Fórum dos Leitores

TEÚDAS E MANTEÚDAS

O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2016 | 02h55

FHC e Mirian Dutra

É impressionante como o PT consegue absorver todos os vícios e malfeitos do País. O exemplo atual é o caso requentado da relação extraconjugal de Fernando Henrique Cardoso com a jornalista Mirian Dutra. Desta vez o aprendizado foi com o ex-presidente cassado Fernando Collor de Mello, que numa das maiores baixezas da História usou uma ex-namorada do Lula, Miriam Cordeiro, para caluniá-lo na disputa eleitoral de 1989. Mas, afinal, há muito tempo Collor e Lula são amigos inseparáveis. Reza um antigo provérbio espanhol: “Dios los cria y ellos se juntan”.

LUIGI PETTI

pettirluigi@gmail.com

São Paulo

Sobre caráter

De repente a sra. Mirian Dutra resolveu atirar contra seu ex-amante, deu entrevistas e declarações das quais se pode resumir o seguinte: ela e FHC tiveram um relacionamento; desse relacionamento ela disse ter tido um filho (reconhecido por ele) que depois ficou provado por exame de DNA que não era dele; mesmo assim, FHC manteve contato, deu atenção e amor, pagou sua educação e até deu de presente um apartamento ao rapaz. Se ele tem contas no exterior e se são declaradas ao Fisco, isso não é da nossa conta e a Receita Federal deverá saber. Se houve repasse de alguns poucos milhares de dólares por uma empresa, que se verifique e se comprove (nada que se compare a um mensalão ou petrolão). Portanto, o que mais salta à vista é que se está falando de caráter e o sr. Fernando Henrique Cardoso provou que o tem de sobra. O mesmo não se pode dizer de Lula, já que toda essa história seria para, no fundo, poder dizer: “Tá vendo? Ele também tem seus problemas”... Enfim, disso (caráter) Lula nunca morrerá.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Diferenças gritantes

A diferença entre os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lulla da Silva é que FHC teve a grandeza de confirmar tudo sobre o seu caso com a jornalista Mirian Dutra, expondo-se até a uma situação constrangedora; já o sr. Lulla negou sempre tudo aquilo em que eventualmente se envolveu. Rosemary Noronha foi uma história que nunca ficou esclarecida, que o diga dona Marisa Letícia. Lulla não tem nada, nem sequer um celular, nunca viu nada nem sabe de nada, mas uma coisa não se pode negar: ele tem muitos amigos, alguns muito poderosos.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

Lula que se cuide

O PT estava louco para tirar o Lula da linha de frente e sobrou para o FHC, alvo agora de uma amante enraivecida sabe-se lá por que razão, uma vez que ele bancou um filho que nem era dele. Bem, o Lula que se cuide, porque a história com a Rose Noronha até hoje inferniza a dona Marisa. Bota essa raiva pra fora, Marisa Letícia, e fala do sítio e do tríplex, vai...

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Madame Rose

Se todo o problema do Brasil fosse o caso de Fernando Henrique Cardoso com Mirian Dutra, estaríamos entre as nações top do mundo. Os petralhas querem tapar o sol com a peneira. O envolvimento de Lula com Rosemary Noronha e os 25 milhões de euros, como é que isso ficou?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Esclarecimento

O juiz Sergio Moro, a Polícia Federal e o Ministério Público têm o dever de esclarecer à opinião pública a verdade sobre um depósito feito por Rosemary Noronha em 2012, de 25 milhões de euros, no Banco Espírito Santo (BES) na cidade do Porto, em Portugal. Pelo que se diz, está tudo documentado, fácil de rastrear, pois foi contratado um carro-forte para o transporte do dinheiro do aeroporto para o BES. Uma vez confirmado e se o dinheiro tiver procedência legítima, no mínimo, houve evasão de divisas de R$ 112 milhões – e, quem sabe, seria até consequente de achaque à Petrobrás...

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha

CORRUPÇÃO

Quem não deve...

O Estadão de quinta-feira (A5) estampa foto de um grupo de deputados petistas, todos sorridentes, manifestando apoio àquele que nunca soube nem sabe de nada. Sinto-me desesperançado, até ultrajado, em ter como concidadãos políticos que, ao se deixarem fotografar com semblante risonho, demonstram satisfação e felicidade em apoiar os obscuros fatos que teriam sido protagonizados pela “alma mais honesta dessste paísss”. Esses fatos exigem explicações convincentes, expressas por semblantes sérios, até agora negadas tanto à Justiça quanto ao povo brasileiro. Tal negativa, consubstanciada pelo não comparecimento à intimação da Justiça, permite que se creia em “malfeitos”, pois, como diz o dito popular, quem não deve não teme. Finalmente, esse inusitado apoio reforça e nos faz duvidar que algum dia seja revogada a máxima atribuída ao presidente francês Charles de Gaulle: o Brasil não é um país sério.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

A emblemática fotografia dos 30 deputados do PT levando apoio ao abatido Lula na sede do seu instituto demonstra o que virou o Brasil: o patrimônio público atende aos mais escusos interesses político-partidários. Nesse dia o expediente no Congresso foi normal, logo, os deputados petistas faltaram ao trabalho. E mais: foi o povo quem pagou as 30 passagens de avião entre Brasília e São Paulo. Vergonha!

ATALIBA M. DE MORAES FILHO

ataliba@outlook.com

Araçatuba

Condenação social

Ainda que não seja ilegal, a imoralidade é irrefragável. Nem tudo o que é “legal” está dentro dos parâmetros da moralidade ou da ideia do “justo”. Na maioria dos casos em que ocorre esse conflito, pende o nosso Judiciário pela aplicação fria da lei, em detrimento dos ditames axiológicos. Projetado esse pensamento aos casos do Lula (tríplex e sítio), fácil concluir que não haverá condenação, muito menos a prisão desejada por apedeutas. Todavia o julgamento mais importante não cabe ao Judiciário, mas à população. Certamente Lula já está condenado, ao menos pela parte razoavelmente esclarecida da sociedade. Diante de tantas irrefutáveis evidências, quem tem noção de decência e honestidade não aceita as justificativas que sustentam tratar-se de “perseguição”, desprovidas de argumento idôneo capaz de abalar tais evidências.

AMAURI ALONSO IELO, desembargador aposentado do TJSP

amauriielo@gmail.com

Guarujá

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A DECISÃO DO STF

 

A tão cultivada e decantada impunidade brasileira parece ter chegado ao fim com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que possibilita a prisão após o julgamento em segunda instância. Assim, o decisório por maioria de votos põe fim às procrastinações processuais visando a tornar mais elástico o tempo de permanência em liberdade do condenado. Na realidade, até o julgamento de segundo grau, com decisório de condenação, o réu teve amplas possibilidades de provar sua inocência e não pode alegar cerceamento de defesa, porque o universo aberto para a produção de provas foi amplo e na medida necessária. Assim, a alteração pela Suprema Corte de pensamento anterior vem de encontro ao que se busca no País: passar a Nação a limpo e demonstrar ao povo brasileiro, especialmente aos jovens, que temos uma Justiça que não convive e não quer a predominância da impunidade.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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PELO FIM DAS CHICANAS JURÍDICAS

 

Finalmente alguma providência jurídica foi tomada pelo STF contra as chicanas aplicadas nos julgamentos. As prisões devem ser feitas após o julgamento de segunda instância para evitar as prescrições e a eterna espera de criminosos, em liberdade, do trânsito em julgado. É muito conforto para o réu ou delinquente ficar esperando em liberdade continuando a realizar seus crimes “per omnia saecula saeculorum”, às vezes de dentro das prisões, como foi o caso de José Dirceu no caso do mensalão. O STF parece que anteviu o projeto de lei popular contra a corrupção já com 1,4 milhão de assinaturas e reconheceu o abuso do direito de recorrer. A presunção não deve ser de inocência, mas, sim, de culpabilidade, assim como devem ser extintos os embargos infringentes e de declaração: dessa forma, ficaria sanada a surreal incapacidade de condenar do nosso sistema criminal.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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MÁ NOTÍCIA PARA OS TRAMBIQUEIROS

 

A demora nos julgamentos no Brasil é tamanha que muitos criminosos se beneficiam da prescrição punitiva dos crimes praticados. Agora, com a decisão do STF, os trambiqueiros de plantão e sua tigrada, que sempre se sentiram impunes, com certeza irão para trás das grades, com a confirmação condenatória em segunda instância, mesmo havendo ainda vários recursos e chicanas, acabando de vez com a pretensão daqueles criminosos que sempre apostaram na demora da Justiça. Parabéns, Supremo Tribunal Federal! 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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PRISÃO APÓS SEGUNDA INSTÂNCIA

 

O ministro presidente do STF, Ricardo Lewandowski, não tendo como recursar, apelou. Seu voto contra a alteração da jurisprudência que permite o início da execução penal antes de esgotados os recursos, alegando que as vagas no sistema prisional nacional estão esgotadas, beira ao irracional.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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SÓ AGORA?

 

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, critica as mudanças na Justiça dizendo que o sistema carcerário está falido, comparando-o ao inferno de Dante. Descobriu a pólvora! A pergunta é: ele chegou a essa conclusão depois de décadas de estudo sobre a (in)justiça criminal brasileira ou só se deu conta disso agora, que engravatados, endinheirados e abastados estão vendo as grades se fecharem às suas costas?

 

Sergio Aparecido Nardelli sergio9@ig.com.br 

São Paulo

 

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JANELA FECHADA

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fez uma declaração alertando para a possibilidade de danos irreparáveis com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a prisão de réus já condenados em segunda instância, com o risco de serem feitas prisões injustas antes do esgotamento de todos os recursos permitidos. E o outro lado da moeda? E os danos irreparáveis e as injustiças cometidas contra a população honesta e cumpridora das leis que está cansada de ver criminosos, com fartas provas de seus crimes, continuando soltos e gozando a vida num bem bom, já que recursos protelatórios feitos por advogados espertos conseguem que isso aconteça? Fico com a opinião do juiz Sérgio Moro: fechou-se uma janela da impunidade.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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VIVA A JUSTIÇA!

 

O cara mata a mulher de forma covarde e cruel, é réu confesso, fica dez anos esperando o último recurso até o trânsito em julgado, para, finalmente, cumprir pena, causando na sociedade como um todo uma forte impressão de impunidade. Só no Brasil mesmo! Mas, como diz o ditado, a Justiça tarda, mas não falha. Parabéns ao Supremo Tribunal Federal (STF) por ter colocado o País no rumo. Os danos irreparáveis ficaram só para os bolsos dos advogados. Ainda bem, esse é o mal menor. Viva a Justiça brasileira!

 

José Eduardo Victor victorjoseeduardo@gmail.com

Jaú

 

 

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OS DOIS LADOS

 

Por não apresentarem argumentações palpáveis para sociedade, considero lamentáveis os quatros votos contra a decisão de STF sobre o assunto. Pior é o posicionamento da OAB, ao dizer que “(...) não resolve o problema da criminalidade e pode cristalizar muitas injustiças”. Pergunto: ora, sr. presidente, como ficam as “injustiças” sofridas pelas vítimas causadas por aqueles que já julgados em segunda instância continuam a dilapidar o erário público e matar pais de família, entre outros crimes? Se a lei é cega, por que não “ver” os dois lados?

 

Gilberto Antônio Scopigno gilberto@scopigno.net  

São Paulo

 

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O CHORO DOS ADVOGADOS

 

Tenho certeza de que o choro maior dos advogados quanto aos “danos irreparáveis” que virão diante da posição do Supremo, referem-se às suas contas bancárias. Vai doer muito!

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

 

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ABSURDO DO STF

 

Li, estupefato, a errada e inconstitucional decisão do STF que admite a prisão sem trânsito em julgado da sentença penal condenatória (“Estadão”, 18/2, A9). A Constituição, no artigo 5, inciso LVII, diz que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”. Trânsito em julgado ocorre depois de não caber mais NENHUM recurso no processo. Isso é conceito de mais de 2 mil anos de Direito. O STF não tem poder constituinte para poder MUDAR o texto da Constituição. Ele “interpretou”: onde está escrito “trânsito em julgado”, o STF afirmou que estaria escrito “sentença de segundo grau”. Todos estamos abaixo da lei, inclusive os 11 ministros do STF. A Suprema Corte pode interpretar a Constituição, mas não alterar deliberadamente o seu texto e espírito. Os argumentos dos ministros que votaram a favor desse absurdo são errados e, permita-me a deselegância, pueris. Dizem os ministros vencedores que o STF não julga fatos, que são definem no segundo grau. Errado. O STF, ao acolher recurso extraordinário, “aplica o direito à espécie”, que significa “julga totalmente o caso, inclusive com a revisão total das provas”. Isso é próprio do “juízo de revisão” dos recursos excepcionais (RE, para o STF; RR para o TST; e REsp para o STJ), aliás, como está na própria Súmula 456 do STF, no artigo 257 do Regimento Interno do STJ e, agora, no artigo 1.034 do novo Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015), que entra em vigor no próximo 18/3/2016. Com isso, todo e qualquer recurso às Cortes Superiores podem, sim, alterar visceralmente os julgamentos do segundo grau. Ademais, em casos de competência originária de tribunal, basta uma condenação para que a pessoa possa ser presa? E a Convenção Interamericana dos Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica), que em seu artigo 8 garante ao réu, no processo penal, pelo menos dois julgamentos de mérito? Esse pacto entrou no direito brasileiro como texto normativo constitucional, isto é, vale como se fora texto da própria Constituição. Jogar para a torcida não é defender a Constituição. Aliás, uma verdadeira corte constitucional tem, como atividade ínsita e ontológica, a tarefa de ser contramajoritária, isto é, julgar contra a maioria, se a maioria estiver contra a Constituição. Num Estado Democrático de Direito o que deve prevalecer é a Constituição, acima de tudo e de todos. Política e tecnicamente a decisão desta semana do STF está em desconformidade com a Constituição federal. Isso, infelizmente, tem sido a tônica dos julgamentos do STF nos últimos tempos: mudar o texto e o espírito da Constituição, a pretexto de interpretá-la. Até quando aguentaremos esses desmandos? Quem pode fazer alguma coisa contra o malferimento da Carta Política pelo seu guardião? Um brasileiro indignado e inconformado.

 

Nelson Nery Junior nneryjr@hotmail.com

São Paulo

 

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ENTREGUES AO DESCASO

 

A decisão do STF de que o réu condenado em segunda instância deverá ir para a prisão, mesmo sem o trânsito em julgado da sentença, destoa do mais simples direito à liberdade. Anula-se de forma jocosa o conceito e instituto do trânsito em julgado. Nada, absolutamente nada, no Direito poderá ser executado sem que tenha ocorrido o trânsito em julgado. Mas agora esses ministros mudam a própria tese consagrada por seus pares, vigente desde o ano de 2009, alegando simplesmente a incapacidade de julgar os processos que se amontoam diariamente. A decisão foi alinhavada por um ministro que há poucos dias, ao justificar seu voto, citou norma constitucional que a leu parcialmente (ato abominável). E o mais surpreendente: os ministros vencedores destacaram que a medida é uma forma de combater a morosidade da Justiça. Então tá! Fazendo um reles comparativo: “quando a medicina não consegue curar a doença, o mais sensato seria matar o paciente”. Estamos entregues ao descaso da corte maior deste país.

 

Antonio Ferreira Dourado Filho aferreirad@terra.com.br

São Paulo

 

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GOLPE NA IMPUNIDADE

 

A despeito do inconformismo de alguns criminalistas de plantão, o Supremo Tribunal Federal decidiu acertadamente ao aprovar a prisão logo após o julgamento de segunda instância, pois qualquer operador do Direito sabe que a materialidade das provas se esgotam no âmbito do tribunal. A partir daí, a interposição de recursos, salvo raríssimas exceções, servem apenas e tão somente para postergar ao máximo o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, na expectativa da ocorrência da prescrição da pena. A expectativa de impunidade, esta, sim, sofreu um grande golpe.

 

Luiz H. Freire Cesar Pestana luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

 

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PROTEÇÃO A CRIMINOSOS

 

Os criminosos brasileiros não precisam de mais proteção. Ao contrário do que dizem os advogados, não há riscos de danos irreparáveis se alguém for preso depois de ter sido condenado em segunda instância. Os piores e mais perigosos criminosos do País estão muito longe do alcance de um tribunal de primeira ou de segunda instância. Vossas Excelências, os políticos, são beneficiários da inconstitucional imunidade parlamentar e não têm de dar satisfações a um delegado de polícia, estão acima dessa mesquinharia, dessa pobreza. Não há risco de um Renan Calheiros ser condenado injustamente simplesmente porque ele jamais será julgado. Os advogados devem estar desesperados com a perda do seu infinito poder de recorrer eternamente, e ganhar eternamente os honorários dessas defesas intermináveis. Depois do duro golpe da delação premiada, agora a prisão antes de uma condenação unânime no Supremo Tribunal Federal, não esta fácil a vida para os criminosos sem imunidade parlamentar. Se continuar assim, o Brasil pode até acabar se tornando um país sério.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ALVÍSSARAS!

 

Depois da magnífica decisão do STF, estão liberados todos os malfeitores, aloprados, criminosos em geral, petistas e outros para com seus advogados protelarem os processos com recursos “ad infinitum”.

 

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

 

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AS ÚLTIMAS INSTÂNCIAS

 

Supremo Tribunal Federal se diminui e, de quebra, muda a Constituição da República, prerrogativa que não é sua. Em área penal sentenças mal proferidas e acórdãos iníquos, doravante, serão as últimas instâncias do País.

 

Benedito Antonio Dias da Silva beneadvdiasdasilva@terra.com.br

São Paulo

 

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LAMBANÇA

 

O STF, por maioria, revogou cláusula pétrea da Carta Magna, extinguindo a “a presunção de inocência” em segunda instância. Agora teremos cadeias cada vez mais lotadas e o Estado pagando vultosas indenizações a inocentes que cumprirem penas antecipadas. Os ministros que fizeram esta lambança devem mudar seus votos antes da publicação do acórdão, recuperando a sensatez.

 

Max  Carvalho maxlegal@ig.com.br

São Paulo

 

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CUBO MÁGICO

 

Girar o cubo mágico só para agradar aos olhos de quem não tolera o contraste das cores dos quadriláteros requer cuidado para não deixar com que uma das peças impeça a uniformidade das cores em todos os lados do cubo. O STF por autorizar a privação da liberdade após haver o julgamento nas instâncias ordinárias e antes das superiores, fundamentando-a com base na insatisfação popular, além de fazer da presunção de inocência uma utopia constitucional, terá que repensar como fará para não deixar a Súmula 691, editada pela própria Corte – e que leva ao não conhecimento de “habeas corpus” impetrado contra a decisão monocrática que nega pedido liminar requerido a tribunal superior -, ser a peça que impede a uniformidade das cores em todos os lados do cubo. A dita Súmula só é afastada quando há flagrante ilegalidade, abuso de poder ou afronta a jurisprudência. Logo, resta aguardar se futuramente a consciência da ordem jurídica justa irá tolerar a seletividade para apreciar prisões arbitrárias ou reconhecerá que toda e qualquer prisão oriunda de julgamento rotulado por errôneo levará a conhecer de todo e qualquer remédio heroico para homenagear a liberdade, ou melhor, a dignidade da pessoa humana. De todo modo, parece certo ao menos com que os dignos ministros não perceberam que a decisão em comento irá abarrotar cada vez mais os seus gabinetes de habeas corpus.

 

Rodrigo de Abreu Sodré Sampaio Gouveia rsampaiogouveia@hotmail.com

São Paulo

 

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CUMPRA-SE

 

No seu voto contrário no caso da decisão sobre a prisão após julgamento em segunda instância, o ministro Marco Aurélio enfatizou: “Reconheço mais: que a Justiça é morosa (...)”. Assim sendo, cumpra seu despacho de 7/1/2015: “Imprimam preferência à tramitação deste recurso extraordinário”, RE 594435, que sobrestou milhares de execução de precatórios.

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

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A SEGUNDA INSTÂNCIA E O CAOS

 

Aos senhores defensores dos “colarinhos brancos”, a meu  enfoque, gostaria de salientar que em primeira instância vem o caos; mas em seguida e com o fim da impunidade esse caos será absorvido pela automática diminuição  deste tipo de crime, que a bem da verdade é o que a sociedade almeja.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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UMA FLOR NO LAMAÇAL

 

Os cães ladram, e a caravana passa. A surpreendente decisão do STF, da prisão na condenação em segunda instância, mostra que há, sim, luz no fim do túnel. O Brasil é maior do que o PT, os criminalistas, o Foro de São Paulo, o bolivarianismo, Lula, Dilma, o mensalão, o petrolão, a incompetência crônica, a sem-vergonhice desenfreada, o caixa 2, as propinas, a sonegação, as amantes, a Lei de Gerson, o ceticismo e o silêncio dos bons, o analfabetismo funcional dos ignorantes e os esfaqueamentos de turistas, tudo isso junto. Quando parece que estamos indo para o velório, eis que uma flor nasce no lamaçal, para restaurar as esperanças! Pra frente, meu Brasil!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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PRIORIDADE

 

No momento em que o País atravessa sua maior crise na área da saúde, principalmente com as doenças provocada pelo mosquito Aedes aegypti, o ministro da pasta, Marcelo Castro, se licenciou do cargo para votar a favor da reeleição do deputado Leonardo Picciani para líder do PMDB na Câmara dos Deputados e derrotar o candidato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A estratégia mostra claramente que a prioridade da presidente Dilma não é combater o mosquito ou melhorar a saúde, como não cansa de falar, mas, sim, sua disputa política com Eduardo Cunha, que pode influenciar no seu processo de impeachment.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                    

Rio de Janeiro

 

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INVERSÃO DE FUNÇÕES

 

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, abandonou seu Ministério para brincar de parlamentar durante a pior epidemia já enfrentada no País. Enquanto isso, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o presidente do Banco do Brasil, Alexandre Corrêa, que deveriam estar ocupados no combate à inflação e com os juros extorsivos, estão em campanha pelo combate ao mosquito Aedes aegypti. Fica difícil de entender.

 

Luigi Petti pettirluigi@gmail.com

São Paulo

 

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UM PARTIDO DE CHUPINS

 

Depois do chororô em carta de Michel Temer à presidente da República reclamando de seu papel de vice, na qual disse que Dilma Rousseff não confiava nele nem no PMDB, vimos que a votação do maior partido da base aliada mudou o discurso e resolveu aliviar as críticas ao governo, ficando ao lado de quem tem a caneta. Os peemedebistas ganharam ministérios, foram atendidos em todos os pedidos que fizeram e, com a maior cara de pau, declaram apoio a um governo que está morto, com uma economia travada e com a inflação corroendo os salários, mas que continua cedendo aos apelos dos esfomeados parlamentares. Um partido de chupins.  Impossível os eleitores não virem tamanha desfaçatez. A negociata é feita à luz do dia. Difícil de alegar ignorância com uma imprensa que, apesar de ser cerceada, procura mostrar os desacertos desta politicalha que é praticada em Brasília.   

 

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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O MAL CONTINUA VENCENDO

 

Com a vitória do deputado Picciani, enfraquece a luta do Brasil e dos brasileiros pelo impeachment daquela que já deveria estar fora do governo há muito tempo. Acho que Deus está querendo testar nossas forças e nossas emoções. É mais um correligionário da presidente que coloca seus interesses pessoais acima dos interesses da Nação e do povo brasileiro. Os homens de bem deste país não estão conseguindo vencer o mal e o banditismo. Mas não podemos nem devemos baixar a guarda. Este país precisa ser passado a limpo.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

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CONGRESSO NACIONAL

 

No Brasil, o Congresso Nacional é um poder que apodreceu antes de tornar-se maduro.

 

José Roberto Canto jrpcanto@uol.com.br

São Paulo

 

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‘A ÚLTIMA PORTA ANTES DO INFERNO’

 

Fernão Lara Mesquita (“Estadão”, 19/2, A2) disseca com precisão matemática a situação econômico-caótica a que o PT, o lulopetismo e a insensatez da presidente nos levaram. O cerne da questão, porém, não está nos números. Estes poderiam ser revertidos com a adoção de medidas duras. A origem de tudo está na crise moral que atinge não só os Três Poderes da República, como também à grande maioria da população que, por falta de educação, é incapaz de pensar. Enquanto esta malta que ocupou Brasília não for afastada, respeitados os bons princípios legais, de nada adiantarão as esparsas mobilizações como a que ocorrerá no dia 13 de março, se ocorrer.

 

Wellington Pinho wellington.pinho@me.com

São Paulo

 

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PMDB

 

A propósito do posicionamento dos partidos políticos no Brasil, vale ressaltar o que bem anotou o articulista José Roberto de Toledo em seu artigo “PMDB embala Dilma” (“Estadão”, 18/2, A6): “A única constante do comportamento peemedebista é que ele é eternamente variável. Seja quem for o presidente, há a ala a favor e a contra. No fim, o preço sobe e ambas ganham”. Não poderia haver definição mais acurada. Falou e disse!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo

 

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UMA DURA QUARTA-FEIRA

 

Na quarta-feira tivemos ações que mostram aonde chegamos: ao fundo do poço. Lula e dona Marisa não foram depor à Justiça paulista; Rodrigo Janot torpedeou políticos fora do PT; Dilma Rousseff exonerou ministro da Saúde – num período de epidemia pela falta de ações na época certa – para, acreditem, votar no seu candidato a líder do PMDB. Quanta incoerência! Leonardo Picciani (PMDB), vencedor do Planalto, e seu pai detêm o monopólio nas obras da Olimpíada. Certamente devem ser empresários honestíssimos, afinal, no Rio de Janeiro não há corrupção! E assim caminha a humanidade.

 

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

 

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LAVA JATO NO ESPORTE

 

E a corrupção na Copa do Mundo e na Olímpiada, não vai ser investigada? É só mexer que ela aparece! E não é pequena, não! A corrupta Fifa vendeu a realização no Brasil com fins eleitorais e o valor pago foi grande! O povo foi quem pagou! E o segredo dos 3 x 1 e do 7 x 1 vai ficar encoberto até quando? Mais uma vez funcionou o superfaturamento nas obras dos elefantes brancos, alguns no meio do mato, e as empreiteiras e políticos faturaram grosso. Não vamos ter nenhum herói delator sobre estes casos?

 

Italo Poli Junior polijau@terra.com.br

São Paulo

 

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CASO NEYMAR – BLOQUEIO DE BENS

 

Tá vendo, Neymar? Se você tivesse se aconselhado com o “titio” Lula e colocado seu iate e seu avião no nome de algum amigo, a Justiça não os teria bloqueado! Da próxima vez, não esqueça, viu?

 

Durval Arrebola durval.arrebola@gmail.com

Guarulhos

 

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O BLOQUEIO DO JATINHO DE NEYMAR

 

Operação Leva Jato!

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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O AFFAIR FHC-MIRIAM DUTRA

 

Depois de 36 anos, a jornalista Miriam Dutra vem a público afirmar que Fernando Henrique Cardoso lhe mandava dinheiro para fora do Brasil para cobrir gastos de um filho dele, por meio de uma empresa. Será que se trata de uma chantagem ou tem um dedo do PT nisso, para desviar a atenção da mídia da “presidenta” e “dele”? Até que ponto esta trigada, como é chamada pelos editoriais do “Estadão”, tem a coragem de chegar?

 

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

 

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FHC VERSUS LULA

 

FHC assumiu e banca um filho que não é seu, como comprovam dois exames de DNA. Lula não assume um sítio e um apartamento que são seus, como comprovam todas as evidências criminosas. Na comparação de caráteres, que o PT insiste em fazer, para confundir a opinião pública, qual dos dois ex-presidentes demonstra ter mais hombridade? FHC, ao contrário de Lula, pode transformar o seu limão numa limonada.

 

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

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LIÇÃO

 

Que sirva de lição aos parlamentares de plantão. Amante boa é amante bem tratada e bem provisionada. Secou a fonte? Danou-se. Isso cabe ao ex-presidente FHC e seu caso antigo com a jornalista Mirian Dutra. Provavelmente o filho cresceu e a mesada foi direcionada apenas ao seu sustento e educação, deixando a progenitora ao Deus dará. Errou no contrato assinado? Danou-se. Mas que este caso requentado tem cheiro de desvio de atenção para com o caso do tríplex e do sítio do casal Lula da Silva, isso tem. Eles precisam provar que todos são iguais a eles. Resta ao ex-presidente FHC abrir suas contas no exterior e no Brasil e provar se é diferente, ou igual, coisa que o casal em questão está difícil de provar.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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CULPA DE FHC

 

Desta vez a culpa é mesmo de FHC! Entre tantas mulheres interessantes, foi eleger como amante uma oportunista, incoerente, confusa e mal agradecida. Bem, ninguém é perfeito...

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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DEEM AS MÃOS

 

Pau que dá em Chico dá em Francisco. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apareceu na mídia esta semana com uma acusação da jornalista Mirian Dutra dizendo que recebeu dinheiro no exterior do ex-presidente, ajudado por uma empresa de exportação e importação, por meio de um contrato fictício, onde nunca trabalhou. Não são santos. Para mim, o PSDB e o PT podem dar as mãos e sair por aí. Com que moral acusam e pedem o impeachment de Dilma Rousseff? Agora esta acusação. Há poucos dias, o caso da merenda escolar; na gestão José Serra o escândalo com os trens, que vem da gestão Mário Covas; na gestão FHC tivemos o das ambulâncias, Fonte-Cidam, etc.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PULOU A CERCA

 

O “affair” de FHC com a jornalista Miriam Dutra vai dar o que falar e é mais do que necessário o esclarecimento disso tudo. É justo e necessário que assim seja. Mas, cá entre nós, que a dita Miriam é ciumenta, isso ela é. Nem FHC imaginava e esperava isso. E aí, deu no que deu!

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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‘O FILHO DE FHC’

 

A nova novela da Globo: “O Filho de FHC”, no “Jornal Nacional”, o novo programa de fofocas políticas da Globo. Vejam no próximo capítulo: FHC fraudou o teste de DNA? Tomás é mesmo filho de FHC? Quem será o verdadeiro pai de Tomás?

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

 

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AGÊNCIAS REGULADORAS

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou resolução reduzindo em até 80% as multas dos planos de saúde que não cumpriram as regras de atendimento ao cliente. A Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretende aprovar medida para beneficiar a Oi (coincidência, a mesma da torre instalada no sítio de Lula em Atibaia) cancelando multa por má qualidade do serviço. Afinal, qual a função dessas agências reguladoras? A Anatel defende as empresas de telecomunicações, a ANS defende as operadoras de planos de saúde, a Aneel defende as empresas de energia elétrica, a Anac defende as empresas aéreas, a Anvisa defende as indústrias farmacêuticas, e por aí vai. E o povo consumidor, quem defende? Deveria ser o Congresso Nacional, mas lá o pessoal só defende a si mesmo. Concluí que preciso parar de ler jornal para não morrer de raiva.

 

José C. de Melo Reis jcelid@uol.com.br

São Paulo

 

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OMISSÃO

 

Todos os dias pessoas são “roubadas” pelas empresas de transporte de passageiros que, ao comprar sua passagem nos guichês das diversas rodoviárias do País, não recebem o troco correto. Parece até que é obrigação do passageiro abrir mão do troco em favor do funcionário. No meu caso em particular, ao comprar uma passagem cujo valor é de R$ 24,23 e dar uma nota de R$ 100,00, recebi o troco de R$ 75,00 sem qualquer explicação. É claro que isso se dá pela conivência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da empresa de transporte, no meu caso Viação Rápido Brasil AS, e talvez da administradora do terminal. Gostaria de ouvir a explicação da agência por se omitir perante um fragrante achaque ao cidadão.  

 

Mauro Ribeiro Gamero  mauro.gamero@yahoo.com.br

São Paulo 

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