Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2016 | 03h00

A vontade do povo

A aprovação do relatório pró-impeachment na noite de segunda-feira, por 38 votos a 27, acertou o lulopetismo no fígado. No próximo domingo o povo brasileiro voltará às ruas para exigir que, no mínimo, 342 de seus representantes eleitos aprovem na Câmara dos Deputados o processo contra a presidente. Restará ao Senado da República sacramentar a vontade popular pelo impedimento da presidente. 

FRANCISCO ALVES DA SILVA

profealves@gmail.com

São Paulo

Patética

A reação da “presidenta”, em discurso patético ontem pela manhã, à aprovação de seu impeachment na comissão foi lamentável, como das outras vezes que fez seus comícios no Palácio do Planalto. Insiste ela em dizer que é golpe, que não cometeu crime... o de sempre. Ora, crimes de seu governo se apuram quase todos os dias, como a compra de votos no Congresso, desvios de verbas, etc. Golpe mesmo é o que seu partido e seu chefão querem dar no Brasil desde 2002. Ela tem mesmo de ser afastada, bem como todos os que participam desse intolerável governo.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Em quarto de hotel

Diversas vezes trabalhei em hotéis, mas somente no saguão ou nas salas especiais, não nos quartos. Receber vantagens e dinheiro em quarto de hotel, em reunião íntima, é coisa de senhoras e senhores que praticam a profissão mais antiga do mundo.

JOSÉ RUBENS MACEDO SOARES

joserubens@federmacedoadv.com.br

São Paulo

Sabedoria de vó

Contei à minha avó, de 99 anos, que centenas de artistas e intelectuais, liderados por Chico Buarque, Beth Carvalho e Leonardo Boff, fizeram uma grande manifestação no Rio a favor do Lula e contra o impeachment da Dilma. Ela pensou um pouco e me perguntou: “Ué, mas não é a Curitiba que eles deviam ir, pra dar apoio àquele juiz bom que tem lá, que está mandando prender todos os ladrões do Brasil?”.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

A fala do vice-presidente 

A maioria dos analistas critica acerbamente ter o vice-presidente antecipado no áudio vazado sua possível ascensão à Presidência da República com a aprovação do impeachment pelo Congresso. Eliane Cantanhêde, em sua crônica política de ontem, qualificou a fala como “um vexame e um erro”, chegando a compará-la ao episódio – que entrou para a História dos incidentes pitorescos e desastrados da política brasileira – de FHC em 1985, quando se sentou na cadeira de prefeito de São Paulo antes de confirmado o resultado da eleição. Tenho dúvidas quanto a esse juízo negativo, por alguns motivos. Primeiro, FHC disputava com Jânio Quadros, um líder populista que sempre contou com o apoio de um estrato significativo da população, mesmo depois do golpe frustrado de sua renúncia, nunca suficientemente explicada, à Presidência. Segundo, o ato precipitado de FHC produziu efeito negativo no eleitorado paulistano, uma variável, vamos chamar assim, sobre a qual não tinha controle. Nenhuma dessas circunstâncias se aplica ao caso Temer. Michel Temer está duelando com Dilma Rousseff, que nunca foi política e acabou eleita não por méritos próprios, mas por força do prestígio transferido de seu tutor, Lula; e se trata de pessoa que não se notabiliza pela simpatia, afabilidade e carisma, muito ao contrário. Além disso, o eleitorado no impeachment é composto pelo conjunto fechado dos 513 deputados federais e toda a carreira política de Temer se deu na Câmara: foi duas vezes presidente da Casa e é amplamente conhecido e amigo dos parlamentares. Isso explica em boa medida que as estimativas dos votos para o domingo crucial apontem uma vantagem significativa a seu favor, não muito distante dos 2/3 necessários. Quanto à sua adversária, é procedente a observação do relator, Jovair Arantes: Dilma não gosta do Congresso, não tem nenhuma afinidade com ele; na verdade, despreza-o. Enfim, o conteúdo da fala de Temer é ótimo: apresentou um plano para retirar o País do atoleiro em que este maléfico governo o meteu – o que a presidente depois de quase ano e meio de sua reeleição e posse não conseguiu fazer –, o qual é ardentemente desejado pela população, e isso pode melhorar a avaliação dele. Para terminar, reconheço que a jogada é arriscada e não tenho dúvida de que o vazamento não foi acidental.

PAULO AFONSO DE S. AMARAL

drpaulo@uol.com.br 

São Paulo

Discurso conciliador

O conteúdo do discurso gravado por Temer chega a ser humilde e mostra que o perfil do possível futuro presidente é adequado e próprio para as circunstâncias. Embora pareça um fato inesperado que possa prejudicar a oposição no processo do impeachment, creio que atrairá os votos indecisos e temerosos do que poderia acontecer no novo governo. Temer mostra um tom conciliador, equilibrado e discreto, próprio de um presidente da República culto, inteligente e capaz de tirar o País desta complicação política, econômica e moral. 

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Golpe de mestre

Esse áudio do Temer foi um grande golpe de marquetagem. Nem João Santana imaginaria fazer igual. Deu o recado certo na hora certa. Esse, sim, um golpe... de mestre! Deu o recado e abafou boatos quanto a programas sociais em eventual governo seu.

JOSE PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Viagem para o futuro

Oxalá “pai Michel” acerte suas previsões, pois, plagiando um deputado humorista, “pior do que tá não fica”. 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Apelidos

Dilma chama Temer e Cunha de “chefe e vice-chefe”. Menos mal. Só lamento não poder reproduzir aqui a forma como a sociedade chama a ela e ao Lula.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Corresponsabilidade

Os deputados que votarem contra o impeachment serão corresponsáveis por todas as desgraças causadas pelas pedaladas do desgoverno Dilma-PT: falta de empregos e, consequentemente, aumento de assaltos e mortes, quebra de empresas, falência de pessoas também, aumento de doenças por falta de prevenção e inúmeras outras mazelas. É muita mentira para ter de engolir!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CORRUPÇÃO AO QUADRADO

A 28.ª fase da Operação Lava Jato detectou R$ 5,35 milhões pagos ao ex-senador Gim Argello (PTB-DF) em 2014, quando este era vice-presidente da CPI da Petrobrás, pelas empreitaras UTC e OAS, para serem blindadas no processo investigativo. Eis um caso de "corrupção ao quadrado", "corrupção para encobrir corrupção", como bem definiu o procurador Athayde Ribeiro da Costa. Do total da propina, R$ 350 mil foram parar na conta de uma paróquia em Taguatinga (GO), frequentada por Gim. O "alcoólico" parece ser adepto de uma prática bem comum no fim da Idade Média e início da Moderna: a compra de indulgências. Felizmente, nem todos são corruptos como o ex-senador. Tentar subornar Deus também é demais... 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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O ÁUDIO DE MICHEL TEMER

O vazamento do áudio de Michel Temer fazendo um primeiro discurso como presidente da República não foi vazamento coisíssima nenhuma. O ex-presidente não dá ponto sem nó e usou o áudio para avisar quem será o mandachuva de agora em diante - ou, melhor, quem já é. Se ele conseguirá constituir um governo de salvação nacional e sacar o Brasil do atoleiro em que foi jogado por Dilma Rousseff, não sabemos. O fato é que a seguinte frase nunca foi tão verdadeira: ruim sem ela, pior com ela. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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RECADO AOS INDECISOS?

Será que Michel Temer, macaco velho, teria cometido o deslize de permitir que uma gravação feita para ser divulgada após a aprovação do impeachment de Dilma na Câmara fosse tornada pública neste momento crucial de disputa voto a voto entre governistas e oposição, ficando sujeita a críticas? Ou terá sido de caso pensado, um recado para os indecisos, mostrando a sua confiança na aprovação do impeachment e dizendo que ainda está em tempo de embarcar neste trem vitorioso?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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DISCURSO DO VICE-PRESIDENTE

Ninguém merecia ouvir isto: um discurso óbvio, uma atitude rasteira e fora de hora. Patético!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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JOGADA DE MESTRE

Diferentemente de Eliane Cantanhêde, achei ser uma jogada de mestre o "vazamento" do áudio de Michel Temer. Ele explica, no começo, o porquê de sua fala e dá alguns recadinhos, se se tornar presidente da República, atingindo de maneira inteligente o público alvo. Exemplo? Não mexeria nos programas sociais, como o PT anuncia a toda hora. Entre outros tantos.

Eni M. Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

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A HISTÓRIA SE REPETE

Áudio vazado de Michel Temer: "Carta ao Povo Brasileiro II" - missão social.

Léo Coutinho leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

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FOGO AMIGO

Esse áudio de Temer é fogo amigo. É golpe contra Temer!

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava 

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VELÓRIO

O falecido senador Antonio Carlos Magalhães, anos atrás, comparou Michel Temer a um mordomo de cemitério. Parece que essa profecia vai se concretizar em breve: o vice abrirá a Necrópole para enterrar o PT. 

Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos

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A AUDÁCIA DO VICE

Ninguém votou em Michel Temer para vice-presidente, e, se a venda casada é proibida no comércio, deveria ser proibida também na política. Quem votou em Dilma Rousseff, queira ou não, "elegeu" também o vice Temer. Durante cinco anos, Michel Temer fez parte do governo Dilma, teve direito a nomear e faturar em meia dúzia de ministérios importantes, assinou embaixo de cada batatada que Dilma cometeu, defendeu com veemência  as sandices da gestão Dilma. Um belo dia, Temer sentiu o cheiro da carniça em que se transformara o governo Dilma. Escreveu uma cartinha de menino apaixonado e esnobado pela musa - seus advogados devem ter garantido a ele que aquela carta ridícula o isentaria de responsabilidade nos crimes da gestão Dilma. Hoje Temer assume o papel de principal articulador do impeachment de sua ex-patroa Dilma Rousseff. Resta saber como irá reagir a futura ex-presidente Dilma quando estiver presa. Motivos e argumentos para se vingar da traição de Temer não lhe faltarão, e a delação premiada para um casal que viveu cinco anos juntos será a oportunidade perfeita para a vingança de Dilma.  

Mário Barilá Filho  mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SEIS POR MEIA DÚZIA

Como nos explicou em seu artigo "Gravidade tucana", publicado na edição de 11/4 deste jornal, o colunista José Roberto de Toledo, com sua conhecida competência, dissertou sobre a falta de visão tucana no desejo de tirar Dilma Rousseff e Michel Temer dos cargos que ocupam via Justiça Eleitoral. Os tucanos, mais uma vez, erram no alvo se quiserem, via Temer, se sentar na cadeira presidencial, pois recente pesquisa mostra que "a diferença entre Temer e Dilma em tamanho da torcida por seu afastamento está na margem de erro: 58% a 61%". Isto é, estão tecnicamente empatados e nem poderia ser diferente perante o eleitorado brasileiro, que, ao contrário do que pensam os políticos, ainda sonham com um futuro melhor para o povo brasileiro. Em sã consciência, se Michel Temer tivesse atento às suas responsabilidades e preocupado em ajudar a presidente da República com a qual foi eleito, jamais teria indicado no início do segundo mandato para ser ministro da Secretaria dos Portos o deputado Edinho Araujo, infrator da conhecida Lei da Ficha Limpa, condenado em primeira e em segunda instâncias por improbidade administrativa, além de ter suas contas desaprovadas pelo Tribunal de Contas Eleitoral de São Paulo (TCE-SP) e confirmadas pela Câmara Municipal da cidade de São José do Rio Preto (SP). Claro está que Michel Temer começava a preparar o terreno para escandalizar ainda mais o governo da senhora Dilma Rousseff, em quem não votei - e acho que o impeachment é uma necessidade para o bem do Brasil. Todavia, se assumir o vice-presidente, com toda certeza estaremos trocando seis por meia dúzia mesmo. O Brasil tem necessidade urgente de ser passado a limpo, isto é, desinfetado de Norte a Sul. É preciso que Deus volte a ser brasileiro também.

Lucas A. dos Santos dossantoslucasalves@yahoo.com.br

São Paulo

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SONHO

Alçar Michel Temer à Presidência da República, via impeachment, poderá ser um remédio de curto prazo para tirar a economia da pasmaceira em que se encontra. O atual vice é um homem culto, advogado, doutor em Direito e foi presidente da Câmara dos Deputados por duas vezes, preparado, portanto, para exercer a função no lugar de Dilma, cujo curriculum vitae é de natureza distinta. Temer, no mínimo, evitará passarmos vergonha diante do estrangeiro e certamente montará um ministério com critérios apoiados em mérito e conhecimento técnico das matérias ligadas aos cargos. No Ministério da Fazenda será necessário colocar um economista cuja história esteja ligada ao Plano Real, um projeto mundialmente reconhecido por sua eficácia e sucesso. O País não suporta mais os desmandos na economia, as gastanças imorais que afrontam um povo que não dispõe de saúde, educação, segurança e que precisa enfrentar o desemprego e a inflação. Sonhar não custa nada e é preciso acreditar em alguma coisa para sobreviver neste país.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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TERROR

O Brasil de hoje se parece mais com um filme de terror. Todos os dias surgem novidades que apavoram a população. Os deputados federais estão se insultando no Congresso Nacional, como se estivessem no bar da esquina. Lula está maquinando apoios políticos, gastando o dinheiro do contribuinte, como se já não bastasse a vergonha de não poder assumir o Ministério da Casa Civil. Dilma transformou a rotina presidencial em fórum de defesa e de ataque, esquecendo-se dos seríssimos problemas econômicos do País. Michel Temer se esconde o mais que pode, assim como Renan Calheiros. Eduardo Cunha continua contando com um poder imensurável. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não se posiciona firmemente perante as irregularidades cometidas na campanha eleitoral de 2014 e o Tribunal de Contas da União (TCU) faz de conta que também não compartilha a culpa dos atos ilícitos cometidos com o dinheiro do Banco do Brasil, do BNDES e da Caixa Econômica Federal. Por fim, o seleto grupo do Supremo Tribunal Federal (STF) continua trabalhando no ritmo de tartaruga, vendo a confusa Constituição, cheia de emendas e pontos obscuros, enganar os brasileiros, que nunca estiveram numa situação tão desastrada como agora. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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UM PAÍS 'SUB JUDICE'

O Executivo e o Legislativo brasileiros vivem uma brutal crise de identidade. Há um bom tempo, decisões e regulamentações que deveriam ser deles emanadas acabaram saindo por via judicial. Artigos da Constituição e regulamentações da legislação ordinária que passaram anos perdidos nas gavetas do Congresso Nacional e outras que nem lá chegaram a tramitar desembarcam no Supremo Tribunal Federal, que acaba assumindo a atividade legislativa em nível decisório. Dessa divisão do poder de legislar têm surgido coisas que hoje incomodam a própria classe política, como a proibição do financiamento empresarial de campanhas eleitorais. Outro tiro pela culatra é a definição pelo STF do rito do processo de impeachment presidencial, que instituiu a possibilidade de o Senado aceitar ou não a tarefa de processar a presidente da República mesmo que a Câmara dos Deputados assim o decida. Hoje os políticos reclamam da ordem do ministro Marco Aurélio Mello para a Câmara acatar processo de impeachment de Michel Temer. De toda esta crise há de sobrar pelo menos uma lição: quem detém o poder tem o dever de exercê-lo na plenitude e, quando não o faz, acaba cedendo o lugar para que outros, legitimamente ou não, o façam.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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VERGONHA E BANDIDAGEM

Nosso Brasil vive um momento trágico em todos os pontos que se pode contar. Nesse painel triste, se desenvolve um elemento que torna nosso presente e futuro cada vez mais penosos: a nojenta compra de votos orientada pela dupla Dilma/Lula para evitar o impeachment, que se pronuncia no horizonte. A outra face dessa vergonha é tão ruim, ou ainda pior, quanto a primeira: partidos e políticos vendendo  sua alma (será que esses políticos têm uma?) em troca de ministérios, diretorias, cargos em todos as áreas governamentais, etc. Tudo o que leva ao poder e ao dinheiro. Nosso dinheiro! Vendem o País sem vergonha e consideração com seu futuro. Eles todos, quem vende e quem aceita, são bandidos, sem vergonha. Até quando vamos aguentar essa tragédia?

Murilo Terra muriloaterra@gmail.com

São Paulo

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PICARETAS E DIABINHOS

Certa vez o ex-presidente Lula disse que no Congresso, de 513 deputados e 81 senadores, havia pelo menos "300 picaretas". Já a presidente Dilma confessou que em eleições ela seria capaz de fazer "o diabo". De lá para cá, o número de picaretas só fez aumentar e a presidente provou que não tem o menor pudor e cerimônia para realizar as tais ações diabólicas. Na comissão, o processo seguiu o seu curso, mas, agora, não deve ser difícil de encontrar 172 parlamentares na Câmara ou 28 no Senado que se enquadrem no perfil de lula e que aceitem os diabinhos de Dilma.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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COMPRA DE VOTOS

O mensalão voltou, agora com um avanço: desta vez, o pagamento é único, e à vista. O que não mudou são os propósitos deste governo, de Dilma, de Lula e do PT: são interesses essencialmente particulares, partidários e profundamente moldados pela continuidade do projeto de poder. Não se pensa no público, só se pensa no interesse da presidente e do projeto partidário. 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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CRIME

Vamos ao cerne da questão: vender votos é crime. Portanto, o deputado que trocar seu voto por cargos ou verbas ou mesmo "negociar" sua falta no dia da votação do impeachment está incorrendo em crime. Devem ser punidos pela lei. Obviamente, impunes não podem ficar! No Brasil pós Lava Jato, não ficarão.

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ELEIÇÕES - NOVAS PROPOSTAS

Excelente o editorial "A força do populismo" ("Estadão", 12/4, A3). Muito instrutivo e dá o que pensar. São abordadas "a irresponsabilidade populista dos governos petistas", a "incapacidade da oposição de expor aos eleitores o embuste lulopetista", a justificativa para Lula ainda ter 20% das intenções de voto, apesar do desemprego e inflação crescentes, da recessão e de toda corrupção denunciada e incompetência do governo. Lula ameaça "refundar" o governo em bases ainda mais populistas o que viria tornar a situação mais caótica (se isso for possível) e promete o "País da Alegria", como se governar fosse uma  brincadeira! É de pensar seriamente que, se o País pode ser tomado por um bando de corruptos e incompetentes, pois o povo não tem discernimento suficiente para  escolher, se não seria o caso de permitir a votação apenas aos brasileiros que tenham um certo grau mínimo de instrução. Também é de pensar se, para concorrer numa eleição, o candidato não deveria possuir uma instrução e currículo adequados ao cargo pleiteado; e, claro, ficha imaculada para todos. Como diz o final do editorial, "só assim haverá a verdadeira justiça social, sustentável e permanente, e não a miragem oferecida por algum mágico de fancaria".

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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'A FORÇA DO POPULISMO'

Corro três riscos com o que vou dizer agora: o de parecer puxa-saco e o de chover no molhado. Paciência... O editorial "A força do populismo", publicado no "Estadão" de ontem, é magistral em termos de lucidez e de síntese ao expressar o triste dilema do povo brasileiro neste momento da sua história. Quem nos dera pudesse o seu conteúdo ser lido e entendido por estes 200 milhões! Minha  contribuição é a seguinte tentativa de tradução desse conteúdo para um formato (que espero ser) de fácil entendimento e aceitação de todos: 1) querer não é poder. O governo não é mágico. Nem Lula. Se governo, PT e Lula conseguiam melhorar a situação dos pobres, foi por pouco tempo, e para isso jogaram fora os recursos necessários para manter essa melhoria. E, assim, traíram o povo. 2) Agora o sonho acabou. A melhora sumiu. A inflação chegou. O desemprego chegou. A situação dos pobres ficou pior do que antes e só vai poder melhorar se os recursos que jogaram fora forem reconquistados. 3) Como? Com muito sacrifício e luta do povo. (De um povo que não se deixa enganar.) E com a ajuda de um governo honesto,  interessado no Brasil, e não em tirar vantagem do poder. E que saiba o que fazer para gerar progresso. Só assim este país poderá ser grande e feliz. 

Jan Krotoszynski jankroto@gmail.com

Carapicuíba

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OS GOVERNOS E OS VENTOS

Lula, um mito que se considera acima dos demais mortais, continua querendo mostrar o que lhe interessa desrespeitando a realidade e querendo continuar a iludir a população. Primeiro que, quando se quer tirar do poder um grupo que tem desviado recursos públicos para seu projeto de poder e se mostrado incompetente para administrar o País, não significa que se tenha "ódio" do mesmo: simplesmente não se quer mais ficar em suas mãos! Segundo que, ao justificar os crimes constitucionais, absolutamente claros, com argumentos de que outros os cometeram ou que isso foi feito pois era necessário, coloca o lulopetismo como juiz único de seus atos, assumindo que a lei não o deve impedir de fazer o que acha certo. Lula não assume (nem quer) que a população já percebeu que "o rei está nu" e sua oratória é percebida apenas como uma manobra para se manter, e a seus apaniguados, no poder. Mas seus governos, que permitiram que a população tivesse alguns anos de bonança com base no lastro fiscal recebido dos governos anteriores e da economia mundial em expansão, mostram hoje que, quando os ventos da sorte viraram, faltava ao lulopetismo a virtude para bem administrar o País. Basta! Sem ódio. Apenas com a consciência de que eles precisam sair para que o Brasil tenha melhores perspectivas!

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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MITOMANIA

Lula deveria ser objeto de uma estratégia de defesa de seus advogados baseada no argumento da mitomania, doença mental que faz o enfermo mentir de forma descontrolada. Um diagnóstico dessa doença o tornaria inimputável por qualquer crime, e inelegível a qualquer cargo público, o que seria ótimo para ambas as partes, o PT e o Brasil. Talvez seja uma estratégia de paz completa, que, nestes tempos nervosos, poderia acalmar a todos. Quanto à presidente Dilma, não tenho sugestão.

Valter Prieto Jr. valter.prieto@gmail.com

São Paulo

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LULA É INOCENTE

 

É isso mesmo. Ele é inocente. Megalômano, sente-se genuinamente traído e profundamente injustiçado por todos os que não reconheçam, extasiados, sua grandeza absoluta. Do alto Olimpo, onde em seu delírio galopante se coloca, crê imperar sobre todos os mortais e vocifera em magnificência patológica. Reconheça-se que, humilde, se vê abaixo de Deus, mas não muito. Sente-se a flutuar algo acima de Jesus e, persecutório, enxerga muito distante FHC, que espia lá de baixo. Sem dúvida, é um inocente. Como tal, não deve ser preso! Deveria, isso, sim, e há muito, encontrar-se internado em hospício de segurança máxima. Lá deve permanecer a disputar liderança com algum Napoleão e outro Nero.

 

Natalino Ferraz Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

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PESQUISA DATAFOLHA

Lula lá, de novo, não. É assustador conhecer o resultado da pesquisa Datafolha em que Lula aparece liderando a corrida para a Presidência em 2018. Uma vez que esses eleitores ainda não enxergam ou não querem enxergar o que Lula e seu partido fizeram, às pessoas de bom senso só resta cobrar para que a justiça seja feita o mais breve possível, que ele e seus companheiros sejam julgados e condenados pelos crimes de lesa-pátria que cometeram e, com isso, impedir que essa previsão nefasta de concretize. Se assim não for, por uma deterioração total do sistema judiciário, e aqueles cuja cegueira e bloqueio mental levarem novamente esse indivíduo à Presidência da Republica, será lembrado mais uma vez Ruy Barbosa em "de tanto ver triunfar as nulidades (...)". Portanto, que se faça o possível para que isso não aconteça.

Antonio Carlos Mesquita emaildomesquita@gmail.com

São Paulo

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CREDIBILIDADE

O Datafolha não é aquele instituto que errou todas as vezes em que "calculou" o número de pessoas nas passeatas? Fala sério!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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DESCRÉDITO

A pesquisa que mostra Lula liderando a corrida presidencial deixa claro o descrédito nos políticos. Será que algum partido conseguiria convencer o ex-ministro Joaquim Barbosa a se candidatar? Teríamos o duelo do "mocinho" contra o "bandido".

Eduardo A. Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com

Marília

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CONTRAPONTO

Gostaria de saber por que não há comentários sobre a pesquisa do Instituto Paraná, que vão contra a pesquisa do Datafolha. Metodologias diferentes? Ou quem encomendou a pesquisa?

Sonia Mendes soniacmendes@gmail.com

São Paulo

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PESQUISA OPORTUNA

Coincidência ou não, a divulgação de uma pesquisa de opinião às vésperas de importante decisão do Congresso Nacional apresenta resultados oportunos e espertos para os membros do desgoverno que tenta se manter no poder a qualquer custo, fazendo "o diabo", no dizer deles mesmos. A situação da presidente apresenta-se menos ruim, a do substituto legal um pouco pior e aquele que é sem nunca deixar de ter sido aparece como quase um salvador da Pátria, concorrendo diretamente com uma rede de apoio eterno, posto que nascida da costela petista. É muita desfaçatez! Mais uma vez tentam manipular a opinião pública, a fim de influenciar seus representantes, os congressistas. Espero que nem todos caiam neste engodo.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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REPUGNANTE

Em visita ao Brasil, questionaram a cubana Yoani Sánchez se ela gostaria de ser política. Respondeu ela: "Não, não sou suficientemente cínica para isso". Assistam na TV os debates na Comissão de Impeachment e entendam sua repugnância pela classe (salvo raras exceções).

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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JARDIM DE INFÂNCIA

O Congresso Nacional apresenta um espetáculo degradantemente humilhante, assemelhando a um jardim de infância, com crianças brincando e brigando num desnivelado campo econômico-social, ainda labiríntico e cheio de buracos, gentilmente cedido pelo bolivariano regime lulupetista.

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

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PROFETA DO PT

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, profetizando, disse com veemência que "tirar Dilma pode inviabilizar o País". Ora, senhor ministro, o que mais falta para inviabilizar o País com Dilma permanecendo como inquilina do Planalto?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ESTABILIDADES

Para Cardozo, "se banalizarmos o impeachment, o Brasil perderá a estabilidade". Hoje, temos estabilizados: o aumento crônico do desemprego, o descontrole da inflação crescente, a deterioração das contas públicas, os péssimos níveis da segurança pública, da educação e da saúde. A roubalheira, presente em todos os ministérios e setores ligados à administração pública, estabilizou-se igual carrapato sugador do nosso sangue. Para que o Brasil volte a crescer é preciso acabar com todas essas repugnantes estabilidades. Não se trata de banalizar o impeachment, mas, sim, de exercer a cidadania na luta pela aprovação desse instrumento democrático, previsto na Constituição e que é o único "golpe" decisivo para que o Brasil reencontre o caminho de uma terra abençoada por Deus.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O PAÍ SEM DILMA

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que o País sem Dilma "é inviável". Tentando salvar seu emprego, ministro?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PROFESSOR CARDOZO

A atuação do ministro Cardozo, como titular da pasta da Justiça e, agora, como advogado-geral da União, diz-nos muito sobre ele. Sua ética, seu caráter, seus valores. Nada abonador, por certo. Mas diz-nos muito mais sobre o ensino no Brasil, em geral, e das escolas de Direito, em particular. O sr. Cardozo é professor de Direito Constitucional, dizem. Que ensina ele a seus alunos? Que leitura da Constituição faz ele para os jovens de suas classes? Como os conduz pelos árduos caminhos do Direito Constitucional? Se for com a malandragem e a incompetência com que aborda o instituto do impeachment, esquecendo-se dos deveres e responsabilidades de professor da matéria para encarnar um reles e velhaco chicanista a serviço do PT, explicam-se o baixo nível dos poucos bacharéis aprovados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o espantoso número dos reprovados. Triste, muito triste...

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT E O LUCRO COM A PRÓPRIA FRAUDE

Oportuno lembrar o caso Riggs v. Palmer, diante do crime que vem sendo realizado pelo governo, à luz do dia ("O impeachment e o caso do neto assassino", artigo de Rolf Kuntz, "Estadão", 10/4, A2). Pior ainda porque o avô ainda não morreu, mas vem sendo torturado nos últimos anos! Difícil é assistir à classe política incompetente para interromper esse processo e boa parte dela na espreita de decidir o voto pró ou contra o impeachment, dependendo do lucro que terão! No caso de negativa do impeachment, teremos de listar estes que negarem responsabilizar a presidente pelas fatídicas consequências, que certamente advirão.

Luiz C. Fernandes de Souza luiz.cfsouza@icloud.com

Campinas

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AFASTAMENTO

Rolf Kunz: "O malfeitor não pode usufruir de resultados dos seus crimes". Num momento de soberba, que são constantes, Dilma anunciou que faria "o diabo" para se manter no cargo. Conseguiu à custa de malfeitos ainda não todos revelados. Foi um desserviço à democracia e à cultura de gestão. Foi uma prova contundente de que não entende a responsabilidade de qualquer cargo. Por isso deve ser afastada. E assim quer a maioria absoluta do povo. Muitos políticos ainda estão aprendendo que representam o povo.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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DILMA E O POVO

Brilhante a exegese da leitora sra. Andrea Metne Arnaut, reportando-se à análise de Rolf Kuntz, do artigo 86, § 4.º, da Constituição federal, com a conclusão de que o interesse do povo brasileiro deve subordinar o pessoal de Dilma Rousseff ("Colisão de Princípios"). Do mesmo modo, o artigo "E o direito do Brasil à ampla defesa?", de Fernão Lara Mesquita, no mesmo caderno de "O Estado", de 12/4. Lembramos que nossa velha, rota, mas, em certos pontos, sábia, Consolidação das Leis do Trabalho dispõe em seu art. 8.º que "as autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho (...) decidirão (...), mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público". Princípio de hermenêutica geral, não é necessário refletir muito para concluir que a nação brasileira não pode ser subjugada por suposto direito individual da presidente da República. 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DITADURA DA DEMOCRACIA

Desesperado e acuado, o PT agora tenta impor no País a "Ditadura da Democracia", em que todos aqueles que se posicionam contra sua cartilha são rotulados de fascistas e inimigos da democracia. Na visão deles, foi o PT o criador do processo democrático brasileiro, e, portanto, é ele quem legitima os processos.

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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O BRASIL SOBREVIVE DE GOLPES

O que está acontecendo atualmente no Brasil faz parte de mais um ciclo da nossa história. O Brasil, quando era colônia, queria a sua independência e golpeou contra o império de Portugal. O Brasil República queria democracia e golpeou contra a "mão pesada" da Coroa. O Brasil industrial queria parcerias comerciais e golpeou contra os barões do café, alforriando os escravos. O Brasil de Getúlio Vargas queria o País na rota do capitalismo, que golpeou contra a oligarquia da época. O Brasil moderno queria paz, direitos democráticos e presidencialismo, mas foi golpeado pelos militares. E hoje somos pais, filhos, netos, todos herdeiros de uma era de 21 anos de golpe. Na sua história, o Brasil já expulsou franceses, holandeses, portugueses, espanhóis, jesuítas, paraguaios, enfim, o Brasil não cansa de se transformar. Já tivemos emboabas, emboscadas, revoltas, inconfidências, ou seja, várias maneiras para fazer este país andar pelo caminho certo. Ou será que talvez tudo não se trata apenas de remendos costurados um atrás do outro, tentando concertar uma história que jamais deveria ter começado? Já tivemos Revolução Constitucionalista, greve geral, movimentos anarquistas e, agora, cidadãos nas ruas. No fundo, tudo são maneiras, formas para fazer as mudanças, são armas que se modificam graças ao surgimento de novas gerações. Armas que cada um carrega conforme a sua era; apontadas escancaradamente em público contra os inimigos e assim a cada disparo surge um outro novo Brasil. Já que insistem tanto em chamar de golpe este ciclo atual da nossa história, vamos então chamar de golpe democrático, onde não haverá salvadores nem salvos. Afinal de contas, os golpistas se coadunam dos mesmos interesses dos golpeados. Portanto, não teremos mudanças, exceto a de nomes e de siglas, e no final tudo continuará do mesmo jeito. O mesmo saco, com a mesma farinha, a mesma carga pesada de impostos, os mesmos desvios de dinheiro, a mesma lerdeza judicial, o mesmo sistema e os mesmos sonhos de vivenciar no seio da pátria amada a "democracia brasileira". E para aqueles que já se esqueceram, vale lembrar que desde os tempos dos tupiniquins tudo não passa de uma verdadeira demagogia.

Carlos M. Resende carlosmarquezan@gmail.com

São Paulo

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ERRO

O Brasil nasceu errado, continua no erro e vai padecer no erro. Mataram nossos índios, estupraram nossas índias e as nossas matas. Eu afirmo: de lá para cá, os bandidos e os assassinos aperfeiçoaram a arte do crime da corrupção. Para os foras da lei não tem justiça, não tem cadeia, não tem pena de morte. Infelizmente, quem paga por termos um Brasil sem justiça somos nós, o povo! Este é o país do passado, presente e futuro.

Alda Pereira alda_vaskevicius@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O MURO DO IMPEACHMENT

A colocação de uma estrutura metálica de 2 metros de altura e 1 km de extensão na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para dividir os manifestantes contrários e favoráveis ao impeachment, é a demonstração física da divisão do País imposta pelo governo para evitar o confronto que está sendo estimulado pela própria radicalização política e polarização ideológica.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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A OBRA DE LULA

Depois de perpetrar um nefasto golpe contra todas as instituições do País, de prometer melhorar a vida das pessoas - porém apenas financiou 13 anos de pobreza para mantê-los à mão - e de arquitetar e tramar contra a ordem nacional, agora temos um muro em Brasília. Símbolo máximo de tudo aquilo que Lula sempre quis: dividir os brasileiros e jogá-los uns contra os outros. Saiba ele que este país renascerá. Do fim de seu nefasto projeto criminoso de poder florescerão a paz, o trabalho e a união.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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'NÓS E ELES'

Essa divisão não é diferente da Alemanha do Oriente e a do Ocidente. Mas é o "nós e eles".

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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CERCADOS

Ao ver, na primeira página do "Estadão" de segunda-feira, a foto do Muro do Impeachment, ocorreu-me uma sugestão ao Exmo. juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro: aproveitar que uma parte da Esplanada dos Ministérios está sendo cercada com alambrados para dividir a "torcida" pró e contra o impeachment e estender o cerco ao Congresso Nacional.  Dessa forma, aproveita-se que os "nobres" congressistas estão concentrados, "trabalhando" como nunca antes neste país, fecha-se o cerco, muda-se a placa para "Presídio Nacional" e pronto: lá ficam presos pelo menos 90% dos maiores corruptos que afundam o País na lama da corrupção, da ladroagem, do mau-caratismo, etc. Depois é só estender a metodologia para os palácios de governo, Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais. Simples assim.

Gerson Antônio Rubin gersonrubin@hotmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO ALBA BRANCA

Segundo o lobista Marcel Julio, personagem central da Operação Alba Branca, investigação que mira a fraude na merenda escolar no Estado de São Paulo, relatou em sua delação premiada à Procuradoria-Geral de Justiça encontros com o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB-SP). Num desses encontros, Marcel Julio diz que o deputado Fernando Capez, fazendo menção de quem quer dinheiro, "esfregava os dedos indicador e polegar", dizendo que sua campanha estava sofrendo. O interessante de todas essas denúncias, tanto de corrupção quanto de propina, é que elas nos chegam sempre incompletas, por exemplo: quem pagou, quem recebeu, foi em espécie? Uma das primeiras coisas que se aprende em contabilidade é que não existe débito sem crédito, e vice-versa. É a famosa contrapartida: se algo foi pago, alguém recebeu, então por que não se faz o rastreamento do dinheiro? Não sei por que, mas até hoje, em nenhum caso de corrupção e propina, se fez o rastreamento da grana.

Arnaldo Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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CAPEZ NÃO VAI SAIR?

A pergunta que não quer calar: Fernando Capez (PSDB), presidente da Alesp, acusado de corrupção no escândalo das merendas escolares, irá permanecer no cargo até quando?

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O MÍNIMO

O mínimo que se espera é o pedido de licenciamento do sr. Capez, presidente da Alesp, até que seja examinada toda a sua conduta no caso das merendas escolares. É o que os habitantes do Estado de São Paulo exigem como forma de direito.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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ESCOLAS SEM MERENDA

Escolas paulistas estão dispensando alunos por falta de merenda e um lobista que fechou acordo em delação premiada acusa o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez, membro - pasmem - do Ministério Público de São Paulo, de participação na chamada máfia da merenda, que está sendo investigada na Operação Alba Branca. Logicamente, o corporativismo que reina no Ministério Público deverá se calar inerte perante este absurdo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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A ESCASSEZ DE ÁGUA

Foi só o governador vir a público cantar louvores sobre a aparente solução ao problema hídrico no Estado de São Paulo para as maníacas por limpeza voltarem a usar mangueira para varrer calçadas e ruas! Não bastasse isso, ainda param para fofocar com a vizinhança deixando a água escorrer pela vassoura hidráulica.  O planeta está pedindo socorro, mas as pessoas não medem as consequências de seus atos. O povo só vai aprender quando a conta da irresponsabilidade for muito pesada no bolso. Sugiro que, a par da campanha contra o mosquito Aedes aegypti - que todo mundo está cansado de saber -, se faça campanha, com agentes, para o uso racional da água! 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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GOVERNO ALCKMIN

O governador Geraldo Alckmin, em sua volúpia de disputar a presidência da República, vem tomando atitudes tanto administrativas quanto políticas que com certeza vêm agradando sobremaneira aos demais partidos. Sempre pensando em 2018 e em sua pretensão de se eleger presidente da República - aliás, legítima, mas longe de um sucesso minimamente viável -, vai desagregando o PSDB de tal maneira que já se formaram alas no partido que acreditam ser mais vantajoso juntar-se a um eventual governo peemedebista, presidido pelo atual vice-presidente da República. A debandada maior ocorreu logo após ele impor a candidatura de um poste seu para a Prefeitura de São Paulo, na pessoa do empresário João Dória Junior, até então afastado das lides tucanas. Também tomou uma atitude demagógica ao afirmar categoricamente que a crise hídrica de São Paulo está definitivamente afastada, com as suas represas podendo suportar uma estiagem de até cinco anos. Não encontrei nenhuma declaração abalizada de técnicos que realmente entendem do assunto que confirmassem tal afirmativa. O marasmo das obras de expansão das linhas do metropolitano de São Paulo já se tornaram uma vergonha para o Estado de São Paulo, todas com atrasos homéricos e erros crassos em seus editais de licitação, que provocaram prejuízos enormes ao erário paulista. Em que pesem algumas de suas realizações, inclusive em mandatos anteriores, como o aprofundamento da calha do Rio Tietê, esta, sim, uma obra de estadista, a sua atual administração tem causado muitas decepções aos paulistas, que definitivamente não contribuem para credenciá-lo ao cargo maior da Nação.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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'CONSAGRAÇÃO DE PRIVILÉGIOS'

Muito oportuno o editorial "Consagração de privilégios" (9/4, A3), que aborda mais uma das incontáveis sandices do prefeito Fernando Haddad, a aprovação de substitutivo do projeto que literalmente privatiza as ruas sem saída. A propósito, situação ainda mais surreal ocorre no bairro de Cidade Jardim, onde as entradas das ruas que lhe dão acesso foram fechadas por blocos de concreto, dificultando sobremaneira o acesso e a circulação de veículos por aquela região. As despesas de conservação daquelas ruas, no entanto, decerto ainda correm por conta dos munícipes excluídos... 

 

Luiz Leitão da Cunha luizmleitao@hotmail.com

São Paulo

 

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