Fórum dos Leitores

QUE PAÍS É ESSE?

O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2016 | 02h55

Por que não havia avião?

Inadmissível uma criança ter perdido a vida enquanto aguardava a chegada de um coração compatível com seu organismo porque a FAB não tinha avião disponível para transportar o órgão até Brasília! Claro, as aeronaves com certeza estavam à disposição de S. Exas. (ministros, presidentes do Senado e da Câmara e outros mais), que não têm a dignidade de viajar em aviões de carreira – medo é a única explicação, porque vergonha nenhum deles deve nem saber o que significa, não é verdade? Ah, o poder... Como faz as pessoas perderem totalmente a noção da realidade, de como é a vida real, que não é esse mundo inebriante que corrompe, e não conseguem mais viver respeitando o próximo. Se eles ou qualquer pessoa de suas relações tivessem necessidade de um avião para chegar a São Paulo (ao Sírio-Libanês), num passe de mágica com certeza teriam uma frota à disposição. Até quando vamos ficar nesta passividade e aceitar tudo isso que está acontecendo no nosso país? Não temos direito a nada. Mas obrigações temos muitas!

MARIZA SILVA BUENO FERRARI

marizaferrari@hotmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Cada um fazendo sua parte

O corrupto governo do Partido dos Trambiqueiros editou em dezembro a maléfica MP 703 e, juntamente com a Controladoria-Geral da União e a Advocacia-Geral da União, vem tentando legalizar a corrupção, tirando da jogada o Tribunal de Contas da União, cuja atividade é o controle e proteção do patrimônio público. De modo que as empresas que fizerem acordo de leniência estariam livres das Leis Anticorrupção e Improbidade Administrativa. E agora o manifesto de críticas dos advogados (matéria paga) à Operação Lava Jato, como se fosse em defesa legítima do interesse público (de todos nós), como quer parecer; mas é enganação, pois o que defendem são interesses privados (particulares) e são muito bem pagos. Tentam, como o Partido da Tramoia, desqualificar os outros. Estão desesperados porque não conseguem a nulidade dos processos nem a soltura de seus clientes. Como se vê, tentam desesperadamente manter o esquema de propinas e legalizar definitivamente a corrupção. Graças à Lava Jato (Polícia Federal+Ministério Público+Justiça Federal+STJ+STF) não há mais intocáveis, gente acima da lei. A Polícia Federal realiza buscas, apreende documentos, enquadra ministros, senadores, empresários. As decisões do ilustríssimo Sergio Moro têm sido confirmadas nos tribunais superiores. Estão, enfim, resgatando a honra do povo brasileiro.

JOÃO BATISTA TAVARES DA SILVA

perestavares@yahoo.com.br

São Paulo

Não há meio-termo. Todos os que são contra a Operação Lava Jato são a favor da corrupção.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI, advogado

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Delação premiada

Srs. advogados de canalhas, não existe coação para delação. Existe, sim, o efeito Marcos Valério. Pagar sozinho, só se for trouxa como ele, que acreditou nos “cumpanheiros”.

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

PETROBRÁS

Derrocada

A ação da Petrobrás, na tarde desta segunda-feira, valia apenas R$ 4,93. Menos do que um coco na beira da praia. A quem devemos agradecer?

ELISABETH MIGLIAVACCA

elisabeth448@gmail.com

São Paulo

Leitor indeciso (2)

Ainda bem que eu acabei tomando aquele chope. Senão já estaria no prejuízo.

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

PREFEITURA PAULISTANA

Figurino dos taxistas

É ridícula a norma da Prefeitura que obriga os taxistas a usarem traje social em São Paulo. Vivemos num país tropical e se o taxista quiser usar bermuda, camiseta e sandálias é problema dele, ninguém tem nada que ver com isso. Taxista tem de saber dirigir corretamente, respeitar as regras de trânsito e ser educado com os passageiros. A forma como ele se veste não diz respeito à Prefeitura nem ao lamentável prefeito Fernando Haddad (PT), que deveria é parar de multar as pessoas a torto e a direito e cuidar de questões realmente importantes para os cidadãos. Tudo tem limites.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Superficialidades

Agora a discussão é em torno das roupas e do linguajar que devem ser adotados pelos taxistas da capital. Antes foram as ciclovias e ciclofaixas, que se reproduzem como coelhos em nossa cidade (leia-se: pintar as ruas, e também os buracos e bueiros, de vermelho). Como se pode perceber, são dois assuntos da mais alta importância e relevância para o futuro da maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo. Enquanto isso, ele vai prefeitando. Agora, um plano estratégico que diga onde estamos, o que queremos e para onde vamos, isso nem pensar. O importante é discutir o superficial. Ainda bem que os índices de popularidade e eficiência do prefeito estão despencando, acompanhando os da presidenta amiguinha. As eleições deste ano certamente vão dar um basta a essa incompetência que se abateu sobre nós.

LUIZ GONZAGA T. SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Censura

O prefeito Haddad quer censurar (as conversas entre) motoristas de táxi e passageiros. Talvez também receba convite para dar palestras na Coreia do Norte.

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Golpe de misericórdia

Sou paulista e paulistano de coração, há mais de 60 anos, e nunca eu vi esta cidade no estado lamentável em que se encontra. Ruas esburacadas, lixo espalhado por todo lado, obras abandonadas e galerias de águas pluviais sem a menor condição de vazão, transformando a cidade mais importante do País num lago de água suja diante das menores chuvas. Sem falar no blecaute dos semáforos, um nó no nosso já complicado trânsito. Vítimas dos altos impostos que pagamos, vimos assistindo com muita tristeza e passivamente à deterioração do nosso dinheiro já há alguns governos anteriores, mas esta atual administração é a campeã, conseguiu dar o golpe de misericórdia e acabar de vez com a cidade de São Paulo. Parabéns, Haddad (sic).

LEONIDAS RONCONI

ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O CASO PETROBRÁS

 

Neste mar de desgraças econômicas do governo Dilma, o caso Petrobrás é protagonista. Tida como joia da coroa do País, ela termina como um caso a ser estudado nas faculdades de Administração de Empresas como um exemplo a não ser seguido. Nunca antes neste país houve empresa tão negligenciada e dilapidada. Utilizada para manter os preços dos combustíveis artificialmente baixos, quase quebra o setor alcooleiro. Hoje, para reposição de custos, o aumento de preço necessário é um dos motores principais de uma inflação que teima em não ceder. A ação da empresa na Bolsa de Valores vale pouco mais que mísero US$ 1,00. A Petrobrás não faz mais parte das 500 maiores empresas do mundo. O pré-sal, seu principal atrativo futuro, esvaiu-se na queda do preço internacional do petróleo. Só falta a empresa ser vendida, caso não se aprove a volta da cobrança da CPMF. Este será o legado desenvolvimentista do Partido dos Trabalhadores (PT). Ao menos poderão gabar-se de terem quebrado a Petrobrás. Cada um celebra seus feitos a seu modo. Triste sina.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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AÇÕES DERRETENDO

 

Graças ao PT, as ações da Petrobrás voltaram aos níveis de 2003. Ou seja, estão valendo o mesmo que as ações da Paulipetro do Maluf.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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PETROBRÁ$ ‘JUNK BONDS’

 

O incompetente e corrupto desgoverno vermelho desbotado petista logrou a incrível e inominável “proeza” de derreter o valor da Petrobrás, de R$ 737 bilhões – seu auge, em maio de 2008 – para R$ 74,5 bilhões, em 18/1/2016! Sua cotação afundou tanto no poço sem fundo do escandaloso imbróglio do petrolão que seu atual valor na Bolsa de Valores é o mesmo que no primeiro ano do governo Lula (2003), como se a empresa estivesse congelada há 13 anos. É custoso acreditar que a estatal vale hoje menos do que antes do anúncio das descobertas do onírico pré-sal! Para os investidores do mercado financeiro, que compraram ações que prometiam que o Brasil seria a Arábia Saudita do Hemisfério Sul, é como se as gigantescas e bilionárias reservas de petróleo, bombasticamente anunciadas em novembro de 2007, tivessem erodido e perdido todo o seu valor no curto espaço de pouco mais de sete anos. Como o valor das ações deverá despencar ainda mais, segundo o pessimista prognóstico dos entendidos, resta apenas chorar o petróleo derramado e secar as lágrimas com as mãos sujas de óleo. Quem diria que as disputadíssimas e valorizadíssimas “blue chips” de outrora acabariam virando nada além do que desprezíveis e desbotados micos “junk bonds” verde-amarelos?! Muda, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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FEIRA LIVRE

 

Se continuar nesse ritmo, muito em breve as ações da Petrobrás serão negociadas em feira livre. “Olha a bacia, sra., quantas vai?”.

 

André Gravina arqandregravina@yahoo.com.br

São Paulo

 

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LADEIRA ABAIXO

 

Nunca investi em ações e não tenho nenhuma ação da Petrobrás. Mas, como brasileiro, é vergonhoso saber que a ação da empresa está cotada em ínfimos R$ 5,00. A Petrobrás já foi a maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo. Além de patrimônio nacional, ela era motivo de orgulho para o povo brasileiro. Hoje, após os governos incompetentes e corruptos de PT e PSDB terem dilapidado seu patrimônio, a Petrobrás perdeu grande parte de seu valor de mercado, desceu a ladeira e passou a ser sinônimo de corrupção e incompetência. Lamentável.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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COTAÇÃO

 

O que está mais barato, as ações da Petrobrás ou os jogadores do Corinthians?

 

Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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PAPEL HIGIÊNICO

 

O PT, Dilma e o ex-presidente Lula podem se vangloriar de verem os preços das ações da Petrobrás abaixo do preço de um papel higiênico dos bons. Podem encher o peito e dizer que a empresa nunca pode nem deve ser privatizada, afinal, podem meter a mão no dinheiro e continuar ajudando a “cumpanheirada”.

 

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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DESAFIANDO A LÓGICA

 

Nunca fui bom em Matemática, trauma de infância. A professora era exigente e eu, indisciplinado. Mesmo assim, fiz três faculdades e sei fazer conta na calculadora. Mais do que isso, consigo enxergar a realidade com um olhar crítico. Embora não seja economista nem tampouco matemático, sei que, ao cair o preço do barril de petróleo, em qualquer lugar do mundo, o preço da gasolina cai também. Isso é lógica, e contra ela não sobra muito argumento. Princípio do pensamento científico, silogismo categórico. Data vênia, peço aos especialistas e à “presidenta” mais popular da história que me expliquem: por que, ao invés de cair o preço da gasolina, em face da queda do barril de petróleo, como acontece no restante do planeta, aqui ela está subindo?

 

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

 

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ABSURDO

 

O petróleo abaixo de US$ 30,00 o barril e a gasolina brasileira acima de USS 1,00 o litro!

 

Osvaldo Daniel Salas salas.osvaldo.daniel@gmail.com

Foz do Iguaçu (PR)

 

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‘O FIM DA ERA DO PETRÓLEO?’

 

O artigo do professor emérito da USP José Goldemberg (“O fim da era do petróleo?”, 18/1, A2) é de uma oportunidade tão conveniente que o autor merece ser cumprimentado e louvado pela sua invejável inteligência. Para justificar sua previsão e indagação sobre o fim da era petrolífera, principalmente para o nosso país, basta citar o que ele afirmou baseado em informação oficial: “Produzir no pré-sal a US$ 50,00 o barril e vendê-lo a US$ 35,00 parece insensato”. Que delicadeza de expressão! É muito mais do que isso, é uma estupidez mesmo. Outra passagem que enriquece seu artigo é quando afirma que a solução para o problema do fim do combustível fóssil se dará pelo uso de biocombustíveis renováveis, como o etanol (álcool) extraído da cana-de-açúcar, que levará o Brasil a ser um líder exportador mundial. O aludido articulista tem toda razão quando aconselha que “olhar para o passado não é uma solução!”.               

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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CAI, CAI

 

Caem a nota do País, as ações da Petrobrás, a barragem da Samarco, o ministro da Fazenda, só não caem Dilma Rousseff e Eduardo Cunha.

 

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

 

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PRESERVANDO O LEGADO

 

Deixemos de lado a notícia de que o ex-presidente do Conselho de Administração da Sonangol, petrolífera angolana, Manuel Domingos Vicente afirma que, dos US$ 300 milhões pagos pela Petrobrás à Sonangol, R$ 40 milhões e R$ 50 milhões voltaram ao Brasil como propina para financiar a campanha presidencial do PT; e deixemos de lado também aquela notícia de que, segundo Nestor Cerveró, Antonio Palocci teria participado das reuniões; e vamos conjecturar o sentimento experimentado quando o primeiro brasileiro da quadrilha aportou em Angola. Imaginem: uma terra em que se fala Português, uma ditadura comunista, corrupta, com petróleo e onde o povo vive à míngua, embriagado pelo marketing do poder. Tantos valores e objetivos em comum, que deve ter sido amor à primeira vista! “Daqui nunca vão sair informações a respeito do que se fizer, seja lá o que for”, deve ter pensado o tal brasileiro. E mais: “Eles também pagam em diamantes!”. E, então, quando o BNDES pôs as suas operações com Angola em sigilo, aí foi a perfeição: “Nunca mais precisaremos usar contas que passem por países de Primeiro Mundo”, deve ter sido escrito no “Manual da Corrupção como Nunca Antes na História Deste País”. E eis que, agora, surgem notícias como estas para estragar a obra-prima. É um absurdo! Nós, brasileiros, não deveríamos permitir que ilações assim maculassem algo tão perfeito e tão promissor. É preciso preservar o legado!

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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RUI FALCÃO E O MANIFESTO

 

Este presidente do PT, Rui Falcão, é uma verdadeira piada: apoiar o texto que advogados e juristas divulgaram em jornais do País contra a Operação Lava Jato é muito lógico, porque a maioria dos envolvidos nessa operação é do PT, o partido que ele comanda. Não poderia ser diferente.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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FARINHA DO MESMO SACO

 

Muito coerente o presidente do PT apoiar as críticas de advogados à Operação Lava Jato. É tudo farinha do mesmo saco.

 

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin1@gmail.com

São Paulo

 

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DESESPERO

 

A tentativa de desacreditar a Operação Lava Jato, os procuradores federais e o juiz Sérgio Moro, por meio de um manifesto publicado na imprensa assinado por dezenas de advogados defensores dos réus da operação, e a tentativa do presidente do “Partido dos Traidores” (da Pátria), o PT, de apoiar o tal documento, logo após o inominável ex-presidente haver contratado famoso criminalista para compor sua (dele) equipe de advogados, só reforçam nossa crença no desespero de quem prometeu mudar “tudo isso que está aí”. De fato, essa agremiação mudou e aperfeiçoou – com requintes de crueldade – tudo aquilo que criticava quando oposição feroz.  Estão aí para todos vermos a situação caótica da economia, da saúde, da segurança, da educação, etc. Será que é preciso desenhar?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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O CHORO DOS ADVOGADOS

 

É compreensível o manifesto dos advogados contra a Operação Lava Jato. Foram desviados quase R$ 200 bilhões (estimativa por baixo) nos últimos tempos de recursos públicos, serviços não prestados, etc. Considerando 3% de propina, são R$ 6 bilhões de propinas. Honorários na ordem de 20% (também por baixo) são R$ 1,2 bilhão. Divididos por 105, dão, para cada um, em média, R$ 11 milhões. É muita grana! Daí o choro, pois, como o fluxo da roubalheira foi interrompido ou diminuiu (hipótese mais provável), pode haver inadimplência dos clientes.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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TIRO NO PÉ

 

O modo como os réus nos processos do mensalão, das Operações Zelotes, Lava Jato, etc., e outros que certamente virão, adquiriram suas fortunas permite que paguem quantias astronômicas aos seus defensores. Quais criminosos comuns pagariam honorários de milhões de reais aos seus advogados? O manifesto foi, de fato, um tiro no pé. Mas onde encontrar clientes com tanto dinheiro disponível? A ética, nestes casos, é deixada de lado. É a independência financeira de muitos deles que fala mais alto. E olhe que ainda tem muito réu com os bolsos recheados, com dinheiro no exterior, com dinheiro aplicado em “sítios”, em coberturas, em empresas fantasmas, a ser denunciado e defendido por estes causídicos.

 

Paulo Barros dr.paulobarros25000@gmail.com

São Paulo

 

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RECORDE

 

A lista de signatários do malfadado manifesto de criminalistas bateu um recorde na imprensa mundial: o de maior número de mentirosos por centímetro quadrado de jornal!

 

Silvano Antonio Roxo sIvanoantonioroxo@gmail.br

Santana de Parnaíba

 

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UM MOTIVO PARA SE INDIGNAREM

 

Aos doutos advogados que, triunfalmente, subscreveram a “Carta Aberta...” (15/1/2015). Não esqueçam os srs. que os seus constituintes, pelos quais V.S.ª declaram equivocada indignação, surrupiaram muito do bolso da Nação e, por consequência, do bolso e da boca dos brasileiros, mormente dos mais pobres e necessitados que eles tanto propagam defender. É para esses malfeitores que V.S.ª estão dedicando o melhor dos seus préstimos, esmiuçando todos os artifícios que uma legislação permissiva propicia para tentar livrá-los de merecidas punições. Só para dar um singelo exemplo: uma fábrica de Aedes aegypti geneticamente modificados para cruzar com fêmeas férteis e evitar a multiplicação desse vetor de três doenças que atingem e assolam o País foi fechada na Bahia por não lhe terem destinado os recursos necessários (nas cidades-piloto em que tal procedimento foi usado reduziu-se drasticamente a infestação pelo mosquito).  E o resultado é o que se vê: mortes evitáveis por dengue; e a consequência, já praticamente confirmada, de a febre zika redundar em microcefalia, roubando o direito a uma vida normal de brasileirinhos que, mesmo antes de nascer, já têm, por isso, o futuro comprometido. Já pensaram os srs. que, com este montante, poder-se-iam minimizar tais eventos? Será que isso nunca vai lhes pesar na consciência? Pensem. E se indignem com isso, pois o povo decente não aceita sua indignação expressa nesta carta.

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

 

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O PROTESTO DOS DEFENSORES

 

Se o sistema prisional e penal no Brasil não serve para pessoas privilegiadas, não deveria servir para nenhum brasileiro.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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COMO NO SAMBA

 

Parabéns, “Estadão”, pelo aniversário centenário de divulgador dos fatos políticos e da vida do País, com bom senso, coragem e patriotismo. E ainda nos aparecem uns causidicozinhos acostumados a ganhar dinheiro com falcatruas, os reis do estelionato jurídico, moral e cultural. Oh, Polícia Federal, Ministério Público e Justiça justa, não deixem a Lava Jato morrer, não deixem a Lava Jato acabar, como diz o samba. Até que caiam os peixes gordos nas redes. Então, o Brasil será um País novo para recomeçar, limpo e livre, andando junto com o tempo, para a frente!

 

Aníbal D. Godoy godani@uol.com.br

São Paulo

 

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EM DEFESA DA LAVA JATO

 

Pipocando aqui e acolá, as coisas começam a se encaixar. De um lado, temos as denúncias dos delatores na Lava Jato que afirmam que Lula e Dilma Rousseff sabiam do petrolão, e, se comprovado que este financiou o mensalão, poderá ser aberto processo criminal contra o honorável ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo mesmo critério que o Supremo Tribunal Federal (STF) usou para trancafiar José Dirceu: a teoria do domínio do fato, quando se comprovou que este sabia dos desvios de dinheiro público para a compra de apoio político no Congresso, como lemos na revista “Isto É” desta semana. De outro lado, quase concomitantemente, temos o “manifesto irrefletido”, que foi redigido por Maurício Ferro, defensor da Odebrecht, em nome de tanta gente boa que nem assinou – e provavelmente não autorizou – e que é mais um tiro na guerra que “eles” travam (regiamente muito bem pagos) para acabar com a única coisa decente que o Brasil tem na atualidade: a Operação Lava Jato! Lendo o manifesto, como cidadãos, acusamos os manifestantes de “um regime de supressão episódica de direitos e garantias”, pois temos o direito de saber sobre o que se passa em nosso país, uma vez que é impossível não detectar o dedo de Lula sobre o “massacre midiático, parte de verdadeiro plano de comunicação (...) de que os acusados são culpados”. Lula sempre odiou a imprensa livre. E, sim, os acusados são culpados! Enquanto tivermos a Lava Jato apurando e o “Estadão” informando, estaremos seguros e acreditando que ainda há democracia no Brasil.

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PERGUNTA SEM RESPOSTA

 

Nestor Cerveró denuncia José Carlos Bumlai numa pseudo-operação de quitação de empréstimo de R$ 12 milhões, repassados verdadeiramente ao PT, para fazer caixa de campanha e pagar chantagista que ameaçava o molusco e outros mais na participação no assassinato de Celso Daniel. Se uma pessoa não tiver absolutamente nenhuma participação num crime e, consequentemente, nenhum rabo preso, por que se sujeitar ao pagamento da chantagem? Ministério Público, nem precisa seguir o dinheiro. Sigam o chantageado, por favor!

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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O HOMEM QUE NÃO SABIA DE NADA

 

Primeiro foi o mensalão, desenrolando-se na Casa Civil, ao lado do gabinete da Presidência da República, e “ele” não sabia de nada. Depois veio o petrolão, com dinheiro da Petrobrás sendo desviado para empreiteiros, políticos e financiando a campanha dele à reeleição – e mais uma vez “ele” não sabia de nada. “Ele” e sua família ficaram milionários do dia para a noite, mas “ele” também não sabe como isso aconteceu. Sugiro aos movimentos sociais pedirem sua canonização, após sua morte, e então ele se tornaria São Lula, o santo padroeiro dos débeis mentais.

 

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

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FÁBULA

 

Quando vejo Lula rebolando para se safar das garras da Lava Jato, lembro-me da fábula de La Fontaine que fala sobre o macaco que tirava as castanhas do fogo com a mão do gato.

 

Mario Ghellere Filho marinhoghellere@gmail.com

Mococa

 

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ABISMO

 

A cada nova evidência que a imprensa relata de que Lula e Dilma estavam cientes e participantes do esquema de propina para abastecer o caixa do PT e as contas bancárias de laranjas, parentes e petistas engajados, fico na expectativa de que o japonês da Polícia Federal vá acordá-los de madrugada para levá-los para Curitiba. Enquanto isso não acontece, ambos, siameses que são, continuam a desgovernar este país para levá-lo ao fundo do abismo, porque à beira dele nós já chegamos!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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PEIXE PODRE

 

No início de janeiro, uma manchete do “Estadão” dizia “Inflação vai a 10,67% ao ano e Banco Central culpa governo por estouro da meta”. O governo culpa o povo por comer e, assim, eleva a inflação. Os políticos culpam as empresas que participaram das doação desenfreadas para as campanhas. As empresas, principalmente as montadoras, pedem mais facilidades ao governo para vender os veículos que fabricam. Enquanto isso, não há hospitais, prontos-socorros, policiais nas ruas, etc. E o seu mentor vem a público pedir que a “presidenta” venda o peixe do PT ao povo. Acho que está na hora de alguém dizer ao mentor que, com este calor, o peixe se deteriora rapidamente, mas assim mesmo ele quer que o povo compre o peixe que está em decomposição. Pobre povo brasileiro.

 

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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DILMA E O DESEMPREGO

 

Dilma Rousseff está preocupada com o desemprego. Comovente a declaração dela, quase fui às lágrimas. Ela aponta como solução principal a volta da cobrança da CPMF. Não sou economista, mas a primeira coisa que me vem à cabeça quando alguém fala em aumentar impostos é exatamente o contrário: mais demissões, menos empregos, mais inflação, menos geração de renda, mais manifestações, menos consenso e, claro, mais dinheiro para pagar as campanhas do PT, as palestras de Lula, o apartamento do Guarujá, o sítio de Atibaia. Dilma está preocupada com o desemprego e o Brasil inteiro preocupado em quando ela vai abrir mão do cinismo e da conversa atravessada e ir para casa cuidar dos netos.

 

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

 

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SE...

 

Se, segundo nossa “nobre” presidente, para aumentarmos o nível de emprego no País ela quer ampliar o nível de impostos, então para aumentar o nível das represas dever-se-iam aumentar os níveis de areia no fundo dessas represas. Essa comparação absurda mostra exatamente o nível de desfaçatez das reais intenções de nossa “esclarecida” presidente e de sua “capaz” equipe econômica para reequilibrar as contas do governo brasileiro, que seu governo e o de seu antecessor colocaram num buraco sem fim. Com uma economia que já se encontra em estado de depressão profunda, e que não dá o menor sinal de que tão cedo sairá deste estado pútrido – desemprego na casa dos 9%, empresas dispensando funcionários a rodo por não conseguirem sequer manter seus faturamentos e arcar com todos os custos impostos pelo desgoverno Dilma –, as expectativas para este ano e também para o próximo não são nada alentadoras. E ainda Dilma quer ampliar o nível de impostos, inclusive com a recriação da famigerada CPMF? Este governo não tem a mínima noção de todos os males que está causando ao País. Se tivesse, Dilma já teria renunciado e deixado alguém mais capaz assumir a incumbência de, pelo menos, tentar reerguer a economia do País e a autoestima da população brasileira, que nunca esteve tão em baixa como na atualidade.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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VÍTIMAS

 

Lendo as várias notícias sobre o estado falimentar em que o lulopetismo deixou o Brasil, em especial sobre o desemprego, sinto muito mesmo por todos aqueles que nunca votaram no PT e, mesmo assim, pagam o preço da incompetência e da roubalheira. Já para aqueles que votaram nestes incompetentes, seja por ignorância ou miopia ideológica, e agora sofrem as consequências, gostaria de transmitir um sonoro e

merecido “bem feito!”. A burrice custa caro.

 

Flavio Monteiro

São Paulo

 

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CONTABILIDADE SEM LÓGICA

 

Não sou economista de profissão, sou apenas economista do meu lar, onde procuro administrar receitas e despesas, cortando despesas que não são de primeira necessidade quando percebo que a receita (cada dia mais escassa) não conseguirá cobrir uma despesa fora do orçamento. Aliás, esse é um procedimento lógico usado por toda dona de casa no exercício da sua contabilidade. Por isso, não entendi a declaração da “governanta” de um país assolado pela inflação, pelo desemprego, pela corrupção, ao dizer que se preocupa com o desemprego e, por isso, tem de aumentar impostos. Será que alguém entendeu, para me explicar?

 

Marina R. Blanco mmalufi@terra.com.br

Olímpia

 

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DILMA PREOCUPADA

 

Governadores e prefeitos estão, desde 2015, tomando medidas para reduzir custos, em face da queda da receita. Dilma só conhece o caminho da “ampliação de impostos” (16/1, A4). Depois de todo esse tempo, vem se declarar preocupada com o desemprego. Uma das “bandeiras” anunciadas para este ano é o combate ao desemprego. Eu suspeito de que isso significará pressão sobre empresas que têm milhares de funcionários ociosos nas folhas de pagamentos, acumulando vultuosos déficits e sem perspectivas de melhora, para que não promovam as inevitáveis dispensas. A presidente não deveria se preocupar com as consequências, e, sim, com as causas do problema, todas nas mãos do governo.

 

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

 

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TERROR SEM FIM

 

Talvez o que cause mais indignação no povo brasileiro nesta questão do impeachment emperrado da presidente Dilma é saber que ela cometeu um crime grave, o de ter infringido repetidamente a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o quanto quis, aliás, levada pela máxima de sua “moral ilibada” que foi a de fazer “o diabo” para ganhar as eleições e manter-se no poder. Dilma faz qualquer coisa para perseguir esse seu obsessivo desejo, mesmo que para isso o povo se dane com uma economia em frangalhos e a total falta de confiança em sua capacidade de resgatar o País do tsunami de medidas infames que acobertaram o fracasso total de sua “nova matriz econômica”. De que jeito sair dessa situação, sem o afastamento de Dilma Rousseff? Não há como! Amargamos em 2015 uma queda no PIB de 3,75%, com um desemprego de mais de 9 milhões, descontados os milhões de beneficiários do Bolsa Família que recebem, mas não podem trabalhar, e uma inflação que vai escapar certamente dos quase 11%. Esses dados, que fique claro para os petistas que negam a realidade, não são invenção da mídia nem de uma oposição débil quase inexistente. São dados oficiais. E vão piorar. Portanto, tendo havido o crime já comprovado, o que falta para que o processo de impeachment avance? Estamos esperando o quê? O carnaval passar, para que o País se dispa da fantasia e caia na real? Por Deus, senhores parlamentares, isso não pode continuar! Melhor um fim terrívelmente difícil do que um terror sem fim.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

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A HIERARQUIA DAS CONTAS

 

Estamos com muita dificuldade em equilibrar as contas públicas. Talvez o processo mais viável seja hierarquizar (palavra com um ranço de antiga, mas insubstituível) as despesas e pagar só o possível, processo que é normalmente empregado pelas pessoas físicas. Na hierarquização das contas há casos óbvios, como qual é o mais prioritário manter, o avião de Dilma ou os prontos-socorros do Rio funcionando; elevar a verba partidária ou tratar as consequências do zika vírus; etc. E, salvo o caso de roubo declarado, a última colocada na hierarquização é a despesa utilizada para blindar autoridades. Salvo exceções, o não pagamento de qualquer despesa não a transforma em crédito. E queremos também contar ao governo que, nas blindagens (tão em moda), os bandidos estão do lado de fora, não do lado de dentro.

 

Tarcisio de Barros tbb@osite.com.br

São Paulo

 

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MEDIDA SIMPLES

 

O que está faltando no Brasil são representantes (políticos, governantes, vereadores, deputados, senadores, etc.) da população que sejam no mínimo patriotas e que gostem realmente deste nosso maravilhoso país. Quanto aos economistas brasileiros, estes não têm coragem para aplicar soluções simples, vivem e falam apenas o que aprendem nos manuais escritos por outros economistas, que escreveram suas teorias sem resultados na vida prática, porque cada país tem a sua particularidade nos costumes, no consumo, etc. Finalizando, uma medida simples seria o governo federal se dedicar focando apenas nos setores que tenham ligação direta com a população e vendendo todas as participações que tem nas empresas que são, na verdade, cabides de emprego leiloados entre políticos.

 

Uri Behar euagain@gmail.com

São Paulo

 

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O TRANSPLANTE FRUSTRADO

 

A que ponto chegamos neste Brasil da petralhada. Jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) para o presidente do Senado ir de Brasília ao Recife para fazer um implante de cabelo nunca faltou. Já para salvar a vida de um garoto de 12 anos que aguardava um coração doado para fazer um transplante, não havia avião disponível para transportar o órgão de Itajubá (MG) a Brasília. Conclusão: o pobre do garoto morreu. Realmente, nada está tão ruim que não possa piorar neste país dominado por uma ideologia falida no mundo inteiro, mas ainda persistente na América “Latrina”!

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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‘NO RANCHO FUNDO’

 

Eu estava trabalhando no acordeom o meu arranjo desta joia sertaneja que é “No Rancho Fundo”, quando pensei no Brasil cheio da apregoada grandeza e de inaceitável tristeza, dependendo de se tratar de matéria promocional governamental ou da abominável condição humana, do Oiapoque ao Chuí.

Foi então que interrompi e resolvi colocar em palavras o meu sentimento de privação e de repulsa. Explico. Estava me lembrando da matéria da página A15 do caderno “Metrópole” de “O Estado de S. Paulo” de ontem, com a manchete: “Morre garoto que ficou sem transplante”, de Daiene Cardoso, correspondente de Brasília, com o seguinte negrito: “Um menino de 12 anos morreu na sexta-feira em Brasília após não conseguir receber o coração para um transplante por falta de uma aeronave para transportar o órgão. No primeiro dia do ano, a Central Nacional de Transplantes localizou um coração compatível em Minas Gerais, mas a Força Aérea Brasileira (FAB) alegou que não tinha avião disponível para fazer o voo até o Distrito Federal”. Que central é esta que, como central, deveria centralizar os comandos para buscar uma alternativa tempestiva, já que a força da FAB falha para transportar uma vida em forma de coração, enquanto procura cativar o coração dos jovens para se alistar na Aeronáutica da nossa pátria, que nem sempre é tão gentil, como se pode ver pela enxurrada de lama, nos sentidos figurado e literal, que corrói a esperança de qualquer cidadão consciente. Na esteira de Santos Dumont e na égide do progresso mundial do voo, que já se faz na paz e na guerra com drones, vá lá que ainda não se possam transportar órgãos humanos sem tripulação, mas a recusa “por questões operacionais” é coisa de gente muito pequena e sem visão. Não há falta de avião, há, e muito, falta de consciência e de vergonha!

 

Eduardo Rossi edurossifilho@terra.com.br

São Paulo

 

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POUCO-CASO

 

Fazendo referência à notícia “Falta de avião mata paciente de transplante”, se fosse para levar uma ilustre autoridade para uma festa de batizado em sua terra natal, com toda certeza haveria um avião, mas, como era para salvar uma vida, não.

 

Mauro Ribeiro Gamero mauro.gamero@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ASSASSINATO

 

O petelulismo conseguiu fazer com que o País retornasse à época medieval. Onde já se viu deixar um garoto morrer, sem ter efetuado o transplante de coração, após terem conseguido um órgão compatível, que é sabido ser muito difícil? Isso ocorreu porque a Força Aérea Brasileira (FAB) alegou não ter disponível uma aeronave para fazer o voo de Minas Gerais até o Distrito Federal. Fosse uma necessidade para a “presidenta”, para um ministro, um senador ou um filho, parente etc. de políticos, com certeza o fim da história seria outro bem diferente, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A FALTA DO AVIÃO

 

Com pesar, soube que uma criança de 12 anos morreu por falta de um avião para transportar de Minas para Brasília um coração compatível para ser transplantado. No mesmo instante, lembrei-me que recentemente, a presidente Dilma (presidenta não existe e, no caso, no duplo sentido) viajou no seu jato para afagar o netinho, com casa à disposição no Rio Grande do Sul. Espero que, quando ela tomar conhecimento desta infeliz notícia, não provoque gastos desnecessários para consolar os pais da criança morta, pois é inexplicável qualquer tentativa. Presidente Dilma, quando, novamente, tiver a oportunidade de abraçar seu neto, reflita sobre o acontecimento e altere definitivamente os protocolos de funcionamento da nossa esquadrilha, para que, se não há sinais de guerra, ao menos salvem vidas. É o mínimo que o povo brasileiro espera.

 

Ademir Lopes ademir_lopes@aasp.org.br

São Paulo

 

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CRISE HÍDRICA

 

Alguém pode dizer, com certeza, quantas mil árvores foram plantadas no entorno do Sistema Cantareira, após a seca de 2015?

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

 

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BE CAREFUL!

 

Conforme noticiado (15/1), os Estados Unidos alertam mulheres grávidas a não viajarem ao Brasil por causa do surto da moléstia zika, causada pelo mosquito Aedes aegypti. Será bom também alertar os americanos, turistas em geral, que desejam viajar ao Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos, para não andarem pela cidade com relógios, pulseiras, correntes e dinheiro no bolso, para não serem surpreendidos pelos bandidos que estão em toda parte, pois a roubalheira está disseminada em todo o País, e não somente em Brasília.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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HADDAD E O AEDES AEGYPTI

 

O País como um todo, governo e população, está se mobilizando contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças graves como dengue, chikungunya e febre zika. O prefeito Fernando Haddad é exceção. Há algum tempo, foi implantado em São Paulo o serviço de caçambas com a finalidade de receber entulhos de obras e removidas ao término da obra. Anteriormente ao advento das caçambas, os entulhos ficavam espalhados pelas calçadas. Infelizmente, as caçambas, nas barbas do prefeito, tornaram-se lixeiras de residências e condomínios e não são removidas, sem embargo do perigo que causam a veículos trafegando à noite, que com elas podem colidir. Voltemos ao Aedes. Como lixeiras, as caçambas acumulam água de chuva, tornando-se espaço apropriado para a proliferação do perigoso Aedes aegypti. Se Haddad não fosse cria do lulopetismo, ficaria surpreso com o despautério acima descrito.

 

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

   

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SÃO PAULO ABANDONADA

 

A falta de política urbana decente traz insegurança à nossa cidade. O abandono ocorre em todos os sentidos. Passe pela Praça Ramos agora e vai ver a calçada do Teatro Municipal afundando. Um buraco chama a atenção (falta uma placa de mármore) na larga calçada nada maravilhosa. É inconcebível a calçada do famoso teatro estar daquele jeito: quebrada, malcuidada. São Paulo despenca no abandono e no precipício das drogas. O prefeito Fernando Haddad deveria ser criminalmente responsabilizado pelos estupros e pelo farto consumo de cocaína no Parque do Ibirapuera. É deprimente ver a complacência da gestão municipal com tais práticas. Mais deprimente ainda é ver a Guarda Civil Metropolitana (GCM) totalmente refém de uma política equivocada de direitos humanos. Minha solidariedade às jovens e suas famílias. Aconselho mover ação por danos físicos, morais e psicológicos contra a Prefeitura. Que o nosso prefeito tenha a humildade de procurar pessoalmente as vítimas dos abusos do “Rolezinho da Cidadania” e peça perdão pelos crimes ocorridos no domingo (17/1) dentro do mais importante parque urbano do Brasil. O Parque do Ibirapuera há muito tempo se transformou num pântano livre de prostituição, uma Sodoma e Gomorra com a complacência da Prefeitura. Os pré-candidatos à Prefeitura não podem fugir do debate. Erra e traz insegurança o político que, para ser agradável aos jovens, tê-los ao lado, permite e tolera a venda e o consumo de drogas. Proponho prioridade absoluta à GCM, inclusive com investimento e logística internacional para combater as drogas nos parques públicos e nas escolas municipais.

 

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

 

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ELEIÇÕES 2016

 

Este PMDB é mesmo do arco da velha. Viram quem será a “estrela da peça partidária, que irá ao ar no mês que vem” (19/1, A7)? Ninguém mais, ninguém menos que Marta Suplicy. Lembram-se dela? A “Martaxa”, aquela que abandonava a cidade nas enchentes. Gostava de viajar especialmente a Paris. Encostada do PT pelo “dono”, rico e poderoso, aporta no partido da boquinha, e quer se prefeita de São Paulo novamente. A fila andou, ela não percebeu. O que é certo: estamos mal de estrelas!

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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DATENA

 

Ridícula a desculpa de José Luiz Datena para desistir de se candidatar a prefeito de São Paulo: porque leu no “Estadão” que o PP desviou R$ 358 milhões da Petrobrás. Será que, como jornalista, ele ignorava que, logo no início da Operação Lava Jato, sabia-se que o delator Alberto Youssef era o operador do PP na Petrobrás? O único integrante do PP que ele criticou foi Paulo Maluf, justamente um dos poucos políticos da cúpula do partido que não está envolvido no petrolão.

 

Francisco Nascimento Xavier franciscoxavier1000@gmail.com

São Paulo

 

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OS IMÓVEIS DA SANTA CASA

 

Quando pensamos que já vimos toda sorte de fraudes, roubos e desvios do dinheiro público, deparamo-nos na imprensa com a reportagem sobre a venda de imóveis pertencentes à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, pelo seu ex-provedor, a seus companheiros de administração, por preços muito abaixo do mercado, imóveis que foram entregues à instituição sob uma cláusula que proibia sua venda ou doação. A explicação simplista do ex-provedor é de que se tratava de imóveis com dívidas e outros problemas, que “ninguém queria comprar”.   Seria interessante esclarecer ao improbo administrador que, além de o imóvel possuir uma cláusula que impedia sua venda, existem fórmulas de vendas (licitações, leilões, etc.) que permitem obter preços de mercado, justos e inquestionáveis.

 

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

 

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O FIM DE UMA GREVE ESTÚPIDA

 

Médicos peritos do INSS, filhos de um governo covarde que prefere mais prestigiar o corporativismo petista dentro das nossas instituições do que atender condignamente o sofrido povão, depois de mais de quatro meses de irracional e estúpida greve, anunciam que devem voltar ao serviço no próximo dia 25. E, certamente, vão receber seus salários sem penalidade alguma, como se estivessem voltando de longas férias. Mas o triste resultado é que, neste ínterim, esses peritos deixaram de atender mais de 1,3 milhão de brasileiros, que ficaram sem os laudos para dar entrada aos pedidos de auxílio-doença e aposentadorias por invalidez. Uma humilhação. É bem provável que esses médicos tenham recebido até apoio do Planalto, já que, sem pagar esses benefícios aos segurados, essa economia burra estaria reforçando o ajuste fiscal. Mas o que revolta mesmo é que o governo petista, há quase 14 anos no poder, e também o Congresso se lixaram, não se prontificando a votar projetos que tramitam nas duas Casas que implicam acabar com esta literal vagabundagem de certos setores do funcionalismo público federal, que fazem o povo, principalmente carente, de “gato e sapato”! Esta orgia com os recursos dos contribuintes não pode mais continuar.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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PRECATÓRIOS

 

Li no “Estadão” de segunda-feira a manchete que me chamou a atenção: Estados usam depósitos judiciais para fechar contas. Não sei se é o caso, mas faz 23 anos que os funcionários públicos do Estado de São Paulo entraram na Justiça com ações do famigerado gatilho: toda vez que a inflação da época atingisse certo patamar, o governo deveria incorporá-la aos salários. Como isso nunca foi feito, entramos na Justiça, ganhamos as ações, vencemos, virou precatório e, passados cerca de 23 anos, nada recebemos. No meu caso, como professor, estranhei o fato de que quem entrou com advogados particulares recebeu o dinheiro em pouco tempo. Porém, quem entrou pelo sindicato da categoria, a Apeoesp, nada recebeu até hoje. Quando a gente liga para a Apeoesp perguntando sobre o assunto, ouvimos que “(o processo) já está em fase de pagamento, tem de aguardar”. Só isso, mais nada. Muitos colegas já morreram sem receber e a família também não recebeu nada. O que está acontecendo? Vão esperar morrer todos, para alguém ficar com a grana? Onde está esse dinheiro? Com a palavra, o governo do Estado e o sindicato, onde eu militei por muito tempo.

 

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

 

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PAREDÃO

 

A leitura da entrevista de Eduardo Giannetti da Fonseca no domingo (“‘A sociedade brasileira bateu em um paredão’”, 17/1, B4) provoca uma irritação com os políticos, em especial a “rainha da mandioca”. Mas a ex-ministra Marina Silva ficou com inveja e, nesta semana, veio falando um monte de besteiras para justificar o injustificável e aumentar o sentimento provocado no domingo. Ora, impeachment só é válido se houver provas e, neste caso, não dá para ser contra ou a favor. Tem de ser brasileiro, ético e decente. Neste caso, não conta se Dilma tem liderança ou não, se é simpática ou antipática e se fala bobagem ou não, pois, se o seu partido for contra dona Marina, ele é contra a democracia e a moralidade. Se Michel Temer assumir e parar a Lava Jato, o PT também pode parar, pois está com as “quatro patas enfiadas na jaca” e teremos certeza de que os poderes não são tão independentes quanto deveriam. Ah, o presidencialismo de coalizão deve muito à criação de partidos a cada instante que os desejos de um político não é atendido, formando um bando de partidos, sustentados pelo governo (melhor, nossos impostos), fracos, mas atenciosos com os desejos do Executivo, desde que regiamente pagos e sem nenhuma regra de condução para seus deputados e senadores. Se Conselho de Ética já é piada, a tendência é ficar pior. E é bom lembrar que o presidente que foi vitimado pelo impeachment no passado deixava-nos morrendo de vergonha com o seu lixo sendo revirado na porta da casa, suas camisetas, usada até no exterior. Morri de vergonha no México, pois por coincidência estava a trabalho na mesma semana de uma reunião dos presidentes latinos na Cidade do México. E ainda tinha um amigo bigodudo que recebia os “pixulecos”, que não tinham este nome, ainda.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

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