuar-se no governo. Ambos adotam a mentira como tática de propaganda. "Uma mentira repetida mil vezes se converte em realidade", dizia Paul Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do 3.º Reich. As mentiras repetidas pelo lulopetismo são do conhecimento de todos por meio da imprensa, mas a maior delas foi a eleição de um "poste" para presidente, que diz textualmente "não vamos colocar uma meta, nós vamos deixar uma meta aberta. Quando a gente atingir a meta, nós dobramos a meta". Ambos adotam a luta de classes/etnias como estratégia de ação política: arianos contra judeus e outros povos "inferiores" no nazismo; nós (os "pobres") contra eles (as "elites"), no lulopetismo. O 3.º Reich durou 12 anos (junho de 1933 a maio de 1945) e deixou a Alemanha literalmente destruída; o lulopetismo já está no poder há 13 anos e deixou a politica e a economia em frangalhos neste final de 2015. São lições da História: esta se repete monotonamente ao longo dos tempos e nos mais diversos lugares deste belo planeta.

 

José Roberto Nociti

jrnociti@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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UMA SIMPLES NECESSIDADE

 

Depois de receber uma rasteira do mais que esperto  presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a presidente Dilma, no afã de espantar o fantasma do impeachment, agarrou-se com unhas e dentes no senador Renan Calheiros, então presidente do Senado. O desespero de  Dilma Rousseff é de tal monta que a levou a fazer vistas grossas às anotações no prontuário de Renan Calheiros. Entre as várias, duas são de um quilate capaz de causar inveja a qualquer escroque internacional. Vejamos: 1) fantasiou-se de comerciante de gado para falsificar notas fiscais; e 2) pagou com dinheiro de empreiteira a mesada e as contas da amante com quem teve uma filha. Renan Calheiros fez o suficiente, enquanto o petrolão durou, para ser acordado às seis da manhã pelo famoso japonês da Federal. A (ainda) presidente  Dilma está disposta a fazer o que Renan desejar e ordenar. Mesmo que isso venha toldar a sua  pose de mulher honrada.

 

Luís Lago

luislago2002@hotmail.com

São Paulo

 

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A NOVELA INTERMINÁVEL

 

Embora embasadas em texto legal, as manobras de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, não se revestem da moralidade necessária. Agora a Comissão de Constituição e Justiça poderá anular todo o trabalho realizado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, que aceitou representação contra Cunha. As manobras regimentais, no entanto, precisam encontrar também procedimentos das comissões dentro de embasamento jurídico, o que não está ocorrendo, porque nota-se que o grau de conhecimento regimental do time de assessores de Cunha é maior que o de seus adversários e punidores. Assim, parece que nunca acabará a novela contra Cunha.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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DENGUE, POLÍTICA & CIÊNCIA

 

A imprensa acaba de anunciar a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da vacina da dengue desenvolvida pela Sanofi. Segundo o jornal “Valor”, "a  vacina desenvolvida pela Sanofi Pasteur deve ser aplicada em três doses com intervalo de seis meses e diminui em 81% os casos de hospitalização. Além disso, tem 66% de eficácia contra os quatro tipos de vírus”. Vale perguntar: 1) como se justifica o investimento que, há muitos anos, esta sendo feito no Instituto Butantan para o desenvolvimento dessa vacina, se esse instituto tem muito menos experiência e credibilidade no setor de imunobiológicos que a Sanofi-Pasteur? 2) Na atual crise econômica brasileira, em que a saúde pública entra em colapso (como no Rio de Janeiro, por exemplo), é justificável  fazer investimentos de risco enquanto a população brasileira sofre as consequências de uma epidemia de dengue? 3) Por que a verdade de tanto desencontro nesta área, veiculado este ano pela imprensa, envolvendo até o governador do Estado de São Paulo, não vem finalmente à tona? 4) Quanto será investido pelo governo federal para o atendimento da população brasileira na prevenção da dengue e quanto já foi investido para essa finalidade no Instituto  Butantan? 5) Por que a classe médica de São Paulo não exige explicações técnicas do poder público, sobre as justificativas de fazermos investimentos com as características acima descritas?

 

Antônio Martins Camargo

antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo

 

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‘O MAIOR DE NOSSOS ABISMOS’

 

Renato Janine Ribeiro evoca, com a clareza e sabedoria que lhe são peculiares, em seu artigo de domingo (27/12) no “Aliás,” do “Estadão”, o abismal problema do Brasil que é o da Educação. Discorre sobre as falhas na educação básica (alfabetização), no ensino técnico (a fim de melhorar a economia), para focar na terceira e fundamental prioridade que é a educação infantil. Esta, ele deixa claríssimo, que nosso país somente avançará com o investimento nas crianças de 0 a 3. Diz que, destarte, elas terão chances, iguais a todos, de usufruírem de um futuro promissor. Outrossim, ele propõe o que fazer, como e quando tomarmos uma atitude. Sabemos que o ideal é termos creches para todas as crianças. E as razões para isso ele deixa bem claro. Pergunto, então, por que não arregaçarmos  as mangas e nos dispormos a envolver o setor privado nesta empreitada? A falta de curiosidade em geral nas pessoas, à qual ele alude, somada ao determinante esquecimento de cada um de sua própria infância,  leva a sociedade, como um todo, a se distanciar deste problema crucial que emperra o avanço, o aprimoramento e a felicidade dos nossos abençoados concidadãos. É preciso uma guinada! É preciso mudança, definitiva e radical,  de direção e atitude! Trata-se de um bom presságio para 2016!

 

Maria Cecilia Parasmo

mcparasmo@uol.com.br

São Paulo

 

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UM NOME PARA 2018

 

Irretocável  o artigo “O maior dos nossos abismos”, do professor Renato Janine Ribeiro (“Aliás”, 27/12, E7). Analisa, critica e propõe, de forma didática e acessível ao leigo, soluções para o antigo problema da educação de base. Deve ser lido pelo ministro da Educação, secretários estaduais e municipais, diretores de estabelecimentos de ensino, professores e pais. Encerra, de maneira clara, princípios básicos que, postos em prática com persistência, produzirão excelentes resultados. Infelizmente pessoas como o professor Renato Janine Ribeiro são ignoradas pelos partidos políticos, pois lhes não interessa  contar com integrantes honestos, cultos e avessos à demagogia. Diante da ausência de bons nomes, é o meu candidato à Presidência em 2018. A presença em campanha, ainda que seja derrotado, lhe permitirá propagar as ideias: simples, porém revolucionárias. Após anos de ignorância e retrocesso, sob o domínio do PT, o Brasil carece de educador.

 

Almir Pazzianotto Pinto

pazzianottopinto@hotmail.com

São Paulo

 

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O EMBAIXADOR ISRAELENSE

 

O Itamaraty, orientado pela política externa atrasada, ideológica e isolacionista de Dilma, a Sábia, e Marco Aurélio Garcia, o Ravengar do Planalto, meteu o Brasil em mais um imbróglio diplomático, ao rejeitar a indicação do embaixador israelense Dani Dayan. Não foi suficiente a humilhação a que Dilma, a Sábia, nos submeteu quando interferiu no governo indonésio para salvar dois narcotraficantes da pena de morte e levou uma resposta do presidente Widodo do tipo "cuide do seu país que eu cuido do meu". Agora, espero que Israel faça o governo brasileiro engolir Dani Dayan na marra, e, se não o aceitar, que cancele e suspenda todos os tratados de transferência de tecnologia e parcerias firmadas com o Brasil, em todas as áreas. Não é admissível que um país democrático como Israel aceite ter censurado seu representante por um governo corrupto, incompetente, ideológico e aparelhado, em que o mentor da política externa brasileira é um indivíduo fracassado profissionalmente e, portanto, frustrado, além de um verdadeiro ignoto no universo diplomático internacional, que procura literalmente se vingar daqueles países que adotam regimes diversos dos da ideologia torta em que acredita.

 

Frederico d’Avila

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

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DISCRIMINAÇÃO

 

É desproporcional a discriminação das autoridades brasileiras em relação ao novo embaixador de Israel. Que democracia é esta do Brasil?

 

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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