Fórum dos Leitores

DIA DO TRABALHO

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2016 | 03h00

Sindicalismo e desemprego

A CUT e a Força Sindical vão comemorar o 1.º de Maio, dia dedicado ao trabalhador, com muito entusiasmo, apesar do aumento da taxa de desemprego para 10,9%, ou 11,1 milhões de pessoas, conforme a pesquisa Pnad Contínua do IBGE (primeiro trimestre deste ano). Quando era sindicalista, Lula pregava a extinção do imposto sindical compulsório, um dia de salário por ano descontado, na marra, do trabalhador formal, o que contraria as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), chamando-o de “herança maldita de Vargas”. Porém, assim que assumiu o governo, Lula mudou de ideia e até isentou as entidades sindicais de serem fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União. É urgente repensar a adequação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1.º de maio de 1943, à realidade do mundo atual e, assim, tirar do Brasil o título de campeão mundial como o país que mais descumpre as leis trabalhistas.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Pacote de ocasião

Dilma e Lula negociam um pacote de “bondades” para anunciarem no 1.º de Maio. Sugestão: renúncia para Dilma e autoexclusão da política para o Lula. O Brasil é o povo agradeceriam.

CLÁUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

IMPEACHMENT DE DILMA

O novo Brasil

Após as veementes afirmações que fez neste 28 de abril perante a comissão do Senado que julga a admissibilidade do impeachment, fica provado que há um novo Brasil em formação, para a esperança de todos os cidadãos. Este Brasil tem agora, além do juiz Sergio Moro, a jurista Janaina Paschoal, dois expoentes que servirão como exemplo para todos os jovens do País de que o Brasil tem jeito, sim!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Ruído

As senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR) e a catarinense Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), integrantes da ala governista da comissão que analisa o impedimento de Dilma Rousseff, interrogaram longamente, durante a sessão de 28/4, Janaina Paschoal, avalizadora, juntamente com Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, do pedido de abertura do processo. Sabedoras que são da falta de traquejo em plenário da jurista e impossibilitadas de provar a inocência da presidente nos evidentes crimes de responsabilidade cometidos, resolveram ambas submeter Janaina a um indevido e arrastado “julgamento”. Evidente geração de ruído com o único objetivo de desviar o foco principal e desperdiçar tempo. Enquanto isso, a economia sangra, o desemprego aumenta e os investimentos aguardam.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Parabéns a Janaina

Professora de Direito Penal na Universidade de São Paulo (USP), Janaina Paschoal, acusada de fugir do tema pelos senadores governistas, gastou pelo menos 10 dos seus 30 minutos para refutar acusações de que teria relações com PSDB e PMDB. Como ovelhinha entre lobos, foi assim que vi a professora dar explicações aos abutres que a questionavam quando ela dava ênfase aos crimes de responsabilidade fiscal e de omissão cometidos pela presidente Dilma. Por várias vezes ela se mostrou emocionada, principalmente pelas consequências sofridas pelas crianças em razão desses crimes, cometidos por um governo corrupto, na maioria das vezes cego, que nada fazia e tudo permitia. Parabéns à doutora Janaina pela coragem a que tivemos o prazer de assistir: Davi derrotando Golias. Que Deus a proteja e ilumine.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

A fragilidade da defesa

Dois pontos jurídicos incontestáveis: 1) Se as “pedaladas” foram contratos de prestação de serviço, e não operações de crédito, não entendemos por que até o momento esses contratos de serviços não foram exibidos; 2) a abertura de créditos adicionais sem prévia oitiva do Legislativo, ao subestimar o outro Poder estatal, é um dos maiores atentados à Constituição da República, obviamente doloso. Acalentado na Revolução Francesa, o princípio da separação de Poderes é consagrado na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, no seu preceito XVI, o qual dispõe que toda sociedade em que a garantia dos direitos não é assegurada, nem a separação dos Poderes é determinada e respeitada, não tem Constituição. O “conjunto da obra”, da qual o lulopetismo foge como o diabo da cruz, nem precisa ser analisado em sua hediondez para o afastamento da presidente da República.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Um STF do balacobaco

Estou até agora estupefato com a denúncia da advogada coautora do pedido de impeachment da presidente da República, feita na comissão especial que julga a admissibilidade do processo no Senado, de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, logo após a decisão do plenário daquela Corte sobre o rito a ser seguido (alguns ministros já se haviam retirado do plenário, outros ainda estavam se retirando, com a TV Senado ainda no ar e o áudio aberto), já de pé e em alto e bom som determinou à secretária da sessão que ela aditasse à ata uma restrição ao escopo da denúncia apresentada. Os outros ministros nem foram consultados sobre tal arbitrariedade cometida pelo presidente do STF e parece que pouco se importaram com esse fato gravíssimo, pois aprovaram a ata na sessão seguinte daquela Corte. Agora entendo a razão do mantra do partido do governo, repetido ad nauseam por seus prosélitos, de que a presidenta (sic) só poderá ser julgada pelas pedaladas fiscais e pelos atos relativos a 2015, diferentemente do escopo da denúncia original, incluso no pedido de impeachment de autoria dos juristas Janaina Paschoal, Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo.

RUY TAPIOCA

ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

Fim ao balcão de negócios

Michel Temer, futuro presidente do Brasil, não pode cair na armadilha de ceder ao fisiologismo da política “toma lá dá cá”, precisa acabar com o balcão de negociatas em que Lula e o PT transformaram a relação do governo com políticos. O STF também pode contribuir para o fim dessa politicalha dando continuidade aos processos da Lava Jato cujos réus têm foro privilegiado, julgando os corruptos. Com certeza a punição diminuirá a fome por cargos e pixulecos.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O BRASIL ESPERA QUE TENHAM JUÍZO

 

A cada dia torna-se mais irreversível o afastamento da presidente da República, Dilma Rousseff, que reage como pode em defesa do seu mandato. A tese do “golpe”, insistentemente repetida pela presidente e por seu grupo, mesmo seguidamente desmentida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), acaba por inflamar seus seguidores, especialmente os da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), que são recebidos em palácio e já produziram ameaças de desordem pública no caso de a governante ser suspensa. Já aconteceram, inclusive, alguns atos no Sul do País e bloqueio de rodovias e de vias urbanas de alto tráfego, além da ocupação de propriedades, em protestos que culminariam no dia de amanhã, Primeiro de Maio, quando deve haver manifestação de duplo significado, pelo Dia do Trabalho e contra o impeachment. Não devem extrapolar e, se o fizerem, têm de ser reprimidos. O Brasil já tem problemas demais para resolver. Espera-se que a presidente e seu grupo tenham respeitado todo o direito de defesa e o utilizem dentro dos ditames da lei para que, ao final, independentemente do resultado, a Nação saia como a grande vencedora. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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O PT NÃO APRENDEU

Por meio do MST, do MTST, da CUT, etc., o PT insiste em fazer oposição usando a mesma tática dos anos 80, que naquela época já não colava: mais de dez pontos na capital paulista e adjacências foram interditados por gente do MTST protestando contra o impeachment de Dilma Rousseff. São milhares de trabalhadores impedidos de trabalhar, por causa de meia dúzia de desempregados recebendo miséria para protestar. O PT esteve no poder durante 13 anos e não aprendeu nada, porque essas ações não trazem apoio ao partido, pelo contrário. Se assim fosse, em 2006 Lula, para se reeleger, não teria negado veementemente ser o criador do MST. Triste fim de um partido que se julgou um dia “progressista”! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O PODER E O IMPEACHMENT

PT: na vitória é prepotente, na derrota, rancoroso e punitivo.

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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PARALISIA

De manhã, em São Paulo, 170 km de trânsito parado por causa de manifestações do PT e companheiros impedindo milhares de cidadãos de chegarem ao seu destino. Esses bandidos deveriam ser presos e pagar uma multa. Se um deles estiver numa ambulância e morrer a caminho do hospital, de quem será a culpa?

 

Gregório Zolko gzolko@terra.com.br

São Paulo

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DAR O EXEMPLO

O governo, desde que se apercebeu de que o impeachment poderia ocorrer, vem estimulando de forma inconsequente os movimentos de esquerda a saírem às ruas, incitando de forma clara o vale-tudo. E somos obrigados a ver este títere Guilherme Boulos, líder do MTST, vir a público dizer que fazer barricadas de pneus e atear neles fogo, derretendo o asfalto de vias públicas e impedindo nossos trabalhadores de irem aos seus já parcos empregos é válido e legal? Eu, que faço parte dos mais de 70% de brasileiros que não suportam mais ver ou ouvir esta corja de vagabundos e corruptos que esperneiam diante da clara perspectiva de serem alijados do poder, vou falar em nome de todos: o governo do Estado de São Paulo, o mais rico Estado da Federação, deveria dar o exemplo por meio de seu governador e da Secretaria de Segurança e impedir na origem esses atos, que com certeza tenderão a ser mais frequentes nos próximos dias. É impossível que não haja algum expediente legal que impeça estes vagabundos, que não reconhecem ser este governo a principal causa de não existirem empregos e que, ao invés de buscar seu ganha-pão nesta crise, optam por impedir os que trabalham de chegar ao trabalho, sair às ruas e promover estas verdadeiras badernas travestidas de legalidade. Espero sinceramente que São Paulo possa dar este exemplo ao Brasil.

Paulo Cesar Feltrini pc.feltrini@hotmail.com

São Paulo

    

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SÓ A PM PODE RESOLVER

Este vandalismo do MTST, financiado pelo PT, precisa ser enquadrado e seus membros, fichados pela polícia, que existe para manter a ordem pública. Trata-se de um bando de vagabundos liderado por um adepto do comunismo. Esse movimento não existe legalmente e não tem com certeza apoio popular. Se estão na ilegalidade, cadeia neles.

  

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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OS MISERÁVEIS

 

Não faz muito tempo um jornalista foi demitido de uma rede de comunicação por ter usado o termo “miseráveis” num de seus comentários diários. Hoje esse mesmo termo podemos usar para os vermelhos que vão às ruas para defender uma quadrilha que se apropriou do poder público em benefício próprio. Esses caras chamados de “companheiros” são os miseráveis que defendem os quadrilheiros, mas esperam na contrapartida uma teta qualquer no poder público e que ficam subscrevendo manifestos – ao estilo gramisciano – em apoio à sobrevivência dos mafiosos. Os miseráveis conseguem falar em legalidade sem falar do maior escândalo de corrupção que quebrou a maior estatal (Petrobrás) do País. São ou não são miseráveis?

 

Salésio Hames salesiohames@bol.com.br

Florianópolis 

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PROTESTO EM DIA ÚTIL

Tenho observado que há dois tipos de manifestações: aquelas que são organizadas aos domingos, numa Avenida Paulista que já está fechada para o tráfego. É verdade que, pelo número elevado de participantes, os arredores da avenida também são tomados, e isso causa algum transtorno para o trânsito e para os moradores. Mas, enfim, é domingo, a maioria das pessoas não trabalha. Já o movimento dos trabalhadores é feito nos dias de semana e fecha ruas, avenidas estradas, atrapalhando a vida da cidade. São mesmo trabalhadores que estão se manifestando? Eles não teriam de estar trabalhando nesses dias? Ou os patrões os dispensam para irem fazer suas manifestações? Eu queria entender.

Sarah C. F. Barbosa sarahdecfontesbarbosa@gmail.com

São Paulo 

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AMEAÇAS AO BRASIL

Fico pensando se a situação lamentável a que chegou a Venezuela não piorou consideravelmente depois que a crise econômica se agigantou aqui, no Brasil, e por esse motivo “tia” Dilma tenha sido obrigada a fechar o cofrinho para o “Hermano” Nicolás Maduro. Quanto ao Brasil, com certeza não estaríamos à beira do caos, com a economia se esfarelando, se o pedido de impeachment tivesse ocorrido durante o ano de 2015. Agora, que Dilma, Lula e o PT enxergam que ele é inevitável, já ameaçam atrapalhar ao máximo o futuro governo, como se a prioridade fosse a vingança mesquinha que escorre de suas palavras, e não a reconstrução do Brasil... Reconstrução, sim, porque hoje nosso país é terra arrasada e rastelada por estes que não deixarão saudade. Fora PT!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A VELHINHA DE TAUBATÉ VIVE!

Depois de acompanhar nos últimos anos os artigos atribuídos a Luis Fernando Veríssimo, depois de ler “A segunda vítima”, ontem (28/4) e me lembrar dos vídeos da tropa de choque da presidente (Gleisi Hoffmann e José Eduardo Cardozo, entre outros) defendendo que ela tinha o direito de falar sobre golpe na reunião da ONU, ficou mais cristalina a minha conclusão: a velhinha de Taubaté não morreu! Ela vive! E Veríssimo atual é seu alter ego.

Fernando Hamilton Costa fernandocostavdm@yahoo.com.br

São Paulo

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OS DEFENSORES

É lamentável que um escritor brilhante como Veríssimo insista na defesa dos “petralhas”. Considerar que houve precipitação em razão da fala da Dilma Rousseff no exterior não cabe, uma vez que são conhecidos o desequilíbrio desta senhora e o projeto criminoso de perpetuação no poder do PT. E, se ela não mencionou “golpe” na ONU, fez pior, pediu represálias ao Brasil para o Mercosul e a Unasul, ou seja, cometeu crimes de lesa-Pátria. Só espero que o sr. Veríssimo não entre para a turma dos desesperados da saliva.

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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PÓS-IMPEACHMENT

O impeachment de Dilma acontecerá por inércia do movimento desencadeado pela cidadania. Pela mesma razão, a Operação Lava Jato continuará trabalhando. E Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deverá ser desalojado da Câmara dos Deputados, caso não se desejar provocar a cidadania. Lula poderá ser condenado. Todavia, a situação requer mais que assistir para ver o que acontece e como fica. Afirmações de apoio a novo governo sem disposição de contribuir nos trabalhos de arrumação não estão à altura da situação. A cidadania sabe julgar a atitude de esperteza política, por assim dizer, tradicional. Saberá aprovar os que tentam contribuir construtivamente. Quem se mantiver distante por justa razão será condenado pelo eleitorado, pois não é para isso que foi eleito.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O VATICÍNIO DO BRUXO

Nesta quadra de forte turbulência da história do País, com o fim prematuro do governo Dilma, que pressupõe uma redução considerável das possibilidades de Lula voltar ao poder nas eleições de 2018, cabe lembrar o vaticínio atribuído ao general Golbery do Couto e Silva, segundo o qual Lula viria a ser o “coveiro da esquerda brasileira”. Como se vê, o bruxo-estrategista não estava equivocado. O cadente lulopetismo segue inexoravelmente rumo ao seu ocaso. A era PT já era. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SE LULA SOUBESSE...

Com a habitual falta de estrutura moral e ética que sempre o acompanhou, o asqueroso boquirroto Luiz Inácio, em mais um de seus rompantes de covarde, falso e mentiroso, declarou que, “se soubesse que a Odebrecht era tão corrupta, não teria dado palestras para ela”. Toda vez que Lula abre a boca, tenho vontade de vomitar. Sua falta de caráter aumenta a cada dia, mas isso não é motivo para que se envergonhe. Pelo contrário, num país onde ainda existem idiotas que o ouvem, aplaudem, acreditam e se ajoelham diante de sua figura, ele continua a vicejar. É um criminoso perigoso e contumaz, capaz de qualquer coisa para se autopreservar, daí o receio e pavor que inspira e impedem que delações que o atinjam profundamente aconteçam. Que mais esta declaração seja um sinal para que aqueles que foram seus asseclas e partícipes em seus negócios escusos percebam que, para Lula, o seu instinto de sobrevivência prevalece. Já vendeu e entregou vários companheiros, negou que fossem pessoas de sua confiança, deixou corpos estendidos pelo caminho. Mais alguns entregues, negados ou deixados pelo caminho serão apenas considerados por ele perdas necessárias para a concretização de um sonho: o dele e tão somente o dele de ser Deus.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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A PGR ‘PROPENSA’ A INVESTIGAR

Notável é a diferença no que se refere à agilidade de atuação do Ministério Público Federal (MPF) em primeira instância, referindo-me à Procuradoria da República no Paraná, comparando com o MPF/Procuradoria-Geral da República (PGR). Fico a imaginar se um prefeito que tivesse captadas suas estranhas transações, por meio de interceptações telefônicas, já não estaria devidamente denunciado... Quanto àquelas conversas para garantir foro por prerrogativa de função a Lula, a PGR só está “propensa” a iniciar investigações em face da presidente da República. De propensão à efetivação parece que ainda haverá um longo percurso. Precisa avisar que, talvez daqui a seis meses, a atual presidente da República seja apenas ex.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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LUIZ INÁCIO SOB INVESTIGAÇÃO

Afinal, o maior ladrão do Brasil não vai ser preso?

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto 

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‘QUADRILHA LEGISLATIVA’

O ex-presidente Lula declarou que uma “quadrilha legislativa implantou a agenda do caos no Brasil”. Tem certeza, ex-presidente, que foi uma quadrilha legislativa? Não foi a quadrilha do seu partido, não? 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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A DESMORALIZAÇÃO DO LEGISLATIVO 

O Brasil se vê mergulhado num mar de lamas depois da tão propalada redemocratização do País. Além da crise política e econômica, há uma crise de valores éticos, cívicos, morais, espirituais e de ideais no sentido lato da palavra. Esdrúxulo e insuportável, sob todos os aspectos, vê o Parlamento brasileiro, que foi dignificado por homens brilhantes e talentosos da linhagem de Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, entre tantos outros patriotas, agora presidido por um político corrupto e corruptor, que enxovalha a Câmara dos Deputados, respaldado pela complacência louvada, endeusada e permitida das autoridades representativas do País. Que vergonha! 

José Benigno josebenignojournalist@hotmail.com

Caruaru (PE)

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FICHAS

Dilma, ficha-limpa, sendo julgada por dezenas de fichas-sujas. É a maior hipocrisia da história do Brasil! Quiçá do mundo.

Isabel Ferronato isabel.bel@ig.com.br

Blumenau (SC)

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DEVER

Excelentíssimo sr. presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), há notícias nos portais da internet dando conta de que V. Exa. não votará na sessão plenária que deliberará sobre o afastamento da presidente da República. Espero que a notícia não seja verdadeira. V. Exa. foi eleito senador da República, e o mínimo que se espera é a participação dos senadores neste momento decisivo brasileiro. Entendo a dificuldade de se posicionar ocupando, também, o cargo de presidente do Senado, contudo, trata-se de um pressuposto do cargo ocupado por V. Exa. V. Exa. foi eleito, e é seu dever tomar partido no momento mais decisivo brasileiro dos últimos 25 anos. Como eleitor, gostaria que o senhor se posicionasse a favor do afastamento da presidente. Isso ficará a cargo de V. Exa. Contudo, participar da eleição votando numa das duas opções válidas (pelo afastamento, ou não) é um dever. Esperamos que seja cumprido. Posicione-se. 

Fabio Srougé fabio.srouge@hotmail.com

São Paulo

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LIVRES DOS GRILHÕES

Pelo que se viu nas manifestações de milhões nas ruas fervorosamente pedindo o impeachment de Dilma Rousseff, pelo que se toma conhecimento por meio da mídia e das redes sociais, tem-se a clara noção de que Lula – gênese de todo este tenebroso mal estar no Brasil – e Dilma, como consequência última, são um fardo pesado demais de carregar para cerca de 70% da população contrária ao PT. Cansamos de vê-los vociferar, reclamar ao mundo, distorcendo a realidade, injuriando a todos que não se alinham a eles, mentindo, ameaçando, mobilizando ódio e discórdia, incitando movimentos organizados com gritos de guerra, enfim, fazendo de tudo para tornar a vida do brasileiro um verdadeiro inferno. Espero que estes dias, até 11 ou 12 de maio, quando o Senado decidirá o destino da Nação, passem muito rápido e que possamos experimentar a sensação de terem-nos livrado dos grilhões que nos prendiam ao ápice do nada e à trágica crueza do tudo. Do novo mandatário esperamos um governo eficiente, que lidere com correção, de forma moderada, que seja justo, discreto e instruído, como parece ser, de modo a podermos sentir o gosto do respeito à nossa dignidade como povo e especialmente de não mais estarmos sendo enganados, roubados e vilipendiados. Que as excelências decidam em razão do futuro do Brasil, e não por uma ideologia esdrúxula, que se tem provado um desastre nos países onde foi implantada e que os está levando a um sofrimento sem fim e sem sentido.  

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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TEMER É INOCENTE

Não tenho a menor simpatia pelo vice-presidente, Michel Temer, mas discordo quando querem colocá-lo no mesmo saco de lixo em que Dilma está. Temer não fazia absolutamente nada, pois Dilma não lhe dava qualquer tarefa. Nas pedaladas ele não teve absolutamente nenhuma culpa, pois a responsabilidade era de Dilma. E assinava compelido por seus ministros e por pressão do próprio PT e sua estúpida e inconsequente política econômica. Agora, sinceramente, ele não está preparado para assumir. Alguém vai ter de escolher a cabeça, braços e pernas para poder governar. Não levo fé. Mas vamos aguardar.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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MENSAGEM A MICHEL TEMER

Michel Temer deve aproveitar essa oportunidade e reeditar a fórmula adotada pelo saudoso Itamar Franco, ou seja: um ministro da economia capaz e, sobretudo, probo. Dê-lhe, caro Temer, carta branca para escolher o presidente do Banco Central, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Tesouro e das estatais. Deixe que ele cuide da economia e das finanças, e se digne V. Exa. a cuidar da política institucional. Por obséquio, acabe de vez com este monstrengo chamado de presidencialismo de coalizão e/ou de cooptação. Boa sorte!

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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COMO ACONTECE O FISIOLOGISMO

Existe um núcleo duro formado por partidos políticos que sempre querem ser do governo, não importa quem esteja no Palácio do Planalto controlando a máquina pública. Nos últimos 30 anos estiveram na cadeira presidencial PT, PSDB e PMDB (nessa ordem do mais recente ao mais antigo). Neste tempo, algumas siglas mudaram de nome e outras racharam ou se subdividiram, mas continuaram aderindo ao governo de turno. São exemplos PTB, PP, PR e PSD – entre outros nomes que alguns destes partidos já tiveram. Não à toa, alguns já anteciparam o anseio de estar na base de apoio de um provável governo Temer. Mas o maior e mais forte integrante deste núcleo duro é, sem dúvida, o próprio PMDB. O partido sempre marcou presença na base do governo mesmo quando não estava na cadeira presidencial. Aliás, a estratégia de não lançar candidato próprio à presidência está diretamente ligada a essa vocação de ser sempre governo. Assim, o PMDB, dono da maior bancada no Congresso e com sua capilaridade nacional, tornou-se o retrato do fisiologismo na política. Repare, caro leitor, que perdeu a queda-de-braço quem tentou alijar o PMDB do poder. É o caso da presidente Dilma, cujo prematuro e melancólico fim de governo nos dá uma certeza: desconfie destes partidos que sempre querem ser governo. Para eles a política é um negócio lucrativo.

Felipe Pugliesi Jr. pugliesijr@gmail.com

São Paulo

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TRANSIÇÃO

Não há muita novidade no anúncio de que não haverá transição de governo no Planalto: é hábito do PT quando perde eleição, estando no governo. Em final de gestão, no município de São Paulo, só consegui prestar solidariedade ao secretário Rodolfo Konder, da Cultura, que era de outra legenda. Ocorreu-me, então, que castigavam-se também seus próprios eleitores por não terem ganho a eleição. A novidade é tal conduta, agora, estar sendo anunciada como norma partidária. 

Rogerio Belda  r.belda@terra.com.br

São Paulo

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O MESMO DISCURSO

Em favor da democracia e contra o golpe. Michel Temer foi eleito democraticamente por 54 milhões de brasileiros. Não está usando jatinho particular (de empreiteira) e muito menos hospedado em hotel rifando a condução da República. Chega de Dilma Rousseff! Agora vamos dar espaço para testar o vice! Se ele cometer crime também, impeachment nele!

Guilherme J. Ramos de Sanctis guilhermedsn@yahoo.com.br

São Paulo

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AUDITORIA NOS BANCOS PÚBLICOS

 

Com inteira razão, Michel Temer, vice-presidente da República (PMDB-SP), promete determinar a realização de auditoria nos bancos públicos, onde, certamente, além das pedaladas fiscais, encontrará mais alguns itens a serem explicados por dona Dilma e pelo lulopetismo. Com certeza, estes também dirão que se trata de golpe, porque, mesmo que haja ilícitos, a santidade e a retidão do lulopetismo impedem que se apurem os fatos. Por aí também se vê que FHC está certo, porque o PSDB precisa apoiar e participar do governo Temer.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CHEIRO FORTE

O “modus esperniantes” do PT e seus parasitas apoiadores em relação só a Michel Temer podem reparar que nunca falam de Renan Calheiros e do PMDB. E por que agora Temer disse que vai fazer uma auditoria nos bancos estatais? Podemos imaginar o que vai sair disso? É o cheiro de falcatruas e maracutaias nunca antes visto. O dinheirão doado pelo BNDES a países que tanto o PT defende, como Bolívia, Equador, Cuba e Venezuela, vai mostrar a face oculta, mas que já não é tão oculta assim, do ético PT. 

Evelin Baruqui ebaruquivlhafer@bol.com.br

São Paulo

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TARIFAS BANCÁRIAS

Li que, para compensar a diminuição das receitas com o pouco apetite dos clientes por crédito, os bancos estão alterando critérios para descontos e isenções de tarifas para elevar as receitas provenientes dessa cobrança. É inaceitável que os bancos, que há anos vêm apresentando lucros fabulosos, sempre aumentados a cada ano, não possam ser sensíveis à situação econômica atual do País e decidam meter a mão no bolso dos seus clientes, que não têm para onde correr, para não diminuir os seus fabulosos lucros. Isso, sob o olhar complacente do Banco Central.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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IMPOSTO SINDICAL

Michel Temer está certíssimo em aplicar uma política de austeridade radical para os gastos de governo. Do alto de minha “autoridade” enquanto pagante de impostos (e quanto imposto pagamos, óh, governantes pródigos!), sugiro o fim do Imposto Sindical, que abastece gordos parasitas por todo o Brasil, “coletivos” e ONGs de fachada criadas para sugarem recursos públicos funcionando como linha auxiliar do governo petista, e, por fim, o “bolsa artista”, comprador e financiador por via indireta de pseudoartistas mais militantes ideológicos que criadores. Trate o futuro presidente esta turma de inúteis a pão e água, e nem um centavo a mais de imposto sobre o lombo do cidadão produtivo, por favor! Vão trabalhar, vagabundos!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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CORTAR E OTIMIZAR

Apesar da visível descrença popular no sucesso de um provável governo Temer – apenas 8% o veem como sendo a melhor solução, segundo o Ibope –, este já sai em larga vantagem na tarefa de solucionar, ou pelo menos dar um pontapé nisso, as várias crises que o País atravessa. O teor das conversas que o vice teve com Delfim Netto, Armínio Fraga e Paulo Skaf deixou bem claro: não cometerá os mesmos erros (primários) que Dilma Rousseff cometeu ao tentar solucionar o problema fiscal. Michel Temer sabe que o aumento de impostos, neste quadro, servirá apenas para agravar a recessão e diminuir a arrecadação; reconhecer a gravidade da crise, admitir a necessidade do corte de gastos e do enxugamento da máquina pública e dialogar com economistas “menos heterodoxos” diferenciam “presidenta” e vice. Não à toa, cada vez que o afastamento de Dilma torna-se mais factível, o mercado reage bem. Que Temer, caso assuma a Presidência, não se esqueça do lema lançado pela Fiesp: “Nós não vamos pagar o pato”. Hora de cortar e otimizar os gastos do governo. Estes devem caber dentro da arrecadação, não o inverso. Quanto às eleições antecipadas, é perda de tempo comentar uma “solução” que não está prevista na Constituição. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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DEMOCRACIA SEM INFORMAÇÃO É GOLPE

 

Querer novas eleições gerais sem as pertinentes informações para os eleitores, mantendo a atual estrutura num verdadeiro “cartório eleitoral”, onde os partidos têm donos? Aí, sim, é golpe! É o preparo para a instalação de um autoritarismo sob a capa de que a maioria da população escolheu os seus representantes. Vamos exercer uma democracia? Então, primeiro, deve ser permitida a candidatura independente, livre, isenta de filiação partidária, e, segundo, os candidatos devem ser previamente submetidos a uma prova de conhecimentos, habilidades intelectuais, culturais e administrativas, com os resultados divulgados para que os eleitores possam saber a real capacidade dos seus candidatos, e, aí, sim, escolhê-los com consciência. 

Guilherme Pacheco e Silva guilherme@tagua.com.br

São Paulo

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PODE PARAR

Vamos deixar de conversa mole! O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso disse que nova eleição, agora, “é algo anormal e perigoso. O normal é seguir a Constituição. Isso realmente está parecendo um golpe”. Portanto, senhores, não há o que discutir. Fim de conversa.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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PROPAGANDA POLÍTICA

Quer coisa mais chata e perniciosa do que esta propaganda politica gratuita na TV? Um monte de gente, homens e mulheres, prometendo coisas que jamais irão cumprir, mentindo descaradamente. Uma das coisas mais horríveis da TV.

Agostinho Locci legustan@gmail.com

São Paulo 

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AINDA SEM EXPLICAÇÃO

Diariamente alguma notícia sobre a Petrobrás é veiculada na mídia. O nome de Graça Foster e dos diretores da companhia que trabalharam durante a sua gestão não são citados há muito tempo. Durante o período em que presidiu a maior empresa estatal brasileira, bilhões de reais foram desviados em esquemas de corrupção. A blindagem de Foster e de sua equipe é minimamente estranha. Essa turma da pesada foi colocada de lado, para esconder informações referentes aos absurdos cometidos no Comperj, na Rnest e nas plataformas de petróleo que estavam sendo construídas pelas principais empreiteiras do Brasil e que nunca foram concluídas. Além disso, esses empreendimentos ultrapassaram, e muito, os valores iniciais contratados. Os contribuintes brasileiros merecem uma explicação para tanto desmando. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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DEFESA DA PETROBRÁS

O PT, preocupado com a necessidade de privatizações para tapar o rombo que criou, está lançando um novo slogan: “A Petrobrás arrasada é nossa!”.

Aldo Carpinelli Junior aldo.carpinelli@terra.com.br

São Paulo

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PROTESTO DE M...

A esquerda brasileira é uma vergonha. Os petistas surtaram. Lula já mandou as autoridades enfiarem o processo no c... Já cuspiram, já temos, inclusive, uma “mulher bosta”, que defecou sobre uma foto do deputado Jair Bolsonaro em plena Avenida Paulista, no vão livre do Masp. Hoje, os petistas se superaram.  Evacuaram no papel de carta e mandaram em envelopes para todos os deputados do PSDB do Paraná. Então eu me lembrei daquela metáfora do rei sob cujo reinado alguns desgostosos com suas medidas defecaram numa bandeja e mandaram para o rei. Ele calmamente ordenou que lavassem a bandeja e enchessem com flores perfumadas e devolvessem aos opositores do seu reino. Os servidores do rei argumentaram: “Como Vossa Majestade recebe bandeja com merda e retribui com bandeja de com flores perfumadas?”. O rei respondeu: “Cada um dá o melhor que tem”.

Ely Berger ely.berger@hotmail.com

Maringá (PR)

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FREUD EXPLICA

          

Será que a professora municipal, quando evacuou na Avenida Paulista, agredindo o deputado Jair Bolsonaro, não quis também retratar inconscientemente o que foi a gestão Dilma para o Brasil?

  

Roberto Hungria angelinah13@bol.com.br

Itapetininga

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AINDA O VOTO DE BOLSONARO

É ridículo o estardalhaço em relação às declarações do deputado Bolsonaro durante a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, quando ele saudou o torturador Brilhante Ustra. Evidente que ele foi infeliz. Mas vejam, senhores, a incoerência: quando, em 2011, o PCdoB lamentou a morte de Kim Jong Il e, em abril de 2013, lançou manifesto em apoio à Coreia do Norte, não se ouviu uma palavra. Uma nota da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Uma crítica de jornal. Silêncio absoluto. Será que apenas citar “pela memória do coronel Brilhate Ustra” é tão mais abjeto que fazer apologia à mais sanguinária ditadura do mundo? Dois pesos, duas medidas.

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

São José dos Campos

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PERDA DE TEMPO

O Partido Verde (PV) está parecendo melancia, “verde por fora e vermelho por dentro”. É perder tempo processar o deputado Jair Bolsonaro (PSC/RJ) por enaltecer o militar Ustra. Não tenho procuração para defender o deputado nem votaria nele, é muito radical, mas asneiras como a dita pelo deputado são muito menores do que as asneiras ditas durante 13 anos por Lula, Dilma e inúmeros defensores e filiados ao PT. E e$tes continuam nos torturando e causando mortes de muitos brasileiros. O crime de roubar o erário e as estatais tortura e mata muito mais gente do que o desequilibrado deputado. Nem dá para comparar.

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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