Fórum dos leitores

VEXAME INTERNACIONAL

O Estado de S.Paulo

22 Abril 2016 | 03h00

Dilma na ONU

Não bastassem a volta da inflação, a recessão, o nível histórico de desemprego e a corrupção institucionalizada, agora o governo petista de Dilma Rousseff pretende destruir, nas Nações Unidas (ONU), o que de mais relevante o nosso país construiu ao longo das últimas décadas: sua reputação. A mentirosa tese do golpe, proferida com insistência, em muito lembra Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, para quem “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. A única resposta cabível que a sociedade espera é que o Senado afaste em definitivo este governo e que a Justiça puna os já bem conhecidos protagonistas do maior escândalo de corrupção registrado na História do Brasil.

SERGIO BIALSKI

sbialski@espm.br

São Paulo

Delírios de outono

De fato, não contente em causar a pior crise desde 1929, mais de 10 milhões de desempregados, a presidente vai ao exterior dizer que foi vítima de golpe, invertendo os papéis cinicamente, já que ela deu o verdadeiro golpe para se reeleger, enganando toda a Nação ao maquiar o rombo nas contas públicas. A presidente que deixe de delirar e caia na real, seu governo já era. Volte para Porto Alegre e vá cuidar dos netinhos, é melhor para todos.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Circo itinerante

O picadeiro do Palácio do Planalto mudou-se para a ONU? Lá não há incautos, senhora!

ARNALDO RAVACCI

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

Coisa de louco

Incrível a história da presidente da República que diz sofrer um golpe, viaja para o exterior para denunciá-lo, deixando em seu lugar o vice-presidente “golpista”, e ao retornar recebe seu cargo de volta. Estrelando: Dilma Rousseff. Seria uma comédia, se não fosse coisa de loucos.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Destrambelhada

Se a Dilma discursar mesmo na ONU, o mundo verá como ela é confusa, tem ideias embaralhadas. Verá, como nós sabemos, como é baixo seu nível intelectual, e a avaliação do Brasil vai despencar mais ainda. Se não foi dado nenhum tiro pela oposição e se as manifestações dos brasileiros, o Congresso e o Judiciário seguem o que diz a nossa Constituição, como alegar “golpe”?

MÁRIO A. DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

Perplexidade mundial

É desalentador ouvir a presidente Dilma referir-se a golpe. Como o processo de afastamento a que é submetida, conduzido pelo Congresso, se desenvolve de acordo com regras rigorosas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal, conclui-se que sua atitude desqualifica ostensivamente duas das mais importantes instituições garantidoras do regime democrático e do Estado de Direito. Tudo indica que seu propósito no momento é ampliar o alcance do desespero por meio de entrevistas à imprensa internacional e, surpreendentemente, de pronunciamento na ONU, dentro do mesmo diapasão vitimizador. Certamente os representantes mundiais presentes, acostumados a discursos realmente relevantes, serão tomados de perplexidade ao presenciarem uma chefe de Estado ainda em exercício declarar que seu algoz é a estrutura que, em princípio, deveria liderar.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Constrangedor

Não sei o que Dilma espera ao tentar se defender nos EUA. Será que ela quer que eles invadam o Brasil e passem por cima da decisão do nosso povo e dos nossos políticos?! O pior é que o passeio sairá do nosso bolso e para nós sobrará somente a vergonha que teremos de passar.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Falta de visão global

A denúncia de golpe que a presidente insiste em divulgar lá fora, além de ser um tiro no pé, por se tratar de um problema interno que ela não consegue reverter, reflete o que tem sido a política externa deste país desde que o PT assumiu o poder: olhar o próprio umbigo, propagar a mentira e rastejar covardemente, demonstrando a sua falta de talento e de visão de longo prazo.

GUSTAVO CATALANI

gustavo.catalani@gmail.com

Curitiba

Golpe contra o Brasil

No período de 11 a 14 de abril de 2002, há exatos 14 anos, a Venezuela viveu momentos críticos que lembram o que acontece hoje no Brasil. Muito resumidamente, em 11 de abril daquele ano a repressão policial a uma manifestação antichavista, com 150 mil manifestantes, produziu não apenas um cadáver, mas dez. No dia seguinte militares ocuparam o governo, alegando que Hugo Chávez havia renunciado. Em mais um dia outros militares, favoráveis a Chávez, reagiram e em 14 de abril recolocaram o caudilho no poder. Atualmente a Venezuela está destruída, a energia elétrica está acabando e há filas até para comprar papel higiênico. Aqui, 3 milhões de cidadãos, neste 13 de março pediram pacificamente o impeachment da presidenta conforme regulamentado pela instância suprema da Justiça e em 17 de abril a Câmara encaminhou o pedido ao Senado, numa ordem tão perfeita que até surpreenderia a finada Velhinha de Taubaté, que se suicidou descrente no governo petista. Na Venezuela, em 12 de abril de 2002 houve realmente um golpe contra Chávez, que, malsucedido, condenou o país ao caos. Hoje Dilma pretende angariar apoio internacional ao seu defunto governo, denunciando “a antidemocracia reinante no País que quer derrubá-la do poder legítimo”. Espero que esse golpe contra o País lhe dê um destino diferente do de Chávez e ela receba a punição que o ditador merecia, terminando por salvar-se o Brasil para os bons brasileiros!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Felizes os paraguaios

Com relação ao editorial A exportação do vexame (21/4, A3), felizes são os paraguaios, pois o processo de impeachment do presidente Fernando Lugo durou pouco mais de 24 horas – a Câmara dos Senadores o depôs por 39 votos a 4 – e na mesma noite o vice-presidente Frederico Franco foi empossado como novo presidente da República. Daí para a frente o país vizinho voltou à normalidade e melhorou muito. Muito mais do que no governo de Fernando Lugo. Bola pra frente, Paraguai!

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CURIOSO

É no mínimo curioso o fato de o ministro da Justiça, Eugênio Aragão, imediatamente após a derrota do governo Dilma na Câmara dos Deputados, domingo, solicitar à Polícia Federal que investigue o uso de jatinhos por parlamentares que votaram a favor do impeachment. Gostaria que ele investigasse, também, quem anda pagando os custos das diárias e do uso de jatinhos pelo ex-presidente Lula ao longo deste seu período em Brasília. 

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

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INJUSTIÇADA

Dilma Rousseff resolveu manter sua versão da história do impeachment segundo a qual ela foi injustiçada, traída por um “golpe”, pois nada fez de errado. Ela deveria completar: a não ser levar o País à falência pela incompetência e pelo desleixo com as contas públicas; destruir o parque industrial do País, como se fosse uma lojinha de R$ 1,99; usar o erário como se fosse a conta pessoal de seu pior inimigo, aplicando-o em obras importantes em outros países; provocar o desemprego de 10 milhões de brasileiros; e manter esta cara de pastel como se o caso não fosse com ela. Aliás, o tom pastel de sua nova oratória não convence, prefiro quando ela mostra os dentes, é mais verdadeira. Não podemos admitir que ela venda essa versão à imprensa internacional. Aqui, no Brasil, quando ela fala, damos o devido desconto que se dá a um conhecido mentiroso compulsivo, mas para as outras nações ela ainda é uma presidente. O outro lado da moeda tem de ser divulgado lá fora, até por uma questão isonômica!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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DISCURSO NA ONU

Não acredito que no discurso que fará na ONU hoje a presidente Dilma dirá que está havendo um golpe no Brasil, maculando ainda mais a imagem do nosso país. Ninguém acreditará nisso, afinal, quem deixaria sua casa sabendo que o ladrão é conhecido e está à espreita, apenas esperando a oportunidade de tomar conta desta? Eu – como qualquer um que estivesse no lugar dela – jamais sairia do País, ainda mais consciente de que o seu vice já está montando ministérios. Ela só vai porque tem certeza de que, quando voltar, vai reassumir o seu posto de direito, não de fato, pois este agora é de Lula, e que a história de golpe é apenas história.

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

 

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DIATRIBE

Nossa mitômana presidente fará uma diatribe sobre o golpe na ONU?!

  

Suely Sabbag ssbbag@hotmail.com

São Paulo 

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NUNCA ANTES...

Acredito que nunca antes na história deste país um presidente mentiu para o mundo. Portanto, veja lá o que vai dizer quando de sua visita à ONU, presidente. Por favor, depois de tudo, pelo menos não nos envergonhe.

Eduardo Módolo eduardomodolo@yahoo.com.br

São Paulo 

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PANELAÇO

Aumenta a exportação de panelas para os EUA, a título de emergência. Fabricantes agradecem, pois, em crise, haverá uma revitalização.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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PERFIL

Eu convido psicólogos a traçar um perfil de Dilma Rousseff, como fazem para os Recursos Humanos de empresas. Sou diletante. Considero-a um caráter forçado segundo Wilhelm Reich, uma pessoa que não arreda de uma posição aprendida, uma pessoa que não aprende numa conversa. E está inserida num contexto “de esquerda” que nada tem de parecido com o Labour Party, o SPD ou os socialistas franceses. O PT não tem nada de original e está superado pelo curso da História. Grande parte de sua cúpula já está na prisão e outros a seguirão. Não existe um programa social, fora a distribuição de esmolas para fins eleitoreiros. Neste contexto, Dilma Rousseff até pode acreditar que seja injustiçada. Os operadores do mensalão também criam nisso e choraram quando foram presos.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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REPERTÓRIO DE TOLICES

Com muito respeito à figura humana da presidente, no seu pronunciamento na segunda-feira e posterior entrevista a jornalistas no Planalto, fiquei com a impressão de ver uma Dilma dopada. Talvez tenha ingerido algum calmante (o que não é pecado) em razão do choque que deve ter sofrido com a admissibilidade (apesar de previsível) do seu impeachment na Câmara federal. O semblante estranho, os olhos fundos, a fala mansa, nada normal, e o conteúdo desconexo, como habitual. Um horror! No seu repertório de tolices, ela se coloca como vítima da situação e se diz injustiçada, além de aplicar uma frase de efeito como “tendo meus sonhos e direitos torturados”. Porém, não faltou chamar o seu vice, Michel Temer, de “traidor” ou “conspirador”. Mais uma vez dizendo ser honesta, a presidente, apesar de não ter sido jamais acusada disso, disse não ter conta no exterior. Mas insiste em tentar convencer a plateia de que o seu impeachment é golpe. Convenhamos, o crime de Dilma está bem explicitado no relatório do deputado Jovair Arantes. Agora, se fosse honesta, a presidente teria admitido que mentiu à Nação na campanha eleitoral de 2014; que foi culpada pela compra superfaturada da refinaria de Pasadena, nos EUA, pelo desemprego em massa, pela alta da inflação, que ela jamais combateu, e também de ser responsável por esta depressão econômica jamais vista na história deste país. Ou seja, Dilma literalmente roubou a esperança do povo, tirou o leite das crianças, a mesa farta da família brasileira e matou o sonho de milhares de empreendedores deste nosso país. O impeachment é pouco para Dilma Rousseff.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SANTA DILMA

Pelas falas da sra. Dilma Rousseff nos canais da televisão, só falta o PT pedir ao papa Francisco a sua canonização.

Plínio Vergueiro Neves plinio_neves@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal 

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SERIA MELHOR TER FICADO CALADA

A quase ex-presidente Dilma fez um pronunciamento para expor toda a sua indignação e “enorme tristeza” sobre a decisão do Congresso Nacional de prosseguir no processo de impeachment, mas seria muito melhor que ela tivesse ficado calada, pois acabou confessando os crimes de responsabilidade fiscal na gestão pública: 1) sobre as pedaladas ou “atrasos” nos repasses para os bancos públicos. Confissão: a defesa de Dilma alega que os outros ex-presidentes também utilizaram o mesmo recurso em tempo de caixa baixo. Meia-verdade: FHC e Lula atrasaram um ou duas vezes, por cerca de duas e três semanas, com valores de poucos milhões. Além disso, atos ou crimes cometidos e não punidos não autorizam os posteriores a cometerem os mesmos crimes impunemente. Dilma utilizou desse recurso durante 14 meses consecutivos, com todos os bancos públicos: CEF, Banco do Brasil, BNDES, acumulando o valor absurdo de R$ 72 bilhões, para mascarar o déficit do orçamento de 2014, antes das eleições, para dar a falsa informação de estabilidade econômica. E continuou a fazê-lo em 2015. Após o Tribunal de Contas da União (TCU) reprovar as pedaladas, o ministro da Fazenda confessou o abuso publicamente e quitou os débitos de cerca de R$ 72 bilhões em dezembro de 2015, comprometendo o orçamento de 2015 também. A comprovação desde crime fiscal é que até a CEF processou a União para receber juros e correção. Dilma alega que atrasou os pagamentos para não interromper o pagamento do Bolsa Família, outra meia-verdade, porque os valores correspondentes aos pagamentos do Bolsa Família representam apenas 3% do total das pedaladas. 2) Conceder créditos sem aprovação do Congresso e sem lastro no orçamento. Confissão: a defesa de Dilma alega que os decretos de créditos suplementares são elaborados por entidades e pessoas especializadas, coube a Dilma “apenas aprovar”. A responsabilidade do respectivo cargo não é delegável, como muito bem reportou o relator da acessibilidade do impeachment no Congresso. Ainda mais, é muito antiético imputar culpa aos subalternos por decisões irresponsáveis do Executivo principal. A confissão deste crime de irresponsabilidade na gestão pública foi a mesma desculpa esfarrapada e aética utilizada por Dilma na aprovação da refinaria de Pasadena. Os dois itens descritos acima são tipificados como crimes de responsabilidade fiscal no exercício da gestão pública na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A alegação de Dilma de não se ter locupletado desses crimes não a inocenta dos crimes de gestão pública regulamentados na LRF, julgados pelo Parlamento com supervisão do Judiciário. Caso ela tivesse se beneficiado desses crimes seria, também, julgada na esfera civil, como aconteceu com Fernando Collor na compra da Fiat Elba com recursos de caixa 2 de campanha. Dilma sempre alega ter lutado pela democracia no período militar, outra meia-verdade: os grupos armados revolucionários dos quais Dilma participou nos anos 60 e 70, de fato, guerrilharam contra os militares, porem não foi pela democracia, e sim para implantar a ditadura socialista proletária – assim está explicitamente descrito em todos os documentos dos grupos revolucionários armados, para não chamar de terroristas comunistas. A questão que indigna o povo brasileiro é a falta de esclarecimentos desses detalhes tão relevantes ao povo brasileiro pelos comentaristas de política e economia.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

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COITADINHA

Dilma Rousseff jamais deveria ter sido eleita presidente da República. Ela foi ungida ao cargo por Lula depois que o companheiro José Dirceu foi preso no escândalo do mensalão. Lula chorou e se fez de bobo, vestiu o manto de ignorante analfabeto, retirante nordestino, disse que nunca ouviu falar de mensalão, se reelegeu e, na falta de Dirceu, colocou Dilma no seu lugar na Presidência. Dilma já havia assumido o lugar de Dirceu na Casa Civil e no comando da Petrobrás, onde tudo continuou às mil maravilhas. Quando veio o escândalo do petrolão, Dilma se fez de boba, vestiu a capa de coitadinha, mulher torturada na ditadura e disse que nunca ouviu falar de nada sobre a Petrobrás. Boa parte dos presos no escândalo da Petrobrás foi colocada nos cargos por Dilma, todos os delatores falaram que ela sabia de tudo, mas bastou ela dizer que não sabia de nada para seguir adiante, reeleger-se, etc. O grande injustiçado nessa história toda é José Dirceu, condenado e preso pelo mensalão e pelo petróleo. Logo mais essa injustiça será sanada e Dirceu irá finalmente poder gozar da companhia de Lula e de Dilma na cadeia. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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LEGITIMIDADE

Destacou o jornal “O Estado de S. Paulo” esta indagação de Patrus Ananias: “Qual a legitimidade terá um vice que não foi eleito pelo voto popular?”. Poupe-nos, senhor Ananias, de falácias partidárias. Não é possível que ignore que o sistema constitucional brasileiro dispõe que o vice será eleito com o candidato à Presidência, ambos na mesma chapa? E uma chapa é feita mediante acordo e traz implícita uma composição para a arregimentação de votos. E, no caso, há os votos que são carreados pelo candidato a vice e que beneficia a ambos. Isso existe. Isso ocorre. Isso é fato. Portanto, tal qual o candidato a presidente, o vice é eleito também pelo voto popular, pelos mesmos votos que elegeram o presidente. É uma “chapa única” que concorre à eleição. Daí a legitimidade plena do vice eleito, que é exatamente a mesma que beneficia o titular.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@mstrix.com.br

São Paulo

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CONSPIRAÇÃO

Será que dona Dilma não tem um assessor para orientá-la quanto ao significado de conspiração? Michel Temer, para conspirar contra ela, estaria fazendo um entendimento político secreto, não como ele está fazendo.

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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HONRA AO CARGO

Vamos esclarecer uma coisa: os 54 milhões de votos garantiram a Dilma o seu primeiro dia no Planalto. Do segundo dia em diante, ela tem de honrar a Presidência, obedecer às leis e fazer por merecer cada dia seguinte. Querem que desenhe, ou deu para entender?

Julio Cruz Lima Neto Julio.CruzLima@plastekgroup.com

São Paulo

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VEIO GOLPISTA

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, a presidente Dilma disse que “o Brasil tem um veio golpista adormecido”. Sim, é verdade, e ela e seu partido o acordaram. O golpe que deram nos eleitores e no País já confirma essa declaração. Depois, negou que o País tenha 10 milhões de desempregado. São dados oficias do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), presidente. Bem, eu gostaria de saber por que os jornalistas estrangeiros ainda a entrevistam e levantam a bola dela, para ouvir abobrinhas. É por isso que temos não só no Brasil, mas mundo afora, uma porção de idiotas falando besteiras por aí. A mídia fica dando trela a eles. O dia em que a mídia ignorar esses idiotas, estaremos melhores.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘DIRETAS JÁ’

Aquela conhecida agremiação criminosa organizada na forma de partido político já discute lançar campanha convocando “diretas já”, diante da provável aprovação do pedido de impedimento da “presidenta-incompetenta” no Senado e ela e a canalha petista tenham de esvaziar gavetas e quartos de hotel. O desespero “esperdinandis” da tigrada era de esperar. Já há alguns dias proferem o discurso de vítima, de olho nas próximas eleições, venham elas quando vierem. Curioso é o fato de a inconsistente, mas sempre oportunista, Marina Silva – que nunca abriu a boca para dizer uma única palavra contra seu messias e que não se dignou a sair do governo mesmo depois do escândalo do mensalão – também pregar essa saída. Que coincidência! É bem verdade que nos últimos dias, diante do inevitável, a espertinha resolveu se declarar a favor do impedimento, mas liberou o voto dos integrantes de seu, por assim dizer, partido. Que coragem, que firmeza, que atitude inequívoca! Que todos os deuses (o dela inclusive) nos livrem de tal criatura iluminada! 

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo 

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NÃO A NOVAS ELEIÇÕES

    

Lula e Marina Silva tentam invalidar o processo de impeachment aberto pela magnífica e maiúscula vitória dos 367 contra 137 votos na histórica sessão da Câmara de domingo com a esdrúxula proposta de novas eleições, seja por via de projeto de emenda constitucional, como diz o primeiro, que o PT vai propor ao Congresso, seja por via do processo em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como prega a segunda. A justificativa que apresentam não logra ocultar os fins interesseiros por trás das suas propostas: Lula, assustado e frustrado ao constatar que o seu esforço para angariar votos contra o impeachment se revelou um fracasso completo, evidenciando que seu propalado prestígio perante o povo e os congressistas está em acentuado declínio (chegando até ao ponto de que um deputado recusou a se encontrar com ele) e que suas pretensões de voltar à Presidência em 2018 (toc! toc! toc!) estão seriamente ameaçadas; Marina Silva com esperança de que as novas eleições possam propiciar-lhe a oportunidade de resgatar a carreira vitoriosa à Presidência que a campanha eleitoral de 2014 mostrou no início, mas que sua evolução desmentiu. Alegam como fundamento que o vice-presidente não teve votos e seus baixos índices de popularidade. Quem disse que Michel Temer não teve votos? Teve os mesmos 54 milhões que a presidente Dilma alardeia com a boca cheia! Se a chapa foi única, tanto que se tenta no TSE cassá-la por causa de irregularidades praticadas no financiamento da campanha, tem-se de estender ao vice-presidente a legitimação dada por aqueles votos, mesmo porque quem votou na presidente sabia que estava votando também em seu companheiro de chapa. Quanto à baixa avaliação popular, não dá para emprestar grande confiabilidade à pesquisa realizada pelo Datafolha em virtude das circunstâncias em que foi colhida a amostra, nas ruas, junto de manifestantes mais propensos a vocalizar seu protesto contra os políticos em geral e a situação do País do que a expressar uma opinião fundada. Novas eleições ou eleições antecipadas constituem manobras diversionistas do significado e efeito da decisão histórica tomada pela Câmara dia 17 de abril, o afastamento provisório e, depois, definitivo de Dilma Rousseff é o caminho à mão para iniciarmos a caminhada para sair da encalacrada em que este governo inepto e corrupto mergulhou o Brasil. Michel Temer tem todas as condições de liderá-la: tem experiência e longa carreira política, apresentou um plano consistente de reformas e mudanças de que o País necessita urgentemente, está escolhendo uma equipe de primeira e, “last, but not least”, tem apoio sólido no Congresso. Lembremo-nos do curto período de Itamar Franco no Palácio do Planalto, foi sob seu governo que o Plano Real, a melhor e mais bem-sucedida medida de política econômica governamental, foi aprovado e aplicado, pondo fim à hiperinflação que atormentava e envergonhava o Brasil. Não a novas eleições ou antecipadas, sim ao impeachment!

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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‘PROPAGANDA ENGANOSA’

Excelente a coluna de Dora Kramer de 20/4 (“Propaganda enganosa”). Reforça-nos o entendimento sobre o modo de iludir do PT, que gentilmente chama de ilusionismo o que realmente é estelionato. Como a ideia do “golpe” contra a presidente não funcionou, vem agora com o golpe das novas eleições, que é inexequível, segundo a brilhante colunista. No final, alerta para a “perda de energia cívica” que esse movimento levaria. É hora de apoiarmos, sem medo, o caminho natural e constitucional ora iniciado.

José Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

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É GOLPE

Perfeita a análise de Dora Kramer no dia 20/4 no “Estadão”. Qualquer discussão de antecipação de eleições é golpe, e bem ao estilo petista. Temer recebeu o mesmo número de votos de Dilma. Portanto, há que ser aceito, até prova em contrário. Temos uma Constituição, gostemos ou não dela. E, para preservar a imagem já tão desgastada do País, há que preservar nossas instituições, e a Lei Maior tem de ser respeitada. Mudanças casuísticas na Constituição só demonstram, ainda mais, nossa fragilidade como Nação. Não podemos cair na lorota petista. A solução já está encaminhada.

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

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O IMPEACHMENT NO CONGRESSO

 

A Câmara dos Deputados demonstrou ao povo brasileiro que, nas horas mais difíceis, responde à altura. A oposição obteve 247 votos e a situação, 137 votos, resultado que demonstra a insatisfação do povo retratada nos votos oposicionistas. Agora chegou a hora e a vez de Renan Calheiros (PMDB-AL), que precisa olhar para a Nação e cumprir o regimento em prazos menores, a fim de que o atual governo seja logo substituído. Na verdade, o lulopetismo precisa ser expurgado o mais rapidamente possível, porque outro sistema de governança precisa ser demonstrado aos brasileiros, e Temer está preparado para enfrentar as crises que certamente virão. Governo que precisa incessantemente do Supremo Tribunal Federal (STF) para governar, como disse o ministro Gilmar Mendes, não merece estar governando.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A HISTÓRIA DO GOLPE

“Não concordo com seu pensamento, mas defenderei até a morte o seu direito de dizer.” O advogado Fabio Gentile, em artigo publicado sob o título “A diferença entre drible jurídico e pedalada fiscal”, sustenta, “in verbis”, que, “se não bastasse, postergar dívidas com entidades da administração indireta (como é o Banco do Brasil), pela falta de pagamento de despesas orçamentárias obrigatórias de caráter continuado (como são as subvenções legais), correspondente, sim, à prática de crime de responsabilidade, em pelo menos uma das hipóteses tipificadas pela Lei 1.079/1950: “Art. 10. São crimes de responsabilidade contra a lei orçamentária: (...) 9) ordenar ou autorizar, em desacordo com a lei, a realização de operação de crédito com qualquer um dos demais entes da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que na forma da novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente”. É certo que a presidente da República, “ex-vi” do artigo 84, XXVI da Carta  Magna, c/c com os artigos  60, II, e 61, II, “b” da Constituição federal assegura à presidente, e/ou à União,  o direito de atrasar o ressarcimento do numerário  do Banco do Brasil. Ilustrando melhor:   pedaladas fiscais nada mais é do que um adiantamento de dinheiro do Banco do Brasil  em favor da União. Não se trata de benefício pessoal  em benefício da presidente da Republica. O  eventual atraso na ressarcimento do Banco do Brasil não quer dizer que se cuida de ato ilícito da presidente. Pois, como bem mencionou o advogado Gentile, o ressarcimento ocorrerá com o pagamento de juros e correção monetária. Vale lembrar, com  força, que o atraso no ressarcimento é atribuição de credores do Banco do Brasil; sendo relevante destacar que nenhum dos três autores da representação contra a presidente comprovaram o interesse contratual com o Banco do Brasil. Antes do  ajuizamento de qualquer  queixa  contra a presidente, é relevante colocar em mora a União. A pretendida cassação do seu mandato não encontra, pois, nenhum embasamento legal ou contratual, político ou moral. A decisão da Câmara federal não encontra suporte na lei e nos fatos. Vale  anotar que o deputado Eduardo Cunha sustenta-se em ato de  represália contra a presidente da República em face de  denúncia de  depósitos  bancários feitos por  sua  esposa e  filha  (US$ 40 milhões). Com certeza,  os  senadores, inclusive do PSDB, devem honrar os  seus nomes, e não derrubar a presidente com  suporte em motivação política pessoal. Por derradeiro:  não  votei  nunca  no PT.

Bension Coslovsky cobranca02@bright.com.br

São Paulo

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TRÊS CAMINHOS

Historicamente, no nosso sistema de governo presidencialista, o Executivo, se contar com apoio de menos de um terço dos congressistas, não reúne condições de governabilidade. Neste caso, o País só consegue funcionar sem solução de continuidade se o poder central for substituído dentro de determinado intervalo de tempo, que pode variar com as circunstâncias, passado o qual a economia se desmancha e a estrutura política se torna caótica, quadro que, acrescido do pesado ambiente de corrupção que somente agora começa a ser desvendado, é o que estamos vivendo no Brasil. A necessária e urgente mudança de rumo só se dará, então, pela renúncia espontânea do chefe de Estado, pelo afastamento constitucional determinado pelo Congresso ou pela ruptura institucional, alternativa que ninguém deseja. Como a primeira hipótese parece estar fora de cogitação, resta a segunda, adotada pela sociedade, cujo desfecho todos desejam ocorra no mais curto espaço de tempo, a fim de libertar o País dos grilhões que travam seu crescimento. Que desperte o espírito público nos políticos encarregados do processo. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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TERRENOS NA LUA

A presidenta Dilma Rousseff disse que os defensores de seu afastamento estão “vendendo terreno na lua” para chegar ao poder. Desde que sejam os verdadeiros proprietários dos “terrenos na lua” e não corrompam autoridades para alcançar algum objetivo criminoso, qual o problema?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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NÍVEL

José de Abreu, ator da TV Globo e petista roxo, mencionou que “a melhor coisa desta “farsa” foi revelar ao povo brasileiro o baixíssimo nível deste Congresso Nacional. “A República de Bananas perde.” Gostaria de perguntar a ele como classifica o nível de seu grande líder, Lula da Silva, cujos atos ilícitos de baixíssimo nível a Operação Lava Jato não cansa de revelar, praticados ao longo de sua trajetória desde quando se projetou no cenário nacional.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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SONHEI

Eu tive um sonho. Sonhei que todos os políticos e juízes corruptos do Brasil – dos municípios, Estados e federais – foram julgados e condenados. Além de devolver tudo o que roubaram, sua condenação consistiu em trabalhar para prover de saneamento básico os 50% da população que ainda não o tem, de atuar na extinção do Aedes aegypti até o último mosquito, de trabalhar na construção de escolas e hospitais de alta qualidade, de deixar as estradas em bom estado para evitar os acidentes com mortes que acontecem todos os dias, de cuidar das crianças microcéfalas pelas quais são responsáveis. E aí foi instituído o voto distrital, custos baixos de campanhas e um salário modesto para cargos públicos para indicar que aqueles que desejavam atuar na política o faziam por patriotismo, para trabalhar para o Brasil crescer e se tornar um país de Primeiro Mundo. E aí os políticos não gozavam de mordomias, batalhão de assessores desnecessários, férias de três meses. O político usava seu próprio carro e viajava de transporte público para encontrar seus eleitores e ouvir suas sugestões e críticas. E as empreiteiras, sem participar de esquemas de propina, construíam pelo preço justo e as indústrias procuravam aumentar seus lucros pelo aumento de produtividade. E a página de política dos jornais deixou de ser a vergonha nacional por mais parecer ser a página policial. E o povo deixou de ser a parte esquecida desse quadro e passou a ser o que deveria ser: a parte principal, pois, afinal, é a parte pagante, a que paga para receber benefícios, a que paga os políticos para que trabalhem pelo País.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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UM ESPELHO DA SOCIEDADE 

Está decepcionado com o nível cultural dos nossos parlamentares no Congresso? Pois saiba que a sociedade brasileira, por mais preconceituosa que seja em relação aos parlamentares que ela mesma elege, está muito bem representada no Parlamento. O Congresso é a cara do Brasil. Há de tudo um pouco lá. Gente trabalhadora, decente, culta, honesta, dedicada ao bem comum. E corruptos, ignorantes, safados e ladrões, que só pensam nos seus mesquinhos interesses. Exatamente como na sociedade. Ou será que somos uma Nação de sábios e querubins? Com tanta ignorância e desonestidade em todos os níveis da vida social brasileira, queríamos o quê? Uma classe política composta apenas por PhDs e anjos? Não tem sentido a visão maniqueísta de que há um povo bacana em oposição a uma classe política ignorante e corrupta. O Congresso é um espelho fiel da sociedade brasileira. Somos todos feitos do mesmo barro. Alguns melhores, outros piores. E não podemos esperar que a classe política melhore a sociedade. É a sociedade que tem de melhorar a classe política.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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A VOTAÇÃO DE 17 DE ABRIL

Sem dúvida, a manifestação do deputado Henrique Fontana, marinheiro de primeira viagem do PT-RS, foi a mais estapafúrdia de todas: “Contra a corrupção, meu voto é não!”. Hilário, muito hilário...

Laerte P. Furtado laercy@gmail.com

Garopaba (SC)

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137 VOTOS ‘NÃO’ 

Na votação do impeachment na Câmara, foram 145 deputados que homenagearam as suas esposas e filhos, um número maior que os 137 votos contrários (não). Um detalhe: não houve uma só homenagem às sogras. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas  

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FRUSTRADOS

Gozado. Pseudointelectuais, em todos os segmentos, que abstraem a frustração enrustida e começam a reparar na gramática, nos “modos”, na cor da gravata e nas dedicatórias dos deputados, comumente surgem neste momento. Em tom jocoso, achincalham e amesquinham os seus representantes, identificando falhas na oratória, no “excesso de religiosidade”, nas feições físicas, nos cacoetes, na menção à família, nas posturas, na “falta de bons modos”, etc. No fundo, são frustrados e hipócritas. Frustrados porque, com todos os títulos, mestrados e doutoramentos, jamais chegariam aonde os “jacus deputados” chegaram, nem sequer tendo o voto da própria família em alguns casos. Deve ser uma dor tremenda saber que todo o conhecimento angariado não os legitima a representar ninguém (embora possam objetivar que “não nasceram para isso”). Hipócritas, porque agem como se tivessem eleito entidades superiores, dos céus, que se alimentam de mel, pão e rosas, de elevadíssima erudição, acima do bem e do mal, e que por forças estranhas não estão no Congresso Nacional. Não, hipócritas, vocês elegeram estes aí! Estes mesmos que hoje tomam a “liberdade” de criticar. Ninguém é melhor que ninguém. Roosevelt já dizia “não os critique, pois faríamos exatamente o que estão fazendo, sob as mesmas circunstâncias”. Nesta linha de raciocínio, quem é mais lamentável, o “jacu deputado” que não sabe falar, eleito, ou o erudito doutor que lá o colocou, incapaz de se viabilizar e ajudar o Brasil?

José Antonio Milagre ja.milagre@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICOS DE QUE O BRASIL PRECISA

Lendo a matéria publicada no “Estadão” de 20/4 (“Caderno2”) em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso manifesta sua dúvida sobre a participação do PSDB num eventual governo Temer, fiquei pensando: como um homem inteligente, culto, hábil na política, influente, formador de opinião e já avançado na idade não atenta para o fato de que poderia passar para a história do Brasil, e quiçá do mundo, como aconteceu com Gandhi, Martin Luther King e outros, caso deixasse de pensar apenas no futuro de seu partido e passasse a pensar num novo Brasil. Para isso seu discurso, como o daqueles, deveria ser de sonhos, de mudanças, construtivo, sério e coerente com a vontade de um povo carente por decência e ordem. O progresso da Nação e o bem-estar do povo seriam seu alvo maior. Um discurso em que a tônica fosse a de que os políticos esquecessem da competição futura nas urnas e se juntassem para uma verdadeira reconstrução do País, com uma cultura nova, em que o “jeitinho brasileiro” fosse rechaçado e que uma nova cultura aflorasse, em que a conduta, moral e ética, fizesse parte da vida cotidiana do povo brasileiro. Vejo que somente assim teríamos chances de nos tornarmos o país que tanto queremos. Para isso seria necessário que homens como o nosso ex-presidente FHC, numa hora em que o País precisa e pede por mudanças, deixasse de lado o egoísmo e abraçasse o ideal nobre de um verdadeiro patriota, “da contribuição verdadeira para o bem da Nação, e se tornasse um líder autêntico, propulsor de uma mudança cultural ampla, tanto na casa de nossos legisladores quanto no povo de modo geral, mudança essa capaz de alterar os rumos deste nosso querido país.

Luiz Sérgio Ribeiro lusergiori@gmail.com

São Paulo

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CONSTRANGIMENTOS

Até o Supremo Tribunal Federal (STF) já detectou o impeachment de Dilma Rousseff. Adiou a discussão sobre a posse de Lula para evitar constrangimentos.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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SÁBIA DECISÃO

Sábia decisão do Supremo Tribunal Federal o adiamento do julgamento da possibilidade de Lula tornar-se ministro-chefe da Casa Civil do governo. Não era o momento de colocar mais lenha na atual fogueira política, com a própria permanência de Dilma na Presidência da República seriamente ameaçada, tirando inteiramente o sentido dessa nomeação. Na minha opinião, esse julgamento só deveria ocorrer após o julgamento do processo de impeachment de Dilma, e no caso improvável de a presidente escapar dele.  

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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POR QUE NÃO ME SURPREENDO?

Como sempre, o STF procrastina quanto à posse ou não de Lula como ministro. Analisada isoladamente, não é uma má decisão, afinal, decidir sobre ministério de governo moribundo não faz sentido, exceto que, ao não se posicionar, o STF prorrogou o salvo-conduto de Lula, que fica fora da alçada, ou melhor, da alça de mira do juiz federal Sérgio Moro. No fundo, era tudo o que Lula queria – se bem que agora é temporário.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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EM COMPASSO DE ESPERA

O Supremo decidiu adiar o julgamento sobre a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil. Devem ter pedido a assessoria de Eduardo Cunha.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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DESGRAÇA POUCA É BESTEIRA

Com esse adiamento do STF em relação a possibilidade ou permissão de Lula se tornar  ministro ou não, tem petista já dizendo por aí que “desgraça pouca e besteira”.

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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FAMÍLIA MELLO

Não é preciso muito esforço para entender o porquê de “somente” o ministro Marco Aurélio Mello se opor à proposta de Teori Zavascki para adiar as ações contra a posse de Lula no ministério de Dilma, dentre tantas outras defesas solitárias e ferrenhas a Dilma, Lula e ao PT. Ocorre que Dilma Rousseff nomeou filha de Marco Aurélio Mello, Letícia Mello, para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, que abrange o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Gratidão!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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LULA E A CASA CIVIL

Dizem as más línguas que Lula não assumiu até hoje a Casa Civil porque disse que a casa não era dele.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MENTIRAS

Alegações que nada esclarecem: 1) o PT recebeu R$ 50 milhões de Nestor Cerveró, mas alega que é dinheiro declarado ao TSE, conforme a lei. É o partido que mais recebe dinheiro no Sistema Solar. 2) Lula recebe, em conta no exterior, R$ 3,5 milhões, mas o Instituto Lula diz que foi dinheiro de palestras. Por que não entrou na conta do instituto, e, sim, lá fora? E o Imposto de Renda? Recebe-se tanto assim por palestra, então por que não compra um sítio? 3) Dilma se diz injustiçada. Por que não se defende e para com a bobagem de golpe, etc.? 4) Renan recebeu R$ 6 milhões de Nestor Cerveró. Ele nega. 5) Em relação à Petrobrás, Dilma nada sabia, quando presidente do conselho deliberativo da empresa. Mais sabe estocar o vento. José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás, também nada sabia; Graça Foster também nada sabia; Lula nada sabia. Desse jeito, a empresa tinha de dar errado mesmo!

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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CONTA SALGADA

A construtora Andrade Gutierrez, envolvida na Operação Lava Jato, pagou R$ 3,6 milhões por palestra de Lula. Nem Jesus Cristo cobraria tão caro!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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A LAVA JATO CORRE PERIGO

Disse o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, à BBC Brasil: “Somos alvo daqueles que são investigados, e o número de investigados cresce a cada dia”. O trabalho incansável e profilático da maior investigação da história do País corre riscos com a possibilidade de troca de governo, desde que o processo de impeachment seja aprovado, podem escrever um novo e nefasto capítulo em que o alvo a ser atingido seria a Operação Lava Jato. É grande o número de políticos investigados e a mudança no comando do Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal ou da Polícia Federal. Tudo vai depender de quem, nas Festas Juninas, estiver detentor do cetro, da coroa e da faixa presidencial. Imaginar cenários futuristas nem os oráculos de Delfos se atreveriam.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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