Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2016 | 02h55

Mais um rebaixamento

Há poucos dias o ministro Jaques Wagner afirmou que a presidente Dillma, no momento, “não se preocupa com aprovação ao seu governo”. A agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) acaba de rebaixar mais ainda a nota de crédito do Brasil, por causa do triste resultado das contas públicas. Ela também não se importa?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Dilma e seus 39 ministros não conseguiram evitar novo rebaixamento da S&P. Com o déficit público em torno de 7% do PIB, não há previsão de crescimento do Brasil para os próximos anos. O ambiente político está desfavorável e as reformas da Previdência e tributária não avançaram significativamente. Se os governantes continuarem gastando desbragadamente com a máquina pública e não se esforçarem para atrair investimentos para a realização de grandes empreendimentos, o quadro recessivo será eterno.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Com esse novo rebaixamento, confirma-se que abandonamos o “standard” de país equilibrado e entramos novamente no grupo dos “poors”.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Acelerando no rumo errado

A S&P rebaixou a nota do Brasil mais uma vez. Demorou para o Brasil obter o seu primeiro rebaixamento. Este segundo veio bem mais rápido. Daqui a quanto tempo será que virão os próximos? “É um erro pensar que quem vai rápido, na verdade, está conseguindo chegar a algum lugar” (Steve Goodier).

JORGE ALBERTO NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Já estamos na terceira divisão, se o PT e Dilma, a “mãe dos pobres”, continuarem nos governando, a próxima avaliação de todas as agências de classificação de riscos será: “Caia fora enquanto há tempo”.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Outra década perdida

Durante o período de 2007 até 2013, que compreende o segundo mandato do ex-presidente “pixuleco” e o primeiro da “presidenta figuranta”, com a ajuda de marqueteiros e do “mago” Guido Mantega, que com seu pó de arroz maquiava os números da economia nacional, as agências de classificação de risco foram enganadas e aumentaram a nota de crédito do País, com o rating atingindo BBB. Mas em 2014, não sendo mais possível esconder a verdade, que o Brasil estava literalmente quebrado, essas agências acordaram e começaram a reduzir a nota do País. A S&P rebaixou de novo a nota do Brasil, que volta a ser BB, a mesma de 2006. Portanto, fica aí provado que perdemos uma década nas mãos do PT. Que tristeza, todas as conquistas deixadas por Fernando Henrique Cardoso foram jogadas no lixo por um cara que se acha um deus, mas, atualmente, não passa de um investigado em diversas falcatruas, e por sua criatura, que de “mãe dos pobres” não tem nada, porque não passa de uma madrasta. Será que vamos ter que aguentar essa herança maldita até 2018?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Populismo de esquerda

O populismo de esquerda (chavismo) que se apossou da Venezuela quebrou literalmente a economia do país. A situação é de caos total. Aqui estamos indo para o mesmo abismo, nas garras desse governo pseudossocialista e mistificador, comandado pela sra. Dilma. O Brasil está perdendo sua soberania a olhos vistos. Sua condição de país emergente já naufragou há muito tempo.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Fim da linha

Segundo o FMI, o PIB brasileiro em 2016 terá o segundo pior desempenho do mundo, perdendo somente para a também quebrada Venezuela. Vejam só para que companhia o lulopetismo nos mandou! Conclusão: pior que Lula e Dilma, só Chávez e Maduro. Entretanto, acredito que se não houver uma rápida e radical mudança em breve poderemos trocar de lugar com a Venezuela, pois quanto maior a árvore, maior o tombo! O pior cego é aquele que não quer ver.

SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO

aranhafilho@aasp.org.br

Garça

Conta da incompetência

Estava escrito! Só o governo arredio e soberbo da Dilma não queria admitir que a queda da atividade econômica em 2015 poderia ser uma das piores da nossa História. O índice IBC-BR, do Banco Central, recém-divulgado, registra um tombo de 4,08% do PIB no ano passado, acima do que os nossos atentos especialistas esperavam. E ainda pode ficar pior, já que só em março será anunciado o índice oficial da atividade econômica de 2015. Se as projeções neste início de ano são de uma nova queda do PIB em torno de 4%, pela absoluta inércia deste desgoverno, é melhor ficar preparado para um tombo maior, de até 5% em 2016. Previsivelmente, acompanhado de novo contingente de milhões de desempregados.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Ficou óbvio, para a grande maioria, que o PT não estava preparado para governar, mas sim para surrupiar, via estatais, empreiteiras, etc. Não compreenderam o que é um ciclo econômico, sempre periódico e habitual, empenharam recursos de forma irresponsável, do tipo Grécia, e hoje estamos numa crise profunda. Como sempre, os mais humildes, que proclamava proteger, são os mais atingidos, e o serão no inevitável ajuste. O que justifica o apego ao cargo da incompetente herdeira?

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Previsibilidade

Palavra rasgada, pelos petistas, do dicionário da língua pátria.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

País falido

A dívida pública brasileira é enorme e sobre ela incidem os juros mais altos do mundo. Para pagá-la o governo só tem dois caminhos: hiperinflação ou moratória. Já vimos esse filme no começo dos anos 1990, com a inflação chegando a 1.200% ao ano.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A PROVA DO DESCASO

 

Vejam a prova do desespero do governo Dilma Rousseff: a presidente, mesmo sabendo do desespero do Ministério da Saúde com  o mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, que, suspeita-se, seja o causador do surto de microcefalia em crianças Brasil afora, exonerou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, para que ele voltasse a ocupar  sua vaga de deputado na Câmara dos Deputados, com a determinação de fortalecer a reeleição do deputado Leonardo Picciani como líder do PMDB na Casa. A falta de escrúpulo e a falta de vergonha tomaram conta dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Salvam-se poucos. Acorda, Brasil!

 

Leônidas Marques leo.marques.vr@gmail.com 

Volta Redonda (RJ)

 

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AUSÊNCIA SINISTRA

 

É um absurdo o ministro da Saúde, em plena crise do zika vírus, com todo o País envolvido no combate ao mosquito Aedes aegypti, licenciar-se do cargo para voltar à Câmara dos Deputados e poder votar no candidato da ala pró-governo do PMDB, Leonardo Picciani. É notório que o ministro preocupa-se muito mais com a política e com o seu cargo do que com a saúde da população brasileira. Uma pessoa que está concentrada em resolver o problema que aflige o País e, principalmente, a população mais pobre não se desvia um segundo de seu foco principal. O sr. Marcelo Castro deveria ter ido votar e não ter voltado mais, deveria ter ficado por lá, na Câmara, longe do Ministério da Saúde, deixado a vaga para um bom técnico abnegado e se concentrado no seu objetivo principal, que é se manter na política e nas maracutaias que se multiplicam, se espalham e contaminam a maior parte do Poder Legislativo.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PAPELÃO

 

Que papelão o ministro da Saúde ter deixado o cargo para votar de cabresto do governo para o líder de seu partido. Dilma tem mesmo muito medo de Eduardo Cunha. Vergonhoso!

 

Leila Leitão

São Paulo

 

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MINISTRO DA SAÚDE

 

Não há problema algum o ministro da Saúde, Marcelo Castro, licenciar-se do cargo para votar. Afinal, a presença dele à frente do Ministério não está fazendo a mínima diferença.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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EXONERAÇÃO TEMPORÁRIA

                                                                                                                      Para mim, poderia ter sido definitiva. Acho que nenhum ministro escolhido pelo PT tem real compromisso com o povo brasileiro.

 

Mara Mendes maraherdade@gmail.com

São Paulo

 

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DÚVIDA CRUEL

 

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, foi exonerado do cargo por um dia e deixou de combater o transmissor da microcefalia e da chikungunya, para dedicar-se à caça do “chikunCunha”. Este é o país da “presidenta” e da “mosquita”! Está difícil de definir quem é a mais perniciosa, ambas estão causando um mal danado ao Brasil.

 

Sérgio Dafré Segio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

 

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SAIDINHA RÁPIDA

 

Segundo as sábias palavras do zelador da Casa Civil, a saída do zelador da Saúde, para voltar à Câmara dos Deputados e votar em seu cupincha, não prejudicaria a guerra contra o Aedes aegypti: “Vai sair num dia e voltar no outro”. Como se o problema fosse o “tempo da saída”. Ou esse responsável pela Saúde é ministro ou é deputado. Aliás, ao aceitar o cargo que ora tem, ludibriou todos os seus eleitores que votaram nele para deputado. Começo a acreditar em todas as coisas elogiosas que dizem a seu respeito. Que vergonha!

 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

 

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A PAULADAS

 

A “licença” foi só treinamento. O governo exterminará o mosquito a pauladas e o ministro só demonstrou a eficácia do pau-mandado...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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BOA PONTARIA

 

A única ação que se viu da “grande campanha” contra o Aedes aegypti foi a distribuição de folhetos, feita por constrangidos soldados do Exército. Preocupa-nos que muitos não tenham boa pontaria ou a destreza necessária para abater o bicho em pleno voo com aquele pedaço de papel.

 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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‘ZIKA DAY’

 

Estamos tão idiotizados que nossos luminares resolveram

instituir o “zica day”, o “dia do zika”. Estes imbecis devem ter achado que, dando um nome na língua nacional, o apelo à ação de combate ao transmissor do vírus zika não seria tão eficaz quanto batizando a ação com um estrangeirismo. Como parece que os principais hospedeiros do vírus são os macacos, pode não ter passado de um macaquismo o uso de “day” para designar um humilde dia com roupagem que aos nossos primatas pareceu mais “civilizada” e mais eficaz. Se espetáculos e desfiles de “otoridades” matarem mosquitos, como aquele de que a presidente participou no Rio de Janeiro, estaremos todos salvos.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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VERBA PARA COMBATE AO ZIKA

 

Que a verba da Organização Mundial da Saúde (OMS) seja utilizada para sua finalidade e não se perca nas garras da corrupção.

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

 

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INGENUIDADE JURÍDICA

 

Li que um conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), segundo seus colegas, “ingenuamente” concedeu liminar suspendendo os depoimentos do sr. Lula da Silva e sua senhora, Marisa Letícia, sobre o caso envolvendo o tríplex no Guarujá construído e reformado por construtoras envolvidas na Operação Lava Jato – e a suspeita é de que o imóvel pertence à família Lula. O que este conselheiro fez foi conceder maior prazo para que um forte treinamento prepare dona Marisa Letícia para conseguir confirmar detalhes da inverossímil história tramada como explicação para os escabrosos fatos relacionados aos seus bens. Também deverá haver perguntas sobre o numeroso mobiliário e a adega que saíram do Palácio do Planalto e que foram parar no sítio sem dono em Atibaia. Não é fácil. Ela deverá estar devidamente preparada...

 

Jose Carlos Amaral jc-amaral@bol.com.br

São Paulo

 

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LULA, MOSTRE A SUA CARA!

 

O querido ex-presidente da massa popular é o inimigo “dazelites”, que declaram patrimônio e que não possuem sítios de amigos para serem reformados e pedem que o sr. Lula da Silva, em vez de se esconder atrás de liminares para não prestar depoimento, ponha a cara à tapa, que compareça, que fale alguma coisa, já que nada tem a temer, pois é a “alma mais honesta deste país”. Se fora comigo, simples cidadã de 75 anos, sem costas largas e que não me julgo a alma mais honesta deste país, eu faria questão de me apresentar e demonstrar que nada tenho a esconder. Aconselho a este senhor não mais zombar da minha inteligência, do meu QI e do meu conhecimento. Aconselho também que mude seus assessores que soltam vivas porque as liminares o impedem de prestar depoimentos. Que assessores são estes que, em vez de dizerem ao sr. Lula que compareça e prove sua inocência em todos os fatos, dão vivas porque ele terá mais tempo de “arrumar” uma defesa cabal – e que seja mesmo muito cabal aos meus olhos e aos olhos de todo o povo brasileiro. Aguardo.

 

Lucilia Costa pirajuense@hotmail.com

São Paulo

 

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O SILÊNCIO ACUSADOR DE LULA

 

Enquanto Lula não aguenta mais ouvir falar do super-reformado apartamento tríplex no Guarujá e do suntuoso sítio em Atibaia, nós não aguentamos mais a sua recusa tanto em esclarecer as dúvidas sobre supostos proprietários laranja quanto em provar serem falsos os consistentes indícios de corrupção que envolve o assunto. Se realmente Lula é inocente, ninguém mais do que ele teria interesse em esclarecer o assunto o quanto antes. Aí tem. Lula com a palavra. Fale, Lula!

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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O HOMEM TEFLON

 

Mais uma vez sua majestade Dom Lula da Silva escapou de depoimento. Esperamos que não seja por muito tempo.

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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FOSSE EU...

 

Fosse eu acusado de algo que não fiz, faria questão de gritar aos quatro cantos minha inocência e não usar de subterfúgios e aproveitar-me dos meandros que a Justiça brasileira oferece através recursos e apelações intermináveis. Quantos não foram os criminosos que tiveram prescrição de pena por decurso de prazo?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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SERIA MAIS UMA CHICANA?

 

Sendo leigo em Direito e legislação, fiquei surpreso ante a decisão de um conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público de suspender, em caráter liminar, o depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua esposa dariam na quarta-feira no Fórum Criminal da Barra Funda sobre a propriedade de um apartamento tríplex na praia do Guarujá. Primeiro, porque o pedido foi feito pelo deputado federal Paulo Teixeira, do PT, que se acredita não ter nenhuma relação com o assunto. Mas o mais estranho foi um dos motivos apresentados, ou seja, que o promotor de Justiça que propôs a ação violou as regras de atribuição e distribuição do processo de investigação, ao enviá-lo para a 2.ª Promotoria Criminal do Estado de São Paulo, quando deveria estar distribuído à 1.ª Promotoria Criminal “ou, no mínimo, ter-se procedido à sua livre distribuição”. Eu jamais poderia imaginar que a Justiça seria tão detalhista a tal ponto, pois pela lógica e o bom senso, bastaria, neste caso, que a 2.ª Promotoria Criminal enviasse o processo para a 1.ª Promotoria Criminal pela competência. Já nos acostumamos com as picuinhas dos processos na Justiça e a avassaladora demora que elas provocam, mas este argumento deve ser a cereja do bolo. Quanto à antecipação para a reportagem da revista “Veja”, acredito até que pode ter ocorrido uma violação pelo promotor. Entretanto, como o ex-presidente exerceu um cargo público e ainda recebe seus vencimentos que lhe são devidos do erário federal, o normal seria que ele tivesse o maior interesse em prestar esclarecimentos sobre o fato. E, não bastasse essa manobra, grupos da militância petista cercaram o Fórum da Barra Funda, protestando contra a convocação do ex-presidente, como se ele estivesse acima da lei e da Justiça brasileira. Formou-se um tumulto desnecessário, obrigando a Polícia Militar a intervir. O trânsito na Avenida Dr. Abraão Ribeiro ficou interrompido e o fórum foi obrigado fechar as suas portas. São pessoas totalmente despreparadas para viverem num regime democrático, pois que ignoravam inclusive o fato de o depoimento ter sido suspenso. Foi, na verdade, um ato ilícito, já que provocou a obstrução da Justiça e tumultuou a vida da cidade. Aliás, o governador deveria ser mais enérgico contra esse verdadeiro modismo que inferna a vida dos paulistanos nos últimos anos, pois qualquer grupelho se acha no direito de interromper o trânsito da maior cidade brasileira, causando prejuízos incalculáveis à nossa economia. Essas manifestações estão longe de ser democráticas, pois não passam de badernas, que deveriam ser dissolvidas de pronto pela Polícia Militar e, se for o caso, presos os arruaceiros e enquadrados no Código Penal.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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QUEBRA-PAU

 

O que aconteceu em frente ao Fórum da Barra Funda em São Paulo foi um trailer do que vai acontecer depois de um eventual impeachment de dona Dilma.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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PRÓTESTO PRÓ-LULA

 

Que vergonha, sr. Lula! O mínimo que se podia esperar de um ex-presidente que se acha um verdadeiro estadista era vir a público se desculpar pela milícia petista ter transformado o fórum da Barra Funda em praça de guerra, tentando impedir o sagrado direito de expressão.

 

Antonio Santos Ramos toninhoramos47@gmail.com  

Atibaia

 

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ESCLARECIMENTOS

 

Não é necessário ser advogado para entender determinados atos que são praticados em nome da Justiça. Ouvi o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) dizendo que o processo envolvendo Lula deveria ser distribuído em outra vara e que o promotor Cássio Conserino não deveria cuidar do caso. Desde quando e onde está escrito que um deputado decide onde distribuir os processos? Por acaso o réu, dependendo de quem seja, pode escolher em que mãos vai cair seu processo? Se assim for, vamos jogar a Constituição na lata do lixo. É notório que o PT tenta comprar a consciência dos homens da lei. Basta um cargo vitalício. Triste é ver defensores da lei se vendendo por cargos. Como se não bastasse uma OAB de joelhos ao PT, agora o partido quer decidir quem julga quem. É urgente que o CNMP esclareça a liminar do conselheiro Valter de Araújo que decidiu a suspensão dos depoimentos de Lula e Marisa. Como falar em justiça com tanta injustiça? Eles estão acima da lei? 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

 

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ALMA PEQUENA

 

A alma mais honesta do Brasil se acovardou diante da possibilidade de se apresentar diante do promotor de Justiça Cassio Conserino, a quem deve algumas explicações sobre o tríplex do Guarujá. Para tanto, pôde contar com um simpatizante do Judiciário que, numa atitude inédita e de última hora, atendendo ao pedido de outro “cumpanheiro”, o petista Paulo Teixeira, resolveu suspendeu a audiência, mesmo sabendo que ela  estava marcada para poucas horas depois. Com Brahma é assim, ao invés de dar a cara ao tapa, prefere jogar brasileiros contra brasileiros que o aguardavam na porta do fórum, o velho nós contra eles, revelando que atrás de uma atitude covarde sempre existe uma alma pequena.

 

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

 

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HONESTIDADE

 

Al Capone poderia ter dito “não existe uma viva alma mais honesta do que eu”, se dependesse da Justiça americana, e não da Receita Federal. Qualquer semelhança com um caso no Brasil é mera coincidência

 

Jorge Miyazaki miyazakijorge@uol.com.br

São Paulo

 

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APOIO AO PROMOTOR

 

Vamos novamente plagiar os franceses: “Somos todos Cássio Conserino”.

 

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

 

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UM TEMPINHO A MAIS

 

Li no nosso “Estadão” que o conselheiro do CNMP Valter Shuenquener afirmou que não quis “blindar” ninguém e que “(...) entre agir de forma afobada e esperar, na pior das hipóteses, um mês para que se tenha uma definição mais precisa, é mais prudente esperar (...)”. Era tudo de que o “chefão” precisava: tempo para montar teses e documentos. Ora, dr. Valter, só o senhor para imaginar que o promotor responsável pelo caso esteja agindo de forma contrária à lei, como se a desconhecesse. O que todo e qualquer vigarista pede e espera do Judiciário é “um tempinho” para que possa montar a sua “história”, e V. Exa. caiu nessa esparrela. O Brasil foi e está sendo roubado pela quadrilha petista exatamente pela existência de ingênuos como o dr. Valter Shuenquener. Promotoria pública: recurso contra tão teratológica decisão.

 

Carlos Alberto Ferreira carlos.alberto572@terra.com.br

São Paulo

 

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QUEM NÃO DEVE NÃO TEME

 

Mas não é assim que se sente o investigado Lula, que recorre ao deputado Paulo Teixeira (PT) para que tentasse uma liminar na Justiça, como conseguiu, com o objetivo de adiar seu depoimento e o da esposa no Fórum Criminal da Barra Funda. Atitude compatível para alguém como Lula, que terá muita dificuldade para provar na Justiça que o apartamento tríplex do Guarujá não é seu, e tampouco que está ocultando patrimônio, como investiga o Ministério Público Estadual. Mas, se Lula conseguiu evitar este constrangimento, no lugar, convocou seu exército de arruaceiros para a frente do citado tribunal, que enfrentaram a polícia, tentaram destruir e impedir que o famoso boneco do ex-presidente representando um presidiário fosse inflado, etc. Ou seja, tudo aos moldes que a vocação petista permite, no reino da esculhambação.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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TREMEI

 

Quem não deve não teme. Em compensação, quem deve treme!

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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TARDA, MAS NÃO FALHA

 

O ex-presidente Lula tomou todos os cuidados para esconder o patrimônio que todos sabem ser seu. Contratou os melhores advogados para escapar das garras da Justiça dos homens, e é bem provável que isso aconteça. Continuará a rir de todos nós e agirá sempre com cinismo. De uma forma de justiça ele e nenhum escapará: aquela que tarda, mas não falha.

 

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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AMIGOS

 

Muito bom o artigo de Eugênio Bucci no “Estadão” de ontem (“Viver de presentes, como antigamente”). A pergunta que abre o texto deveria ser feita a Lula e a sua família: “Presidente, do que é que o senhor vive?”. Ora, a resposta está no refrão daquela música de Roberto Carlos que diz: “Eu quero ter um milhão de amigos”. Os amigos ele já tem: Odebrecht, OAS, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Schahin, Oi, Jonas Suassuna, Fernando Bittar, José Carlos Bumlai e mais um sem-número de pessoas desinteressadas e preocupadas somente com o bem-estar da família Lula da Silva.

 

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

 

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TRISTE ENGANO

 

O excelente texto de Eugênio Bucci, “Viver de presentes, como antigamente” (18/2, A2), relembra que políticos que apelam para subterfúgios teatrais e midiáticos não são novidade. Como cita o próprio autor, o triste é constatar o engano sobre ser “página virada” a promiscuidade entre esses políticos e o poder econômico!

 

Otávio Villares de Freitas otaviovf@gmail.com

São Paulo

 

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‘VIVER DE PRESENTES, COMO ANTIGAMENTE’

 

Maravilhoso texto de Eugênio Bucci. É para guardar.

 

Jose Jorge Mussi Neto jorge@braskape.com.br

São Paulo

 

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DESAGRAVO

 

A ficha enfim caiu. Por ter promovido incansavelmente durante seus dois mandatos um ambiente de competição ultrasaudável entre as grandes empreiteiras, valorizando, como nunca antes neste país, as disputas limpas, sem espaços para cartelização, conchavos, aditivos, superfaturamentos, “doações” e quetais, os empresários resolveram, em reconhecimento e agradecimento sinceros, oferecer pequenos presentes a Lula e família. Simples assim, o resto é intriga! Por isso o desagravo a Lula no próximo congresso de aniversário do partido é mais do que justo. Lembrando, finalmente, que no último aniversário o desagravado foi a João Vaccari Neto, vulgo Moch.

 

Rodrigo Assunção Fonseca rodrigoafonseca@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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CONSELHEIROS

 

O Instituto Lula tem 36 conselheiros, que aguardam o pronunciamento oficial do ex-presidente sobre a posse e a propriedade do sítio em Atibaia. Que droga de conselheiros são estes que nada sabem? Seguem o exemplo do chefe que nada sabe, nada viu e nada fez? Cidadãos honestos e decentes não emprestariam seu nome a uma entidade ou a seu patrono suspeitos (por enquanto, somente suspeitos) de crimes os mais diversos. Esses tais de conselheiros são meros sanguessugas a se aproveitarem do nome e da fama do hospedeiro e a se vangloriarem do honorífico título de “conselheiro do Instituto Lula”. Lembram o famoso Conselheiro Acácio, e não apenas pelo título. Aproveitam-se eles da fama e do nome do patrono, pelo menos enquanto o hospedeiro os tiver limpos perante a Justiça.

 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte

 

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CIDADANIA

 

A ação de adiar o depoimento do ex-presidente Lula no inquérito aberto pelo Ministério Público de São Paulo para esclarecer detalhes sobre a suposta propriedade do tríplex no Guarujá dá uma ideia da sofreguidão de blindar, sem a menor justificativa moral ou ética, um cidadão convocado pela Justiça de seu país, por mais famoso que ele seja. Não há dúvida de que se trata de iniciativa típica de uma sociedade que ainda tem longo caminho a percorrer em relação à cidadania, aquele intangível que pressupõe o simples fato, entre outros, de que todo servidor público é, após e durante o exercício do cargo, uma pessoa comum, pagadora de impostos, trabalhadora e sujeita às exigências da lei, como qualquer outra.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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SÍNDROME DE NICÉIA

 

Lula não teme os depoimentos que deve prestar a juízes, pois não  sabe de nada. Seu único pavor é a Síndrome de Nicéia (Pitta).

 

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

São Paulo

 

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UM ESCÂNDALO PARA FHC

 

O jornal “Folha de S.Paulo” entrevistou uma mulher que revela ter sido amante de Fernando Henrique Cardoso, e não duvido disso, porque homens poderosos, como foi sua condição quando presidente, dificilmente escapam do objeto de desejo que é ter mulheres bonitas como amantes dentre aquelas que frequentam  seu meio. Estranho apenas ela revelar essa condição com a justificativa que milhões sabiam o que não parece verdade, porque seria uma situação que adversários políticos adorariam explorar, principalmente por se tratar de FHC, que passa uma imagem de santarrão.

   

Laércio Zanini spettro@uol.com.br  

Garça

 

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PATIFARIAS PÚBLICAS E PRIVADAS

 

A ex-amante e mãe de um filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que ele lhe pagou dois abortos e mandava para ela dinheiro no exterior por meio de uma empresa (Brasif S.A) situada no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe. É grave um ex-senador e ex-presidente da República agir dessa forma. Ficam claros a hipocrisia e o cinismo reinantes no País, eis que FHC nunca se posicionou a favor da descriminalização do aborto. Falava uma coisa publicamente e fazia o contrário por baixo dos panos. Feio. Usar empresa de fachada nas Ilhas Cayman para sustentar amante no exterior é inaceitável sob qualquer ponto de vista. Conduta típica de tucanos, que posam de vestais, se fingem de éticos e honestos, mas que não devem nada ao PT em termos de patifarias públicas e privadas.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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EX É PARA SEMPRE

 

Fernando Henrique Cardoso, culto e experiente, deveria saber que ex é para sempre, assim como Lula (o cara que nunca sabe de nada) soube quando enfrentou seu atual amigão do peito Fernando Collor. Celso Pitta se deu mal com os frangos da Nicéia; Nicolau, que perdeu o cargo, a dignidade e virou o Lalau, porque o ex (genro) se sentiu prejudicado; entre outros casos que vieram a público. Cuidado com ex, porque muitas das vezes você poderá se referir a esta ou este lembrando dos verbos explorar e extorquir.

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

 

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A SOLTURA DE PIMENTA NEVES

 

O canalha e assassino Pimenta Neves ficou preso apenas cinco anos, embora tenha sido condenado a 20 anos. Constata-se, mais uma vez, que as leis penais brasileiras afrontam e humilham os cidadãos de bem. O cretino só faltou sair da cadeia com uma “Bíblia” debaixo do braço. Tenho ânsia de vômito.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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A ELEIÇÃO NO RIO DE JANEIRO

 

Alexandra, a mulher do deputado federal e pré-candidato a prefeito do Rio, Pedro Paulo, após ter sido violentamente agredida, declarou que o ocorrido foi apenas um problema doméstico corriqueiro, acontecido entre quatro paredes e que era um problema apenas deles – ninguém tendo nada com isso. Ledo engano. Pois, quando ela se dirigiu a uma Delegacia de Polícia para fazer boletim de ocorrência e exame de corpo de delito, o crime tornou-se público e extrapolou a condição de entre quatro paredes. Nem Pedro Paulo, com toda a sua influência, nem ela, com a sua nova postura visando a vergonhosamente proteger a carreira política do ex-marido, têm condições de mudar a interpretação do acontecido. A não ser que a Justiça brasileira volte a ser aquela de antes do juiz Sérgio Moro.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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CORRUPÇÃO NA MERENDA EM SP

 

Vamos supor – hipoteticamente – que fique provado o envolvimento efetivo do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB-SP), no caso da corrupção com a merenda escolar no Estado, e que seja condenado na Justiça. O Ministério Público de São Paulo, do qual ele faz parte, vai exonerá-lo?

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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COERÊNCIA

 

As fraudes nas concorrências da merenda escolar no Estado de São Paulo, segundo as investigações, atingem assessores do governo estadual e até o presidente da Assembleia Legislativa. Até onde esse fato pode atingir o atual governador? Ele também pode ficar sob risco de impeachment, numa comparação com a situação do governo federal? É uma questão que os acusadores permanentes da presidente Dilma deveriam avaliar, agindo com a devida coerência.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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FERNANDO CAPEZ

 

O diligente procurador de Justiça Fernando Capez, com uma carreira brilhante no Ministério Público, obteve fama e reconhecimento público pelos relevantes serviços prestados à sociedade. Já de algum tempo aproveitando a exposição que sua atuação oferecia, enveredou pelos meandros da política partidária. Reconheçamos: sua postura altiva e competente no exercício de seguidos mandatos parlamentares como deputado estadual granjeou-lhe o respeito e a admiração da imprensa e, principalmente, dos seus pares. Na atual legislatura, foi eleito pela maioria dos deputados para o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, sendo-lhe projetada por sua corrente partidária uma carreira política meteórica e ascendente. Parte do PSDB via com regozijo sua candidatura para governador do Estado nas eleições de 2018. Mas, como recomendavam os grandes políticos brasileiros, a carreira política exige profissionalismo, não há lugar para amadores, salvo no “baixo clero”, onde figuram aqueles parlamentares sem expressão e com pouca ou nenhuma visibilidade. Não diria que Fernando Capez é um político amador, mas tanto na vida profissional quanto na política o triunfo e o sucesso muito rápidos, em geral, cobram o seu preço. Nessa condição, muitas vezes a pessoa perde aquele descortino – próprio da empolgação e da pressa – recomendado para o caminhar seguro, cuidadoso e cercado das cautelas necessários para evitar os percalços existentes na carreira política. Ao deputado Capez parece que lhe faltaram a prudência e a acuidade na escolha de alguns assessores – ou não (!) –, por certo, decorrência do excesso de confiança e quase certeza de que não ousariam torpedear a honestidade e honradez de um respeitado e, em algumas passagens, temido procurador de Justiça. Certamente, em outras etapas sua vida, então no uso de suas atribuições constitucionais – titularidade nas ações criminais de natureza pública –, deve ter encontrado administradores públicos implicados em situações semelhantes. Aqui, no meu canto, fico a imaginar como teria agido o procurador Capez. Não ouso adiantar a sua “opinio delicti”, mas desconfio de que teria invocado os princípios da culpa “in eligendo” e/ou “in vigilando” e, sem nenhum destemor, denunciado criminalmente não só os assessores responsáveis diretos pela ação criminosa, mas também, em concurso, o administrador responsável pela nomeação e a quem cabia fiscalizar seus subordinados. Então ficamos assim: deputado Capez, como na promotoria, segure o rojão e sem hesitação refute com os instrumentos legais as suspeitas da prática de crimes que recaem sobre sua pessoa, sem perder a mesma altivez demonstrada quando exercia na plenitude o ofício de acusador. É o que os seus eleitores esperam – certamente torcendo para ver provada a sua inocência.

 

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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NA SEARA DA OPOSIÇÃO

 

Escândalo da merenda em São Paulo, no governo Geraldo Alckmin (PSDB). PSDB? Ué, mas não é a oposição? Não critica o governo Dilma Rousseff pelos malfeitos? E faz a mesma coisa? Não importa a dimensão da corrupção, tanto faz se um centavo ou um milhão. Corrupção é corrupção. Não são santos, e só os compra quem não os conhece. É tudo farinha do mesmo saco. E ficam pleiteando impeachment da presidente Dilma. Não que ela não mereça. Mas qual político tem moral, entre os que estão aí, para pedir o impeachment? Uns dez, e olhe lá. Insuficientes para o pedido.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

                                 

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ABUTRES

 

Causou espécie a revelação de envolvimento de funcionários do governo paulista na Operação Alba Branca. Na verdade, não se trata de tucanos, e, sim, de abutres, que bicam, com gula, a merenda escolar. Afinal, nada mais fácil do que tirar os doces de uma criança!

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

 

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CPI DOS FUNDOS DE PENSÃO

 

A propósito do artigo de Eliane Cantanhêde de 17/2 (“O silêncio dos bons”, página A8), trazemos a público toda nossa indignação em face da ingerência política que assola nossos fundos de pensão, em especial a Previ. Há anos temos denunciado, em vão, aos órgãos competentes o insidioso processo de dilapidação do patrimônio da Previ por sucessivos governos. Estive prestando depoimento como testemunha na CPI dos Fundos de Pensão e relatei que a ingerência política sobre os fundos de pensão transcende qualquer governo. Todos se lembram dos processos de privatização das teles, da Vale e da ingerência política que ocorreu nessas privatizações do passado. A mesma Vale do Rio Doce, que primeiro tirou o Rio Doce do nome e, agora, o riscou do mapa, teve ingerência política de entidades, pessoas do governo, para forçar a Previ a participar do processo. Todos se lembram de um ex-diretor do Banco do Brasil, dr. Ricardo Sérgio, aquele que teria dito que agia “no limite da irresponsabilidade”. Então a Previ não está isenta, e nenhum outro fundo de pensão está isento, de ingerência política. Por quê? Para nós, aposentados e pensionistas, o que vemos é que pagar benefício é um mero detalhe de um fundo de pensão. Objetivo mesmo é servir de investidor institucional para as parcerias privadas, para as obras da Belo Monte, para as obras do trem-bala, para as obras de interesse de governo, seja qual for o governo. Os escárnios continuam, agora, nos governos Lula/Dilma. Em 2008, o Banco do Brasil alterou toda forma de relação trabalhista entre ele e seus diretores. Ele transformou todos os seus diretores em diretores estatutários e, assim, reuniu, nos vencimentos de cada diretor, todas as verbas salariais. Essas pessoas passaram a se aposentar pela Previ sem nenhuma observância de teto e contando com verbas que não fazem parte do cálculo da grande maioria do funcionalismo do Banco do Brasil. O Banco do Brasil, por meio dessa medida, e a Previ não estabelecendo um teto de aposentadoria, de benefícios, está fazendo uma casta de superaposentadorias, pondo em risco todo o plano. Nós denunciamos o fato, mostramos que existem regras estatutárias na Previ que mostram quais são os valores que devem ser considerados para conceder o benefício inicial. De nada adiantou, a Previc não tomou nenhuma providência. Aliás, tomou: determinou que Banco do Brasil e Previ implantassem o teto, fez uma beleza de despacho, com todas as orientações sobre como a Previ deveria proceder, retrocedendo a 2008, revendo as aposentadorias que foram concedidas acima do teto. E a Previ simplesmente não cumpriu, o banco simplesmente não cumpriu, e a Previc não fez nada. Nós temos recorrido, temos feito novas representações, cobrando providências da Previc para que implante o teto. As políticas para fundo de pensão não são privativas de um partido, são políticas de Estado. Qualquer que seja o governo, nós vamos sentir o peso de sua influência sobre os nossos interesses no fundo de pensão. E só nos resta espernear, pedir espaço nas mídias, pois sentimos total desamparo dos órgãos reguladores.

 

Isa Musa de Noronha, presidente da Federação de Assoc. de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil isamusa@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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A INCOMPETÊNCIA EM SÃO PAULO

 

Com as fortes chuvas de segunda-feira à tarde, na Rua Traipu (Pacaembú) caíram galhos de uma árvore sobre a rede elétrica, provocando o rompimento de cabos de alta tensão. Estrondos, fogo na árvore, etc., e vários quarteirões ficaram sem luz por mais de 30 horas! Somaram-se a incompetência da Prefeitura, gerida pelo sr. Haddad, que não executa as podas das árvores (pois gasta toda a verba pintando faixas para bicicletas no bairro para pouquíssimos usuários de fim de semana, e cobra altíssimo IPTU no bairro...), e a da AES Eletropaulo em  resolver o problema rapidamente. Juntamente com alguns vizinhos, pretendemos acionar a AES Eletropaulo pelos danos que tivemos, pois a desinformação de seu sistema de atendimento é incrível, beira à tortura de seus consumidores: a cada hora, informava um novo prazo para solucionar a falta de energia, e no final acumularam-se 31 horas contínuas sem luz nas residências. Essas constantes prorrogações de prazo impediram os moradores de tomarem providências alternativas para trabalho sem internet, para salvar seus perecíveis refrigerados, etc., etc., pois todos acreditavam inocentemente nas promessas da Eletropaulo, por meio de seu canal de atendimento 196, de que em uma ou duas horas seria restabelecido o fornecimento da eletricidade. A cada contato com o 196 da Eletropaulo, novos prazos prorrogados eram informados, provocando indignação de todos os moradores da região. E a agência reguladora Arsesp, que, quando foi acionada, não fez nada, simplesmente diz que vai fiscalizar (!). É o reflexo deste país, que está com suas estruturas esfacelando.

 

Eduardo Kubric ekubric@terra.com.br

São Paulo

 

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‘A ÉTICA DO TRABALHO’

 

Gostaria de cumprimentar o ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto, pelo brilhante artigo no “Espaço Aberto” de 16/2/2016 (“A ética do trabalho”), e lamentar, profundamente, sua ausência no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Como sempre, o ministro demonstra conhecimentos profundos jurídicos e sociais, tão necessários atualmente na Justiça do Trabalho.

 

Jorge Miguel Sibar Filho jorgesibar@gmail.com

São Paulo

 

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REPÚDIO E INDIGNAÇÃO

 

Registro meu profundo desapontamento com as opiniões do ministro Almir Pazzianotto Pinto, em artigo que intitulou “A ética do trabalho”. Eivado de conteúdo moralista e de defesa acrítica dos empregadores, o ministro parece ignorar o atual contexto altamente recessivo de nosso país, de desemprego pleno e cada vez mais grave, julgando na perspectiva moral preconceituosa a suposta tendência brasileira à vagabundagem e esperteza. Tema dessa complexidade requer mais sensibilidade e respeito aos brasileiros, sobretudo em matéria assinada por jurista que já foi ministro do Trabalho e ministro do Tribunal Superior do Trabalho, aliás, até seu presidente. Ficam registrados meu repúdio e minha indignação pelo artigo.

 

René Mendes conteudoseafins@gmail.com

São Paulo

 

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QUARENTENA NA JUSTIÇA

 

Em Direito, é comum aplicar a analogia, assim empregada quando uma situação não está prevista em lei, mas que é de ser alcançada por uma norma, se há identidade de razões e fundamentos que isso justifica. A regra constitucional da “quarentena” impede que juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores, quando se aposentam ou se exoneram do cargo, exerçam a advocacia no mesmo local em que atuavam como magistrados. A razão dessa regra é obstar que o magistrado aposentado utilize-se na atividade de advogado do prestígio e das relações do cargo que ocupava. Essa mesma razão justifica que, por analogia, faça aplicada a regra da “quarentena” não apenas ao exercício da advocacia, mas também a cargos em comissão (por exemplo, os de secretários estaduais), para impedir que um juiz, desembargador ou ministro, logo que aposentado, seja nomeado para ser secretário de um governo, cujos atos ele, enquanto magistrado, poderia ter examinado ou efetivamente examinou em sua atividade judicante. Daí a necessidade de fazer aplicar a mesma vedação legal. Isso impediria a “troca” de favores, ou, quando menos, a desconfiança de que ela pudesse existir.  

 

Valentino Aparecido de Andrade, juiz de Direito em São Paulo valentinoandrade@uol.com.br

São Paulo

 

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ATÉ QUE ENFIM!

 

Notícia alvissareira! Barack Obama visitará Cuba em março próximo. Chega de desentendimentos inúteis, que não levam a nada na relação entre os dois países.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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