Fórum dos Leitores

CRIME DE LESA-PÁTRIA

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2016 | 03h00

Processo contra Dilma

Uma chefe de Estado que denigre seu país e suas instituições e pede sanções contra eles a países estrangeiros e instituições internacionais não deveria ser processada por crime de lesa-pátria? Não há ninguém que proponha uma ação desse tipo?

CECILIA PRADA

amaralprada@uol.com.br

São Paulo

Dois fatos históricos

2016 – Dilma pede ao Mercosul e à Unasul que apliquem sanções, que podem estender-se de políticas, econômicas e até militares, contra o Brasil. 1835 – Duque de Caxias, comandante das forças imperiais e presidente da Província do Rio Grande do Sul, respondendo à oferta do presidente Rosas de ajuda de tropas argentinas na luta contra os farroupilhas: “Senhor, o primeiro de vossos soldados que transpuser a fronteira fornecerá o sangue com que assinaremos a paz com os imperiais. Acima do nosso amor à República está nosso brio de brasileiros. Quisemos, ontem, a separação de nossa pátria, hoje almejamos a sua integridade. Vossos homens, se ousarem invadir nosso país, encontrarão, ombro a ombro, os republicanos de Piratini e os monarquistas do senhor dom Pedro II”.

ARISTEU T. DE MENDONÇA

mendonca.at@gmail.com

São Paulo

Perda de cidadania

Ao falar no exterior a jornalistas em sanção contra o Brasil, a presidente cometeu ou não crime de lesa-pátria? Isso não enseja a perda da cidadania brasileira, além de outras medidas?

PEDRO DE ALCÂNTARA AZEVEDO

ivone@azevedonegocios.com.br

São Paulo

Sem condições morais

Depois que a presidente Dilma Rousseff pediu sanções do Mercosul e da Unasul contra o Brasil, os senadores que ainda estão indecisos ou não querem responder sobre a votação do impeachment têm argumentos para decidir. Com mais este crime, de lesa-pátria, ela já não tem condições morais de governar o País.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

IMPEACHMENT

Golpe nos eleitores

A todo momento nossa ilustre presidente brande os 54 milhões de votos recebidos na última eleição para defender sua permanência no posto e, com esses números, sente-se no direito de, ruidosamente, verbalizar que se trata de golpe o processo de impedimento. Porém esquece, de forma proposital, a digníssima que isso foi em 2014. Agora, a maioria da população, traída pelo marketing do PT (partido traidor) – e isso, sim, foi golpe –, a rejeita incondicionalmente, segundo as pesquisas de opinião. Nada como um dia após o outro!

MAURO PASCHOTTO

mauropaschotto@gmail.com

São Paulo

Exortação

Petistas, ajudem o nosso Brasil. Saiam e não criem caso. Vocês estão errados.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

O mimimi de sempre

Lula falou pela primeira vez desde a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, num seminário realizado em São Paulo pela Aliança Progressista, rede de partidos de vários países, e continuou com o mesmo mimimi da Dilma, justificando o injustificável e apontando o “golpe” e as traições. Falou em vingança de Eduardo Cunha pelo fato de o PT não querer ajudá-lo no Conselho de Ética. E avisou aos participantes que ainda haverá muita luta “democrática” no País se a Dilma cair pelo Senado. Fez menção a um verdadeiro “atentado à democracia” e não se esqueceu de acusar o PSDB e FHC, entre outros. Até onde Lula, o PT e os chefões dos movimentos sociais irão com essa baboseira, que não convence mais ninguém? O Brasil precisa urgentemente ficar livre dessa súcia de impatriotas que só pensam nas delícias do poder.

LEILA ELSTON LEITÃO

São Paulo

Lula continua com seu discurso superado da “zelite” contra os pobres. Se ele gosta de estatística, que não é seu forte, verá que depois de mais de 13 anos de governos do PT temos mais pobres e desempregados que antes. Chega de empulhação.

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Corrupção

Lula disse que “quadrilha no Congresso implantou o caos”. E a quadrilha no governo implantou o quê? A roubalheira?

MARIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Tomates vermelhos fritos

A fase Lula acabou, até os vermelhos sabem. Que vão junto todos os que seguem sua conduta. O sítio, infelizmente, é só o começo.

PEDRO HENRIQUE SIGNORI

signori2009@hotmail.com

Caxias do Sul (RS)

BNDES

Patota ecológica

O BNDES lançou um Fundo de Inovação em Meio Ambiente, para financiar produtos inovadores com “pegada ambiental”. Já, já, veremos o sr. Maduro, os Castros, a filha do ditador de Angola e outros ditadores do Terceiro Mundo se tornando ambientalistas fervorosos e recebendo membros do atual governo brasileiro.

NELIO ALVES GOMES

raytomonelio@hotmail

Curitiba

DILMISTAS SALIVANDO

Recorrência

Jean Wyllys e José de Abreu não são os únicos a usar cuspe como (falta de) argumento. No Roda Viva, em 1989, o jornalista Millôr Fernandes disse que nunca brigou com Chico Buarque, mas resumiu a divergência com a frase “desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal”. Na Flip de 2014, o cartunista Jaguar relatou que Chico Buarque, ao tentar tomar satisfações num bar do Leblon e ante o silêncio de Millôr, cuspiu no jornalista. (Roda Viva: https://www.youtube.com/watch?v=OutdHvCn8Qs. Flip: http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/30/na-flip-jaguar-conta-sobre-briga-em-que-chico-buarque-cuspiu-em-millor.htm.)

CARLOS E. LESSA BRANDÃO

celb@iname.com

São Paulo

PSDB X TEMER

Hora de sair do muro

Ao não mergulhar de cabeça e coração na construção do nosso futuro próximo, o PSDB falta com sua responsabilidade histórica. Ou seja, está sendo irresponsável. E isso é inadmissível!

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O FRACASSO DO ‘TOP-TOP’

Marco Aurélio Garcia, o famoso “top-top”, pau mandado da presidente Dilma Rousseff, foi enviado no sábado à cidade de Quito, capital do Equador, para reunião de ministros de Relações Exteriores dos países que compõem a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), levando recado para que a entidade aceite moção condenando o processo de impeachment no Brasil. Resultado: o “top-top” quebrou o focinho. Paraguai, Colômbia, Argentina, Peru e Chile não entraram nessa. Estes países já começaram a conhecer melhor a “presidenta”. Pergunto: até quando essa mulher vai correr o mundo tentando desmoralizar o Brasil e as nossas instituições? Alô, Senado! Vamos acelerar o processo de afastamento desta mulher. Alô, Supremo Tribunal Federal (STF), vamos pôr esta mulher na cadeia.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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SITUAÇÃO VERGONHOSA

A manchete deste jornal no sábado (23/4) dizia que “Dilma pede sanções de Mercosul e Unasul ao País”, como resultado de suas afirmações mentirosas de que está havendo uma tentativa de “golpe” no Brasil. A “cláusula democrática” existente no Mercosul, à que a senhora “presidenta” se refere, não impediu a inclusão da Venezuela, que não é um país democrático, no bloco, sob os auspícios da presidente da Argentina e de Dilma. Mercosul e Unasul, hoje, não servem para coisa alguma, e o Brasil estaria muito melhor se não participasse desses organismos jurássicos. Torço, portanto, para que a “presidenta” tenha sucesso e sejamos expulsos das duas entidades. Sem o PT no governo e sem os alinhamentos ideológicos com o que há de mais retrógrado em alguns países latinos, talvez nos tornássemos rapidamente o país líder da América do Sul. O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, eu não conheço, agora, mandar o sindicalista Marco Aurélio Garcia, o “top-top”, para falar abobrinhas na reunião da Unasul, no Equador, é simplesmente vergonhoso. A propósito, a foto de Dilma na primeira página do “Estado”, como sempre, foi muito bem escolhida – aquela coroa de louros está o máximo. Dafne ficaria com inveja!

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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ESTADO DE DESGRAÇA

Dilma atravessa uma fase pior do que o Flamengo jogando contra o Vasco: não ganha uma. Vislumbra sua descida na rampa do Palácio do Planalto, sem a faixa presidencial, e ameaça recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Antes que recorresse ao Mercosul e à Unasul, num flagrante desrespeito à nossa soberania, recebeu como resposta uma clara manifestação de recusa à intromissão em assuntos de soberania nacional. Só evitará a descida na rampa se sair pela porta dos fundos do Palácio, mesmo assim não evitará as vaias (merecidas). Evitaria todo esse estertor se tivesse a grandeza de renunciar e sair pela porta da frente. Importante notar o estado de desgraça da política brasileira: a presidente, defenestrada; o vice empossado, mas passível de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o presidente da Câmara e o presidente do Senado com a espada de Dâmocles sobre a cabeça. “Que país é este”?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A OPÇÃO REVOLUCIONÁRIA

Só resta uma opção para os petistas: entrar em contato com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), por intermédio de Marco Aurélio Garcia, armar o exército vermelho “do Stédile”, da CUT, da UNE e fazer uma revolução para assegurar a continuidade da incompetência e da corrupção do Partido dos Trabalhadores (PT) no poder. E, ainda, libertar os heróis presos políticos José Dirceu “et caterva” e dar continuidade ao projeto socialista do Foro de São Paulo.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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MEMÓRIA SAUDOSA 

Dilma foi aos EUA vender um produto: um país com instituições capengas, imprensa e oposição golpistas, cuja presidente luta pela manutenção do Estado Democrático. Está destruindo a imagem do Brasil! O pior é ver que líderes e certos setores da imprensa internacional dão voz a esta falácia – os mesmos que projetaram Lula como sendo “o cara”. Após participar de evento promovido pela ONU, em Nova York, a presidente afirmou que “está em curso no Brasil um golpe” e emendou: “Então eu gostaria que o Mercosul e a Unasul olhassem esse processo”. Três pontos: 1) golpe é desviar dinheiro das estatais, bancos públicos e fundos de pensão para cooptar o Parlamento com o intuito de manter um projeto de poder; 2) quem deve atentar para o processo de impeachment em curso é o Supremo Tribunal Federal (STF), não organizações internacionais impetradas pelo bolivarianismo; 3) e quanto às sanções que devem ser impostas para a “democracia” venezuelana? Enfim, é a isso que hoje se resume a política externa tupiniquim. Saudosa memória do Barão do Rio Branco... 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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AFINOU

Como vimos, a presidenta Dilma Rousseff “renunciou” ao discurso que faria na tribuna na ONU (em que acusaria um “golpe” em curso no Brasil). Falou pouco e nada importante, como sempre. Tomou medidas que entendeu agora serem salutares. A comitiva, salvo engano, de 54 pessoas, habituadas, nas viagens com a presidente, aos hotéis de luxo, bebidas e comidas caras, desta vez tiveram de baixar o facho. Mais uma tentativa da presidente e de seu partido de mostrar a austeridade que nunca existiu. Afinou, estamos conversados.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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ELE INSISTE

 

Após três ministros do Supremo (até tu, Toffoli!) terem advertido a “presidenta” a não mencionar “golpe” em seu pronunciamento na ONU, e ela prudentemente ter acatado a reprimenda, eis que José Eduardo Cardozo (que age como advogado particular, e não como advogado-geral da União) continua dando entrevistas falando em “golpe”. Está prestando um desserviço ao País e manchando sua biografia. Menos, sr. Cardozo, menos...

 

Dairson Tulmann dtulmann@uol.com.br

São Paulo

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PITO

Estranhamente, mais uma vez Ricardo Lewandowski, que, como presidente do STF, deveria ter sido o primeiro a se manifestar criticando a pretensão da presidente Dilma de levar para a ONU questões políticas internas, se omite, cabendo a três ministros daquela Alta Corte passarem um pito na presidente. E o melhor é que surtiu efeito.

Gerson da Silva gersufn@uol.com.br

Sorocaba

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SANÇÕES AO BRASIL

É cada vez mais claro que Dilma e seu bando não pensam no Brasil, não pensam no povo brasileiro. Ter a coragem de pedir que o Brasil sofra sanções, caso ela perca a boquinha, demonstra claramente que “elles” só pensam no próprio umbigo.

Michelle Fel miccfe@uol.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÕES EM NY

Se os “mortadelas” aqui, no Brasil, recebiam entre R$ 30,00 e R$ 100,00 por manifestação em favor da presidente Dilma, com o manjado “não vai ter golpe”, quanto não terão recebido em Nova York? Os 50 manifestantes em frente à ONU, em Nova York, empunhavam até bandeiras do MST. Quanto terá custado aos cofres públicos, levando em consideração passagem, estadia, alimentação e a caixinha extra? Porque podem ser sem-terra, mas aqueles que lá estavam eram muito “coxinhas”, e isso não deve ter saído barato. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PREPARANDO O CLIMA

A insistente alegação da existência de golpe de Estado propalada pela presidente Dilma e pelo PT, inclusive por Lula, visa a criar clima propício para pedidos de asilo político quando começarem a ser expedidos os mandados de prisão.

Cláudio Leite de Siqueira zorsi@uol.com.br

Santos

   

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AMIGOS IMPERIALISTAS

Será que pode dar certo o chororô de Dilma Rousseff para os agora amigos imperialistas americanos?

Gustavo A. S. Murgel gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

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O FIM DO PT E DO PSDB

O PT morreu com a corrupção e o PSDB morreu com a omissão. Para Dilma, até 12/5 só nos resta dizer “tchau, querida”. Depois do impeachment, vamos torcer para que Michel Temer consiga colocar o Brasil nos trilhos novamente. Para isso, ele precisa da ajuda de brasileiros competentes, que assumam os cargos de ministros, e que estes cargos não sejam preenchidos por ministros de aluguel. Entre esses bons ministros, torço para que José Serra esteja presente. Pois, independentemente de siglas partidárias, este cara é bom e competente. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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TUCANOS E TUCANÁLIAS

O PSDB, segundo seu secretário-geral, Silvio Torres, só aceitará colaborar para tirar o Brasil da crise se Michel Temer puser em prática o projeto de governo apresentado por Aécio Neves nas eleições de 2014. Errado. Que excesso de arrogância. Não estamos em 2014, a História não se repete e a situação é outra! E, pasmem, existe a exigência de que, se algum político tucano resolver aceitar algum cargo oferecido por Temer, tem de assumir o compromisso de não se candidatar à Presidência em 2018. Que doideira, quando as plumagens afetam o bom senso, o cérebro e o patriotismo! Eu tenho como certo que essa exigência tem origem em dois bicudos obcecados pela Presidência em 2018: Geraldo Alckmin e Aécio Neves, que não admitem a possibilidade de algum político tecnocrata, combativo e criativo fazer sombra à sua imagem e jogar poeira em suas ambições. Agora é a hora de todas as siglas se unirem por amor ao Brasil, para o bem dos brasileiros e botarem mãos à obra! Chega de vaidades!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PSDB NÃO PODE NEGAR APOIO

Seria um absurdo o PSDB, que tem os melhores quadros de renomados técnicos em macroeconomia e políticos, deixar de participar de um eventual governo Temer. É neste exato momento, em que vivemos uma grave crise política e, principalmente, econômica, que os tucanos não podem fugir das suas responsabilidades! Assim como participou com muito sucesso após a deposição do ex-presidente Collor, quando apoiou o governo Itamar e com FHC ficou no Planalto por oito anos, o PSDB deve se entregar de corpo e alma na busca de soluções para recuperar as contas públicas, o crescimento econômico, o nível dos investimentos e alavancar o mercado de trabalho, etc. Não é hora para picuinhas e tampouco de ficar olhando só para 2018. Lembrando que o PSDB tem sua culpa neste desastre petista, porque não agiu como deveria como partido de oposição. E, se fraquejou, está em falta com o povo brasileiro. Além disso, para chegar bem ao pleito de 2018, os tucanos precisam demonstrar competente serviço, apoiando a provável gestão de Michel Temer.

Paulo Panossian paulopanossian@hotamil.com

São Carlos

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RECONHECIMENTO PARTIDÁRIO

A jornalista Sonia Racy (“Direto da Fonte”, 20/4) revelou que Fernando Henrique Cardoso tem dúvidas sobre a participação do PSDB em eventual governo Temer: “Se o governo for mal, será culpa do PSDB, e se for bem o mérito será do PMDB?”. E o Brasil, sr. Fernando Henrique, não merece que políticos e partidos deixem de lado os interesses menores? Não podem o PMDB e o PSDB assumir em conjunto um plano de salvação nacional?  Estamos em momentos críticos para o futuro que vamos deixar para nossos descendentes. Não é hora de brigar por reconhecimento partidário. É hora de brigar juntos pelo futuro do Brasil.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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OBSTRUÇÃO AO GOVERNO DO PMDB

O PT diz que fará oposição sistemática ao governo do PMDB. Mas a bancada petista disse que vai renunciar se a presidente Dilma sair da Presidência! Falou da boca para fora ou mentiu descaradamente, como sempre?

Maria Flavia Audrá Sala c.sala@terra.com.br

São Paulo

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O VOTO EM TEMER

Logo depois da eleição que elegeu Dilma e Temer, uma certa Universidade do ABC paulista promoveu um concurso para bolsas de estudo. Fez-se a seguinte pergunta: Como é o nome do vice-presidente do Brasil? Um certo aluno desta Pátria Educadora respondeu o seguinte: não conheço! Só sei que a esposa dele era muito bonita e usava lindas tranças. Moral desta história: cada Pátria Educadora tem a presidente e o vice-presidente que merece e em quem votou. É lamentável que agora os “petralhas” venham reclamar dizer que não votaram em Temer. Votaram, sim!

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA?

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 20/2016 (“Estadão”, 23/4, A3) é o novo formato do golpe do plebiscito bolivariano-gramsciano tentado por Dilmalula em sua posse na Presidência – disfarçado de reforma política para os incautos. Senadores que representam mais de 90% de brasileiros não petistas, acordem!

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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‘EXISTE UMA IDEOLOGIA PETISTA?’

Excelente o artigo “Existe uma ideologia petista?” (23/4, A2), do sr. Bolívar Lamounier. Sabemos que ideologia tem várias definições, como, por exemplo: conjunto de pensamentos e doutrinas de um indivíduo ou grupo orientado para ações sociais e políticas. Ao se apresentar como um partido com diretrizes “em construção”, com o passar do tempo o PT revelou-se lobo em pele de cordeiro, criticando o capitalismo e, ao mesmo tempo, nas sombras, unindo-se ao poder econômico para se eleger e se manter no governo, pois tem verdadeira ojeriza à alternância do poder. 

Marco A. C. de Almeida marco.almeidadois@yahoo.com.br

Niterói (RJ)

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‘FULGURANTE MISTIFICAÇÃO’

O texto de Bolívar Lamounier, claro, preciso e irretocável, só engrandece meu jornal. Quem nos dera contar com mais gente com as ideias e as palavras tão no lugar!

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo 

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SALADA PETISTA

Excelente artigo de Bolívar Lamounier. O PT realmente amalgamou um sindicalismo de resultados com homens de batinas, intelectuais de “esquerda” (?), egressos da luta armada sem a devida autocrítica e até ex-arenistas como Zeca do PT e Marcio Thomaz Bastos. Só poderia resultar nesta salada que se refugiou no discurso moralista até sua ascensão ao poder. Lá chegando, passou a justificar toda a sorte de malfeitos ao dizer que os outros partidos sempre fizeram o mesmo...

Marcos Amaral, professor titular de Direito Administrativo (FAAP) marcosamaral@marcosamaral.adv.br

São Paulo

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A BURLA EXPOSTA

Impecável e preciso o artigo “Existe uma ideologia petista?”. Parabéns, professor Bolívar, que precisou de menos de meia página para expor 36 anos de burla farsesca!

Marcelo Hilal marcelohilal@gmail.com

São Paulo

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DEPOIS DESTE ‘GOLPE’

Sempre achei a direita golpista inteligente. Porém, nunca sábia. Mais uma vez, essa análise se comprova. Ignoram que o que foi vivido pelo povo em bases democráticas foi real e significativo à sua condição de vida. Como tal, atuou nas suas consciências e isso já ressoa no futuro. Aliás, já vemos espelhamentos desse futuro no presente. Observem os secundaristas, os trabalhadores sem terra, as feministas, os LGBT. Só quem não quer não vê o que vem pela frente. Tanto em termos de resistência ao golpe à democracia que agora se desenvolve quanto em favor da construção de uma nova ordem política. Pode ser que levem o impeachment, pois o jogo foi muito bem armado. E a história do fortalecimento da democracia também se faz de derrotas parciais. Mas a história futura não levarão, e as próximas mobilizações lhes darão um pequeno indicativo do tamanho da força popular que terão de enfrentar daqui para a frente.

Eduarda Mendes dadamendes@gmail.com

Botucatu

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DECÁLOGO PARA UNIR OS DEMOCRATAS

No artigo “Precisamos tentar nos entender” (23/4, A2), o sr. Marco Aurélio Nogueira fez uma brilhante apresentação de dez pontos. Mas vamos acrescentar alguns de que ele se esqueceu: 11) a presidência do sr. Renan Calheiros também mancha o impeachment, e a desfaçatez dele é maior que a de Eduardo Cunha, pois está unido ao PT sem sê-lo. 12) Não haverá governo Temer se este sr. chamar políticos fisiologistas a participar no governo que se forma, sob a desculpa de formar “base para a governabilidade”. O povo quer transparência, ministros técnicos e que pensem no Brasil. 13) Todos, sem exceção, os deputados e senadores envolvidos na Lava Jato têm de ser afastados, processados e cassados o mais rápido possível. E 14) reforma política com voto distrital e redução de número de deputados e senadores pela metade e reformas trabalhista e fiscal urgente.  

Rodolfo De Bejar rodolfo@daffer.com.br

São Paulo

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‘PRECISAMOS NOS ENTENDER’

Referindo-se a Temer, o colunista Marco Aurélio Nogueira afirma: “Sua legitimidade é duvidosa, porque não claramente referendada pelo voto popular”. O sistema de voto proporcional coloca na Câmara deputados que não foram diretamente escolhidos pelo voto popular. No primeiro caso, ao menos conhecemos previamente quem ocupará o cargo do vice; no segundo, nem isso sabemos claramente. Conclui-se, assim, que impeachment nem deveria existir na Constituição, pois tem início numa Casa que tem seus componentes detentores de “legitimidade duvidosa, porque não claramente referendada pelo voto popular”, para, se aceito, colocar no poder alguém cuja “legitimidade é duvidosa, porque não claramente referendada pelo voto popular”. Com todo respeito ao insigne professor Marco Aurélio Nogueira, a sua afirmação, acima transcrita, foge à lógica do legislador constituinte. 

Silvana Cunha Gonçalves silnha@me.com

São Paulo

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ESTRADA ACIDENTADA

O provável futuro presidente vai se defrontar com uma economia nacional de pneus furados, a direção quebrada e os freios falhando, rodando descontrolado numa péssima estrada de crescente declive para um abismo, que oferece uma nefasta vista para um vale de fatal inadimplência.

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

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ORÇAMENTO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) propõe um saldo primário nulo, mas que poderá ser de menos R$ 65 bilhões, ou pior. Será possível que “continuemos fazendo o diabo”? Obviamente, um orçamento parte de algumas hipóteses de trabalho. Mas nosso “fiasco”, como ilustrado por editorial recente do “Estadão”, possui raízes profundas. Basta lembrar o que acontecia durante a gestão Mantega, caracterizada pelas apostas sem nexo, para usar um eufemismo, que o então ministro fazia (sem sucesso) para “tranquilizar” o mercado. Ora, seria algo sobrenatural acertar “na mosca” os resultados de um exercício, mas passar de uma estimativa otimista que vai se degradando ao longo do tempo, para que, finalmente, no último mês do exercício, ou até depois, se “estime” o resultado é um desrespeito ao distinto público. A Constituição cidadã de 1988 criou despesas “imexíveis”, os “direitos adquiridos” multiplicam-se, e a receita, que é uma função do PIB, parece um balão junino que vai murchando progressivamente ante o choque com a realidade. É claro que partir de um PIB estimado na base do otimismo eleitoreiro infla as receitas. As variáveis câmbio e inflação sempre foram estimadas como bons torcedores o fariam. Mas agora não há desculpa aceitável para não conseguir apresentar uma peça coerente, pelo menos no momento de sua emissão. Seguramente, contar com uma CPMF – e não importa agora discutir se esse imposto é ruim ou péssimo – ainda não aprovada não combina com a seriedade que o momento requer. Um estudante de finanças públicas de capacidade mediana poderia produzir um documento menos ridículo.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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‘DÁ-SE UM JEITO’

Excelente o artigo de Marcelo Rubens Paiva (“Dá-se um jeito”, 23/4, C8). Retrato fiel do comportamento do povo brasileiro. A maioria fica esperando aparecer um ou mais heróis que resolvam os problemas da coletividade e até mesmo os individuais. Entre os que procuram fazer alguma coisa em prol da coletividade ou mobilizar massas, uma parte significativa é composta por espertos, aproveitadores, objetivando projeção e até mesmo ganhos pessoais. Não se trata de pessimismo, mas a situação do Brasil é muito preocupante.

 

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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CONTUMAZ DESLEIXO

Uma vez mais, as forças da natureza são usadas por autoridades para justificar as catástrofes em nosso país. As culpas pelos desmoronamentos e inundações são sempre das chuvas, nunca da falta do desassoreamento dos rios, da limpeza dos bueiros, da falta de prevenção e fiscalização das encostas, etc. Ah, choveu muito mais do que o esperado! Falta é vergonha na cara. No final de 2015, uma catástrofe assolou um bairro inteiro de Mariana (MG). O rompimento das barragens da Samarco Mineradora matou pessoas, destruiu moradias e transformou o Rio Doce, piscoso, num rio amargo e sem vida – e responsável pelo desastre! Um abalo sísmico. “Uma pinoia”, a incúria dos responsáveis pelos açudes foi a causa do acidente. Abaladas estão as famílias que perderam entes queridos e suas moradias. Da mesma forma, na semana passada uma onda gigante derrubou parte de uma ciclovia no Rio de Janeiro. Mar forte com ressacas é constante naquela área. Questionado sobre o ocorrido, o secretário executivo da prefeitura do Rio, Pedro Paulo Teixeira, disse: “Imagino que a obra previsse esse fenômeno”. Presente outra vez o contumaz desleixo, verdadeiro responsável pelo desmoronamento. Será que o secretário “imagina” a dor que estão sentindo familiares das vítimas fatais? 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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UMA CARIOCADA DOS VELHOS TEMPOS

A mesma construtora que construiu a ciclovia Tim Maia, causadora da tristíssima tragédia no Rio de Janeiro, será a auditora do referido desastre acontecido na ciclovia na semana passada. A isso, quando a capital da República ainda era no próprio Rio de Janeiro, denominava-se como sendo uma autêntica “cariocada”. E de fato é mesmo! 

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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O ÚNICO RESPONSÁVEL

Não há por que gastar neurônios na procura dos culpados pelo desmoronamento da ciclovia no Rio de Janeiro. É simples. Cabe à Prefeitura fiscalizar e, por fim, fazer a verificação da obra, antes de entregá-la ao público. O alvará de funcionamento é concedido por eles. Pouco importa para as famílias das vítimas – e para o erário – o nome da empresa que construiu a ciclovia, ou se o engenheiro não previu a ocorrência de ondas fortes. O responsável por toda ela, do projeto até a entrega, é a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O resto é conversa fiada.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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QUEM EXECUTA NÃO FISCALIZA

No Exército brasileiro, a que servi por anos, vigia uma máxima sobre aquisições em geral: quem compra não paga; quem paga não recebe; quem recebe não compra. Esse é o ciclo virtuoso. A extensão desta máxima de probidade administrativa é quem executa não fiscaliza.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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AÍ TEM COISA

A Concremat, empresa campeã de obras no município do Rio de Janeiro desde que Eduardo Paes se tornou prefeito, e que foi a responsável pela obra da malfadada ciclovia Tim Maia, pertence à família do secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro, que foi o tesoureiro das duas campanhas de Paes para prefeito. Aí tem coisa... Juiz Sérgio Moro, acuda-nos!

Luiz Rapio Luiz lrapio@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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CONSTRUÇÃO IRRESPONSÁVEL

Para o secretário Pedro Paulo Carvalho Teixeira, a ressaca, as ondas, talvez o mar são “eventos novos”, desconhecidos para ele até então. Foi irresponsável a construção da ciclovia naquelas condições, eis que, mesmo com a pista convenientemente fixada nas bases, as ondas varreriam os transeuntes que lá estivessem no momento.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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SUSPEITAS EM OBRAS PÚBLICAS

Com o desabamento da ciclovia no Rio, desabam também as suspeitas de irregularidades nas demais obras olímpicas e paralelas. Até quando tais empreitadas serão em todo o País alvo de ilegalidades, como temos visto nos últimos tempos entre nós? Além das apurações judiciais estilo Lava Jato, temos de adotar em tais empreendimentos o sistema de usar companhias de seguro como responsáveis pelo monitoramento de ditas construções, única forma eficiente de evitar este mar corruptivo que envolve obras públicas no Brasil.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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HIPOCRISIA

Vendo as imagens da queda das vigas da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, vieram-me na mente a queda do viaduto de Belo Horizonte e a das vigas do Rodoanel de São Paulo, porém, como as obras de Belo Horizonte e de São Paulo foram feitas sob fiscalização de governadores do PSDB, pressuponho que terão bem menos repercussão.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CHEGA DE NEGLIGÊNCIA

Na quinta-feira, 21/4, mais uma obra de engenharia, desta vez no Rio de Janeiro, causou a morte de pessoas inocentes, que acreditaram na competência e na seriedade dos profissionais da engenharia nacional. Para quem assistiu pela televisão à repercussão do fato – um vagalhão que atingiu um trecho da ciclovia à beira-mar, construída para a Olímpiada do Rio de Janeiro, e a ergueu como se fora de madeira balsa, arrastando para o mar as vítimas que por ela trafegavam naquele instante –, não pôde deixar de ficar revoltado pelo desleixo. E para engenheiros, como eu, certamente a indignação foi maior ainda, pois, mais uma vez, uma obra causou a morte de duas pessoas e mais uma ainda desaparecida, pois sabemos de imediato que o erro, se não foi de projeto, com certeza foi de construção. Segundo engenheiros entrevistados pela GloboNews, que conhecem a obra, o erro mais provável foi de projeto. No dia seguinte, em São Paulo, um operário morreu no desabamento de uma obra, durante a simples desmontagem de um estande de vendas da Cyrella, na Vila Olímpia. São tragédias que alteram definitivamente a vida dos familiares e dependentes das vítimas fatais, sendo as declarações dos responsáveis, de que estão prestando toda assistência aos seus familiares, apenas protocolares, já que não têm como remediarem de fato o que causaram por inépcia ou ganância. E as causas de tantas ocorrências assemelhadas neste país, tantas que seria impossível relacioná-las neste espaço, são apenas uma: a certeza da impunidade. A mais grave delas, a da barragem da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, que destruiu todo o ecossistema do Rio Doce e de vasta área do Oceano Atlântico, junto da foz daquele rio, até agora, cinco meses da catástrofe, nenhum dos responsáveis foi devidamente penalizado pelo seu crime. E não adianta a Samarco se comprometer a reparar os estragos que provocou, pois foram de tal monta que é impossível estimar de imediato quanto tempo levará para recuperar aquele ecossistema. Congresso Nacional e o Executivo federal já deveriam ter providenciado legislação mais rigorosa e rápida para punir exemplarmente essas pessoas. Do contrário, continuaremos a assistir a mais tragédias desse tipo. Também o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia deveria atuar com mais rigor nestes casos e punir os responsáveis de imediato, se for o caso.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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COMPARAÇÃO

Os fatos comprovam a competência de um governo, e não há argumentos ou ideologias que consigam mudar a verdade. O governo militar, com os seus erros e acertos, construiu a Ponte Rio Niterói, 13,29 km de extensão sobre a Baía da Guanabara e com o seu maior pilar medindo 72 metros de altura, inaugurada e entregue há quase meio século, e até hoje sendo usada como no dia da inauguração. Já a Ciclovia Tim Maia, 3,9 km, que custou R$ 43 milhões, ligando os bairros do Leblon a São Conrado na encosta marítima, desabou com a força das marés após três meses da sua inauguração! Quem é o culpado? Quem pagou eu sei que foi o contribuinte carioca. E agora, após analisar a utilização dessas duas obras distintas, algum político, artista, historiador ou algum cidadão poderia fazer a comparação de responsabilidade destes dois governos?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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TUDO EM FAMÍLIA

Em diversas ocasiões afirmamos que o verdadeiro interesse em sediar a Copa do Mundo 2014 e a Olimpíada 2016 era por diversos motivos, menos o de divulgar o Brasil e ativar seu turismo. Mas, sim, representaram dois ótimos momentos com inúmeros argumentos para praticarem a corrupção desenfreada, roubando-nos, desviando e superfaturando – aliás, o que é sabido ter ocorrido e muito. Basta ver o acontecido com a ciclovia no Rio, que custou R$ 45 milhões e desabou tirando vidas inocentes. Sem dúvidas, tudo indica que houve falha no projeto por não terem previsto a devida ancoragem da pista à sua estrutura, para preservá-la de ressacas que provocam ondas gigantes ao bater na encosta, para economizar, e, desta forma, obterem margem de lucro maior. Interessante nessa história toda é que quem fez a obra foi a Concremat, que pertence à família do secretário do Turismo do Rio. Quanta coincidência, né não? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO

  

Enuncia a Súmula Vinculante n.º 13 do STF: “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, em cargo de confiança (...), viola a Constituição federal”. E contratar, por dezenas de vezes, empresa controlada por parentes de secretário de Estado, por valores iniciais multiplicados por adiantamentos, como fez o prefeito Eduardo Paes, do que resultou queda de uma ciclovia, feita de lajes pré-moldadas, com mortes, não viola princípios de nossa Lei Maior? 

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo 

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QUE ONDA É ESTA?

Os aquedutos romanos estão de pé, até o presente, há mais de 2 mil anos (!). O que, então, explica a queda de parte da Ciclovia Tim Maia, na orla do Rio, obra recém-inaugurada? As autoridades presumem, entre várias explicações, a culpa de uma tal “onda gigante”, que surpreendeu o projeto e cálculos de ilustres projetistas, de famosa construtora que é propriedade de um tal parente de... Por outro lado, o que nos surpreende a nós, pelo inédito: como é que à orla podem chegar ondas desse naipe? Balbuciei cá comigo uma resposta (tinha várias), mas a que mais se amoldou à espécie foi esta: que a onda não era uma “onda gigante”, como dizem, mas, sim, uma onda destas que solapam nosso país, um tsunami de lama, que brota da corrupção, atirada pela encosta do “propinoduto”. Ou, quando não (que é tudo o mesmo), colaram as chapas com “superbonder” vencido. De qualquer forma, mais uma vez a corrupção deixa a sua marca feroz, que destroça as esperanças e enluta lares. Ou o Brasil acaba com a corrupção ou naufragaremos todos neste quase que invencível mar de lama que nos assola e sufoca de norte a sul.  

Antônio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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NA ONDA DA DEMAGOGIA

 

A foto de primeira página do “Estado” de sexta-feira, exibindo um vagalhão arremetendo contra o ponto onde houve o acidente com a Ciclovia Tim Maia, em São Conrado (RJ), local onde duas pessoas morreram, revela, mais que a fantástica força da natureza, a colossal estupidez dos que assinaram e aprovaram mais essa iniciativa populista, na onda do “politicamente correto”. Como em São Paulo, onde as faixas privativas para bicicletas são igualmente construídas sem maiores estudos e a custos exorbitantes pelo desgoverno petista, também no Rio a história se repete, com outros administradores e outros partidos, e quem sofre são os munícipes. Ao fim, vidas são ceifadas em nome da implantação de projetos como este da ciclovia Tim Maia, feitos a “toque de caixa”, de forma irresponsável, sem atentarem para a segurança dos usuários, restando, ao fim, as desculpas de sempre e a promessa de “apuração rigorosa” das responsabilidades. Rio e São Paulo seguem presas dos demagogos de sempre. Lastimável.  

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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CICLOVIAS DA MORTE

Mais uma tragédia envolvendo ciclovias, mal planejadas, oportunistas, eleitoreiras, superfaturadas. Esse governo está conseguindo fazer a gente pegar raiva até de andar de bicicleta!

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

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MALDITOS PREFEITOS

Foram gastos R$ 45 milhões em 4 km de ciclovias, beira-mar, caiu um pedaço, três mortes. Em São Paulo, outros milhões foram gastos e temos um caos geral na cidade, que não é preparada para pedalar. Onde estão com a cabeça estes prefeitos incompetentes que jogam dinheiro no lixo e deixam prioridades tais como merenda, escolas, creches e hospitais à mingua? As cabeças devem estar nas cifras colocadas no bolso. Eu tenho a solução: cadeia neles! Só assim os incompetentes farão o necessário pelo povo, deixando os luxos de lado.

 

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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DIAS PIORES VIRÃO

A “Ponte para o Futuro” caiu no Rio! O PMDB, de Michel Temer e Eduardo Cunha, governa o Rio desde 2007. Neste período, a dívida de Estado cresceu 112%. Os servidores ainda não viram o 13.º de 2015, os salários estão sendo parcelados e a maioria está em greve, penalizando o povo. No final de 2015 o governo do PMDB assumiu dívida de R$ 39 milhões da Supervia (ferrovias) com a Light (energia). A Supervia é da Odebrecht, suspeita de pagar propina de R$ 2,5 milhões ao PMDB. Por que essa informação não vaza? Crise do petróleo? Não, crimes de gestão inepta, corrupta e fraudulenta. Parcelar salário faz escola: no Rio Grande do Sul, a moda de parcelar salário pegou. Esse é o jeito PMDB de governar. Parece que dias piores virão!

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba 

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LÁSTIMA

Além das trágicas consequências de perdas humanas com o acidente com a ciclovia/passarela da Avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro, e do desastre monumental de engenharia que representa, é, para mim, inacreditável que nenhuma menção tenha sido feita pela imprensa e autoridades com relação à localização do trecho do acidente, em cima do conjunto Gruta da Imprensa e Viaduto Rei Alberto, incólume às ressacas há mais de 90 anos e um dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio de Janeiro até os anos 60, pelo menos, que visitei inúmeras vezes nos anos 50. Patrimônio cultural do Rio de Janeiro a ser preservado e valorizado, é atualmente praticamente desconhecido da maior parte da população brasileira e carioca. Uma terrível lástima por estes três pontos de vista. 

 

José Eduardo de Assis Lefèvre jealef@usp.br

São Paulo

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UM PAÍS ‘DE MERDE’?

Recebi um e-mail bastante sugestivo que diz: “Pior que temer terrorismo praticado no Rio pelo Estado Islâmico durante a Olímpiada foi seu terrorista mais perigoso dizer que não. É um país ‘de merde’”.

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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TERRORISMO

O Brasil não precisa do Estado Islâmico para fazer terrorismo, provocando destruições e morte; o País já tem os políticos. 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte 

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SORTEIO DA MEGA SENA

Será que haverá possibilidade de a Operação Lava Jato investigar o sorteio da Mega Sena? Não é possível que ela acumule com valores altíssimos e, num determinado sorteio, apenas um apostador é contemplado. A impressão que dá é de que um volante é colocado após o sorteio. Já houve cidades onde o prêmio saiu três vezes. Creio que só a Lava Jato para investigar se há ou não uma manipulação no sorteio. Fica a sugestão.

Antonio di Stasi antoniodistasi@yahoo.com.br

São Paulo

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