Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2016 | 02h55

Décadas de abandono

Em atividade promocional, a mulher sapiens, no Rio de Janeiro, tendo como foco o combate ao mosquito Aedes aegypti (13/2, A17), disse que o Brasil está “correndo atrás de décadas de abandono da questão do saneamento”. Como o governo do PT tem, até o momento, duração de pouco mais de uma década e três anos, Dilma quis localizar a crítica no governo FHC. Mas seu partido teve poder para desfazer o “abandono” a partir de 1.º de janeiro de 2003, com Lula, e, melhor ainda, com Dilma a partir de 2011. Falando em “saneamento” (entendido como coleta e tratamento de esgotos), proclamou ela: “Nos últimos tempos, nós fizemos mais saneamento do que (nunca) na História deste país”. Mas ainda faltam quase 50% de moradias a serem contempladas. E é bom lembrar que, dos quase 40% do PIB de carga tributária do País, dois terços são arrecadados pelo governo federal, mas saneamento é encargo dos municípios, que dividem com Estados o terço restante dos tributos. Mãos à obra, presidenta.

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Guerra ao ‘Aedes’

Incompreensível o descaso do governo federal com a epidemia de dengue, chikungunya e da terrível zika, que tem causado microcefalia em bebês e destruído sonhos de milhares de pais. A população não suporta mais os discursos vazios solicitando que faça sua parte, enquanto o governo remete milhões de dólares em ajuda ao exterior, mas impede o envio de verbas ao respeitado Instituto Butantan para pesquisar vacinas e formas de combate ao Aedes aegypti. É revoltante saber que o Ministério da Saúde recomenda a aplicação de repelente, mas os governos cobram altos impostos nesse produto, impedindo que as classes desfavorecidas o comprem.

DANIEL MARQUES

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

CPMF contra o mosquito...

Nosso ministro da Justiça declarou que a CPMF é importante para conter o mosquito Aedes aegypti. Depois dessa pérola, José Eduardo Cardozo acha que o povo brasileiro o levará a sério quando diz que o Lulla é uma pessoa ilibada e a campanha de dona Dilma não teve caixa 2?

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Mais dinheiro?!

Cardozo hoje mais parece titular do “Ministério da Injustiça do Brasil”. Quer porque quer a volta da CPMF para ajudar sua “presidenta” a continuar governando (?) um país que não a quer mais! Ora, não é possível acreditar que S. Exa. não saiba qual será o destino de mais essa montanha de dinheiro que arrancaria as veias do trabalhador (sim, porque o suor, a carne e o sangue já se foram, para custear inúmeros escândalos e desvios de toda ordem, enquanto a inadimplência popular atinge níveis insuportáveis). O dinheiro do povo precisa estar nas mãos de funcionários competentes, honestos e que amem o Brasil. Não parece ser o caso dos que estão aí. A única diferença entre os membros da atual cúpula governamental e a sra. Marilena Chaui é que esta odeia só a classe média...

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

A verdade dos fatos

Dilma, demagogicamente, em mutirão de combate ao Aedes aegypti no Rio de Janeiro, alegou que Lula é injustiçado e que o Brasil lhe deve muito. Causam muita surpresa essas afirmações, que em nada condizem com a realidade. Lula foi leniente com a corrupção, fechou os olhos quanto ao esquema de esfacelamento da Petrobrás, ajudou a carrear recursos para seu partido de forma não lícita, além dos casos do sítio em Atibaia e do tríplex no Guarujá, pelos quais ele está sendo investigado. Nessas circunstâncias, o Brasil deve muito a ele ou ele tem de prestar contas ao Brasil? Os fatos não mentem.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Que injustiça!

Lula, com direito a tríplex, sítio cinematográfico para descanso, 37 caixas de bebida (pelo menos) e atendimento médico no Einstein e no Sírio, segundo Dilma, “é objeto de injustiça”. E os milhares de brasileiros, cooperados da Bancoop que perderam a grana? E os demais sem-teto, com direito apenas a uma dose de cachaça da pior qualidade para “espairecer”? E os sem-saneamento básico, com direito a zika, dengue e microcefalia, empilhados nos corredores dos hospitais do SUS, são objeto do quê, douta presidenta?

ULISSES NUTTI MOREIRA

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

Assunto de Estado

O nível de gravidade dos embaraços de Lula sobe na medida em que a presidente da República, entretida com afazeres tão pequenos quanto o de governar um país em crise, precisa vir a público para defendê-lo.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Vox populi

Dilma e Lula estão no mesmo barco da corrupção. É o roto defendendo o esfarrapado e vice-versa. Mas a voz do povo condena os dois pelos “malfeitos” cometidos contra a Nação.

LUIZ BIANCHI

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

Às favas

Lula acostumou-se à bajulação fácil que cerca o poder. Incorporou o personagem de “salvador da pátria” que marqueteiros lhe imputaram. Realmente, ele “se achou”! Hoje, quando se desnudam falcatruas e “gentilezas” fruto das grandes amizades que apequenam a sua imagem, Lula não se conforma. Considera-se objeto de injustiça, sem entrar no mérito das práticas e dos benefícios incompatíveis que lhe são atribuídos. A esperança antes nele depositada passou a frustração popular pela constatação da prática de uma política retrógrada. Em sua vaidade, Lula só vê a si mesmo. Às favas os que viverão para pagar por seus erros.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Roubo e receptação

Está na hora de o Ministério Público, o juiz Sergio Moro ou quem de direito solicitar à Polícia Federal que faça, urgentemente, a busca e apreensão dos bens – do povo brasileiro – que foram “transferidos” do Palácio do Planalto para o sitiozinho em Atibaia. Uma vez encontrados, os que levaram, ou mandaram levar, deverão ser presos por roubo. E o proprietário do local – seja ele quem for – deverá ser preso por receptação.

JOÃO PEDRINELLI

joao.pedrinelli@terra.com.br

Campinas

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O ZIKA E A PRESIDENTE

 

No afã de capitalizar politicamente a campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti, a presidente Dilma Rousseff cometeu a imprudência de afirmar repetidamente, de forma categórica, que o vírus zika causa microcefalia. Embora essa possibilidade seja verdadeira, não há comprovação definitiva ainda, como bem demonstram os artigos de Fernando Reinach (“Microcefalia: falta o denominador”, 13/2, A15) e outros. Tão importante quanto a campanha em si e os alertas para as possíveis complicações é não causar pânico na população com informações desencontradas e não comprovadas, especialidade infeliz da presidente.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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FALTA O DENOMINADOR

 

Fernando Reinach (13/2, A15) tem razão quando diz que ainda não é possível afirmar relação de causa e efeito entre o zika vírus e as síndromes neurológicas nos fetos – até porque causalidade é algo muito difícil e demorado de provar em ciência. Mas, como Reinach mesmo afirma, mulheres grávidas não podem esperar até que a causalidade esteja cabalmente comprovada. Já estamos diante de um fato inédito e importante no campo científico: há indícios fortes de correlação entre a infecção e as graves consequências para o feto, algo que antes não se sabia. Isso já é motivo suficiente para orientar políticas de urgência para planejamento familiar e atenção à deficiência. Esse dado já exige que o sofrimento das mulheres grávidas esteja no foco da ação do Estado, que precisa garantir simultaneamente o direito ao aborto e suporte integral para aquelas que desejem prosseguir com a gestação.

 

Cássia Valéria de Castro cassia.v.castro@gmail.com

Brasília

 

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NÚMEROS

 

Muito bom o artigo do professor Fernando Reinach na edição de 13 de fevereiro. Efetivamente, não serão a ânsia de “furos” e a replicação apressada e ideológica de colocações colonialistas e eugenistas de experts internacionais que vão nos dar o verdadeiro risco para a população que apresenta a infecção pelo vírus zika. Precisamos dos verdadeiros números, de todos os números.

 

Luiz E. Garcez Leme lueglem@gmail.com

São Paulo

 

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O RISCO DA MICROCEFALIA

 

Os artigos de Fernando Reinach (“Microcefalia: falta o denominador”) e de Thomaz Rafael Gollop (“A microcefalia não é uma só”) levantam uma questão muito relevante. Qual é o risco real de um bebê desenvolver microcefalia por causas genéticas (mutações gênicas ou alterações cromossômicas) ou por ter sido exposto ao zika vírus durante a gestação? O primeiro passo é descartar, nos casos que estão sendo notificados, a possibilidade de uma causa genética não relacionada ao zika vírus (que pode afetar cerca de 2 a 12 mil por 10 mil nascimentos, segundo estatísticas americanas). Por outro lado, no caso do zika vírus, como estima-se que em 80% dos casos o vírus não causa sintomas, não sabemos quantas mulheres que deram à luz crianças saudáveis podem ter sido infectadas durante a gravidez. Isso reforça a importância de pesquisas em  gêmeos. Já há relatos de cinco casos (um em Santos, dois em Pernambuco, um na Bahia e um no Rio Grande do Norte) de gêmeos discordantes. Isto é, apesar de a mãe ter sido contaminada com o zika vírus durante a gestação, somente um dos gêmeos foi afetado. Embora o número ainda seja pequeno e precise ser confirmado em estudos populacionais, essa primeira observação de gêmeos discordantes sugere que 50% dos bebês expostos ao zika vírus durante a gestação não desenvolveram microcefalia. O que protege o gêmeo saudável é de grande interesse e será objeto de muitas pesquisas. Mas por enquanto já é uma indicação forte de que nem todas as mulheres grávidas que forem infectadas pelo zika vírus precisam entrar em pânico.

 

Mayana Zatz mayazatz@usp.br

São Paulo

 

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CIÊNCIA E PROSELITISMO POLÍTICO

 

Sou neurologista e neurocirurgião, mas, como tal, preferi não me pronunciar sobre as afirmações do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais de Saúde em quase todo o País, principalmente no Nordeste, sobre o extraordinário aumento de casos de microcefalia, acima de qualquer estatística histórica e supostamente provocados pelo zika vírus. Sempre tive minhas dúvidas quanto à etiologia alegada pelos órgãos públicos para justificar o recente surto da má formação. A microcefalia, também chamada de nanocefalia, é caracterizada por um perímetro cefálico occipto-frontal (OFC) que está alguns pontos abaixo do desvio padrão médio para a idade e o sexo. A microcefalia verdadeira pode ser familiar e não necessariamente associada a retardo mental. Pode ser congênita, adquirida, ou desenvolver-se nos primeiros anos de vida. Na grande maioria das vezes, pode ser provocada pela exposição a substâncias nocivas durante o desenvolvimento fetal ou, em menor escala, estar associada com problemas ou síndromes genéticas hereditárias. É necessário, para um correto acompanhamento, o precoce diagnóstico diferencial com a cranioestenose, em que ocorre um déficit de crescimento da caixa craniana (óssea), impedindo consequentemente o crescimento do cérebro (gelatinoso). Teremos, então, na prática um conteúdo extensível preso em um continente inextensível. Nestes casos, poderemos ter, sim, uma oligofrenia (déficit intelectual). Aonde quero chegar: pesquisadores já levantaram a hipótese de que os casos registrados até o momento decorreram do uso do Pyriproxyfen, um larvicida utilizado pelo governo contra o Aedes aegypti. A substância é usada inclusive em água para consumo desde 2014 com a finalidade de combater a dengue em todo o Brasil, principalmente no Nordeste. Outro fato que merece destaque para efeitos estatísticos: na América do Sul, a Colômbia foi o país que mais contabilizou casos de dengue, chegando o governo a classificar o surto de pandemia; no entanto, os casos de microcefalia não extrapolaram as estatísticas. Detalhe, lá não foi utilizado o Pyriproxifen. Evitei ao máximo comentar sobre esse assunto, mas o senso de cidadania me obrigou a fazê-lo e aproveito para convidar meus colegas neurocirurgiões e neurologistas a darem sua opinião e contribuição à sociedade. Individualmente ou por intermédio de entidades. Por favor, colegas, tenham a palavra. Isso também impedirá que corruptos usem a situação de pânico, principalmente entre a população feminina, para fazer proselitismo político, a exemplo do que está fazendo o ministro da Justiça. Este cínico e sem caráter acaba de propalar aos quatro cantos que sem a aprovação da CPMF o mosquito vai tomar conta do Brasil.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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CHEIRO DE MARACUTAIA

 

“A microcefalia é causada pelo vírus zika.” “Não, é provocada pela vacina de rubéola vencida!” “Não, nada disso, foi um produto que o governo mandou usar para pulverizar nas caixas d’água no Nordeste para matar larvas do Aedes!” Enquanto o Ministério da Saúde não apresentar números que comprovem um aumento estatisticamente significante no número de casos de microcefalia em relação aos anos anteriores, tudo isso cheira a maracutaia. Sempre que o governo esteve envolvido em problemas dos mais variados, inventa uma movimentação de grande repercussão, passando, então, de vilão a salvador da pátria. A “salvação” do momento são as centenas de milhares de soldados que, com a ajuda de baionetas, ou vão matar todos os mosquitos ou vão escorraçá-los para os países vizinhos através das nossas “indevassáveis” fronteiras. E toma propaganda paga com nosso dinheiro! Esse estardalhaço não passaria de bem engendrada cortina de fumaça para tirar o foco da roubalheira, do desemprego, do caos na saúde, na segurança pública, etc.

 

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

 

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A OBRIGAÇÃO DO PODER PÚBLICO

 

Em plena crise de zika, além de anos convivendo com a dengue e, mais recentemente, com a chikungunya, sem que o governo fizesse alguma coisa, acho um absurdo a propaganda veiculada em todos os meios de comunicação: “focos residenciais” são causadores do crescimento desta doença e o governo está colocando na rua policiais e a até mesmo, provavelmente, o Exército para adentrar em residências e outras edificações e eliminar tais focos. Mas basta, no entanto, andar pelas ruas da cidade e constatar que a Prefeitura de São Paulo, por exemplo – tão ágil em pintar ciclofaixas e faixas para ônibus –, não é capaz de limpar ruas, cortar o capim que cresce, feito mato, a mais de metro pelas calçadas, providenciar lixeiras e recolher lixo acumulado em sarjetas, praças, calçadas. São copos, garrafas, sacos plásticos com fezes de cães, sacos de salgadinhos e folhas, muitas folhas e galhos também. As sarjetas acumulam tanto material orgânico, folhas principalmente, que este já chega à beirada do meio-fio. Chega a ser mal cheiroso e de aspecto asqueroso. Mas onde estão os garis? Onde estão os lixeiros? Quando aparecem, só varrem, parcialmente, o leito carroçável. É só passar pelas ruas da Vila Andrade – Morumbi – para constatar que o que digo é a pura verdade. E o governo vem falar em conscientização? Claro que o exemplo deve vir de cima. Que o governo faça, primeiro, a sua parte: limpar ruas, jardins, praças, parques, bueiros e sarjetas. Por que só agora, com o zika e uma possível geração de deficientes mentais, o governo começa a se mexer? Mesmo assim, sem cuidar da cidade, nas partes que lhe cabem. Desta maneira, não se vai debelar o mosquito. E pensar que, no início do século 20, sem mídia, mas com determinação e senso do dever público e político, o dr. Oswaldo Cruz acabou com o mosquito no Rio de Janeiro. O mesmo que infesta nossas ruas, há anos, sem nenhuma providência governamental, o que facilitou o agravamento da situação atual. O governo acha mais fácil dizer que os problemas deverão ser combatidos apenas nas residências.

 

Marília Fernandino dfernandino@uol.com.br

São Paulo

 

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‘BRASIL, PÁTRIA INCOMPETENTE’

 

O Brasil chegou a este ponto no caso do zika vírus porque todas as questões nacionais importantes, sob a batuta petista, também chegaram. Dever-se-ia trocar o slogan “Brasil, Pátria Educadora” por “Brasil, Pátria Incompetente”.

 

Jota Treffis jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)

 

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O EXÉRCITO NO COMBATE AO MOSQUITO

 

A dona “zika” do Planalto só quer mesmo sair bem na foto, como todo “petralha”. Para isso, usa até as Forças Armadas, o braço forte do povo, que sempre está com o povo nas horas difíceis.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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PROPAGANDA ENGANOSA

 

Chega a ser ridículo, mas em vários bairros do Rio de Janeiro os proclamados “220 mil homens do Exército”, oficialmente paramentados, apareceram para... distribuir folhetos! Ora, por que não apelaram para os Correios? De fora ficaram muitas casas (abandonadas ou não), o lixo impertinente e o fumacê.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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ESTERILIZAÇÃO

 

Na década de 1960/1970, a mosca transmissora da “doença do sono”, chamada de Tsé Tsé, foi controlada pela esterilização dos machos criados em cativeiro com a utilização da radiação. Isso ocorreu na África. A pergunta que não cala é por que não utilizar esse método contra o mosquito que aterroriza o Brasil.

 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

São Paulo

 

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TUDO COMBINADO?

 

Dilma Rousseff e Lula se reuniram na sexta-feira, num hotel de São Paulo, para combinar um roteiro para tentar afastar a crise “do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia” do Palácio do Planalto. E, após a reunião, Dilma ficou responsável por defender Lula, seu padrinho político, mas de forma moderada, e de “governar” o País. Mas será que eles se lembraram de combinar também com o juiz Sérgio Moro e com o “japa” da Polícia Federal?

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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PRIORIDADE

 

A presidenta Dilma, com centenas de problemas para resolver, todos os dias, sai de Brasília (sexta-feira) e vem a São Paulo – indo ao Instituto Lula, atendendo aos reclamos do “rei da Inglaterra”. Não enxerga suas prioridades e obrigações e ainda diz estar o sr. Lula sendo “injustiçado”, em dueto com o ministro da Justiça. Vamos pedir o cancelamento da falta do dia 12 de fevereiro.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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REUNIÃO DILMA-LULA

 

Mais uma vez o povo otário bancando a viagem da presidente da República a São Paulo, por total incapacidade de gestão, para se reunir com o ex, atual investigado, juntamente com sua mulher, para discutir a crise e o futuro do País. Realmente, estamos fritos.

 

M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

 

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DILMA, SOBRE LULA

 

“O País, a América Latina e o mundo precisam de uma liderança com as características do presidente Lula.” Lá no Turcomenistão a turma também acha e dá o maior apoio...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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QUANTO RISO, OH, QUANTA BESTEIRA...

 

Coroando o encerramento do carnaval de 2016, a (ainda) “presidenta” espargiu aos quatro ventos mais uma de suas pérolas.  Desta feita, no afã de sair em defesa do seu padrinho, disse que “o País, a América Latina e o mundo precisam de uma liderança como a de Lula”. O esdrúxulo discurso só não foi mais hilário porque ela não incluiu o Sistema Solar, a Via Láctea e o universo.  Melhor seria se ela tivesse se limitado tão somente à área do sítio de Atibaia ou do tríplex do Guarujá.

 

Luís Lago luislago2002@hotmail.com

São Paulo

 

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A VISÃO DO NOVO MARQUETEIRO

 

O novo marqueteiro do PT não poderia ser mais feliz na sua comparação metafórica do ex-presidente do Brasil Lula com o herói do box americano Cássius Marcelus Clay. Seria mais feliz ainda se o tivesse comparado, agora sem metáfora, com outro herói americano: Al Capone. Este último só foi condenado pela Justiça quando caiu nas malhas da Receita Federal. Al Capone só foi condenado por lesar o Imposto de Renda. Mas ambos os heróis tiveram um fim trágico. O primeiro sofreu com  Alzheimer e o segundo, prisão perpétua.

 

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

 

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FÔLEGO ATÉ 2018

 

Uma reunião deste naipe – entre presidente e seu mentor – não haverá de tratar simplesmente de comezinhos problemas pessoais que afligem as duas personalidades. Algum assunto relevante para o País – evidente que em desfavor dos nossos interesses – foi ali entabulado e logo ou mais adiante se tornará público para tentar mitigar as dificuldades que o “governo petista”, seu partido e o líder inconteste enfrentam. Cada vez que o petismo – em sua instância máxima – se reúne para confabular, no sentido de avaliar e revisar suas posições, como na música de Lupicínio Rodrigues, despertam-me sentimentos da pior natureza. Na situação atual, pensando bem e levando em conta a natureza petista e o reduzido espaço para manobras criativas, não dá para vislumbrar nenhuma medida a ser implementada para despertar o País dessa letargia e desilusão com o nosso futuro. Talvez – pura especulação – desta reunião saia a infeliz decisão de lançar mão das nossas reservas cambiais, ideia já acalantada por importantes próceres petistas, para irrigar o combalido cofre do Tesouro Nacional e, por outro lado, socorrer os apaniguados de sempre: os “campeões nacionais”. Evidentemente, com empréstimos subsidiados, pouco importando se com essa medida o País fique ainda mais vulnerável e desacreditado internacionalmente, pois seu único propósito é obter algum fôlego e sobreviver até as eleições de 2018, quando, então, o “salvador da Pátria” ressurgirá – um pouco trôpego, é verdade, pelas estripulias praticadas – com o mesmo e inesgotável discurso do “nós” contra “eles”. Rezemos para que os leitores não se deixem enganar – mais uma vez.

 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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MAIS TRÊS ANOS

 

Já que sentem serem tão injustiçados, incompreendidos e não merecerem o tratamento que vêm recebendo da mídia “golpista” e de seus opositores, apesar de tudo o que acham que já fizeram pelo País e pelo povo brasileiro, por que eles, Dilma e Lula, não combinam sair de cena ao mesmo tempo? Peçam que nos esqueçamos deles e nos deem a chance de fazer algo melhor do que eles até agora têm feito. Acho muito difícil de o País suportá-los por mais três anos.

 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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ARTIGO OPORTUNO

 

Muito oportuno o artigo de Carlos Alberto Di Franco no “Estadão” de ontem (“Mito derretendo”, página A2), quando, há poucos dias, lemos entrevista do ex-ministro Gilberto Carvalho afirmando, sobre as reformas no famoso sítio de Atibaia, que “é a coisa mais natural do mundo que você possa ter empresas contribuindo com essa ou com aquela pessoa”. Essa é a ética lulopetista, que está derretendo, sim, o nosso Brasil.

 

Eduardo Spinola e Castro 3491esc@gmail.com

São Paulo

 

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‘MITO DERRETENDO’

 

Mais uma vez venho cumprimentar o jornalista Carlos Alberto Di Franco pelo seu magnífico artigo publicado ontem. O texto ficará como marco ao fim de nossa luta contra toda esta bandidagem. Um dia ainda espero ver o fim desta vergonha que aí está.

 

Luiz Alberto de A Mello luizaamello@ig.com.br

São Paulo

 

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QUANDO LULA DEIXOU A PRESIDÊNCIA

 

Precisamos conversar sobre a mudança de Lula do Palácio do Planalto para São Bernardo, São Paulo (para o depósito do Jaguaré da Granero), Atibaia, Florianópolis… Depende! Caminhões foram enviados com a mudança para todas essas cidades. Mais de uma dezena de caminhões, de duas transportadoras: a Três Poderes-Granero e a 5 Estrelas.  Consta que o seguro de carga de parte desta mudança foi calculado sobre R$ 3 milhões em bens. Está quase tudo lá, no Portal da Transparência, e, partindo dali, o resto é fácil de descobrir. É de perguntar com quantos caminhões de mudança Lula e Marisa chegaram ao Planalto. Ao que se saiba, nenhum! Em 11, 12 caminhões-baú de mudanças cabe muita, mas muita coisa mesmo! A maioria de nós, nem que vivesse oito vidas, conseguiria amealhar tanta coisa. Presumivelmente, não há, ou não deveria haver, na carga aquelas coisas prosaicas, como geladeiras, freezers, fogões, sofás, camas, tapetes, cadeiras, mesas e até mesmo louças e talheres, já que tudo isso pertenceria ao Estado. O que tanto se levou do Planalto? Diante das recentes revelações sobre, digamos, o caráter de Luiz Inácio Lula da Silva, as dúvidas ressurgem. O assunto é sério. Trata-se do patrimônio público. É, precisamos falar sobre a mudança de Lula.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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INJEÇÃO DE ÂNIMO

 

Com tanta notícia ruim, o brasileiro anda precisando de uma injeção de animo. Ocorre que, felizmente, o palestrante motivacional mais bem-sucedido do mundo é brasileiro, se encontra desocupado, gosta de aparecer na mídia e se preocupa com o bem-estar de nosso povo como ninguém. Apesar de seu curto currículo no segmento, ele exibe um exuberante faturamento de dezenas de milhões só em palestras. Seus principais clientes, nossas maiores empreiteiras, são altamente qualificados e não o teriam contratado se as palestras não valessem cada centavo que foi gasto em sua realização. Assim, fica a sugestão para que, agora, o nosso ex-presidente Lula, cujos ganhos como conferencista se encontram na entressafra, divulgue pela internet ou pela televisão alguns trechos de suas tão valiosas falas nestes eventos. O povo que sempre o prestigiou também merece desfrutar um pouco deste seu talento que tem sido aproveitado somente por plateias altamente seletas. Pode ser que o brasileiro comum, apesar de tudo pelo que tem passado ultimamente, até consiga rir de suas piadas.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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HIPOCRISIA

 

Como pode um partido corrupto como o PT e seus dirigentes idem, que trambicam há mais de 13 anos nas barbas do povo sofrido e desamparado, em conluio com as maiores empreiteiras do País, sugando e roubando bilhões, só para falar da Petrobrás, vir agora, na sua propaganda eleitoral na televisão, com tamanha cara de pau, com fala mansa, “singela”, numa jogada de marketing, tentar mudar o rumo da prosa como se nada houvesse acontecido, ninguém tivesse sido investigado (agora também o chefe maior), ninguém tivesse sido preso (a cúpula) e como se fôssemos todos um amontoado de idiotas. Ora, façam-me um favor, chega de tanta hipocrisia.

 

Hélio José Cury heliocury@gmail.com

São Paulo

 

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A LAVA JATO E OS PARTIDOS

 

O grande sucesso da Operação Lava Jato não para por aí, com todas essas prisões de empresários e políticos, entre outros, a nova etapa pode chegar a banir alguns partidos, como PT, PMDB e PP, da política brasileira, que, conforme as investigações criminais, controlavam um esquema de fatiamento de postos estratégicos da Petrobrás. Segundo o Ministério Público Federal, “através do controle de diretorias da estatal, empresários e políticos sistematizaram uma sofisticada estrutura de desvios em contratos, cobranças de propinas e lavagem de dinheiro que abasteceu cofres das legendas políticas”. Já foram recuperados aos cofres públicos R$ 2,4 bilhões entre os atores e as empresas, e agora partirão para o que as legendas usufruíram dessa roubalheira toda. E ainda tem gente que é contra o trabalho do juiz federal Sérgio Moro. O crime não pode ter compensações!

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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JANOT DEVE UMA RESPOSTA

 

Em seu artigo publicado no “Estadão” de sábado (“Com Janot, o destino da MP da corrupção”, página A2), o jurista Modesto Carvalhosa alerta, e com muita razão, que em dezembro último, ou seja, quatro dias após a promulgação da Medida Provisória (MP) 703, mais conhecida como “MP da Corrupção”, a Associação do Ministério Público de Contas e Instituto Não Aceito Corrupção solicitaram a Rodrigo Janot, procurador-geral da República, em caráter de urgência, que entrasse com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra essa MP, que fere todos os princípios de imoralidade pública, conforme a Constituição de 1988. E, passados dois meses, Janot, para nossa indignação, silencia em berço esplêndido, sem tomar nenhuma atitude com relação ao nobre e oportuno pedido da citada associação. Por que, então, esse silêncio – assim como também Janot tem silenciado e negado esforços para indiciar por corrupção o senador Renan Calheiros, este muito íntimo ao Planalto? É muito estranha essa conduta do procurador-geral da República. Mesmo porque o próprio Janot sabe como ninguém da cumplicidade de governos como o de Lula e o de Dilma neste mar de lama investigado pela Operação Lava Jato. Então por que se recusa a questionar no Supremo essa excrescente MP 703, exclusivamente criada por Dilma para favorecer empreiteiras corruptoras envolvidas no petrolão, que alimentaram com propina o PT e partidos aliados?

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O DESCOBRIDOR DA PÓLVORA!

 

O “Estadão” de sábado trouxe em manchete o parecer atribuído ao senhor “engavetador”, perdão, ao senhor procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o qual, pelo jeito, finalmente se deu conta de que os vultosos e sucessivos escândalos financeiros eclodidos dentro da estrutura do (des)governo petista têm como foco principal a manutenção no poder desta caterva que aí está e não cessa de mergulhar o País num buraco que aparenta não ter fim. Inacreditável que este senhor, com as atribuições que lhes são conferidas e que, em última análise, depositam sobre suas costas uma esperança cada vez mais enfraquecida de expressiva parcela dos brasileiros de que nossas instituições sejam forte o bastante para colocar um basta em toda esta hipocrisia reinante nas esferas políticas e governamentais, se manifeste publicamente fingindo ignorar que não faz muito tempo o mensalão já havia comprovado a existência deste tipo de atentado contra a democracia brasileira graças à ação de pessoas probas cujo maior ícone acabou sendo o ex-ministro Joaquim Barbosa. Problema é que de lá para cá a súcia encastelada no poder cuidou de aprimorar o esquema em numerários e dimensão. E diante das barbas de quem mesmo? Do senhor Janot, aquele que agora cumpre este ridículo papel do marido traído, o último a ficar sabendo. A cooptação do Poder Legislativo pelo Poder Executivo (com sobras para o Judiciário, como tem ocorrido com alguma frequência) à base de grana viva em troca de apoio tem sido um escárnio intolerável que tem se tornado possível graças à atuação dúbia dos “Janots” da vida. Melhora faria o dr. Janot se esclarecesse ao público interessado os motivos pelos quais, mesmo diante de tantas evidências, jamais listou o ex-presidente Lula no rol de pessoas investigadas pelos muitos escândalos em análise. Ou, ainda, conforme clara e oportuna cobrança expressa realizada ainda na edição de sábado do “Estadão” pelo jurista Modesto Carvalhosa, não disse um “A” a respeito da edição da malfadada MP 703, aquela que oficializa a corrupção dentro da máquina pública federal. Ele tem muitas explicações a dar.

 

Fernando Cesar Gasparini fernando.gasparin@terra.com.br

Mogi Mirim

 

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ATÉ TU?

 

O artigo de sábado do eminente jurista Modesto Carvalhosa – “Com Janot, o destino da MP da corrupção” – nos leva à exclamação do imperador romano: “Até tu, Janot?”.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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AINDA HÁ ESPERANÇA

 

Joaquim Barbosa e Rodrigo Janot, pela competência, firmeza e hombridade, iniciaram uma guinada histórica na Justiça e, como consequência, na cultura política do País. Viraram fonte de orgulho e inspiração para um povo carente de modelos. Tentando a reeleição para procurador-geral da República, às vésperas do pleito, Janot, a convite da presidente, fez uma visitinha ao Palácio do Planalto. A Lava Jato “fervia”. Houve uma mudança imediata em sua linha de atuação, cautelosa, mas visível. Decepcionante. Joaquim Barbosa afastou-se de modo misterioso. Alguém sabe por quê? Mas surgiu um Sérgio Moro. Quem imaginaria? Os modelos precisam sair do casulo. Ainda há esperança.

 

Eunice Marino eunicemarino@oi.com.br

Guaxupé (MG)

 

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JÁ ‘NOT’ ERA SEM TEMPO

 

Depois de ter feito um pacto com os “diabos” (Dilman ou Renilma) para que fosse guindado novamente à Procuradoria-Geral da República, Janot parece estar agora sendo compelido a começar a conduzir ou exercer seu ofício de maneira correta e não mais seletiva. Pelo menos é o que ele aparenta divulgar no momento, pela imprensa. Aguardemos.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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O ‘ÍNCLITO’ PRESIDENTE CUNHA

 

Deve ter havido uma engano (grave, gravíssimo!) de revisão no artigo assinado por Modesto Carvalhosa no sábado, 13 de fevereiro de 2016. Carvalhosa chamou o presidente da Câmara de “ínclito”. Todos os leitores da nobre página 2 do “Estadão” que vão ler o Carvalhosa sabem sobejamente que o presidente da Câmara não cabe nessa categoria dos ínclitos. Seu antônimo, sim! Cunha é um canalha, mal afamado; esperto, reconheço, espertíssimo, melhor dizendo, mas ínclito, não! Que o erro de revisão seja corrigido a tempo de evitar que toda a credibilidade deste nobre espaço editorial escorra para o ralo. Recomendo ao doutor Carvalhosa moderação nos qualificativos.

 

Paulo Nascimento paulo.actual@gmail.com 

Santos

 

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‘MERENDÃO’

 

O mensalão e a Operação Lava Jato por certo provocaram grande desgaste ao partido ao qual é filiada a presidente da República. E motivaram inclusive constantes debates sobre a possibilidade de afastá-la do poder, por meio do denominado impeachment. Como ficam, agora, os oposicionistas diante do “merendão tucano”, que envolve organismos do governo de São Paulo e até o presidente da Assembleia Legislativa do Estado? O governo paulista, por sinal, também tem envolvimento no inquérito que apura o cartel de trens. A coerência nos posicionamentos é fundamental.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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OPERAÇÃO ALBA BRANCA

 

No caso das propinas em contratos para fornecimento de merenda escolar no Estado de São Paulo, investigado pela Operação Alba Branca, o governador Geraldo Alckmin saiu em defesa do envolvimento do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB): “Acredito na inocência do Fernando Capez, pois ele tem uma história de 30 anos no Ministério Público”. Sendo assim, como explicar o fato de o vice- presidente Michel Temer (PMDB) estar relacionado entre os envolvidos na Operação Lava Jato, após 33 anos de história na política brasileira (1983 - 2016)?     

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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A SABEDORIA DO MATUTO

 

Que me desculpe o deputado Fernando Capez. Embora sendo seu eleitor e acreditando em sua inocência, até que se prove o contrário, aconselho o deputado a se calar e aguardar que a Justiça faça sua parte. Seus argumentos e desculpas não são nada diferentes de José Dirceu, José Genoino, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, sempre a mesma ladainha, mais ou menos assim: “Não devo nada, preciso de provas, estão me perseguindo politicamente, tudo não passa de intriga da oposição”. E por aí vai. Agora, como bom matuto que sou, não desprezo nunca o velho ditado: “Onde há fumaça tem fogo”.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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FERNANDO CAPEZ

 

Capez: “Não sei de nada”. Posso perguntar o que ele fazia lá, não sabendo de nada de seu próprio assessor?

 

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

São Paulo

 

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AFASTAMENTO

 

Fernando Capez, até o término da investigação, tem de se afastar de qualquer cargo público, principalmente do cargo que ora ocupa, bem como pela importância da acusação sobre as propinas na merenda escolar.

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

 

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A INACEITÁVEL CORRUPÇÃO NA MERENDA

 

Fraude na merenda escolar? A maioria dessas crianças tem na merenda escolar sua única refeição do dia. Cadeia é pouco para essa gente!

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

 

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ASPONES

 

Declaração de Fernando Capez (deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, procurador de Justiça licenciado), em “O Estado de S. Paulo” de 15/2/2016, sobre Jeter Rodrigues Pereira: “O Jeter é um funcionário que entrou em 1975 na Assembleia Legislativa de São Paulo, eu nem sabia, funcionário de carreira. Todos os gabinetes de deputados têm uma cota em que eles podem pegar funcionários de carreira e levar para seu gabinete. Esse Jeter pode ajudar a atender telefone. Arruma uma função burocrática para ele”. São estes “aspones” (mais de 25 mil) em Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas e Senado que ajudam a criar a situação caótica com a qual nos defrontamos. Nossos representantes, eleitos por nós, precisam dar um basta!

 

Osmar Niccolini niccolinimonjolo@gmail.com

São Paulo

 

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COMO TER ESPERANÇA?

 

Hoje o Congresso Nacional volta a trabalhar. Um acúmulo de problemas a serem resolvidos. Estamos no segundo ano do mandato da presidente Dilma, a mandatária que se reelegeu contando mentiras e, agora, é obrigada a pagar, e muito caro, para ter o apoio dos parlamentares. Triste, mas é isso, eles se vendem. Com raríssimas exceções, o Congresso não representa a sociedade, e sim a seus pares. Como conviver e ter esperança num governo que a cada dia que amanhece surpreende os brasileiros com notícias como estas? 1) Uma reportagem de “O Globo” revela que “o rombo acumulado dos quatro principais fundos de pensão de estatais – Postalis, Petros, Funcef e Previ – deve ter ultrapassado R$ 46 bilhões em 2015”. 2) Na “Folha de S.Paulo”, estimativa do Fundo Monetário Internacional mostra que a renda per capita do brasileiro recuou de US$ 16,2 mil em 2014 para US$ 15,7 mil em 2015. Isso significa que o brasileiro ficou mais pobre em comparação com a média de outras nações. 3) No “Estadão”, previsão do mercado para a inflação em 2016 tem a 7.ª alta seguida e chega a 7,61%, e o petróleo em queda agrava crise da Petrobrás, pois a gasolina mais cara é a nossa, assim como energia, internet, planos de saúde, etc. Como ter esperança em dias melhores? Por toda a incompetência e roubalheira, os brasileiros estão pagando a conta. E ainda dona Dilma quer recriar a CPMF?  Impeachment não é golpe, golpe é o que este governo está fazendo com o seu povo.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

 

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CONGRESSO FALTOSO

 

No ano passado ocorreram 6.113 faltas de deputados; se o Congresso Nacional fosse uma empresa, esses gazeteiros já estariam demitidos ou essa organização estaria falida.

 

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

 

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BALELAS

 

Oportuno e elucidativo o artigo de Celso Ming (“Cobertor ruim e curto”, 13/2, B2). Bem escrito, direto ao ponto, sem meias verdades, desmascarando de forma objetiva a odiosa tentativa de ressuscitar a famigerada CPMF, o imposto perverso que nos atinge, a todos, indiscriminadamente, com a proposta de única medida de cobrir o rombo fiscal de R$ 160 bilhões. A previsão de arrecadação anual da CPMF é de R$ 60 bilhões. Essa é a primeira balela. Não resolve nada. Na hipótese de possível aprovação da emenda constitucional, com votação em dois turnos por 3/5 (três quintos) dos congressistas das duas Casas, a arrecadação só começaria a ocorrer a partir do último trimestre (outubro/dezembro), isto é, equivalente a R$ 15 bilhões. Muito pouco, quando são necessários R$ 160 bilhões. Reside aqui a segunda balela. Por final, a questão da “transitoriedade”. Alega-se que o imposto em cascata que atinge toda a cadeia produtiva, incidindo ainda sobre impostos já recolhidos (como ICMS), é temporário. A perversidade é ainda pior do que os juros compostos, ilegais, cobrados pelo sistema financeiro nacional (anatocismo). O imposto vem para ficar; não há garantia de que será destinado à Saúde, como em vão pretendia o saudoso ministro Adib Jatene, vai direto para o caixa central do Tesouro. Essa é a terceira balela. E muito cuidado: convém não tocar no assunto com o ministro Marcelo Castro, senão ele volta a insistir na sua tese: “No débito e no crédito”. Teremos, então, a quarta balela.

 

Sérgio Brasil Gadelha sbgadvocacia@gmail.com

São Paulo

 

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CORTE DE GASTOS

 

O governo está com dificuldade de cortar seus gastos. Em primeiro lugar, deve demitir todos os funcionários comissionados. Em segundo lugar, diminuir gastos com os parlamentares, afinal, eles têm de dar bons exemplos de austeridade. Há muitos gastos inúteis que podem facilmente ser reduzidos.

 

Maria Mercedes P. V. da Silva mercedesvergueiro@gmail.com

São Paulo

 

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RIBANCEIRA

 

Estamos vivendo um desgoverno catastrófico. Nossa presidente realmente não entende que um país precisa ter metas estabelecidas claras. Crê que, como presidente, não é obrigada a nada, tal qual seu mentor que se crê acima do bem e do mal. Não seria de estranhar, portanto, que seus ministros, tendo a presidente como referência, também se achem livres do ônus de estabelecerem objetivos. A postura da desobrigação gera a incerteza total. Um caos administrativo. A corrupção, hoje reconhecida como mal maior pela população, acaba com a credibilidade dos políticos. Estes apostam na manutenção do “status quo” que faz com que presidentes da Câmara e do Senado permaneçam em seus cargos mesmo com provas conclusivas de prática de desvio de dinheiro público. Falta seriedade, decoro, respeito ao cidadão e senso do dever aos nossos políticos de modo geral. Um cenário escabroso destes pede mudanças urgentes no comando da Nação.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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AVENIDA PAULISTA

 

No domingo, tive o desgosto de testemunhar, mais uma vez, as consequências da demagogia irresponsável do poder público ao ver um local tão importante de nossa cidade transformado num verdadeiro mercado, onde até a venda de animais é permitida, sem falar no fechamento que mais uma vez ocorreu num trecho da Rua Consolação para favorecer, apesar do carnaval já ter acabado, um bando de pessoas que urinavam em público, outras transportando engradados de bebidas alcoólicas e um acúmulo de lixo e cheiro de urina insuportáveis, oferecendo um espetáculo degradante de seres humanos sentados em meio à sujeira comendo e consumindo álcool e drogas. Até quando teremos de suportar esse desrespeito aos direitos dos cidadãos que pagam altos impostos e que em troca recebem apenas esse tipo de agressão aos direitos mais básicos de qualquer ser humano civilizado?

 

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

 

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FOLIA

 

Milhões de pessoas participaram do carnaval de rua 2016 em todo o País. Que bom seria se esse espírito carnavalesco contaminassem toda essa gente para voltarem às ruas, mas agora para pressionar os nossos governantes no sentido de que não concordamos em pagar a conta pela incompetência, leniência e corrupção generalizada, que com certeza continuou rolando enquanto os blocos passavam nas ruas.

 

Abel Pires Rodrigues  abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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ACIDENTE E TRANSTORNO EM SP

 

Nos países desenvolvidos, para qualquer obra em viadutos, principalmente num grande centro, em poucos dias grandes guindastes trazem tudo pré-fabricado, liberando em pouco tempo o local, por se tratar de importante via de acesso. Um desastre aconteceu debaixo do viaduto da Avenida Santo Amaro, que passa por cima da Avenida dos Bandeirantes, comprometendo irremediavelmente suas estruturas, trazendo enorme transtorno ao local. Sua reforma, por baixo, vai demorar 180 dias. Essa é a herança maldita que sofremos em nosso país, por causa da relação promíscua existente entre governantes e construtoras. Elas nunca conseguiram sair das construções medievais, cuja obra é feita no próprio local, com andaimes e madeirites, embora muitas delas façam esse mesmo tipo de obra nos países desenvolvidos de maneira moderna e rápida. Vi isso em obra de acesso ao Aeroporto de Fort Lauderdalle (Florida, EUA) feita por uma construtora brasileira. Mais uma herança maldita da promiscuidade entre nossos políticos e construtoras, que impediram a modernização de nossas empreiteiras.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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HÁ SOLUÇÃO?

 

Dois caminhões colidiram no viaduto da Avenida Santo Amaro sobre a Avenida dos Bandeirantes, e um deles transportava combustível. Consequência básica: explosão e fogo. Um motorista transgrediu a lei, informação do satélite de um dos caminhões. O serviço de emergência foi acionado. Bombeiros controlaram as chamas. Sem vítimas fatais. O que significa isso para a metrópole paulistana? Corredor de ônibus da Avenida Santo Amaro interrompido. Avenida dos Bandeirantes, importante eixo de circulação, interditada no trecho da Avenida Ibirapuera até a Ponte Ary Torres. Os bairros vizinhos (Brooklin Novo, Vila Olímpia, Campo Belo e Moema) ficaram infernais, pois havia ônibus biarticulado transitando perdido nas ruas estreitas, automóveis circulando na contramão, motociclistas trafegando pelas calçadas e “furando” a área isolada. No sábado, funcionários da SPTrans orientando os motoristas dos ônibus a desviarem o percurso e passageiros perdidos por não saberem onde pegar a condução. Funcionários da CET orientavam motoristas para desviarem do local. Horas extras, debaixo do sol forte. Parabéns para esta turma de bom humor que trabalhava muito. Defesa Civil, seguradoras, etc. Pela manhã, transbordo do combustível que estava no segundo tanque para um caminhão vazio. Serviço de limpeza da Prefeitura, tratores para remover os escombros do viaduto que foram para o chão. Perícia, estrutura do viaduto comprometida com a alta temperatura do fogo. E agora? Transtorno na vida de milhares de cidadãos. Interditado por alguns dias. Evitem a área! Fácil de escrever, mas a segunda-feira era dia útil... Desvios, motoristas desinformados... Há solução? A melhor é demolir tudo e fazer um novo viaduto com um bom projeto, de forma a eliminar de vez este cruzamento em nível. As alças necessárias para duas vias estruturais da metrópole. Se não houver corrupção, há dinheiro para executar um bom projeto. Boa semana!

 

Regina Helena Vieira Santos, arquiteta rhvs@usp.br

São Paulo

 

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ÍNDIOS

 

São ao mesmo tempo instigantes e angustiantes as ponderações de Washington Novaes sobre a situação do índio brasileiro (“Aprender com o índio, não tentar destruí-lo”, 12/2, A2). Se um dia me foi ensinado na escola que índio não tem cultura, hoje tenho o privilégio de conviver na Academia de Letras de Lorena com o Daniel Munduruku, escritor e representante do Brasil em vários eventos literários internacionais, e com ele aprender um pouco mais da cultura indígena. Porém, os embates mostrados no artigo não se dão por disputa do domínio cultural, e, sim, por questões econômicas. Não que seja o melhor exemplo, mas poderíamos entender melhor o que aconteceu nos Estados Unidos, com reservas bem definidas e com uma relevante inserção indígena na economia, especialmente no meio-oeste.

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

 

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A LEI MARIA DA PENHA E A ELEIÇÃO NO RIO

 

Vamos flexibilizar a Lei Maria da Penha, já que recentes opiniões vão em sentido oposto ao objetivo da lei, como a afirmação de Alexandra, mulher do deputado Pedro Paulo, que disse: “Qualquer casal tem brigas. Quem estava entre quatro paredes era eu e ele. As pessoas erram e eu vim dar a cara a tapa. Nós erramos mas superamos isso e viramos essa página”. E Flora Gil, que declarou: “Não deixaria de votar num político que admiro porque ele bateu na mulher. Eu pensaria melhor, mas deixar de votar só por isso acho simplório”. Poderíamos incluir na Lei Maria da Penha um artigo “Nelson Rodrigues”, que diga que nem todas as mulheres gostam de apanhar, só as normais.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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EINSTEIN E O PRÊMIO NOBEL

 

Adriana Carranca errou ao afirmar (“A outra equação de Einstein”, 13/2, A13) que Einstein ganhou o Nobel por sua teoria da gravitação. O Nobel de Einstein foi concedido pelo seu trabalho publicado em 1905 sobre o efeito fotoelétrico. As duas teorias da relatividade (especial e geral) nunca foram premiadas com o Nobel.

 

Antonio C. Barbosa de Oliveira cal@longavista.com.br

São Paulo

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