Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2016 | 02h55

Salvem os tubarões

Destacados advogados penalistas e constitucionalistas, defensores ricamente pagos por políticos e empreiteiras envolvidos em esquemas bilionários de corrupção, acusam a Operação Lava Jato de desrespeitar “direitos e garantias fundamentais”, assim como sistematicamente “violarem o justo processo”. O que devemos entender com essas acusações é que a lei finalmente está sendo aplicada e os “tubarões” estão sendo descobertos, julgados e devidamente condenados. Para os que sempre foram blindados por uma Justiça capenga e “seletiva”, isso é um absurdo. Para o restante do Brasil, que trabalha e produz, isso representa uma grande esperança. Finalmente, uma operação – e chamada “lava a jato” – está lavando a alma dos honestos, antes tão sacrificados pelos poderosos sem escrúpulos e sem consciência democrática. Será que, apesar de todo esse esforço delles para defender o indefensável, ainda vamos ver o nosso Brasil passado a limpo? Que os “santos Moro e Janot” ouçam as nossas preces e continuem essa importante faxina.

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Passar o Brasil a limpo

Vimos no Estadão (15/1, A5) a carta assinada por advogados, professores e juristas criticando alguns problemas jurídicos da Operação Lava Jato. Para os leigos e o público em geral, a Lava Jato tem um defeito, sim, que é demorar a julgar e pôr na cadeia pessoas já culpadas de outros crimes e que continuam soltas por causa das benesses das leis brasileiras. Não vemos um cidadão comum conseguir atingir o Supremo Tribunal Federal (STF) para ter sua causa julgada. Isso é só para quem tem acesso a advogados pagos a preço de ouro. Senão, é julgado em primeira instância e vai para cadeia, porque a lei no Brasil, definitivamente, não é igual para todos. Essas manifestações interessam aos advogados não na defesa das liberdades e dos direitos iguais para todos, mas porque pela primeira vez estão enfrentando juízes que realmente seguem a lei e têm sentimento pelo seu país. Todos queremos ver o Brasil passado a limpo e essa limpeza começa com todos os que roubam o bem público, descaradamente, na cadeia. Todos devemos lutar para defender nossos direitos, sim. E acho que a esta altura seria muito mais importante para a Nação que todos viessem a público, mas para bradar contra a corrupção que assola praticamente todos os órgãos do governo e impede o País de seguir seu rumo para o desenvolvimento.

OLAVO BRUSCHINI

o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista

Povo roubado

Como cidadão brasileiro, gostaria que o importante espaço neste jornal que dezenas de advogados criminalistas usaram, em vez de externar seu descontentamento com o desenrolar da Lava Jato, tivesse sido utilizado para censurarem a atitude de criminosos que desviaram bilhões de reais de um povo pobre, inculto e carente de atenção nos campos da saúde, da educação, do transporte e todos os outros serviços que nos fazem admirar as nações mais desenvolvidas. A grande ameaça que o Estado de Direito está sofrendo é a não punição exemplar desse bando de corruptos que aviltaram as instituições governamentais e as empresas sob controle do Estado, com seus métodos sórdidos de arrecadação partidária e enriquecimento pessoal. Na visão de cidadão, a manifestação desses ilustres senhores se afigura como uma forma de procurarem amenizar o trabalho que terão para, em troca dos milhões de reais roubados que deles receberão, tentar isentá-los de suas ações criminosas. Por certo, esse manifesto pode até ter algum resultado, mas nada edificante será para a sua biografia.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Instituições aviltadas

A mentira, o embuste político e a corrupção sempre existiram em todas as nações, mas no Brasil petista foram adotados como instituições de Estado.

JOSÉ J. ROSA

jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo

Apoio à Lava Jato

Essa carta aberta em repúdio à Operação Lava Jato é de uma inoportunidade a toda prova. E os advogados que a subscreveram não tiveram em mente que a operação tem o apoio de toda a comunidade brasileira não envolvida na defesa – não jurídica, pois essa é necessária – dos atingidos. E, ainda, que os procedimentos e decisões que a esse respeito são submetidos à apreciação de nosso STF têm sido mantidos. As denúncias se aplicariam também ao nosso órgão superior de Justiça? Ou, simples e propositadamente, deixaram de mencionar o fato?

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Quem confessa?

Antes da Operação Lava Jato, políticos e empresários fizeram a festa com o dinheiro público. Agora que os crimes estão sendo vazados, todos negam participação. De fato, quem é idiota de confessar? Mas a lei existe para punir criminosos, não importam a cor, o credo ou a conta bancária. Todos deveriam ter honra e caráter. Já que não têm, resta a lei. Enquanto o dinheiro estiver comprando e pessoas se vendendo, vamos ter de vigiar.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Vamos democratizar

Já que a corrupção está institucionalizada no Brasil e não se consegue eliminá-la, por que não a democratizamos? Não é justo que só uns poucos afortunados se beneficiem dela. Para corrigir essa injustiça sugiro que se organize uma bolsa de valores da corrupção, possibilitando ao público comprar cotas de corruptos e participar dos lucros dos pixulecos. Os corruptos que se interessarem colocarão suas cotas na bolsa e serão os corruptos de capital aberto, enquanto os demais permanecerão corruptos de capital fechado. Seria muito bom, por exemplo, que se pudesse comprar cotas de um vereador na esperança que ele chegue um dia a deputado federal, até a ministro, e o capital empregado ser multiplicado. Provavelmente surgirão lobistas poderosos para influenciar o governo no sentido de nomear para os cargos com maior potencial de roubalheira só corruptos de capital aberto. Por último, porém não menos importante, essa melhor distribuição de renda vai reativar a economia do País e voltaremos a crescer como nos bons tempos.

ROBERTO A. KIRSCHNER

kir.robertoa@gmail.com

São Paulo

Arrepios

Imaginem o frio na espinha que deve sentir um cidadão ao ver seu nome se aproximar da morte de um ex-prefeito...

SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO

aranhafilho@aasp.org.br

Garça

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O ENGODO DA CASA PRÓPRIA

 

O resultado da orgia do governo petista de tentar, sem critério, incentivar o consumo a qualquer custo, principalmente a compra da casa própria, demonstra bem o caos em que está a nossa economia. Levantamento feito pela agência Fitch com nove das grandes empresas do setor imobiliário do País constata que, de cada 100 imóveis vendidos no País em 2015, 41 foram devolvidos às construtoras. E os relatos são desoladores. Por exemplo, o de um comprador que já tinha pago R$ 200 mil em parcelas pelo imóvel, mas a construtora simplesmente quis ressarcir míseros R$ 40 mil. Assim, Dilma Rousseff, com seu desgoverno, tem deixado na rua da amargura a família brasileira. Pior ainda é saber que o Planalto, nos últimos anos, utilizou dezenas de bilhões de reais de verbas do trabalhador, como a do FGTS e a da poupança, para financiar imóveis, mas hoje não somente vemos cidadãos perdendo grande parte de suas economias, desistindo da compra do imóvel, como o resultado do alto índice de inflação e desemprego, além de, por todo o País, milhares de obras do Minha Casa, Minha Vida estarem abandonadas e, diga-se, sem previsão de entrega aos seus compradores. Os fatos acima citados são apenas parte do grande desastre administrativo desta era petista.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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DEVOLUÇÃO EM MASSA

 

Pelo andar da carruagem e em face da situação caótica e desastrosa a que o governo petelulista, por incapacidade, ingerência indevida e corrupção, fez o País chegar, vive-se hoje a frustração do maior sonho da população: o de ter sua casa própria. 41% dos imóveis vendidos estão sendo devolvidos às construtoras. Com certeza, os bancos agora se tornarão os maiores incorporadores imobiliários do País, tendo uma carteira invejável de ofertas.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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BALANÇO

 

Após 13 anos, qual é o balanço do programa Bolsa Família no Brasil? Qual foi o benefício nacional? O que melhorou para os demais cidadãos e contribuintes dos R$ 300 bilhões, que não receberam um centavo? Ou será que ninguém esperava algum benefício geral para o País “tirando da pobreza” 50 milhões de seus cidadãos? O que aconteceu de fato? Os 50 milhões estão mesmo fora da pobreza? A matéria do “Estadão” sobre a dependência do Bolsa Família e a crise (10/01, B5) parece afirmar que não e que a “saída da pobreza” pelo programa não é sustentável... O que houve, então? Só mais um megaestelionato eleitoral, cujos beneficiados foram só Lula, Dilma e o PT? Até quando ficaremos calados sabendo que estamos sendo roubados?

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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POVO POBRE, GOVERNANTES RICOS

 

A função dos governantes é trabalhar muito para administrar leis, riquezas, saúde, educação, infraestrutura (privada), etc., e não aparecer nas TVs e nos jornais falando e prometendo. Só blá, blá, blá. O Brasil é um país continental e tem muitas riquezas naturais não exploradas, por incapacidade do governo, que só se importa com propaganda e com o enriquecimento da sua turma por meios éticos ou não. Qualquer empresa privada em que os dirigentes usassem o mesmo sistema estaria falida – como está o Brasil desgovernado.

 

Mário A. Dente éticototal@gmail.com

São Paulo

 

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AVISEM A PRESIDENTE

 

Quando Lula exorta sua discípula Dilma, plantada como um poste no governo, a navegar resolutamente nos mares revoltos da baixa política e inventar um salto mortal econômico que tire o Titanic Brasil da rota de choque com o iceberg da “nova matriz econômica”, boiando nos mares da gestão anterior, mas salvando nos escaleres deficitários os passageiros da classe “Bolsa Família”, garantidores de votos, ele está buscando aparecer como salvador da Pátria em 2018. Potenciais bons comandantes de barco, que alcançariam portos seguros pela rota da política econômica eficaz, não aceitaram o convite da “gerentona” para ocupar o Ministério da Fazenda porque, sob suas ordens, correriam o inevitável risco de queima de imagem. Joaquim Levy, o incauto (não contava com os torpedos Lula e Nelson Barbosa, bem como calmarias congressuais protelatórias), foi iludido e aceitou.

 

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

 

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A SALVAÇÃO DA LAVOURA

 

A deposição de Dilma seria a salvação da lavoura de Lula em 2018. Quem quer que a substituísse, com a lábia que tem o ex, seria jogado nas costas do infeliz a miséria que aí está. Os bem informados não seriam iludidos, mas e o pessoal do Bolsa Família?

 

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

 

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PAÍS-EMPRESA

 

Aquela antiga e obsoleta política, quando alguns se candidatavam e se sacrificavam pelo bem do povo, governando por amor e sem nenhum interesse pessoal, não existe mais! Não existem mais a política, os políticos nem este povo. Vivemos em outro mundo. Agora somos países-empresas. Nossos problemas são os mesmos de um negócio mal administrado, em que os funcionários desviam o dinheiro do caixa para o próprio bolso e os sócios majoritários recebem planilhas maquiadas. Enfim, estamos falindo. Qual é a solução? Respostas para este espaço do jornal “Estadão”.

 

Silvia M. Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com

São Paulo

 

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À ESPERA DE TEMPO BOM

 

Somos um país à espera de sol. Este nublado não nos agrada. Precisamos urgentemente da verdade entre ataques e defesas. Começamos a ver a realidade: um país dividido entre governo e oposição. Estamos à espera de tempo bom, sem tantos equívocos.

 

Marcos Luiz Mattos Penna ml-penna@bol.com.br

São Paulo

 

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MAIS UM SACRIFÍCIO

 

“Aprovar a CPMF é questão de saúde pública”, disse a “presidenta” Dilma. Declaração de má-fé. Se o povo aceitar mais esse sacrifício inútil, demonstrará absoluta falta de saúde mental... Isso porque os bilhões, quiçá trilhões, arrancados do suor dos brasileiros e que escorreram pelos ralos da corrupção e da incompetência durante tantos anos não foram suficientes, e mais um imposto também não será.

   

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

 

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MARKETING

 

Será que não é melhor o ministro Nelson Barbosa levar o João Santana junto com ele a Davos, ao Fórum Econômico Mundial? Ele tem prática, quem sabe ele consegue engabelar a turma por lá?

 

Fabio Morganti tao2@terra.com.br

São Paulo

 

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ERA UMA VEZ...

 

Era uma vez, uma terra abençoada, com muitas riquezas, flora e fauna abundantes e um povo pacífico. Então, no dia 22 de abril de 1500, chegaram os portugueses e bagunçaram todo o coreto. De lá para cá, a situação só piorou e, agora, o País está passando por uma crise sem precedentes e o (des)governo não está nem aí, preocupado apenas em salvar a própria pele. Infelizmente, eu só vejo o aeroporto como saída para uma vida melhor. Fazer o caminho inverso dos meus antepassados na Europa ou tentar algo nos EUA ou no Canadá. Aguardo sugestões...

 

Adriana Aulisio aulisiodri@gmail.com

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO

 

A corrupção no Brasil é endêmica e, infelizmente, está se inserindo na cultura do País. O “é preciso levar vantagem em tudo” predomina em grande parte da população. Surreal, mas verdadeira a seguinte história: uma pessoa costumava adquirir celular de camelôs a preço bem vantajoso. Um dia, sofre um assalto e imediatamente vai à polícia se queixar e exigir providências. Ela se esquece que,  com a sua atitude, está corroborando para o aumento  da violência. É necessário reconstruir uma nova sociedade e, para isso, será preciso implementar as seguintes medidas: a curto prazo, fiscalização rigorosa e punição exemplar para o corrupto e o corruptor; a médio e a longo prazos, priorizar a  educação com ênfase na disciplina de Ética, desde o  ensino fundamental. Há um ditado oriental que diz: “Os governantes deverão evitar a corrupção, pois o povo seguirá o seu comportamentos”. É isso que os gestores públicos estão repassando para a população?

 

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A LISURA DA PRESIDENTE

 

A presidente Dilma vangloria-se tanto de sua honestidade (editorial de domingo, 10/1) que está levando o brasileiro e ter saudades de políticos de outrora – e também de triste memória –, do “rouba, mas faz”.

 

Alceu Gandini alceu.gandini@gmail.com

São Paulo

 

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COMO ACREDITAR?

 

Como mudar o sentimento de que da presidente da República não se pode acreditar em nada do que diz? Cortou 3 mil “aspones”? Não interferir nos ritos da Justiça (Medida Provisória 703)? Cortar custos (comitivas, mordomias, helicóptero, milhares de roupas, etc.)? Na cúpula (Casa Civil), desde Lula, nada viu, nada ouviu, nada disse? Com uma gerente destas, o Brasil só pode ir à bancarrota. Alguns brasileiros (poucos) ainda a apoiam, baseados em quê? À oposição cabe sugerir uma PEC que  permita a remoção de cargo público de quem mente e é incompetente.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 

São Paulo

 

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13 ANOS DESPERDIÇADOS

 

A presidente a todo momento lembra que foi eleita para presidir o País pela maioria dos eleitores. Tudo bem. Mas isso não impede que, insatisfeitos, eles queiram que ela renuncie. Até aqui, tem feito tudo ao contrário do prometido na eleição de 2014. Além disso, não tem a menor intenção de reduzir os custos da sua administração. Não extinguiu setores desnecessários nem o exagero de cargos comissionados. Batemos o recorde mundial de ministérios, secretarias e viagens. Nem o presidente do país mais rico do mundo passeia tanto. O País enfrenta uma crise descomunal e eles, no Planalto e no Congresso, vivem às mil maravilhas, uma verdadeira história dos sonhos de Branca de Neve. Os trabalhadores, de modo geral, são as maiores vítimas dessa total falta de sensibilidade e organização. Nas próximas eleições não podemos nos esquecer dessa calamitosa situação, que nos últimos 13 anos vem arruinando o País.

 

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O AVESSO DO AVESSO DO AVESSO

 

Após tantas barbaridades, absurdos e descalabros cometidos na administração da “res pública” pelo PT, ao revirar Dilma do avesso, descobriremos, ainda mais perplexos, parafraseando Caetano Veloso em “Sampa”, que nossa “estadista” é, de fato, o avesso do avesso do avesso do avesso do que sejam competência, decência e moralidade.

 

Luciano de Paoli lpaoli@uol.com.br

São Paulo

 

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O DESAFIO DE DILMA ROUSSEFF

 

Dona Dilma oferece-se para ser “virada do avesso”. Não, minha senhora, mil vezes não. Se o direito é do jeito que é, imaginem o avesso.

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

 

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UM GRANDE VAZIO

 

Tem razão dona Dilma: não adianta tentar virá-la pelo avesso. Tudo não passa de um imenso vazio. A começar pelo local onde deveria haver um cérebro. Nunca antes na história deste país houve governante tão incompetente como ela... e seu antecessor.

 

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

 

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‘NÃO HÁ NADA CONTRA MIM’

 

Se Dilma do avesso virar, pior do que está poderá ficar.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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ATOS ILÍCITOS

 

Dilma Rousseff diz que nunca cometeu nenhum ato ilícito. Vejam o artigo 186 do Código Civil: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”. Nem é preciso falar que ela sempre agiu  dolosamente.

 

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

 

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DIA ‘D’

 

Sem necessidade de virar do avesso a presidente, constatamos que a ousadia, as mentiras e o envolvimento com a Operação Lava Jato estão ficando mais claros, graças à justiça divina. Talvez o povo brasileiro tenha, agora em 2016, o dia e ano mais importantes depois de 7/9/1822. Ficaremos livres de vários dos maiores parasitas do País.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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POR QUE TANTO ERRO NA POLÍTICA?

 

Erra-se tanto porque a maioria usa dizer “virar do avesso” o que significa virar do lado incorreto ou contrário para o correto, o que gera uma confusão perguntando-se o que é que ele quer. O correto seria “virar ao avesso”, ou seja, virar para o outro lado, o do avesso, ou, ainda, o contrário. Virar do avesso não significa “virar ao contrário”, mas “do contrário”!

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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À ESPERA DA MISERICÓRDIA DIVINA

 

Nós, brasileiros ingênuos (ou carneiros por natureza?), nos sentimos como moradores de rua, os ligeiras-popularmente chamados, os infelizes que mendigam nas ruas das cidades brasileiras, comparando com o universo bilionário, conivente, omisso e locupletante dos desvios financeiros da nossa outrora “menina dos olhos” dos nacionalistas tupiniquins. Enquanto isso, nós fazemos “o diabo” – com perdão às nossas heranças cristãs – para sanar nossas dívidas nos cheques especiais, nos absurdos e pecaminosos cartões de crédito, nas inadimplências forçadas, dos tributos escorchantes em todos os níveis e na manutenção “possível” de nosso emprego, que está por um fio, levando ao desespero milhões de cidadãos que num estalar de dedos poderão estar no olho da rua nos próximos meses. Não pretendo ser profeta apocalíptico, mas nosso país caminha para um buraco negro, de onde ninguém em sã consciência conseguirá nos tirar. Só Deus, na sua infinita misericórdia!   

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 

Tiradentes

 

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O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

 

Durante os quatro anos de primeiro mandato e como importante peça do estelionato eleitoral que a reelegeu, a presidente Dilma obrigou a Petrobrás a manter o preço da gasolina e do diesel artificialmente baixo, para conter a inflação e promover a felicidade daquela parcela de brasileiros que passara a ter carro, prováveis eleitores seus. Agora, já eleita, permite absurdos aumentos nos preços dos combustíveis, tornando-os bem mais caros que os do resto do mundo. Isso, por si só, não seria motivo para o impeachment desta desavergonhada aproveitadora da boa-fé do povo brasileiro?

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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A PETROBRÁS PRIVATIZADA

 

A gestão de Lula e Dilma fez com a Petrobrás e com o Brasil o mesmo que Severino Cavalcanti fez quando foi presidente da Câmara dos Deputados. Severino Cavalcanti sempre sonhou com uma diretoria na Petrobrás, “dessas que furam poços de petróleo”, dizia ele, que teve de se contentar em extorquir o restaurante da Câmara. Lula e Dilma viveram o sonho de Severino. Nunca antes na história uma empresa foi tão roubada como a Petrobrás nas mãos de Lula e de Dilma. Nunca se roubou tanto, se desviou tanto, se extorquiu e superfaturou tanto quando fizeram Lula e Dilma na Petrobrás. Com os presidentes e diretores da Petrobrás, nomeados por Lula e Dilma, empenhados em roubar e desviar dinheiro em tempo integral, é difícil de imaginar quem de fato administrava a empresa e é surpreendente que ela ainda não tenha falido. Vender a Petrobrás agora, que ela não vale nada, seria um péssimo negócio para o Brasil, mas mesmo assim não é uma hipótese a ser descartada. Essa venda teria muito valor simbólico e poderia resgatar a credibilidade do País, com Lula e Dilma já bem longe do poder, é claro.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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TODOS OS HOMENS DA PRESIDENTE

 

Revendo o filme “Todos os homens do presidente”, que relata o estopim da renúncia de Richard Nixon, no Caso Watergate, nos EUA, ensina-se como fazer um presidente renunciar, e podemos pensar: quem poderá ser o Garganta Profunda brasileiro? Existirá?

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com 

São Paulo

 

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O SUMIÇO DE JAQUES WAGNER

 

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, era a nova esperança da tigrada petista. Já estavam falando que seria o nome indicado para as eleições presidenciais de 2018. O homem estava sempre na mídia, cheio de empáfia, fala mansa, dizendo que o processo de impeachment contra Dilma Rousseff estava natimorto e não deixando de lado a velha arrogância petista. De repente explode a bomba Léo Pinheiro fazendo revelações estarrecedoras, e aí o homem sumiu, agindo exatamente como o chefão Lula: quando a situação se complica, ele desaparece. Pelo andar da carruagem, teremos mais um “guerreiro do povo brasileiro”.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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MINISTRO DA CASA CIVIL

 

JW deve se afastar o mais rápido possível. Como defender o governo, tendo de se defender?

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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O SONO DO EX-PRESIDENTE

 

As Operações Lava Jato e Zelotes têm tirado o sono de Lula. Para quem passou mais de uma década dizendo que não sabia de nada e não viu nada, não deixa de ser interessante que ele tenha contratado o criminalista Nilo Batista, reforçando dessa forma sua equipe de advogados, visando à sua defesa e à de seus familiares. Segundo o criminalista, há um esforço para a criminalização do ex-presidente. Porém, o País, a cada delação, vem assistindo à derrocada do sujeito que tinha um discurso e um plano: manter-se no poder a qualquer custo. Lula ganhou muito dinheiro e viu sua condição social mudar, e isso custou a vida da Petrobrás. Agora se entende o temor do PT em privatizar a estatal. Cabe também perguntar para que tanto dinheiro, se agora parte dele será destinada a lhe livrar da condenação? Os fatos estão aí, nenhum advogado, por melhor que seja, vai conseguir livrar, em nome da lei, um sujeito que vem sendo acusado a cada delação. Ou então a frase “contra fatos não há argumentos” deverá ser extinta.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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OLHOS DE LINCE

 

Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás, com seus olhos de lince, passou a enxergar os benefícios para, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, reduzir sua pena. O Palácio está em alerta máximo e Dilma e Lula nem atendem mais à campainha.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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PROVAS

 

Por que o PT, ao invés de ficar reclamando – e chorando – dos vazamentos seletivos da Operação Lava Jato, não parte para provar que as falcatruas são inverídicas, frutos de devaneios da Polícia, da Procuradoria e da Justiça?

 

Sérgio Aranha da Silva Filho aranhafilho@aasp.org.br

Garça

 

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DELAÇÃO PREMIADA

 

Nestor Cerveró “tá mais cheio de assunto” que a mulher que deu em cima do marido de Ivete Sangalo. Deitou falação, entregando Deus e o mundo. Desse jeito, não vai sobrar mais nada nem ninguém.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

  

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DIREITO DE DEFESA

 

As delações premiadas continuam recebendo destaque. As mais recentes colocam alguns políticos ditos de oposição no mesmo nível dos acusados que integram o governo ou são de partidos aliados. As mais recentes citam o ex-presidente FHC e o senador Aécio Neves. Que negam os fatos, mas não têm o mesmo comportamento quando os acusados são dos partidos da situação. Por que colocar todos os delatados como culpados? Eles merecem no mínimo o direito de defesa e que as acusações sejam comprovadas quando das decisões judiciais contra os delatores. Afinal, por que os delatores são vistos como donos da verdade?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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NINGUÉM É BOBO

 

O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró disse que o governo FHC recebeu propina de US$ 100 milhões por compra feita pela Petrobrás. O ex-presidente FHC disse que essas acusações servem apenas para confundir. Confundir quem? O eleitor já viu que a sujeira, a lama, o esgoto fétido atingem todos os partidos. Não tem partido probo. Todos já viram isso. O seu governo, sr. Fernando Henrique, teve escândalos também, e não apurados. Foram varridos para baixo do tapete. Então, o sr. declarar que a acusação do ex-diretor da Petrobrás serve apenas para confundir, a mim não confunde. Pelo contrário, a mim mostra que ninguém é bobo nesta política. Os bobos somos nós, eleitores.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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IDONEIDADE

 

A pergunta é: sobrará alguém de reputação ilibada?

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

 

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DEMOCRACIA SEGUNDO CARLOS LACERDA

 

Em 1953, Carlos Lacerda, em sua campanha contra o governo Getúlio Vargas, esteve em Itajubá (MG). Reuniu-se com os estudantes de Engenharia no Diretório Acadêmico. Questionado sobre como ele achava que seria um Brasil democrático, informou: 1) eleições livres para presidente de Republica. Os candidatos deveriam ter mais de 45 anos e possuir curso superior; 2) os senadores seriam em número de dois para cada Estado; 3) todos os cargos eletivos só poderiam ser ocupados por cidadãos com curso superior; 4) o Congresso, as Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores não receberiam salario, só jetons por sessão. No caso de ausência três vezes consecutivas ou seis vezes alternadas em um mês, em qualquer nível em que sejam eleitos, seriam cassados e seus cargos, ocupados por nova eleição, suprimindo-se o suplente.  5) Todas as eleições seriam distritais. 6) Os ministros do Supremo Tribunal Federal seriam eleitos por magistrados da área do Direito, sem interferência de qualquer outro poder. Eu sempre acreditei em Carlos Lacerda.

 

Ronald Marins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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MANCOMUNAÇÃO

 

Confesso que não estou entendendo nada do que está acontecendo dentro das cabeças dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O povo nas ruas já começa a ficar preocupado com o blá, blá, blá que rola dentro daquela casa quando o assunto tratado é corrupção nos Poderes da República. O povo na minha cidade, Volta Redonda (RJ), já fala em mancomunação entre alguns ministros antes das decisões que envolvem políticos em ilicitudes. O  ministro Luis Roberto Barroso falsear a verdade para mudar o rito do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi desastroso. Duvido muito que os seguidores do ministro Barroso não soubessem com antecedência que ele já tinha deletado de seu voto as palavras “e nas demais eleições”. Acorda, Brasil!

 

Leônidas Marques leo.marques.vr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

 

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STF

 

O pior de saber que os senadores estão envolvidos nos escândalos todos de corrupção no Brasil é que estes mesmos senadores são os que sabatinam e aprovam as indicações da medíocre presidência da República para o STF. Essa é a pior barganha do País. Acho que, se os membros do STF tiverem realmente caráter, devem pedir exoneração dos cargos e criarem uma nova forma para que o STF seja realmente independente.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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O FÍSICO TERRORISTA

 

O governo brasileiro se opôs à indicação de Dani Dayan para a Embaixada de Israel por sua posição contrária à criação de um Estado Palestino. Não há a menor dúvida, portanto, quanto à atitude a ser tomada em relação ao físico argelino naturalizado francês Adlène Hicheur, condenado na França por planejar atentados terroristas e atual pesquisador d o Centro Brasileiro de Pesquisas Física (CBPF): deportação. Ponto final.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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‘TOP TOP’ DE NOVO

 

Precisa dizer mais ou precisamos desenhar? Em vez da Polícia Federal, quem deu ordem para que o argelino Adlène Hicheur, condenado na França por proximidade com a Al-Qaeda, entrasse livremente no País e ganhasse emprego na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi nada mais, nada menos do que Marco Aurélio “top top” Garcia, do Ministério das Relações Exteriores. Aquele que tem livre acesso às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a outros fora da curva no mundo.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

 

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ADLÈNE HICHEUR

 

O governo brasileiro poderia ter evitado todo este constrangimento sofrido pelo professor franco-argelino Adlène Hicheur, se já tivesse proibido sua entrada no País assim que ele solicitou o primeiro visto. Um homem condenado pela Justiça francesa veio buscar o que aqui? Como dizia o imperador romano Júlio César, “à mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”. Se ele quer deixar o Brasil, deixem-no ir! Bon Voyage, monsieur!

 

João Manuel F. S. C. Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

 

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