Fórum dos Leitores

PORTO DE SANTOS

O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2016 | 02h55

Nova tragédia ecológica

Uma espessa nuvem carregada de amônia, altamente lesiva à saúde e à natureza, tomou conta da Baixada Santista, consequência da desastrada administração pública brasileira e do exercício precário do poder de polícia. Não bastou a lama de Mariana. Envoltos em séria crise política, sem administração, vivemos, como disse Poe, no limiar da eternidade, embora ainda sem mergulhar no poço sem volta.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Vazamento de gás

A irresponsabilidade continua. Primeiro, a queima de tanques de combustível em Santos, depois o desastre da barragem em Mariana (MG), agora vazamento de gás no Guarujá, tudo isso em menos de um ano. Se depender do Brasil, nosso planeta não dura mais 30 anos...

LUIZ HENRIQUE F. C. PESTANA

luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

Nuvem tóxica

Enquanto os taxistas de Paris levavam passageiros em segurança para casa gratuitamente, durante o atentado terrorista do ano passado, enquanto os moradores da cidade abriam as portas de suas casas para abrigar os cidadãos que estavam nas ruas, apavorados diante da possibilidade de novas explosões, aqui, neste Brasil, a correria é para aumentar o preço das máscaras de proteção por causa do vazamento de gás no Guarujá, que atingiu outras cidades do nosso litoral. Que nojo! É a cara do país em que vivemos.

ISABEL CRISTINA GAZIOLLA

rubishara@uol.com.br

São Caetano do Sul

MPL

Passe Lixo

Por onde passa, o Movimento Passe Livre (MPL) deixa um saldo negativo. Seus ativistas, parte mascarados e malfeitores, conhecidos como black blocs, há dias vêm realizando passeatas nas áreas mais movimentadas da cidade, quando ateiam fogo no lixo acumulado pelas ruas e com ele incendeiam ônibus, além de depredarem agências bancárias, casas de comércio, edifícios residenciais, bancas de jornal, etc. Perguntamos se esses anarquistas vão arcar com os prejuízos que têm causado ao patrimônio público e privado, além de impedirem o trânsito na cidade, prejudicando a livre circulação dos transportes coletivos e particulares. Os policiais, responsáveis pela ordem pública, soltam bombas de gás lacrimogêneo para dispersar essa multidão e logo são criticados pela imprensa e pelos simpatizantes do MPL. Que contrassenso! O nosso país precisa mesmo ser passado a limpo o quanto antes, começando por suas leis, cujos inúmeros recursos favorecem a impunidade, a baderna e a insegurança, dificultando a vida nesta cidade.

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

Efeito contrário

A continuar nessa toada, o MPL cava a sua própria sepultura. Ao não se apresentar à reunião convocada pelo Ministério Público e divulgar manual com instruções para travar vias importante da cidade, o MPL dá clara demonstração de intransigência, agressividade e belicismo. Se, eventualmente, o MPL almeja ganhar a simpatia da população, está conseguindo produzir efeito diametralmente oposto.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Apoio à Segurança

Manifesto meu apoio à Secretaria da Segurança Pública e à Polícia Militar pelas ações dos últimos dias durante as manifestações de rua. Não sei quem o MPL representa, mas certamente não é a mim, cidadão paulistano, nem à maior parte da ordeira população de São Paulo.

RICARDO FERREIRA

fredrfo@gmail.com

São Paulo

Parabéns ao nosso secretário de Segurança, Alexandre de Moraes. Manifestação pacífica, planejada, é uma coisa, baderna é outra. Mascarados são bandidos, quem não mostra a cara não tem credibilidade. Nós nos sentimos mais seguros para sair à rua, principalmente nas imediações onde ocorrem os protestos, pela atitude do nosso secretário. Obs.: já repararam no movimento dos barzinhos próximos às faculdades? Quanto custa uma cerveja? Bem mais que R$ 3,80.

MARTA M. MARQUES ADOGLIO

martadoglio@ig.com.br

São Paulo

Protestos seletivos, sim

O governador está certo ao dizer que os protestos são seletivos, até porque não há motivos de apelo popular contra sua administração. Interessa à ambição política da oposição o conflito que provocam, filmando as reações policiais, necessárias e oportunas. Agente da lei ser agredido por idiotas é inaceitável, é o mesmo que fazê-lo à sociedade ordeira e responsável. Cadeia neles, sem concessões. Os vândalos que descarregam suas frustrações destruindo merecem isso mesmo. Pulso firme na aplicação da lei é o que esperamos.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Tem gato na tuba

Faço minhas as palavras do governador. O tomate a R$ 8, a batata a R$ 7, o saco de arroz de 5 kg a R$ 14,70... Aí pode?!

JOÃO CAMARGO

nteligencianomundo@hotmail.com

São Paulo

A raposa e as uvas

O desejo de comandar o Estado de São Paulo e a capital leva o governo federal a criar e financiar “movimentos sociais” remunerados, com direito a lanche de mortadela e vale-transporte, para infernizar a vida dos paulistanos que querem trabalhar. Aliás, manifestação em dias úteis, às 3 da tarde, com a comissão de frente formada por black blocs é coisa de fora da lei e desocupados. Tentem conquistar o nosso Estado nas urnas. Têm algum candidato “limpo” ou já vem “lambuzado”? É melhor se conformarem, as uvas estão verdes...

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Os ‘direitos’ deles

Direitos do MPL e seus parceiros black blocs: “Somos intocáveis, estamos acima do direito do outro; quero parar a cidade, quando e onde decidir; não basta se manifestar, tem de ferrar a vida do outro... e por tempo indeterminado, se assim eu quiser; dane-se o direito de ir e vir, nossos desígnios vêm antes e acima de tudo; quem entra na minha frente exorbita, é truculento, inimigo do povo, da democracia, da liberdade; posso usar máscaras como bandido dissimulado, paus, pedras e bombas, sou um anjo, posso tudo; quero o Estado de joelhos. Por quê? O que importa? Quero porque quero!”.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

CARTA ABERTA

 

Quero dizer que a “Carta Aberta em Repúdio ao Regime de Supressão Episódica de Direitos e Garantias Verificado na Operação Lava Jato”, veiculada por advogados de defesa dos integrantes da quadrilha instalada em Brasília há 13 anos, não me representa como cidadão, tão pouco como brasileiro. Tem um viés de chororô, de prestador de serviço que prometeu e não cumpriu. Ameaça ao Estado Democrático de Direito? Só se eles estiverem se referindo à quadrilha que está sendo desmantelada pela valorosa equipe de procuradores, policiais e juízes federais. Nunca na história deste país se roubou tanto, de tantos lugares e de tantas formas; nunca antes se ameaçaram juízes, ministros do Supremo, policiais, procuradores; nunca se havia visto um ex-presidente envolvido em tanta sujeira como agora. Querem defender bandidos deste naipe e terem sucesso? Mudem de país, porque aquele Brasil que só vê e nada faz acabou!

 

Marcelo Bottarini marcelo@inbrafe.com.br

São Paulo

 

*

EM BOA HORA

 

Irretocável a carta aberta dos advogados e juristas repudiando os excessos da Operação Lava Jato. Creio que o documento veio em boa hora. Verdades precisam ser ditas e preservadas. A democracia não pode nem deve ser manchada com decisões açodadas e movidas pelo sentimento doentio da vingança, da hipocrisia e do ressentimento. Além dos constantes vazamentos seletivos, delatores acusam envolvidos sem provas concretas, jogam lama em reputações, saem da cadeia como heróis, depois mudam ou negam seus depoimentos, e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) são pressionados a votar pela condenação dos acusados. É intolerável que grupelhos insistam em politizar a Suprema Corte e parte da mídia.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

*

VERGONHA

 

Senti-me envergonhado e enojado ao ler a “Carta Aberta em Repúdio ao Regime de Supressão Episódica de Direitos e Garantias Verificado na Operação Lava Jato”, publicada na edição de 15/1/2016 do “Estadão”. Nesta carta verifica-se que um bando de “advogados, professores, juristas e integrantes da comunidade jurídica” estão insatisfeitos e frustrados com a forma como a Operação Lava Jato está sendo conduzida. Na verdade, estão insatisfeitos e frustrados por estarem constatando que, finalmente, surgiram magistrados dispostos a acabarem com a chaga da corrupção no Brasil, impedindo que advogados e afins, usando brechas e subterfúgios da lei, consigam livrar seus clientes milionários de pagarem pelos crimes que cometeram, dificultando o ganho de honorários estratosféricos por estes advogados. Absurdo e intolerável é constatar a situação de miséria e a falta de acesso ao sistema de saúde a que milhares, senão milhões, de brasileiros estão expostos diariamente, muito em razão do sumidouro de dinheiro público criado por estas quadrilhas de políticos e empresários desonestos. Absurdo e intolerável é verificar o nível de violência urbana a que chegamos, tanto pela questão de desvio de dinheiro público quanto pela legislação frouxa e permissiva, e, ainda, pela atuação deste mesmo tipo de advogado, mal intencionado, que passa a vida buscando aquelas brechas e subterfúgios para livrar criminosos da cadeia. Brasileiros com sólida formação de caráter jamais assinariam a tal carta, pois entendemos todos que a Operação Lava Jato está sendo conduzida com o rigor necessário para que se consiga colocar atrás das grades não apenas a arraia miúda, mas, sim, os peixes graúdos que tanto mal têm feito ao nosso país ao longo dos anos. Estes almofadinhas da “comunidade jurídica” que assinaram a malfadada carta fariam melhor para o País se juntassem seu “saber jurídico” e fossem aplicá-lo em outro lugar, bem longe daqui e do nosso povo. Vivam os órgãos de mídia, como o jornal “O Estado de S. Paulo”, que estão sempre atentos e publicando reportagens e fotos de malfeitores, pois a atuação destas mídias permite impedir que a “comunidade jurídica” em questão atrapalhe a Justiça no cumprimento de seu papel pelo bem do Brasil.

 

Rubens Paulo Stamato Junior rubensstamatojr@terra.com.br

Bebedouro

 

*

MINUTOS DE FAMA

 

105 integrantes da comunidade jurídica fizeram uma vaquinha e pagaram o informe publicitário ontem publicado. Posando de defensores da Justiça, conseguiram ver seus nomes estampados na mesma mídia que criticam. Incomodados com a visibilidade que os colegas da Operação Lava Jato estão tendo gratuitamente? Tal qual a corja de políticos que assola o Brasil, consideram o leitor um ignorante que precisa ser “guiado” a entender o que está se passando? Todos querem seus parcos minutos de fama, não é?

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br 

São Paulo

 

*

TENTATIVA DE NOS SENSIBILIZAR?

 

Li ontem no “Estadão” um informe publicitário (só poderia ser) em forma de carta aberta de repúdio à atuação da Operação Lava Jato, assinada por advogados de uma elite de escritórios de advocacia defendendo interesses corporativos, pois a Operação Lava Jato está criando dificuldades para os mesmos que adoram os meandros e as brechas da lei por onde conseguem dar nó até em pingo d’água. Reclamam da delação premiada, assim como o dr. Antônio Claudio Mariz de Oliveira, que também assinou a carta, já tinha feito em artigo publicado no “Estadão” algum tempo atrás, dizendo que, com a delação premiada, o papel do advogado se reduz a uma mera participação na assinatura do acordo, e, com isso, imagino eu que os honorários caem proporcionalmente a essa participação . O dr. Antônio Carlos de Castro (Kakay), outro advogado famoso que assinou a carta, entre tantos outros, uma espécie de popstar do meio criminal, procurado por uma série de clientes envolvidos nos últimos escândalos de corrupção, disse à imprensa que estamos num momento de “criminalização da riqueza” e do “poder”. A pergunta que cabe neste momento, afinal, é: como esta riqueza foi construída? Qualquer um gostaria de ser rico, nascer em berço de ouro. Eles esperam, com esta carta aberta, sensibilizar os brasileiros? Os senhores só terão o apoio de seus clientes e famílias, além do deste governo petista. Quem sensibiliza e emociona os brasileiros são a Justiça do Paraná e o surpreendente juiz Sérgio Moro. 

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

*

PROTESTO REPUGNANTE

 

Num país em que, até o momento, as instituições funcionam de forma livre e independente, causa espécie a carta divulgada por alguns dos advogados que defendem réus da Lava Jato. Criticar e pressionar membros do Poder Judiciário por meio de matéria paga publicada em diversos órgãos da mídia, porque recusaram seus pleitos processuais, é de molde a provocar a repulsa da grande parcela da população que vive guiada por princípios morais e se vê dentro de uma das maiores crises econômicas já vividas no Brasil, cuja causa primeira é a absurda incapacidade administrativa de Dilma Rousseff, e que se viu agravada pelo imenso roubo nos cofres públicos perpetrado por diversos clientes dos signatários deste protesto repugnante.

 

Sergio Saraiva Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

ESCÁRNIO

 

Prezados magistrados, professores, entre outros profissionais signatários da carta publicada no “Estadão” de ontem, é simplesmente lamentável o conteúdo da missiva. Não posso, na condição de não bacharel em Direito, adjetivá-la como lamentável. Porém o faço como um cidadão do bem e creio também os srs. o são. Afinal, são maridos, esposas, pais, avós antes de serem bacharéis. E, em nome dos brasileiros nas condições supramencionadas, a indignação desta carta tentando intimidar a Lava Jato é um escárnio. Vejam os milhões desviados e que em parte estão sendo recuperados, as atitudes destes nefastos brasileiros delatando-se mutuamente, ligações telefônicas, e-mails, provas e indícios emergindo em cada passo da investigação cada vez mais surpreendentes. Já não seriam suficientes como alerta aos srs. magistrados? O que deve ser urgentemente modificada é a jurisprudência a respeito e lutarem para um Brasil melhor. Agindo desta maneira, prestam um desserviço à Nação. Como humilde cidadão brasileiro, aos meus 71anos, desejo sorte e coragem à Polícia Federal e, principalmente, ao juiz Sérgio Moro e todos os profissionais envolvidos na apuração do maior escândalo de corrupção na história da Nação. Um último recado, srs. magistrados signatários, quando hoje estiverem em sua casa, olhem para seus familiares e repensem essa atitude – e o façam como nós, cidadãos comuns pobres mortais. Um forte abraço de pêsames.

 

Claudio A. S. Baptista Clabap@45gmail.com

São Paulo

 

*

PRONTA RESPOSTA

 

Causam estranheza as considerações no manifesto de um grupo de advogados, parte dos quais envolvida na defesa de conhecidos meliantes que comprovadamente roubaram o erário e, por isso, estão sendo processados, presos e condenados, alguns deles. Esse manifesto a respeito das prisões e condenações levadas a efeito pelo juiz Sérgio Moro merece pronta resposta, tanto do mencionado juiz quanto do ministro do STF Teori Zavascki, uma vez que, ao aceitarem como corretas tais assertivas, ambos seriam responsáveis por gravíssimo atentado à ordem jurídico-constitucional brasileira, o que significa que não estamos vivendo um “Estado de Direito” em nosso país. Interessante notar que muitos dos argumentos em defesa dos meliantes são a desqualificação da delação premiada e as investigações da mídia, sem as quais absolutamente nada teria sido apurado sobre o conluio das empreiteiras com o PT e partidos agregados e os assaltos à Petrobrás perpetrados por elementos ligados ao partido do governo. Segundo o manifesto, o respeito à ordem jurídica seria todos os meliantes prestarem os esclarecimentos devidos e  permanecerem em liberdade para responder ao processo, até o trânsito em julgado, a fim de organizarem manipulações tendentes a encobrir os malfeitos. Afinal, não foi sempre assim, até a Lava Jato e o mensalão, os julgamentos ligados aos crimes de colarinho branco? Ao ler tal manifesto, recordo-me da definição de Millôr Fernandes a respeito.

     

Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto luizgonzaga@udemo.org.br

São Paulo

 

*

CHEGA!

 

Aos ilustres assinantes deste “informe publicitário”, que são tão brasileiros de bem quanto eu, comunico que a maioria da população do nosso país precisa ter, sim, informação da maquiavélica administração de todos os poderes e poderosos que estão manipulando as leis e a administração financeira do País para seu bel prazer e bolsos (contas no exterior). São recursos que criaram uma nova elite de ladrões, que se agarram ao poder, falsos, mentirosos e até posando de mártires. Ora, por favor, chega de “bromas”, não precisamos de mais provas. Trata-se de uma corrupção deslavada tanto dos políticos de todas as siglas (especialmente do PT) quanto dos corrompidos (empresários) que merece toda a exposição midiática, todo o repúdio da Nação. E chega de subterfúgios: cadeia, devolução das verdadeiras fortunas que roubaram de todos os lugares, destituição dos responsáveis e penas que deem exemplo aos próximos, de temer a Justiça e praticar a dignidade e os bons costumes. Chega, senhores. Nenhum brasileiro pobre ou rico, mas probo, consegue viver num país com tanta roubalheira. Chega! Basta!

 

Elza de Carvalho Teixeira elzadecarvalhoteixeira@gmail.com

São Paulo

 

*

LAVA JATO

 

No lugar de reclamar da Lava Jato, os criminalistas do Brasil deveriam levantar suas mãos aos céus, pois, sem ela, jamais poderiam publicar este manifesto num espaço caríssimo dos maiores jornais brasileiros. Quanta hipocrisia!

 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

*

A JUSTIÇA COMEÇOU A FUNCIONAR

 

É uma pena que ninguém nunca se indignou com a corrupção generalizada no Brasil. Foi preciso que meia dúzia de peixes médios tenham sido presos, pegos com uma estarrecedora montanha de provas e evidências, para que a fúria e a indignação dos nobres advogados se manifestasse. Ninguém diz que fulano é inocente, aí já seria cara de pau demais. O que se questiona é que a Justiça brasileira, sem nenhum aviso, começou a funcionar. A mesma Justiça que sempre ofereceu a certeza absoluta de impunidade total para todos que roubem mais do que galinhas, a mesma Justiça que nunca demorou menos que uma década para julgar qualquer coisa, sempre cabendo mais um recurso, esta mesma Justiça, do nada, resolveu funcionar. Sugiro aos nobres advogados que usem sua indignação para explicar por que existem tão poucos políticos e empresários presos no Brasil.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

ENXOVALHAMENTO

 

O manifesto publicado por advogados e juristas refletindo sobre procedimentos da Lava Jato – leia-se, do juiz Sérgio Moro – e da mídia deixa de considerar serem as supostas vítimas empresários bandidos que dilapidaram os cofres públicos e, como todos os demais encarcerados, é importante a sociedade conhece-los e a seus criminosos feitos. Se se consideram execrados, são eles que deram causa a isso, com as roubalheiras que envergonham a sociedade, o setor empresarial e o País. Vale lembrar que, nos EUA, o vigarista Maddoff, que tungou pessoas físicas e fundos privados, foi condenado a 150 anos de cadeia – e nada de tornozeleira.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

*

PARA A CARAVANA PASSAR

 

Diante da carta aberta publicada por 105 juristas, contestando a Operação Lava Jato, sendo que alguns defendem réus implicados em atos de corrupção que destruíram a maior empresa nacional, a Petrobrás, cabem algumas questões: 1) caso fosse um ladrão de galinhas, haveria a publicação desta carta? 2) Por acaso, na opinião destes juristas, o juiz Sérgio Moro e os procuradores federais fazem parte de um complô contra o Estado de Direito? 3) Como juristas, devem ter conhecimento de que a delação premiada é uma lei aprovada pelo Congresso, e cabe ao juiz e à promotoria analisar e separar as informações, procurando checar a veracidade da delação, sob o risco de o informante ser penalizado, caso diga inverdades. 4) Com a publicação desta carta, estão prestando um enorme desserviço, tentando jogar a opinião pública contra o Judiciário, que ainda goza de certo prestígio entre a sociedade, ao contrário dos políticos, que estão nivelados aos mais perigosos foras da lei. 5) Todo e qualquer advogado tem o direito de se manifestar nos autos, podendo até arguir o magistrado responsável pelo processo, e, portanto, esta carta serve apenas para tentar reverter o indiciamento de seus constituintes. 6) Quanto às prisões cautelares, principalmente dos empreiteiros, é dever do juiz mantê-las ou revoga-las, considerando a possibilidade de o acusado interferir no andamento do processo, em razão do alto poder de mando em suas empresas. Portanto, estes signatários desta carta fariam melhor usando seus conhecimentos jurídicos a favor de seus clientes, dentro do ordenamento jurídico, e não expondo um dos últimos bastiões que ainda não foram corrompidos neste país, como o Judiciário e o Ministério Público, com a colaboração institucional da Polícia Federal. Por último, cumprimento o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal. O Brasil agradece, pois os cães ladram e a caravana passa.

 

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

 

*

A FÉ NA IMPUNIDADE

 

Citado pelo ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró em delação premiada, o ex-presidente Lula reforçou sua equipe de advogados de defesa, contratando o advogado Nilo Batista, indicado a ministro do STF. Lula deve estar desesperado com a falta que faz a ele e a petistas o jurista do PT Marcio Thomaz Bastos, que já livrou algumas dúzias de corruptos no País. Apesar de que, agora, mesmo com todo o saber jurídico do finado, Lula não escapará. Está enroscado demais. É nisso que dá acreditar na impunidade. Um dia aparece um juiz como Sérgio Moro e...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

HONESTIDADE

 

Lula, igual à mulher de César, não pode ser só honesto, tem de parecer honesto. Em tempo: César repudiou sua mulher porque ela não parecia honesta!

 

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

 

*

DEFESA REFORÇADA

 

Lula, que nunca sabe de nada, contratou o advogado criminalista Nilo Batista, que já foi cotado para o STF, para se juntar aos demais de seu plantel e defender Lulinha, familiares e, obviamente, o próprio nas Operações Lava Jato e Zelotes. Como a “coisa está ficando preta”, Lula se esqueceu de que não sabe de nada e lembrou que agora sabe de tudo... 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

REPETITIVAS E SEM NOVIDADES

 

Dilma Rousseff disse que as denúncias de delações da Lava Jato são repetitivas e sem novidades. São repetitivas nos nomes dos denunciados, pois raramente aparece um novo nome nesta enorme e conhecida quadrilha que foi montada durante os governos petistas para roubar o dinheiro público. Não são, porém, sem novidades, pois a cada dia um novo e emocionante escândalo é descoberto nesta novela que parece não ter fim.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

*

O MINISTRO E AS MARACUTAIAS

 

O ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão determinou o relacionamento negocial entre o fundo da Petrobrás e o Banco BVA. Tempos após, o fundo e o banco foram para o fundo do poço. Prejuízos enormes, mas nada aconteceu a Lobão e aos lobinhos auxiliares. De outro lado, o autor do termo “maracutaia”, Lula, demonstrou que sabe fazer a execução dela de forma muito bem feita, tanto que está dando trabalho o caso do topógrafo que fez a mediação do sítio frequentado por ele em Atibaia. Na verdade, é muita gente participando das maracutaias e lesando os cofres da Nação. É necessário mexer com a sensibilidade dessa gente. É preciso atacar o órgão seu de maior sensibilidade: o bolso. Não é?

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

*

LISURA

 

O sr. Jaques Wagner, ministro-chefe da Casa Civil, após notícias suas e de ligações com Léo Pinheiro, da Construtora OAS, parou de se apresentar à mídia dando informações e opiniões sobre o governo Dilma, falando de cátedra e sorridente, até meio prepotente. Seria muito interessante para o Brasil e para o próprio governo Dilma que ele e seus companheiros usassem a esperteza nos negócios em prol do bem público. A economia iria avançar e seus méritos seriam reconhecidos.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

*

CASA CIVIL INCIVILIZADA

 

Jaques Wagner, o novo chefe da casa incivilizada na berlinda, tuitou que “não é por baixa impopularidade que se destitui uma presidente do poder”. Ele tem razão, é por ser incompetente, omissa, conivente, pedaladora e outros quetais. Para ficar na elegância.

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

 

*

O PAÍS EM DEPRESSÃO

 

O artigo publicado pelo dr. Miguel Reale Júnior no dia 2 de janeiro (“O povo bestificado”) sobre as motivações dele próprio, de Hélio Bicudo e de Janaína Paschoal terem dado entrada com o pedido de impeachment contra a atual ocupante do cargo de presidente do Brasil demonstra de maneira clara que Dilma descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal frontalmente e de maneira acintosa, cometendo, pois, crime. E, após isso, tendo pago tais pedaladas por ela cometidas, assumiu o papel de ré confessa nesta falcatrua toda, mesmo com todas as negativas de seus fraquíssimos e investigados ministros mais chegados. Seu desgoverno não tão somente fez as pedaladas em 2014, como continuou a fazê-las em 2015, e agora nos empurra as contas de todos os seus desmandos com aumentos, que aparentemente são irrisórios, porém pesam em nossos bolsos, como os publicados no caderno de Economia de domingo (10/1) no “Estadão”: nas tarifas de energia elétrica na ordem de 1%, tendo em vista a falta de condições de caixa do governo em arcar com suas dívidas com as distribuidoras de energia elétrica e o governo Dilma, em mais uma de sua pedaladas fiscais, vai nos empurrar esta conta que não nos pertence, mas, sim, ao desgoverno perdulário de Dilma, do PT dela, de Lula e de seus incomPeTentes ministros sobre os quais, em sua grande maioria, mormente o da Casa Civil, pairam as mais sérias suspeitas de corrupção ativa. Este governo reajustou o salário mínimo em 11,60%, os aposentados, mais uma vez lesados pelo governo do PT, tiveram reajuste inferior em 11,28%, inflação oficial (?) de 10,67%, e agora cabe o seguinte questionamento à nobre mandatária deste país que está pondo o Brasil numa situação de naufrágio total: e quanto ao reajuste da tabela do Imposto de Renda, nada? Vai ficar o dito pelo não dito e a roubalheira oficial vai continuar? Ainda quer nos impor a famigerada CPMF para encher os bolsos daqueles que já até puseram dólares na cueca? A fúria arrecadatória do lulopetismo não tem limites, o que eles querem é espoliar o povo até sua última gota de linfa para, depois, tornarem o Brasil uma falida Venezuela, ou, pior, uma Coreia do Norte, com sua população tendo sua mente sofrido lavagem cerebral. Este projeto do PT de querer se perpetuar no poder a todo custo e fazendo o diabo para conseguir seu intento só está desgraçando a população brasileira, que convive com inflação alta, enorme taxa de desemprego, empresas fechando unidades por decréscimo violento em seus faturamentos, produção caindo todos os meses, salários idem, corrupção correndo à solta, atitudes do Executivo em si, Legislativo em boa parte e mesmo o Judiciário contaminado pelas indicações do PT também com atitudes questionáveis, fazendo-nos descrer na ação da maior parte da Justiça brasileira. Em suma, em quem podemos e iremos poder acreditar neste mar de lama em que estamos chafurdando, todos os dias convivendo com péssimas notícias, violência desenfreada, assassinatos, corrupção aloprada, etc.? Dizem que devemos ter fé, mas até quando poderemos aguentar tantos caras de pau nos enganando todos os segundos de nossa vida e ficarem, na grande maioria das vezes, impunes por seus atos criminosos? Ter fé está passando a ser utopia neste país de descalabros diários.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

*

O BRASIL EM DAVOS

 

Pesquisa realizada com 13 mil destacados empresários das mais importantes empresas do mundo, que estarão reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, no próximo dia 20, apontou que alguns dos maiores riscos globais para o ano são a crise política brasileira e a corrupção. Diz trecho do informe publicado: “O maior obstáculo para se fazer negócios no Brasil em 2016 é o fracasso da governabilidade do País. O risco se refere à incapacidade de governar uma nação, o que é a causa ou resultado de fatores como um fraco estado de direito, corrupção, comércio ilegal, crime organizado, impunidade e impasse político. O fracasso na governança mina a competitividade do País, a criação de empregos e o desenvolvimento econômico. As empresas são obrigadas a lidar com riscos adicionais ao operar em países com uma administração fraca, um ambiente imprevisível, seguindo padrões que o próprio governo não segue”. Infelizmente, é forçoso reconhecer que não poderia haver descrição mais precisa e contundente da grave quadra que o País enfrenta, a maior e mais profunda crise política, econômica, moral e social de sua história. Muda, Brasil!

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

GOVERNAR ANTES QUE SEJA TARDE

 

Não dá para acreditar... Corre por aí a notícia de que Dilma Rousseff quer fundar uma grande estatal, juntando Dataprev, Telebrás e Serpro num gigantesco cabide de empregos, digo, numa única empresa, cujo capital será de R$ 5 bilhões com a bagatela de 7 mil funcionários. Com o Brasil quebrado e a economia caindo pelas tabelas, imaginemos quem serão os diretores desta nova “mamata”. Se essa marmota for verdadeira, seria melhor se a presidente dedicasse todo o seu tempo para governar o País antes que a situação fique ainda mais calamitosa.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

*

CPI DO HSBC

 

Dois fatos relevantes dão alento à CPI do HSBC-SwissLeaks: a sanção da lei de repatriação de capitais e a disposição do governo francês em colaborar com as investigações. A Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) têm papel determinante na apuração do dinheiro obtido legalmente e aquele obtido por outros meios, que deve ser a maioria e não terá o benefício da lei. Para esses senhores, a punição é a prisão, porque no Brasil de hoje, “quanto maior o delito, menor a pena”.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 

São Paulo

 

*

AINDA A TRAGÉDIA EM MARIANA (MG)

 

Com a notícia de que a Polícia Federal indiciou a Samarco e sete de seus executivos, além da Vale do Rio Doce pela tragédia provocada pelas barragens da Samarco em Mariana, renasce a nossa esperança, de que o país da impunidade esteja finalmente mudando e que aqueles que cometem crimes tão escabrosos como os dos dirigentes da Samarco, sejam exemplarmente punidos, como o estão os réus apontados na Operação Lava Jato. E a certeza da impunidade é tão arraigada entre aqueles que ainda se julgam acima da lei, que os dirigentes, tanto os da Samarco, como os da Vale do Rio Doce, tentam posar de indignados, com cínicas afirmações que ainda não estão concluídas as investigações para determinar a causa do acidente, que para eles, pasmem, ainda é uma incógnita. Conforme reportagem do “Estadão”, logo após o pavoroso desastre, desde 2013 já existia um estudo conclusivo de equipe da Universidade Federal de Minas Gerias, de que as barragens da Samarco em Mariana se encontravam em situação crítica, apontando ainda aquela matéria, que as barragens estavam operando com um coeficiente de segurança abaixo do limite. Entretanto, independente dos relatórios apontados, qualquer engenheiro sabe que se não ocorreu nenhum fenômeno natural em escala superior ao esperado como, por exemplo, um terremoto muito acima dos dados históricos de uma região, de total imprevisibilidade, o desabamento, ou o rompimento de uma obra de engenharia, ou foi por imperícia nos cálculos, ou por decisão irresponsável de seus dirigentes. Quem acompanhou pelas reportagens das emissoras de TV, as consequências dramáticas para uma enorme população, abrangendo os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além do avanço da lama em direção ao litoral do Estado da Bahia, não pode deixar de ficar revoltado diante de tamanha destruição da natureza e a mudança definitivas na vida de um número ainda não mensurado de pessoas que tiveram suas propriedades e seus meios de subsistência totalmente destruídos definitivamente. Muitos, inclusive, serão obrigados a migrarem para outros locais. Não foi apenas um crime ambiental, foi muito mais do que isso.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

*

VAZAMENTO NO GUARUJÁ

 

O vazamento de produto químico no Guarujá (SP) traz prejuízos para a saúde dos habitantes da cidade e também para o meio ambiente. O porto e o conteúdo do container deveriam ter seguro contra acidentes. O dinheiro deste seguro ajudaria as pessoas que estão abandonando o local. Neste caso específico, quem vai arcar com os prejuízos?

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

DENGUE

 

Parece que a preocupação com a dengue não atingiu o Guarujá (SP) ou o governo federal, que prometeu fiscalizar “cada lar brasileiro” no combate à doença, apesar dos inúmeros casos de dengue relatados nesta cidade. Na rua onde moro (Rua dos Girassóis), o lixo acumulado não é recolhido. E não é só na minha rua, infelizmente! Absurda a irresponsabilidade da prefeitura no município que tem um dos maiores IPTUs do Estado de São Paulo. S.O.S.!

 

Tomás Diettrich t.ditra@terra.com.br

Guarujá

 

*

ESGOTO NA PRAIA

 

No último fim de semana, verifiquei o lançamento de esgoto no canal da Avenida Abilia Santos Branco, que desagua na Praia da Enseada, no Guarujá (SP), caracterizando um flagrante crime ambiental, pois o esgoto desagua diretamente na praia, poluindo o mar, onde há pessoas tomando banho. O cheiro é insuportável, podendo ser sentido a mais de 200 metros do local do lançamento. Onde estão os fiscais da prefeitura e a Sabesp? Enquanto isso, o surto de virose causando diarreia e vômito se alastra e a rede pública de saúde nem de soro dispõe para os pacientes.

 

Eduardo Manoel eduardo.ft@me.com

São Paulo

 

*

OBRAS NO BRASIL

 

A linha amarela do Metrô de São Paulo, com uma extensão de 18 km, teve seu início em 2002 e até hoje, 14 anos depois, ainda faltam 36 meses para ficar pronta. Nesse tempo, a China faz cinco linhas de trem-bala de 500 km cada. Que vergonha!   

 

Gustavo Guimarães da Veiga  ggveiga@outlook.com

São Paulo

 

*

TRANSPORTE PÚBLICO

 

Governos estaduais e federal implementam aumento de impostos e de preço de tarifa dos transportes coletivos. Por outro lado, atrasam obras que melhoram o uso do transporte coletivo. Prevê-se novo aumento nos combustíveis ainda este ano. Como as pessoas se locomoverão nas grandes cidades, se o custo de combustível e a perda de salários levam a um aumento do uso do transporte coletivo? Será que teremos de mirar na China de outrora, cuja população só tinha a bicicleta como meio de transporte?

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba

 

*

PROTESTOS EM SÃO PAULO

 

As manifestações do Movimento Passe Livre (MPL) só vão terminar quando a mídia deixar de dar manchetes ao grupo ou quando seus líderes se candidatarem a algum cargo político.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

VANDALISMO CONTRA O POVO

 

O governo do Estado de São Paulo deveria pensar em colocar um aviso nas estações depredadas pelos baderneiros denominados Black Blocs no sentido de que os reparos serão feitos quando sobrar dinheiro público para tanto. A população não pode continuar simplesmente pagando a conta com um dinheiro que falta para a saúde, para a segurança, para a educação, para obras, etc.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

*

PASSEATAS

 

As passeatas são legítimas, mas não podem acontecer em dias comuns, tornar a Avenida Paulista um inferno, em contraposição às passeatas dos “coxinhas”, que se manifestam aos domingos, para não atrapalharem a vida da população. Nas passeatas contra os aumentos das passagens, impera o clima de desordem e violência com lideranças difusas, filhinhos de papai ou aqueles com as mentes lavadas pelas aulas dos mestres sonhadores com o ranço do esquerdismo utópico, próprio dos intelectuais da “esquerda caviar”. Quem financia esses grupos, muitos mascarados, que desejam na verdade extravasar suas frustrações pela rebeldia (normal) e violência? Creio que a polícia estratégica esteja investigando. Eles se enfurecem toda vez que é necessário aumentar as passagens de ônibus e metrô (parte subsidiada), mas inexplicavelmente ficam quietos quando, por exemplo, toda a população sofreu com o aumento da conta de luz em mais de 50%. Não me venham com ideias de filosofia de botequim pelas quais devemos entender os movimentos das massas, que são privadas de se manifestarem pelas suas causas, isto é, uma sociedade em que o Estado provê tudo e seus ídolos populistas aproveitadores acham um luxo ser da esquerda esperta e maliciosa. Temos de defender os ditames da nossa bandeira, ordem e progresso, que não pode ser carregada por ladrões, vândalos e inocentes úteis que povoam todos os estratos da nossa sociedade. Em contraposição a isto tudo que está aí, os homens de bem devem protestar e mostrar que querem uma nação próspera, ordeira e, principalmente, honesta. Preparem-se, pois estamos em ano de eleição e é pela prática democrática e a justiça que poderemos, enfim, mudar a cara do nosso país.

 

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

 

*

RESPEITANDO A CONSTITUIÇÃO

 

“(...) sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.” Assim termina o inciso XVI do artigo 5.º da Constituição, que permite a reunião pacífica em local aberto ao público, independentemente de autorização. Parece-me que as autoridades competentes, sempre permissivas, finalmente resolveram fazer valer a letra da lei, até para que o inciso XV do mesmo diploma legal, o direito de ir e vir de todos, não seja desrespeitado.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

*

PANO DE FUNDO

 

São preocupantes os rumos que este país está tomando à esquerda, aumentando a cada dia a violência entre aqueles que vão às ruas manifestar. Em primeiro lugar, é preciso que a polícia acompanhe de perto essas manifestações e puna com rigor os vândalos. Não dá para assistir passivamente a sujeitos colocando fogo em ônibus, quebrando bancos e estações do Metrô e ficar tudo por isso mesmo. Toda essa confusão está sendo armada tendo como pano de fundo o impeachment da presidente Dilma. Até nisso a lei é leniente: uma vez pedido o impeachment, deveria ser votado sim ou não e acabar com a palhaçada de grupos baderneiros que se valem de uma desculpa para depredar patrimônio público e infernizar a vida de quem trabalha. Decorrente dessa demora, o governo tem todo o tempo para se socorrer. Compra o apoio de parlamentares, que se vendem para quem dá mais. Infelizmente, é assim mesmo, acertados os preços, os ideais são os mesmos. Quem diria que um dia veríamos essa situação no Brasil? Devemos a Lula a grande descoberta de fazer aliados a preço de ouro. Deu nisso, todos fazem tudo. Pagando bem, que mal que tem? Como ninguém fiscaliza, fica tudo fácil. Simples assim!    

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

GESTÃO HADDAD

 

Não deixa de ser um alívio saber que algumas das medidas adotadas pelo prefeito Fernando Haddad nos últimos três anos poderão (e devem) ser revistas a partir do ano que vem, com a eleição de um novo prefeito. Entre elas, o desnecessário e demagógico fechamento da Avenida Paulista aos domingos e a absurda velocidade de 50 km/h na pista expressa das Marginais. Quanto aos 100 km de ciclovias que ainda faltam para completar os 400 km previstos, não é preciso, caro prefeito, use o dinheiro para construir algumas das creches que o senhor prometeu!

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

*

MUSEU DO AMANHÃ

 

Enquanto o Museu Nacional, o mais antigo do Brasil, fecha por falta de dinheiro, o governo inaugura o Museu do Amanhã, obra caríssima, belíssima, com muitos méritos, sem dúvida, mas que não pode se sobrepor à importância do templo da história do Brasil localizado na Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro. Eu lamento que o marketing esteja sempre à frente da questão central dos objetivos dos museus. O Museu Nacional está localizado onde foi a residência oficial dos imperadores Pedro I e II, e inaugurado em 1818. É especializado em história natural, sendo o maior da América Latina nessa área. Recebia cerca de mil pessoas por dia útil e 5 mil em fins de semana. A insensibilidade dos governantes e a avidez, cobiça e cupidez pelo poder quase sempre desvirtuam as prioridades das ações dos governantes e futuros candidatos às próximas eleições.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

PRÊMIO PUSKAS, DAVI E GOLIAS

 

O jogador de futebol Wendell Lira, com meia bicicleta, encheu de orgulho uma nação ao ganhar o Prêmio Puskas pelo gol mais bonito de 2015. Por aqui, pedaladas completas e a horrenda corrupção, patrocinadas pelo incompetente e irresponsável governo petista, nos encheram de vergonha e fomos laureados com o prêmio de caloteiros do ano. Ao agradecer, o atleta, comparou o feito à história da luta entre o franzino Davi e o gigante Golias. Essa história bíblica é hoje uma realidade entre nós.   Davi, o povo, enfraquecido, é espezinhado, pisoteado e desrespeitado pelo gigante Golias, o governo, que, alimentado por escorchantes impostos, pela mentira, pela vigarice e pela demagogia, tem se mantido em pé e cresce a cada dia. Davi, sozinho, contrariando pessimistas, derrotou o vilão bíblico. Será que quase 100% da população que repudia a vilã brasileira, a presidente Dilma Rousseff, não consegue forças para fazer o mesmo? Nas próximas manifestações, vamos deixar de comodismo, vistam-se de verde e amarelo e vamos lotar ruas e avenidas, ordeiramente, e exigir a destituição de quem tanto mal tem feito ao Brasil e a trupe toda de coniventes. Vamos fazer valer o lema “a união faz a força”. “Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem” (Bertold Brecht).

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

*

LOUVOR AO PRÊMIO

 

Agora a mídia está dando valor a um prêmio da Fifa dado a um jogador de futebol brasileiro que fez o gol mais bonito de 2015. A mesma Fifa que está envolvida em roubalheiras e tramoias! Isso sem falar no discurso do vencedor, Wendell Lira, citando Davi e Golias, que mais parecia um destes pastores que pregam na TV aberta diuturnamente. Fosse um jogador árabe e citasse Alá, seria “fundamentalismo islâmico”.

 

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

 

*

NA FIFA, ENTRE WENDELL E NEYMAR 

 

Quem assistiu à premiação da Fifa para vários itens ligados ao futebol deve ter sentido no mínimo um pouco de emoção com a humildade do boleiro goiano Wendell, que ganhou o troféu de gol mais bonito do ano. Em compensação, também viu um Neymar que, sentindo não ser a estrela principal da festa, “apareceu” de forma ridícula com seu chapeuzinho e sua gravatinha.

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

 

*

CORRUPÇÃO NA FIFA

 

Considerando toda a corrupção denunciada, pela mídia internacional, sobre compra de votos para escolha das sedes dos Mundiais (agora o Japão), pergunto: a escolha do Brasil como sede da “Copa das Copas”, em 2014, foi porque tínhamos instalações adequadas, cumprimos o caderno de encargos e somos um país tropical? Sei não! Lembro muito bem das pessoas que estavam na plateia, em Zurique, quando foi anunciada a escolha: Brasil! Algumas figuras que não se suportavam se abraçaram, riram, vibraram, gargalharam e até choraram. Pessoal, os caras estão enrolando o novelo, as falcatruas por lá são apuradas e cobradas. Portanto, barbas de molho.

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

*

PADRÃO

 

No Brasil, a corrupção é “padrão Fifa”. Na Fifa, a corrupção é “padrão Brasil”.

 

Felicio Tadeo Zambom tadeo@transmotor.com.br  

São Paulo

 

*

UNIFORMES DAS BABÁS NOS CLUBES

 

Como sócio do Clube Pinheiros, é preciso repudiar publicamente o tratamento discriminatório, elitista e preconceituoso adotado com relação às babás, que são obrigadas a usarem uniformes brancos em oito clubes tradicionais paulistanos. Equivocada a decisão do Ministério Público de arquivar a ação movida contra os clubes. Qualquer ato de discriminação ou preconceito deve ser combatido e atacado. Queremos viver num país livre, justo, digno, solidário e democrático, onde todos sejam realmente iguais perante a lei. Em pleno século 21, é inaceitável que os clubes ainda adotem condutas autoritárias, retrógradas e abusivas, que depõe contra eles próprios.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.