Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2016 | 03h00

Passou da conta

Depois de protelado várias vezes, enfim o ministro da Fazenda anunciou pífios R$ 23,4 bilhões de corte nos gastos do governo federal. Para justificar o “fabuloso” corte e fechar as contas da União deste ano com um rombo de até R$ 60,2 bilhões, 1% do produto interno bruto (PIB), a equipe econômica vai propor ao Congresso a adoção de um mecanismo chamado de banda de flutuação do resultado fiscal. Funciona assim, disse o ministro: o governo vai trabalhar para obter um saldo positivo de R$ 24 bilhões ao final deste ano (nem a Velhinha de Taubaté acredita nisso); mas o resultado poderá ser menor, ou até mesmo negativo (aí, sim, do Oiapoque ao Chuí todos acreditam): o governo vai continuar gastão e irresponsável como sempre. No intuito de forçar o Congresso a aprovar a tal banda flutuante, apelou novamente para a combalida área da saúde, os precatórios, cujos pagamentos pretende diminuir em R$ 12 bilhões – vai diminuir o quê, se já não paga nada? –, e ameaçou cortar até o reajuste do salário mínimo. Aí foi além da conta.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Congelamento geral

O Estadão de sábado informa que no próximo ano o salário mínimo poderá ser congelado. Concordo plenamente, desde que os aluguéis, os planos de saúde, os remédios, a cesta básica e outros itens sejam também congelados. Bem antes disso, é necessário o corte dos ministérios que prometeram cortar e até agora nada, a redução dos cargos dos aspones e o congelamento dos salários de deputados, senadores, ministros, etc., com corte também das outras mordomias, do tipo viagens, moradias, planos de saúde (quem quiser que pague o seu), seguranças, etc. Tirar do infeliz trabalhador é muito fácil.

JOSÉ FERNANDEZ RODRIGUEZ

rodriguez1941@gmail.com

Santos

Morro abaixo

Qualquer pessoa minimamente instruída e razoavelmente informada dos fatos já se deu conta de que, do jeito que vai, o Brasil, não demora, despenca no caos econômico e social. Medidas urgentes e corajosas – “impopulares”, em bom português – impõem-se à Nação para que o País consiga desviar-se do rumo trágico que tomou nos últimos tempos. A dívida pública aumenta perigosamente e a alta velocidade de sua expansão é um dado que há muito deveria ter acendido a luz de advertência dentro do Planalto. Para enfrentar essa e outras questões, como a inflação (por exemplo), é mister que o País produza superávits primários convincentes. Mas o que fazem os gênios de Brasília? Da mesma forma que um desavisado trata pneumonia com aspirina, o Planalto propõe atacar o desarranjo das contas públicas prevendo, por exemplo, a suspensão de novas desonerações, do aumento de despesas de custeio, da realização de concursos e criação (!) de mais cargos públicos. Parece piada que essas medidas (óbvias!) ainda não tenham sido tomadas. A suspensão da concessão de aumentos reais ao salário mínimo – num contexto extremo como o atual, com desemprego galopante – é uma das medidas que foram postergadas para o “último caso”. Em paralelo, para dar alguma satisfação à sociedade o ministro da Fazenda acena com o contingenciamento de R$ 23,4 bilhões, valor claramente insuficiente para sequer dar conta do aumento do salário mínimo deste ano, que vai custar a bagatela de R$ 30,2 bilhões aos cofres públicos. O governo do PT é covarde, tem medo de enfrentar os desafios do momento da forma corajosa como deveria, pois é refém de um discurso populista e demagógico, prisioneiro de uma militância que sempre se notabilizou por desprezar a boa aritmética, com um discurso de “conquistas trabalhistas” e “justiça social”. Com essa mentalidade, é Brasil de morro abaixo. Quem viver verá.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Administração claudicante

Certamente que os investidores e empresários fogem de realizar aplicações no País porque a incerteza e a insegurança da administração federal levam o planeta a ver no Brasil o domínio da carência de competência e confiabilidade. Agora, a redução dos gastos do governo foi para R$ 24 bilhões, já se asseverando que não haverá o cumprimento do superávit de 0,5% do PIB. De outro lado, onde se tocar o dedo no mapa desta administração federal se encontrará, além da corrupção, a incompetência de gestão, situação que dificulta a credibilidade de eventuais investidores. E tal situação foi relatada, recentemente, a Jaques Wagner, ministro-chefe da Casa Civil da Presidência, em São Paulo, por um grupo de empresários de peso. Assim, o País continua patinando e com fortes perspectivas de retornar anos em seu desenvolvimento. O lulopetismo transformou o País de emergente em nação titubeante, inconfiável e retrógrada.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Altivez

Recessão em alta, inflação fora de controle e em alta, desemprego em alta, desequilíbrio fiscal em alta, dólar em alta, risco de calote em alta. Governo altaneiro esse, hein?!

MARIO MIGUEL

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí 

ALCOVITICES

Trágico legado

A entrevista da jornalista Miriam Dutra tem as digitais do PT, partido especialista em fabricar dossiês contra adversários para desviar as atenções das investigações sobre Lula. Mas nada disso vai mudar o legado deixado pelos petistas como o mais corrupto de todos os partidos, o que levou o País à maior recessão econômica dos últimos 80 anos e, consequentemente, ao penúltimo lugar entre as economias mundiais, à frente apenas dos “hermanos” bolivarianos da Venezuela, a ter o segundo maior caso de corrupção da História mundial, o petrolão, e as epidemias de dengue e de microcefalia, entre outras mazelas. Tudo isso, sim, uma verdadeira herança maldita.

CELSO NEVES DACCA

celsodacca@gmail.com

São Paulo

Prática comum

O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, anunciou (20/2, A6) que a Polícia Federal analisará “aspectos técnicos e jurídicos” do envio de dinheiro ao exterior pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Há um estudo preliminar para ver se vai abrir a investigação, é uma prática comum”. Essa “prática comum” já foi aplicada ao caso do transporte de 25 milhões de euros pela “madame” Rosemary Noronha para a cidade do Porto e depositados no Banco Espírito Santo?

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

UMA VITÓRIA DE PIRRO?

 

É sabido de todos que, quando o Partido dos Trabalhadores (PT) entra num jogo, o que importa é o objetivo a alcançar, não importando o meio usado para chegar ao fim. Por uma diferença de apenas 7 votos, o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ), membro do clã substituto dos Sarney, saiu vencedor na disputa pela liderança do PMDB na Câmara dos Deputados. Para o governo Dilma, essa vitória era muito importante porque pesava sobre o controle da bancada não só nas votações de interesse do Planalto, como também no processo em andamento do impeachment de Dilma Rousseff. A prova desse interesse está no fato de um ministro (da Saúde) envolvido, junto com o Exército, numa batalha contra o mosquito Aedes aegypti, ter-se afastado do Ministério por um dia para que pudesse voltar à Câmara e votar no candidato adversário de Eduardo Cunha, Hugo Motta. Uma vitória de Pirro é o que Picciani colheu, porque daqui em diante vai ser testada a sua capacidade de aglutinar, principalmente o seu partido, o PMDB, tendo em vista a dependência que o governo está a exigir do Congresso tanto nos ajustes de contas, aumentos de impostos e a execrável CPMF, como no principal: o impeachment. E como apoiar a reforma da Previdência, contra a qual o próprio PT é contra? Finalmente, vai prevalecer a “arrumação” caseira, com um ministério aqui, uma secretaria ali, um cargo de chefia acolá numa estatal e tudo fica “como dantes no quartel de Abrantes”.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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PRECISA-SE DE GOVERNO

 

São três os requisitos necessários para implementar no País um ajuste efetivo das contas públicas e, a partir dessa arrumação, promover a retomada do crescimento: 1) coragem; 2) legitimidade; e 3) espírito público. Quanto ao primeiro, a corrente política da qual o PT e Dilma (uma brizolista) fazem parte é notoriamente marcada pela covardia diante da popularidade, é o populismo da pior espécie. Foi justamente a administração de olho nos índices de popularidade do keynesianismo amanteigado que trouxe o Brasil a este descalabro fiscal. Seria loucura esperar de Dilma e Nelson Barbosa (ministro da Fazenda) ações minimamente ortodoxas, vide o caráter desenvolvimentista (leia-se “ciclista”) de ambos. Um arranjo fiscal – que inclui medidas impopulares – requer legitimidade. Que credibilidade tem o governo Dilma para tal? Não bastasse ela própria e seu partido serem os responsáveis pela maior depressão econômica brasileira da História, sem crise internacional (!), a cada dia a honestidade dos trabalhadores é bofeteada pelos escândalos de corrupção revelados, de tal sorte a constituir, nas palavras do professor Marco Antonio Villa e do ministro Celso de Mello (STF), um “projeto criminoso de poder”. Terceiro e último ponto: não há espírito público na base parlamentar governista. O PMDB de Leonardo Picciani não passa de “apoio de aluguel” e, quando a fonte de nomeações secar, ele não hesitará em deixar Dilma na mão com seus projetos de retomada da CPMF e reforma da Previdência. O cenário econômico não poderia ser pior – e olha que eles tentam! Nos últimos cinco meses a nota de crédito do País foi rebaixada duas vezes e as projeções são assombrosas, como o recuo de 4,08% da economia em 2015 (IBC-Br) e o déficit primário de 1% para este ano. Precisamos de um novo governo, pois este acabou. Até quando os “walking dead” petistas nos puxarão para baixo? É mais uma década perdida para nós, brasileiros.

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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PAÍS RICO

 

A presidente Dilma enviará ao Congresso seu projeto de reforma da Previdência, com ou sem acordo dos integrantes do fórum criado pelo governo e que estuda o tema. A presidente se comprometeu com os aliados a fazer reuniões para discutir a pauta de votações e manter um canal de diálogo aberto. Estas reuniões semanais serão almoços ou jantares. Nada como vivermos num país rico. Almoços ou jantares. Brasília é outro mundo. Lá todos devem estar bem empregados, ganhando bem, nem sabem o que é crise. É isso aí. Depois não sabem por que faltam recursos para os hospitais, laboratórios para testes e vacinas, etc. As indústrias e o comércio estão fechando fábricas e lojas, a cada mês há mais desempregados no País, e eles vão almoçar ou jantar para discutir pauta de votação.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Os grandes economistas do Brasil não se cansam de alardear a reforma da Previdência como algo imprescindível para o controle das contas públicas. Mas, enquanto fatores ditos incrustrados na serventia de um governo socialista não mudarem, podem fazer a reforma que for, não vai dar. Existem inúmeros relatos de pessoas no Nordeste que se aposentam aos 55 anos (mulheres), aos 60 anos (homens), sem jamais terem contribuído com um centavo sequer à Previdência. Se derem um jeitinho, contribuem com R$ 10,00 por mês, durante poucos anos, e conseguem o benefício. Falo da aposentadoria rural. Esse o principal desestabilizador da Previdência, fora as fraudes que o governo não consegue sanar. São beneficiados da Previdência urbana sustentando a Previdência rural. Vale ressaltar que nessas aposentadorias o benefício é de um salario mínimo real, que sobe acima da inflação. Não existe milagre. A Previdência vai quebrar e, no fim, ninguém receberá o benefício! Escrevam...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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O CALDEIRÃO DO DÉFICIT

 

A jornalista Suely Caldas, com seu artigo “Previdência – justiça e privilégios” (“Estadão”, 14/2, B2), coloca um pouco de luz e tira quilômetros de lamentações minhas e de outros aposentados, que veem propostas de reformas e artigos também falando de reforma de Previdência sem nenhum conhecimento do caldeirão que é o tal déficit, sempre mostrando o aposentado privado como o vilão do rombo, sem mostrar nada dos “icebergs” que são as aposentadorias do Judiciário, dos militares e suas filhas solteiras, dos funcionários públicos, dos aposentados várias vezes no Estado, dos políticos, das aposentadorias sociais (nada contra isso) e outros monstros que não têm nenhuma relação atuarial com o valor pago, enquanto nós, que fomos descontados anos por 20 salários, estamos morrendo à míngua, e o pior, sendo parte importante do consumo de país arrombado. Suely Caldas não nos salva, mas nos dá um alento.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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PARA ALÉM DO ROMBO NA PREVIDÊNCIA

 

Muito bom o artigo de Suely Caldas sobre a Previdência (14/2, B2). Este assunto deveria ser tratado com maior transparência pela imprensa. Há que abrir as contas de receitas e despesas. Sabe-se que os maiores devedores são os municípios, governos estaduais e autarquias. Recolhem as parcelas descontadas dos empregados e a patronal não recolhem. Só se fala em rombo, mas não mostram o todo.

 

Nelson Trevilatto nelsontrevilatto@hotmail.com

São Paulo

 

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A CONTA NUNCA VAI FECHAR

 

Leio todos os domingos, com atenção, os artigos de Suely Caldas no “Estadão” e aprendo muito. Sobre a Previdência: se JK não a tivesse solapado para construir Brasília; se os governos não a usassem para fazer caixa; se os governos cobrassem de grandes “players”, inclusive times de futebol; se não desse benefícios descabidos a alguns grupos econômicos; se fizesse auditorias regulares sobre os “mortos-vivos”, etc., ela seria sempre superavitária. Três fontes iguais devem sustentá-la: o empregado, o empregador e o Estado com sua parte. O que ocorre: o empregado tem descontado no seu holerite para que o empregador, com sua parte, o recolha ao governo. O empregador não recolhe os dois ao governo, que não os cobra, não entra com sua parte e ainda mete a mão sobre a rubrica. Isso, por óbvio, nunca vai dar certo! Essa conta nunca vai fechar! É um grande engodo – dos tantos no Brasil! – dizer que ela é deficitária.

 

José Edegar Medeiros jem@jfsc.jus.br

Florianópolis

 

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PARA A POSTERIDADE

 

A reforma da Previdência, a reforma tributária, as investigações do senador Renan Calheiros, as investigações do deputado Eduardo Cunha, as investigações do ex-presidente Lula e as investigações sobre os recursos utilizados na campanha eleitoral de 2014 caminham a passos de tartaruga. Prorrogar, atrasar e delongar são as palavras de ordem. Todos aqueles que têm poder de decisão se esforçam para manter a situação política e financeira do País completamente estagnada. Os congressistas brasileiros ganham medalha de ouro nos jogos de interesses estritamente políticos. Portanto, a vida real dos contribuintes vai ficando para segundo plano, para a posteridade.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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À CUSTA DO NOSSO SACRIFÍCIO

 

Como o governo petista é fantástico para fazer gentileza à custa dos sacrifícios dos outros! Demagogia enaltecendo uma minoria milionária e prejudicando a maioria absoluta de trabalhadores honestos e humildes que têm por princípio trabalhar e gerar riquezas para o País. Infelizmente, no Brasil é assim: entre 51 campeões mundiais de futebol nos anos de 1958, 1962 e 1970, tivemos apenas um herói que deu sua prova de patriotismo, de responsabilidade e íntegro respeito com os demais brasileiros contribuintes da Previdência Social: (Tostão) Eduardo Gonçalves de Andrade, recusando a gentileza proposta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lhes doar R$ 100 mil de prêmio e mais uma aposentadoria no “teto” bancada à custa dos que contribuem para a Previdência Social (Lei n.º 12.663/2012). Os demais campeões ignoraram a injustiça praticada em seu favor e receberam esse injusto pagamento que saiu do suor desgastante dos trabalhadores, não quiseram nem saber que há muitos humildes que até ficam sem assistência hospitalar, educação, segurança, habitação, etc., mesmo sendo público e notório que todos esses jogadores foram exuberantemente bem remunerados e gratificados. Até Pelé, com toda a sua fama, com todos os milhões possuídos e que continua recebendo, não teve um toque de consciência idêntica ao Tostão que brilhou neste ato e serviu de exemplo a todos, principalmente a Pelé. Este é o nosso atual Brasil! Entre 51 cidadãos bem-sucedidos, apenas um foi honesto.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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AJUSTE DE CONTAS

 

Política tem coisas curiosas. Ás vezes, até gente do PT acerta. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, destaca que a Previdência no setor privado tem balanço positivo e, não obstante, está na mira do governo para pagar o pato. Dilma quer aumentar a idade mínima. Para a verdade ser completa, o sindicalista deveria ter dito que o rombo advém do setor estatal, no qual ninguém mexe por causa do corporativismo despudorado sob justificativa de direitos adquiridos. Nem FHC nem Lula meteram a mão nessa cumbuca. No caso de Dilma, a propalada reforma deve ter por objetivo uma cortina de fumaça sobre escândalos e mais algum sacrifício do setor privado, que cumpre sua parte, conforme estima o sindicalista. No mais, além de muito superiores, as aposentadorias estatais contam com acréscimos de aposentadorias complementares que, no frigir dos ovos, saem do bolso do contribuinte, fonte única de tudo se paga neste país. A propalada reforma não é mais que isso, um saque direcionado a quem paga a conta do estatismo.

 

José Roberto Sant’Ana jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

 

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MAIS UM REBAIXAMENTO

 

No futebol, quando uma equipe é rebaixada de divisão, tristes ficam seus torcedores, e o clube carrega a humilhação e prejuízo. Mas nem por isso a inflação aumenta, desemprego cresce, o dólar e os juros sobem, os investimentos despencam e o PIB cai vertiginosamente. O quadro desolador descrito acima é o legado que esse incompetente governo petista, com Dilma no poder, deixa para nós, brasileiros. E em consequência, e total descontrole das contas públicas, para nossa indignação, a nota de bom pagador do Brasil é rebaixada pela segunda vez em cinco meses pela agência de avaliação de risco Standard & Poor’s. E, neste embalo da irresponsabilidade petista, muitos bancos, entre eles Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Caixa, também tiveram suas notas rebaixadas. Esse é o perverso efeito cascata. Ou seja, assim também os 204 milhões de brasileiros afetados com esse quadro econômico que podemos chamar de depressivo! Já que, com os negócios das empresas indo à bancarrota, milhões de trabalhadores estão no olho da rua e suas famílias, desesperadas.  Este é o tal de desenvolvimento e justiça social que o PT, de Lula, prometeu para o Brasil...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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LIÇÃO DE CASA

 

A deplorável “desgovernanta”, louca para arranjar dinheiro para encobrir suas burradas ou comprar aliados, resolveu ressuscitar a CPMF, agora vendida pelos paus-mandados como a salvação contra o Aedes aegypti. Na eventualidade de não conseguir a aprovação de mais esse tributo, teve a “brilhante” ideia – um plano B, também contra nosso bolso – de aplicar multa contra quem não permitir a entrada dos visitadores em seu domicílio.  Que garantia podemos ter de que essas pessoas, que se apresentam com uniformes e crachás, não são bandidos que subjugaram os verdadeiros? Tudo se falsifica nesta terra! Por outro lado, podemos multar o governo por não providenciar saneamento básico? Por que tenho de permitir estranhos em minha casa, se o governo não faz a lição de casa, sua obrigação?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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AS PÉROLAS DE JOSÉ EDUARDO CARDOZO

 

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, soltou uma pérola quando disse em entrevista que a aprovação da CPMF seria para ajudar no combate ao mosquito Aedes. O ministro deve imaginar que nós, brasileiros, somos completos imbecis e que acreditamos em qualquer besteira, como esta afirmação que ele fez. Perdeu excelente oportunidade de manter sua credibilidade, que já não anda grande coisa.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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EPIDEMIA DE ZIKA

 

Na década de 1950 e 1960, com os caminhões da prefeitura, antes do período de chuvas, podavam as árvores de São Paulo. Agora, é só quando as árvores caem. Não vamos tão longe, há uns dez anos, era normal os veículos da Prefeitura pulverizarem e limparem as margens do Rio Pinheiros (região em que moro), desde Santo Amaro, passando pelo Brooklin, Jardins, Pinheiros, Butantã, indo até a divisa com Osasco. Fato que nunca mais vi (e nosso problema então era só com pernilongos). Agora, o governo faz campanha para que todos os cidadãos cuidem de suas casas para evitarem os insetos voadores, o que é uma boa medida, mas e as áreas públicas, estão sendo cuidadas? Provavelmente, por causa da idade, não mais vejo. Será que alguém pode informar-me?

 

Mauricio Abdalla convivi@amcham.com.br

São Paulo

 

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ESTAMOS NO LIMITE

 

Não sei se posso falar pelos brasileiros, mas, como paulistana, tenho convicção de que meus conterrâneos concordarão comigo. Absolutamente nada funciona neste país. Uma expressiva maioria gostaria de sair daqui. O Estado retira de nós, trabalhadores, tudo o que pode e muito mais, e nada nos retribui com qualidade de serviços. Chove todo ano, na mesma época, e não se investe nada para proteger o povo. O prefeito pinta a cidade de vermelho, enquanto a grande maioria fica atolada nas enchentes, por falta absoluta de saneamento e investimentos preventivos. A prioridade sempre é política. A luz acaba até nos bairros nobres, porque a qualquer chuva a rede atual não suporta um galho sobre ela, por falta absoluta de investimentos. E a agência reguladora mais parece companheira da AES Eletropaulo do que uma entidade fiscalizadora e cobradora de irregularidades. No meu bairro, os caminhões da AES demoram 40 horas para atender aos nossos chamados de emergência porque somos punidos por escolher morar em local arborizado. Mas esquecem de ver que as redes locais são totalmente obsoletas e não resistem à pouca chuva ou ao vento. Sem contar que a Prefeitura não faz podas preventivas. Isso são apenas exemplos, mas temos dengue, zika, ausência de saneamento básico, falta de medicamentos para os humildes, hospitais sucateados e um bando de companheiros ocupando cargos ditos de confiança neste desgoverno que já está cheirando mal. Como disse o juiz Sergio Moro em recente palestra, somente o povo pode mudar essa situação que envolve os poderosos.

 

Madalena Nitz madanitz@gmail.com

São Paulo

 

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ERA PÉSSIMO E PIOROU

 

Moro na Vila Suzana há quase 20 anos e o serviço prestado pela Eletropaulo sempre foi ruim. Após uma rápida melhoria, que durou menos de um ano, a situação voltou a piorar, e muito, precisa melhorar para ficar péssimo. Parece mentira o que vou contar, mas na terça-feira, 16/2, o serviço foi interrompido cinco vezes! No dia 18/2, mais quatro, e, quando voltou, foi em “meia-fase”, em que só alguns aparelhos funcionam. A situação perdurou por mais de seis horas. O atendimento telefônico tem o mesmo padrão: quando está disponível, não serve para nada.

 

Mario Silvio Nusbaum mario_silvio@hotmail.com

São Paulo

 

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QUEDA DE ENERGIA

 

Nós, moradores do Pacaembu e adjacências, finalmente vamos ter uma substancial corte na conta de energia. Basta derrubar uma árvore e podemos desligar todos os aparelhos elétricos, às vezes por até 40 horas. Porém o problema é que temos de ter uma grande lixeira para esvaziar o freezer e a geladeira. Alguém pode me emprestar uma serra elétrica?

 

Gregório Zolko gzolko@terra.com.br

São Paulo

 

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DEMAGOGIA OFICIAL

 

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) divulgou que 48,1% dos formandos de Medicina de 2015 não atingiram o mínimo de 60% da avaliação a que foram submetidos. Dentre estes reprovados, quase 60% vieram de escolas privadas, demonstrando, assim, a má qualidade que estes cursos oferecem, apesar de cobrarem mensalidades que chegam a R$ 10 mil. E pensar que o governo federal pensa em abrir 11.500 vagas, em sua grande maioria em escolas particulares, até 2017. Se em São Paulo, o Estado que tem o segundo IDH e renda, o ensino é precário, dá para imaginar que tipo de profissionais serão formados?

 

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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FUTUROS MÉDICOS

 

Extremamente preocupante a notícia de que quase metade dos médicos recém-formados foi reprovada pelo Cremesp, o que quer dizer que muitos passaram com as notas mínimas exigidas. Como aqueles que realmente se destacaram, que estudaram para serem profissionais da área irão certamente trabalhar em consultórios particulares e em hospitais de ponta, a rede pública talvez absorva os demais. Somando as péssimas condições de trabalho oferecidas pelos nossos zelosos governantes com os conhecimentos destes futuros médicos, o povo terá ainda mais que sofrer nos postos de saúde e nos sucateados hospitais.

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

 

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O PRÊMIO POR ATENDER MAL

 

Se tivéssemos pessoas sérias no governo, as agências reguladoras que foram criadas para proteger os contribuintes seriam extintas, pois todas, sem exceção, não passam de cabide de emprego. Basta ver a atuação da ANS, ANA, Anatel Anac, Aneel deixam sempre o consumidor na mão e protegem as empresas, ao invés de fiscalizá-las, visto ser esse seu papel. Assim, as empresas como as de planos de saúde, água, telecomunicações, aviação e energia prestam um péssimo serviço aos clientes, serão premiadas com uma resolução que prevê 80% de desconto nas multas que, a bem da verdade, nunca são pagas. Por isso essas agências riem da cara dos contribuintes. Nota zero para essas agências e também para os serviços de SAC das empesas deste país. Um desrespeito!  Decididamente, a sociedade está refém de um governo que está de costas para seu povo. Vamos aguardar as eleições, hora de darmos nossa resposta.

 

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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ECONOMIA E USO RACIONAL DE RECURSOS PÚBLICOS

 

Fui ao Poupatempo SP renovar minha CNH e fiquei maravilhada com o rápido atendimento, equipamentos novos e de qualidade, funcionários gentis. Ao fazer a biometria para o exame médico comentei a minha satisfação, afinal aquele procedimento – pensei – resolveria tantos recadastramentos eleitorais, de seguridade social, etc. Mas a atendente me explicou que tudo aquilo era apenas para o exame médico do Detran. Sugiro que o “Estadão” faça uma reportagem sobre as causas e consequências das multiplicidades de procedimentos como este.

 

Maria Júlia Pacheco de Castro juliapcastro@gmail.com

São Paulo

 

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ANISTIA AOS CLUBES DE FUTEBOL

 

Leio que os vereadores (sempre eles), junto com nosso grande prefeito Fernando Haddad, se preparam para anistiar o ISS dos clubes de futebol. Por que será que os clubes e seus diretores nunca perdem (a não ser em campo)? Está sobrando dinheiro na Prefeitura? Que tal reduzir o IPTU dos pobres contribuintes honestos, que só pagam? 

 

José C. de Melo Reis jcelid@uol.com.br

São Paulo

 

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LEI DE ZONEAMENTO (PL 272/2015)

 

O Jardim Marajoara é uma ZER (zona estritamente residencial), um pequeno pulmão verde numa cidade já saturada de prédios, e quer se manter assim. Nos últimos anos estamos sendo espremidos por condomínios, sendo que sete novas torres foram construídas no entorno inclusive com destruição de mata nativa. Grandes corporações educacionais se instaram na região, Faculdade Estácio de Sá, Faculdade Anhembi Morumbi, Senac, Colégio Magister, além do já existente colégio Sta. Maria. O Shopping Marajoara faliu e foi transformado em faculdade de Gastronomia, portanto já temos muito comercio e concorrência. Em função desse adensamento e principalmente porque a prefeitura não concluiu a Avenida Eng. Alberto de Zagottis, o fluxo de veículos aumentou exponencialmente nos últimos anos, após o córrego Zavuvus ser canalizado e a avenida asfaltada. No entorno da região há grandes empresas como Spal – fabricante de Coca-Cola, Engemix, concessionárias de veículos, shoppings centers, Walmart, Extra, etc. A Avenida Zagottis começa no Shopping SP MKT, o tráfego da Marginal Pinheiros passou a utilizar essa avenida como alternativa para alcançar a Avenida Interlagos, porém ela termina em uma praça. Ônibus e caminhões de todos os portes penetram no Jardim Marajoara, em função da falta de sinalização, com grande prejuízo à fauna e à flora. A Sociedade Amigos do Jd. Marajoara (Sajama), uma das primeiras sociedades de bairro de São Paulo, vem lutando há décadas para manter as características originais do loteamento, sendo que 98% dos moradores é contra a mudança do zoneamento, dados apontados em pesquisa, os 2% restantes tem interesses empresariais e imobiliários. Não necessitamos de mais prédios e comercio, necessitamos sim de mais arvores e menos transito em benefício de todos os paulistanos. Temos de proteger as pouquíssimas áreas verdes da cidade.

 

Albino P. Pinto albino_pinto@yahoo.com.br

São Paulo

 

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‘ATENTADO ÀS ÁREAS VERDES’

 

Apenas para corroborar o que foi colocado no editorial de 17/2/2016 do “Estadão”, com o título acima, numa das inúmeras áreas verdes degradadas, na esquina da Rua Afonso Celso com a Rua Maurício Klabin, na Vila Mariana foi construído, com a devida impermeabilização, um equipamento social denominado “ecoponto”. E para acompanhar a ironia do novo título, pintaram-no de verde. Ao custo de R$ 272 mil. Assim fica fácil entender por que as áreas verdes, com raríssimas exceções, continuarão degradadas. São espaços reservados para obras, a alegria das financiadoras de campanhas.

 

Caio Quintela Fortes caioqf4@hotmail.com

São Paulo

 

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GIOVANNI GRONCHI

 

Novamente venho escrever sobre as “Malddades” de seu prefeito Fernando Haddad e seu secretário de Transporte, se podemos chamar assim, a situação nas ruas transversais à Avenida Giovanni Gronchi. Antigamente elas estavam com um pequeno congestionamento, atualmente elas ficam travadas por várias quadras. Quando implantaram as faixas exclusivas, esqueceram que no mesmo horário é a entrada e saída de alunos em várias escolas da região. Pergunto: será que consultaram os pais dos alunos das escolas? Os motoristas das vans escolares? Mas a nossa resposta será dada em outubro, nas urnas, podem aguardar!

 

Alfredo Pinheiro alfredopinheiro@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A CHUVA E AS CICLOVIAS

 

Tá chovendo tanto em Sampa que as ciclovias não vão resistir. Culpa deste prefeito, que pagou milhões por um serviço meia boca.

 

Mara Mendes maraherdade@gmail.com

São Paulo

 

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CET – DESVIO DE FUNÇÃO

 

Todos nós estamos assistindo ao caos que virou a Avenida Santo Amaro e imediações com o recente acidente que afetou os viadutos que transpunham a Avenida dos Bandeirantes. Por outro lado, eu não entendi a preocupação da Prefeitura a respeito de quem irá pagar a despesa de reconstrução, mas eu posso responder: os motoristas. Todas as manhãs um zeloso funcionário da CET se posta na esquina da Avenida Santo Amaro com a Rua Vieira de Morais e, ao invés de fazer aquilo que esperamos de um agente de trânsito, que é orientar e ajudar os motoristas diante do caos, fica do outro lado da pista e se põe a multar todos os que não conseguem finalizar a conversão à direita na Rua Vieira de Morais, durante o período que o farol está aberto. O problema é que esta rua não está dando vazão. Outra observação é que defronte as duas escolas de alto padrão existentes na quadra acima da Vieira de Morais, nada fazem. Ali é terra de ninguém. Os pais param onde querem e não são aborrecidos. O correto seria o policial ficar defronte a faixa de pedestres na Avenida Santo Amaro e liberar os veículos de acordo com o andamento do trânsito na Rua Vieira de Morais. Mas claro que isso dá trabalho e não rende nada. É mais fácil multar o indefeso motorista. Afinal é uma “autoridade”, mas com total falta de bom senso. Não podemos nos esquecer de que todos somos vítimas e estamos em uma situação de exceção. Ratificando: os motoristas irão pagar a conta do nosso prefeito.

 

Mauro Ribeiro Gamero mauro.gamero@yahoo.com.br

São Paulo

 

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REFÉNS DA CET

 

Definitivamente, estamos reféns do Detran e da CET. As multas aumentaram geometricamente e de maneira generalizada, atingindo praticamente todos os motoristas de São Paulo. São raras as famílias com um carro ou mais, que não tivessem tido nestes últimos meses, 2, 3, 4 ou mais multas, as mais variadas. Buscam “pelo em ovo”. E não adianta recorrer pelo simples motivo de que o Detran não lê os recursos. Por mais que tenhamos razão, ninguém ganha do Detran, dizem despachantes e advogados. Provei com documentos que não fui o culpado por uma infração, e, mesmo assim, perdi o recurso. A quem recorrer, se existe uma organização mal dirigida e mal intencionada que comanda os destinos dos motoristas desta cidade? Este país precisa ser passado a limpo, custe o que custar e doa a quem doer.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

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FUROR ARRECADATÓRIO

 

Não é segredo que Fernando Haddad explora uma estupenda fonte de arrecadação em São Paulo: as multas de trânsito. Com seus 50 km/h para valer brevemente em toda a cidade, o prefeito promete, e essa é uma promessa que político não descumpre, pintar um horizonte de muitos milhares de multas em seus radares de olho nos cidadãos algemados ao volante, em suas inúteis ciclovias e faixas exclusivas de ônibus até onde não passa uma carroça. Nesta data de 11 de setembro, os aviões de Haddad vão atacar a 50 quilômetros por hora na Radial Leste, para onde afunilam, diariamente, bens e pessoas às dezenas de milhares, oriundos de progressistas cidades aquém e além de Mogi das Cruzes. Vai encher o bolso. Fora os terroristas que multam escondidos em viadutos e em carros sem identificação com o capô aberto. Paulistanos, não se turbem os vossos corações, não há mamata que sempre dure e mandato que nunca acabe.

 

Apóllo Natali apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

 

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MP 703

 

Muitas foram as inverdades proferidas por Dilma Rousseff durante suas campanhas eleitorais, seus pronunciamentos durante seu primeiro e agora segundo mandatos. Faltando com a verdade já afirmou várias vezes, que seu governo é contra a corrupção e que o mesmo permite serem investigados os corruptos de toda ordem. A maior prova de que não há a mínima intenção de ser contra a corrupção fica clara na aprovação da Medida Provisória 703, modificada e assinada em dezembro de 2014, que reza a possibilidade das empreiteiras envolvidas, até o pescoço, no julgamento da Operação Lava Jato, façam acordos de leniência e continuem prestando serviços ao governo. Numa atitude diversionista mudou o texto inicial e favorece os corruptos mui amigos do Planalto. Aquela que se diz a mais honesta jamais poderia dar essa nova chance aos “amigos” empresários que terão em breve a possibilidade de transgredir.  

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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ACORDE, JANOT!

 

A Medida Provisória 703/2015, publicada em 18 de dezembro de 2015, é mais uma excrescência deste governo corrupto tocado a quatro mãos e dezenove dedos. A referida MP permite que empresas envolvidas em corrupção tenham acesso a financiamentos públicos e fiquem impunes com anulação da multa prevista na Lei 12.846. Uma verdadeira afronta aos princípios da moralidade, além de negar outros princípios universais contidos no pacto internacional anticorrupção. É verdade que papel aceita tudo, e a confraria de São Lula pode escrever o que quiser. O que causa revolta é o fato do procurador-geral da República, passados sessenta dias, manter a proposta engavetada sem ter coragem suficiente para decretar sua flagrante inconstitucionalidade, o que deixa a medida em plena vigência. Enquanto isso o governo convoca os empresários corrutos que financiaram e continuam financiando o governo do PT e sua podre coalizão, para uma pajelança onde eles juram que de agora em diante vão ser um pouquinho mais honestos e discretos, assinam em 20 centímetros de papel higiênico um chamado “Termo de Ajustamento de Conduta” e, assim sendo, está selado um “Acordo de Leniência”. Dá para acreditar no País enquanto nas mãos desse bando de marginais?

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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O EFICIENTE PROCURADOR

 

Janot, em relação à MP 703, mostra sua eficiência como “maître” do lulopetismo.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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COMPENSAÇÃO

 

A Medida Provisória 703, criada pela presidente Dilma Rousseff, era o mínimo que ela poderia fazer para amenizar o estrago feito às empreiteiras cúmplices da corrupção de membros de seu governo.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO

 

Não espanta que a presidente do País aja em conluio com empresas corruptas, objetivando permitir que a Sofisticada Organização Criminosa continue a contar com seu dinheiro sujo, roubado, afinal ela faz parte da tropa de choque que vem nos assaltando há 13 anos e nem por um segundo apresentou resquícios de vergonha ou moral. Entretanto, o comportamento ao estilo bipolar do procurador Rodrigo Janot deixa a população diante de um enigma, pois, enquanto dá mostras de que não corrobora atitudes criminosas, prossegue sem responder à Nação sobre a MP 703, ela por si só um elogio à corrupção e uma rasteira no povo brasileiro.

 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

 

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CONLUIO

 

Será que donos de empreiteiras que não quiseram fazer delação premiada esperavam pela MP 703? A promiscuidade continua!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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ÀS RUAS!

 

Conclamo todos os movimentos de rua para que, no grande evento do dia 13 de março, incluam na pauta de reinvindicações o parecer de inconstitucionalidade por parte do procurador-geral Rodrigo Janot sobre a execrável MP 703, a MP que legaliza a corrupção. Este ato do procurador seria fundamental para que nós, brasileiros, pudéssemos ter a mínima esperança de que algo vai mudar nesta bandalheira.

 

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

 

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ALERTA!

 

Atenção, Brasil! Há mais uma maracutaia grande ocorrendo sob as vistas de todos. A Petrobras está em péssimas condições, suas ações valem menos que preço de banana, sua dívida é imensa. Não bastasse, correm processos nos Estados Unidos e, agora, na Europa contra a companhia. Certamente, a Petrobrás será condenada por lesar seus acionistas. Pois bem. A petrolífera está se desfazendo de ativos, sob pretexto de sanear as contas. Todas as semanas temos notícia de que a Petrobrás se desfez disso ou daquilo. A conclusão óbvia é que, uma vez condenada e sem dinheiro para pagar multas ou acordos, não sobrará um só prego que seja para a Justiça americana arrestar como pagamento. Vão-se os anéis, os dedos e, de quebra, metade dos braços. A conta ficará para quem? Acertou quem respondeu “o povo brasileiro”. Urge que se detenha esta “privataria” petista escamoteada e malandra da empresa, sob pena de recebemos muito em breve mais uma herança para lá de maldita.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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E AGORA, LULA?

 

Não faz muito tempo que Lula e “companheiros” deram as mãos em um abraço em torno da sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, “defendendo” a estatal dos maus brasileiros (“eles”). Todos uniformizados (faltou a chefa, a mulher sapiens da mosquita da dengue), diziam defender a empresa contra a privatização, que, nessa altura, já estava privatizada para a sua patota. Agora a Petrobrás, quebrada, com mais de R$ 500 bilhões em dívidas, está sendo colocada à venda parte por parte. Até o pré-sal, que em 2006 Lula anunciou que levaria o paraíso ao Brasil e a todos os brasileiros, o desgoverno Dilma anunciou que vai liberá-la de responder pelos 30% do programa. Se o ex-presidente demorar muito para dar novo abraço, correrá o risco de não ter mais nada o abraçar. Mas o patrimônio “dos brasileiros” já foi para os bolsos dos amigos empreiteiros, altos funcionários, sindicalistas, políticos, etc. A conta vai sobrar para o povão. Uma bagatela de pouco mais de R$ 500 bilhões.

 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

 

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O EXIGENTE MST

 

O Movimento dos Sem Terra (MST) divulgou nota (17/2, A7) em que “repudia a ofensiva patrocinada pelo conluio da mídia tradicional – controlada por poucas famílias muito ricas...”. Na mesma nota, afirma o MST: “Ninguém mais do que a classe trabalhadora sempre exigiu dos poderes do Estado o combate à corrupção e à apropriação indevida dos bens públicos. É uma luta permanente e deve ser tratada nos marcos da lei.” Pelo jeito, jamais foram levados a sério. Há mais de 13 anos a Petrobrás vem sendo assaltada e dilapidada. O MST (a classe trabalhadora?), que se manifesta a respeito de reforma no ensino, tarifa de transporte público, de forma violenta, nunca abriu a boca a respeito da grossa corrupção – leia-se roubalheira – praticada impunemente pelo partido do governo na Petrobrás. A famigerada Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), sob controle do PT, não parece ter se apropriado de bens públicos, mas sumiu com, ao menos, 100 milhões, de uma coletividade de 3 mil famílias, e o MST não se pronunciou. O ex-presidente da República saiu do palácio com uma frota de 11 caminhões, carregando bens diversos. Alguma coisa poderia ser dele. Mas há sinais de que houve farta apropriação indevida. E o MST não disse uma palavra de condenação. Os fundos de pensão da Petrobrás (Petros), dos Correios (Postalis), da Caixa (Funcef), do Banco do Brasil (Previ), todos sob controle do PT, acumulam rombos de R$ 46 bilhões, e o zeloso e exigente MST não tem nada a dizer, a não se acusar os “outros”. 

 

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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