Fórum dos leitores

A EMERGÊNCIA DO ZIKA VÍRUS

O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2016 | 03h00

Após as informações de que o zika vírus pode ser transmitido pela saliva e pela urina – a Fiocruz encontrou nelas exemplares do vírus ativo –, havendo até sugestão de cancelamento dos Jogos Olímpicos deste ano, dona Dilma Rousseff pediu aos ministros que encurtassem o feriado de carnaval e tentassem – sim, tentassem – estar em Brasília no início desta semana. E convocou uma reunião para hoje, quarta-feira de Cinzas. Deixe-me ver se entendi direito: se a reunião foi marcada para hoje, isso significa que para a “presidenta” esse dia é considerado início da semana? Isso significa que para ela e seus ministros, por serem “incomuns”, o feriado de carnaval é maior do que para o povo que, estando ainda empregado, tem de trabalhar já neste dia. E a pergunta das perguntas: por que as excelências não cancelaram o feriadão? Afinal, o mosquito, diferentemente dos nobres, trabalha ininterruptamente.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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DAR EM NADA

A presidente Dilma marcou uma reunião para hoje para tratar do Aedes aegypti. A reunião já deveria ter acontecido há mais tempo, mas vejamos o que vai sair deste encontro. Provavelmente, nada. Reunião com microcéfalos e anencéfalos que governam o País há 13 anos dá em quê?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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UMA GUERRA QUE JÁ FOI VENCIDA

Aos que dizem que o Brasil deve ganhar a “guerra” contra o mosquito Aedes aegypti, fica a lembrança de que essa “guerra” já foi vencida anteriormente. Isso ocorreu durante o governo do presidente Rodrigues Alves (1902 a 1906). Razões para isso: 1) seu ministro da Saúde era Oswaldo Cruz, fundador do hoje denominado Instituto Oswaldo Cruz (Manguinhos), instituição de renome internacional e criador da Escola Nacional de Saúde Pública, onde seus sucessores no Ministério da Saúde – até o governo Figueiredo – estudaram. 2) O quadro financeiro federal ia bem por causa do ciclo da borracha na Amazônia, mas, mesmo assim, procurou ampliar sua arrecadação com o saneamento dos portos para a exportação de café. Naquele período, navios não atracavam no Rio de Janeiro e em Santos pelo temor da febre amarela (também transmitida pelo Aedes aegypti). 3) Uma filha de Rodrigues Alves faleceu por causa da febre amarela. Fica assim o desejo de: 1) se há mais de 100 anos Oswaldo Cruz, com seus batalhões “mata-mosquitos”, conseguiu em um mês vistoriar 14.772 prédios e extinguir 2.328 focos de larvas do Aedes aegypti na cidade do Rio de Janeiro, como isso não pode ser repetido e/ou ampliado no século 21? 2) Rápida busca sobre zika vírus no Brasil no conceituado portal da Biblioteca Nacional de Medicina Americana (https://www.nlm.nih.gov/) constatou a publicação de 18 artigos datados de 2015 e já de 2016. Essas publicações tornam patente que a atual medicina brasileira honra o legado de Oswaldo Cruz. É só procurar quem entende mais de medicina e menos de política. 3) O desejo sincero de que a saúde pública no Brasil não necessite da morte de algum parente de políticos eminentes e/ou do nascimento de netos desses políticos portadores de microcefalia decorrente de infecção pelo zika vírus para que medidas efetivas de saneamento ocorram.

Milton L. Gorzoni gorzoni@uol.com.br

São Paulo

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O DRAMA DA MICROCEFALIA

Tendo em vista que pais de crianças nascidas com microcefalia abandonam suas parceiras, que o Sistema Único de Saúde (SUS) não consegue atingir todos os casos para ajudar essas crianças, e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é absolutamente contra o aborto (conseguido facilmente pelo “andar de cima” da sociedade), faço uma sugestão: que a CNBB deixe público um endereço, no Brasil inteiro, principalmente nos grotões, onde as mães possam deixar seus filhos para serem cuidados com o cuidado que qualquer vida merece. Aí, sim, mostrariam que praticam o “respeito à vida” que tanto pregam. Falar e não praticar é, no mínimo, uma atitude canalha.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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ESTÁ NA HORA

Quando da ocorrência de situações emergenciais e sinistros de grandes proporções, autoridades – principalmente governadores e prefeitos que, certamente, deixaram de agir proativamente no sentido de solucionar seus problemas potenciais – recorrem às Forças Armadas e criam dispositivos para que elas, mesmo fora das suas atribuições constitucionais, sejam mobilizadas para atender os imprevistos. Foi assim no reforço à segurança pública no Rio de Janeiro e na construção, Brasil afora, de rodovias ou nas suas restaurações, quando danificadas por aguaceiros, por exemplo. Tudo indica que se desenha agora mais uma convocação, a de combater o Aedes aegypti, que ameaça até a realização dos Jogos Olímpicos. Sendo o setor do Executivo com os salários mais achatados, sem reajuste digno há mais de dois anos, não estará mais do que na hora de o governo considerar uma ação definitiva visando a promover alívio financeiro a uma categoria que, segundo pesquisas repetidas, é uma das que mais inspira confiança à sociedade, além de não promover greves paralisantes nem realizar passeatas reivindicatórias?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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FILHO DE PEIXE

Lulinha ganhou do Corinthians mais de R$ 500 mil sem trabalhar, na época da construção do Itaquerão, estádio do time do coração de seu pai, Lula. Se a Polícia Federal apertar, concluirá que a participação de Lula no programa “Minha Casa, Minha Vida” tem conexão com o tríplex do Guarujá, com o sítio de Atibaia e, agora, com o Itaquerão.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONTA DE MENTIROSO

A reforma daquele tríplex, no Guarujá, que não pertencia à família Lula da Silva e que ninguém sabe por que foi feita, custou R$ 777 mil, e Lula visitou aquele sítio em Atibaia, que também não lhe pertencia, 111 vezes. 777 divididos por 111 é igual a 7, e 7 é conta de mentiroso – a conta de Lula.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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SEM CRÉDITO

Incrível como as empreiteiras OAS e Odebrecht estavam sem crédito. Compraram todos os materiais do apartamento tríplex do Guarujá e do sítio em Atibaia em dinheiro vivo.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ATO FALHO

Quanto mais os petistas mentem, mais se enrolam. De um lado, o sítio não é do ex-presidente Lula, e, do outro, vem o ex-ministro Gilberto Carvalho e diz que acha a “coisa mais natural do mundo uma empreiteira reformar um sítio para o Lula”. Ato falho faz dessas. Quer dizer, então, que duas empreiteiras reformaram de graça um sítio de quem não conhecem nem faz parte de seu círculo de amigos ou negócios porque um dia o ex-presidente Lula e família poderiam passar fins de semana e férias ali? Uma coisa é certa: mentir, não importa quando e por que, tem perna curtíssima. Nessa o “Gilbertinho” entregou todo mundo de bandeja para a Operação Lava Jato. Instituto Lula, advogado, Lula, Lulinha, empreiteiras, tudo e todos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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TROCA DE FAVORES

Ao afirmar que seria a coisa mais normal do mundo se a Odebrecht tivesse bancado a reforma do sítio de Atibaia, o ex-ministro Gilberto Carvalho resvala pelo perigoso terreno movediço do conceito de troca de favores. Por definição, um dos significados de corromper é “tornar podre”. E quando a troca de favores começa a exalar podridão é que passa a existir “algo de podre no reino da Babilônia”.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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METAMORFOSE LULISTA

O ministro Jaques Wagner, em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” (3/1/2016), ressaltou que o PT “errou” ao “reproduzir antigas metodologias” e concluiu dizendo que seu partido encarnou o ditado “quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza”.  Retomando sua assertiva, e à luz do que se noticia diariamente, podemos parafrasear o próprio ex-presidente Lula e destacar que não tem neste país alma mais lambuzada do que ele.

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

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ELITES

Pois é, o homem mais honesto do mundo, aquele que nunca sabe de nada, que tem amigos desinteresseiros, que gostam de lhe dar presentes caros, como sítios, apartamentos e outros mimos, pode ter certeza de uma coisa: seu sítio jamais será invadido pelo MST e seu apartamento tríplex jamais será ocupado pelo movimento dos sem-teto. Afinal, esses dois movimentos, comandados pelo seu partido, só invadem propriedades pertencentes às elites, e não as que pertencem à classe trabalhadora, como é o seu caso. Mas, se houvesse uma tentativa de invasão, ele certamente diria que a propriedade é um direito sagrado e está assegurado pela Constituição. Quem diria que o PT desceria tanto? E olha que está aparecendo só a pontinha do iceberg! Nunca antes neste país se roubou tanto, principalmente os sonhos de uma população desencantada.

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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‘QUERO MINHA COTA NO TRÍPLEX’

Ignácio de Loyola Brandão, em seu artigo/denúncia “Quero minha cota no tríplex” (5/2, C8), mostra com coragem e clareza o modo petista de tratar os fatos.  Tendo sua mulher como cooperada da Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, Ignácio de Loyola compareceu a uma CPI sobre a “famigerada” cooperativa. Um deputado petista começou a chamá-lo de Luiz Ignácio e, como todo petista no poder, ignorou as razões do escritor. Sou solidário ao brilhante escritor, que, como milhares de brasileiros, são vítimas de incompetentes que “governam” este país há mais de uma década, ironizando e escarnecendo em cima dos cidadãos que trabalham e contribuem.

José Roberto de Jesus zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito

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NEGÓCIOS NEBULOSOS

Achei fantástica a crônica de sexta-feira do sr. Ignácio de Loyola Brandão e quero sugerir que cópia dela seja enviada ao sr. Lula e família, a seu advogado, ao sr. Rui Falcão, ao responsável por dar respostas automáticas do Instituto Lula e a mais alguns que vocês acharem pertinente. Tenho certeza de que, se algum deles ler, vai perder o sono e certamente terá de arrumar novas desculpas esfarrapadas para tentar justificar o injustificável, de que o famoso tríplex não é da família Lula da Silva. Quanto aos últimos parágrafos, em que é contada uma breve história do ex-presidente americano Harry Truman, se Lula os ler, quem sabe terá um pouco de vergonha ou verá a grande oportunidade que desperdiçou de passar para a história do Brasil como um estadista, e não como alguém que todo dia precisa arranjar advogados para tentar livrá-lo dos negócios nebulosos em que se meteu.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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AS PIADAS DO MAIS HONESTO

O mais honesto dos políticos, Santo Lula, sabe contar piadas: a do sítio em Atibaia, onde esteve com familiares, e até comendo coelhinhos, por 111 vezes em 2015, mas do qual não é dono. E a do apartamento tríplex, na Praia das Astúrias, no Guarujá, em cujo imóvel a OAS gastou por volta de R$ 800 mil em reformas, porque Lula não gostou do apartamento, que não lhe pertencia. Na verdade, a OAS reformou para ficar guardando o imóvel. No sítio em Atibaia quem gastou foi a Odebrecht, e no apartamento do Guarujá, a OAS. Elas não estão envolvidas na Operação Lava Jato? Receberam vantagens na Petrobrás em razão de Lula? Processo nele e ele que se explique para o povo deste país! Inclusive pode assim fazer contando mais piadas...

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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DIFÍCIL DE EXPLICAR

Investiguem a vida inteira do “cara” de pau, pois muito antes da Presidência ele já morava em casas e apartamentos (difícil de explicar) de companheiros e compadres. O laranjal vem de décadas, os filhos cresceram aprendendo. Isso enquanto o brasileiro de bem vende seus bens para pagar dívidas e vai morar em casinhas pequeninas.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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ANGÚSTIA PELA PERSEGUIÇÃO?

O título de “investigado” deve ter deixado aquele inominável senhor, que se arvora a “alma mais honesta” do País, angustiado e considerando-se perseguido. Há mais de 20 dias este senhor não aparece para se defender das possíveis acusações que lhe são atribuídas e usa seus camaradas para dar desculpas esfarrapadas, desencontradas e até mesmo hilárias sobre um possível tríplex e um sítio que seriam seus e que foram ricamente embelezados por donos de empreiteiras “muy amigas”. Já que ele nunca sabe de nada, diante de tão graves acusações, deveria nesta oportunidade assumir a verdade em público e, assim, pôr um fim na sua angústia e na “terrível” perseguição.

Leila E. Leitão

São Paulo

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BATATAS AO FORNO

A Operação Lava Jato faz lembrar a novela “O Direito de Nascer”, em 1964, que parecia não ter fim, como é o caso do famoso tríplex, no Guarujá, em que se discute se o apartamento, com elevador privativo, é ou não é do ex-presidente Lula. Qualquer iniciante a um título de imbecil sabe da promiscuidade entre os grandes empresários e os governos de plantão. Depois do carnaval, as “Cinzas” de Lula e de dona Letícia estarão diante de juízes, para esclarecer o imbróglio em que se meteu o “padrinho” das empreiteiras. Almas penadas e almas puras, perdoai o energúmeno eneadáctilo, ele não sabe o que diz, ele não sabe de nada, mas não se pode negar a sua dupla identidade. No país da Alice, autoproclama-se a alma mais honesta do Brasil e de estar imunizado da presença do japonês da Federal. Só que agora, no próximo dia 17 de fevereiro, Lula e dona Marisa Letícia estarão respondendo às perguntas de juízes da Polícia Federal. Está no livro de “Eclesiastes” (“Bíblia”), que há tempos de perguntar e tempos de responder.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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OPERAÇÃO LAVA JATO – O DEPOIMENTO DE DIRCEU

Sugiro ao Ministério Público Federal e ao juiz Sérgio Moro que peçam um laudo psiquiátrico forense do sr. José Dirceu. Os sinais de sociopatia estão todos ali: nenhum remorso, nenhuma culpa, megalomania, arrogância, frieza extrema. Este elemento não tem a menor condição de viver em sociedade. Na primeira oportunidade, ele vai delinquir de novo e de novo! E que seja mantido em presídio de segurança máxima, pois num presídio comum ele encontrará uma maneira de fazer das suas. Quem ouviu trechos do depoimento deste senhor não ficou com dúvida nenhuma sobre isso.

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 

Florianópolis

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LOBISTAS, DOLEIROS E POLÍTICOS CORRUPTOS

Segundo as melhores definições, o “lobby” é uma atividade de convencimento “exercida dentro da lei e da ética”. No entanto, ultimamente tem se visto lobistas na prisão e o seu envolvimento em estrondosos esquemas de corrupção, que mancham a imagem de governantes, burocratas, parlamentares e outras figuras que, pela posição que ocupam, deveriam estar acima de qualquer suspeita. Outra figura subterrânea é o doleiro. Alguns estão presos e também revelam esquemas montados para gente tida como boa lavar dinheiro da corrupção ou de origem ilícita. Recorde-se que, no impeachment presidencial de 1992, também havia um doleiro. Precisamos encontrar o formato para a atuação legal e ética dos lobistas. Separar os éticos dos criminosos, da mesma forma que expulsar doleiros e todos os corruptos do governo, do parlamento e da máquina pública. Encontrar meios lícitos e fiscalizáveis para o custeio das eleições e exercer severo controle patrimonial sobre todos os que se investem em funções públicas ou assemelhadas. O povo brasileiro está farto de tanta sujeira que muitos dos envolvidos insistem, descaradamente, em justificar.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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‘SEMIPRESIDENCIALISMO’

A opinião do dr. Miguel Reale Júnior publicada no “Estado” de 6/2/2016, página A2 aborda com muita propriedade o tema da presidencialismo de coalizão, mecanismo que nos deixa expostos à “ditadura da propina”, em razão da falta de compromisso dos deputados eleitos com seus eleitores e o grande poder do Executivo. Nosso sistema eleitoral é perverso na medida em que o sistema de voto proporcional não vincula os eleitos a uma determinada base de eleitores. Pode-se votar num candidato e eleger um outro candidato, e até de outro partido. As campanhas são caríssimas. Uma vez eleito, o deputado fica vulnerável a ser cooptado pela influência do Executivo. Embora o modelo proposto pelo dr. Miguel Reale Júnior pudesse quebrar em parte essa grave distorção, concordo com que a mudança do modelo eleitoral por meio de voto distrital é absolutamente essencial. Precisamos dar mais poder aos eleitores para controlar seus representantes e, assim, ter um mínimo de coerência na nossa política. Mais importante que o semipresidencialismo é o sistema de voto distrital.

Carlos de Oliveira Ávila gardjota@gmail.com

São Paulo

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‘SOMOS TODOS CORRUPTOS?’

Em editorial, o “Estadão” lançou a seguinte pergunta: “Somos todos corruptos?” (6/2, A3). Certamente, o brasileiro em geral não é. No meu entender, o problema é outro e mais preocupante. Aqui, como infelizmente na maioria das nações do Terceiro Mundo, política é um jogo vicioso usado para enriquecer os eleitos, seus familiares, cupinchas e militantes, assim como para manter o controle sobre as benesses e boquinhas criadas sempre em benefício próprio. Os políticos, que deveriam ser nossos representantes na defesa de interesses coletivos, cuidam somente da defesa dos próprios.  Este o maior problema. Em muitos países desenvolvidos, por exemplo, vereadores são cidadãos, atuantes e bem-sucedidos em suas profissões, que doam, sem remuneração, algumas horas da semana para cuidarem dos interesses coletivos. São como síndicos. E, geralmente, os políticos de nações desenvolvidas e sérias trabalham e se sacrificam como representantes de sua base eleitoral, pois ganhariam mais atuando na área privada. Dão sua cota para ajudar seu município, Estado ou nação. Esta é a grande diferença. Eles servem ao bem comum, os nossos se servem do bem comum para cuidar de si e dos seus. E essa mentalidade, infelizmente, está tão enraizada que muitos a acham normal e, se um dia chegarem a se eleger a um cargo público, pensam fazer o mesmo. Nós não somos corruptos. Nosso sistema é que corrompe e tem de ser mudado. Mas como fazer esta mudança? Eis o xis da questão!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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NOSSO SISTEMA POLÍTICO

Excelente editorial o que o “Estadão” publicou em 6/2/2016 (“Somos todos corruptos?”). Ele joga luz sobre uma realidade que norteia o sistema político vigente em nosso país: a de que existem agentes públicos capazes de fazer “o diabo” para conquistarem e se perpetuarem no poder. Em linhas gerais, um sistema é um conjunto de partes interrelacionadas e interdependentes voltadas para um objetivo. Tal conceito tem sua origem na Teoria Geral de Sistemas (TGS), que foi desenvolvida pelo biólogo austríaco Ludwig von Bertalanffy e difundida entre os anos 1950 e 1960. Com base nessa teoria, um outro conceito muito trabalhado em Administração também ganha força e relevância: o de sinergia (sincronia + sintonia), segundo o qual o todo é maior que a soma das partes. Quanto aos elementos que definem um sistema, temos: inputs, processos, outputs, feedback, abrangência e limites do sistema, ajustes e adaptações do sistema e objetivos. Para ilustrar o exposto acima, pensemos num sistema político. Independentemente de quem governa esse sistema, o seu objetivo sempre será a conquista e manutenção do poder sobre a sociedade. Em vista disso, os recursos humanos, financeiros, materiais e tecnológicos vão interagir entre si de maneira a constituir os inputs, processos e outputs, bem como proverão o feedback necessário para retroalimentar o sistema. Quanto à abrangência e ao limite do sistema político, isso dependerá do espaço onde está situada a sociedade em questão. Quanto aos ajustes e adaptações do sistema político, eles ocorrerão de maneira constante e permanente, de maneira que os elementos permaneçam em sintonia e sincronia na consecução dos objetivos traçados por quem governa esse sistema.

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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NÃO JUSTIFICA

Cada vez que se divulga um caso de corrupção envolvendo o PT, eles ficam justificando seus crimes citando outros partidos e seus crimes. Isso todo brasileiro sabe, está difícil de achar político honesto. A dúvida é: quando o PT foi criado, não era o seu principal objetivo combater a corrupção? Acho que no meio do caminho mudaram de ideia e resolveram pegar a maior fatia do bolo.

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

São Paulo

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PELO VOTO

Dias virão em que o povo pode acabar perdendo a paciência, tal como aconteceu na Romênia com o fuzilamento do casal Ceaucescau, após uma tenebrosa ditadura. Bem, se o lulopetismo for fuzilado pelo voto popular, essa reação já estará de bom tamanho.

Gervásio Mendes Angelo gervasiomangelo@hotmail.com 

São Paulo

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CORRUPÇÃO – OPERAÇÃO ALBA BRANCA

Caso seja reconhecido o efetivo envolvimento no escândalo do superfaturamento da merenda escolar em São Paulo, do presidente da Assembleia Legislativa, o promotor Fernando Capez, espera-se que sejam tomadas contra ele – o deputado mais bem votado no Estado – as providências cabíveis, com a celeridade que o caso requer, bem como em respeito ao expressivo número de eleitores que nele confiaram o seu voto, numa época de tão escassos valores morais.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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DEPUTADO, PEÇA PARA SAIR

E aí, sr. Capez, vai agir como seu colega Eduardo Cunha? Seja íntegro e peça licença da presidência da Assembleia Legislativa até que seja esclarecida sua conduta no caso de propinas da merenda escolar sob investigação na Operação Alba Branca.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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ROUBO NA MERENDA

Deu zika até na merenda escolar do governo Geraldo Alckmin. Nestas alturas, confiar em quem?

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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PLANO DE AÇÃO

A República é formada pelos Três Poderes. A lacuna aberta pela falha num dos poderes tem de ser preenchida pelos outros ou ao menos solucionada. A responsabilidade na equação econômica é de igual magnitude às de crises sociais ou ameaças bélicas. Assuntos concretos ditados pela realidade cotidiana merecem tratamento emergencial. Exemplo maior é o do desempregado, cuja prioridade é trazer dinheiro para casa a todo custo, daí aceitar qualquer tipo de trabalho. O tempo, portanto, urge. Será covardia penalizar ainda mais a sociedade aumentando impostos, quando o xis da questão é a incapacidade administrativa do gestor. Não há ideologia que explique aumento da indigência. A vida política começa hoje, logo após o carnaval. Há tempo suficiente para os Poderes nos apresentarem um plano de ação viável. Mãos à obra!

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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CRISE

Nenhuma novidade na história do Brasil a existência de crise financeira, ética e política nos Três Poderes da República, suprimindo os direitos básicos do cidadão, prejudicando desde o crescimento da economia, renda e emprego até a confiança do investidor estrangeiro. Somado ao caos, temos a ausência de propostas concretas e de uma união de classes visando a restaurar o mínimo de decência na administração pública que traria benefícios a todos. Infelizmente, nossos intelectuais, classe artística, o empresariado e demais setores que deveriam engajar-se em busca de mudanças estão apáticos, tímidos e acovardados ante este governo tirano e inflexível em seu projeto de poder eterno. Faltam propostas e projetos visando a acelerar a economia, diminuir a corrupção e restaurar a República. Recordo que nas democracias prevalece a escolha da maioria do povo, que, por meio do voto, elege seus representantes. Entretanto, nossos eleitores ainda são conduzidos por pequenos favores e, por serem analfabetos funcionais, são incapazes de pesquisar antes de votar ou reivindicar pacificamente seus direitos. Felizmente, surgiu um alento com o excelente e profícuo trabalho realizado pelo Ministério Público na fiscalização das administrações públicas do País, rendendo ações que impedem o mau uso dos recursos públicos e até condenações, algo inédito no País e que tem deixado muitos políticos inquietos, obrigando-os a cumprirem as leis. Acredito que o valor de auxílio-moradia pago ao Ministério Público é compensado quando trabalham com afinco e impedem que o dinheiro público seja desviado para a corrupção, enquanto oferecem provas para punição de seus autores.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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QUANDO A FICHA CAIR

Quando passar a euforia da Olimpíada este ano, a população brasileira vai cair na real e tomar conhecimento das dívidas contraídas pelo governo para a realização dos eventos esportivos. Quando a ficha cair, diante de vários elefantes brancos, construídos para a Olimpíada, o arrependimento de não se ter investido em infraestrutura, saúde e educação será enorme.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CONSELHOS AO CONSELHÃO

Como, ao que consta, a reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, convocado recentemente pela presidente Dilma Rousseff para solucionar a crise, foi um magnífico fiasco, talvez valesse a pena dar um conselho aos membros do Conselhão. Por que não aconselhar o governo a reduzir seu mastodôntico tamanho às reais capacidades econômico-financeiras do País? Quando os governos federal, estaduais e municipais couberem no bolso da Nação, possivelmente as coisas comecem a se arranjar. Para início, poderíamos pensar em: 1) reduzir o número de ministérios de 39 para 13; 2) idem o número de senadores, de 81 para 54, dois, em vez de três, por unidade da Federação. 3) Idem para o número de deputados federais, para algo como 250, em vez dos atuais 513. Também as Assembleias estaduais e as Câmaras de Vereadores deveriam ter drástica redução do número de seus membros. Isso não é tudo. É preciso pôr logo na cadeia os membros das quadrilhas que estão destruindo o País. As medidas aconselhadas não são nem utópicas nem perversas. Serão inaceitáveis para a classe política. Embora anacrônica, porém republicana, como gostam de dizer nossos demagogos, talvez a solução seja a guilhotina, difícil de aceitar, nos tempos de hoje.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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ELEIÇÕES 2018

Com um ano de governo, já podemos avaliar os primeiros resultados da gestão dos 27 governadores. Em 2018, espero que os brasileiros escolham para presidente um candidato que tenha demonstrado sua capacidade de governar um Estado. É o mínimo que desejo para o Brasil.

Alfredo M. Dapena alfredomdapena@gmail.com

Rio de Janeiro

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A REAÇÃO DOS ELEITORES

Os políticos inescrupulosos deste desgoverno enriquecem roubando o dinheiro do contribuinte, como se estivessem sacando da própria conta. Enquanto isso, saúde pública, educação, rodovias, hidrovias, ferrovias, portos, saneamento básico, segurança e moradias estão em frangalhos. Além disso, o País está sendo administrado por incompetentes, responsáveis pela inflação alta, pelo desemprego, pela falta de credibilidade e por indústrias sucateadas. Temos de reagir e não perder a esperança para mudar essa vergonha. Cabe à sociedade sair às ruas clamar pelo impeachment. Caso isso não venha a ocorrer, não votar nesta corja nas próximas eleições.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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CARNAVAL NA VILA MADALENA

Sou assídua leitora do jornal “Estado” e há muitos anos leio e guardo alguns dos artigos de Carlos Alberto Di Franco sobre família, jovens, educação. Hoje, peço ajuda para divulgar o que estou vendo nos arredores de casa (moro na Rua Fradique Coutinho, ao lado da Estação Fradique Coutinho do metrô). Eu e meu marido decidimos passar o carnaval em São Paulo e lemos no jornal sobre o carnaval na Vila Madalena. No sábado, ao passarmos na frente da estação de metrô às 15 horas, vimos centenas de jovens e muitos, evidentemente, menores portando garrafas de bebida alcoólica nas mãos, bem como copos e bolsas térmicas a tiracolo. Muito triste ver estes jovens vindos não sei de onde, em turmas ou não, e saber que estão longe de suas comunidades sem o olhar de um adulto que os conheça (pais, vizinhos, amigos, conhecidos), testando limites e ficando à mercê de possíveis traficantes (sabemos que há muitos pelo bairro) e sabe-se mais o quê (por exemplo, o estupro que aconteceu no Parque do Ibirapuera no mês passado). O pior é que é uma situação apoiada pela Prefeitura de São Paulo, que deve gastar milhões em recuperação de drogados (cracolândia) – e sabemos nós que a bebida alcoólica é a porta de entrada para as drogas. Liguei no 156 (disque prefeitura), que me disse não poder registrar minhas observações. Que tal? Adoro o carnaval, mas não vou para a Vila Madalena, porque é muito triste ver a juventude nessa situação. E os parentes, onde estão? Só vão saber o que seus jovens estão fazendo quando a vaca foi para o brejo, quando algo deu de errado. Não tenho filhos, mas me sinto, sim, responsável por relatar o que meus olhos veem, como diz uma amiga minha educadora, Alda Luba: “Há um ditado africano que diz ‘it takes a whole village to raise a child’”. Está na hora de nossos governantes e familiares se conscientizarem disso. União, é disso que precisamos para lutar contra uma mídia e contra programas que incentivam o alcoolismo na infância e na juventude, e a baderna também.

Ana Maria Peres Cardoso anamariaperescardoso@gmail.com

São Paulo

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TRANSPORTE SOFRIDO

Ao sofrido transporte coletivo de São Paulo (4/2, A3) devemos somar a interminável construção das linhas de metrô: 14 anos para a linha amarela, e vai levar mais 3, então são 17 anos para fazer 17 km. Que “eficiência”. Isso porque o transporte urbano é prioritário. Imaginem se não fosse.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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O BRASIL NO RANKING DA MISÉRIA

Circulou na mídia que o Brasil está bem colocado entre os 10 países mais miseráveis do mundo. Quem informou foi o Misery Index, da Bloomberg. Essa condição é função da soma dos índices de inflação (já entre as maiores do mundo) e de desemprego (beirando 30%, se computados os parasitas do Bolsa Família) projetados para o ano de 2016. O campeão de miséria por anos seguidos é a Venezuela, país por que Lula e Dilma têm verdadeira adoração e fixação por chegar ao seu nível e, quiçá, ultrapassá-lo.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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BRASIL E VENEZUELA

Após ler a notícia da intenção de nacionalização das fábricas de alimentos pelo governo da Venezuela, lembrei-me da consternação de meu filho, que trabalha numa grande multinacional, pela dispensa de muitos colegas, muitos excelentes profissionais. Acompanhei, desde o governo Chávez, a derrocada da Venezuela com a evasão de muitas empresas que, aos poucos, foram transferindo suas operações e até suas sedes regionais para outros países, como a Procter&Gamble para o Panamá. O governo PT, da nossa presidenta, não acompanha só o bolivarianismo da Bolívia e Equador, mas caminha para o desmonte muito similar ao da Venezuela. A nacionalização da Vale, realizada no governo Dilma, a mando de Lula, já trouxe como piores resultados não só prejuízos naturais e financeiros, como humanos, que o digam os prejudicados sobreviventes da tragédia anunciada pela Samarco/Vale em Mariana (MG). A violência na Venezuela, que é uma das maiores do mundo, já chegou aqui. E a censura só não arribou no Brasil graças à persistente vigilância das nossas instituições democráticas.

Regina M. Ferrari ferrari@tavola.com.br

Santana de Parnaíba

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ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS

Um recado a Hillary Clinton: quando indagada pelo seu concorrente Bernie Sanders, candidato a representante do Partido Democrata, sobre os valores cobrados em suas palestras, responda que é bem menor do que os de Lula, ex-presidente do Brasil, cerca de US$ 130 mil, em valores atuais.

Claudio A. S. Baptista Clabap@45gmail.com

São Paulo

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ASSANGE, O POBREZINHO

Quantos acusados de estupro e de vazamento seletivo de documentos que comprometem a segurança nacional de alguns países têm a chance de ficarem “presos” numa embaixada, com tratamento de hotel cinco estrelas e direito à insuflação da própria imagem de vítima, de oprimido e de pobre perseguido? Um Peter Pan moderno, Julian Assange deve se considerar. Assange e seu Wikileaks tiveram acesso a muita coisa, mas nada foi publicado sobre a Arábia Saudita, o Irã, a Coreia do Norte, a Venezuela e tantas outras nações que cometem crimes contra os direitos humanos e atentam contra a paz mundial. Agora, Estados Unidos, Israel, Alemanha e outros países civilizados foram metralhados pelos vazamentos selecionados pelo Wikileaks. O cunho anarco-esquerdista de Assange remonta à eterna tentativa de semeadores do caos, que querem implodir o que ainda resta da ordem mundial. Agora, Assange pede para deixar a Embaixada do Equador sem ser preso, e a ONU pede que a Suécia e o Reino Unido o indenizem por sua “detenção forçada”. Muito “mimimi” para um sujeito com sérias acusações criminosas e que – visivelmente – quer se fazer de vítima para esconder sua obscuridade.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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