Fórum dos leitores

CRIMINALIDADE

O Estado de S.Paulo

05 Abril 2016 | 03h00

Estrago feito

Notícias do último fim de semana: torcidas de futebol enfrentam-se em batalhas campais, motoristas e ciclistas digladiam-se no trânsito (com desvantagem óbvia para os últimos) e crianças continuam a morrer vítimas de balas perdidas. Com ou sem a presidente atual, com ou sem o partido atual, com ou sem a estrutura de gestão atual em todos os níveis, e mesmo que a população queira realmente (começar a) mudar, serão necessárias gerações. O estrago está feito.

IVO KUTNER

ivokutner@gmail.com

São Paulo

Medidas urgentes

Um senhor que ia assistir à missa, como fazia todo domingo, morre estupidamente por uma bala perdida. Eu não entendo como essas pessoas que são presas continuam a frequentar estádios. Na Inglaterra, um torcedor que invadiu o campo e agrediu com uma bofetada o goleiro do seu time foi preso por quatro meses e impedido de frequentar estádios por cinco anos. A falta de atitude das nossas autoridades, de prender e soltar, só estimula esses selvagens.

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

IMPEACHMENT

Mãos ao alto

O ministro Ricardo Berzoini comete um vitupério ao nomear como “assalto da Presidência” o juridicamente legítimo pedido de impeachment da presidente. Por outro lado, a palavra assalto cabe muito bem a diversas ações, facilitadas pelo aparelhamento do Estado perpetrado pelo PT, que foram cometidas no Tesouro Nacional, nos bancos públicos, nas estatais e em licitações públicas. Saudades dos Irmãos Metralhas, que só visavam ao cofre do Tio Patinhas...

RENATO CONSOLMAGNO

consolmagno@terra.com.br

Belo Horizonte

Outra trapalhada?

Leio no Estadão sobre a defesa da presidente na comissão de impeachment pelo advogado-geral da União. Nem a Constituição, nem a Lei Orgânica da AGU cometem essa atribuição ao advogado-geral. Este é da União, não da presidente. E a União não é parte no processo de impeachment. A defesa de Collor foi feita por José Guilherme Villela, Antônio Evaristo de Moraes Filho, José Moura Rocha, Fernando Neves da Silva e Inocêncio Mártires Coelho (este, ex-procurador-geral da República, atuou como dativo). Ambos os lados dessa quizila atual têm advogados de nomeada (Reales, Gandras, etc., de um lado, Celsos Antonios, Comparatos, Dallaris, etc., do outro) que não se furtariam ao doce sacrifício do encargo. Parece-me outra trapalhada.

PAULO REALI NUNES

paulorealinunes@gmail.com

São Paulo

Golpear não é preciso

Dora Kramer, em sua coluna de domingo, mais uma vez supera as expectativas quando define golpe no sentido literal e emenda o sentido a ser considerado. Diz o texto primoroso e lúcido: “Neste aspecto, o da definição do termo que o PT usa para imprimir caráter de legalidade ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o acusador é que preenche os requisitos de golpista, pois agride a democracia brasileira pela via da corrupção do aparelho de Estado para um financiamento de um projeto de poder”. E ainda: “O PT tem palavra solta e memória fraca. Invoca a Constituição que não assinou, renega a política econômica que adotou (...), agride de modo contumaz a impessoalidade na administração pública (...)”. Esse texto deveria ser lido por todos os brasileiros e, principalmente, pelos parlamentares que ainda têm dúvidas acerca deste (des)governo para votar pelo impeachment.

JOSÉ EURIPEDES F. DE SOUSA

ninnoferreira@hotmail.com

São Paulo

Novos endereços

Graças à mídia golpista ficamos sabendo que atualmente a Casa Civil da Presidência da República funciona numa suíte do Hotel Golden Tulip, a 7 km do Palácio do Planalto. Já o PT se mudou de mala e cuia para o dito palácio e o STF vem operando normalmente no mundo da lua.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Estranha reação

Difícil de entender a reação do instituto lula (minúsculas, sim) e dos advogados que reclamam do juiz Sergio Moro por ensejar a Operação Carbono 14, a 27.ª da Lava Jato. Eles pedem que também essa nova etapa seja transferida para o STF. Será que estão admitindo antecipadamente que a propina paga ao ilibado Ronan Maria Pinto tem mesmo ligação com o chefe Brahma e por isso pedem que a investigação seja juntada às dos desejosos de se beneficiar do foro privilegiado?

ADIB HANNA

adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

Pavor da Justiça

O temor do sr. Paulo Okamotto, do Instituto Lula, de que o juiz Sergio Moro avance e conduza 27.ª etapa da Operação Lava Jato, que deve chegar pelo sr. Ronan Maria Pinto aos assassinos do prefeito Celso Daniel, é gritante. Tudo menos isso! E quer a anulação dessa etapa. É mole? Onde está aquele blá-blá-blá de que o sr. Lula sempre está disposto a esclarecer a Justiça, prestando informações?

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

Todos os caminhos levam a Roma e, da mesma forma, todos os processos levam a Lula. A Carbono 14 é um tiro no peito do PT. Como pode pegar Lula, tem de ir para o Supremo? Tudo parado, tudo travado.

JOÃO BRÁULIO JUNQUEIRA NETTO

jonjunq@gmail.com

São Paulo

Medo da verdade

Mais uma para a longa lista de incoerências do PT, por malandragem e medo, certamente: defende a tão badalada Comissão da Verdade que apurou fatos praticados há cerca de 50 anos, mas combate com a faca entre os dentes a apuração da morte de Celso Daniel, companheiro de partido (se é que se pode chamar esse bando de partido). Por que temer tanto esta nova “Comissão da Verdade de Curitiba”?

ARY BRAGA PACHECO FILHO

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

Carbono explosivo

A Operação Carbono 14 inicia a transferência da “república de Santo André” para a dita “república de Curitiba” (motivo de muita preocupação para muitos republicanos). Seguramente, uma união republicana de altíssimo teor explosivo.

JOSE PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PREOCUPANTE

São sinais realmente preocupantes quando vemos o ex-presidente Lula, num palanque em Fortaleza, afirmar que assumirá a Casa Civil na próxima quinta-feira, antecipando o resultado de um julgamento que ainda nem aconteceu no Supremo Tribunal Federal (STF). Sinais de cartas já marcadas? Depois os ministros não querem que a população os tenha em tão baixa estima. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LULA NA CASA CIVIL

Será que o Supremo já informou Lula sobre a decisão?

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br 

São Paulo

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A EGRÉGIA CORTE TUPINIQUIM

A imprensa escrita e a mídia eletrônica tupiniquins vêm repercutindo (com alguma estranheza) expectativas positivas do governo bolivariano de Lula & Dilma sobre um possível resultado favorável, do plenário do STF sobre o julgamento da liminar do ministro Gilmar Mendes que suspendeu (monocrática e provisoriamente) a nomeação de Lula para a chefia da Casa Civil da Presidência. A se confirmarem tais expectativas, sobre o julgamento do plenário da referida liminar, é razoável supor que: 1) o governo realmente conta com a maioria dos votos dos juízes do STF, não obstante Lula já os ter classificado publicamente de “acovardados”; 2) o governo bolivariano tem informantes infiltrados no STF e/ou na Procuradoria-Geral da República (PGR) que conseguem antecipar os julgamentos do STF; 3) o nome do juiz Sérgio Moro já vem sendo citado por alguns ministros, em audiências televisadas do plenário daquela Corte, relativamente à diligente, eficaz e rápida condução da Operação Lava Jato (um dos juízes chegou a comentar “a rapidez no gatilho do juiz Moro”), com certo ar de ironia. Oremos para que tais suposições sejam infundadas e o julgamento da referida liminar seja feito de conformidade com a Constituição federal em vigor.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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OS MINISTROS E OS PADRINHOS

Qual a diferença entre um juiz de primeira instância, concursado, e um ministro do Supremo, indicado politicamente? Toda diferença! O primeiro luta pelo seu país e pelo seu povo, o segundo luta pelo seu padrinho político. Simples assim. Veremos se essa tese se confirma esta semana e se o sr. Lula assume a Casa Civil. Seria muito triste para este país. É hora de provar que os ministros do STF, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não devem o sucesso de suas carreiras ao padrinho político.

  

Armando Favoretto Junior armandofavoretto@gmail.com

São José do Rio Pardo

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JUIZ E JUÍZES

A diferença entre o juiz Sérgio Moro e os juízes do STF é que Moro tem notório saber e os juízes do STF têm notória indicação... Muitos nem sequer têm capacidade de ser aprovados em concurso para a magistratura. Então ficam subservientes.

                                                                                                                                                                                                                            Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br 

Ourinhos 

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PESAR

Sendo brasileira, sinto grande pesar ao ver nossos ministros se acovardarem diante de políticos corruptos.

Iara Arminda Piuma Silveira iarapiuma@gmail.com 

São Paulo

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MAU SINAL

Quando o STF se torna manchete diária na mídia, é um mau sinal para a democracia.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A VOLTA DE ROBERTO JEFFERSON

A volta de Roberto Jefferson se parece com a resistência e obstinação de Dom Quixote de La Mancha. Sua presença, agora, na presidência do PTB será uma pedra no sapato da presidente Dilma e do ex-presidente Lula. Jefferson crê que Lula não escapará do cárcere e que, provavelmente, Dilma não escapará do impeachment. Jefferson conhece os bastidores da política, da baixa política, dos seus meandros e sua podridão. Sua admiração pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, evidentemente, não se refere aos seus crimes, mas, sim, à sua capacidade de enfrentar Lula com extrema eficácia: é um bandido contra o outro. Esperemos que sua estadia na prisão tenha feito sobre Jefferson um efeito positivo, e que ele possa contribuir uma vez mais para destrinchar o quebra-cabeça do petróleo, assim como fez no mensalão.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESENTERRANDO O PASSADO

A recente etapa da Operação Lava Jato deflagrada na sexta-feira, denominada Carbono 14, envolve a prisão de Silvio Pereira (ex-secretário do PT) e do empresário Ronan Maria Pinto, dono do jornal “Diário do Grande ABC”, além da condução coercitiva de Breno Altman. Certamente, as descobertas vão colocar muita lenha (ou gasolina) na fogueira das investigações. Segundo o recém-lançado livro “Assassinato de Reputações II”, de autoria de Romeu Tuma Jr. e Cláudio Tognolli, estes dois últimos estão atolados até o pescoço no caso do pagamento de R$ 6 milhões a chantagista que ameaça revelar a verdade sobre a misteriosa morte de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, que aconteceu em 2002.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com 

Cunha 

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UM CICLO A SER FECHADO

Um cadáver no armário. A mal explicada morte do prefeito Celso Daniel é destas coisas do passado que não quer passar, insepultas, que teimam em voltar. A pergunta que faço é como o Ministério Público de São Paulo, juntamente com a polícia de um Estado governado pelo principal adversário do PT, não conseguiram desvendar esse mistério, e, agora, a força-tarefa da Operação Lava Jato, com seu QG em Curitiba, na fase do Carbono 14, cruzando as informações dos depoimentos nas oitavas, chegam novamente a esse crime? As prisões dos ex-dirigentes Silvio Pereira e Delúbio Soares, além do homem-bomba Ronan Maria Pinto, achacador de Lula e líderes petistas, levam a fechar um ciclo que deve elucidar muita coisa mal explicada. 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

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FANTASMAS

O “Fantasma da Ópera” vaga pelos palcos do mundo inteiro. E o fantasma do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel está cada vez mais vagando em Curitiba. O que será que ele quer por lá?

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

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A JUSTIÇA NÃO FALTA

A operação Carbono 14 liga mensalão e o caso Celso Daniel. Na minha opinião, essa fase da Lava Jato não deveria se chamar Carbono 14, mas, sim, “Te cuida, Lula”. Se até aqui o ex-presidente Lula já não dormia, agora, com certeza, diante dessa operação, sua insônia será eternizada. Será que o velho ditado popular, que diz que “a Justiça tarda, mas não falta”, se confirmará?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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CADÁVERES

Edinho Silva, ministro da Secretaria de Comunicação Social, tem medo do primeiro cadáver em razão do ambiente de “radicalização” e “intolerância” política? Pois a 27.ª fase da Operação Lava Jato, Carbono 14, em Santo André, pode revelar logo dois: Celso Daniel e Toninho do PT...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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AMEAÇA

O ministro das Comunicações, Edinho Silva, ameaçou todos os brasileiros de uma maneira própria de mafioso. Nós não devemos e podemos fazer um boletim de ocorrência sobre essa afirmação?

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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RADIOATIVIDADE PURA

Eu tinha um sócio (e amigo) japonês que, certa vez, me falou o seguinte: o japonês é bom, trabalhador, honesto, amigo, mas quando dá para bandido não tem igual. Parece que muitos anos depois estou tendo a oportunidade de constatar que sua afirmação era verdadeira. Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, que recebia dinheiro de empreiteiras dirigidas por empresários corruptos e não passa de quartel general de uma organização criminosa, entrou com reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da Operação Carbono 14 e pedindo que o STF tome “providências” contra suposto crime de desobediência praticado pelo juiz Sérgio Moro. É bem verdade que a nossa Corte Suprema está com sua credibilidade abalada, mas não acredito que seja chiqueiro do japonês e do seu patrão. A 27.ª fase da Lava Jato é tão radioativa quanto o carbono 14 e vai explodir, provocando queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus no palestrante de pés de barro. Espero que o STF não se transforme numa oficina de blindar corruptos.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 

São Paulo

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O FIM DO TÚNEL

É provável que, uma vez concluída a Operação “Lava Rato”, verdadeira catarse de proporções inimagináveis antes de o purgante ter sido ministrado ao paciente Brasil, seja possível encontrar tanto o túnel quanto a luz ao fim dele.

Alexandru Solomon Alex101243@gmail.com

São Paulo

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STF, CONCEITO DE VALORES

No “Fórum dos Leitores” de 2 de abril foi publicada carta de minha autoria em que associei o título, tão somente o título, do romance do escritor húngaro Arthur Koestler, “O Zero e o Infinito”, ao conceito de valores  comparativos entre o juiz Sérgio Moro e os ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, do STF. Minha intenção era que os leitores entendessem que, comparativamente, no meu juízo de valores, Zavascki e Barroso são “zero” e Moro é “infinito”. Jamais passou pela minha cabeça conectar procedimentos ou decisões dos excelentíssimos ministros do Supremo a qualquer tipo de perseguição, que é o tema principal daquele livro, um romance que tem como foco a perseguição de Stalin aos opositores do regime comunista. Não foi assim que entenderam alguns leitores que, confundindo o título do livro com seu conteúdo, me enviaram e-mails contestando meu posicionamento. Sérgio Moro é um juiz competente, ágil e dinâmico. Não dorme no ponto nem empurra os processos com a barriga, como age, quando lhe convém, o STF. Apenas como exemplo de procedimentos protelatórios da nossa mais alta Corte do País, cito os processos referentes aos prejuízos bilionários causados a uma parcela expressiva do povo brasileiro, relativos aos Planos Collor, Verão e Bresser e que aguardam indefinidamente pela publicação de um acórdão que possibilite que, finalmente, a Justiça seja exercida em sua plenitude. Outro exemplo de procrastinação perpetrada pelo STF é o julgamento do mérito da censura imposta ao “Estadão”, que, atendendo aos interesses da família Sarney, já passa de 2.370 dias! Tais procedimentos endossam parcialmente declaração de Lula de que nossa Justiça está acovardada, pois, se covarde não fosse, já teria julgado em definitivo os processos citados. “Meu Deus do Céu!”, quando é que teremos uma Justiça completamente cega que utilize uma balança verdadeiramente aferida, para que um mesmo peso não tenha duas (ou mais) medidas?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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UM POUCO DE LUCIDEZ

Um filósofo alemão chamado Niklas Luhmann estudou a fundo a “teoria dos sistemas” e construiu, mediante seu estudo, a “Teoria da Autopoiese”. Em apertadíssima síntese, no modelo autopoietico, os sistemas não adentrariam uns nos outros com o mesmo material do qual se constituem. Então, por exemplo, o sistema da política, cuja valência está no binômio poder/não poder, não adentra diretamente no sistema do Direito (código binário: lícito/não lícito) ou da Economia (ter/não ter), etc. No modelo autopoietico há comunicação entre os sistemas, mas o dado a ser transladasse de um sistema para outro, adentra como heteroinformacao, vale dizer, um dado oriundo do sistema da política (poder/não poder) só adentra ao sistema jurídico após vestir-se com sua mesma tecitura (lícito/não lícito). Infelizmente, estamos vivendo uma crise dos sistemas componentes do Estado. A alopoiese reina absoluta. Todos os sistemas violentando uns aos outros de sorte a causar uma insegurança social total (por exemplo, dicção do ministro Barroso sobre o PMDB no podes: “Meu Deus do céu!”). Será que não encontraremos meios de construir um sistema autopoietico? Será que poder/punibilidade/poder aquisitivo vão se enoverlar do modo caótico que estamos presenciando? Será?

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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PODER E ALTERNATIVA DE PODER

É o caso de perguntar ao ministro Barroso, quando se referiu ao possível governo peemedebista dizendo “meus Deus do céu, esta é a nossa alternativa do poder”: seguindo a mesma lógica, vendo o PT escancaradamente “comprando” a consciência dos políticos no Congresso Nacional para barrar o impeachment, seria o caso de exclamar sobre o governo petista “meus diabos, este é o exercício do poder?”? Preste atenção, ministro, “não julgues para não seres julgado” (pela sociedade, é claro).

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com 

Rio Claro

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PIOR DO QUE ESTÁ NÃO FICA

Sinceramente, ministro Barroso, não entendi seu desalento ao  comentar a possibilidade de o PMDB assumir o governo. O sr. realmente acredita ser esta uma alternativa pior do que esta que nos tem trazido a desgraçada situação em que o governo do PT nos colocou, resultado de tanta corrupção, incompetência e mentiras como nunca antes na historia deste país? Caia na real, ministro. Nada poderá ser pior do que esta quadrilha lulopetista com Dilma vendendo a alma e o que resta para se manter no poder e o povo se consumindo em sofrimento e desesperança.

Paulo T. Sayão psayaoconsultoria@gmail.com 

Cotia

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MEU DEUS!

Todo o povo brasileiro tem o direito de conhecer a atuação dos seus eleitos. A isso denominamos de transparência. A divulgação pelo juiz Sérgio Moro do conteúdo das interceptações telefônicas envolvendo o ex-presidente Lula se faz necessária para que todos conheçam as falcatruas e malandragens que constantemente ludibriam os pobres eleitores. Assim afirma, com total razão, o clamor do ministro Luís Roberto Barroso quando se depara com a ausência de alternativa no atual estágio político-partidário do Brasil. Não se faz mister fulanizar, identificando os bandidos, os covardes, os corruptos que cercam a política e que se nos apresentam como alternativas para uma sequência governamental. Estamos, com certeza, todos perdidos. Embora seja a oportunidade para colocar o País nos trilhos da moralidade, precisamos – graças à burocracia e a tramas diabólicas que imperam – estar preparados para muitas decepções que estão sendo semeadas às gerações futuras. Nunca foi tão autêntica a assertiva “se correr o bicho pega, se ficar...”. Meu Deus, meu Deus!

José Célio de Andrade josecelioandrade@ig.com.br 

Campinas

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NOVELA POLÍTICA 

O atual governo começou como um casamento por interesses e está sendo dissolvido por incompatibilidade dos cônjuges. Agora, um acusa o outro de querer dar o golpe. O governo acusa o PMDB de liderar um golpe contra a democracia e o PMDB, agora oposição, acusa o governo de querer dar um golpe contra a voz da população. Ambos estão sendo acusados de crimes de corrupção, ambos têm responsabilidades com o País. O tempo não para. O povo precisa acordar todos os dias, trabalhar, pagar contas, impostos, taxas, etc. Já o governo parou. Parou de fazer o que mal fazia, que é governar um país, e está preocupado em salvar a própria pele. 

Larissa Benute Moreira laris.lalinha@hotmail.com

São Paulo

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A LUTA CONTRA O IMPEACHMENT

Agora o PT quer uma ampla “reconciliação” nacional, depois de colocar a esquerda contra a direita, o norte contra o sul e negros contra brancos, mesmo Dilma Rousseff escapando do impeachment? Claro, porque ela não teria a governabilidade para tocar o País com um bando de partidos nanicos na sua base. Faça assim, “presidenta”: como foram a senhora e seu partido que fizeram toda esta lambança ético-política-econômica, renuncie e, aí sim, pregue a unidade para a reconstrução nacional. O.k.? Seria de grande ajuda ao Brasil e à sua biografia.

José E. Zambon Elias zambonelias@hotmail.com 

Marília

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O ICEBERG

Apesar do iceberg à vista, o País segue em frente a todo vapor. Não temos dinheiro para investimentos, mas prospera o balcão de negócios da presidente Dilma com políticos. Um investimento de risco, já que não há segurança sobre sua duração. Mas os beneficiários devem achar que sim. Afinal, vem com todo um pacote de vantagens: desde foro privilegiado até a colocação de apaniguados em cargos públicos. Ah, o poder, suas benesses e suas vaidades... Vantagens e privilégios que não fazem sentido ante o tamanho da crise que se abate sobre o Brasil. Mas, nesta fogueira de vaidades, nunca se pensa o menos, sempre se pede mais. Voracidade extrema até daqueles que ideologicamente deveriam ser contrários. Incompetência administrativa, gastança versus menor arrecadação, maior despesa no pagamento de juros da dívida interna e uma conta que não fecha. Um iceberg do qual se deve desviar. Esperemos que a tempo, por quem estiver no poder.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba

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PECHINCHA

Em Brasília tudo está à venda, mas nada se compara às ofertas do Congresso Nacional.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 

São Paulo

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MOSCAS

“Dilma e Temer oferecem pastas ao PP.” Isso cheira à permanência dos métodos e das moscas após o impeachment. 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com 

Belo Horizonte

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CARGOS E VERBAS

O PT tenta a última cartada: “Operação Xepa”.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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MORAL

Cabe uma pergunta: qual o político da oposição tem a moral suficiente para questionar a distribuição de cargos que a presidente Dilma está fazendo? Os cargos existem, eram ocupadas pelos militantes do PMDB, o mesmo partido que está na vice-presidência da República e que contava ainda com quase uma dezena de ministérios. Por que as críticas, então?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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AGCC

Com todo este imbróglio político-jurídico em andamento no País, esperamos que não se crie o novo acronismo AGCC, ou “Acordo Geral dos Corruptos e Corruptores”, o que certamente levaria nosso país ao caos institucional, com consequências imprevisíveis. Que prevaleçam o bom senso e a retidão de todos aqueles que decidem pelo destino de nossa nação. 

Artur Lovro artlovro@hotmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA AMEAÇADA

As ruas e as pesquisas de opinião demonstram que ampla maioria da população brasileira está contra a organização criminosa que, no poder, está destruindo o Brasil. A suposta maioria que elegeu Dilma, em boa parte ou mais da metade dela, se arrependeu. Aliás, está sendo a parcela da população mais prejudicada. Uma minoria organizada com recursos públicos e a máquina oficial do Estado tenta impor sua vontade e instalar a ditadura vermelha em nosso país, conforme manda o Foro de São Paulo, organizado por Lula e Fidel Castro. Quando o Brasil tinha tudo para ingressar definitivamente no Primeiro Mundo, num grande salto de qualidade, o PT chegou ao poder e destruiu esse sonho. A Nação está se transformando numa enorme Venezuela. Voltamos a um passado turbulento. Quanto à Justiça, último guardião da nossa democracia capenga, parte dela deve favores a Lula e a Dilma. A outra parte está ameaçada por Lula e Dilma. Esta parte é exatamente a que 90% da população apoia. Quanto ao Congresso Nacional, resta esperar para ver quantos parlamentares Lula e Dilma vão conseguir comprar. E os militares? Bem, os militares estão caçando mosquitos. 

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com

Bebedouro

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PODE TUDO?

É muito bonito defender a democracia, torcendo para que as instituições funcionem e expurguem todo o mal do País. Seja qual partido for, os brasileiros querem é que quem pecou pague, que seja punido e possamos retomar a vida. Só que vivemos sob uma Constituição Frankenstein. Temos uma Carta parlamentarista num regime presidencialista. Não precisa ser advogado para saber que este trambolho não daria certo. E não está dando. Na época, saíamos do AI-5, com muitas repressões e demos uma guinada de 180º para o “liberou geral”. E, no governo atual, do “pode tudo”, a quadrilha fica jogando palavras bonitas, como democracia, liberdade e avanços, para justificar esta podridão em que vivemos. Estes políticos (e são quase todos) não podem ser julgados sob esta aberração jurídica. Eles a mudam a seu bel prazer. São várias organizações criminosas que se apoderaram do poder e não o vão entregar facilmente, com impeachment ou sem. Bandido tem de ser tratado pela Polícia. Inclusive a Interpol, pois em Portugal o chefe já foi condenado. O Panamá já o está investigando. E marquem aí: Angola e aquelas ditaduras cujas dívidas ele “perdoou” têm muito a esclarecer.

  

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo 

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O ÚLTIMO DEGRAU

Sem poder sair às ruas, sob pena de vaias e recomendações rotineiras de baixo calão da família Silva, a agora renascida terrorista deflagra o ataque final contra a sociedade brasileira: além de conclamar seus 7% de restantes partidários a realizarem manifestos em pleno saguão do palácio de governo e nas ruas, sempre muito bem pagos, assalta, talvez pela última vez, a raspa do tacho, as reservas nacionais, no empenho de comprar tudo e todos os que faltam e ainda se submetem a esta ou uma nova futura Lava Jato, a ser necessária no futuro. O clima de guerra declarada se compõe com o ajoelhamento obediente da mais alta Corte judiciária do País, que, ao invés de honrar suas togas, antes respeitáveis, paga em dia as benesses que receberam seus ministros, demonstrando afinal que suas escolhas não foram por mérito, mas, sim, por afinidades, sejam lá de qual ordem forem. Do outro lado, os 93% da sociedade que exigem o impeachment, mesmo demonstrando nas ruas sua voz majoritária, se veem abandonados pelo suposto Poder Legislativo representativo político, e a falência da idoneidade do Judiciário, ressalvada a honrosa determinação incorruptível do Ministério Público, da Polícia Federal e do recuperador da moral e do orgulho nacional, o juiz Sérgio Moro.  Sem armas, sem representação política, sob ataque guerrilheiro do palácio e humilhados pela conivência criminal de sua Suprema Corte, ficam os brasileiros por conta de si. Parece inevitável que o caminho seguinte pressupõe confronto, aliás, já iniciado em locais públicos, aeroportos, hospitais, bares e restaurantes, também adentrando os ambientes profissionais, universidades, e crescendo incontrolavelmente. A sociedade foi despeitada, assaltada, humilhada e, pior, está sem dinheiro, sem trabalho, sem emprego, sem condições de arcar com o custo da destruição do País, fora a vergonha e a humilhação sofridas perante o mundo civilizado ao ser reduzida a capacho da escória moral e do crime organizado. Parece já inevitável o agravamento da insustentável situação imposta pelo governo corrupto petista, e o impasse exige ruptura definitiva: ou veremos finalmente a corrupção e a incompetência afastadas em definitivo, e o País de volta ao crescimento, ou seremos submetidos, mais ainda, aos planos do bolivarianismo, por ordem do Foro de São Paulo. Que Deus nos proteja.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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OFENSA

Exma. “presidenta” Dilma, comparar manifestações democráticas pacíficas com a máquina de genocídio nazista é, no mínimo, uma agressão gratuita e ridicularmente absurda a todas as vítimas e seus familiares. Como judeu, me sinto ofendido; como cidadão brasileiro, envergonhado.

Mauro Wainstock mauro.wainstock@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTADO DE DEFESA

O posicionamento do articulista Rômulo Bini Pereira, general de Exército R/1, em seu artigo “Do Estado de Defesa e do Estado de Sítio” (“Estadão”, 2/4, A2), dá um novo alento e esperança à população brasileira. Finalmente, algo de concreto e positivo, como as ideias propostas, poderá resolver a esdrúxula e podre situação em que se encontra a política brasileira. As últimas bravatas exaltadas pela “governanta” em sua defesa e referendadas por militantes do MST, do MTST, da UNE e do PCdoB, incitando a uma guerra civil (“vamos incendiar o País”), deverão ser contidas imediatamente pelas Forças Armadas, com a prisão destes falastrões comunistas corruptos, sob pena de ocorrer uma guerra entre irmãos. Deverá ser aplicado um golpe, sim, um golpe de morte contra esta tentativa de perpetuação no poder desses delinquentes travestidos de políticos que governam o País. Não estamos falando da volta de uma ditadura militar, mas, sim, da atuação do Exército brasileiro para cumprir, neste momento, sua missão de ser o guardião da honra, da integridade e das instituições brasileiras.

Antonio Valério valerio.progea@gmail.com

Brasília

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‘CRISES DE INSENSATEZ’

O delicado tema da intervenção militar no Brasil foi abordado de forma brilhante no artigo do general Rômulo Bini Pereira, no “Espaço Aberto” de sábado (2/4). Em texto didático e corajoso, ele refletiu sobre o momento que estamos vivendo, sobre o comportamento desvairado da presidente, sobre o perigo do “nós contra eles” e termina dizendo que “as Forças Armadas, a instituição de maior conceito na sociedade, não poderão ser denegridas em função dessas ‘crises de insensatez’”. Assim, transmite a mensagem clara de que “para bom entendedor, meia palavra basta”.

Angela Renoldi angelarenoldi@gmail.com 

São Paulo

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‘ESTADO DE DEFESA E ESTADO DE SÍTIO’

  

Dilma, Lula e toda a tigrada petista, que sempre se referiram aos demais como “nós contra eles” e que pregam insistentemente palavras de ordem de que “não vai ter golpe; vamos pra guerra; chamem o Stédile”, destilando o ódio que prenuncia conflitos entre os brasileiros, deveriam se preocupar com suas falas e escutarem mais o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, órgãos que os assessoram. Ficarão assustados com as “trapaiadas” em que estão se envolvendo em não escutar a soberana voz das ruas. Tenham muita calma nesta hora, quando veem suas fanáticas ideologias contrariadas.               

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ANOMIA INSTITUCIONAL

A sensata opinião de um general manifestada no “Espaço Aberto” do “Estadão” em 2/4/2016, diante da anomia brasileira que contribuiu para a grave crise que atravessa o País, parece, talvez infelizmente, não refletir o interesse dos atuais militares com a maior atuação institucional que era praxe no passado, deixando ao alvedrio dos acontecimentos o destino do Brasil, muito embora isso pareça estar sacrificando sua segurança e crescimento há algum tempo. 

Renato Wieser renato_wieser@yahoo.com.br

Juiz de Fora (MG)

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ORDEM NO PAÍS

As declarações do general Rômulo Bini Pereira merecem total apoio da sociedade brasileira. É notório o risco de colapso da economia e ordem institucional caso Dilma, o PT e instituições carcomidas por parasitas do Estado como o Congresso Nacional continuem a ter protagonismo na condução do País. Os fatos comprovam também a correta percepção do Exército e do general de que Dilma, Lula e seus correligionários desde os anos 70 são uma ameaça constante à prosperidade deste país, com seu discurso mentiroso de defesa dos interesses dos trabalhadores, quando está provado que nada mais são do que uma gangue de criminosos trabalhando em proveito próprio. 

Fábio Bax Jr. fbaxjr@gmail.com 

Holambra

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UMA VOZ QUE TEM DE SER OUVIDA

Permitam-me comentar o excelente artigo do general do Exército R/1 publicado no “Espaço Aberto” da edição de 2/4/2016, em que tece comentários e análise precisa do comportamento da Presidência da República, como parte de uma estratégia suja de impedir o processo de impeachment, com reuniões mediáticas no ambiente do Palácio do Planalto, transformando aquele espaço presidencial num reles auditório sindical. Vozes como esta têm de se insurgir contra este processo de banalização da Presidência, em que, nestas reuniões, cedendo espaço a diferente setores da sociedade, desde artistas e supostos intelectuais mal intencionados, interesseiros, cegos ideologicamente até os contumazes bandidos de fato, corja de vagabundos pertencentes aos chamados movimentos sociais e entidades sindicais, com amplo espaço para vociferarem contra todo o Brasil, em defesa deste governo para lá de nefasto e corrupto. É inconcebível que um país de 200 milhões de habitantes, tenha de assistir em horário nobre a este destilar de ódio da presidente, com espaço generoso para os demais proferirem os mais absurdos impropérios contra os cidadãos de bem e contra a ordem institucionalizada. Que outras vozes se façam ouvir, representando a indignação da grande maioria do povo brasileiro, que quer ver a presidente fora da Presidência e fora do palácio, voltando a ter a Presidência a aura do poder maior do País, com um representante que seja de fato um “estadista” e digno do povo brasileiro.

Silvestre Levi Sampaio silvestrelevi@ymail.com

São Paulo

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FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Até mesmo para se unir à grande maioria do seu povo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não consegue ser direto e preciso. No seu texto “A Constituição é o caminho” (“Estadão”, 3/4, A2), há sempre justificativas desnecessárias. Reconheço que tem qualidades indiscutíveis e que é um político raro no cenário brasileiro, por sua experiência, cultura, seu preparo, seu conhecimento bem acima da média e honestidade indiscutível. Entretanto, o artigo publicado no domingo não deixa dúvidas de que ele não tem os atributos principais de um verdadeiro estadista, como visivelmente se coloca e deseja ser reconhecido. Coragem e firmeza nas decisões e liderança ousada para conduzir o País pelo caminho certo, apesar dos pesares, e salvar a Nação mesmo até contra todos. Infelizmente, para nós, brasileiros, o Brasil teve na sua história muito poucos estadistas – talvez por isso marquemos passos até hoje. Ao se confessar, quase envergonhado da posição agora tomada, na minha opinião, tardiamente, e do seu empenho para que o chefe da quadrilha não sofresse impeachment no mensalão, impedindo que se encurtasse o seu caminho criminoso, salvando o País de sua quadrilha e diminuindo sensivelmente o dano causado, demonstram claramente este fato. Lamentavelmente, no momento que mais precisamos de um verdadeiro estadista, não dispomos de nenhum.

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br 

Rio de Janeiro 

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‘A CONSTITUIÇÃO É O CAMINHO’

O exemplo é o fator mais importante da educação nas famílias. O exemplo dos políticos é o fator mais importante na formação da cultura política de uma nação. Fernando Henrique Cardoso, quando escreve que “A Constituição é o caminho” (3/4, A2), repete o que já se sabe. Mas deixa aberta à interpretação dos leitores a sua posição pessoal. Assim, não contribui para contornos mais nítidos da cena para os que procuram por parâmetros. Esquiva-se da responsabilidade. (Há quem defina esse comportamento como sendo “político”.) Não se demonstra líder à altura das exigências da situação, que descreve com acerto. Concordo que o impeachment de Lula, no caso do mensalão, embora pertinente, continha riscos para a paz social por razões emocionais. A cautela fez sentido. Mas hoje a situação está sendo compreendida. Faltam atitudes de liderança. Aliás: o impeachment de Fernando Collor foi justificado por migalhas, comparadas aos descalabros institucionais, corrupção e às infrações legais da situação de Dilma-Lula-PT.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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NELSON BARBOSA E AS PEDALADAS

Embora didaticamente boa, a explicação metafórica do ministro Nelson Barbosa na Comissão do Impeachment, na quinta-feira (31/3), não se sustenta: o governo não só comprou os 2 kg de feijão a mais mencionados na lista, como também comprou caviar, vinho francês, automóveis, imóveis e outras “cositas más”. Isso tem nome: irregularidade grave e descumprimento da Lei Orçamentária, como também de ressalva feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas contas de 2013. Em outras palavras, Dilma entrou pesado no cheque especial, no cartão de crédito e quebrou o Brasil!

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 

Brasília

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CRÉDITOS SEM AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA

A exposição do ilustre advogado que, na Câmara dos Deputados, pretendeu mostrar não ter havido créditos que dependiam de autorização legislativa, a meu ver, contém erros que demonstram que o contrário é que efetivamente ocorreu. Considerou que a meta de superávit constituía uma mera condição resolutiva. Isto é, uma condição que, só se – ou quando – ocorrer produz efeitos jurídicos. E como sua ocorrência só pode ser aquilatada no final do ano, só nesse momento é que se verifica se os atos ocorridos no decorrer do exercício teriam observado e sido praticados de acordo com a nova meta (prevista na lei que a alterou?!). O primeiro erro foi considerar a meta fiscal como uma condição resolutiva. Não o é, por evidente. E se é meta – quantidade ou valor fixado para ser atingido numa matriz econômica válida –, o permissivo legal (criação de crédito sem autorização legislativa) deve ser considerado de acordo com a meta que está fixada na legislação vigente no momento em que o crédito é criado. Pois, se não fosse assim, não seria meta. E, se essa “meta” é fixada no fim do exercício, quando todos os fatos já ocorreram, também não é meta. É simples resultado que depende dos demais fatores considerados. Assim, a lei exige que, para dispensar a autorização legislativa, o crédito a ser criado deve compatibilizar-se com a meta que, no momento em que nasce, está fixada na lei então vigente. Pois, se assim não fosse, o permissivo seria inócuo e despiciendo. A alteração legislativa  ocorrida no final do exercício – que criou nova “meta” – não tem o condão de validar atos anteriormente praticados em desacordo com a meta estabelecida na lei vigente no momento em que os atos (criação do crédito) foram praticados. Devem, portanto, ser considerados irregulares e, assim, produzir os efeitos previstos na Constituição e demais leis pertinentes.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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EDUCAÇÃO EM SP

Após ler as declarações do secretário da Educação, José Renato Nalini, de que o bônus a professores de São Paulo será pago na primeira quinzena de abril, minha indignação só aumentou! “Nós reconhecemos que o professor é a alma da escola e que precisa ganhar bem”, disse o secretário, explicando que o governo está aberto a examinar as reivindicações da categoria. Questionado sobre a possibilidade de greve dos professores, Nalini pediu consciência aos professores para que não entrem em greve. “Esse profissional, que sabe que é agente transformador e que pode mudar a realidade, eu acredito que ele terá consciência de que, no momento de crise, no momento de desalento, não abandonar crianças, porque o prejuízo será da criança”, disse. Ele afirmou esperar consciência deste profissional “tão sacrificado” que é o professor. “Esperamos mais esta cota de sacrifícios dos professores, porque greve é o que menos interessaria à educação de São Paulo num ano já tão desanimador”, disse ele. Será mesmo, secretário, que nós, professores, não podemos abandonar as crianças? Elas só não foram abandonadas ainda por nós. Será o secretário de Marte? Todos os profissionais da Educação merecem um salário mais justo e digno. Nossas despesas só aumentam, inclusive os impostos cobrados pelo próprio governo. Nós temos família, precisamos garantir nossa subsistência, e só por amor não dá. Infelizmente, ainda não trocam mercadorias, impostos e contas por amor. Sim, por amor, ainda enfrentamos esta cruel realidade que nos faz travarmos batalha diária para um salário bem inferior ao que merecemos. Tenho uma sugestão: que tal o secretário, o governador e deputados viverem um mês trabalhando em nosso lugar e recebendo nosso salário? E também colocando seus filhos, netos e sobrinhos para estudarem nas escolas públicas. Quem sabe, conhecendo a realidade, nos compreenderiam. Vamos brincar de príncipe e mendigo? Lembro que sou professora de Língua Portuguesa na rede estadual (acumulando cargo com a rede municipal) há mais de 20 anos. E não sou sindicalizada.

Luciane Lutz lucianelutz@gmail.com

São Paulo

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DESEJO

Sou paulista e funcionária pública federal e o que eu mais desejo para os funcionários públicos estaduais paulistas que votaram no PT e me deram Dilma Rousseff como “chefa” é que o próximo governador de São Paulo seja um “petralha”. Aí eles saberão o que realmente é uma herança maldita e vão sentir saudades de José Serra, Geraldo Alckmin e do PSDB. Eu troco Dilma por Alckmin. Essa mensagem é dirigida principalmente aos professores da rede estadual paulista e que bancam o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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ELEIÇÃO 2016

Dória Jr. é o candidato do PSDB para concorrer à Prefeitura de São Paulo este ano. Cisne belo de ver, dificilmente vai voar. Andrea Matarazzo, nome preparado, foi chutado para fora do partido tucano. Pode encontrar abrigo no famigerado PSD, do “vira-casaca” Gilberto Kassab. Perde poder de fogo para o combate. Fortalece a desastrosa Marta Suplicy, que tenta vida nova, agora como “anti-PT”. O temível Celso Russomano, político profissional que inspira cuidados, e o abominável Fernando Haddad, eventualmente o pior prefeito da história de São Paulo. O que quer Geraldo Alckmin, padrinho de Dória Jr., com isso tudo? Conheço o governador pessoalmente. Homem bom, sério, dedicado ao trabalho. Há quem diga que ele quer Haddad como seu sucessor no Estado, dada a amizade dos dois. Seria uma traição para com todos de bem, que são obviamente contrários ao maquiavélico poste de Lula; conivente do projeto criminoso de poder petista e que atenta contra o bem dos paulistanos e a conjuntura saudável de São Paulo, transformando a cidade num caos ainda maior do que temíamos, anos atrás.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br 

Porto Feliz 

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CAOS SOCIAL

O  povo é  o  reflexo  dos  seus  governantes. Se  estes  burlam as  leis, incitam o ódio e se corrompem, o mau exemplo já está dado. Não foi por acaso que taxistas pararam a cidade do Rio de Janeiro na última sexta-feira; que 14 ônibus foram incendiados no município de Magé (RJ) em protestos contra  a  morte de uma criança vítima de bala perdida; e que houve uma morte e dezenas de torcedores ficaram feridos numa rixas entre torcidas organizadas do Corinthians e do Palmeiras, domingo, na cidade de São Paulo. Há uma grande crise social, política, econômica e  moral que está aniquilando o Estado brasileiro e a sua  população.

 

Luiz Felipe Schittini  fschittini@gmail.com

Rio de  Janeiro

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A ANARQUIA DAS TORCIDAS

Depois de mais uma anarquia provocada por briga entre torcidas uniformizadas de Palmeiras e Corinthians neste domingo, 3 de abril, que resultou na morte de um homem que passava pelo local, e da quebradeira no Metrô, é difícil de entender por que ainda não tomaram uma medida simples e definitiva para resolver o problema: proibir nos estádios as chamadas torcidas organizadas, só isso. Quanto a Corinthians e Palmeiras, penalizar os dois clubes com estádios sem espectadores pelos próximos três jogos, para aprenderem a não dar apoio a este tipo de vândalos. Sem medidas duras como a proibição definitiva de torcidas uniformizadas nos estádios, a anarquia continuará.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br 

São Paulo

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TOLERÂNCIA ZERO

Acabar com  as torcidas organizadas é conferir a elas mais poder.  Vão agir na clandestinidade, como milícias. Eu proponho aos criminosos das torcidas organizadas um sistema prisional educativo fechado. É preciso começar a prender um por um, para que sirvam de exemplo para a maioria. Os torcedores violentos não vão aos estádios para festejar seus clubes, mas para destruir, agredir, traficar e matar. Tolerância zero para eles. A guerra entre torcidas não teria chegado aonde chegou se não tivéssemos    governantes tão omissos e a maioria dos políticos afundada na corrupção. Afinal, para que serve o Ministério do Esporte? Eu gostaria de saber o que faz na prática a Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor. Essas instituições não existem para melhorar o futebol? É triste, muito triste, ver os torcedores de bem se afastando dos estádios no País em que o futebol já foi sinônimo de tantas alegrias. A presidente Dilma não pode continuar calada diante da violência esportiva, e também deveria fazer alguma coisa pela paz no esporte, bem como o Ministério da Justiça. É hora de o serviço de inteligência da Polícia Federal atuar junto com os clubes e suas torcidas. Nem precisaria dizer da ligação de inúmeros membros das torcidas com o tráfico de drogas...

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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SANDRO VAIA (1943-2016)

O Brasil perdeu, no dia 2 de março, uma mente brilhante, um amigo querido, um baita escritor. Sandro Vaia, ex-diretor de redação do “Estadão”, vai deixar saudades. Tuiteiro “esperto”, fazia amigos num piscar de olhos. Simpático, perspicaz, engraçado, dominava como ninguém, ali, no Twitter, a arte de falar tudo em “140 caracteres”. Coisa bonita de ver foi a consternação nas redes sociais com sua partida. Uma multidão de internautas de todas as idades lamentaram sinceramente sua morte como se lamentassem a de um amigo “real”, com quem batiam um papo todos os dias. De gente adulta, que o conhecia dos tempos do “Estadão”, até gente muito jovem para saber “com quem estava falando”. Querido por todos! Sandro era assim. 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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