Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2016 | 02h55

Presidente submisso

A tática do presidente do Banco Central (BC) para se manter no cargo não precisa de nenhuma análise técnica nem de grandes elucubrações. Simplesmente, no dia anterior ao previsto para a divulgação do aumento da taxa básica de juros se informa à imprensa uma previsão de qual seria ela e em seguida se aguardam as manifestações do PT e do Palácio do Planalto. Caso o reflexo seja positivo, mantém-se o valor informado, caso contrário, informa-se um valor menor. Assim segue o nosso barco à deriva.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Sobre a alta mais suave da taxa de juros, o BC está perdendo sua autonomia, com decisões mais políticas do que técnicas. O que mais nos espera para o futuro?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Mudança dos juros básicos

Idiossincrasia/fetichismo dos economistas sobre os juros: quem acredita que com a economia tão desequilibrada, em que a inflação atinge 10% ao ano e o desemprego, medido só em grandes centros, também supera os 10%, uma variação de 0,5 ou 0,25 ponto faça alguma diferença? Parece pregação de sacerdote falando da vida após a morte. Quando os desequilíbrios são pequenos, talvez uma variação comparativamente grande dos juros, e por pouco tempo, tenha resultado no sentido de restabelecer o equilíbrio. Os praticantes da disciplina da economia não poderiam reexaminar suas crenças?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Petrobrás

As ações da Petrobrás caíram mais, chegando a ser cotadas a R$ 4,092. Se a empresa quebrar, quem pagará a conta serão todos os brasileiros, e não apenas os que apertaram o 13 e reelegerem o pior governo que o País já conheceu. É injusto ou não é?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Virando pó

Quem poderia imaginar que um dia poderia ocorrer tal catástrofe, as ações da Petrobrás virarem pó? Ações que chegaram a valer R$ 75 estão agora por volta de R$ 4. Obrigado ao PeTelulismo, que conseguiu aniquilar a Petrobrás, ou melhor, o País todo e, junto, a sua população.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Manifesto ‘data venia’

No faroeste brasiliense, em que o assaltante quer prender o xerife, apareceu um manifesto no saloon. São advogados dos fora da lei publicando um protesto contra policiais, promotores e magistrados, que estariam “colocando o Estado de Direito sob ameaça” ao prender os gatunos que os contrataram. Se a ideia era influenciar a plateia, perderam tempo e gastaram dinheiro à toa. A plateia vai continuar torcendo pelos mocinhos e querendo que o xerife ponha a quadrilha toda atrás das grades.

HOMERO VIANNA JR.

homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

Esperneio

Os advogados de porta de mansão estão inconformados. Encontraram pela frente um juiz, promotores e policiais que não lhes permitem a intimidade do tapinha nas costas. Nem aceitam convites para “congressos”, festas e casamentos, em locais paradisíacos, com direito a comes e bebes à farta por conta das bancas. Também não estão encontrando as facilidades que muitas vezes conseguem apenas com um sorriso nos lábios e uma mão no bolso, não havendo a necessidade do profundo saber jurídico. Vão ter de estudar muito para defenderem os seus honestos clientes, antes de serem por eles dispensados por total incompetência.

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

Inquisição?!

Posso não entender de Direito Processual tanto quanto o advogado Luiz Fernando Pacheco (18/1, A6), mas sei o que foi o Santo Ofício e que compará-lo às ações da Operação Lava Jato não tem nenhum lastro na realidade, peculiar recurso de retórica do defensor do deputado José Genoino no mensalão. Em primeiro lugar, o Santo Ofício tratava de questões de fé, não de roubo de dinheiro público. O Santo Ofício não produzia provas bancárias contundentes nem revelava que indivíduos haviam amealhado em suas contas bancárias bilhões de reais não oriundos de seus salários. Tais bilhões deixaram de melhorar os serviços públicos, restringindo um professor, na maior parte das vezes tão preparado quanto o ilustre advogado, a receber R$ 2 mil por mês para tentar educar cidadãos brasileiros que talvez jamais consigam contar a montanha de dinheiro que é roubada cotidianamente de suas famílias. Porque os bilhões que os notáveis e louváveis juízes da Lava Jato estão tentando rastrear e foram para comprar Lamborghinis, Ferraris, apartamentos de luxo nos EUA e, principalmente, pagar pela reeleição de políticos indignos saíram do bolso e da boca de milhões de brasileiros que pagam os mesmos impostos contidos no preço do feijão que pagam nossos governantes, os corruptos, os corruptores, seus marqueteiros e seus advogados. E esses milhões de brasileiros, sobretudo as crianças, não têm nenhum direito ao “direito de defesa”...

MARLENE SUANO, professora

de História no Departamento

de História da USP

m.suano@usp.br

São Paulo

Poderosos contra a Nação

O editorial A união dos poderosos (20/1, A3) nos esclarece sobre esse fato estranho que é a tal carta dos “causídicos” contra o País. Afinal, é o gigante sindicato da união dos poderosos contra os acanhados Pessimildos.

JOSÉ ANTÔNIO GARBINO

ja.garbino@gmail.com

Bauru

SAÚDE PÚBLICA

Médicos da Prefeitura

A respeito do editorial Saúde pública perde médicos (17/1, A3), a Secretaria Municipal da Saúde informa que, após a aprovação do novo plano de carreira pela gestão Haddad, em janeiro de 2015, dos 202 médicos convocados nenhum desistiu do cargo até o momento. Os salários iniciais vão de R$ 6 mil (20 horas) a R$ 13,5 mil (40 horas), um aumento médio de 27% em relação a 2014. Um concurso para 1.090 médicos será aberto este trimestre, além de a pasta ter adotado outras medidas para atrair profissionais, como uma nova estruturação dos contratos com as Organizações de Saúde, ampliação das vagas para residência médica e a vinda de 250 profissionais do Mais Médicos.

NILSON HERNANDES, Assessoria de Imprensa

nhffilho@prefeitura.sp.gov.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

FUNDO PERDIDO

 

A presidente Dilma Rousseff garantiu R$ 819 milhões ao Fundo Partidário – poderia ser “fundo perdido” – ao sancionar integralmente o Orçamento da União para 2016. Muito interessante: a crise que enfrentamos passa longe do governo e dos partidos políticos. O PT, o PSDB e o PMDB, não necessariamente nessa ordem, são os mais favorecidos. Os partidos nanicos, inclusive o recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB), em que, aliás, a maioria é formada por homens (18 para 2 mulheres), começam o ano com os caixas recheados. Está na cara que não só os 20% destinados às campanhas políticas, mas a totalidade desse dinheiro público, “nosso dinheiro”, será utilizada nas campanhas políticas, a começar pelas eleições municipais deste ano, primeiro ano eleitoral em que o financiamento privado está proibido. Somem-se alguns trocados escondidos em paraísos fiscais e, pronto, a farra está completa. A justificativa será a mesma de sempre: está tudo nos conformes, as cotas foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

       

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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A ALTERNATIVA À DOAÇÃO PRIVADA

 

A elevação do valor do Fundo Partidário para quase R$ 820 milhões representa mais um acinte contra o contribuinte, que pagará a conta. O País está endividado e o governo fica fazendo concessões para os partidos políticos com o intuito de se fortalecer no poder. Proibida a doação privada pelas empresas, o Estado oficializa a doação do dinheiro público de forma irresponsável, desnecessária e, mais ainda, que beira a negociação para agradar a todos e se perpetuar no desgoverno.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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CARA DE PAU

 

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aquele que fez negociata com pessoas já falecidas, que usou senha da própria mãe, Elza, para abrir a conta Triumph no exterior e que tem em seu passaporte 49 carimbos de entrada na África para “vender carne enlatada” nos anos 80, vem, agora, com a maior cara de pau, pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que “paralise” o inquérito instaurado contra ele até que deixe a presidência da Câmara dos Deputados, em 2017. Se a moda pega, corruptos e criminosos se beneficiarão e também obterão a prescrição de suas investigações.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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DILMA X TEMER

 

Dilma Rousseff e Michel Temer ensaiam uma reaproximação. Em carta de desabafo, datada de dezembro, o vice afirmou que a “presidenta” não confia nele. Agora, a pretensão é reatar para dar continuidade à administração pública, PT e PMDB. Qual foi o crime que o Brasil cometeu, para merecê-los?

 

Lígia Maria Venturelli Fioravante lmfiora@uol.com.br

São Paulo

 

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‘A UNIÃO DOS PODEROSOS’

 

A corrupção no Brasil é antiga, mas, para arruinar de vez com o País, a elite da torpeza se uniu. Perfeito o editorial “A união dos poderosos” (20/1, A3). Com Lula, Dilma e o PT no poder, parece que um ralo foi aberto no sentido contrário ao fluxo natural do esgoto e o nosso país foi infestado por baratas e ratos vindos das profundezas do lixo mais torpe e maligno, pois, além da generalizada roubalheira, destruiu valores, acabou com a confiança dos investidores e com a esperança dos brasileiros.

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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PARADIGMAS ROMPIDOS

 

A carta aberta dos advogados defensores dos indiciados e condenados na Operação Lava Jato comprovam que o juiz Sérgio Moro está quebrando paradigmas no encaminhamento célere de processos, bem fundamentados e mantidos pelas estâncias superiores. Os advogados contestadores, formados sob o manto de uma legislação jurisdicional fundamentada no século IX, acostumaram-se a utilizar petições protelatórias que exploram a morosidade do Judiciário e sempre próximas da litigância de má-fé. Diante de um juiz preparado e com vontade de trabalhar, estão perdidos diante de sentenças judiciais assertivas, de difícil contestação. Desmoronou a fama de “grandes juristas”. Restaram-lhes os arcaicos argumentos de sempre e a apelação... nos jornais.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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‘DURA LEX’

 

No Brasil do mensalão, de Joaquim Barbosa, e do petrolão, da Lava Jato e de Sérgio Moro, não há ninguém acima da lei. Se pecou, tem de ajoelhar e pagar. “Dura lex, sed lex.”

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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DEFESA

 

Corruptos, corruptores e afins, guardem a carta aberta acusando a Operação Lava Jato, publicada nos jornais, por 105 juristas, caso o braço longo do juiz Sérgio Moro venha a atingi-los. A propósito, reservem bastante dinheiro, não importando se for afanado ou não.

 

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

 

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ADVOGADOS DO MAL

 

Pois é, quem acompanha a imprensa diuturnamente consegue perceber que, no mais das vezes, os advogados que defendem os mais abastados, sejam eles empresários da Lava Jato ou simplesmente o filho de Eike Batista, são os mesmos, basta se ter um pouco de atenção aos rostos. Quer dizer, são profissionais do Direito que se dedicam a defender quem não merece defesa, e enriquecem com isso, é natural, pois o dinheiro rola fácil. Acho que deveria haver uma lei que permitisse prender estes advogados que defendem bandidos, de colarinho branco ou sem colarinho, mas bandidos, malfeitores que destroem a economia de um país, destroem uma sociedade e afrontam sem nenhum pudor os mais dignos valores de ética e honestidade. O País estará perdido, será que ainda tem jeito?

 

Paulo Roberto parcs62@gmail.com

São Paulo

 

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OS TEMPOS SÃO OUTROS

 

A verdade é uma só: está mais do que claro que este manifesto com duras críticas à Operação Lava Jato, protagonizado por um bando de advogados que, por acaso, são defensores de investigados na operação, tem como único objetivo confundir a opinião pública. Querem fazer acreditar que seus clientes são vítimas, e não culpados. Tentativa totalmente falha, pois o tiro saiu pela culatra e serviu apenas e tão somente para denegrir e enxovalhar as suas já combalidas imagens, falando objetivamente dos maus advogados. Bem feito!

 

Luis Fernando Santos luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

 

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DO COURO SAI A CORREIA

 

Ao receberem honorários dos corruptos, os advogados estão se beneficiando dos frutos da corrupção.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

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SÓ PARA CONTRARIAR

 

É incrível como o presidente do PT, Rui Falcão, toda vez que resolve se manifestar, o faz no sentido contrário ao que a lógica aponta. Desta vez, aproveitou o manifesto dos advogados que defendem os quadrilheiros apontados pela Operação Lava Jato e afirmou, no site do partido, “que a carta aberta de advogados criminalistas acusando a ocorrência de exageros” na Operação Lava Jato é “mais uma denúncia relevante” sobre os “desmandos perpetrados” pela força-tarefa formada por policiais federais, procuradores e magistrados”. Não consigo enxergar nenhuma denúncia relevante desses advogados, mas tão somente um “jus sperniandi”, como se diz nos meios jurídicos. Tanto que foi rebatida com veemência pelos procuradores e juízes. A delação premiada foi instituída pela Lei n.º 8.07290 e tem como objetivo possibilitar a desarticulação de quadrilhas, bandos e organizações criminosas, facilitando a investigação criminal e evitando a prática de novos crimes por tais grupos, de acordo com o site “Âmbito Jurídico.com.br”. O roubo do patrimônio público deveria ser qualificado como crime hediondo, e ser severamente punido, pois ele reflete sobre as outras obrigações das administrações públicas no atendimento à população. No caso do crime investigado pela Lava Jato, a quantia roubada da Petrobrás pela quadrilha que se infiltrou nos órgãos públicos foi de uma grandeza jamais imaginada, que afetou até a economia do Estado do Rio de Janeiro, pela perda da arrecadação dos royalties e outras participações na petroleira. Eles conseguiram praticamente afundar a maior empresa estatal do País, entre outras maracutaias. Os jornais estampam hoje em grandes manchetes que a ação da Petrobrás fechou esta semana no nível de 2003. Chega a ser um acinte que logo o presidente do PT, em cujos governos foram cometidos o grosso dos roubos, tenha sua declaração publicada no mesmo dia do tombo das ações da petroleira nacional. A Petrobrás, considerando o intervalo entre 2003 e a data de 18/1, não teve, ao final desse período de governos petistas, nenhuma valorização na Bolsa de Valores. E os danos já se fazem repercutir no número elevado de trabalhadores demitidos em toda a cadeia de fornecedores da petroleira, em razão da sua retração. Tais quadrilheiros merecem todo o repúdio da população e as investigações têm muito que avançar ainda, pois, pela sua magnitude, não poderiam ter passado despercebidas pelos mais altos escalões do governo. Os advogados de defesa desses réus, se por um lado têm de defendê-los por obrigação do ofício, também deveriam se conter em suas críticas contra os membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, em nome da moralidade.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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SERÁ?

 

Será que o Supremo Tribunal Federal (STF) está esperando “baixar a poeira” para começar a soltar os presos do Lava Jato por “constrangimento ilegal”? Talvez o manifesto dos advogados e a fala do presidente do PT tenham lá sua força.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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POR QUE A OPOSIÇÃO NÃO REAGE?

 

Quem não é governo é oposição. E onde está a oposição, que não consegue um canal de comunicação com a população para desmascarar as mentiras contadas pelo PT?  Este governo destruiu a Petrobrás, raspou o cofre, parou o País literalmente, deixando quase 10 milhões de trabalhadores desempregados, e quer que o povo acredite que a culpada de tudo é a Operação Lava Jato? É preciso ser muito ignorante, néscio, desinformado e cego para não ver o que vem ocorrendo neste país. Não fosse o belíssimo trabalho do juiz Sergio Moro, dos procuradores do Ministério Público e da Polícia Federal, esses gatunos estariam roubando mais. Cadê Lula, que nunca mais deu palestras? Agora, que a fonte secou, todos somem? Ora, façam-me o favor! Onde estão os parlamentares que discordam deste governo? Existem ou estão esperando uma oferta para mudar de posição? E o dinheiro que os partidos recebem não é suficiente para fazer inserções mostrando como os brasileiros foram enganados? Dá raiva ver a omissão e a passividade da oposição. É medo ou rabo preso? E os mais de 50 milhões de votos não representam nada?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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ACORDO DE LENIÊNCIA

 

O sr. Vicente Cândido (PT-SP), não posso chamá-lo de deputado federal, embora o seja, em declaração, diz, em matéria do jornal, que a empresa “(...) não vai querer pagar duas penas, ter o funcionário ou executivo dela preso e reparar o erário ao mesmo tempo (...)”, comentário de uma desvergonha com os brasileiros, como eu, que pagam os impostos. Lembro ao sr. Vicente Cândido que uma empresa é uma entidade jurídica, só existe no papel, não tem alma, não faz academia, não é eleita deputado e tão pouco tem o livre arbítrio para tomada de decisão, mas o executivo que está na cadeia de comando tem alma, faz academia, pode ser eleito deputado e tem, sim, livre arbítrio para decidir ter ou não ter ética no âmbito profissional. Quando jovem, eu tinha aulas de moral & cívica, mas com certeza o sr. Vicente Cândido cabulou o ano em que essa matéria lhe foi dada.

 

Márcio Marcelo Pascholati marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

 

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FUNDO DO POÇO

 

No mínimo gera muita suspeita a atitude do deputado Vicente Candido, do PT-SP, de elaborar uma medida provisória (MP) para anistiar os executivos das empreiteiras arroladas na Operação Lava Jato. Segundo a MP em questão, as empreiteiras pagariam as multas estipuladas, mas os executivos não seriam condenados e presos, ou seja, teriam carta branca para corromper, depois pagariam a multa correspondente e gozariam os frutos da corrupção em liberdade. Como podemos viver num país onde a corrupção é enorme e ainda os deputados lutam para que ela seja legalizada? Realmente, chegamos ao fundo do poço com a petralhada neste desgoverno capcioso.

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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CRISE NA PETROBRÁS

 

O mundo passa por uma crise na área do petróleo que já fez as petrolíferas perderem R$ 463 bilhões e demitirem 258 mil empregados. No entanto, no Brasil, essa situação foi altamente potencializada pela incompetência e a ideologia do atraso dos gestores da Petrobrás, que passaram a comandar a empresa em 2003 e lhe impuseram o maior desvio de dinheiro em seu caixa, por meio de dois esquemas em série desvendados de maneira incontestável nos processos do mensalão e da Lava Jato.

 

Abel Pires Rodrigues  Abel abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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A PETROLEIRA E O FERRO VELHO

 

Para quem ainda não sabe: em 2007, o trio podre e corrupto formado por Lula, José Sergio Gabrielli e pelo bonitinho (segundo a governanta) Nestor Cerveró comprou a segunda Pasadena – a primeira foi em 2006 –, ficando, então, a partir de 2007, proprietários de duas sucatas. A do Japão, mais precisamente na ilha de Okinawa, já era deficitária durante a administração japonesa, mas, mesmo assim, a Petrobrás resolveu comprá-la. Realmente, a maior estatal brasileira, que valia em 2008 R$ 510 bilhões, hoje vale apenas R$ 71 bilhões, graças à eficiente administração (roubalheira) de petistas e da nova especialidade da petrolífera um tanto fora do ramo: a compra de ferro velho. Essa refinaria será definitivamente desativada em março e posta à venda. O difícil será encontrar comprador. Quem sabe, com muita sorte, a Nippon Steel compre e a envie para reciclagem na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Um fato bastante curioso e sugestivo é o nome dessa refinaria: “Nansei”. Quando Lula for preso e interrogado pelos sujos negócios realizados sob seu conhecimento e consentimento, ele responderá em japonês: “Nan sei”.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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UMA PASADENA ASIÁTICA

 

A cara de pau dos desgovernantes deste pigmeu acordado que já foi um gigante adormecido não tem limite nas suas aberrações, e os maiores escândalos financeiros e as mais grosseiras mudanças na  interpretação da letra clara da lei não foram suficientes no escandaloso “negócio” da compra de uma refinaria em Pasadena (EUA), com prejuízo bilionário para o Brasil, porém gerando propinas generosas  para uma seleta trupe de subservientes do Planalto. Repetindo a proeza na refinaria americana, a malta, no ano anterior, pagou US$ 350 milhões por sua primeira refinaria na Ásia e ainda investiu mais US$ 111 milhões na refinaria. Um autêntico abacaxi, identificado pela área técnica da Petrobrás, mas desprezada por Nestor Cerveró. A refinaria era capaz de refinar 100 mil barris por dia, mas, por causa das restrições impostas pelas autoridades ambientais do Japão, o refino na Nansei ficava limitado a 50 mil barris de óleo leve. Um problema, porque a Petrobrás produz óleo pesado. Do que se conclui que, pela quantidade de angu, ainda tem muita carne a ser descoberta.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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FILME DE TERROR

 

Assinante e leitor assíduo do “Estado”, li com apreensão que o delator Nestor Cerveró narra uma reunião entre ele e a sra. Ideli Salvatti. O jornalista responsável pela matéria está mal informado, pois com certeza dela também participaram Boris Karloff, Béla Lugosi e Zé do Caixão, para completar o elenco deste filme de terror que o povo brasileiro está sendo obrigado a assistir.

 

Italo José Portinari Greggio italogreggio@hotmail.com 

São Paulo

 

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R$ 50 MILHÕES PARA REELEGER LULA

 

Em delação premiada, Cerveró declarou que em 2006 foi repassada da área Internacional da Petrobrás ao PT, para reeleger o ex-presidente Lula, cerca de R$ 50 milhões, de um negócio de R$ 300 milhões feito com o governo angolano. Isto é, quase 20% de propina. Engraçado que tudo isso tenha acontecido em pleno escândalo do mensalão. Nada impediu que essa gente, continuasse a corromper tudo e todos à sua volta, com total certeza da impunidade. Depois no julgamento do mensalão, os ministros entenderam que os condenados não eram “formadores de quadrilha”! Eram o que, então?

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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O BRADO DA HONESTIDADE

 

“Não tem uma viva alma mais honesta do que eu”, afirmou Lula. Ou Lula não tem mesmo o mínimo respeito pela inteligência do povo brasileiro ou ele deveria ser declarado incapaz, em proteção de sua própria dignidade.

 

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

 

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LULA?

 

“Não há uma alma viva mais honesta que eu” (Lula). Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

 

Mauricio Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

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‘ALMA HONESTA’

 

Diante de tal afirmação do ex-presidente, resta somente ao Vaticano e ao papa Francisco a imediata beatificação e santificação do declarante. E, como nome, poderia ser Santo Brahma.

 

Jose Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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GOEBELLIANO

 

Uma mentira, dita e  repetida, vira verdade. Afirmação feita  por Goebbels há 90 anos. O povo alemão acreditou e dançou.  O  “ex” lança mais uma pérola, agora aos blogueiros: “Não há no Brasil pessoa mais honesta que eu”. Fala sério!

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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‘VOU PROCESSAR TODO MUNDO’

 

Lula é um “mestre” sem diploma. Prega com muita desenvoltura o conflito de classes. Quem são os que estão presos? Homens ricos, muito ricos. Mas mesmo os petistas já estão incrédulos, pois contra fatos não há argumentos. Se realmente Lula vai “processar todo mundo”, como disse, que o faça. Se não o fizer, é porque tem medo de “atirar no próprio pé”.

 

Mario Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

 

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LULA E SÉRGIO MORO

 

Lula, quando ameaça processar jornalistas, dá um voto de confiança ao Poder Judiciário, que é uno, assim como una é a sua função precípua: a jurisdição. Ou seja, fica subentendido que o ex-presidente petista, por meio do devido processo legal, confia na capacidade da Justiça de efetivamente fazer justiça. Portanto, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos decorrentes da Operação Lava Jato, ganhou agora um aliado de peso, em favor das suas pesadas condenações contra os corruptos que infestam o Brasil e que proliferaram como praga justamente durante os dois governos de Lula. Lula confia no Poder Judiciário, Lula confia, então, no juiz Sérgio Moro.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

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O PESADELO DO BRASILEIRO

 

O sonho do megalomaníaco Lula tornou-se realidade. Trouxe para o Brasil a Copa do Mundo de Futebol, os Jogos Pan-americanos e a Olimpíada, além de um projeto político com o objetivo de perpetuar os petralhas no poder. 13 anos de farra, gastança e roubalheira de dinheiro público. De repente, o sonho transformou-se num pesadelo. Desemprego, inflação, queda no PIB, perda do grau de investimento, saúde e educação em frangalhos, impeachment, prisão, etc. O brasileiro mais uma vez vai pagar essa conta. E há quem ainda acredite neste partido.

 

José A. Muller  josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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ALMOÇO GRÁTIS?

 

A chegada da velhice nos traz vantagens (poucas) e aborrecimentos (muitos). Se não passamos a vida a esmo e tampouco fomos vítimas do Alzheimer, a análise crítica do que até então vivenciamos nos permitirá entender o presente e vislumbrar um pouco que seja o que o futuro nos reserva. A exemplo do Bilhete do Idoso, podemos classificar e inserir na coluna de vantagens a sabedoria e o discernimento duramente adquiridos ao longo de nossa trajetória. No quesito emoções contraditórias, não dá para esquecer o surgimento do PT, em 1980. “Promover mudanças na vida dos trabalhadores da cidade e do campo, militantes de esquerda, intelectuais e artistas” era e ainda é o objetivo do partido (vejam em www.pt.org.br). Longe de frase vazia, a interpretação das entrelinhas já esclarecia a que vinha o partido. Nesse mesmo ano o carnavalesco Joãozinho Trinta filosoficamente dizia: “Pobre gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual”. Com essa frase lapidar, Joãozinho expunha como pensavam os pobres e os intelectuais da época, mostrando indiretamente que o PT aglutinava integrantes e simpatizantes diversos, mas que em algum momento entrariam em conflito. Havia, porém, um objetivo final e comum: a tomada do poder. Para os intelectuais, esquerdistas autênticos e artistas, a tomada do poder representava proporcionar aos pobres uma vida melhor, igualdade de acesso à boa educação, cultura formal e saúde; para os operários, o poder representava finalmente vivenciar experiências materiais restritas somente aos seus patrões. No meio disso tudo transitavam outros personagens, estes, sim, perigosos. Aqueles cujos discursos os colocavam entre os intelectuais e esquerdistas autênticos, mas cujas aspirações de poder resumiam-se a usufruir dele total, intensa e indefinidamente. As escolhas gastronômicas e etílicas nos banquetes comemorativos pela primeira vitória de Lula e que foram amplamente divulgadas pela mídia exteriorizaram essas aspirações até então muito bem dissimuladas. Para eles, não bastava tomar o poder. Tomar e dele não sair era (e ainda é) o objetivo. Com a posse, esta pseudoesquerda desembarcou no centro do poder (o pote de melado) e, sabedora da venalidade e da ganância de políticos e empresários que sempre gravitaram em torno dos governos da hora, azeitou a máquina de corrupção existente e espalhou tentáculos para rapinar sem dó o Estado brasileiro. A estratégia bem estruturada se resumia em: 1) empresários amigos do governo continuarão e/ou aumentarão seus vultosos e rentáveis negócios; 2) políticos receberão dos empresários amigos sua cota para facilitarem os negócios com o governo e estatais; 3) os pobres receberão esmolas na forma de bolsas que serão utilizadas como moeda de troca e pressão para votar nos candidatos alinhados e aliados; 4) o Judiciário respaldará e legitimará as interpretações mais aberrantes das leis e da Constituição, sempre em benefício dos atores dos quesitos 1 e 2. 5) Sob o pretexto de dar voz aos excluídos, incentivar-se-ão as divisões entre classes, raças, gêneros, credos, orientação sexual, afinal nada melhor que um adversário cindido; 6) utilizar-se-á o discurso de “guardião da democracia” e/ou “manutenção dos ideais democráticos”, tachando de golpistas ou pertencentes a elites todos aqueles que se opuserem ou questionarem os métodos e resultados obtidos, mesmo aqueles que se revelarem danosos ao País e seu povo; 7) a classe média – tão odiada por notória e histórica filósofa petista – não ascenderá. Pelo contrário, se aproximará das classes mais pobres, aumentando ainda mais o fosso que as separa dos ricos; 8) a história do País e de seu povo será paulatinamente reescrita e as gerações mais recentes conhecerão somente a nova verdade; 9) a imprensa séria investigará, publicará, denunciará até que finalmente uma lei a amordace; 10) a engrenagem continuará girando, mas desconectada de outra, apenas ao redor de seu próprio eixo, mantendo todo o restante sem movimento. E tudo continuará rigorosamente como “dantes no Quartel de Abrantes”, isto é, nada mudará. Com esses pontos bem definidos e alinhavados, o Brasil passou a ser governado. Os programas sociais voltados à saúde e à educação, longe de horizontalizar e verticalizar os benefícios, sempre objetivaram cativar (no pior sentido) o eleitorado mais sensível aos parcos benefícios recebidos. As empresas estatais – tão caras aos esquerdistas – tornaram-se gigantescos cabides de empregos, loteadas pelos aliados desde as diretorias até os cargos mais subalternos. A inclusão em seus quadros de correligionários incompetentes e desonestos incrementou o processo de espoliação do patrimônio físico e financeiro, com reflexos no patrimônio técnico (expertise) dessas empresas, adquirido ao longo dos anos por meio de altíssimos investimentos em recursos humanos e materiais. Mas uma roubalheira tão generalizada e de tal monta (eufemisticamente chamada de “lambuzar-se no melado”) não passaria despercebida. Mesmo com toda a desfaçatez, ninguém circularia incógnito tão lambuzado de melado ou de substâncias menos nobres. Não tardaria para as abelhas (Polícia Federal) atacarem o(s) lambuzado(s). É com essa mesma desfaçatez que somos brindados quando este (des)governo nos trata como idiotas, tentando nos fazer crer que tudo faz parte de um grande complô, golpe ou armação para tirá-lo do poder. Que a crise que enfrentamos por incúria e incompetência da gerente (que elegemos) e dos que a assessoram é fruto apenas e tão somente de uma crise mundial da qual somos inocentes vítimas. Na iniciativa privada, incapacidade gerencial, currículo com falsas informações, prometer e não cumprir objetivos e metas são motivos mais que suficientes para uma sumária demissão. Por isso os esquerdistas gostam tanto da economia estatizada. Com o discurso de defensores dos “bens do povo”, o que eles querem é um ótimo salário vitalício, uma bela sala com uma bela vista, todas as mordomias a que julga ter direito, sem chefe e sem patrão. Logicamente, com o povo pagando a conta, porque, como diz a frase popularizada por Milton Friedman, “não existe essa coisa de almoço grátis”. Por isso, aprendam de uma vez: se vocês estão almoçando num restaurante onde só estão cobrando a sua bebida, fiquem certos de que na cozinha estão carregando no sal. Não há mágica. De uma forma ou de outra, a conta sempre virá. Salgada e com os 10% de “caixinha”, como de praxe.

 

Jorge Luiz de Andrade seugonca252@gmail.com

Jandira

 

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REMORSO SEM SAÍDA

 

“Prá” não votar em Lula, um dia votei em Collor! Só de pensar, morro de raiva por um remorso sem saída

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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O TOMBO DAS AÇÕES

 

Ilustríssima sra. “presidenta” Dilma Rousseff e seu respectivo criador, como fica a situação de milhares de acionistas que acreditaram na Petrobrás? Aplicamos nosso FGTS de muitos anos de trabalho suado na expectativa de colaborar com a Petrobrás em seu crescimento e, obviamente, sermos recompensados financeiramente por isso. É sabido que qualquer aplicação na Bolsa tem seus riscos com base nas leis de mercado. Todavia, jamais poderíamos imaginar que a quadrilha comandada pelo seu criador iria meter a mão em mais de R$ 40 bilhões para o projeto criminoso de poder e benefício próprio. Que tal a senhora expurgar os efeitos da roubalheira explícita promovida pela quadrilha e ajustar os preços dos papéis dessa empresa, que era o orgulho dos brasileiros, apenas com as variações de mercado e devolver o nosso dinheiro, que, aliás, não foi surrupiado? A senhora pode admitir que, após sete anos, uma ação de uma empresa do naipe da Petrobrás possa valer apenas 10% de seu valor? Pelo amor de Deus, tenha um ato de grandeza e corrija essa tremenda perversidade/injustiça. Em seguida, em nome de 90% dos brasileiros, vá curtir os seus netos.          

 

Michele Capriglione capriglione@uol.com.br

Santana de Parnaíba

 

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R$ 5,00

 

Meu filho queria tomar um sorvete, mas eu aconselhei: por que você não compra umas ações da Petrobrás?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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DEU NO QUE DEU

 

O governo do PT, para perpetuar-se no poder, tratou de criar mecanismos geradores de verbas para campanhas, marqueteiros espertos mentirosos e gananciosos, e deu no que deu: escolheram a Petrobrás e outras estatais, transformaram a maior empresa do País num sindicato e quebraram a empresa e o País. Se a Petrobrás for leiloada hoje, ainda não daria para pagar seus credores. Por isso Lula e Dilma são culpados, por sempre estarem em posições de decisões, mas sempre tomarem a decisão errada, como comprar refinarias no Japão e nos EUA, por exemplo. Não entendo os tribunais brasileiros, vendo tudo isso, e ainda darem razão aos seus malfeitores. Deviam congelar toda e qualquer riqueza deles e de seus familiares ou laranjas, para ajudar a recompor nosso caixa.

 

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 

Sete Lagoas (MG)

 

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PRIVATIZAÇÃO

 

A privatização da Petrobrás tem de ser efetuada imediatamente. O governo não tem dinheiro nem para comprar papel higiênico, imaginem para segurar uma derrocada das ações desta empresa, que já foi orgulho nacional. Que triste a situação em que deixaram a maior empresa do Brasil, por incompetência e corrupção.

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

 

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CHORAR NA RAMPA

 

O Estado do Rio de Janeiro está virtualmente falido e o governador Luiz Fernando Pezão, ao falar sobre a situação, dá a impressão de que a grave crise lhe caiu no colo de maneira inesperada, resultado da queda do preço internacional do barril de petróleo, instável como o de qualquer commodity. Ora, não é de hoje que as contas públicas estão na estreita dependência do recebimento dos royalties correspondentes. A administração anterior do sr. Sérgio Cabral, fiadora da candidatura Pezão, caso estivesse voltada para o interesse público, e não para as questões de poder, deveria então, de olho na evolução do mercado internacional, estar empenhada em criar esquemas alternativos para manter a economia funcionado. Não o fez. Por outro lado, a atual, ao assumir, deveria mostrar à população, com a franqueza que infelizmente não é típica dos políticos, o real tamanho da péssima herança. Também não o fez. É evidente ainda que o atual caos é consequência da atuação do governo federal, que, com seus gastos desordenados e irresponsáveis destinados à reeleição, desestruturou a economia nacional, pôs uma pá de cal na principal empresa pública do País, afundada em corrupção e desatinos de gestão, e tentou passar a sensação de que a crise o surpreendeu, conclamando a sociedade para a necessidade de travessias. Dentro desse ambiente de tragédia, o governador Pezão resolve dar um voto templário de fidelidade à presidente Dilma contra eventual impeachment e, com semblante desalentado, declara não ter condições de honrar o pagamento do novo piso salarial de R$ 2.135, 64 dos professores. É ou não é para chorar na rampa? E que seja um choro estridente, para ser ouvido não só no Palácio Guanabara, como também na rampa do Planalto.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

 

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BRASILZÃO

 

Êta, Brasil bão! Manifestação, arrastão, pancadão, corrupção, ladrão de montão e governo trapalhão.

 

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Vinhedo

 

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‘ENFRENTANDO A CRISE HÍDRICA’

 

O artigo “Enfrentando a crise hídrica”, de Jerson Kelman, publicado ontem (20 de janeiro) pelo “Estadão”, torna evidente que, se há empenho da população e do poder público, os problemas podem, sim, ser resolvidos. O texto é uma revigorante lufada de ar fresco sobre o pessimismo reinante em nosso país em relação à possibilidade de confiarmos em que nossos gestores são capazes de planejar e executar políticas públicas com excelência.

Resta, agora, prefeituras e Ministério Público também fazerem sua parte, atuando pela extinção da citada “macarronada” de tubos dos assentamentos irregulares.

 

Murilo Hildebrand de Abreu murilohildebrand@gmail.com

Belém

 

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NO CAMINHO CERTO

 

Excelente o artigo “Enfrentando a crise hídrica” (20/1, A2). É com grande entusiasmo que constatamos a seriedade do sr. Jerson Kelman e seu empenho para pôr em prática o seu notório conhecimento acerca de medidas para o enfrentamento da crise hídrica nas grandes metrópoles. O noticiário cotidiano está repleto de engenheiros e políticos empenhados em obras públicas que visam única e exclusivamente ao bem-estar do seu bolso. É de pessoas como o sr. Jerson Kelman, que usam a engenharia aplicada a favor da população, que precisamos entre nós. A batalha ainda não está vencida, pois faltam algumas etapas para serem concluídas. No entanto, o que foi feito já demonstra que o caminho para superarmos a crise é este e está em boas mãos.

 

Danilo Russo danilo@frengenharia.com.br

Rio Claro

 

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INFORMAÇÃO

 

Muito coerente o texto “Enfrentando a crise hídrica” (20/1, A2). Presta um esclarecimento que estava muito distante do conhecimento popular e, principalmente, desconstrói a crítica irresponsável, que, usada com fins políticos, apenas objetiva à próxima eleição.

 

Ulisses H. De Mori ulisseshdm@hotmail.com 

São Paulo

 

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SABESP

 

Tarifa social é simples: para eu pagar menos, você paga mais. Todo subsídio ocasiona graves distorções na economia.

 

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com  

São Paulo

 

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‘ESTRANHA RELAÇÃO COM MST’ (20/1, A3)

 

Ao fazer o governador de São Paulo acreditar que uma aproximação com o Movimento dos Sem-Terra (MST) lhe trará benefícios, alguns secretários estaduais estão “saindo do armário” com suas ideologias esquerdistas e levando Geraldo Alckmin ao abismo. Como produtor rural, membro da Sociedade Rural Brasileira e eleitor de Alckmin desde 2002, posso afirmar com tranquilidade que ele terá baixíssima adesão do movimento e 100% de rejeição da classe produtora, que lhe sempre foi fiel, pois esse pessoal do MST não sabe o que é viver de trabalho, e, sim, vive de encontrar uma teta nalgum governo. Assustadoramente, durante o evento no Palácio dos Bandeirantes, a mesa de autoridades era composta pelas duas autoridades máximas do Executivo e do Legislativo estaduais, porém o mais impactante para a classe produtora foi assistir ao secretário da Agricultura prestigiando um evento em torno do inimigo número 1 do setor. Para nós, produtores rurais, essa cena equivale ao que seria para a população em geral – que já vive aterrorizada pelo crime – assistir ao comandante-geral da PM e o delegado geral da Polícia Civil prestigiarem e aplaudirem um evento em torno das lideranças do PCC.

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

Buri

 

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GOVERNO PARA TODOS

 

Para mim, a relação entre o governo de São Paulo e o MST não tem nada de estranho, e, sim, muitas virtudes, pois é competência do governo cuidar da política agrária. Nada mais justo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, trabalhar em prol dos sem-terra, pessoas simples e sem instrução, que sonham com uma vida mais digna e normalmente são esquecidos pelo Estado e explorados pelos líderes do MST. A aproximação do governo com o MST está colhendo bons resultados, como  a queda de invasões no Estado, pois sabemos que essas invasões causam enormes prejuízos para o Estado e para a sociedade. Tomara que essa parceria continue, para que os assentados possam fixar residência e cuidar da família e que as crianças dos assentamentos tenham condições de estudar. Sou eleitora do Geraldo Alckmin, por isso acompanho o seu trabalho pelas redes sociais e vejo que ele é muito competente e governa para todos os cidadãos de São Paulo, beneficiando todas as cidades do Estado com obras públicas nas áreas da saúde, educação e segurança. Somente uma pessoa desinformada o acusaria de estar deixando de cuidar da população de um modo geral para atender ao MST e aos sem-terra, como forma de agradecimento dos votos recebidos na última eleição – como se ele tivesse vencido a última eleição e sido reeleito já no primeiro turno em virtude dos votos recebidos das regiões onde há assentamento rurais.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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A LUTA DO MST

 

Governador Alckmin, sou seu eleitor e recomendo-lhe não se aliar ao MST & Cia. Pelos idos de 1981, quando o movimento grevista grassava, no Brasil e na América Latina, o presidente recém-eleito do Uruguai, Julio Maria Sanguinetti, vendo-se impossibilitado de governar, por causa da ação da turma das greves, chamou-os para uma reunião e propôs-lhes: “Se eu lhes der tudo o que estão pedindo, vocês me permitem governar por um tempo?”. Resposta obtida: “Não, porque isso é uma luta de classes”.

 

Celso Vicente Fiorini celsofiorini@ig.com.br

São Paulo

 

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TAXI X UBER

 

Já se dizia: aquele que atrapalha o progresso é um retrógado. Pois bem! As excelentes reportagens do “Estadão” sobre o tema acima demonstram, na edição do último dia 18 (página A13), o latente da questão. Sendo o vereador Salomão Pereira (PSDB) dono de um jornal para taxistas, presidente de associação de pontos de taxi e proprietário de 20 taxis, estaria ele interessado em que uma empresa atuante em diversos países no mundo usando tecnologia e serviços de excelência atuem na capital de São Paulo com seus taxis? Mais ainda, o vereador Adilson Amadeu (PTB), com o alcaide Fernando Haddad, que privilegia a implantação de vias exclusivas para ônibus – onde os taxis podem transitar livremente – e ciclovias, tem interesse na entrada da empresa Uber no mercado? São dois vereadores que legislam em concluo com o presidente do Sindicato de Taxis, sr. Natalino Bezerra, em causas exclusivamente próprias! É tudo lamentável porque nós, paulistanos, pagamos preço alto por esse desserviço.

 

Jurandir Ubirajara jurandiru@outlook.com

São Paulo

 

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REGRAS PARA OS TAXIS

 

Falar só futilidades com o taxista é para eles não ouvirem a verdade sobre alguns partidos políticos.

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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INVESTINDO EM MULTAS

 

O digníssimo prefeito de São Paulo, sr. Haddad, solicitou a ajuda do Exército para identificar e erradicar focos do mosquito da dengue, um verdadeiro exército de 50 soldados. Enquanto isso, os integrantes da Guarda Civil Metropolitana ficam aos pares sobre as pontes das Marginais ou sobre viadutos do centro de São Paulo com pistolas radar multando quem ultrapassa os 50 km/h. Como se isso não bastasse, na Marginal Tietê eles estacionam o veículo “sobre” a calçada e montam um tripé com um radar – e são três elementos para cada viatura e radar. Outro golpe aplicado na população é a multa por falta de cinto de segurança e sem comprovação por foto, como a que recebi, com uma observação bastante peculiar: condutor sem cinto de segurança e veículo com os dois vidros laterais abertos. A cidade está suja, a periferia está abandonada, a Avenida Paulista é hoje uma vergonha – e é o cartão postal de São Paulo. Sr. prefeito, hoje podemos falar de boca cheia: a cidade de São Paulo está uma vergonha!

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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ELEIÇÃO EM SP

 

Se realmente o atual prefeito for o candidato de Lula para 2018, vamos todos andar de bicicleta, não por opção, mas por necessidade. Até lá, a Petrobrás já quebrou de vez.

 

Harry Rentel harry@citratus.com.br

Vinhedo

 

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SÃO PAULO, 461 ANOS

 

Já comemorando os 461 anos da fundação de São Paulo, junto-me a todos os paulistanos na alegria pela efeméride e espero deste povo bravo, ordeiro, trabalhador e líder nacional a reação firme contra os desmandos do governo Dilma Rousseff  e do PT. Junto-me, outrossim, aos manifestantes do “Fórum dos Leitores” do “Estadão” de 19 de janeiro de 2016, contra o que classificaram como “manifesto dos advogados criminalistas”. Junto-me, também, à publicação em “Notas & Informações” de 16 de janeiro de 2016 de “Uma decisão controvertida”. Parabéns ao “Estadão” pelos 142 anos de bons serviços.

 

João Ferreira Mota jfmota@ig.com.br

São Paulo

 

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EUCLIDES DA CUNHA

 

Em 1954 tive a honra de representar o Colégio Regente Feijó de Itu na Semana Euclidiana realizada em São José do Rio Pardo. Ontem, li com satisfação a matéria comemorando os 150 anos do ilustre escritor. Parabéns, jornalistas!

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br 

São Paulo

 

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‘ELEFANTES: LIDERANÇA HEREDITÁRIA’

 

Li com profundo pesar o interessante artigo de Fernando Reinach no “Estadão” de sábado (“Elefantes: liderança hereditária”, 16/1, A17) sobre a estrutura de comando dos elefantes, pois de fato dói o coração saber que essa covarde carnificina ainda continua num ritmo descontrolado, apenas pelo marfim, cujo comércio já foi banido em boa parte do mundo e na semana passada foi banido de Hong Kong. Beira o inacreditável saber que a cada 15 minutos um elefante é assassinado. Oxalá se consiga evitar a extinção deste majestoso animal, que já ocorreu com tantas espécies que aqui não mais habitam, como o golfinho chinês Baiji exterminado no rio Yangtze e dado como extinto hoje em dia.

 

Thor Vivacqua de Medeiros rsvivacqua@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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