Fórum dos Leitores

DILMA EM NOVA YORK

O Estado de S.Paulo

24 Abril 2016 | 03h00

Durou pouco

Lá pelas bandas de Garanhuns se diz que pau que nasce torto não tem jeito, morre torto. Demorou apenas algumas horas para a sra. Dilma Rousseff descer da plataforma de estadistas da ONU, onde foi morigerada e respeitou os brasileiros a propósito dos nossos problemas internos, por ela criados, para dizer que se socorrerá da cláusula democrática do Mercosul para denunciar o rompimento dos princípios democráticos no procedimento de seu impeachment. Não durará muito, também, o seu esperneio, porque a voz do Brasil se tornará clara a demonstrar que foram seguidas as regras constitucionais, com a interveniência de todas as instituições que se pronunciam sobre o afastamento de um presidente da República.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Novilíngua progressista

Agenda do “golpe” nos EUA: a presidenta deixa o País na quinta-feira acompanhada de 52 pessoas e seu vice, como sempre, assume a Presidência da República, em clima de absoluta normalidade. Na tribuna da ONU ela declara oficialmente que o Brasil venceu o autoritarismo, construiu uma democracia pujante e não há espaço para retrocessos. Depois da reunião com chefes de Estado foi curtir o MoMA para espairecer, porque ninguém é de ferro. Em seguida, para jornalistas, disse sem entrar em detalhes que é vítima de um golpe e conclama bravamente Mercosul e Unasul a reagirem ao “golpe”. Só faltou uma caminhada heroica até a sorveteria mais próxima para fazer contato com o povão que a aclamava nas ruas. Uma baita empulhação na despedida!

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Pujante democracia

Primeiro, a presidente disse em Nova York que o Brasil é um grande país e soube construir uma pujante democracia. Bom, então fica claro que não há nenhum golpe em curso, caso contrário não estaríamos vivendo uma democracia, muito menos pujante. Segundo, ela disse que o povo saberá impedir quaisquer retrocessos. Infelizmente, isso não vai ser possível porque o retrocesso foi consumado quando o Brasil elegeu e reelegeu Lula, elegeu e reelegeu a sra. Dilma.

LUIZ GONZAGA T. SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Avanços democráticos

Parabéns! É isso mesmo, os brasileiros saberão impedir quaisquer retrocessos e avançarão, mudando o governo, no estrito respeito às instituições democráticas, ao Estado de Direito e à Constituição da República.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI

ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

’Grave momento’

Rosto envelhecido e cansado, voz sem vibração, discurso monocórdico, sem muita convicção, evidenciando a sensação de final de mandato (“café frio”) e a certeza da última fala como presidente à ONU. Se o Brasil fará verdade suas palavras, o que torço para que aconteça, o tempo dirá; ou se mais uma vez terá feito uso dos serviços de marqueteiros sempre dispostos a exaltar o que não é cumprido, dourar a pílula. Só faltou, quando se referiu ao “grave momento que vive o Brasil”, assumir suas reais responsabilidades pela crise e citar que “a pujante democracia” a ela oferece total defesa, seguindo todos os ritos legais garantidos pela Constituição, esta, sim, a grande barreira aos retrocessos.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

No discurso na ONU, Dilma esqueceu-se de esclarecer o que seria “um grave momento”. Seria seu partido e aliados terem sido apanhados com a boca na botija? Seria a possibilidade de também ela ter um encontro com o japonês da Federal? Seriam sua incompetência, suas mentiras? Seria culpa do FHC...?!

ROBERTO CASTIGLIONI

rocastiglioni@hotmail.com

São Paulo

Golpe

A “presidenta” Dilma levou com ela para Nova York uma comitiva de mais de 50 pessoas; claro, para ter quem lhe dirigisse aplausos. Isso não é um golpe?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Para quem tem contumácia em achaques, acintes e conluios, os procedimentos dentro da norma e da mais cristalina operacionalidade realmente devem ser encarados como Golpe, com G maiúsculo.

RODOLFO JESUS FUCIJI

fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo

Esclarecendo os fatos

Estamos fartos de ouvir essa ladainha da sra. Dilma Rousseff de que foi legitimada pelos votos, o que ninguém questiona. Mas foi legitimada por seus eleitores para governar o Brasil, não para aumentar o desemprego, a inflação, a falta de saúde e educação; não para pôr um bando de ministros despreparados para auxiliá-la; e muito menos para acabar com a principal empresa do nosso país, a Petrobrás. Para reavivar a memória da sra. Dilma: ela foi eleita com 54.501.118 votos; a soma dos votos de Aécio Neves, nulos e em branco resulta em 59.182.761 de sufrágios; se somarmos as abstenções, os que não votaram nela perfazem o total de 89.320.240 de eleitores. Logo, o número que ela não se cansa de repetir não representa a maioria do eleitorado brasileiro.

HILO DE MORAES FERRARI

hiloferrari@hotmail.com

São Paulo

Mujica e o impeachment

Com todo o respeito pela idade do sr. José Mujica, que não é tão popular no Uruguai quanto se imagina por aqui – é só visitar o vizinho país e perguntar –, ele não sabe do que está falando. A questão não é ideológica, é de ilegalidade e de descumprimento de princípios básicos de condução da economia do Brasil. Confesso que não sei se no Uruguai há uma Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas acho que o sr. Mujica nem sabe o que é pedalada. Afora isso, a sra. presidente quis dar um passaporte de garantia pessoal, para não ser preso, ao sr. Lulla, amigo do sr. Mujica! Ele já ouviu falar em mensalão, petrolão, em que esses seus amigos estão envolvidos? Esse pessoal fala em não se intrometer nos problemas de países hermanos. Então, por que esse senhor vem se meter nos nossos?

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Relembrando

Lembram-se de quando Lulla, com sua eterna arrogância, disse que não temia ser preso e, criticando FHC, se jactou: “Ele sofre com o meu sucesso!”...?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

O FUTURO NAS MÃOS DO SENADO

 

Em 1961, na renúncia de Jânio Quadros, os militares tentaram impedir a posse do vice João Goulart, que só assumiu depois de concordar com a apressada instituição do parlamentarismo. Em 1968, o vice Pedro Aleixo foi impedido de assumir na doença e morte de Costa e Silva. Quando José Sarney assumiu a Presidência, em lugar de Tancredo, que morreria a 21 de abril de 1985, muitos torceram o nariz. Agora vemos Michel Temer, em vias de assumir a cadeira presidencial, acusado pela presidente Dilma Rousseff de agir como “conspirador” e “golpista”. Existem muitos outros exemplos, em níveis estadual e municipal, em que o governante é contrariado ou se perde e investe furiosamente contra seu vice, procurando desqualificá-lo e ignorando que, queira ou não, ele também é dono dos votos recebidos pela chapa. Hoje é preciso evitar, por todos os meios, que se cumpram as promessas de “incendiar” o País. O Senado agora está com a responsabilidade pelo futuro nacional. Cada dia que retardar pela solução do impeachment, será um dia de vácuo e agravamento da crise. Precisamos da decisão já.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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DESCULPA ESFARRAPADA

 

Renan Calheiros disse que começará a comissão do impeachment na terça-feira. Como ele tem dinheiro fácil, se esquece de que 6 mil brasileiros perdem o emprego por dia no Brasil. Ou seja, estes 5 dias já perdidos significam 30 mil desempregados. Parece que ele está jogando do lado da presidente Dilma, pois, se ela fosse uma estadista ou inteligente, já teria renunciado, porque ninguém governa com menos de um terço da Câmara dos Deputados.

 

Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

 

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MISSÃO IMPOSSÍVEL

 

Perguntar não ofende: é possível governar qualquer país quando 72% de seus parlamentares são contrários à permanência do presidente no cargo?

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

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JOGO PESADO

 

O choro é livre. Governistas podem estrebuchar à vontade. Dilma Rousseff perdeu na Câmara dos Deputados e vai perder no Senado. Seguidores de Dilma gastam energia e tutano insistindo em insultar Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atribuindo ao presidente da Câmara todas as mazelas do governo Dilma. O jogo é pesado. Para profissionais do ramo. Esqueçam Cunha. O jogo, agora, é no Senado. Desafetos raivosos de Cunha procuram neurônios nos mercados e nas farmácias. Cunha já nasceu com neurônios atilados.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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IMPARCIALIDADE

 

Será que os petistas vão começar a bradar “fora Renan”, como foi o “fora Cunha”? Afinal, eles são gêmeos políticos na prática da corrupção.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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OPINIÕES

 

Leio, no “Estadão”, cartas de leitores criticando Eduardo Cunha no caso da votação do impeachment da presidente Dilma, sob a alegação de que ele não poderia ter liderado a Câmara porque tem contas em paraísos fiscais que, pelo que a Operação Lava Jato investiga, receberam propinas do petrolão, criado pelo PT, partido dela. Mas não falam da incompetência, das pedaladas e do desemprego criados pela má gestão nem de que é submissa ao ex-presidente Lula.

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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PRÓXIMO ESPETÁCULO

 

Depois do espetáculo de horror patrocinado por “certos” deputados no dia 17 de abril, o Senado se prepara para novo show. Por exemplo, o nobre senador Lindbergh Faria (PT), medíocre ex-líder estudantil, que, como seu guru, adora câmeras e microfones, deita falação sobre a comissão da Casa escolhida para dar andamento ao processo de impedimento da presidente Dilma. O que desejava? Uma comissão composta por senadores escolhida pelo “ex”, somente com senadores do PT, do PCdoB, do Psol? Insolente, abusado e ranheta.

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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ESPERANÇA

 

A vitória a favor do impeachment se aproxima. Só assim os brasileiros vão respirar aliviados, livres da corrupção, da mentira, da crise, do desemprego, da inflação alta, provocados pela presidente Dilma e seu partido (PT), que destruíram o Brasil. A esperança, com o impedimento, é de que a nossa democracia seja fortalecida e as gerações futuras possam ter de volta dias melhores para os seus filhos e netos.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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A ‘LEGITIMIDADE’ PETISTA

 

Definido o impeachment na Câmara dos Deputados, começaram as esperadas “ameaças” dos grandes democratas desta nação. Assim, o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), ministro José Eduardo Cardozo, já avisou que a presidente “está disposta a dialogar com setores da sociedade que querem encontrar saídas para a crise dentro das regras constitucionais”. Devemos entender que a “saída” televisionada para todo o Brasil no domingo 17/4 foi inconstitucional e que Dilma considera, mesmo, estar sendo vítima de um “golpe”? Se for, pergunto: devemos esperar algum “contragolpe”?  Nessa mesma linha, Patrus Ananias, o ministro do Desenvolvimento Agrário que não viu a esbórnia de irregularidades no Incra, fustigou: “Qual legitimidade terá um vice-presidente que não foi eleito pelo voto popular?” Poderia responder-lhe: “A mesma que teve Itamar Franco quando o presidente Collor caiu, em 1992,  por via de um impeachment apoiado pelo PT”. Mas deixa para lá... Por fim, não poderia faltar a esse esdrúxulo rol o indefectível Rui Falcão: “Qualquer governo que nasça de golpe não é reconhecido pelo PT” – asseriu o presidente do PT.  Faltou alguém lhe perguntar: e acaso o PT algum dia “reconheceu” algum governo no Brasil que não fosse o seu? De 1999 a 2002, o partido protocolou 50 pedidos de impeachment contra todos os que estavam no mando, média de um a cada três meses.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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DEFESA DA UNIÃO

 

Alguém precisa avisar ao advogado-geral da União que ele não pode defender a presidente em caso de crime de responsabilidade, pois assim estará indo contra a União e, portanto, crime também.

 

Hugo Riccioppo hugordj@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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AS ESPERTICES DE RUI FALCÃO

 

Rui Falcão, presidente do PT, disse que, caso haja realmente impeachment, “eles” não reconhecerão o governo. Ora, para quem não assinou a Constituição de 1988, vivia insistentemente pedindo o impeachment dos governos anteriores, nenhuma novidade. Para o PT, o único governo legal, legítimo, mesmo que desastroso para o País, é o dele próprio. Saiu disso, “serão sempre contra”! O Brasil já conhece de longa data o PT como oposição. Haja paciência!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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A SAÍDA DA PRESIDENTE

 

Espero que Dilma não quebre tudo e não faça como Arnon de Melo, quando deixou o Palácio de Alagoas...

 

Kenji Oshiro kenjiosh@gmail.com

Piracicaba

 

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ELEGÂNCIA

 

Churchill certa vez afirmou: “Se você tem de ceder, faça-o com elegância”. Dilma podia seguir essas sábias palavras e renunciar, poupando ao Brasil o prolongamento da crise. Mas torna-se óbvio: Dilma só pensa nela e, talvez, nos momentos de maior generosidade, em Lula e no PT. Mergulhada num mundo próprio, não vê, não ouve nem sente a tempestade, e assim prolonga a agonia do País.

 

Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br

São Paulo

 

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RENÚNCIA É SOLUÇÃO

 

Nós avisamos a presidente Dilma centenas de vezes para renunciar. Ela não nos ouviu. Agora, aguenta os problemas que vão surgir: ela e seu companheiro poderão ser presos, caso o que aprontaram no poder, e que está sendo investigado, vier à tona. Ainda é tempo de tomar essa atitude em homenagem à sua família.

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

 

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ATO DE GRANDEZA

 

O melhor que a presidente Dilma Rousseff poderia fazer aos brasileiros que perderam seus empregos e que enfrentam uma inflação perniciosa, causada pela má administração do seu governo (PT), seria um ato de grandeza, ou seja, renunciar.

 

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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CINISMO

 

Vi uma foto no “Estadão” de quando Dilma se dirigia ao seu pronunciamento na segunda-feira (18/4), que foi um lamento do começo ao fim. Sua expressão estava tranquila, aquela de sempre, ou seja, sem expressão nenhuma. Quando se pôs a falar, fez caras e bocas de vítima. Tenha dó, Dilma, onde estão sua inocência e seu caráter, tão propalados por seu mantra infindável? Quem assina a compra de uma refinaria deficitária, nos EUA, desperdiçando sem dó o dinheiro do povo; quem se circunda de pessoas já condenadas por corrupção e se mantém amiga fraterna de coleguinhas que, já se sabe, meteram-se em atos duvidosos como Erenice Guerra e Graça Foster; quem mentiu ao povo brasileiro mostrando um Brasil que não existia, enquanto tungava o erário com as famosas pedaladas ficais; quem ordenou a criação de dossiês falsos para prejudicar adversários políticos durante as campanhas, e mentiu sobre o próprio curriculum inventando um que jamais teve; quem envenenou o povo com mentiras deslavadas e absurdas contra os candidatos concorrentes; quem usou o dinheiro do povo para se hospedar com uma comitiva imensa em hotéis luxuosíssimos; quem tem como mentor e líder alguém do naipe daquele que passará para a História como o mais corrupto presidente do Brasil; quem dilapidou o patrimônio público em bilhões, sem compaixão pelos mais pobres, não merece esta vitimização que está querendo mobilizar nas almas daqueles que são propensos a se emocionar com expressões condoídas. O cinismo com que também inventou que o vice, Michel Temer, irá acabar com o Bolsa Família, dias atrás, já nos mostra o seu caráter, ou, melhor, sua falta de caráter. Pode não ter conta no exterior, tal seria! Mas tem uma conta enorme para acertar com o povo brasileiro. E, enfim, mas não por fim, se tivesse mesmo amor ao Brasil, em vez de só pensar em si mesma, renunciaria já. Quem sabe se fizesse isso recuperasse um mínimo de respeito do povo brasileiro. A bem da verdade, falando francamente, hoje vejo que Collor teve muito mais hombridade do que Dilma Rousseff! Saiu sem impor aos brasileiros tamanho sofrimento.

 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

 

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MARCHINHA

 

Presidente Dilma, lembra-se dela? “Daqui não saio daqui ninguém me tira.” Vai ter de sair brevemente. Continuando: “Onde é que eu vou morar?”. Sugestões: Guarujá ou Atibaia.

 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

 

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NÃO LARGA O OSSO

 

Dilma Rousseff está parecendo Salvador Allende: não larga o poder nem que a vaca tussa.

 

Rogerio Marcos Vitale rvitale01@gmail.com

São Paulo

 

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AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA

 

Dilma Rousseff diz que está sofrendo muito. Ela deveria pensar: o que foi que eu fiz para magoar tanta gente? Ela irá, então, concluir que, além das pedaladas, cometeu muito desperdício de dinheiro público e defendeu bandidos que repassavam grana para o PT. Mais grave ainda: construiu um moderno porto em Cuba, com dinheiro do BNDES, enquanto os nossos caem aos pedaços. Roubou os miseráveis médicos cubanos mandando seus salários diretamente para o bolso dos Castro. Para melhorar nossos parceiros comerciais, ajudou a Venezuela e mais alguns países sul-americanos e africanos governados por ditadores. Comprou Pasadena porque não leu um relatório. Trabalhou muito pelo partido e se esqueceu do povo que a elegeu, particularmente do “diabo” que ela invocou para ajudá-la. O povo não tem o poder de cobrar seu voto, a não ser protestando nas ruas. Mas o “tinhoso” vai e está cobrando por seus caros serviços. 

 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

 

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PARA DILMA, A LUTA SÓ COMEÇOU

 

O processo de impeachment representa a vontade da maioria do povo. Dilma, enquanto isso, acha que está sendo injustiçada pelo povo e diz que a luta só começou. Revelando sua verdadeira face, Dilma está lutando contra o povo. Se tivesse dignidade, renunciaria.

 

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

 

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DEMOCRACIA

 

A declaração de Dilma afirmando que ela era defensora da democracia desde os tempos da ditadura militar é uma das mentiras que a presidente proclama aos quatro ventos. A presidente, naquela época, era uma guerrilheira que, de arma na mão, defendia a ditadura de esquerda. Ela não sabe o que significa democracia, prova disso é que, ao perguntar se ela faria pacto com o próximo governo, no caso de seu impedimento, respondeu que não. Com Temer e Cunha, não faria pacto, mesmo que fosse para endireitar a economia e trazer empregos, saúde, educação e segurança para o povo. Dilma segue a cartilha de Lula e do PT: os fins justificam os meios, porém só se for para os fins que lhes interessam.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PREOCUPANTE

 

Pesquisa recente do Ibope traz a surpreendente revelação de que, em pouco menos de dois anos – de 2014 a 2016 – subiu de 18% para 34% (quase o dobro!) o número de brasileiros que dizem “dar na mesma se um regime é democrático ou não”. Após os infindáveis 21 anos de chumbo grosso da ditadura militar, de triste e lamentável memória, quando o País vive em pleno Estado Democrático de Direito, a tão duras penas conquistado, soa deveras preocupante saber que, para considerável parcela da população, democracia não tenha a compreensão do seu real significado. Por oportuno, cabe a citação de duas frases célebres: “A democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo” (Abraham Lincoln) e “ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos” (Sir Winston Churchill).

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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ELES TÊM MUITO A PERDER

 

Acredito que a lista de desempregados do IBGE vai ser engrossada por mais de 200 mil petistas que vão perder a boquinha de mamar nas tetas do governo, agora que o desgoverno está para desembarcar.

 

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

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VITÓRIA DE PIRRO?

 

Será que teremos uma vitória de Pirro no impedimento de Dilma Rousseff? Tudo faz crer que o PT, de hora em diante, não moverá uma palha para salvar a “presidenta” do impedimento, porque já percebeu que a continuidade de Dilma no poder até 2018 inviabilizaria totalmente as pretensões de uma candidatura Lula, dada a manutenção da situação caótica da economia brasileira, sem solução em curto prazo. Se levarmos em consideração que um possível governo Temer não terá a mínima chance de debelar a crise, em dois anos, este terminará juntamente com o País em situação tão calamitosa quanto a que se apresenta hoje. Diante desse quadro, abre-se a perspectiva do retorno de Lula, uma vez que “ruim com ele, pior sem ele”, na cabeça daqueles que se mostrarem revoltados com a nova administração que, provavelmente, não resolverá problema algum do País. Ademais, não se deve esquecer de que o “Lulinha paz e amor” possui eleitorado cativo, a que se vai somar a multidão de eleitores revoltados com a incompetência de um governo que, possivelmente, se tornará tão fisiológico quanto aquele que botou para fora. Assim, a única forma de impedir mais essa calamidade, se houver grandeza do novo presidente, será a convocação de novas eleições para um mandato de quatro anos, cuja legitimidade poderá, com tempo suficiente, equacionar as linhas gerais de recuperação econômica do País. Quem viver verá.

    

Luiz G. de Oliveira Pinto luizgonzaga@udemo.org.br

São Paulo

 

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‘O GRANDE DERROTADO’

 

Na edição de 19/4/2016, no editorial “O grande derrotado”, o “Estadão” conduz o leitor a uma avaliação crítica acerca da personalidade de um homem que acha que está acima de Deus. De fato, estamos diante de um homem que foi derrotado pela soberba antes da sucessão de derrotas políticas e jurídicas que vem enfrentando País afora. No histórico dia 17 de abril de 2016, na sessão da Câmara dos Deputados que admitiu o processamento do “impeachment” da presidente da República, um parlamentar, antes de declarar o seu voto, proferiu a seguinte afirmação: “A soberba procede a queda”. O versículo bíblico diz que a soberba precede a queda, mas o parlamentar preferiu dizer que a soberba “procede” a queda. Talvez o deputado tenha querido ir além do versículo bíblico para afirmar que a soberba promove a queda do homem altivo. Semântica à parte, o preceito bíblico e o editorial do “Estadão” desafiam uma reflexão diante de algumas afirmações do orgulhoso chefão petista, como bem apontou o jornal, especialmente depois que foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos na Polícia Federal. Disse Lula naquela ocasião: “Acenderam em mim a chama de que a luta continua e de que preciso voltar a correr este país. Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo. A jararaca está viva”. O homem realmente pensa de si mais do que convém. Isso nos remete à contemplação de um outro ser, que também pensava ser igual ou maior do que Deus: “Por meio de seu amplo comércio, você encheu-se de violência e pecou. Por isso eu o lancei, humilhado, para longe do monte de Deus, e o expulsei, ó querubim guardião, do meio das pedras fulgurantes. Seu coração tornou-se orgulhoso por causa de sua beleza e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis... Por isso fiz sair de você um fogo, que o consumiu, e reduzi você a cinzas no chão, à vista de todos os que estavam observando. Todas as nações que o conheciam espantaram-se ao vê-lo; chegou o seu terrível fim, você não mais existirá” (Ezequiel 28:16-19). Qualquer semelhança não é mera coincidência. Basta perguntar a serviço de quem milita o mal neste país. Satanás está aguardando a execução de sua sentença, porque Jesus de Nazaré já esmagou a cabeça da serpente na cruz do Calvário, conforme a profecia de Gênesis 3:15. O julgamento do chefão orgulhoso ainda não terminou, na verdade, mal começou. Mas não é difícil de antever o fim. A “Bíblia” diz que a soberba precede a queda. Ou, conforme a NVI: “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda. Melhor é ter espírito humilde entre os oprimidos do que partilhar despojos com os orgulhosos” (Provérbios 16:18-19). Senhor, tem misericórdia de nós!

 

Amilton Alvares, procurador da República aposentado amilton@2registro.com.br

São José dos Campos

 

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HERPETOFILIA

 

Enquanto a jararaca estiver livre, colocando suas ideias em prática livremente, os vexames, despautérios e a baderna vão imperar. Por trás de uma presidente amalucada existe sempre uma jararaca.

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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UM DE CADA VEZ

 

Para que os processos que tramitam no País sigam seu rito natural, é necessário que sejam coordenados de acordo com a urgência e a gravidade de cada um, evitando assim que sejam tumultuados, beneficiando os interesses dos réus. Portanto, pela ordem, deveria ser decidido, em primeiro lugar, o impeachment da presidente, para que o País volte a ter um início de normalidade. A seguir, deverá ser julgada com urgência a prisão do chefe da quadrilha que vem surrupiando a economia do País e de seus seguidores que ainda não foram apanhados pelo juiz dr. Sérgio Moro. Em seguida, enquadrar penalmente todos os terroristas que estão ameaçando incendiar o Brasil, caso o chefe seja preso.

 

Edson Baptista de Souza baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

 

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QUAL O OBJETIVO?

 

Precisamos ter clareza: não se trata só de afastar Dilma da Presidência por crime de responsabilidade, tipificado com precisão e causador da pior recessão de todos os tempos. Trata-se de interromper definitivamente o plano perverso de poder do PT que nos roubou anos de progresso e avanço social. O impeachment de Dilma é apenas o primeiro passo.

 

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

 

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TEMOS PRESSA

 

A Nação brasileira precisa retomar a busca do crescimento sustentável alicerçada no princípio da verdade, da moralidade e da governabilidade, tendo como único beneficiário o povo. É preciso a convergência de ideais em torno desse único objetivo, começando pela formação da próxima estrutura da administração governamental, seja com mais técnicos e menos políticos, valorizando os do segundo e do terceiro escalões. É preciso que, muito antes de fazer oposição simplesmente por ser oposição, se pense antes na macronecessidade do País. É preciso que possamos analisar como necessários exemplos e modelos. Como um ponto de vista de exemplo de tudo isso que vem acontecendo eu daria o gesto de sr. Roberto Jefferson, que, mesmo dando um tiro no próprio pé, descortinou a existência do mensalão, assumindo a sua parcela de culpa, mas resgatou ao meu ver a sua dignidade. Como modelos de coragem, dignidade, sabedoria e profissionalismo, o dr. Joaquim Barbosa e o dr. Sérgio Moro, nossos heróis.

 

Antonio Ramos ToninhoRamos47@gmail.com

Atibaia

 

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CARTA A MICHEL TEMER

 

Torci muito para que a Câmara dos Deputados aprovasse o relatório que apontou as razões de admissibilidade do processo de impeachment, eis que me parecem amplamente demostrados os crimes de responsabilidade cometidos pela presidente Dilma Rousseff. E a imprensa já dá como certo o seu afastamento. O senhor Michel Temer tem um desafio muito grande pela frente, não só pelo estado em que se encontra a economia brasileira, como pelo desarranjo político. Entretanto, é fundamental que as suas escolhas apontem para um caminho de lisura e de probidade. Estou seguro de que, mesmo enfrentando certa resistência inicial, terá todo o apoio da população, se o rumo for esse. O contrário também é verdadeiro. Desejo-lhe sucesso!

 

Fernando Procópio de Araújo Ferraz fernando@procopioferraz.com.br

São Paulo

 

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TEMER TRAIDOR

 

Os desdobramentos do processo de impeachment mostram que efetivamente o atual vice-presidente pode ser chamado de traidor. As articulações que ele promove, mesmo desde antes do início da tramitação do processo na Câmara, mostram um comportamento inadequado para quem está no governo por dois mandatos. E, por certo, sabia dos encaminhamentos em todas as áreas. É lamentável. E como vamos ficar se a presidente for afastada?

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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AS CONSULTAS DE TEMER

 

Como diria Juan Carlos, da Espanha, por que não te aposentas, Delfim Netto?

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

 

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A DECISÃO DO PSDB

 

Mais uma vez o PSDB de FHC mostra que só pensa nele mesmo. Foi assim com Serra x Lula (abandonaram Serra no segundo turno); foi assim com Alckmin x Lula (abandonaram Alckmin no segundo turno); e agora não querem ajudar o Brasil no possível governo Temer, com medo de que dê certo. Pois bem. Se der errado, levarão a culpa por não terem ajudado. Se der certo, poderão colher os louros juntos. De qualquer forma, não serão esquecidos. Torço para que José Serra seja ministro da Saúde, pois tem competência para acabar com o Aedes aegypti, que tanto atemoriza todos os brasileiros. Ele, Serra, pode contar com a ajuda de todos os agrônomos, pois somos nós que sabemos combater as pragas. Temos expertise.

 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

 

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PRESIDENTA & PRESIDENTO

 

No caso de Temer assumir a Presidência, um de seus primeiros atos deverá ser o de revogar o decreto pelo qual a antecessora, agredindo violentamente a gramática portuguesa, criou este absurdo “presidenta”. Se não o fizer, correrá o risco de vir a ser chamado de “presidento” e, assim como a quase ex, será vítima de chacotas por todos os minimamente esclarecidos. Como segunda medida, deverá mandar fazer desaparecer aquele horroroso logotipo retangular que a “presidenta” usa como pano de fundo em seus “discursos” e junto aos logotipos das empresas públicas, ministérios e autarquias, mas que, cada vez aumentando de tamanho, encobre totalmente aqueles.

 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

 

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OS CÁLCULOS DE LULA

 

Com o jogo no Congresso liquidado (sim, as peças se movimentam, e com barulho, mas é só jogo de cena), PT (e PMDB) sabe que sua sorte agora depende do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Justiça Federal em Curitiba. A oposição, sempre incompetente (e quase pueril), ficará discutindo se participa ou não da formação do governo Temer (que continua fingindo não temer nada – e lá vai o trocadilho irresistível, mais uma vez), mas o jogo dos abutres da República é outro. Sabendo que a única coisa que Dilma ainda administra é o legado do PT e como será vista pela história, Lula aposta agora em ter seu processo criminal gerido pelo STF, e longe de Curitiba. E, ao mesmo tempo, ainda que na surdina, vai acelerar ao máximo o processo contra a chapa Dilma/Temer no TSE (a juíza relatora do processo é mais uma cria aparelhada do PT). Com isso, ele se viabiliza como candidato para a sucessão de Dilma/Temer na eleição que se seguiria à cassação de Temer pelo TSE e, se eleito, continua escapando da Justiça de primeira instância (o que neste país é quase sinônimo de impunidade) até seus crimes decaírem por prazo, assim como o que aconteceu com Collor. Vamos voltar a discutir o ministério e o programa de governo Temer?

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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URNA ELETRÔNICA

 

Em tempos de mudança, nossa jovem democracia clama por uma urna com mais confiabilidade. Um sistema que permita recontagem de votos. As maiores democracias do mundo não têm urnas eletrônicas. Por que será? Temos de pôr estas urnas para fora junto com este processo de mudanças que vem por aí.

 

João Bráulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

 

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BANDA LARGA

 

Agora as operadoras de telefonia querem aplicar na banda larga da telefonia fixa as mesmas condições da móvel. Atingida a franquia contratada na móvel, o usuário ou tem a velocidade reduzida ou fica sem sinal. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) diz que não há irregularidade nisso, mas estabeleceu algumas condições, quando deveria, na realidade, não permitir isso na telefonia fixa. Os contratos assinados até 1/4/2016 não estão sujeitos a essa regra, mas quem garante que a velocidade não comece a ser sabotada pela operadora, deliberadamente, para obrigar o assinante a mudar de pacote? Essa é a melhoria da privatização oferecida pelo governo FHC. Vai melhorar o serviço (estou esperando até hoje), haverá mais concorrência (o setor está concentrado em duas ou três operadoras, o que para mim é oligopólio) e outras promessas. Pelo visto, quando se é governo, as promessas vão para o famoso “esqueçam o que eu disse”. Temos um exemplo bem atual, na nossa cara, das promessas não cumpridas.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CONVITE À REFLEXÃO

 

Somos críticos apuradíssimos, sobre tudo: política, economia, esporte, comportamento, entre outras coisas. Será que exercitamos proativamente nossa cidadania plena?

 

Luiz Verano Freire Pontes luizverano@terra.com.br

Amparo

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