Fórum dos Leitores

ENFIM, O SOCIALISMO!

O Estado de S.Paulo

29 Fevereiro 2016 | 03h00

A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) terminou 2015 em 9% e, ao que tudo indica, deverá encerrar 2016 com dois dígitos – algo em torno de 13%. O discurso petista de que, assim como no período posterior à crise global de 2008, não deixaria o desemprego assolar a população brasileira foi por água abaixo. O Partido dos Trabalhadores (PT) não cumpriu a promessa (daí sua nomenclatura) de zelar pelo “proletariado”. Porém, justiça há de ser feita, pois os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, estão aí para provar que o lulopetismo honrou uma de suas principais promessas: a de promover a igualdade social. Segundo o Caged, 115 mil trabalhadores qualificados (aqueles com ensino superior completo ou incompleto) perderam seus postos no ano passado. Isso significa que tanto para o metalúrgico do ABC quanto para o engenheiro de uma grande multinacional a realidade é a mesma: a grossa fila do desemprego. Lula, Dilma e o PT fizeram o que é de praxe em regimes de esquerda, ou seja, promoveram o nivelamento por baixo – um tipo de igualdade nada compensador. Os números recém-divulgados pelo Caged são mais preocupantes do que aparentam, porque indicam que o setor mais “protegido” das empresas já foi atingido. Assim como os empregos são a última via de diminuição de custos, serão os últimos a serem retomados quando o País voltar a crescer. Que será desta geração de jovens que está saindo da universidade? E dos trabalhadores com já certa idade? Estes, por sua vez, dificilmente terão um emprego formal dado como certo no futuro. O PT colocou todos no mesmo patamar de desalento e desamparo. Exceto, é obvio, para o pequeno grupo que está no poder, os socialistas do capital alheio. Em Cuba, há os irmãos Castro e toda sua fortuna; aqui, Lula, sua família e os bons “cumpanheiros”. Enfim, o socialismo! 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com 

Nepomuceno (MG)

*

PREÇOS APAVORANTES

Passei há alguns dias pela feira livre, fugindo do preço dos supermercados. Não deu certo. Um mamão pequeno custa R$ 8,00; um pé de couve-flor minúsculo, R$ 6,00; um maço de espinafre, R$ 5,00; quatro cabeças de alho muito pequenas, R$ 10,00; o quilo de tomate, R$ 7,00, porque estavam maduros demais. Sou economista e espero que novas safras desses produtos façam os preços caírem na real, mas, honestamente, penso mais na inflação de 80% ao mês de 20 anos atrás. Dilma, o que você fez com nosso país? Não é o caso de deixar tudo para gente responsável? Vamos aguentar mais três anos com você no comando? Desista, seja honesta.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 

São Paulo 

*

‘DE VOLTA PARA O PASSADO’

“De volta para o passado” foi um filme de ficção bastante apreciado. Mas o verdadeiro momento de volta ao passado é o que está ocorrendo hoje no Brasil, protagonizado pelo petelulismo corrupto, dizimando-nos. Basta ver que a prévia do IPCA vai a 1,42% em fevereiro. Se o objetivo era esse, infelizmente, o governo conseguiu.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

*

A INFLAÇÃO CORRE SOLTA

A inflação nunca deixou de existir. Aqui, no Brasil, ela é transformada em juros altos, muito altos ou altíssimos, e alguns pagam. Quando esses juros atingem o “altíssimo”, daí todos pagam e a carga maior fica somente com os pobres.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 

São Paulo

*

REBAIXAMENTO

É triste para nós, brasileiros, vermos a Nação descendo a ladeira da recessão econômica, fruto da irresponsabilidade administrativa da petista Dilma Rousseff. Se já não bastassem a alta da inflação, o crescente desemprego e a queda vertiginosa no nível de investimentos, o governo federal, como resultado também dos excessivos gastos improdutivos, pela terceira vez assiste com indiferença ao rebaixamento da nota de classificação de risco do Brasil, desta vez pela agência Moody’s. E, para piorar, o corte foi em dos graus. Assim temos um país humilhado e penalizado com selo de mau pagador. A consequência disso é grave, porque, para rolar a nossa imensa dívida pública, os juros dos empréstimos no exterior vão ficar bem mais caros! Isso se tivermos à disposição crédito da comunidade financeira internacional... Este é o perverso legado do PT.   

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos

*

A ANÁLISE DA MOODY’S

O forte rebaixamento da nota do Brasil em dois níveis revela a descrença da agência, principalmente, no ministro da Fazenda atual, que veio como um dos principais elementos da equipe de Guido Mantega, que “arrasou” a economia brasileira até o ponto em que estamos, sem perspectivas de melhora.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 

São Paulo

*

O DISCURSO DOS GOVERNISTAS

Eles não vão dizer que este rebaixamento é herança maldita do FHC?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 

São Paulo

*

NO FUNDO DO POÇO

 

As agências de classificação de risco rebaixaram a nota de risco brasileira. O País perdeu o grau de investimento e passou para grau especulativo. Isso demonstra a seriedade da situação que o País enfrente e que, inclusive, vê sua economia se deteriorar de forma muito rápida. Precisamos acelerar as reformas necessárias, implementar mudanças no modelo tributário e incentivar a atividade produtiva. O consumo também é indispensável para reaquecer o varejo. Enfim, o governo precisa promover ajustes que, de fato, beneficiarão o País e trarão de volta a necessária credibilidade.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com 

Guararema

*

OS CORTES DO GOVERNO

O governo e o ministro da Fazenda falam em cortes de R$ 25 milhões, mas não falam nos cartões corporativos nem nos 130 mil cargos em comissão. Me enganem que eu gosto! 

Norton Villas Boas nortonvb1946@gmail.com 

São Paulo

*

ECONOMIZEM

É incrível que este governo não consiga enxergar gastos para cortar. Qualquer cidadão com mais de dez anos de idade aponta vários deles, em meio minuto! Alguns exemplos: licitação para a compra de queijo brie e presunto parma de “textura macia e suculenta”, R$ 5,2 mil; apenas em polpa de graviola, e iogurte grego: R$ 225 mil. Cerca de R$ 650 mil em frutos do mar, dentre eles 1 tonelada de filé de salmão, para o Ministério da Defesa. Pode-se começar por aí. Poucos brasileiros podem consumir esses itens e a presidente e seus assistentes também deveriam comer o que nós, pagadores de suas despesas, comemos. O Supremo Tribunal Federal (STF), do ministro Ricardo Lewandowski, pretende gastar mais R$ 3,6 milhões por ano na contratação de 29 guarda-costas. No STF atuam 90 seguranças, ao custo de R$ 10 milhões por ano, mas os ministros acham que a quantidade é insuficiente. Os ministros deveriam confiar mais na sua Justiça e andar pelas ruas como nós andamos: desarmados e sem seguranças. Nem vamos nos ater aos gastos absurdos do Legislativo, como a compra de iPhones, aparelhos de TV e locação de veículos. O quadro pessoal do governo é ridículo e os salários são de outro mundo. A estabilidade no emprego público (privilégio de que nenhum brasileiro comum desfruta), as aposentadorias integrais que, sabe-se lá por que motivo, acontecem prematuramente, os contracheques engordados por benefícios mil impedem a racionalização do quadro de funcionários públicos, a saúde da Previdência e oneram barbaramente aqueles que sustentam tudo isso. Bastaria que os membros do governo, de alto a baixo, vivessem como nós vivemos. A economia seria enorme! Aposentadoria integral? Não, aposentadoria pelo teto que vale para nós todos! Estabilidade? Ora, por favor! Esta aí um fator que dispensa comentários. Sem falar que a tal estabilidade é causa da ineficiência e má vontade já típicos da classe! Quem não pode ser demitido por nada neste mundo vai se esforçar para quê? Não é possível que estes privilégios nababescos sejam vistos como coisa normal! Se são, mude-se esta visão. O que não dá mais, senhores, é trabalharmos para servir àqueles que deveriam estar nos servindo. Não dá para acrescentar nenhum novo imposto sem que esta gente faça um mínimo de esforço para economizar. Não dá para eles continuarem a viver como milionários, sendo sustentados por gente pobre ou remediada. Não dá para nos faltar quase tudo, enquanto que para eles, “servidores”, nunca falta coisa alguma. Que tenham, os membros do Executivo, do Judiciário e do Legislativo, um pouco de misericórdia e de consciência social. Não nos peçam mais nada. Façam a sua parte.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 

Florianópolis

*

UMA BOA SAÍDA PARA A CRISE

 

Como todos sabemos, a folha dos aposentados do serviço público é maior que a dos da iniciativa privada e corresponde a um número muitíssimo menor de beneficiados. Quanto aos salários dos funcionários públicos, então, temos verdadeiras aberrações, com copeiras e motoristas do Senado recebendo mais de R$ 12 mil mensais, etc., sem falar nas pensões e salários com até absurdos R$ 40 mil mensais, e por aí vai. São ditos direitos adquiridos, sabe lá Deus como! A sugestão utópica é uma lei que estabeleça valores máximos por categoria e que o pagamento da diferença seja substituído por um empréstimo compulsório ao Tesouro Nacional, com pagamento em títulos do governo com prazo suficientemente dilatado de venda, para evitar que o País como um todo vá para o brejo. Com certeza não precisaria dessa ideia burra de aumentar mais nossa campeã carga tributária e matar de vez nossa economia.

 

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br 

São Paulo

*

PRIMEIRO DE ABRIL

É primeiro de abril ou uma piada a nova pesquisa CNT? O finado país num abismo colossal jamais visto, a crise numa dimensão pior a cada dia, com destruição disseminada de empregos, indústria, empresas, esperança, o PIB em dólares caindo mais de 60% em apenas dois anos (!), inflação recorde, juros estratosféricos, gastos sem cortes, triplo rebaixamento para abaixo de “junk bonds”, educação, saúde, segurança completamente destruídas, crise política sem saída, toda a cúpula do partido, isto é, da facção criminosa no xilindró, o Congresso completamente letárgico e sem rumo, como o finado País, que regrediu em 13 anos – sempre esse maldito número! – mais de 20 em termos macroeconômicos, de desindustrialização, qualidade de vida, etc. Milhões de brasileiros escorrendo classes sociais abaixo, escancarando mais uma falácia da pseudorredução da desigualdade. Estamos sem rumo, no meio do Pacífico, com um caiaque furado, executando a crônica de uma destruição anunciada, numa eleição fraudada e cada vez mais sabidamente comprovada que fora municiada com milhões e milhões de dólares de capital sujo de empreiteiras e esquemas sórdidos de corrupção via a também finada Petrobrás. Serão estes os “motivos” da singela recuperação da aprovação do governo Dilma?! 

Roberto Simões Vivacqua de Medeiros Rsvivacqua@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI?

Que o sr. Delfim Netto ainda tenha coragem de defender o governo do PT, isso dá para entender, pois ele sempre foi um comunista disfarçado. Agora, três personagens do mais alto escalão empresarial e educacional (Insper e XP Investimentos) conseguirem ocupar uma página deste jornal “analisando” a situação do País (21/2, B5), percebendo que as “instituições” não estão funcionando e que quase chegamos a um bipartidarismo com “poucas distinções entre os partidos mais relevantes – PT e PSDB” (esqueceram o PMDB?). E perceberam que os fundos de Previdência das estatais apresentam “problemas decorrentes de investimentos realizados”! Ora, pura roubalheira! E terminam sua “análise” com a conclusão de que “a gravidade da crise decorre dos difíceis dilemas que o populismo prefere evitar”. Acrescentando, ainda, que, “para benefício da maioria, o momento requer clareza, política e liderança”. Com esse tipo de “liderança”, o País nunca sairá do atoleiro em que o meteram! O que o País precisa é de cadeia para estes assaltantes!

 

Roberto Hollnagel rollnagel@terra.com.br  

São Paulo

*

OPORTUNIDADE

Mais do que a crise que vivemos hoje, econômica, política, social e moral, minha maior preocupação é a crise de falta de liderança decente em nosso país. Como pode uma nação de 200 milhões de pessoas ser tomada pela mediocridade, corrupção, mau-caratismo e falta de compromisso social? Como chegamos a isso? Talvez não importe. Mais importante é saber como mudar isso. Neste universo de 200 milhões, onde estão as pessoas de bem e sensatas para conduzir o País a uma situação favorável e de perspectiva positiva? Faltam políticos honestos? Sim, mas faltam funcionários públicos compromissados, empresários corretos, artistas de qualidade, policiais e juízes honestos e, enfim, cidadãos que querem o bem da Nação. Devemos começar exigindo de nós mesmos um comportamento social adequado, respeitando o patrimônio público, as leis e o cidadão. Exigir de nossos amigos, familiares, conhecidos, etc. o mesmo comportamento. Votar com consciência. Comprar de empresas decentes e boicotar produtos e serviços de empresas picaretas, etc. Não existem salvadores da Pátria. Há uma chance única e agora de surgirem novas cabeças e personalidades no País, com nova mentalidade, contrária a este horrível quadro que temos hoje. Não é possível que entre nós, 200 milhões, essas pessoas não existam. Por que estamos escondidos?

Quem e de onde surgirá o primeiro passo para a mudança necessária?

André Coutinho arcouti@uol.com.br 

Campinas 

*

FIM DO IMPOSTO SINDICAL

Conforme noticiado, o senador Blairo Maggi (PR/MT) apresentou ao Senado Federal um projeto para pôr fim ao Imposto Sindical. Esse imposto, que teve origem no governo de Getúlio Vargas em 1937, equivale a um dia de trabalho descontado “na marra” do trabalhador. Atualmente, os recursos são distribuídos em 60% para os sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações e 20% para a chamada “conta especial emprego e salário” administrada pelo Ministério do Trabalho. Para variar, a CUT e a Força Sindical são unânimes em não acabar com o Imposto Sindical, ou seja, não querem largar o osso. Nem pensar! Em resumo, os trabalhadores do Oiapoque ao Chuí agradeceriam de coração o fim desse imposto sindical compulsório, que simplesmente contraria as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 

Campinas

*

AS ENCHENTES

Em São Paulo, depois de cada temporal, angustiados, ficamos assistindo às trágicas consequências da inclemência do tempo, mas percebemos também o muito pouco que se faz para encontrar soluções. A edificação intensiva e o progressivo aumento do solo impermeável sem capacidade de absorver a água tornaram as áreas urbanas cada vez mais sujeitas a enchentes. Uma solução parcial é representada pelos “piscinões” (tipo o do Pacaembu), que, em Barcelona, deram ótimos resultados. Naquela cidade foram construídos 13 depósitos subterrâneos capazes de conter 1 milhão de metros cúbicos de água, posteriormente bombeada para represas e  estações de tratamento e  depuração. Outra solução é relativa aos benefícios de estruturas verdes a serem implantadas nas coberturas dos prédios, estruturas constituídas de várias camadas de terra e materiais absorventes recobertos de vegetação cuja capacidade de absorção é dez vezes maior que aquela das coberturas em cimento. A estrutura verde oferece também a vantagem de representar um ótimo sistema de isolamento térmico, reduzindo a poluição acústica e eletromagnética, melhorando a absorção dos pós e a qualidade do ar. Poderia, também, ser realizada uma rede de canais subterrâneos para bombear a água da chuva até lagos artificiais estrategicamente localizados. Estou ciente de que essas soluções não resolvem na sua totalidade o problema das enchentes, mas sem dúvida poderão ajudar bastante. Ficar lamentando não resolve nada.

Francesco Magrini framagr@ig.com.br 

Cachoeira Paulista

*

A CIDADE E AS CHUVAS

Sr. prefeito Fernando Haddad, responda se quiser: depois de um dia de chuva como os dos últimos dias, com alagamentos, desmoronamentos, trânsito caótico, semáforos quebrados (?), árvores caídas, povo estressado, trabalhador espremido nos ônibus de volta para casa, como o sr. se sente? Ah, esqueci, todos os radares estão funcionando. 

Hélio Cury heliocury@gmail.com

São Paulo

*

ESFORÇO INÚTIL

São Paulo das enchentes. Não adiantou muito o sr. prefeito gastar um dinheirão com as ciclovias. Os votos ele vai perder e nas enchentes.

Mara Mendes maraherdade@gmail.com

São Paulo

*

É PRECISO PARAR O PREFEITO

O Ministério Público Estadual (MPE) precisa com urgência impedir o prefeito Haddad de acabar de vez com o pouco que nos resta da Mata Atlântica. Nem seus antecessores, nomeados pela ditadura militar, foram tão perniciosos quanto o prefeito Fernando Haddad em abater as nossas árvores – aliás, ressalte-se, com a cumplicidade, senão complacência, da maioria dos nossos vereadores, os quais, tal como o alcaide, logo mais estarão pedindo os nossos votos, como se fossem merecedores de um novo mandato. Sob a desculpa de que precisa de mais áreas para atender à demanda de moradias populares, vai adensando a cidade e diminuindo suas áreas verdes, atendendo, coincidentemente, ou não, aos anseios das construtoras. No dia 15/2, o “Estadão” publicou que o prefeito regulamentou a construção de prédios até oito andares em zonas de preservação ambiental. A determinação vale para terrenos com mais de 1 mil m², podendo também ter uso comercial. Permite, inclusive, serem construídos em área de manancial, desde que limitados à altura de 15 m, como é o caso do Parque dos Búfalos, área invadida pelo Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), às margens da Represa Billings, e regulamentada pelo prefeito, aparentemente sem consultar a Sabesp se ali haverá coleta de esgotos no curto prazo. Agora ficamos sabendo que ele acrescentou mais uma pitada de agrado às construtoras, com um projeto de lei que amplia o perímetro da Operação Urbana Água Espraiada, estimulando a verticalização, com a permissão para construir acima do limite permitido na área. O que a reportagem chamou de “puxadinho” atinge a Avenida Chucri Zaidan, continuação da Avenida Berrini, esta já adensada por demais e a verdadeira joia dessa “ampliação”, a área verde de mais de 500 mil m², no Panamby, ao lado do Parque Burle Marx, de interesse de uma construtora. Não tem cabimento querer adensar uma cidade que já em 2011 possuía apenas 2,5 m²/habitante em áreas verdes, com mais de 4 mil paulistanos morrendo por ano por causa da poluição do ar. E quando falamos em áreas verdes, entenda-se as que possuem árvores de grande porte, que são as que nos fornecem o necessário oxigênio e absorvem o gás carbônico. O prefeito costuma citar como exemplo de suas iniciativas cidades importantes do planeta. Entretanto, numa das mais importante delas, Nova York, que ocupa um conjunto de ilhas no estuário do Rio Hudson, a mais importante é a Ilha de Manhattan, densamente povoada e onde se localiza o mundialmente famoso Central Park, que ocupa pouco mais de 3% da área daquela ilha. Duvido que algum prefeito de lá ousaria ocupar uma parte daquela área verde para construir equipamentos públicos e moradias populares, pois ali constata-se que existem planejamento e ordenamento lógico, o que aparentemente não é o forte do nosso prefeito.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

*

A CABEÇA DE HADDAD

O sr. Haddad age como se dono fosse da cidade de São Paulo. Como o paulistano pode aceitar passivamente a liberação de construções de prédios em “áreas verdes”? Não seria por demais viável desapropriar, a preço justo, enormes áreas centrais onde havia fabricas, hoje desativadas, transformadas em galpões abandonados? Mas na cabeça deste senhor é melhor destruir áreas verdes, verdadeiros corredores de vento, que auxiliam a dispersão de poluentes, a fim de atender à demanda puramente eleitoral. E tudo isso nas barbas do Ministério Público e dos vereadores.

Antonio Ferreira Dourado Filho aferreirad@terra.com.br 

São Paulo

*

PLANO DIRETOR

O dobro do tamanho terão os prédios numa emenda que está para passar na Câmara dos Vereadores, que não está preocupada com a continuação do crescimento desregrado da cidade de São Paulo, até porque quem financia, muitas vezes, as campanhas políticas nas eleições são muitas destas construtoras.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca

*

NOVA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

A Vila Madalena é usada como um “laboratório” digno de Josef Mengele, com capacidade de Auschwitz no quesito extermínio de moradores. Com o afrouxamento da fiscalização e o aumento da poluição sonora, a nova lei favorecerá somente a exploração comercial nas áreas ZM, ZEU e ZC, provocando prejuízo ambiental e expulsão compulsória dos moradores, com a intenção de liberar os pequenos lotes para especulação imobiliária. As áreas para uso misto (residencial e comercial) foram aumentadas para incentivar a população a morar perto do trabalho, sem precisar usar o carro. Mas quem vai querer morar onde não será possível dormir à noite? Dessa forma, já que Fernando Haddad se preocupa com a “mobilidade urbana” e a diminuição do tráfego de carros na cidade, não deverá sancionar essa lei.

 

Norma Kikuti lavaluz@uol.com.br 

São Paulo

*

BARULHO

É verdadeiramente absurda a aprovação pela Câmara Municipal da nova lei de zoneamento da cidade de São Paulo, que poderá reduzir significativamente o valor da multa a bares que funcionam depois da 1 hora sem isolamento acústico, dos atuais R$ 42,6 mil para apenas R$ 8 mil – diferença superior a 80% –, bem como criar parâmetros de incomodidade sonora do Programa de Silêncio Urbano (Psiu), que aumentará a emissão máxima de barulho permitido entre 22 horas e 7 horas, de 40 decibéis para 50 decibéis. Como se já não bastassem os inúmeros problemas enfrentados pelos paulistanos um dia sim e no seguinte também, agora entrará em votação a liberação do ruído generalizado em alto e bom som. Durmam com um barulho desses!

J. S. Decol decoljs@gmail.com 

São Paulo

*

CÓRREGO CANAL ITARARÉ

O Córrego Canal Itararé, situado no limite da Vila Sônia com o Jardim Monte Kemel, está em péssimas condições. Os fundos da propriedade localizada na intercessão da Rua Frei Bonifacio Dux com a da Avenida Gehsemani já foram atingidos pela força da água do córrego. A mesma situação é observada na residência localizada na Rua Judith Passald Esteves e Avenida Gehsemani. No ano 2010 foi encaminhado à subprefeitura do Butantã um abaixo-assinado (TD 5478621), na data 9/2/2010, em que foi solicitada uma obra emergencial do muro de arrimo, para proteger suas margens. Simultaneamente, nós, moradores da área, enviamos este documento ao Ministério Público no dia 26 de maio de 2010, recebido pela dra. Cristina de Araújo Freitas. No ano de 2013 foi encaminhado novo abaixo-assinado (TD 1042922), na data de 22 de março de 2013. No dia 27 de janeiro de 2016, a subprefeitura do Butantã, por meio de seu assessor de Imprensa, nos informou que o córrego está sendo cuidado, retirando-se o mato. Os moradores do bairro não concordam com a opinião de que o córrego está sendo cuidado somente com a retirada do mato. Até quando nós, moradores, teremos de suportar esse abandono?

Osvado Raul Peres osvaldoperezpaz@gmail.com 

São Paulo

*

O PREFEITO DA PERFUMARIA

Peço a este nobre “Fórum dos Leitores” que, por favor, interceda no departamento de varrição da Prefeitura para que limpem a Rua Augusta, sentido bairro. Na esquina com a Alameda Lorena, sentido bairro, há uma enorme poça de água parada cheia de lixo. Todas as esquinas com as alamedas estão sujas. Há pessoas fazendo suas necessidade à luz do dia nas calçadas, dormindo nas ruas e sob as marquises de lojas. Nas lojas fechadas, há mato crescendo por toda parte. Tudo pichado! Abandono total! Degradação total! Socorro! O prefeito só se ocupa da “perfumaria” da cidade e não cuida da manutenção!

Virginia Andrade Bock Sion vickybock@hotmail.com 

São Paulo

*

HADDAD NÃO DÁ EXEMPLO

 

Sem citar nomes, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou os que se põem contra sua política de velocidade máxima em várias vias importantes da capital, como as Marginais Tietê e Pinheiros, a Avenida 23 de Maio, etc. Segundo o alcaide, sofrem de “subdesenvolvimento intelectual”  todos os que não concordam com os limites máximos de velocidade impostos por sua administração, e quem desobedecer os limites deve, sim, ser multado por um de seus “pardais” ou pelos “radares-pistola” dos marronzinhos. Por ironia, acaba de se tornar viral na internet um filmete em que um cidadão registra a viatura oficial do prefeito (carro de luxo, placa do Poder Executivo do município de São Paulo “001”) trafegando em desabalada carreira na Marginal do Rio Tietê. Além de costurar de forma tresloucada e em momento algum “dar sinal” antes das sucessivas mudanças de faixa, Haddad foi flagrado ultrapassando 100 km/h, num completo desdém ao limite (60 km/h) que ele próprio impôs aos demais, além de, na sequência, trafegar acima de 140 km/h na Rodovia Castelo Branco, o que tampouco é permitido. Nosso alcaide, pelo que se vê, não crê nas virtudes do bom exemplo e deve achar que os que pensam assim também são uns “subdesenvolvidos intelectuais”. Estes são os caras do PT que se acham com moral de apontar o dedo para nós, os “coxinhas” da capital paulista, que torcemos o nariz para sua administração maluca. Ele que aguarde, que este ano São Paulo lhe mostrará o merecido “bilhete azul” para nunca mais! 

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

*

O MITO DAS CICLOVIAS

Oportuna a reportagem de 24/2 de Fausto Macedo (“Juiz manda Haddad se manifestar sobre ciclovia de R$ 54 milhões”). Somente agora o Ministério Público se deu conta de que o dinheiro gasto em ciclovias inúteis pode estar sendo objeto de superfaturamento. O processo é o mesmo. Tudo começa com um plano, genial como o tal Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estardalhaço na mídia, obras projetadas e aí começam a propina e a roubalheira, sendo empreiteiras que fazem parte do conchavo avisadas com antecedência. Combinam o cartel fixando preços e margens, quem vai ganhar a concorrência e, ao final, dividem etapas e estágios das obras. E, logo mais adiante, os famosos aditivos, em razão da demora no deferimento da ganhadora da obra. Muitas ruas em diversos bairros da cidade estão pintadas de vermelho com tachões divisórios; existe ciclovia dividindo a Avenida Paulista, que contribuiu para prejudicar o fluxo de veículos. A fortuna que foi gasta na movimentação é incalculável; a relação custo/benefício desastrosa, concebida por visionário teimoso que pretende passar à posteridade como um transformador. Chegou a xingar o senador Aécio Neves, recomendando que lesse mais. E o senhor, prefeito, o que estudou para impingir ao paulistano investimento despropositado e inadequado com a topografia da cidade com tantos aclives e declives? A saúde pública na cidade é precária, as filas nos atendimentos são enormes, faltam médicos e equipamentos e ainda há muito lixo nas ruas da cidade. Leia mais, prefeito, estude mais e pesquise mais. E delegue o trabalho a profissionais técnicos, e não a sindicalistas de profissão. Faça um exercício de empatia, sinta-se eleitor!

Sérgio Brasil Gadelha sbgadvocacia@gmail.com 

São Paulo

*

A CICLOVIA CEAGESP-IBIRAPUERA

Claro que Fernando Haddad e Jilmar Tatto, secretário de Transportes, vão defender mais uma inútil ciclovia, a Ceagesp-Ibirapuera. São 12,4 km construídos a um custo de R$ 54,78 milhões, o que representa R$ 4,4 milhões por quilômetro ou R$ 4.400,00 o metro. Baratí$$imo! Deve estar fazendo “caixa” para a próxima eleição ou para lavagem do dinheiro. Fernando Haddad e Jilmar Tatto são do PT, então o que esperar?

 

Fernando Silva lfd.dasilva@uol.com.br  

São Paulo

*

CANDIDATO

R$ 4,4 milhões foi o custo de cada km do trecho da ciclovia Ceagesp/Ibiraquera, segundo o Ministério Público. Isso significa R$ 480 mil cada 100 m, ou seja, R$ 4.800 cada metro! Como pode um metro de asfalto pintado, com qualidade e esmero no mínimo questionáveis, custar R$ 4.800? A resposta é simples: o bom senso diz que este valor é absurdo e o prefeito terá muito o que explicar (se é que há explicação). Fernando Haddad é sério candidato a um dos piores administradores que a cidade já teve. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

*

E OS PEDESTRES?

Ciclovias vão parar na Justiça (26/6, A3) com o Ministério Público elencando tudo o que é necessário. E os pedestres, como ficam nessa administração? Cerca de 30% dos deslocamentos em São Paulo são feitos a pé, frequentemente por falta de dinheiro; mas nada foi feito na cidade, e, em matéria de calçadas nos imóveis e próprios municipais, em beneficio dessa grande parcela de paulistanos; basta observar calçadas em mau estado em frente a secretarias municipais na Rua Líbero Badaró. O petista Fernando Haddad só atende ao minúsculo segmento de ciclistas, e, para ele, os pedestres que se virem para a sua locomoção. Todos somos pedestres.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

*

BUZINAÇO

Não é proibido tocar a sirene de viaturas em frente de hospitais? Se é, estão desrespeitando a lei, pois aqui, na Avenida Alcântara Machado, onde está localizado o Hospital do Câncer, os motoristas passam ou ficam parados com as sirenes em alto som e não há nenhum guarda para multá-los.

Agostinho Locci legustan@gmail.com 

São Paulo

*

ECONOMIA NO DETRAN-SP

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) gostaria de responder à sugestão da leitora sra. Maria Júlia Pacheco de Castro, publicada no “Fórum dos Leitores” do jornal “O Estado de S.Paulo” na segunda-feira (22 de fevereiro), com o título “Economia e uso racional de recursos públicos”. O Detran-SP informa que a coleta biométrica unificada já está em curso no Estado de São Paulo para que as fotos, assinaturas e digitais dos cidadãos possam ser compartilhadas entre os órgãos estaduais. O projeto foi iniciado em 2014, em parceria com o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), da Polícia Civil, e a Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (Prodesp), e atualmente já se coleta a biometria em todos os postos do Estado seguindo o mesmo padrão e as mesmas regras. O próximo passo é que um órgão possa utilizar a biometria que foi coletada para a realização de serviço de outra instituição, o que deve ocorrer ainda neste ano. Assim, um cidadão que, por exemplo, teve sua biometria coletada para um serviço de RG no mês passado não precisará mais coletar uma nova biometria para solicitar um serviço de habilitação no Detran-SP, já que o sistema permitirá aproveitar a imagem já coletada. De todo modo, a autarquia agradece à cidadã por sua proposição. A contribuição dos usuários é fundamental para o aprimoramento constante dos serviços públicos. 

Daniel Annenberg, diretor-presidente do Detran-SP gustavo.reis@sp.gov.br 

São Paulo

*

SANTA DACA DE ‘MISERICÓRDIA’

Na semana passada, o equipamento de diagnóstico por imagem estava quebrado há mais de três semanas na Santa Casa de “Misericórdia” de São Paulo, falida de depois de tantos desvios de conduta e de dinheiro publico. Ela continua recebendo dinheiro do SUS, do governo federal, através de convênio com a Secretaria de Saúde do governo do Estado de São Paulo. Não consegui fazer o RM de abdome, mesmo com o carimbo de “prioridade oncológica”, que estava agendado para o dia 22/2/2016, desde o dia 29/1/2016. Existe um descontentamento, medo, angústia dos funcionários que ainda estão trabalhando, mesmo depois da dispensa de mais de mil funcionários. A precariedade no funcionamento e no atendimento dos pacientes é vergonhosa. A Ouvidoria só funciona até às 16 horas, perto do Pronto-Socorro. A quantidade de pacientes encaminhados, até pela Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, é um absurdo quando a instituição não é fiscalizada sobre a qualidade do atendimento pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com 

Campinas

*

AS FORÇAS ARMADAS E O AEDES AEGYPTI

Concordo com o escorreito texto do general Rômulo Bini Pereira sobre o emprego das Forças Armadas em mais uma missão complementar, a guerra ao mosquito (“Guerra ao mosquito”, 25/2, A2). O desgoverno Dilma deixou de realizar as ações preventivas indispensáveis e necessárias e agora corre atrás do enorme prejuízo, impossível de quantificar. Gostaria de enfatizar a observação referente ao partido político do ministro da Defesa. O PCdoB é o aliado de primeira hora do PT e mantém uma instituição chamada União da Juventude Socialista quase como um braço armado a promover atos pouco republicanos. Espero que o ministro tome, desde já, uma posição firme a respeito do assunto. A história nos conta que a direção do seu partido não hesitou em enviar para as matas do Araguaia vários jovens despreparados, por lá abandonando-os.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 

Rio de Janeiro

*

‘GUERRA AO MOSQUITO’

Estou de alma lavada com a lição de civismo transmitida pelo general Rômulo Bini Pereira (25/2, A2), justificando o porquê de as nossas Forças Armadas estarem sempre em primeiro lugar em qualquer pesquisa que seja feita no País.

Antonio Carlos Guimarães acguima36@hotmail.com 

Curitiba

*

DESPREOCUPADO

O governo Dilma partiu literalmente para a guerra contra os mosquitos invocando 200 mil militares, motivo de preocupação do general Rômulo Bini Pereira no seu excelente artigo publicado no “Estadão” (25/2, A2). Pode ficar despreocupando, general, porque não é um bom negócio invadir um país com problemas de tamanho continental como o Brasil atual. Esperamos que ninguém parte para outras “guerras” onde os militares serão chamados para melhorar nosso ensino, saúde e segurança pública ou estradas, já que a visão dentro do governo é de que o Exército “é uma mão de obra barata, nada questiona nem entra em greve”.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

*

ARMAÇÃO

Pronto. A armação já está em andamento. Como sempre e sem escrúpulos e respeito algum aos brasileiros. Arruma-se um inimigo. Convoca-se o Exército (braço forte com 85% de aprovação). Vai-se às escolas e envolve as criancinhas (com 100% de aprovação). Tendo como bom motivo a proteção dos bebês em gestação (500% de aprovação). Com a ajuda da mídia, algumas mentiras, algumas meias verdades e muitas distorções. Pronto, a embromação está avançando. Põe o foco no foco dos mosquitos. Tudo tendo como real motivação tirar o foco da verdadeira zika, a “mosquita” do Palácio do Planalto, aquela que por omissão não agiu, quando deveria tê-lo feito. Tira também o foco do mosquito Aedes lá do sítio de Atibaia, aquele que deveria já ter sido esterilizado (entre outros, no laranjal construído na vida sindical e política, na morte dos prefeitos, no mensalão, etc.), pois que também por omissão continuou não agindo, principalmente no Nordeste. Ou, melhor, agiu somente como garanhão de Garanhuns e sempre disputando com o garanhão da Sorbonne de Paris. A continuar assim, o País mais rico do mundo, por dádiva da natureza (três colheitas por ano, minérios, rios caudalosos e aquíferos, criatividade do povo subutilizada), candidato eterno ao número um, continuará com tudo por fazer e construir, pois o povo continuará mantido na ignorância e na escravidão (seis meses do ano para pagar impostos), nas condições mínimas de sobrevivência, pobre e com poucas condições de se autodeterminar. Para delírio dos interesses transnacionais e de seus agentes internos. Pronto, falei.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 

São Paulo

*

PRISÕES PREVENTIVAS

 

Estranho. Por causa do desastre na barragem em Mariana (MG), estão sujeitos a prisões preventivas seis altos funcionários da Samarco, indiciados sob suspeita de homicídio qualificado e dolo eventual, além de inundação e poluição de água potável. Mas, como se fossem inocentes, o governador mineiro e seus fiscais, bem como a presidente brasileira e seu estafe, agem como se não tivessem nenhuma responsabilidade sobre a catástrofe. O foco dos governos mineiro e federal é arrecadar cada vez mais, sem que exerça a necessária fiscalização que evitaria o rompimento da barragem. Vê se pode! Só o pessoal da Samarco está sendo responsabilizado, quando são três os culpados: a Samarco, Minas e Brasília.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

*

RESPONSABILIDADE PELO DESASTRE

Polícia prende dirigentes e ex-dirigentes da Samarco. Mas foram só os dirigentes da companhia que faltaram com sua responsabilidade? Como fica com as autoridades do governo responsáveis?

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com 

São Paulo

*

LEGADO OLÍMPICO

Considerando as recentes operações da Polícia Federal, especialmente a Lava Jato e a Zelotes, a nova jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite que condenados em segunda instância sejam presos e a preocupação do presidente do STF em não haver prisões suficientes para atender a essa situação, não seria exagero sugerir ao governo federal que, após a Olímpiada de 2016, as instalações de estadia dos atletas localizadas na bilionária Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, passassem por reforma para se transformarem em prisões do sistema prisional brasileiro. Isso, sim, seria um legado objetivo dos Jogos Olímpicos ao povo brasileiro.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.