Fórum dos leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2016 | 03h00

Resgate da democracia

Na Câmara o PT levou uma surra de patriotismo: 367 deputados ouviram o clamor das ruas e decidiram pela admissibilidade do impedimento. Agora no Senado será apreciada a destituição definitiva da presidente, quando serão necessários votos de 54 senadores. No embate diplomático, político, jurídico, patriótico entre o PT e as instituições brasileiras constituídas, que vença o Estado Democrático de Direito, enterrando em vala profunda o sistema de governo cleptocrata adotado, aperfeiçoado e sistematizado pela bandeira vermelha.

ROBERTO DELALIBERA

rdelalibera@gmail.com

Londrina (PR)

Ativistas pró-Dilma

Eles cospem e eu tenho vontade de vomitar.

TEREZA SAYEG

tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

Pede para sair

Dilma diz que querem sentar-se na cadeira dela, sem votos. Cadeira dela? É muita pretensão! A presidente está usando a cadeira com os dias contados, a qual deve ser ocupada por gente supercompetente, que não é seu caso. Ela não tem legitimidade, já que mais de 80% da população desaprova o seu (des)governo. O Brasil está afundando, totalmente sem controle. Pelo bem do Brasil, como diria o Capitão Nascimento, pede para sair, Dilma!

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Sob nova direção

A atual crise econômica é resultado das políticas erradas adotadas pela presidente Dilma, que pôs o País num círculo vicioso: menos produção, menos arrecadação, mais impostos, menos empregos, fechamento de milhares de empresas. Precisamos salvar a galinha dos ovos de ouro – artigo de Pedro Parente ontem no Estadão (A2) – e incentivar o setor produtivo a acreditar novamente no Brasil, voltar a investir e crescer. Aí os empregos voltarão e a arrecadação também voltará a crescer, contribuindo para que o Estado pague suas dívidas e volte a investir nos setores fundamentais para a sociedade mais carente: educação e saúde. Em breve o Brasil estará sob nova direção e vamos torcer para que o futuro presidente e sua equipe ministerial consigam repor o Brasil nos trilhos e mudem o discurso: não à CPMF ou qualquer outro imposto e sim à redução de desperdícios e roubalheiras. O povo brasileiro fez a lição de casa e foi para as ruas pedir o fim desse desgoverno. Agora a próxima administração precisa também fazer sua lição de casa: cortar despesas, administrar melhor os recursos públicos e incentivar o setor produtivo, com menos juros e mais credibilidade.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Ao assumir a Presidência, Temer comece imitando o presidente da Argentina: cortar despesas inúteis: funcionários fantasmas, dinheiro para Cuba, salários exorbitantes e outras no gênero. Daí, em três meses os resultados começarão a aparecer.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Galinha em coma

Ufa! Até que enfim leio um artigo contra a criação de mais impostos. Parabéns ao articulista! O que temos lido nos últimos tempos são comentários de economistas/financistas (em cujo rol se inclui o sr. Henrique Meirelles) dizendo que não há saída sem a volta da CPMF e mais outros impostos. Cheguei a ficar com pena de países europeus (Alemanha, Inglaterra, Noruega, Suécia, etc.) que têm suas contas equilibradas, com prioridade no controle dos gastos, pois fatalmente, de acordo com o que preconizam esses especialistas, estão totalmente errados e vão afundar... Excelente, sr. Pedro Parente. Temos boas lembranças de seu tempo com FHC. Ah, parabéns também ao Estadão pela nova coluna sobre política.

M. MENDES DE BRITO

voni.brito@gmail.com

Bertioga

Confiança x excesso legal

Muito elucidativo o artigo de Pedro Parente, que em dado momento conclui: num país onde falta confiança, mais fatos da vida social deverão ser regrados, tornando-se fatos jurídicos, isto é, inflacionando o formalismo da legislação. Assim ela se torna excessiva, invasiva, proibitiva. Veja-se a paternalista legislação (getuliana ainda!) trabalhista. “In dubio pro misero”, OK. Mas qual é o ônus social do emprego formal? E o monte de regras que devem ser atendidas? É um absurdo! Nem os operadores do Direito conseguem correr atrás das leis, dos decretos, portarias, instruções normativas, das chamadas “normas coletivas”, de categorias, oriundas de convenções e dissídios coletivos, súmulas judiciais... Enfim, até as locações de serviço (terceirização) são atingidas, envolvendo responsabilidade do tomador de serviço pela inadimplência do locatário da mão de obra. É apenas um exemplo. Um único exemplo da condição kafkiana do Judiciário brasileiro. Uma pena.

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Quem pagará a roubalheira

O grupo que apoia o Temer insiste em desvincular do salário mínimo a miséria que é a aposentadoria pelo INSS e acabar com os gastos obrigatórios em saúde e educação. A aposentadoria do serviço público, com perto de 1 milhão de beneficiários, tem um déficit maior que o dos mais de 40 milhões de aposentados do INSS. A monstruosa e inútil máquina pública brasileira consome, para se manter, mais de 90% dos recursos do País e seus servidores nunca ficam desempregados. Os aposentados desse “serviço público” recebem salários muito superiores aos do INSS e têm reajustes idênticos aos da ativa. Eles têm o “direito adquirido” de receber esses salários totalmente fora da nossa realidade, enquanto o resto paga a conta, passando imensas dificuldades para sobreviver e com o vergonhoso SUS e a educação nota zero. Que tal reavaliar esses tais “direitos adquiridos” e cobrar de quem pode pagar?

AIRTON MOREIRA SANCHES

moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

NA UNASUL

Retificação

Ao contrário do que se afirma no artigo Governo e PT atacam o Brasil (26/4, A2), não houve carta do assessor internacional da Presidência da República formalizando pedido de aplicação da cláusula democrática contra o Brasil. Segundo se sabe – já que não há relato oficial do encontro –, o assunto teria sido discutido com o secretário-geral da Unasul, que enviou carta – de conhecimento das autoridades brasileiras – aos ministros do Exterior e presidentes dos países-membros pedindo os bons ofícios para preservar a ordem democrática no Brasil.

RUBENS BARBOSA

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O PT NÃO SURPREENDE

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou em São Paulo, na segunda-feira, no Hotel Maksoud Plaza, um evento de que participaram lideranças socialistas e sindicais de outros países, além, é claro, da participação do ex-presidente Lula, que reconheceu que o partido falhou. O presidente do PT, Rui Falcão, aproveitou para falar suas bobagens, por exemplo: que o vice-presidente Michel Temer já está cortando direitos civis e sociais. Não surpreende. Se não falasse bobagens, não seria presidente do PT. É condição “sine qua non” para ocupar o cargo. A propósito, de onde é que saiu o dinheiro para este evento? 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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FINAL DE FEIRA

É questão de ponto de vista: duas reuniões importantes aconteceram em Brasília no último domingo. Uma, do vice-presidente Michel Temer com os melhores economistas do País, preocupados em como “salvar o Brasil dos sérios problemas econômicos” por que passamos. A outra, da “presidenta gerenta incompetente” Dilma Rousseff com o advogado-geral dela, preocupados em “como salvar o PT do que chamam de golpe”. Depois não querem que o impeachment aconteça definitivamente. Este governo está em final de feira mesmo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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POPULISMO

Enquanto a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner solicita o afastamento do juiz que a convocou para depor em caso em que é acusada de corrupção, por aqui, Dilma Rousseff pede a intervenção do Mercosul e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) no que ainda insiste em chamar de “golpe”, o seu provável e legítimo impedimento, e, mais ainda, já anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o impeachment se concretize no Senado. Parece que presidentes e ex-presidentes populistas padecem de uma certa soberba que os impede de aceitar a Constituição que juraram obedecer quando foram empossados. Por esta e por outras, não deixarão saudades ao saírem da História. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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BOA IDEIA

 

Após o discurso moderado na tribuna da ONU, a presidente Dilma, em entrevista para jornalistas, disse que conclama o Mercosul e a Unasul a reagirem ao “golpe”. Lembrando, que após o impeachment de Fernando Lugo da presidência do Paraguai, em 22 de junho de 2012, o Paraguai foi afastado pelo Mercosul no relacionamento com a maioria dos países latino-americanos, o que resultou de imediato num aumento do seu PIB de 14,1% em 2013. Como o Brasil faz parte do Mercosul, que é um bloco mais ideológico do que comercial, e se for sacramentado o impeachment de Dilma, seria uma boa ideia o Brasil ser afastado do Mercosul e, assim, se aproximar de vez da eficiente Aliança do Pacífico (Chile, Peru, Colômbia e México) .

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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DILMA, ‘GOLPE’ E DISCURSOS

Foi com imensa satisfação que ouvi a presidente dizer que, se tiver “golpe” – que somente ela e os petistas reconhecem –, vai pedir sanções do Mercosul ao Brasil. Então, já imaginaram Dilma fora e o Brasil podendo negociar com as verdadeiras potências europeias e com os Estados Unidos, e se esquecer da Venezuela, da Bolívia, etc.? É muita coisa boa de uma só vez.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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CRIME DE LESA-PÁTRIA

O crime de lesa-pátria é aquele praticado contra o interesse ou patrimônio público, para atender a interesses particulares. Dilma o vem praticando há algum tempo, como a malversação do dinheiro público, esbanjando recursos do Tesouro em benefício de países alinhados ideologicamente. Na semana passada, ao participar da Conferência do Clima, em Nova York, deu uma entrevista solicitando sanções do Mercosul e da Unasul, braço armado dos países latino-americanos, no Brasil, em razão da tentativa de “golpe” que ela diz estar sofrendo. Com essa medida, ela vai de encontro aos interesses nacionais, incidindo nos crimes de lesa-pátria previstos no art. 5 da Lei 1.079/50 e no art. 85 da Constituição federal, que versa sobre crimes de responsabilidade do presidente da República. Pobre é o país cujo maior mandatário mostra-se contrário a ele. Isso me faz lembrar Luis Carlos Prestes, que em 1935, durante a Intentona Comunista, deixou bem claro que, em caso de guerra entre o Brasil e a antiga União Soviética, ficaria do lado desta. Com a palavra, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal. 

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATÉ QUANDO?

A ficha da presidente Dilma ainda não caiu e ela segue em sua saga de vítima de um “golpe”, imaginário que criou e não larga mais. Tem a certeza de que sofrera esse golpe e pede sanções internacionais contra o Brasil, que ela própria preside. Numa atitude delirante, mente sem constrangimentos, o que nos faz concluir que está enferma, possuída de mania de perseguição. 

Leila E. Leitão

São Paulo

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DE QUEM É O GOLPE?

Por que o governo petista não reconhece o vice-presidente, Michel Temer, como habilitado para substituir a presidente em caso de seu impedimento? Alegar que Temer não foi eleito é um golpe que não tem tamanho. Cumpre observar o que diz a Constituição no seu art. 79: substitui o presidente, em caso de impedimento, e sucede-lhe, no de vaga, o vice-presidente da República. Simples e pronto. Ocorre que, para o PT, quem tem de levar vantagem são eles. Se, durante os mandatos de Lula, FHC e mesmo de Dilma, houvesse óbito de um deles, quem assumiria? A sucessão ocorre nos casos em que a impossibilidade de exercício do cargo é permanente, seja pela morte, pela renúncia, pelo impeachment ou por qualquer outra razão que impeça o presidente de retornar ao exercício efetivo de seu mandato. Os casos do Tancredo Neves e Fernando Collor foram de sucessão. Nesses casos – sucessão –, o vice-presidente da República assume (Sarney e Itamar, lembram-se?). É bom parar com este discurso barato que não leva a lugar nenhum. À situação interessa prorrogar, polemizar e causar atraso no processo. Infelizmente, nestas horas, vemos que estes “caras” não estão preocupados com o País, e, sim, com seus bolsos. Apesar de termos uma população sem interesse e sem vontade de lutar pelo Brasil, boa parte já conseguiu mostrar às excelências que as ruas sabem impor sua vontade. O Brasil precisa mudar e quem determina é o povo. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DEPOIS DA TEMPESTADE, O DILÚVIO?

Qual é a ideia da presidente Dilma Rousseff: continuar na Presidência ao arrepio da lei e, depois dela, vem “o dilúvio”, ou seja, Lula?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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A LEGITIMIDADE DA ELEIÇÃO DE 2014

Discordo veementemente do leitor sr. Hilo de Moraes Ferrari (“Estadão”, 23/4), quando diz que todos concordam com que Dilma foi legitimada pelos votos e que isso ninguém questiona. Infelizmente, a esmagadora maioria dos eleitores brasileiros não gosta de acompanhar a política nacional no dia a dia. Para refrescar a memória de todos, quando o ministro Dias Toffoli assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a primeira coisa que fez foi trocar todos os seus funcionários, colocando ali gente de sua “confiança”. Antes das eleições, um jovem hacker dentro do TSE comprovou que as urnas tinham um dispositivo que possibilitava fraudes, e isso foi mostrado nas redes sociais. Mas não há como comprovar se a urna foi fraudada ou não. Reclamações houve muitas, inclusive com abertura de urnas para iniciar o processo eleitoral apresentando votos já computados. Para mim, e acredito para muitas outras pessoas, essa eleição foi fraudada, sim. 

Walter Simões waltersimoesdx@hotmail.com

Santos

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GOLPE DE MISERICÓRDIA

Nos 126 anos de República, com raríssimas exceções contadas nos dedos de uma mão, o País não teve a ventura de governos que mereçam destaque muito positivo, infelizmente. Com efeito, a (má) gestão Dilma já pode ser considerada, de longe, a pior de todas, tendo posto a Nação de joelhos, enfrentando a mais severa e aguda crise política, econômica, institucional e moral de todos os tempos. Que o impeachment, constitucionalmente previsto na Carta Magna, seja, de fato, o definitivo golpe de misericórdia neste sórdido e corrupto desgoverno de quinta categoria, que pedalou o País para trás, como nunca antes em sua história. Sua queda será um bendito golpe de sorte para o Brasil. Depois de aprovado no salão verde da Câmara dos Deputados, que o seja igualmente no salão azul do Senado Federal, o quanto antes. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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TEMER E OS PROTESTOS

 

A residência de Michel Temer, vice-presidente da República (PMDB-SP), na capital paulista, já está servindo para protestos, local onde 80 pessoas socorreram-se no fim de semana, inclusive, de pichação. Entendem os manifestantes que o local merece ser chamado de Quartel-General do Golpe. Obviamente, para esses protestantes, não há Constituição e o STF não existe, porque o instituto do impedimento consta da Carta Magna e a nossa Suprema Corte já se manifestou, por diversas vezes, na direção de que o impeachment não consubstancia nenhum golpe. Entretanto, os lulopetistas sofrem de cegueira conveniente e de fixação de ideias.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A TRILHA DO DOMÍNIO

Na primeira vez eles nos enganam, nos iludem com mentiras e conquistam o poder. Difamam os opositores, perseguem a analista financeira que tenta nos alertar do perigo. Exigem sua demissão e são atendidos de imediato em conluio com os banqueiros. E não fazemos nada, calam os analistas num silêncio omisso e comprometedor. Sindicatos e associações se mantêm em conluio interesseiro. Na segunda vez, já não se escondem. Corrompem o Parlamento, aparelham o Estado, subornam os miseráveis. Interferem nos meios de comunicação, impõem seus poderes de patrocinadores. Definem os artigos, editais e noticiários. Demitem os jornalistas opositores. E continuamos calados, omissos, desinformados. Até que um dia, acusam os defensores da Pátria de golpistas e conspiradores, deturpam nossa democracia, desmoralizam nossas instituições, destroem nossa indústria, criam uma nação própria parasita como escudo, roubam nossos sonhos dos justos, eliminam a esperança num novo Brasil e, conhecendo nosso medo e a fraqueza dos nossos defensores, arrancam-nos a voz da garganta, maculam a nossa Pátria mãe gentil. E já não podemos dizer nada. 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente 

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SENSO DE REALIDADE

As últimas falhas de comportamento de Dilma Rousseff, como não aceitar a votação favorável de impeachment feita pela Câmara legislativa com o rito traçado e aprovado pelo STF, a rejeição da enorme maioria dos brasileiros e sua condenação pelas pedaladas fiscais que levaram ao caos a economia, mais sua insistência fantasiosa de que houve golpe e sua intenção de levar essa falsa interpretação para o exterior, vitimizando-se ao máximo, levam-nos a crer estar havendo séria perda de senso de realidade da referida senhora para manter-se a qualquer preço na Presidência da República. Seus ditos amigos e seu círculo mais íntimo deveriam desencorajá-la dessa perigosa abordagem, pois isso só lhe acarretará mais sofrimento e humilhação com a previsão de certeza da aprovação de impeachment no Senado Federal. Há momentos em que a luta é inglória e em vão. E é inteligente e sábio saber reconhecer e retroagir nesses momentos. Levantar o queixo sempre é desejável, mesmo para uma presidente da República.

Regina Ulhôa Cintra regina.cintra@yahoo.com.br

São Paulo

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NUNCA MAIS

Uma nova “presidente”, se eleita, será sempre bem-vinda. Mas “a presidenta”, nunca mais.

Wagner Eiji Terasaka baraowagner@hotmail.com

São Paulo

  

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PRESIDENTE DO BRASIL

O Brasil precisa é de um PRESIDENTE, e não de um “presidento”.

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

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INDISCUTÍVEL BOM GOSTO

Queiram ou não, em termos de Palácio do Planalto, Jaburu, Alvorada ou outro qualquer, que o visual está mudando, e para melhor, isso está, e é incontestável!

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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O IMPEACHMENT NO SENADO

Agora, que o processo está no Senado, será conduzido, em sua fase inicial, pelo presidente da Casa, que também é acusado em inúmeras ações no STF. Não obstante, o sr. Renan Calheiros já foi chamado ao Planalto para se acertar com Dilma. Como é aliado, tudo bem! Decididamente, não é possível que o País siga governado por gente desta espécie. Não é possível!

Hugo Jose Policastro hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos

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APELO A RENAN CALHEIROS

O desfecho deste governo está pendente da atuação de Renan Calheiros. Que ele leve em consideração a situação dolorosa pela qual passam famílias com membros desempregados. Só no mês de março foram mais de 118 mil. Em abril, será repetido esse número, se não for mais. Renan Calheiros, ao deitar-se, deve pensar ao menos cinco minutos nestes brasileiros desamparados que dependem de um novo governo para ao menos ter esperança de dias melhores. 

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

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O VOTO DOS SENADORES

Depois do espetáculo lamentável e deprimente que nossos deputados promoveram durante a votação do impeachment, no dia 17/4, não só para o País, como para o exterior, esperamos que os senhores senadores apresentem um comportamento digno e civilizado tanto nos debates quanto nas votações. É o mínimo que se espera de quem ocupa um dos mais altos cargos da República.

Gerson S. Monteiro gersufn@uol.com.br

Sorocaba

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POLÍTICA E EDUCAÇÃO

Muito se tem falado sobre o decepcionante comportamento dos deputados no Congresso Nacional no dia da votação sobre o processo de impeachment contra a presidente da República.  Quem colocou os deputados lá em Brasília foram os eleitores. Portanto, cada um dos brasileiros é conivente com o desempenho do deputado que elegeu. Infelizmente, a maioria não se lembra em quem votou. Educação de base deficiente é um dos principais fatores que favorecem a eleição de políticos despreparados. O PT gaba-se, entre outras coisas, de ter colocado o pobre na universidade. Chegar ao nível superior sem um ensino fundamental consistente permite a compreensão do que diferencia o Legislativo do Executivo? Outro dia, uma amiga professora, formada em pedagogia, perguntava o que é um agente legislativo. Além do eleitor despreparado e desconectado da sua responsabilidade com o desempenho de quem elege, as leis eleitorais não exigem que o candidato tenha um diploma. Basta saber ler e escrever. Reforma política já! Voto distrital já!

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

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O PSDB E O FUTURO GOVERNO

Este PSDB não aprendeu nada com as sucessivas derrotas a que vem sendo submetido. As já tradicionais brigas internas enfraquecem o necessário apoio do partido ao governo Michel Temer, mesmo sabendo que o que está em jogo não é o futuro político do PMDB, mas a salvação do Brasil. Certamente, serão cobrados por isso na próxima eleição e ficam cada vez mais distantes de merecer voltar a governar o País.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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SOBRE O MURO

Já começou a confusão tucana. Ir ou não ir para o possível governo Temer? Depois de tantos anos na oposição petista, inclusive com críticas e ensinando como deveria ser, a tucanada, quando tem a oportunidade de participar de um projeto de reconstrução nacional, projeto, frise-se, dada a exiguidade de tempo até que se confirme em definitivo, mostra-se preocupada consigo própria na eleição de 2018. É no mínimo preocupante o presente comportamento. Temem o fracasso do governo Temer e que os envolveria? Ou, no caso de sucesso, como esperado, os méritos seriam do PMDB? Afinal, ficar no muro está mostrando a verdadeira vocação tucana, em prejuízo dos interesses do País na hora em que mais precisamos de todos, sobretudo de um partido que tem gente competente, com a obrigação de colaborar com o esperançoso novo governo.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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O JOGO ACOVARDADO DO PSDB

A posição do PSDB neste momento é a de não participar da formação do governo, apenas apoiá-lo. Parece bonito. Não ao fisiologismo! A conversinha mole da ala menos pueril do PSDB é “se der certo, PMDB ganha. Se der errado, PSDB perde”. Como? Mas o PSDB não participou da formação do governo Itamar (também do PMDB)? Mais do que isso, não liderou, através de FHC, as áreas mais sensíveis e de maior necessidade de mudança no governo Itamar? E a probabilidade de dar errado um plano pirotécnico (gente, vamos combinar, foi pirotécnico) para eliminar a inflação foi menos arriscada do que um eventual pacote de mudanças para arrumar o estado da herança petista? Acho que não. Aliás, tenho certeza de que não! Só que, ao contrário dos efeitos claramente benéficos para a totalidade da população dos efeitos advindos do controle de um ambiente hiperinflacionário, o remédio agora terá um gosto muito ruim na boca de largas, enormes parcelas da população brasileira. Como é bem provável que até 2018 os efeitos benéficos das medidas impopulares não sejam claramente sentidos pela população, isso afeta diretamente o resultado daquelas eleições e, portanto, os planos do PSDB. Isso, sim, é o “dar errado” a que o PSDB se refere... Aliás, além disso, existe a batata quente do processo movido contra a chapa Dilma-Temer, que muito provavelmente levará Temer a se juntar a Dilma em férias políticas permanentes, e que atrapalha todo o cálculo do timing da “cura” dos efeitos negativos das medidas que precisam ser tomadas. Ou seja, no limite, se todos tiverem a mesma postura acovardada do PSDB (que ainda é percebido como líder da oposição), o governo Temer (ou qualquer outro que venha a conduzir o País até 2018) não tem absolutamente nenhuma chance de sucesso, e o País só tem uma pequena possibilidade de começar a sair dessa crise, lá por 2020. Procura-se um estadista!

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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MEDO DE QUÊ?

Que é isso, PSDB? Está com medo de quê? O PMDB, partido de que também não gosto, está precisando de ajuda, há muito estamos pregando união pela Pátria contra os desmandos praticados pelos petistas que em pouco tempo acabaram com o Brasil. Ponha a cara para bater, pois você não está sozinho. O País todo sabe que o estrago foi e está sendo muito grande. Precisamos de urgência. Todos sabemos que cada operação será invasiva, mas o que arde cura. Coalizão rápida.

 

Eduardo Módolo eduardomodolo@yahoo.com.br

São Paulo

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OS TRÊS PATÉTICOS

São eles o economista da Mooca, o anestesista de Pindamonhangaba e o garoto de Ipanema. Todos do mesmo partido. São os maiores responsáveis pela ascensão do PT. Desde a sucessão de FHC, nunca fizeram oposição partidária, fazem sempre oposição entre eles. Quando um concorre, os outros dois se omitem ou, o que é pior, trabalham contra. Se tivessem espírito partidário e cívico, teriam se unido, cada um deles já teria sido eleito presidente e o Brasil não estaria no caos em que hoje se encontra. Na atual situação, ao invés de procurarem colaborar para uma solução, preferem continuar olhando para os próprios umbigos, analisando o que mais lhes convém, esquecendo o que convém ao País! O povo está fazendo a sua parte e vendo o que vocês estão fazendo, ou, melhor, deixando de fazer. Não serão esquecidos!

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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DIVERGÊNCIAS

É correto o PSDB ter divergências entre seus participes. Diria até pertinente, para que se desenvolva o bom debate. O que não é nada produtivo e muito nocivo é que conhecimento se faça, pela ampla divulgação, dessas divergências pela mídia.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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PRESSÃO DA IMPRENSA

Cumprimento o jornal “Estado” pela extrema oportunidade do editorial “Falta de espírito público” (24/4, A3) nestes dias dramáticos que estamos vivendo. Fez-me lembrar, com saudade, de Julio de Mesquita Filho, que não deixava de escrever não o que o Brasil queria ler, mas o que precisava ler. É importante lembrar que o PSDB, da mesma forma que o PT, não tem nenhuma preocupação além dos seus interesses eleitorais há quase 20 anos! Antes da manifestação de Aécio Neves, já tinha se antecipado, no mesmo sentido, o nosso governador Geraldo Alckmin.  Mudar o espirito público de um partido só mesmo a alta pressão da mídia e, em especial, do “Estadão”.

 

Julio Cerqueira Cesar Neto julioccesar@uol.com.br

São Paulo

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ESPÍRITO PÚBLICO

Tanto o editorial de 24/4 quanto a jornalista Eliane Cantanhêde reclamam de que os caciques do PSDB deveriam atuar com mais responsabilidade em face da crise política, ocupando espaços na linha de frente do futuro governo Temer e não somente provendo o necessário apoio no Congresso.  Entendo perfeitamente o prurido e as reservas do partido e de homens de bem em participar de um governo que terá em seu “núcleo duro” um número significativo de indivíduos comprometidos até o pescoço com denúncias seríssimas de corrupção e que, até o presente momento, parece que irá também lotear cargos na administração para aplacar a fome nada republicana de seus “aliados”. Tudo isso sem nos esquecermos da figura do deputado Eduardo Cunha, cuja ficha corrida não precisa ser mencionada. Com certeza não se trata de “Falta de Espírito Público”.  O vice-presidente precisa legitimar-se pelas atitudes realmente. O seu governo é ansiosamente esperado pela nação. Neste sentido, deve blindar a operação Lava Jato, promover uma faxina geral, desaparelhar a máquina estatal e ter a coragem de desligar-se de amigos para que esses paguem por aquilo que fizeram. Isso lhe trará apoio popular legitimo e vigoroso, o qual, como visto até agora, é dotado de uma força insuspeita.  Coragem, professor!

Michael Altit maltit@mfra.com.br

São Paulo

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ESTAMOS FARTOS

Parabéns pelo excelente editorial de 24/4 sob o título “Falta de espírito público”. Da “classe” política não se pode esperar grande coisa. Resta-nos a esperança de haver alguns estadistas escondidos por aí, para tentar salvar esta República tão maltratada pela mediocridade, pela imoralidade e pela torpeza. Dos demagogos e dos “próceres” estamos fartos. Queremos homens de Estado. Se os houver, que apareçam, para ajudar o governo interino. Para 2018 temos muito a fazer.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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O PARTIDO E OS ELEITORES

O PSDB, com algumas exceções, continua a pensar no partido, em vez do Brasil. Importante lembrar de seus eleitores.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FHC E O GOVERNO TEMER

No meu tempo havia um ditado que dizia “pelo dedo se mede o gigante”. Lula não tem e FHC mostrou que o seu é o mindinho!

Jose E. Bandeira de Mello josedumello@gmail.com

São Paulo

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SAUDADES DO PÓS-COLLOR

Haverá alguém ao estilo “despojado” de interesses chegados à mesquinharia no PSDB capaz de ser brasileiro de fato? Tenho saudades do pós Collor...

Ricardo Muniz ricmuniz45@me.com

São Paulo

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A PARÓQUIA

Diferentemente do caso Collor, este processo de impeachment nos reserva uma situação de indefinição mais longa, agitada e, consequentemente, perturbadora. São ossos do ofício. Há que enfrentá-la e dar solução a ela, seguir adiante. A máquina burocrática administrativa segue indiferente a regime ou a governo. Necessitamos, portanto, urgentemente, de direção. Isso só será possível com governantes que saibam ouvir antes de decidir. De unir ao invés de dividir. As ações a serem anunciadas e efetivadas devem “pegar”, ou seja, serem aceitas como válidas pelos vários segmentos que compõem a sociedade. Neste momento de transição, temos de evitar a pequenez de pensamento. Evitar espaço para corriolas, picuinhas e intolerância. É preciso refletir e concluir que o País é bem maior que o espírito paroquial adotado na política comum.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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NA BABEL TUCANA

A proposta que está sendo discutida no PSDB é a de dificultar a participação dos seus membros no provável governo do vice, Michel Temer (PMDB). Não dá para entender, no momento, o País necessita das melhores cabeças pensantes e de uma união nacional para sair deste atoleiro causado pelo PT. Mas o PSDB, como sempre, demonstra as suas rachaduras internas e ninguém fala a mesma língua.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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O PSDB CONTRA TODOS NÓS

Enquanto todos aguardam um governo de união nacional, com ministros que façam a diferença, o PSDB, incluindo FHC e Aécio, prefere guardar suas joias para 2018. Eles continuam pensando neles próprios, nunca no bem do Brasil. Que pena!

José Lucio Maradei Luciomaradei01@gmail.com

São Paulo

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BRASIL UNIDO

No momento em que nos encontramos, melhor fariam calar a boca aqueles que veem pelos na eventual-quase certa gestão Temer. Não que problemas não existam. Existem, sim, e muitos, mas Temer, infelizmente, não dispõe de uma varinha de condão para num “abracadabra” colocar o País nos eixos. O que vejo no meu entorno, em redes sociais e no posicionamento de algumas autoridades de proa, sobretudo no PSDB, é uma certa reticência quanto ao futuro governo. O PSDB sempre foi considerado jocosamente um partido “em cima do muro”. Chegou a hora de descer e colaborar efetivamente. O que precisamos, na verdade, é cerrar fileiras em torno dele, seja como cidadãos cerrando os cintos se necessário, seja como políticos capazes participando ativamente do governo. Um pouco de espírito público não faz mal a ninguém, mesmo que à primeira vista venha a embaralhar aspirações futuras. Precisamos de toda força aqui e agora. O passado se foi, o futuro a Deus pertence. E, se não contribuirmos para a fase presente, quem dirá que haverá melhores oportunidades à frente? Não há mais lugar para reticências, para especulações estéreis. Ou vamos todos juntos e assumimos o risco de vencer ou sucumbir, ou nos dispersamos e sucumbiremos inexoravelmente. Brasil unido jamais será vencido. Nada original, mas verdadeiro.

Marisa Dardé Sampaio Amaral gataradama@gmail.com

São Paulo

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ADEUS AO PT E AO PSDB

O PT, após 13 anos de desgoverno e corrupção, morreu. E levou junto o PSDB, oposição fraca e incompetente, com briguinhas de comadres entre os seus caciques. Desde o segundo mandato de FHC, voto em candidatos do PSDB, mas atualmente estou desanimada e pretendo votar em branco em outubro, próxima eleição para escolher prefeitos e vereadores. Sinceramente, eu espero que até 2018 muitos políticos definam o seu futuro: que Lula fique com o PT, Aécio fique com o PSDB, que Serra seja mais esperto e vá para o PMDB e que Alckmin vá para o PSB. Aí, quem sabe, em 2018, eu deixo de protestar e volto a votar. Hoje, eu estou lutando por um futuro melhor para o Brasil, participando de todas as manifestações e desejando enterrar o PT e o PSDB. Mas estou sem opção de escolha em 2018, pois, assim como não votei no caçador de marajás, Collor, jamais votarei no caçador de gays, Bolsonaro. Enfim, na falta de uma boa opção, voto em branco, pois me recuso a votar no “menos pior”.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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R$ 2,88 TRILHÕES DE DÍVIDA

A dívida pública federal brasileira alcançou R$ 2,88 trilhões no mês de março. A presidente da República, Dilma Rousseff, deveria explicar, em cadeia de rádio e televisão, os motivos de avanços tão significativos, no rombo de sua gestão. Os empreendimentos superfaturados, a péssima administração, o precário planejamento e também a gastança desenfreada da máquina federal são os principais fatores que nos levam a esse patamar de endividamento. Temos dezenas de ministérios, moradias funcionais de luxo, abusivos gastos em cartões de crédito corporativos, viagens caríssimas para todos os cantos do planeta, luxuosos hotéis, nababescas refeições regadas a vinhos premiados, somente para citar alguns desnecessários gastos da corte brasileira. Enquanto isso, os contribuintes continuam enchendo os cofres públicos, num negro período de alta inflação e crescente desemprego, em todo o País. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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O EDITORIAL DA ‘THE ECONOMIST’

A quem interessar possa, escrevo esta carta para comentar o editorial da revista “The Economist” a respeito do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A publicação afirma que “toda a classe política decepcionou o País por meio de uma mistura de negligência e corrupção” e que “as raízes da disfunção política do Brasil remontam à economia baseadas na escravidão do século 19, à ditadura no 20 e a um sistema eleitoral falho”. Em grande medida, as afirmações estão corretas. No entanto, nenhuma delas exime a sra. Rousseff de responsabilidade pelos malfeitos de seu governo. Ela e o Partido dos Trabalhadores (PT) devem ser responsabilizados. Ainda que, como afirma “The Economist”, muitos parlamentares enfrentem denúncias de corrupção, estes são os únicos líderes de que dispomos. Como Dilma, eles também foram legitimamente eleitos. E somente eles estão autorizados a destitui-la constitucionalmente. Diferentemente do que afirma o editorial, a contabilidade criativa posta em prática pelo governo não é mera tecnicalidade. Por um lado, falsear as contas públicas destruiu a credibilidade da política econômica, causando expectativas negativas nos agentes econômicos. Por outro, as chamadas pedaladas fiscais demonstram o desprezo do PT pelo princípio da transparência. Quanto à assertiva de que um eventual governo Michel Temer seria pior, ninguém pode ter certeza. A crise instaurou um clima de incerteza que inviabiliza esse tipo de previsão. O amplo apoio da opinião pública ao impeachment demonstra que os brasileiros estão ao menos dispostos a dar o benefício da dúvida ao vice-presidente. Por fim, embora eu seja simpático à convocação de novas eleições (algo defendido pela revista), isso seria inexequível, como afirmou Dora Kramer em coluna recente ao “Estadão”. Mesmo que se conquistasse o apoio necessário para aprovar uma emenda constitucional, a tramitação levaria vários meses. Além disso, ocuparia o TSE ainda mais, já focado nas eleições municipais. O Brasil precisa de soluções. E o impeachment pode ser um primeiro passo para aquilo que a publicação britânica chamou de “ampla limpeza”.

Felipe Ito Anuatti felipe.anuatti@usp.br

Ribeirão Preto

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DENÚNCIA DE GOLPE

A nova capa da revista britânica “The Economist” traz como título “A traição do Brasil”, para se referir ao impeachment que está em curso contra a presidente Dilma Rousseff (PT). E a revista declara: “O que é alarmante é que aqueles que estão trabalhando para a saída de Dilma são, em muitas formas, piores do que ela!”. Enfim, uma vez mais a comunidade internacional denuncia o golpe que está havendo no Brasil e, ainda, salienta que desse golpe não surgirão frutos de progresso para o nosso país. 

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru 

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O OUTRA FACE DO IMPEACHMENT

 

Foi necessário que um jornalista estrangeiro, da “The Economist”, escrevesse um artigo dando-nos uma visão geral e completa sobre os fatos políticos recentes, variando do jornalismo aqui adotado, estilo “placar futebolístico”, infelizmente envergonhando-nos ao mostrar ao mundo como um espetáculo dantesco, que foi a votação do impeachment, com comportamentos escrachados como roupagem da bandeira nacional, rojão de confetes, bolão de apostas, dedicatória de voto dos mais variados naipes, estando entre esses indivíduos, 266 sob suspeição de corrupção ou já réus. Corajosamente, o articulista assume que trocar a presidente pelo vice, em julgamento onde o presidente da Câmara foi chamado publicamente de gângster e ladrão pelos seus pares, não revela nenhuma solução. Reconhece também que a tentativa de legitimar Michel Temer (em silêncio obsequioso durante seu tempo como vice) é inócua porque seu partido está igualmente envolvido na corrupção. Por fim, o artigo deixa clara a necessidade de uma improvável nova eleição geral, embora desejada por 66% dos eleitores (fonte deste jornal), ou seguir condenado por pseudolíderes, nascidos do patrimonialismo histórico, que rouba nosso futuro. Por essas, hoje sou um brasileiro envergonhado do País que habito. Minha cidadania, outrora vivaz, esvaiu-se pelo ralo da desesperança.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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A TRAIÇÃO DA ‘THE ECONOMIST’

“The Economist” mostrou um desconhecimento abissal da realidade brasileira em seu artigo “A Grande Traição”. Platitudes como “a classe política não presta” e “só novas eleições legitimariam um novo governo” acompanham o erro crasso de considerar as pedaladas uma mera “tecnicalidade”. E termina o artigo ingenuamente desejando que o povo brasileiro eleja “políticos melhores” nas próximas eleições. Como se o mesmo povo, por meio do mesmo sistema, pudesse produzir resultados diferentes. Depois desse artigo, fico em dúvida se a “The Economist” sabe do que está falando quando publica artigos sobre outros países.

Marcelo Guterman margutbr@gmail.com

São Paulo

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A MEIA-VERDADE DA ‘THE ECONOMIST’

 

A revista “The Economist” passou a impressão equivocada de que o impeachment hauriu suas razões expressas nos dez grotescos segundos que antecederam os votos. Tem razão no tocante à necessidade de renovação do parlamento brasileiro. Porém, indagamos: em que momento histórico de seu país suas Câmaras Alta e Baixa realizaram dezenas de sessões seguidas, em turno único e ininterrupto, varando dias, noites e madrugadas, para fundamentar uma decisão política, com lastro em relatório de Comissão Especial que trabalhou com igual empenho? Independentemente das negociatas recíprocas, que é forçoso admitir (em que país não ocorrem?), no tocante aos fundamentos,  ridicularizar as introduções dos votos e a elas resumir os debates é um insulto ao Parlamento brasileiro, diante dos longos procedimentos que antecederam a admissibilidade do processo de afastamento da presidente. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo 

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ESTAMOS PERDIDOS

Saiu na “The Economist”: “Somente novos líderes e legisladores serão capazes de promover as mudanças de que o Brasil precisa”. A revista está coberta de razão, mas está difícil. O País está totalmente desgoverno, temos uma quase ex-presidente e um quase presidente, com milhões de planos na cabeça, mas pode nem assumir, está enrolado no TSE. Se ambos forem impedidos, no vácuo vem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que está nas mãos do Supremo Tribunal Federal, que pode decretar a sua prisão a qualquer momento – motivos há de sobra. O presidente do Senado, Renan Calheiros, o próximo,  com sete ou oito processos no lombo, nem me lembro mais, pode ter o mesmo destino que seu colega de partido: a cadeia. Para comprovar que estamos realmente num “mato sem cachorro”, as últimas pesquisas apontaram como favoritos ao trono presidencial a dupla Silva: Lula e Marina. É mole ou quer mais? E, a julgar pelo espetáculo deprimente que suas “indeiscências”, nossos legisladores, proporcionaram ao mundo no plenário da Câmara no domingo 17/4, novas lideranças estão a quilômetros de nossos olhos. Estamos ou não estamos fritos?

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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LAVANDERIA

A Polícia Federal já identificou que o sítio de Atibaia e o tríplex do Guarujá são mesmo do ex-presidente Lula. Agora só falta concluir como um palestrante que “não sabe de nada e mal fala o português” consegue receber R$ 500 mil por palestra, e olha que foram muitas. Ou seja, mais uma lavanderia confirmada...

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ANÚNCIO IMOBILIÁRIO

“Vende-se sítio localizado no município de Atibaia, São Paulo, livre e desembaraçado de quaisquer dívidas, ônus, dúvidas, hipotecas legais ou convencionais, arresto ou sequestro, penhora e cauções de qualquer natureza,  e que inexistem sobre ele feitos ajuizados ou ações pessoais ou reais reiperse-cutórias e, quanto ao seu aspecto fiscal, quites com todos os impostos, taxas e contribuições. O imóvel foi totalmente reformado pelas renomadas construtoras OAS e Odebrecht e será entregue totalmente livre dos laranjas Jacó Bittar e família. Para maiores informações, contatar o ex-presidente Luiz Inácio Lula de Silva, diretamente no Palácio do Planalto, onde ele ocupa a função de assessor do governo federal.” 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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NOVA FASE

Sugiro à Polícia Federal e ao juiz Sérgio Moro uma nova etapa da Operação Lava Jato: Operação Jararaca. Evidentemente, para investigar aquele que se autodenominou “jararaca”.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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PELO ANDAR DA CARRUAGEM

Dizem as más línguas que Lula já se prepara para a delação premiada. Os “cumpanheiro” de luta já estão até pensando em trabalhar.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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BALA DE PRATA

O ex-presidente Luiz Inácio da Silva, após prestar depoimento coercitivamente na Polícia Federal, nos deu a maneira: acertar bem na cabeça da serpente (no rabo não adianta). Esse bicho é duro de matar!  Também difícil de matar é vampiro: sendo necessário segurar crucifixo com uma mão e, com a outra, cravar bem no seu coração estaca de madeira bem pontiaguda. E lobisomem nem se fala. Só acertando no seu coração uma bem disparada bala de prata. O Brasil do bem, da democracia e da liberdade, muito ameaçado por jararacas, vampiros e lobisomens, está precisando urgentemente usar um desses recursos. Gostaria de sugerir a nossos estadistas (juiz Sérgio Moro, senhores ministros do Supremo Tribunal Federal e líderes esclarecidos do Congresso) que usem eficientemente três balas de prata para começar a eliminar o mal que tanto nos vem afligindo há mais de década: poderosas CPIs dando total transparência a empréstimos (doações?) do BNDES feitos a ditadores latino-americanos e africanos; gastos abusivos do Executivo através dos cartões corporativos; e atividades até hoje não bem explicadas da sra. Rosemary Noronha, inclusive o bem documentado transporte e depósito de 25 milhões de euros em banco no Porto, Portugal. E que seus resultados sejam bem divulgados aos brasileiros, que estão pagando essas contas (e deixando um pesado saldo devedor a filhos e netos), e na imprensa estrangeira (especialmente), para que as “jararacas” não tenham meios de retrucar com as mentiras habituais. Não podemos continuar “bonzinhos” achando que eles têm consciência, escrúpulos e vergonha. Não têm! Só mesmo acertando no coração desse processo, bem disfarçado de “democracia” (Foro de São Paulo), que está nos levando a uma malfadada ditadura bolivariana.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo 

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FIM IRÔNICO

Ele será empalado no poste que plantou.

Carlos de C. Accacio  c.accacio@gmail.com

São José dos Campos

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PREOCUPAÇÃO NACIONAL

Já não basta a preocupação dos descalabros em nossa política, agora vem outra: os preços abusivos da vacina H1N1, chegando ao absurdo de até 62% acima dos menores preços. Isso requer uma preocupação não só nacional, como estadual e mesmo uma intervenção do Procon, pois nossa população está cansada dos descalabros. Basta!

Ricardo Guilherme ricardoguilherme88@gmail.com

Monte Alegre do Sul

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