Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

08 Abril 2016 | 03h00

Fim próximo

Mais uma vez Dilma Rousseff usa o Palácio do Planalto como se fosse a casa dela, aglutinando e adulando esses movimentos sociais que vivem das tetas do Estado brasileiro. Essa presidente cambaleante perdeu toda e qualquer noção de limite e pensa que é dona de tudo, assim como seu inventor, que não tem vergonha de ficar comprando votos do quarto de um hotel. E agora, o que farão os deputados e senadores “indecisos”? Depois do pouco que se sabe sobre as denúncias dos diretores e do presidente da Andrade Gutierrez, algum político ainda achará vantajoso se aliar a ela? Será que os que estão à venda – pois quem está indeciso está vendendo seu apoio, ou por cargos ou por dinheiro mesmo – não veem que vai tudo por água abaixo e eles serão julgados pela população, que na sua grande maioria deixou de ser boba? E que se Dilma passar pelo impeachment não passará sobre o julgamento do TSE? Dilma não conseguirá levantar-se, pois o lamaçal já está ameaçando sua cabeça. Serão muito burros os que pensarem ter feito um bom negócio ao se venderem para essa corja que tomou conta do nosso país.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Afronta e desrespeito

Para se manter no poder a qualquer preço, Dilma está distribuindo cargos e verbas ao baixo clero, enquanto faltam vacinas na rede pública e os problemas da saúde e educação se avolumam, sem soluções e sem projetos. Esta é a reedição do mensalão do PT. Não nos podemos calar diante de tamanha afronta e tanto desrespeito aos brasileiros, principalmente os mais necessitados e os desempregados.

JOSE PAULO CIPULLO

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

Nas mãos do baixo clero

Você acha que a situação econômica do Brasil está ruim, mas defende a Dilma? Então, prepare-se, porque após a “venda” de cargos e ministérios seremos governados pelo baixo clero do Congresso (pessoal muito “competente” e “honesto”...). Vamos passar de ruim para péssimo!

GIAMPIERO GIORGETTI

giampiero@falcare.com.br

São Paulo

Direito de escolha

Ao verem a lista dos congressistas, magistrados, artistas, políticos em geral e demais figuras públicas que estão do lado de Dilma neste processo de impeachment, lembrem-se de que estamos numa democracia e todos têm o direito de escolher de que lado querem ficar. Mas cabe aos verdadeiros patriotas, aos que pensam no futuro do País e dos filhos, aos que amam o Brasil e querem preservar a democracia, nunca, mas nunca mesmo, esquecer de que lado eles ficaram.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

‘Vossa excrescência’

A inclemente crise que assola o Brasil, causadora de falência, endividamento, desemprego e depressão (econômica e psíquica), tem o nome e o rosto da inábil presidenta Dilma Rousseff. Se, porventura, o indecente “toma lá, dá cá” urdido pelo governo federal tornar inviável o necessário impeachment de Dilma, a crise passará a ter, também, o nome e o rosto de todos os congressistas vendidos que, por ação ou omissão, vierem a perpetuar o atual desastre econômico e social. Sendo assim, cabe a cada deputado e senador decidir se quer continuar sendo tratado por “vossa excelência” ou ser transmudado em “vossa excrescência” nas próximas eleições.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Quem estará cantando o refrão “você não vale nada, mas eu gosto de você”? PT ou fisiológicos?

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

Quase um plebiscito

O parlamentar que votar contra o impeachment é a favor da continuação da corrupção, por motivos óbvios. O que votar a favor do impeachment é contra a continuação da corrupção, seja por formação, educação, inteligência ou simplesmente por honestidade sincera e natural.

PEDRO DE ALCÂNTARA AZEVEDO

ivone@azevedonegocios.com.br

São Paulo

Via expressa

Impeachment é o melhor caminho, diz editorial do Estado de ontem (A3). Concordo plenamente, mas a hipótese da renúncia ainda não é inteiramente descartável. Basta analisar o passado recente da presidente e constatar que ela assina tudo à sua frente e depois, com desculpas esfarrapadas, tenta sair de fininho. Basta, então, colocar um papel de pão em meio a seus despachos com o termo de renúncia e pronto, rapidinho estamos livres da presidente. Quem não se lembra da sua autorização, quando presidia o conselho da Petrobrás, para a compra de Pasadena (EUA), que causou um rombo na petroleira da ordem de R$ 1,5 bilhão? Ah, a “papelada” estava incompleta... Também assinou termo de posse em branco para que seu padrinho e inventor, Lula, usasse caso o “japonês” tocasse novamente à campainha de sua porta. Na defesa apresentada na comissão do impeachment, aliás, fraquinha, tanto que não colou, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardoso, referindo-se às pedaladas fiscais, disse na maior caradura que a presidente se limitou a assinar medidas apresentadas por seus subordinados, ou seja, mais uma vez assinou sem ler. Nessa nojenta crise política que assola o nosso país, tudo é possível e estelionatário é o que não falta no Congresso Nacional.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Eleição de 2014

Sobre a delação da Andrade Gutierrez, parece estar mais claro que Aécio Neves tinha razão quando disse que havia perdido a eleição para uma quadrilha, não para um partido. E a presidente Dilma continua com a tolice do golpe.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

Bendito golpe

Quem ainda acha que o impeachment de Dilma Rousseff é golpe reflita sobre o que Nelson Jobim, ex-presidente do STF, autor do parecer da Câmara dos Deputados que acolheu o pedido de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, escreveu: “Bendito o golpe em que seu espectro se exaure na fiel observância de comandos constitucionais! Maldita a democracia em que o voto popular possa constituir-se em cidadela da impunidade”. Os dois casos não são semelhantes, são iguais.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O PARECER SOBRE O IMPEACHMENT

O relator do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), depois de um longo e jurídico relatório lido em mais de quatro horas, que eu acompanhei de ponta a ponta, concluiu em seu parecer apresentado anteontem haver indícios de que a presidente cometeu crime de responsabilidade e, portanto, deve ser julgada pelo Congresso Nacional. O relatório foi elaborado no processo que teve por base uma denúncia apresentada pelos juristas Miguel Reale Júnior, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, tendo como fundamento principal as chamadas “pedaladas fiscais”. O relator, para enriquecer suas considerações e voto, tocou em outros pontos que também caracterizam o crime de responsabilidade e que não constam da denúncia em tela. Esses pontos são: o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF); a Lei Orçamentária Anual (LOA); a decisão do Tribunal de Contas (TCU) que rejeitou as contas da presidente de 2014, ainda não avalizadas pelo Congresso; as crises econômica, financeira e política; e o fato de que o impeachment não é golpe de Estado. Tudo isso levou um deputado da situação a contraditar o relatório e pedir a anulação do processo, por ele envolver “extra petita” – fora do pedido de renúncia – matéria não constante do pedido. Ocorre, porém, que estes envolvimentos da presidente são todos da mesma natureza jurídico-política que aqueles apresentados no pedido, portanto são conexos. E se encaixam como uma luva no provérbio latino “quod abundat non nocet” (o que abunda não prejudica), não sendo, assim, fundamento legal para pedido da aludida anulação processual

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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COMISSÃO ESPECIAL DO IMPEACHMEMT

A conclusão relatada, parece que tira, de vez, o fôlego dos petistas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MOLEQUES

Assistir à leitura do relatório do impeachment e ver o comportamento dos parlamentares é como estar numa classe de crianças mal educadas que não têm nenhum respeito pelo professor. Nunca vi um bando de pessoas, que o povo brasileiro escolheu para representa-lo, pulando, gritando e agitando cartazes e bonecos. Eles se comportam como moleques. Como nas escolas, quem fizer baderna deve ficar de castigo e, se continuar, ser expulso de Brasília.

 

Gregório Zolko gzolko@terra.com.br

São Paulo

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O IMPEACHMENT NA CÂMARA

A comissão do impeachment deu mais um passo na sequência de pressão que é feita contra a presidente da República. E dois pontos merecem destaques, ou seja, advogados usarem a tal de “pedalada fiscal” como argumento principal é ignorar que esse artifício é usado por prefeitos, governadores e ex-presidentes da República. Que, por certo, não desviaram verbas do erário. E a outra questão tem que ver com o poder de um presidente da Câmara que, por sua vez, pode ser cassado por mau comportamento no cargo que ocupa. São atitudes que contribuem para diminuir o conceito do Brasil.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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AS ‘PEDALADAS FISCAIS’

Relatório do Banco Central divulgado nos últimos dias revela que as chamadas “pedaladas fiscais”, no governo Dilma, dispararam. Então não é golpe, certo? Para aqueles deputados que estão em dúvida se votam a favor do impeachment, o dado ajuda em muito na decisão: só em 2015 o governo Dilma devia R$ 60 bilhões às instituições financeiras públicas, o que corresponde a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). É o Banco Central ajudando a derrubar o governo do PT. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DE MILHÕES A BILHÕES

É desproporcional a diferença de pedaladas entre o governo FHC e o atual (R$ 900 milhões e R$ 60 bilhões), conforme se viu no relatório do Banco Central. Vai ter de engolir esta!

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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UMA JANELA PARA O CRIME

Difícil de acreditar que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) esteja tão mal formulada a ponto de permitir uma janela de um ano para infringir a lei sem a possibilidade de julgar o Executivo que cometeu crimes de responsabilidade na gestão pública. Se considerarmos que crimes de responsabilidade fiscal cometidos no último ano do governo não podem ser investigados ou julgados após o exercício do mandato, teremos pelo menos um ano de janela para executivos públicos cometerem todos os tipos de crimes tipificados na LRF livremente, pois em nenhuma hipótese podem ser julgados e penalizados. As duas alternativas tornam os crimes inimputáveis, caso o candidato à reeleição não seja reeleito, torna-se ex-presidente, caso seja reeleito, inicia-se um novo mandato. As pedaladas de Dilma Rousseff de 2014 foram pagas em 2015: “apenas” R$ 72 bilhões. Mas e se ela não tivesse sido reeleita? Quem teria de pagar essa enorme dívida? É fato que reeleições para o Executivo estão extintas a partir das próximas eleições, mas é muito importante que o eleitor avalie muito bem os candidatos à reeleição neste ano, apenas para evitar novos golpes na LRF.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

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DE COLLOR A DILMA

Na segunda-feira (4/4), a defesa de Dilma Rousseff contra o impeachment foi feita pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, cujo entusiasmo em duas horas de defesa teve mais efeitos teatrais, sempre com um indicador em riste, do que efeitos práticos que envolvessem o público alvo. Em muitos cabe uma pergunta: o ministro da AGU existe para defender os interesses da União ou é permitido fazer “serão”, em se tratando de defesa da “chefa”? Entre 1992/1993 e 2016, entre um Fiat Elba e a eminência parda chamada Paulo César Farias e as “pedaladas” de Dilma, seus decretos sem autorização do Congresso e as mentiras de campanha, chega-se à conclusão de que o impeachment de Collor, este sim, pode ser considerado um golpe que teve no PT uma infantaria pesada com suporte de uma artilharia da força do povo. O PT se considera puro e impune, enquanto os outros só merecem os nove círculos infernais.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DO IMPEACHMENT AO GOLPE

Quando o PT, juntamente com o sr. Luiz Inácio, que entrou de braço dado com o sr. Quércia, votou a favor do impeachment de Collor, tratava-se de impeachment; agora, mudou de nome e é golpe. Petistas podem explicar isso? O mesmo tipo de processo, com dois nomes diferentes e só porque agora quem está sofrendo o impedimento é o PT? É, realmente, o brasileiro tem memória curta e conveniente.

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

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A DEFESA DE DILMA ROUSSEFF

José Eduardo Martins Cardozo, em sua defesa de Dilma contra o impeachment, afirmou que a aprovação deste seria rasgar a Constituição brasileira. Ora, se a figura do impeachment faz parte exatamente de nossa Constituição e foi devidamente aplicada contra Collor de Mello, com apoio de todo o PT de Dilma e de Lula, por que agora seria esta mesma Constituição rasgada tendo Dilma cometido crimes de responsabilidade por causa de suas pedaladas fiscais? Seria mais um caso de dois pesos e duas medidas, o que vale para um lado não vale para o outro? Dilma, por algum acaso, é melhor que Collor de Mello? Acredito que não! Cometeu crimes e continua os cometendo no dia a dia, recebendo bandoleiros dentro do Palácio do Planalto como se lá fosse um palanque político, incitando estes mesmos bandoleiros a agredirem a população que se opõe a ela e que é a favor de seu impeachment. Esses fatos já seriam geradores de processos para seu impeachment imediato. Infelizmente, nossa fraca oposição pouco ou nada faz nestas ocasiões em que estes bandidos do MST, do MTST e da Contag se manifestam no Palácio do Planalto com o beneplácito e total apoio de Dilma Vana Rousseff. Estes elementos já deveriam estar detidos e respondendo a inúmeros processos criminais. Rasgar a Constituição? José Eduardo Martins Cardozo deveria voltar à faculdade de Direito e estudar para poder voltar a atuar em qualquer ramo do Direito. Voltar a estudar para não cometer tantos erros primários faz bem, e melhor ainda é ser humilde para reconhecer a fragilidade de seus argumentos e ter uma postura mais decente.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo 

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O ESFORÇO DE CARDOZO

Não se pode negar que a defesa contra o impeachment da presidente Dilma feita pelo agora advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, é bem formatada e até brilhante. Mas, ouvido o relatório do relator do processo na Câmara, Jovair Arantes, é fácil perceber que o articulado Cardozo é obrigado a mentir e omitir fatos graves acontecidos, que comprovadamente justificam a abertura do processo contra a presidente em exercício.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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UM GOVERNO AMEAÇADOR

Incrédulo, assisti a um desqualificado ministro da Justiça defender e achar muito naturais as ameaças feitas, dentro do Palácio do Planalto e na frente da presidente Dilma, por um marginal que se apresenta como líder da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) prometendo promover o ato criminoso de invadir propriedades de deputados das bancadas ruralistas e da bala da Câmara. Com o absurdo argumento de que era apenas uma resposta natural a uma provocação que nunca existiu e só o ministro viu. Chegou a usar a Lei de Newton, dizendo que a cada ação corresponde uma reação igual, em sentido contrário. Mesmo que tivesse havido a provocação, quer dizer que, para o atual ministro da Justiça, se alguém levar um tiro, tem o direito de atirar de volta? A Justiça que vi ele defender é a dos tempos da barbárie, com o olho por olho, dente por dente. Este é o atual Brasil de Dilma e de Lula. Uma vergonha. Uma tristeza.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PERDEU O RUMO

Não sei não, mas acho que a coisa já perdeu o rumo. O Palácio do Planalto, agora, virou palanque de discurso dos petistas com palavras de ordem e até ameaças, como os comunistas do MST e da Contag fizeram esta semana. Os petistas passaram 13 anos no poder sem fazer nada pela reforma agrária. Agora, publicaram atos para reforma agrária e comunidades quilombolas. O ato no Palácio não é problema, mas a incitação à violência é que é. E o governo se diz democrático... 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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TERRORISTAS

Deprimente: o ministro da Justiça justifica as ameaças terroristas proferidas na presença da presidente da República dentro do Palácio do Planalto! Ou, melhor, da companheira de Estela.

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com

São Paulo

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A LISTA DO IMPEACHMENT

Parabéns ao jornal “O Estado de S. Paulo” por utilizar duas páginas do jornal nas quais nos mostrou nomes e fotos daqueles que são a favor e contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff da Presidência. Na minha opinião, essa lista vai servir como guia para tomarmos decisões na hora do voto nas próximas eleições.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PLACAR

Queiram ou não, o “Estadão” mais vez sai na frente. Nenhum outro meio de comunicação teve a ideia e ou a iniciativa de fazer um “placar do impeachment”, como o do “Estadão”. Parabéns pela inédita iniciativa!

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava 

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O PP NA BASE ALIADA

O Partido Progressista (PP) decidiu permanecer na base de apoio a Dilma. Após essa decisão, sugiro ao partido mudar de nome: Partido Pixuleco. Que vergonha!

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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POLITICALHA

Assistir, nas TVs Câmara e Senado, às seções ordinárias (bem nomeadas) é o mesmo que assistir a uma aula de como mentir na maior cara de pau. Os parlamentares não estão lá para defender os interesses dos eleitores e contribuintes, que são seus verdadeiros patrões, mas os da dona da caneta que distribui benesses usando o dinheiro dos contribuintes. Os do PP, um dos três maiores denunciados no petrolão, já adiantaram que vão votar contra o impeachment. Bem feito para quem votou neles.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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PARLAMENTARES DOENTES

Dia desses vi, num noticiário, repórter entrevistando parlamentar representante do governo. Ele estava com uma lista e, à entrada do entrevistador, a escondeu. Um dos comentários debochados feitos pelo “nobre” parlamentar sobre ausência à votação do impedimento da sua “chefa”, por compra ou promessa de uma “boquinha”, foi de que ninguém poderia impedir que parlamentares ficassem doentes, especialmente em época da gripe H1N1. Cuidado, “nobres excelências”, com suas escolhas. Não se esqueçam de que o capiroto é sedutor, mas traiçoeiro e não pestaneja em jogar seus “cumpanheros” na fogueira assim que não têm mais serventia para seus propósitos! 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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VENDER-SE VALERÁ A PENA?

Os petistas dizem que o processo de impeachment do ex-presidente Collor, que apoiaram veementemente, é diferente do processo de impeachment da presidente Dilma. Realmente, não é. Naquela época não existia a internet, e as provas ficaram perdidas em papéis. Hoje, elas são procuradas e vasculhadas até nas nuvens. Fora que o parlamentar que se vender precisa fazer um acordo realmente compensador economicamente, indo contra aos anseios da sociedade. Porque, pelas redes sociais, estará para sempre alijado da vida pública brasileira. Valerá a pena?   

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CRISE SISTÊMICA

Vivemos dias de instabilidade política, econômica e de saúde pública. O Brasil nunca antes presenciara tamanha desfaçatez em todos os níveis da República. O “Estadão” tem sido exemplar em discutir essas questões, tanto em seus editoriais quanto na publicação de textos pertinentes de seus costumeiros articulistas. Vejam, por exemplo, o artigo de José Nêumanne (“Golpes contra as instituições”) e “Decisões patrióticas”, do general Luiz Eduardo Rocha Paiva (5/4, A2). O primor de suas análises nos remete a afirmar que estamos em crise sistêmica em todos os poderes. A quem iremos recorrer, se as instituições democráticas não se entendem e não se respeitam? O Executivo fazendo de suas instalações de governo um verdadeiro palanque para vociferar contras os outros poderes e até ameaçando de atos de violência para se manter no poder; o Poder Judiciário, guardião máximo das leis, emite sinais e decisões contraditórias, imiscuindo-se nas decisões e práticas legislativas; e, finalmente, o Legislativo, boquiaberto diante de tantas denúncias de envolvimento em corrupção, não legisla e, ainda, os presidentes das duas Casas, a cada dia, emitem pareceres distintos para a solução da crise, sem contudo atentarem para o bem do País. Todos estão perpetrando um verdadeiro golpe, este, sim, contra o cidadão de bem, que quer trabalhar, mas não tem emprego, o comércio que não vende porque não há quem compre e a indústria, que não produz, pois não há mais o comércio para comprar. Quando aparecerá alguém com vergonha na cara para enfrentar os reais problemas? 

João M. Ventura joamv@terra.com.br

São Paulo

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AGORA OU NUNCA

Fico estarrecido com a inépcia oposicionista e da articulação dos movimentos de rua, se é que há “oposição” de fato no País. Com o passar dos dias, e o fim de semana decisivo se aproximando, é enervante ver o “placar” do impeachment virando – a própria consultoria Eurásia diminuiu a probabilidade de 75% para 60% – ajudado pelas manobras politizadas da Suprema Corte, que deveria velar justamente pelo contrário, pela independência das instituições e poderes, não o que faz o ministro Marco Aurélio Mello ao tentar “impor” uma estapafúrdia decisão sua ao presidente da Câmara dos Deputados. Até quando esperaremos para voltar em massa às ruas, até quando a pseudo-oposição vai ficar deitada em berço esplêndido vendo este desgoverno saquear o erário nessa desesperada “feira” no varejo do baixo clero, usando de ardis e todo jaez de traquinagem tendo um único escopo: um bote salva-vidas ou um balão de oxigênio (como o bem diz Gilmar Mendes) que o mantenha por mais dois anos e meio?! Ou o impeachment sai agora ou esqueçam eleições gerais, cassação da chapa via Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou o que for. É agora ou nunca, ao menos até 2018!

Roberto Simões Vivacqua de Medeiros Rsvivacqua@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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O IMPEACHMENT DE MICHEL TEMER

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, que acate processo, com formação de comissão, sobre o impeachment de Michel Temer, vice-presidente da República, pedido que foi arquivado por Cunha. Este recorreu ao pleno do STF, mesmo porque o instituto do impeachment se aplica ao presidente da República, e nunca ao vice, exceto se este estiver no exercício da Presidência. Vê-se, pois, que não se trata de aplicação exata de matéria jurídica, mas de desempenho de conduta de opção e favoritismo, aliás, como têm demonstrado as manifestações do ministro Marco Aurélio.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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JUIZ

Aos 45 minutos do primeiro tempo, o juiz Marco Aurélio Mello marca um pênalti duvidoso e convertido a favor de Dilma, e, logo a seguir, encerra o primeiro tempo, com os times empatados: Dilma 1 x 1 Temer. O segundo tempo deverá ser bastante disputado, havendo o perigo de enfrentamento entre as torcidas e com reclamações dos dois lados. O resultado poderá parar no tribunal.

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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INDEPENDÊNCIA DOS TRÊS PODERES

No que concerne à independência dos Três Poderes, em flagrante desrespeito à Constituição, da qual deveria ser guardião, o STF “manda” a Câmara aceitar processo de impeachment contra Temer.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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MINISTRO MARCO AURÉLIO

Alguns o acham um ministro polêmico. Outros, esquisito. Já sua chegada aos tribunais, ainda no período militar, fora comentada. E estranha. Por uma vaga no Tribunal Superior do Trabalho, consta que houve interferência junto ao presidente da República para que aguardasse até que o hoje ministro Marco Aurélio completasse a idade-limite para sua nomeação. Em Brasília, ouvi comentários que não cabem ser reproduzidos aqui. Posteriormente, seu primo Fernando Collor de Melo, no exercício da Presidência da República, o indicou para o Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, os jornais comentaram a nomeação de sua filha, ainda muito jovem, para uma vaga no Tribunal Regional Federal da 2.ª Região. Agora, vemos o ministro Marco Aurélio afirmando que, acolhido, o impeachment poderá ser afastado pelo tribunal por ausência de fundamento jurídico. Em seguida, decide monocraticamente que o presidente Eduardo Cunha não pode mandar arquivar o pedido contra Michel Temer, devendo apenas examinar o aspecto formal, e manda remeter o pedido para a comissão. Fê-lo, a meu ver, contrariando a decisão do pleno, que definiu o rito a ser seguido. Sem pretender opinar sobre o mérito de se Michel Temer deva ou não ser submetido a processo, para mim, tudo isso induz a uma impressão muito negativa, que eu não gostaria de ter, de um membro do STF, imiscuindo-se em outro poder. E mais: fico imaginando se Eduardo Cunha, ao invés de recorrer, determine, com base e em atendimento a essa decisão, o desarquivamento de todos os quase 30 processos requeridos contra a presidente Dilma, com a consequente criação de outras tantas comissões. Valha-nos Deus!

 

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com 

Cordeirópolis 

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‘RODA VIVA’

Assisti, na segunda-feira, ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura. Foi impagável, o jornalista José Nêumanne detonou o ministro Marco Aurélio Mello, ministro vergonha do Brasil. Agradeço a José Nêumanne, que fez o que nós temos vontade de fazer e dizer, mas não temos acesso a estes bandidos travestidos de ministros desta Republiqueta.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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JOSÉ NÊUMANNE

No programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ministro do STF Marco Aurélio Mello ouviu do brilhante jornalista José Néumanne tudo o que a maioria dos brasileiros de bem gostaria de dizer sobre o desempenho dos integrantes do STF, muitos deles nada confiáveis quanto à imparcialidade dos seus julgamentos. Parabéns, jornalista José Néumanne.

Waldir Roberto wroberto04@yahoo.com.br

São Paulo

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REPUGNANTE

Consta que hoje o País tem 10 milhões de desempregados, mas isso não é relevante para o ministro Marco Aurélio Mello, que no balcão de trocas do PT obteve da presidente Dilma a nomeação de sua filha como desembargadora federal. O Brasil e os brasileiros que se lixem, não é, ministro? O resultado dos seus despachos favoráveis ao governo já estão na mídia, repugnando milhares de brasileiros. Como o seus pares da Suprema Corte, zelosos aos ditames da Constituição brasileira, estão vendo isso? O senhor ainda se sente confortável em ocupar uma cadeira no STF? Não deveria.

Godiva Aguilar Peres godiva.aguilar@gmail.com

São Paulo

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NA PAUTA DO STF

Marco Aurélio Mello, se V.Exa. gosta de antecipar seu voto, peço-lhe que coloque em pauta o processo n.º 594435, distribuído em 24/10/2008. Não lhe dá holofotes, mas atende a milhares de idosos.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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DEMAIS DA CONTA

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, vem decidindo desavergonhadamente a favor do Partido dos Trabalhadores (PT). Está até inventando. Esta do impeachment do vice-presidente Michel Temer foi demais da conta.

Jorge Carrano carrano.adv@gmail.com

Niterói (RJ)

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AFRONTA AO LEGISLATIVO

O argumento que sustenta o pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer é o mesmo que sustenta o pedido de impeachment da presidente Dilma: crime de responsabilidade; pedaladas fiscais. Por que o PT não faz a mesma publicidade sobre o “golpe” no caso de Temer? É obvio que os ataques ao vice-presidente são políticos e incongruentes. No mesmo sentido, a atitude do ministro Marco Aurélio Mello, obrigando o presidente da Câmara a acolher o pedido contra o vice, é parcial e afronta o Poder Legislativo. Onde já se viu um ministro do Supremo dar uma ordem monocraticamente a um membro do Legislativo? A crise política avançou pelos Três Poderes explicitamente. Seria melhor se o ministro desse ordens em seu gabinete aos seus serviçais, regiamente pagos com o dinheiro público, e se recolhesse aos seus deveres, limitados ao Supremo Tribunal Federal.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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REVOLTANTE

De vereador a presidente da República, já nos acostumamos ao desrespeito aos nossos direitos de ter um Brasil governado com eficiência e ética. Mas revoltante é verificar que membros do Supremo agem igualmente. Marco Aurélio Mello, peça para sair!

 

José Wilson Gambier Costa jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

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FORO PRIVILEGIADO

Até a última fase da Operação Lava Jato, 174 pessoas já foram acusadas e 67 delas foram condenadas pelo juiz Sérgio Moro. Na contramão desse fato, temos o desserviço do STF, que não julgou e não condenou nenhum político com foro privilegiado, mesmo com os processos em mãos! Temos ou não de acabar com esta pouca vergonha do foro privilegiado? O País necessita de respostas rápidas, senhores ministros! O que está acontecendo neste país é uma falta de caráter generalizada e que desafia o homem de bem a se manter uma pessoa da ordem e do trabalho! Vossas Excelências são os responsáveis diretos por tudo o que possa acontecer de ruim a este país, pela falta de comprometimento com o povo e total comprometimento com seus padrinhos políticos.

 

Armando Favoretto Junior  malhamania@dglnet.com.br

São José do Rio Pardo

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PERCEPÇÃO

Infelizmente, o Supremo Tribunal Federal está passando para a população a percepção de ser um partido político. Pena.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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JUIZ SEM JUÍZO

Nesta singular República bananeira, único país do mundo em que jabuti sobe em galho de árvore, jabuticaba é fruto que só dá em território nacional, ladrão de recursos públicos é aclamado de “guerreiro do povo”, propriedades e fortunas de cidadãos incomuns (originárias de pagamento de propinas e de dinheiro ilícito) permanecem “ocultas” e “defesas” para a SRF, o Carf, o Banco Central, a CAE, o TCU (e outras sopas de letrinhas fiscalizadoras do erário), a primeira mandatária da República tem por vezo sugerir a captura e armazenamento de “ventos vadios noturnos” com vistas à geração barata de energia eólica, só estava faltando o surgimento de um “juiz sem juízo”. Não está mais. Um proverbial e pomposo juiz do STF, que tem por hábito usar em seus pronunciamentos a expressão “vir à balha” (em desuso desde o século 18), ao invés da corrente “vir à baila”, defende o impeachment do vice-presidente da República. Curiosamente, pelos mesmos motivos (assinatura de decretos-leis para fins de “pedaladas fiscais”) que ajuíza como “golpe”, quando atribuídos e imputados à presidente da República.

Ruy Reis Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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PODE?

Impeachment de juízes do Supremo pode ser real? Consultemos nossos juristas, pois a toga de alguns se confundem com chapéu de pizzaiolo. Vamos lá, vejamos, quem sabe livramos o Brasil de mais alguns imprestáveis.

João Luiz Piccioni piccionijl@me.com

São Paulo

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FESTIVAL DE IMPEACHMENTS

O pedido de impeachment contra Dilma está em andamento; o de Eduardo Cunha anda de lado, feito “caranguejo”, mas segue; e ao mais recente, de Michel Temer, o ministro do STF Marco Aurélio Mello decide que Cunha deve dar seguimento. Pergunta que não quer calar: e ninguém se propõe a responder “e o caso de Renan, parado há três anos, nada? Por quê?”.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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O CAMINHO DAS ELEIÇÕES

Renan Calheiros fala em “ouvir a sociedade” em plebiscito sobre novas eleições. As “ideias” dos políticos para resolver os atuais problemas visam apenas a mudar as “embalagens”, mas o que o País precisa é mudar as “estruturas”, e, sem uma reforma político-partidária que não tenha a interferência dos que hoje praticam a “velha política”, nada mudará! Parlamentarismo e eleições gerais são boas ideias, mas no bojo de uma reforma que tire do seu controle os atuais partidos e políticos. Que altere a forma de representatividade da população e acabe com a possibilidade de existirem partidos sustentados pelos nossos impostos. Que permita que os políticos sejam tirados de seus cargos pela população se efetivamente não representarem os interesses dos seus eleitores. Que acabem com a promiscuidade entre os Poderes e suas mordomias... Então, o que deve acontecer, para que o País possa retomar sua vida, é ser julgado o impeachment de Dilma Rousseff. Depois, como diz o ditado, Deus proverá!

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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REPÚBLICA DAS ALAGOAS

Renan Calheiros, presidente do combalido Senado brasileiro, “muito conhecido” na época da República das Alagoas, no impedido Collor, não perde mesmo o viço. Continua, como sempre, em cima do muro, esperando que algo de novo aconteça para “escapar” das várias denúncias, pouco ortodoxas, que coleciona na sua vida pública. Ora, Renan, seja honesto pelo menos uma vez e deixe de fazer “juízo de valor” sobre o impeachment de sua protegida Dilma Rousseff. Cuidado, que poderá “perder os cabelos, recém-implantados”, o que ocasionaria um grave problema para o seu “ego”, lembre-se disso. 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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BIGORRILHOS DE PADRE CÍCERO

Renan Calheiros é um desprezível oligarca nordestino que está fomentando um conflito no Brasil. Norte e Nordeste a favor de Lula, Sul e Sudeste contra Lula. Estamos caminhando para um apartheid tupiniquim. Sem impeachment, certamente os culpados serão as oligarquias: Sarney, Gomes, Arraes, Collor, Calheiros, Barbalho e Lula da Silva. Lógico que esses oligarcas não querem o impeachment de Dilma e Lula, porque todos sem exceção foram protagonistas, junto com as empreiteiras, na pilhagem da Petrobrás, e, portanto, estão na mira da Operação Lava Jato.

José Francisco Peres França  kyko.jf@gmail.com

Espírito Santo do Pinhal

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ELEIÇÕES CIRÚRGICAS

Os “cirurgiões” Renan Calheiros, Valdir Raupp e dona Marina Silva querem fazer lipoaspiração no Frankenstein...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MARINA SILVA

Quando Renan e Marina Silva falam ao mesmo tempo em novas eleições como saída para a crise, só pode ser coincidência, não é? Do ilibado senador não falarei, mas quem a santinha (do pau oco) pensa que engana? Onde estava essa senhora, que nunca soltou a esganiçada voz contra Lula? Onde esteve esse tempo todo? Por que continuou no PT mesmo depois do escândalo do mensalão? Por que só saiu do ministério por divergências com a ex-colega Dilma? Por que a petista envergonhada nunca criticou a corrupção ou admitiu os enormes ganhos para o País resultantes da ação do juiz Sérgio Moro e sua equipe? Essa senhora muito me lembra “aquele lá”, em sua sede de poder: nunca foi eleita para qualquer cargo Executivo e quer ser presidente da República?! Faça-me o favor, não menospreze a inteligência alheia!

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo 

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OPORTUNISMO DE OCASIÃO

Marina Silva, com seu costumeiro oportunismo de ocasião, promove a ideia que se realizem eleições gerais em outubro deste ano para que, logicamente, ele saia como candidata encoberta pelo manto de salvadora da Pátria e venha a enganar a população, como fez seu mestre Lula. Caso Marina Silva tivesse o mínimo de pudor político, jamais promoveria tal ideia neste momento, em que todo um país vem sofrendo com os descalabros cometidos pelo PT de Lula e Dilma, e essa mesma população vem sistematicamente perdendo seu emprego, vendo seu poder de compra ser corroído por uma inflação galopante, a criminalidade crescente, a pobreza aumentando exponencialmente, sonhos acabando em todos os níveis, indústrias fechando aos montes, notas do País sendo rebaixadas a todo instante, etc. Este desgoverno prima pelo mais alto nível de corrupção jamais visto desde a descoberta do Brasil, em 1500, e ainda conta com um Judiciário que vem, no caso da Suprema Corte, afagando os cabelos dos lulopetistas a todo instante. Por que, então, querer que, com este quadro calamitoso em que se encontra o País, vir com a ideia de eleições gerais em outubro? Para mim, isso, sim, parece ter a imagem de um golpe, para gerar ilusões sobre uma população já tão desiludida e carente de líderes decentes.

Boris Becker borisbecker54@gmail.com

São Paulo 

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ALERTA TOTAL NA LAVA JATO

Lendo o excelente artigo “No pós-Dilma, alerta total na Lava Jato” (7/4, A2), de Modesto Carvalhosa, chego a uma conclusão deveras drástica. O Poder Constituinte originário é fático (não jurídico), incondicionado (não há nenhuma lei que o condicione) e ilimitado (pode instituir o que quiser). Ele – poder constituinte originário – surge quando há uma “revolução” no país. Seja factual, seja institucional. Creio que estamos em estado de revolução institucional. Acho (sinceramente) que, para tirar tantas medidas “indecorosas”, para usar o adjetivo do jurista Modesto Carvalhosa, a modificação legislativa devia se dar a partir da lei primeira, da Constituição. Isso coibiria as respostas formais, pasteurizadas, porém legítimas, dos senhores ministros do STF, quando afirmam que estão apenas “cumprindo a Carta Magna” do País. Não bastaria, segundo entendo, uma alteração infraconstitucional. Garantias e liberdades individuais, inclusive as dos vexatoriamente corruptos (políticos, empresários e todo intestino da “quadrilha”) são cláusulas pétreas da Constituição, portanto, é bastante discutível a cessação dos “privilégios”, inclusive “prerrogativa de foro”, aos ocupantes de determinados cargos, por legislação infraconstitucional. Esta a gravidade do País enfermo. Assim vislumbro o cenário atual. Muito grave.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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LIBELO ANTICORRUPÇÃO

O eminente jurista Modesto Carvalhosa foi extraordinariamente preciso em suas observações e preocupações com a luta anticorrupção e o destino da Operação Lava Jato, num eventual governo pós-Dilma Rousseff (“Estadão”, 7/4, A2). Ele detalhou e comparou a situação brasileira atual com a vivida pela Itália nos anos 1990 com a Operação Mani Pulite e a forte possibilidade de que as dificuldades pelas quais passaram, e ainda passam os italianos, após o fim da operação saneadora e a ascensão do governo Berlusconi, também podem ser vivenciadas pelos brasileiros, se não forem eliminadas as práticas e medidas que favorecem a corrupção. E pede a aprovação pelo Congresso Nacional das dez medidas legislativas anticorrupção elaboradas pelo Ministério Público Federal mediante iniciativa popular, com mais de 2 milhões de assinaturas. E, ainda, o jurista exige o fim da “excrescência” representada pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), entre outras medidas. O artigo do respeitado jurista é um verdadeiro libelo anticorrupção e deve contar com o forte apoio da cidadania brasileira.

José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia comunicacao@sinaenco.com.br

São Paulo

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FILME DE HORROR

Ao ler o primeiro caderno do “Estadão” de ontem (7/4), tive a sensação de estar vendo um filme de horror, da pior qualidade possível. De um lado, a demonstração muito didática que Modesto Carvalhosa faz da sistemática destruição que o atual governo promove de qualquer resquício de legalidade que ainda possa existir no relacionamento empreiteiras/governo, sempre com o claro intuito de maximizar o saque infame de recursos públicos. Por outro lado, o leilão criminoso de ministérios e cargos públicos, para garantir uma improvável vitória no infame e prolongado caso do impeachment. E, enquanto isso, Lula, afrontando decisão do STF, acumula o cargo de ministro chefe da Casa Civil e de presidente de fato do País. Tudo isso me fez lembrar a desastrada atuação de ministro do STF no programa “Roda Viva”. Afirmou ele que as instituições funcionam no Brasil, para logo a seguir perpetrar inoportuna intervenção em outro Poder da República. Será que, realmente, temos “instituições”? 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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O TUDO OU NADA DO GOVERNO

PT paga de R$ 400 mil a R$ 1 milhão para deputados votarem contra o impeachment de Dilma Rousseff. O Ministério Público já foi averiguar? Dinheiro pago para a reeleição virou trocado!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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O DESCARAMENTO DE LULA

Estamos assistindo atônitos ao descaramento de Lula comprando deputados numa suíte do Hotel Golden Tulip, em Brasília. Tudo às claras e à luz do dia, divertindo-se com sua esperteza e com a rasteira que espera passar na sociedade brasileira (mais uma vez). Ninguém se mexe, porque parece que ninguém se espanta com isso. O que faz a Procuradoria-Geral da República, diante desse crime? Provavelmente, está aguardando que alguém a acione para que possa, paquidermicamente, começar a pensar no que pode fazer a respeito. Gostaria, então, urgentemente, de reproduzir aqui a carta a seguir, escrita pelo eminente sociólogo e consultor Bolívar Lamounier e endereçada ao sr. Rodrigo Janot. Não há necessidade de dizer mais nada, porque ela contém tudo o que nós, pobres cidadãos desamparados, gostaríamos de dizer ao sr. procurador-geral da República: “Sr. procurador, valho-me da presente para encarecer a necessidade de uma intervenção urgente e enérgica por parte de Vossa Excelência no sentido de coibir a compra de votos de deputados federais orquestrada e conduzida pelo sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Praticada às escâncaras, em plena luz do dia, sem qualquer disfarce ou rebuço, a referida ação vem sendo amplamente noticiada pela imprensa de todo o País, não faltando sequer a informação do ‘locus faciendi’ escolhido pelo ex-presidente: o hotel Golden Tulip, em Brasília. Que se trata de uma prática criminosa, não há dúvida. Faz apenas três anos que o Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Penal 470, o chamado ‘mensalão’, cujo objeto era exatamente o mesmo: a compra de consciências e votos de congressistas. Daquele julgamento resultou a prisão de vários integrantes da ‘organização criminosa’ que a concebeu e perpetrou, alguns dos quais continuam detidos. Não há como ignorar que o famigerado ‘mensalão’ aconteceu durante o período presidencial do sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Como bem sabe Vossa Excelência, os antigos ‘coronéis’ do interior nordestino tornaram-se conhecidos como os grandes vilões de nossa história política. Mas, justiça seja feita, por execráveis que fossem suas ações de aliciamento eleitoral, eles as praticavam com recursos próprios, não com cargos e verbas públicas, como ocorre atualmente nas dependências do mencionado hotel brasiliense. A imperiosa necessidade da intervenção de Vossa Excelência encontra-se pois claramente configurada, de um lado, pela jurisprudência do STF, firmada em conexão com Ação Penal 470 e possivelmente com outras mais; do outro, pela alta conveniência – reforçada pela proximidade da votação inicial do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pelo plenário da Câmara federal – de impedir o prosseguimento da prática delituosa em curso, implicando inclusive a detenção preventiva de seu autor. Sem outro particular, reitero-lhe nesta oportunidade os meus votos de elevada estima e apreço. Respeitosamente, Bolívar Lamounier”.

Maria Cristina Godoy mcgodoy@terra.com.br

São Paulo

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ALIENAÇÃO MÁXIMA

Um sr. leitor do “Estadão”, em carta neste “Fórum” de quarta-feira, diz, em relação à rejeição a Lula: “Eles não querem que diminua a brutal diferença de rendimentos entre o topo e a base da pirâmide. Eles não querem o povo com carro na garagem das Cohabs. Eles querem babás negras com uniforme branco levando seus filhos às escolas e clube”, acusando a imprensa de tamanhos “pecados”. Se seus problemas se limitam a poder ou não ter carro na garagem e à cor da pele de babás, de fato a vida dele está muito melhor que a do povo brasileiro!  Longe de serem a “Folha”, o “Estadão”, a “Veja” ou o Diário de Conceição de Mato Dentro, é de 49% da população mais pobre a 74% da população que ganha mais de dez salários (na média de 57%), que jamais votaria em Lula. Lula é o responsável pela inflação, pelo desemprego, pela recessão, pela enorme crise que enfrentamos e continuaremos a enfrentar por alguns anos, sem falar na corrupção nunca antes vista neste país. Em tempo: alguém informe ao cidadão de que a concentração de renda, sob Lula e Dilma, aumentou de maneira espantosa, voltando aos níveis do início dos anos 90. Ao que tudo indica, o tal “leitor”, que leitor não pode ser, é um apaniguado do PT, abençoado com um daqueles empregos vitalícios no serviço público, ou em algum sindicato, ou empregado na Rede PT de Difamação. Tanta alienação só existe se muito bem remunerada! Seria cômico, se não fosse  só ridículo.

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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‘CADERNO2’, 30 ANOS

Não abro mão de ler todas as manhãs o “Caderno2”, do “Estadão”. Caderno este que, ao longo de seus 30 anos de publicação, que se completam agora, nos brinda diariamente com uma agenda cultural rica e relevante. E que, além das deliciosas crônicas, Sônia Racy, em sua página “Direto da Fonte”, traz furos e informações importantes também sobre o mundo político e empresarial. Ler o “Caderno2” equilibra a acidez do noticiário geral que hoje atinge principalmente o nosso país. E testemunho que os meus filhos, ainda adolescentes, passaram a ler jornal graças ao lançamento em 1986 do “Caderno2”. Parabéns ao “Estadão” e à cultura brasileira, magnificamente representada nos 30 anos do “Caderno2”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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EMERSON FITTIPALDI

É lamentável saber que Emerson Fittipaldi, a quem o automobilismo brasileiro tanto deve por ter sido um dos primeiros pilotos a se aventurar no exterior, abrindo caminho a tantos outros que o seguiram, não tenha tido sorte igual nem demonstrado nos negócios que empreendeu o mesmo talento e habilidade que esbanjava nas pistas mundo afora, em que se consagrou bicampeão mundial da Fórmula 1 (1972 e 1974), bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis (1989 e 1993) e campeão da Fórmula Indy norte-americana (1989). Que o triste episódio da penhora de seus bens nesta semana seja um acidente de percurso que possa ser ultrapassado o quanto antes, com a plena recuperação de sua situação financeira. Acelera, Emmo!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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