Fórum dos Leitores

QUE PAÍS É ESSE?

O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2016 | 02h55

Realidade brasileira

Um garoto morre à espera de um coração, que nunca chegou porque a FAB não tinha avião disponível para buscar o órgão. Um casal passou a noite abraçado ao corpo do filho de 8 anos, esperando socorro. Existe sofrimento maior? Enquanto isso acontece no Brasil do povo trabalhador e pagador de impostos, que convive com inflação nas alturas, renda cada vez menor e desemprego batendo à porta, a responsável por levar o País à bancarrota, incompetente, dissimulada e arrogante presidente do País, mobiliza 80 militares para sua segurança e num compromisso absolutamente particular usa o avião presidencial para visitar o neto que nasceu em Porto Alegre, vem com o mesmo avião para o aniversário do Lulla e sabe-se lá quantos mais deslocamentos sem nenhuma relação com o cargo que ocupa. Que país é esse? E que povo somos nós, que ficamos assistindo a tudo isso, calados? Dilma Rousseff deveria fazer algo de grande para tirar um pouco da mancha do seu governo: renunciar!

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Parabéns

Mil elogios seriam insuficientes para o editorial Manifesto irrefletido (17/1, A3), sobre a carta aberta apoiando a corrupção assinada por professores, juristas e advogados – salvo alguns que entraram de gaiatos –, que causou indignação nacional ao defender descaradamente os envolvidos na Operação Lava Jato. A esses causídicos de causas perdidas, o desprezo e todos os sinônimos possíveis por tanta falta de respeito. E se não sabem, a tal parte significativa de pessoas, descrita no texto, que repudiam toda essa bandalheira é a quase totalidade dos brasileiros (93%), que ainda querem um País limpo de tanta sujeira. Data venia, doutores...

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Excelente o editorial do Estadão sobre o manifesto dos advogados defensores dos corruptos. Só tenho a observar que, do ponto de vista do cidadão honesto que foi espoliado por seus clientes, eles não são “os melhores (...) advogados do País”, e sim os piores advogados para o País.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

Manifesto difuso

O manifesto dos advogados criminalistas é válido enquanto expressão de opinião. Muito elaborado na forma, carece, no entanto, de conteúdo sólido. Na complexa máquina de corrupção em que foi transformada a administração federal, pode-se dizer que a única engrenagem legítima e legal seja a desses advogados. O manifesto, todavia, pretende confundir a sociedade ao tentar desviar a atenção de todos para as filigranas jurídicas, em vez de focar propriamente no Direito. O que verdadeiramente importa é se a lei tem sido aplicada. E somente com esse enfoque, perguntamos: existe algum inocente atrás das grades em Curitiba e Brasília? O mar de lama descoberto não é invenção da Polícia Federal nem das instâncias judiciais até aqui percorridas. A lista de personagens que apelaram para o novo instrumento da delação premiada e reconheceram culpa é grande. O que os signatários do manifesto não aceitam é o fato de que passamos por momento novo, mas válido, no Direito brasileiro. E não poderiam mesmo gostar, afinal, a fortuna deles foi feita, em grande parte, graças a processos intermináveis, apelações e recursos que usualmente levavam as causas à prescrição e, com isso, muitos corruptos escaparam da Justiça. Isso mudou, doutores.

JÚLIO CRUZ LIMA NETO

São Paulo

Jurássicos do Direito

Os advogados criminais ganharam notoriedade desde 2003, quando o ex-presidente Lulla indicou o criminalista Márcio Thomaz Bastos para o Ministério da Justiça. Com mensalão, Lava Jato, Zelotes, Carf e outras, agora entendemos o porquê. O falecido ministro fez escola com as tradicionais desqualificações de provas, promotores e juízes. Os tempos são outros e os jurássicos estão tomando de 7 x 1 dos alemães! Primeiro foi o ministro do STF Joaquim Barbosa com a teoria do domínio do fato e agora a moçada da Lava Jato com a delação premiada. Resultado: jurássicos perplexos e delinquentes condenados e presos. Com a carta aberta, mostram que não aprenderam nada, usam o mesmo argumento roto e carcomido da desqualificação. É de domínio público que a colaboração premiada é um instrumento de defesa para redução da pena dos réus, largamente utilizado nos países desenvolvidos com vigência do pleno Estado de Direito.

WALTER SANT’ANNA ZEBINDEN

zebinden@terra.com.br

Campinas

Vergonha alheia

Como advogado atuante há quase 40 anos, sinto-me envergonhado por haver na OAB indivíduos como esses que subscreveram a tal carta publicada em 15/ 1 (A5). São advogados regiamente remunerados e nem por isso conseguem livrar seus clientes corruptos das penas (que acho brandas) impostas pelo brilhante juiz Sérgio Moro. Esses profissionais do Direito deveriam ter vergonha de vir a público fazer uma declaração dessas, porque estão demonstrando suas limitações profissionais e querendo fazer terrorismo contra o Estado de Direito. A OAB deveria tomar uma posição contra esses ditos advogados. Nunca é demais lembrar que eles não estão acima da lei. Eu, pessoalmente, gostaria que proliferassem centenas de juízes como Sergio Moro pelo Brasil, para acabarem com essa farra dos corruptos.

NORTON VILLAS BOAS

nortonvb1946@gmail.com

São Paulo

Sopro de esperança

O manifesto dos advogados foi mais uma tentativa de explicar seus “insucessos” aos clientes que lhes pagam fortunas. O juiz Sergio Moro atualmente é o sopro de esperança em que a sociedade civil deposita todo o seu sentimento de justiça!

LEANDRO GODINES DO AMARAL

leandroamaral20@gmail.com

São Paulo

Ruim para todo mundo

É muito triste reconhecer que advogados, profissionais preparados para a defesa dos cidadãos, tomam hoje, no Brasil, o caminho tortuoso dos que têm objetivos escusos. Pois é só o que se vê, com toneladas de dinheiro, na maioria das vezes sujo, pagando a defesa de ladrões da Pátria, mentirosos contumazes, indefensáveis. Para piorar a desconfiança que já difundiram na sociedade, externam em carta sua predisposição a enlamear a força de uma operação que se propõe a colaborar com a limpeza da Nação. Advogados e políticos caíram no descrédito generalizado no País e isso não é bom nem para eles nem para o Brasil.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

A LOGÍSTICA EM BRASÍLIA

 

Em Brasília, capital da República de Macunaíma, um menino de 12 anos que estava na lista nacional de espera para transplante cardíaco, em caráter prioritário, pela gravidade de sua patologia, morreu porque ficou sem o transplante, mesmo tendo sido localizado um órgão compatível na cidade de Itajubá (MG). A Força Aérea Brasileira (FAB) provavelmente não tinha aeronave disponível para o transporte do coração até o Distrito Federal (DF). Acredito que estava com todas as unidades servindo de táxi aéreo aos ratos de esgoto que infestam a capital federal e que, nos fins de semana, retornam às suas tocas de origem usando esses serviços. Agora, atentem para as justificativas oficiais: a FAB alegou que não pôde atender ao pedido por “questões de logística”. Sei! É do conhecimento de todos que em 2015 foram realizados mais de 2.500 voos a serviço da bandidagem política nacional. Já a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde, por sua vez, alegou “dificuldades logísticas” para realizar o procedimento. Bem feito, a culpa é realmente do menino. Deveria ele ser senador, deputado, ministro ou qualquer outra porcaria qualquer, que estaria vivo. É revoltante.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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VERGONHA NA CARA

 

A FAB não tinha avião disponível para transportar o órgão de Itajubá que salvaria o menino de Brasília. Talvez seus aviões estivessem sendo utilizados por políticos corruptos ou levando a galera da filha de Renan Calheiros para a praia. Falta vergonha na cara neste país.

 

Daniela C. S. Bravin Campos danielabravin@icloud.com

São Paulo

 

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ESPERANÇA NENHUMA

 

Um menino não conseguiu um transplante de coração por falta de transporte e morreu em Brasília. Não basta ser um menino. Tem de ser deputado, senador, ministro ou ex-presidente para conseguir, com muita facilidade, um serviço aéreo de excelência com direito a transplante num dos melhores hospitais de São Paulo. Quanto às providências, esperança nenhuma. Ô raça!

 

Gilberto M. Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

 

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MAIS IMPOSTOS? NÃO!

 

De acordo com a presidente Dilma Rousseff, a “ampliação” dos impostos, num contexto de baixa atividade econômica, é “fundamental” para o Brasil sair “mais rápido” da crise. Pela enésima vez, equivoca-se nossa governanta. País algum sai de uma crise como esta, criada pelo (des)governo do PT, aumentando impostos. Nossa carga tributária já é estúpida. Mais impostos equivalem a mais inflação e menos consumo. Provavelmente, o resultado a ser colhido à base de arrocho fiscal seria o equivalente ao de se combater incêndio com o uso de gasolina. Melhor faria a grande “mulher sapiens” se efetivamente desse o exemplo de austeridade que todos sonham ver, cortando na carne, extinguindo órgãos supérfluos, contendo reajustes incompatíveis com a gravidade do momento, demitindo os milhares de apaniguados no serviço público e diminuindo para valer o tamanho do Estado brasileiro, hipertrofiado nestes tempos de PT.  Estado menor, menos gastos, menos custos... É o óbvio, mas, qualquer dúvida, eu desenho! De resto, a própria “presidenta” poderia dar o exemplo pessoal, moderando os séquitos em suas viagens internacionais. Também ajudaria se ficasse hospedada em hotéis menos suntuosos e com diárias mais modestas ou limitasse o uso dos obscenos cartões corporativos, de carrões e helicópteros, entre muitos outros exemplos de abuso do dinheiro público em seu cotidiano. Capitaneando um (des)governo incompetente e perdulário e, pessoalmente, useira e vezeira em gastar à tripa forra, Dilma Rousseff não tem moral algum para pedir ainda mais sacrifícios a nós, que bancamos a farra da companheirada.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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APRENDIZADO MÚTUO

 

Não sou economista, então gostaria de pedir alguns esclarecimentos à presidente Dilma Rousseff (bacharel pela UFRGS) acerca das declarações proferidas por ela mesma em recente café da manhã com jornalistas: 1) em cenário de recessão econômica, por que o governo continua a bater na tecla da CPMF, um imposto que eventualmente levaria a uma queda ainda maior da atividade e, por conseguinte, da arrecadação? 2) Se a presidente está tão preocupada com o desemprego – cuja taxa foi de 9% no terceiro trimestre de 2015 –, por que criar mais um imposto para os muitos brasileiros que não estão trabalhando? 3) Se o País vivencia um quadro de “dominância fiscal”, de que adianta o Banco Central (BC) elevar novamente a taxa de juros, uma vez que a inflação não é de demanda? 4) A quem interessa tal aumento? Os juros elevados não desestimulam os investimentos no setor produtivo (aquele que gera empregos)? Também não sou advogado, mas poderia explicar a Dilma que aqueles que pedem seu afastamento não o fazem por antipatia, e, sim, embasados na Lei 1.079/1950, haja vista que a presidente descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao pegar dinheiro emprestado de bancos públicos para pagar programas sociais. Vamos trocar conhecimento, presidente Dilma! Vivendo e aprendendo...

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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MAIS SENSATEZ

 

A sra. “presidenta”, no café da manhã com os jornalistas, na semana passada, voltou a afirmar que a única maneira de “equilibrar as contas” e “sair o mais rápido da crise” é com alta de impostos. Quer recriar a CPMF e outros. Ora, será que não ocorreu a esta sra. a possibilidade/obrigatoriedade de reduzir despesas? A queda da atividade sem dúvida reduz a arrecadação, mas seria muito mais oportuno e sensato cortar gastos, como todos os brasileiros estão fazendo.

 

Heitor Portugal Procopio de Araujo heitor.portugal@uol.com.br

São Paulo

 

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DILMA E OS IMPOSTOS

 

O que Dilma Rousseff está pensando quando propõe mais imposto para “equilibrar contas”? Já não chega a enorme carga tributária, cujo dinheiro vai se esvaziando pelos ralos da gastança dos (des)governos lulopetistas? Depois da gastança desenfreada, principalmente no ano eleitoral de 2014, o que este desgoverno deveria é cortar despesas, e não propor aumento de impostos. Depois de aumentar assustadoramente o endividamento público com aportes ao BNDES para que, com juros subsidiados, sustentasse grupos privilegiados, como frigoríficos, construtoras, etc., por que agora vem falar em aumentar impostos? Retire as desonerações que foram dadas a escolhidos setores, mas que não trouxeram nenhum benefício ao Brasil e aos brasileiros (exceto aos que as receberam). Diminua os gastos com publicidade que infestam até TVs por assinatura e revistas que quase ninguém lê. Diminua o número de órgãos públicos e de funcionários, muitos dos quais desnecessários. Por que, por exemplo, até agora existe uma empresa com centenas de funcionários para cuidar do “trem-bala”, que não saiu do papel? Corte os gastos com as despesas presidenciais em suas viagens, quando utilizam dos melhores e mais caros hotéis do mundo. E agora a presidente se diz “preocupada com o desemprego”? Reconheça que só estamos nessa situação por culpa exclusiva de sua incapacidade administrativa, mostrada no avesso de “gerentona” vendido pelo seu tutor.

 

Éllis A. Oliveira ellliscnh@hotmail.com

Cunha

 

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DESDE QUE

 

Manchete do “Estadão”: “Dilma defende aumento de impostos e se diz ‘preocupada’ com o desemprego”. Tá bom, dona Dilma, talvez até a gente tope o aumento de impostos, se: 1) a senhora cortar todos os cargos públicos que geraram o aparelhamento do Estado brasileiro; 2) se pedir desculpas ao povo brasileiro por ter feito o diabo para ganhar as eleições e, para isso, irresponsavelmente, ter adotado medidas que levaram nossa Economia a esta situação desastrosa; 3) se der um exemplo pessoal e conseguir conter seus ímpetos de uso e abuso de hospedagens de altíssimo luxo em viagens internacionais, levando consigo enormes comitivas sem necessidade alguma, quando poderia ficar hospedados em nossas belas embaixadas; 4) se demitir todos os seus auxiliares que estão sob suspeição e nomear apenas gente honesta e gabaritada; 5) desde que pare de desperdiçar dinheiro público ao usar o avião presidencial para viagens nacionais e, a exemplo de Angela Merkel, voe de avião de carreira e também pare de usar helicóptero para se deslocar em Brasília, o que pode ser feito perfeitamente de automóvel. Enfim, “presidenta”, desde que use de mais humildade em suas ações e suas palavras e deixe de projetar nos outros que se lhe opõem, com razão, o que sempre desejou fazer. E que todos do seu partido parem de usar e se lambuzar com o dinheiro público. Combinado?

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

Campinas

 

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A CIGARRA E AS FORMIGAS

 

A fábula “A Cigarra e a Formiga” nunca foi tão atual como agora. Dona Cigarra “pedalou”, gastando todo o dinheiro do cofre, e pintou um Brasil que não tinha, durante seu período eleitoral. Dona Cigarra não pensou no amanhã, e agora amarga uma inflação nas alturas e um desemprego que não para de fazer suas vítimas, e está sem dinheiro. Dona Cigarra gastou muito e gastou mal, cortou direitos das formigas e triplicou  a verba partidária dos políticos.  Em desespero, dona Cigarra, vingativa, recorre à Formiga (trabalhadores do Brasil) para pagarem a conta e defende a volta da CPMF. Ameaçada de impeachment, dona Cigarra diz que esse processo é golpe. Golpe é o que dona Cigarra está tentando fazer com as formigas. Como na fábula, dona Cigarra que pegue sua viola e vá cantar em outra freguesia. As formigas não aguentam mais ser exploradas. Está na hora de as formigas deixarem seus formigueiros e irem para as ruas reivindicarem seus direitos.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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FUNDO PARTIDÁRIO

 

Uma despesa que poderia ser cortada do orçamento Geral da União é o tal Fundo Partidário, que não afetaria em nada os brasileiros, antes, pelo contrário, só daria a eles alegrias. Os partidos têm de sobreviver com recursos de seus militantes. E, sendo o voto obrigatório, não há necessidade de propagandas tão caras.

 

Walter Marcon w.marcon@bol.com.br

São Paulo

 

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O LIMITE DAS VAQUINHAS

 

Lendo a entrevista do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, ficamos irritados com os políticos brasileiros, mas em especial com a rainha da mandioca e ensacadora de vento. Como aumentar e criar novos impostos? Será que um pequeno criador (ou grande), cujas vaquinhas magrinhas lhe rendem 20 litros de leite, vendo suas despesas entrarem no vermelho, aumenta a quantidade de leite tirada diariamente? Até os pequenos sabem (imagine os grandes) que suas vacas não são infindáveis, como pensam os políticos com a Petrobrás. Só eles em Brasília. Eles não conhecem a fábula da galinha de ovos de ouro.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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INJUSTO DEMAIS

 

Num reino ideal, eu me recusaria a arcar com um centavo sequer de imposto a mais, enquanto não houvesse uma drástica diminuição de gastos governamentais. É injusto demais o povo pagar pelos gastos exacerbados feitos para a reeleição.

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

 

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IMPOPULARIDADE

 

Dilma Rousseff defende a CPMF alegando estar preocupada com o desemprego. O que tem que ver uma coisa com a outra, uma vez que a CPMF se destina à saúde, “presidenta”? Dilma Rousseff também afirmou que a impopularidade não deve ser motivo para destituição de um presidente. A presidente está confusa, porque ninguém está preocupado com sua impopularidade, mas, sim, com sua incompetência, sua inércia, sua ingerência indevida, seus aliados à corrupção, incontrolável, implantada no País. Será preciso mais alguma coisa?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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IMPEACHMENT

 

Conforme reportagem do “Estadão” de 16/1/2016, a presidente Dilma disse que “a impopularidade não deve ser motivo para a destituição de um presidente”. Sem essa, dona Dilma, se fosse pela impopularidade, a sra. sofreria o impeachment  com mais de 90% de aprovação da população. Mas a sra. bem sabe que os motivos do pedido de impeachment são outros: “pedaladas fiscais”, economia decadente, mentiras, etc. O impeachment, inclusive, foi corroborado pelo Supremo Tribunal Federal, o que a impede da ladainha de dizer constantemente que isso é golpe. Infelizmente, quem a julgará serão os “paus mandados” do Congresso Nacional, que estão ali para representar o povo, mas certamente obterão alguma coisa em troca de seu voto.

 

Walter Lúcio Lopes wll@uol.com.br

São Paulo

 

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QUESTÃO DE SIMPATIA

 

Não é questão de simpatia. Aparentemente, até que Dilma Rousseff é simpática e elegante. O problema é sua atuação como presidente da República, totalmente desastrosa, equivocada e incompetente. A questão é que nessa função pública Dilma conseguiu trazer o País a uma situação de economia desarticulada, desanimada e deprimida, infringindo leis com “pedaladas” e muito mais, produzindo inflação, desemprego, sofrimento e desesperança em todo o povo. Para consertar isso, o caminho é longo e penoso e, para trilhá-lo, o País precisa principalmente de confiança em seu presidente, sem o que não dá nem para começar a caminhar. Fica cada vez mais claro que essa confiança só será restabelecida com a saída de Dilma, por impeachment ou renunciando, e o quanto antes. Absolutamente, não dá para aguentar mais quatro anos. É questão de sobrevivência de uma nação.

 

Paulo T. Sayão psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

 

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A FALTA COM A VERDADE

 

Em sua nova política de se expor ao máximo possível na mídia para mostrar que existe e está “trabalhando”, a presidente Dilma promoveu novamente um café da manhã com os jornalistas, desta vez com os estrangeiros; e, para não faltar com seu hábito de dizer o que lhe dá na telha, falta com a verdade justificando que “não simpatizar com a presidente não é motivo de impeachment”, “é golpismo”. Esquece-se ela de que o pedido do seu impedimento não é golpe, pois está consagrado na Constituição, e que não é apenas pela sua rejeição que o Tribunal de Contas da União (TCU) a está acusando das malditas “pedaladas” fiscais. Seria interessante alguém avisar a presidente que ninguém e, muito menos os jornalistas estrangeiros são, desprovido de discernimento. Vergonhoso!

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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ABAIXO DOS 10 PONTOS

 

Balcão de apostas: qual dos índices cairá primeiro abaixo dos 10 pontos, o da Bovespa, o da popularidade da presidente Dilma Rousseff ou, quem sabe, os dois ao mesmo tempo?

 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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EMPREGADOS, E NÃO DONOS

 

A presidente Dilma e seus auxiliares, bem como os que a cercam, se acham donos do Brasil. Eles se esquecem de que são empregados do Brasil. Se não estão contentes e confortáveis para servir ao País, que trabalhem em empresas privadas. Algumas sugestões de empresas: Banco Itaú, Banco Bradesco, Banco Santander, Pão de Açúcar, montadoras de veículos, etc. Muitos que se acham donos do Brasil nem no cargo de gerente de apoio seriam contratados. Nessas empresas o desempenho é fator importante na avaliação, como ideias novas, trabalho em equipe, trabalhar além do horário normal, mostrar interesse pelo resultado das empresas, participar ativamente de suas diretrizes. Nelas, os bônus são resultados diretos das metas cumpridas. No governo, ao contrário, basta dar uma “pedalada”, aumentar impostos e discursar abobrinhas. Pobre povo brasileiro.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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O STF E O IMPEACHMENT

 

Lendo o editorial do “Estadão” de ontem (18/1/2016) mostrando a contradição do STF em tentar definir o rito do processo de impeachment da presidente Dilma – ficaram mais dúvidas do que antes do julgamento –, lembrei-me de uma célebre declaração atribuída ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Nelson Hungria de que “trata-se do único Poder que tem a suposta prerrogativa de errar por último”. Na realidade, o voto do ministro Luís Roberto Barroso mais confundiu do que esclareceu. “Cada dia com sua agonia”, como declarou o ainda presidente da Câmara federal, deputado Eduardo Cunha, ante a decisão – equivocada? – da Suprema Corte do País.

  

Pedro Gomes de M. Neto pedrogomesdematosneto@gmail.com

Fortaleza

 

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PALAVRAS REGISTRADAS

 

Na “Revista dos Advogados” de setembro 1992, Michel Temer disse: “A ideia de crime de responsabilidade não é ideia de perseguição, mas uma ideia de pacificação”. Debate na Associação dos Advogados, em 14 de agosto 1992, compondo painel com Fabio Camparato, Luiz Roberto Barroso, Ataliba e Miguel Reale Jr. Já Nelson Jobim, autor do parecer da Câmara dos Deputados, que acolheu o pedido de impeachment de Fernando Collor, escreveu: “Bendito o golpe em que seu espectro se exaure na fiel observância de comandos constitucionais! Maldita a democracia em que o voto popular possa constituir-se em cidadela da impunidade!”.

 

Candida Maria Menezes Barros  candy.barr@uol.com.br

São Paulo

 

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REFORMA FEDERATIVA

 

Excelente o artigo escrito pelo vice-presidente Michel Temer e publicado em 16 de janeiro no jornal “O Estado de S. Paulo”, sob o título “Uma nova ponte: a verdadeira Federação”. Há anos defendo essa mesma tese, de que o Brasil precisa primeiro fazer a reforma da Federação e, via de consequência, as reformas tributária, política eleitoral, administrativa, previdenciária, etc. O ex-vice-presidente Marco Maciel, também, em várias oportunidades, defendeu a reforma federativa no Brasil. A centralização do poder econômico nas mãos da União gera autoritarismo e distorção federativa, ameaçando a própria democracia.

 

Antonio Carlos Laudanna laudanna.adv@gmail.com

São Paulo

 

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UNIDADE NACIONAL

 

Federação forte com um povo autodeterminado nos municípios. Será, seu Michel? É possível fazer isso sem perder a unidade? Quando perdemos a unidade em 1889, conforme V.Sa. diz, saímos de segunda potência mundial econômica e naval para a 134.ª posição, e isso foi feito atendendo a interesses transnacionais. Nossa unidade significa autodeterminação de nosso povo. De que lado o sr. está? Dos mesmos dos de 1889? Queremos nossos municípios fortes, sim, e com um povo autodeterminado, mas não podemos abrir mão da unidade para elevar nosso país ao lugar que sempre será dele, e interesses estranhos sempre estão nos atrasando. O.k., senhores coronéis...

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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CONTINGENCIAMENTO DE RECURSOS

 

O possível contingenciamento de R$ 110 bilhões de verba orçamentária para o Ministério Público Federal e a Polícia Federal reuniu o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para formarem frente única, com discurso similar, contra o contingenciamento, porque a redução de verba afetará diretamente viagens, hospedagens e demais gastos da Polícia Federal, influindo nas atividades em andamento das Operações Lava Jato, Zelotes e outras mais. Aliás, esta é a finalidade governamental com o contingenciamento: influir nas operações da PF que não são do interesse nem da conveniência do governo. Com mais esse procedimento, o lulopetismo mostra de novo as suas garras, sempre afiadas, para defender o seu poder e o de seus aliados. Deixaram a saúde do País na sarjeta e, agora, querem jogar a saúde moral da Nação no lixo!

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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CORTE NO ORÇAMENTO

 

O procurador-geral da República está se valendo do mesmo expediente de que se valeu a Polícia Federal para reagir contra os cortes orçamentários, que não teriam sido assim tão expressivos. A PF teria pedido ao juiz federal Sérgio Moro valores para pagar contas de energia elétrica. Mas teriam sido devolvidos ao Tesouro Nacional R$ 5 milhões, no final do ano. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, recém-sancionada sem vetos, estabeleceu regras para o pagamento de despesas de custeio, como é o auxílio-moradia pago a todos os magistrados federais e membros ativos do Ministério Público da União. Há duas determinações expressas na lei orçamentária: tal valor, acrescido aos subsídios, não pode levar a que o teto dos subsídios – do STF – seja ultrapassado. Para receber essa verba indenizatória, a despesa assim realizada deve vir acompanhada do devido comprovante, o que não acontece hoje. Então não são as operações em andamento que seriam prejudicadas, mas o recebimento de vantagens pagas por simples ordem liminar, proferida em ação originária, que ainda aguarda exame do pleno do STF.

 

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

 

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ADVOGADOS CONTRA A LAVA JATO

 

Os advogados que assinaram a “Carta Aberta em Repúdio ao Regime de Supressão Episódica de Direitos e Garantias Verificado na Operação Lava Jato”, um manifesto contra a Operação Lava Jato publicado em jornais na semana passada, não podem se considerar brasileiros. São pessoas inteligentes, com boa capacidade de discernimento, não podendo, pois, negar o fato de que houve um ataque sistemático por várias quadrilhas contra o Estado. Não há a menor dúvida de que os brasileiros “de fato” repudiam este manifesto, feito apenas para defender seus interesses mesquinhos relativos aos altos ganhos que o bando de ladrões lhes paga no intuito de se livrar da cadeia.

 

Flavio Perpetuo fperpe@gmail.com

Florianópolis

 

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MANIFESTO

 

Acostumados que estavam a resolver suas grandes defesas por meio de “audiências auriculares”, os grandes e ricos causídicos enfrentam uma parede para livrar os corruptos bandidos que estão prestando contas à Justiça brasileira. Certamente, acabaram os bons tempos. Grandes amizades (compradas) substituíam a necessidade de provar a inocência dos tubarões. Lembram-se da pose dos ínclitos causídicos na abertura do processo do mensalão? Olhar de desprezo pelo ritual de abertura da sessão do STF. Jamais acreditavam que não “melariam” mais uma causa. Deu no que deu. Agora, como diz a rapaziada: chupa que é de uva!

 

José Wilson Lopes jwlopes@uol.com.br

Garça

 

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QUEM SÃO ELES?

 

O manifesto dos advogados que defendem réus da Lava Jato mostra a resistência de setores da nossa sociedade aos novos parâmetros que deverão nortear a sociedade brasileira, tão cansada de injustiças e de ser explorada. Não há mais lugar para pessoas que só pensam no seu bem viver, mesmo que outros sejam prejudicados, mesmo que o País seja espoliado, mesmo que pessoas morram. Chega de injustiça, chega de quem pensa que pode fazer o que quiser, chega de falta de caráter e de sem-vergonhice. Estes senhores querem fazer crer que o juiz Sérgio Moro e todos os que com ele trabalham estão transgredindo valores democráticos dos réus e que fizeram isso numa patente troca de valores. Se o STF e outros órgãos da Justiça têm acatado as decisões do dr. Moro, quem são eles para atacar a operação?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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CEGOS

 

Lamentável e esdrúxulo o manifesto dos advogados dos réus da Lava Jato, mentindo desavergonhadamente sobre as ações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal de Curitiba. Uma pergunta sobre esse ridículo manifesto: quem está pagando os honorários do doutor advogado de defesa de José Dirceu, por exemplo, o mais caro profissional brasileiro? Imagino a cara de idiota dos “militontos” que fizeram a vaquinha para pagar a multa de Dirceu na Ação Penal 470, vulgo mensalão. O pior cego é aquele que não quer enxergar.

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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DIREITO DE ESPERNEAR

 

O manifesto dos advogados contra a Operação Lava Jato é o direito de espernear que têm os defensores acostumados a uma Justiça que protege as oligarquias. São profissionais especialistas em chicanas que vivem à custa de altos pagamentos de empreiteiros e políticos envolvidos em maracutaias de grande porte. Liderados pelo advogado Técio Lins e Silva, um dos signatários que compara a Operação Lava Jato com a Inquisição, não se conforma com a mudança e o desenvolvimento dos juízes jovens e modernos que estudam e leem os processos, como Sérgio Moro. Não adianta ir contra a voz do povo. Moro já está consagrado pela opinião pública, que vê em suas atitudes uma luz no fim do túnel do longo caminho que existe para extirpar de vez a corrupção do País. Um homem que anda com o livro da Operação Mãos Limpas debaixo do braço, operação que atacou o fígado dos mafiosos da Itália, não pode ser facilmente atingido por uma cartinha de advogados anacrônicos e que não acompanham a evolução da Justiça brasileira.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PARTIRAM PARA O ATAQUE

 

É inconcebível que alguns advogados, mais famosos pelos altíssimos valores que cobram de seus milionários clientes por sua “ilibada conduta e elevado saber”, venham a atentar contra o maior caso de penalização de corruptos e corruptores de que se tem notícia no Brasil. É o famoso “juris esperneando”. Como eles não têm argumentos e fatos para libertarem seus clientes, partem para o ataque contra as instituições, a lei, o juiz Sérgio Moro e os procuradores federais, acusando-os  de leniência e arbitrariedades, e quiçá também contra o povo, que foi roubado, o pedinte da esquina, a chuva, etc., etc., etc. É o tal “grite” para desviar a atenção da sua incompetência. É uma vergonha para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para os advogados competentes e honestos e para a população em geral ver publicado tal “manifesto” nos órgãos de imprensa. Repúdio total!

 

Marley Maria Tusi Rodrigues marleytusi@yahoo.com.br

São Paulo

 

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TEMOR

 

A relação de advogados contra a Operação Lava Jato e, ao mesmo tempo, o PT apoiando os advogados e contra o fim da corrupção, mostram apenas que temem os advogados dos corruptos, com o fim dos desvios, que sequem as fontes de recursos (em real e em dólares) que os abastecem hoje e também os cofres do PT. Parabéns, juízes, promotores e policiais, que desmantelem quadrilhas, estanquem a corrupção e devolvam aos brasileiros um país mais puro, limpo e livre da ganância, dos roubos, dos partidos quadrilheiros e da impunidade. Os brasileiros enaltecem e agradecem aos juízes, ao Ministério Público, policiais e à Justiça. Que a reclusão perpétua destes meliantes sirva sempre de exemplo a todos e, em especial, aos jovens desta nação.

 

Eugenio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

 

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MANIFESTO EM CAUSA PRÓPRIA

 

Sinceramente, respeito muito esta atividade do Direito, porque a classe tão nobre dos advogados é altamente criativa. Ao defender seu cliente, tenta até transformar um corrupto ou criminoso de alta periculosidade, perante um juiz, em cidadão de boa índole. Lógico, como na letra da nossa Constituição, todo cidadão tem direito à ampla defesa. Mas, talvez para confundir a opinião pública, renomados juristas fizeram um manifesto mais com cara de “causa própria”, que foi publicado (15/1) nos principais jornais do País com o título “Carta Aberta em Repúdio ao Regime de Supressão Episódica de Direitos e Garantias Verificado na Operação Lava Jato”. Causa própria porque estes advogados defendem, e por justiça muito bem remunerados, até o ex-presidente Lula e dezenas de corruptos que assaltaram as nossas estatais, como consta exatamente neste lamaçal petista da Operação Lava Lato. Com isso, afrontam e pretendem desmerecer publicamente o elogiável, incansável e implacável trabalho do nosso Judiciário federal, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, que tentam encarcerar esta máfia e resgatar a ética neste país. E a reação dos juízes não poderia ser diferente a este manifesto fora da curva, quando afirmam que estes advogados “querem pressionar os magistrados”. A nossa sociedade precisa ficar atenta a estes movimentos deploráveis que pretendem livrar das garras da Justiça verdadeiros picaretas que desviaram bilhões de reais dos contribuintes sob a batuta do PT e de Lula.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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PASSANDO O BRASIL A LIMPO

 

Bilhete aberto em repúdio ao regime de supressão episódica de direitos e garantias que a corrupção tem causado a todos os brasileiros. Sinto-me indignada com a tal carta aberta produzida pelos integrantes da comunidade jurídica e publicada nos jornais. Todos têm o direto de serem defendidos e julgados, podendo ser considerados culpados ou inocentes. O que os srs. têm a nos dizer dos brasileiros desesperados e desesperançados que foram afetados pela corrupção desenfreada praticada por muitos dos seus clientes? Que se veem sem saúde, educação, segurança e emprego? Ao culpar a Operação Lava Jato, os srs. se esquecem de que, enquanto eles praticavam a corrupção, não pensavam que podiam ser pegos. Também não pensaram na população sofrida deste país, e, sim, apenas em si mesmos. O que eles não contavam é que topariam pela frente com um Ministério Público Federal (MPF) tão eficiente. Não foi o MPF de Curitiba que inventou a “delação premiada”, que existe justamente para que a pessoa acusada colabore com a Justiça em troca de frutíferas recompensas. Qual o receio da classe jurídica? Afinal, mesmo com delação premiada, ainda há necessidade de acompanhamento jurídico. Ainda há a possibilidade de defesa e de julgamento. Ou não? A equipe da força-tarefa do Ministério Público Federal de Curitiba, que atua na Operação Lava Jato, até recebeu em Nova York (2015) um prêmio internacional concedido pela “Global Investigation  Review”, instituição que apoia o combate à corrupção em todo o mundo. Com tanto respaldo, a Operação Lava Jato não pode estar tendo uma atuação judicial arbitrária e absolutista. O que temos é de passar o Brasil a limpo, livrando-nos de todos os tipos de “espertezas”, e ver se ainda seremos um país do futuro!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

           

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SENHORES ADVOGADOS

 

Sobre a carta publicada no jornal “O Estado de S. Paulo” no dia 15/1/2016, condenando as atitudes do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato, muito me admira a coragem de 105 advogados, a maioria defensora dos criminosos da operação, presos ou encarcerados na Polícia Federal, alegando a supressão dos seus direitos e garantias. Ora, estão lá porque se acham no direito de ficar calados, os que estão lá com certeza não são inocentes, roubaram, e há provas materiais. Não têm como se defender. Presta serviço à Nação quem não atrapalha. Tenho certeza de que a carta foi paga pelo PT. Gravíssimo.

 

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

 

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UMA SEMANA PARA ESQUECER

 

Parece que a semana que se encerrou sábado (16/1) foi a semana do besteirol dos advogados, com todo respeito. Começou com o advogado Antonio Carlos, o Kakay, dizendo que no Brasil está havendo uma criminalização contra os ricos, ou seja, as pessoas estão perseguindo os ricos. Como assim? Perseguindo em que sentido? Se encontrar um rico na rua, vai correr atrás dele? Gostaria de saber se ele está se sentindo criminalizado, já que conceder uma entrevista sentado às margens do Sena, onde tem uma casa, pobre não é. De minha parte, dr. Antonio Carlos, desejo que Deus o ajude e a mim não desampare. Depois, na mesma semana, veio um manifesto assinado por 105 advogados condenando a Lava Jato e a forma com que este processo está sendo conduzido. Devem estar em outro planeta. Será que não perceberam que este processo tem o apoio popular, é um clamor da sociedade cansada de tanto roubo neste país? E olhem que a Lava Jato ainda não atingiu tanta gente assim. Tem mais bagrinho que tubarão, mas alguns estão começando a aparecer. É, foi uma semana que os advogados de bom senso preferem esquecer. Como um time de futebol quando sofre uma derrota inesperada.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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HONORÁRIOS

 

Os honorários do dr. Kakay, por exemplo, na defesa dos réus da Lava Jato, são diretamente proporcionais aos desmandos, às propinas, ao assalto ao dinheiro público, às roubalheiras e lambuzadas que cada um praticou. E isso tudo varia de R$ 5 milhões a R$ 15 milhões. Quanto será que o número 1 está pagando?

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

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TÁ FALTANDO UM

 

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, pediu a perda de mandatos dos senadores Fernando Collor e de Delcídio Amaral. Até aí, tudo bem, pois os dois são, claramente, indignos do cargo que ocupam. Só que eu me vejo na obrigação de concordar com aqueles que reclamam da alta seletividade dos escolhidos pelo procurador-geral da República. Como pode Janot ter deixado de fora dessa lista Renan Calheiros? Sou obrigado a cantar para ele: “Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum, tá faltando um”.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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FALTA DE LÓGICA

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a cassação de mandato dos senadores investigados pela Operação Lava Jato. A perda de mandato após o processo ter transitado em julgado, ou seja, quando forem esgotadas todas as formas de recursos, o que, na prática, não mais permite que a sentença seja revista e modificada, tem de ser automática e imediata. Não é preciso que o Senado ou a Câmara dos Deputados tenham de votar em plenário. Sugerir que um senador ou deputado federal condenado e preso possa exercer sua função pública conferida por intermédio do voto popular é, sem dúvida, criar uma aberração no ordenamento jurídico. Falta lógica ao nosso sistema de Justiça.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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AFASTEM-SE OS ACUSADOS

 

A denúncia, com pedido de cassação do mandato, do deputado Vander Loubet (PT-MS), protocolada pelo procurador Rodrigo Janot no Supremo Tribunal Federal (STF), se aceita, abrirá um grande precedente. Mais do que punir o parlamentar acusado de receber propinas da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás, formará a base jurisprudencial para o afastamento de dezenas de outros parlamentares também acusados de recebimento de propinas e alcance ilegal de recursos sacados dos cofres públicos. Nunca é demais lembrar a existência da “Lista Janot”, com agentes públicos (deputados, senadores e governadores), já protocolada e em tramitação nos tribunais superiores. O afastamento preventivo deveria ser o primeiro procedimento para todos os acusados de corrupção e outras irregularidades que possam macular a sua atuação. A vida política nacional precisa readquirir seriedade. Político jamais poderia ser popularmente qualificado como ladrão. Quem é formalmente acusado deve ser afastado sumariamente, com a certeza de que a verdade virá à tona. No dia em que essa confiabilidade voltar a ser praticada, teremos resolvida boa parte dos problemas do País.     

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

           

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DISTRIBUIDORA

 

A BR Distribuidora cumpria bem sua função: distribuía com muita eficiência para o “bando de asseclas” do PT e do PTB.

 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

                                                                                        

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‘LIGAÇÕES PERIGOSAS’

 

Muito oportuna a adaptação para a TV do clássico “Ligações Perigosas”, em que Choderlos de Laclos leva o ignóbil manipulador Valmont, ferido de morte pelo ingênuo músico Danceny, a concluir que o ser humano é “desprezível, como eu, ou ridículo, como você”. Em 1782, o autor parecia antever os dias atuais do Brasil, no qual a política é permeada por ligações perigosíssimas e nossos destinos, decididos por pessoas desprezíveis e ridículas.

 

Ana Maria Alves Leandro aleandro30@gmail.com

Cachoeira Paulista

 

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MÁQUINAS FURTADAS

 

Um país que passa por uma catástrofe como a que aconteceu em Mariana (MG) ter de ver o maquinário que iria reparar os estragos sendo levado por ladrões precisa urgentemente de mudanças, a começar pelo presidente que o governa.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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O MST E O GOVERNO DE SP

 

Ao fazer o governador Geraldo Alckmin acreditar que uma aproximação com o Movimento dos Sem-Terra (MST) lhe trará benefícios, alguns secretários estaduais (verdes por fora e vermelhos por dentro) estão conduzindo Geraldo Alckmin ao abismo. Como produtor rural, membro da Sociedade Rural Brasileira e eleitor de Alckmin desde 2002, posso afirmar com tranquilidade que ele terá menos de 20% de adesão do movimento e 100% de rejeição da classe produtora. Durante evento no Palácio dos Bandeirantes, a mesa de autoridades era composta pelas duas autoridades máximas do Executivo e do Legislativo Estadual, porém o mais assustador foi assistir ao secretário da Agricultura prestigiando um evento em torno do inimigo número 1 da classe produtora. Para nós, produtores rurais, essa cena equivale ao que seria para a população em geral, aterrorizada pelo crime, assistir ao comandante geral da Polícia Militar e o delegado geral da Polícia Civil prestigiarem e aplaudirem um evento em torno das lideranças do PCC.

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

Buri

 

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INQUÉRITO

 

Enquanto adormecem placidamente as ações contra o Metrô de São Paulo, com a inércia sacrossanta do Ministério Público, a notícia de reabertura do inquérito que apura a obra do monotrilho de São Paulo, um elefante branco que corta parte da cidade, vem em bom momento.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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TRANSPORTE PÚBLICO E PROTESTOS

 

O que o Movimento Passe Livre (MPL) vem fazendo com a população paulistana é um absurdo que já deveria ter recebido uma resposta mais dura das nossas autoridades. Sob o argumento de que estamos agora num regime democrático, decidiram infernizar a vida já sofrida do paulistano com suas passeatas programadas nos horários em que a população está voltando para casa, com o escancarado intuito de ganhar a visibilidade que não merecem. Chegaram ao cúmulo, agora, de editar manual para travar a cidade, extrapolando o que se entende como liberdade numa democracia, já que está mais para guerrilha urbana, inclusive com depredações do patrimônio público e privado. A destruição do patrimônio público é um crime perverso, pois os prejuízos recairão sobre os cofres públicos e a recuperação desses equipamentos será feita em detrimento de gastos mais úteis para a população. É pertinente a reclamação do governador, quando afirma estranhar que tal grupo se preocupe exclusivamente com o aumento das passagens dos meios de transportes, que foi de 16,7%, mas assimila placidamente um aumento de 70% nas contas da energia elétrica, produto da recuperação de custos provocada por um demagógico congelamento dos preços em 2014, com fins eleitorais. Também não reclamam de inúmeros gastos sancionados pela chefe do governo federal, como, por exemplo, uma dotação orçamentária para este exercício de R$ 819 milhões destinados ao Fundo Partidário, verba pública desperdiçada para atender aos interesses dos partidos políticos, alguns verdadeiros balcões de negócios de políticos medíocres, porém espertalhões. Num país que tem uma das maiores cargas tributárias do mundo e com um dos piores retornos para a população, tais protestos fazem lembrar uma das comédias de William Shakespeare, “Muito barulho por nada”. O MPL ganhou notoriedade em 2013, quando com o mesmo tipo de protesto serviu de catalisador das grandes manifestações populares contra a situação caótica que já se apresentava à população, produto de um dos piores governos que o Brasil já teve. O MPL não pode continuar sacrificando impunemente ainda mais a vida do paulistano. Democracia não é sinônimo de poder fazer “o que lhe dê na telha”, isso é vandalismo puro.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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MOVIMENTO PASSE LIVRE

 

Estranho a atuação deste grupo chamado Movimento Passe Livre, que é formado na sua maioria por estudantes universitários – e, pelos trajes, são estudantes de classe média para alta, porque, enquanto o MPL protesta, os estudantes pobres e humildes estão trabalhando para não perderem seu emprego. Onde estavam eles quando o governo federal aumentou as contas de luz, não corrigiu a tabela do Imposto de Renda dos trabalhadores, ou quando das roubalheiras do petróleo? Então, não apareceram, e querem tudo de graça, passagem de ônibus, metrô, bolsa-transporte e, o que é pior, insistem em parar as vias principais da cidade de São Paulo com grandes protestos violentos. Que tipo de liderança é esta que se une depois aos black blocs e parte para o vandalismo de atacar ônibus, prédios públicos, lojas e agências bancárias? Por sorte, a polícia está atuando dentro da lei e filmando estes supostos líderes. Queria ver esses universitários prestando serviço comunitário nas periferias da grande cidade de São Paulo... Esta é a juventude de rebeldes sem seguidores do século 21.

 

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

 

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ANARQUIA

 

Faz tempo que marginais, a mando de interessados na anarquia, possivelmente patrocinados por alguma entidade (é provável até que seja por partidos políticos que querem a desordem), se infiltram nos movimentos ordeiros e pacíficos. Necessário pôr um fim a este procedimento. Castigo neles! Agora, deve ser levado em conta o aumento dos custos da manutenção dos transportes, graças à política econômica  do governo daquela senhora de Brasília. O País está desmoronando por causa dela...

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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REAJUSTE NA EDUCAÇÃO

 

O governo federal anunciou o reajuste do piso salarial nacional dos professores em 11,36%, e o salário-base a partir de janeiro será de R$ 2.135,64, com carga horária de 40 horas semanais. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao anunciar o reajuste, disse que foi um dos melhores crescimentos salariais de todas as categorias dos últimos seis anos. Isso mostra que os professores não são valorizados há muito tempo! E já tem governadores de Estado, caso do governador do Rio de Janeiro, reclamando do elevado aumento. Enfim, qualquer nação desenvolvida teve e mantém a educação como alicerce, o contrário é lenda! Viva o Brasil, a Pátria Educadora! Reflexão: R$ 2.135,64, o valor do educador.

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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EXCRESCÊNCIAS

 

O Japão, país reconhecidamente desenvolvido, investe maciçamente na área de educação desde o fim da guerra, como sabemos. No país, o professor, como transmissor de conhecimento aos alunos, é um cidadão excepcionalmente preparado e possuidor de enorme prestígio na esfera social do país. Infelizmente, o nosso Brasil, no que concerne à área da educação, deixa muito a desejar. Senão vejamos: os professores da esfera pública receberam um aumento de 11,36% em seu salário que foi elevado ao valor de R$ 2.135,64 por jornada de 40 horas semanais, valor seguramente irrisório e até acintoso. Alguns Estados e municípios pediram ao ministro da Educação, Aloísio Mercadante (PT/SP), a não vigência desse aumento, por falta de recursos. Fica claro que, para a educação, nunca há dinheiro. Agora a excrescência: um deputado federal custa em média R$ 150 mil mensais ao erário, por três dias de trabalho semanais, em razão de mordomias e outras benesses a que tem direito. O Congresso Nacional do nosso país, com certeza, é um dos mais caros do mundo. Somente esse exemplo, mostrando a nefasta diferença de investimentos entre áreas da administração, nos leva à seguinte pergunta: pode o Brasil se transformar em pátria educadora com essas discrepâncias e distorções de investimentos em áreas essenciais? Com a palavra, a nossa presidente.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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CURRÍCULO NACIONAL

 

Conforme matéria publicada por este jornal, a Base Nacional Curricular (BNC) parece ter-se convertido em mais uma confusão política e administrativa do governo Dilma. O desprezo pelos fundamentos da civilização europeia privilegia a história africana e ameríndia. Tudo isso faz sentido diante da mediocridade de nossos atuais governantes. Se isso  tudo vier a se confirmar, será mais um crime perpetrado pelo governo Dilma contra a Nação e um fato a mais de que nos envergonharemos.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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