Fórum dos leitores

FORO PRIVILEGIADO

O Estado de S.Paulo

02 Maio 2016 | 04h00

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), imitou a presidente Dilma Rousseff, que tentou fazer de Lula seu chefe da Casa Civil. Pimentel nomeou sua mulher secretária de Estado, para que receba foro privilegiado. Um abuso de poder. Seu comportamento envergonha seus eleitores, além de desnudar a hipocrisia de quem se diz defensor do trabalhador comum e dos excluídos. O mau exemplo prejudica ainda mais a imagem do partido que se exaure no plano federal pelo conluio com a corrupção e outros fatores. Esses casos emblemáticos se somam a inúmeros outros praticados por parlamentares. Vivemos, portanto, um universo de pessoas que se beneficiam do uso indevido desse privilegio. Deveria ser extinto.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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A VERGONHA FOI-SE EMBORA

Governador de Minas garante foro privilegiada à mulher envolvida em casos de corrupção, nomeando-a secretária de Estado - como Dilma já fizera com Lula. No mesmo dia, por instigação de Lula e Dilma, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) causou pânico e graves perturbações de trânsito em estradas e ruas de oito Estados do País, cerceando o direito de ir e vir dos cidadãos. Definitivamente, a vergonha foi-se embora deste pobre país.

Eduardo Spinola e Castro  3491esc@gmail.com

São Paulo

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LEMBRANDO DA SATIAGRAHA

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) nomeou sua esposa a cargo que lhe dá foro privilegiado, para fugir do juiz Sérgio Moro. Isso nos dá a certeza do que ouvimos há anos nas gravações na Operação Satiagraha, da Polícia Federal: quando um dos investigados diz a outro para que tenha calma, "porque, quando caísse no federal, tudo estaria resolvido". A operação foi desmantelada com apoio federal afirmando terem sido os grampos "ilegais". Com essa artimanha de Pimentel, fica claro que o STF é bom para fazer teatro na TV Justiça, mas incapaz, moroso e suspeito no julgamento dos políticos. Ações que nós, brasileiros, precisamos exigir urgentemente: fim do foro privilegiado; ministros do STF eleitos por um colegiado de juízes, e não por presidentes da República; e demissão sumária quando julgarem politicamente agrave à revelia da nossa Constituição.  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DINHEIRO NÃO É O PROBLEMA

Carolina Pimentel, primeira-dama de Minas, disse que abrirá mão de receber rendimentos como secretária de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social. Isso para que a nomeação feita por seu marido não seja enquadrada como nepotismo, proibido por lei. Na verdade, ganhar dinheiro não é o objetivo do casal com essa jogada, mas apenas dar foro privilegiado a Carolina. Além do mais, de grana eles não devem estar precisando, depois de tanto dinheiro público desviado através das agências de publicidade Oli e Pepper, conforme está sendo levantado na Operação Acrônimo.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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VIROU MODA!

O PT dolosamente criou uma atroz e horrenda moda: presentear com um cargo de foro privilegiado seus pares investigados por crimes. E, pior, sabe quem paga esses ótimos vencimentos? 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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PEDALADA PENAL

Com Lula no ministério e a mulher de Pimentel secretária em Minas Gerais, o PT se superou: inventou a pedalada penal. 

Leo Coutinho leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

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CHACRINHA

Chacrinha dizia que na TV nada se cria, tudo se copia. E na política também: está aí o governador de Minas Gerais nomeando a cônjuge. Por que será?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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PRESSA

Pela velocidade dos processos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), dá para entender por que é chamado foro privilegiado. Com a palavra, a Suprema Corte.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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JUSTIÇA E SERIEDADE

Chega de foro privilegiado. Os deputados federais e os senadores precisam trabalhar cinco dias por semana. Os cargos comissionados precisam acabar, para reduzir os custos. Carros luxuosos precisam ser substituídos por modelos populares. Cartões de crédito do governo precisam ser cancelados. Queremos um país mais justo ou não?

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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REFORMAS URGENTES

Reformas urgentes com regime presidencialista: 1) voto distrital simples e distrital misto; 2) cláusula de barreira com exclusão do Fundo Partidário; 3) eliminação do foro privilegiado; 4) adequação das despesas de custeio; 5) fim de nomeação para cargos, salvo dos titulares; 6) atividades políticas para o Meio Ambiente com geração de emprego dos contingentes mais pobres; 7) publicação periódica das destinações orçamentárias.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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QUASE PARADO

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve explicações à Nação sobre o motivo que leva Teori Zavascki a manter engavetado o processo que pede o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Primeiro, foram as férias dos ministros; depois, o carnaval do ministros; em seguida, a Páscoa dos ministros, as viagens dos ministros e a evidente pouca vontade dos ministros. E ainda somos obrigados a ouvir que as instituições estão funcionando. Na verdade, o STF está quase parado.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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MANOBRAS LEGAIS?

Há algo de muito errado na legislação brasileira. Veja a tranquilidade com que o deputado Eduardo Cunha, réu na Operação Lava Jato, debocha da justiça, da sociedade e dos colegas, sem o mínimo temor de ser importunado. Como pode um brasileiro, regido pela Constituição do País, manter-se durante tanto tempo inalcançável?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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GOVERNO DE TRAIÇÃO

O PMDB de Michel Temer e Renan Calheiros e Eduardo Cunha traiu o governo do PT, do qual era o aliado-mor. O quarteto Temer/Renan/Cunha/Aécio trama a conspiração. Mas, após a tomada do poder, quem trairá quem? O PMDB trairá o PSDB ou o PSDB trairá o PMDB?

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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JOGO DE CENA

A presidente Dilma, o sr. Jaques Wagner e o ex-presidente Lula parece que não entenderam que estamos vivendo uma República com Parlamento e leis a serem cumpridas e, principalmente, conhecidas. É essencial que estes protagonistas deste triste momento da política brasileira entendam que não basta quererem, como querem os monarcas, para que suas vontades sejam prontamente atendidas. Propalar, divulgar e espalhar no País a ideia de eleições gerais é uma falácia para, mais uma vez, enganar a população desinformada e desviar a atenção sobre a derrota avassaladora da presidente e seus companheiros no impeachment em curso. Não é possível que estes "atores" não saibam que, para fazer novas eleições dentro da lei, será necessário passar pelo Congresso com quatro votações: duas na Câmara e duas no Senado, com maioria de 3/5, fato impossível nestas circunstâncias. O povo provavelmente não sabe dessa realidade, motivo pelo qual Lula, Dilma e Jaques Wagner abusam das palavras na certeza de que tudo será um jogo de cena para colocar a opinião pública contra o afastamento da presidente.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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ISSO, SIM, É GOLPE!

Um grupo de dez senadores, todos da ala de suporte ao governo do PT, sob a égide de Lula, apresentaram uma proposta para que a presidente Dilma renuncie e convoque eleições ainda 2016. Que dona Dilma, em véspera de ver o seu pedido de impeachment ser ratificado por larga maioria no Senado, queira renunciar faz parte do processo político, mas vincular tal renúncia a que haja eleições ainda neste ano, inviabilizando assim que o vice-presidente eleito assuma e cumpra o resto do mandado, isso, sim, é golpe. O PT, quando teve o resultado da eleição questionado pelo PSDB, alegou que não havia previsão de um "terceiro turno" e, portanto, que o PSDB aguardasse 2018 para concorrer a nova eleição. Agora, ao ser alijado do poder através de um processo constitucional regular, vem o PT propor que haja um "quarto turno" eleitoral. Com que lógica, se é que para o PT existe alguma lógica que não seja a sua única vontade? Que o PT e dona Dilma entreguem os cargos, sem rapinar o cofre e escamotear os dados administrativos e aguardem 2018, se ainda existirem como partido, para tentar enganar novamente o povo com promessas falsas e mentiras oportunistas. Com certeza, não se elegerão.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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NOVAS ELEIÇÕES

Embora inconstitucional, a realização de novas eleições está sendo considerada para a Presidência. Elas serão mandatórias caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anule a eleição de Dilma e de Temer em 2014. Muitos se movimentam no sentido de que essa eleição seja realizada no final do ano. Caso esse movimento prospere, novas eleições somente seriam aceitáveis após a retirada de Dilma do poder. Eleição com ela na Presidência é abrir caminho para o diabo, por intermédio dela, interceder outra vez para ajudar o PT.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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PARA QUE TANTA DEMORA?

Dilma Rousseff já reconheceu que não tem a mínima chance de ficar no governo. O Senado, que precisa de 41 votos para aplicar o impeachment, já possui, no mínimo, 50 votos. A grande maioria do povo quer a sua saída. Ora, aguardar mais tempo vendo o Brasil sangrar é a maior falta de consideração e patriotismo. Portanto, Dilma, tenha um lampejo de esclarecimento e peça para sair!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RENÚNCIA

A "presidenta" não percebeu que está no meio da areia movediça: quanto mais esperneia, mais afunda. Abandonada, acompanhada somente pela fiel escudeira Katia Abreu, lembra Don Quixote e Sancho Pança. Parecem fantasmas no Palácio do Planalto. Não há explicação plausível para continuar evitando anunciar sua renúncia. Quanta humilhação!

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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FENÔMENO REGIONAL

O kirchnerismo deixou a Casa Rosada após 12 anos. O lulopetismo deixará o Palácio do Planalto após 12 anos.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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AQUI, NÃO

Atentatória a participação do sr. Adolfo Perez Esquivel (Nobel da Paz de 1980), na quinta-feira, sendo levado pelos "petralhas" ao Senado brasileiro para se intrometer em questões constitucionais de nosso país, tudo maquinado pela quadrilha "petralha", ladeada por MTST e PCdoB, que estiveram com Dilma na recepção a este senhor antes da encenação feita no Senado. Lamentável que tudo tenha sido engendrado quando quem presidia a sessão do Senado era um "petralha", o senador Paulo Paim (PT-RS), que recebeu esse estrangeiro acompanhado dos baba-ovos petralhas e permitiu que este senhor dissesse que está havendo um "golpe" em nosso país, imiscuindo-se em assuntos internos do Brasil. Atentos, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e, depois, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-GO), indignados, contestaram a fala desse senhor, enquadrando o senador Paim.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz 

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PAZ?

O Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Perez, veio palpitar sobre "golpe" no Senado. Ao invés de se esquivar e perseguir a paz, procurou incendiar os acirrados ânimos. 

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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O IMPEACHMENT E O DRIBLE NO LEGISLATIVO

 

Jamais o bravo povo brasileiro presenciou um torvelinho parlamentar tão rebarbativo. Todos já somos catedráticos em vários aspectos do direito constitucional, administrativo e financeiro. Contudo, basta um único aspecto insuscetível de controvérsias, constante da denúncia, que configure crime de responsabilidade, para determinar o afastamento da presidente da República. E esse único aspecto reside em ter a presidente editado decretos de suplementação de verbas sem autorização do Parlamento, atentado incontestável ao exercício de um dos poderes e à Constituição, a um valor de tal importância que se encontra albergado pelas nações civilizadas desde a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, inciso XVI, da França de 1789, estampado no pórtico de nossa Constituição como cláusula pétrea (art. 2º) e tipificado como crime de responsabilidade no art. 85, II, da mesma Carta Magna. Sobre esse aspecto a defesa pulou como gato sobre brasas. O bom direito, não raro, fica flagrante numa percepção simples e direta. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RESPEITO À CONSTITUIÇÃO

Assim é que o PT, Lula e Dilma sabem muito bem falar de golpes de Estado! Disso eu tenho absoluta certeza que eles entendem muito bem. Certamente são mestres formados e pós-graduados nas sorrateiras escolas cubanas ministradas pelo genocida Fidel Castro. Se não bastasse este governo estar faltando com o respeito à nossa Constituição federal, às instituições públicas nacionais e ao povo brasileiro, falando em "golpe", ainda foi buscar na Argentina um cidadão, o sr. Adolfo Pérez Esquivel, premiado com o Nobel da Paz em 1980, e no dia 28 de abril teve a petulância de intrometer-se em assuntos internos políticos dentro da nossa casa maior legislativa, o Senado, e também seguir as orientações para dar o seu palpite a favor do governo petista dizendo que o impeachment é golpe! Ora, sr. Esquivel, vá dar palpite errado lá na Bacia do Prata! E saiba que o Brasil tem uma Constituição federal a ser respeitada.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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PITACOS

O sr. Esquivel, ao invés de vir ao Brasil dar pitacos sobre nossos assuntos internos, dos quais ele não tem reais noções, já que é detentor de um Prêmio Nobel da Paz, deveria ir para Cuba, para a Venezuela e, por tabela, à Bolívia e ao Equador pregar a paz. Deixe-nos em paz. Nossos problemas saberemos resolver. "Por qué no te callas?"

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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ENQUANTO ISSO...

Muito bem amparado e orientado, Ramos Esquivel, Prêmio Nobel argentino, foi do aeroporto ao encontro de dona Dilma, de carro junto com políticos do PT e, depois, levado até o Senado brasileiro, sem nenhum impedimento e atraso. Chegando lá, depois de tomar água mineral e café, dirigiu-se à mesa da Presidência do Senado, onde falou de um "possível golpe politico" em curso no Brasil, no que foi prontamente desmentido e corrigido pelos políticos da oposição. Enquanto isso, em oito Estados e no Distrito Federal, bandidos e vagabundos do MST e do MTST, com o aval do PT, faziam barricadas nas principais estradas, não permitindo o direito sagrado de ir e vir dos brasileiros que trabalham e produzem riquezas em nosso Brasil. Isso, sim, é golpe, atitude rasteira e premeditada de órgãos marginais sem nenhuma representatividade na sociedade brasileira constituída.

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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ESQUERDOPATIA

Como alguém que não vive o dia a dia de um país pode entrar na casa do Povo (Senado) como convidado (Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz em 1980) e fazer discurso de apoio ao governo mais corrupto da história do País, repetindo o surrado mantra do "golpe", e, ainda, ameaçar levar o assunto ao papa, de quem é próximo? Quem permitiu isso? Pela manutenção do poder e, principalmente, pelas boquinhas dos "cumpanheros", os esquerdopatas perderam completamente a noção de soberania nacional? O que pretendem? O que merecem? 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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TERRA ARRASADA

Depois de quase arrasar com a economia do País, provocando a volta da inflação, a queda significativa no comércio, na indústria e nos serviços, e a maior onda de desemprego e recessão dos últimos tempos, o incompetente e inepto desgoverno lulopetista, nos poucos dias de vida que lhe restam, anuncia, em alto e bom som, que pôs em prática a covarde e sórdida política de terra arrasada - prática comum dos derrotados ao longo dos tempos - para não entregar o poder em papel de presente para o seu substituto provisório. Não se poderia esperar nada muito diferente de um partido que, ao longo dos últimos 13 anos, se mostrou o mais corrupto e abjeto da história contemporânea. Nos próximos dias e horas, deverá provocar um estrago ainda maior nas contas do governo, deixando uma herança - esta, sim - maldita para o sucessor. Todo cuidado será pouco.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA MÁXIMA

Com os últimos dados publicados pelo IBGE sobre o nível de desemprego no último trimestre (10,9%, com 11 milhões de desempregados no Brasil) e com outros dados como déficit recorde nas contas públicas, aumento na inadimplência tanto de pessoas físicas quanto de jurídicas, aumentos nos pedidos de recuperação judicial de empresas, recordes nos juros do cheque especial e dos cartões de crédito, recordes na corrupção deslavada, recordes nas mentiras lulopetistas afirmando que o processo de impeachment de Dilma é "golpe", recordes na impunidade dos ditos movimentos sociais, que afrontam toda uma sociedade colocando fogo em pneus, obstruindo estradas e avenidas, ocupando e destruindo propriedades alheias como se fossem donos de um poder absoluto e ainda sendo recebidos por Dilma em pleno Palácio do Planalto, enfim, com todos esses recordes de atitudes vergonhosas capitaneadas por um governo corrupto, estamos chegando ao topo do mundo no quesito da vergonha mundial e enojando toda a população honesta que trabalha, estuda, paga seus impostos religiosamente em dia e sofre para manter-se em pé e ficar longe de golpistas baratos que infestam o País. Temos, nós, de nos enquadramos na categoria de não golpistas, lutarmos para dar um fim naqueles que tão somente vivem de golpes baixos para se locupletarem de bens e da vida de outrem para satisfazerem seus desejos mórbidos de enriquecimento ilícito e gozarem de benesses de uma vida que  nunca mereceram.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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JUSTÍSSIMA CAUSA

O Brasil tem, por enquanto, 11 milhões de desempregados na iniciativa privada, mas no governo federal não há notícias de desemprego. Consequências do mau gerenciamento da "gerenta incompetenta" que a jararaca indicou. A única solução é demiti-la com urgência, por justíssima causa. 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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SEM REFORMA NÃO HÁ SOLUÇÃO

Mais uma vez o Brasil está envolvido por uma profunda crise econômica, de governo e ética, que ameaça descambar para a crise social. Olhando para o passado que pessoalmente vivemos e ao que a história consolidada nos legou, verificamos que a dificuldade brasileira é sistêmica. O presidencialismo confere todo o poder e muita responsabilidade ao governante e, por sua natureza, não permite solução de curto prazo quando o titular se desvia, executa políticas temerárias ou comete crimes. Certamente, teremos uma solução para o quadro atual. Mas ela não será duradoura se não priorizar a reforma política. Há que acabar com o vergonhoso conchavo que constituem as maiorias parlamentares, eliminar a troca de pedaços do governo por votos congressuais e estabelecer requisitos mínimos para os partidos. Não podemos continuar convivendo com o escambo que se verifica em todos os níveis (federal, estadual e municipal) entre Executivo, Legislativo e partidos, em que os eleitos se descaracterizam e perdem a condição de representar o povo, pois têm de representar os interesses próprios e daqueles de quem recebem benesses.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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FALTA DE CONFIANÇA E DE PREVISIBILIDADE

A falta generalizada de confiança reinante num país pode manifestar-se pelo fato de os cidadãos não acreditarem nos homens públicos, deteriorando o ambiente político, e de os investidores não se sentirem encorajados pelos agentes econômicos, a correrem riscos. Trata-se de uma situação cujo resultado são o travamento do crescimento e o empobrecimento gradativo da população. Por outro lado, a ausência de previsibilidade, que pode vir a reboque da de confiança, quando esta atinge uma perigosa longa duração, pode resultar na desintegração do país como Estado organizado, ou seja, impede que a sua sociedade esteja munida de garantias de que o país, após algum tempo, continue a existir. O Brasil se encontra ainda no primeiro estágio, o da falta de confiança, mas a Venezuela, por exemplo, vítima de já extenso governo populista e autoritário, começa a ingressar na fase de imprevisibilidade. Roguemos a Deus para que nossa crise seja truncada e não evolua para lá.   

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CAUTELA DO COPOM

O Comitê de Política Monetária (Copom), ao manter pela sexta vez consecutiva a taxa básica Selic nos 14,25% ao ano, toma uma decisão prudente. Já que, em função do provável impeachment da presidente Dilma, dentro de menos de duas semanas, um novo governo poderá se instalar no Planalto. E, com a posse de uma nova equipe econômica, melhor que estes definam as diretrizes em condições de recuperar o mais do que necessário equilíbrio das contas públicas. Embora, na última reunião do Copom até se justificasse uma redução na taxa básica em até 0,25%, porque o índice inflacionário está desacelerando em função da queda de renda dos consumidores. E, se a previsão da inflação para 2016, como definem os analistas, deverá ficar abaixo dos 7%, a tendência mais do que premente é de que a taxa Selic seja reduzida (não na caneta, como fez Dilma Rousseff), a fim de não onerar a conta de juros sobre a dívida pública. E nunca é demais lembrar que 1% a menos na taxa Selic significa uma economia de R$ 22 bilhões por ano aos cofres públicos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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REPÚBLICA DAS BANANAS

Interessante: o Brasil vivendo uma crise econômica e política e os bancos nadando de braçadas. Ganhos exorbitantes, taxas mensais que beiram 20%. Agiotas oficializados. Ninguém toma providências. Políticos nas barganhas safadas; pseudoentidades sociais perturbando a ordem pública; governadores maltratando os servidores com pedaladas salariais, achatamento salarial e direitos sendo usurpados. É a verdadeira República das bananas - aliás, que bananas caras! Isto aqui não tem jeito, não. Um verdadeiro "me engana que eu gosto".

Edmar Augusto Monteiro edmarmonteiro@ig.com.br

São Paulo

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ENERGIA CARA

Estudo feito pelo Ilumina (Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético) mostra que o brasileiro trabalha 11 horas no mês para pagar a conta de luz, e olha que isso é para um consumo de uma família simples, de até 100 KW/h por mês. Uma geladeira, algumas lâmpadas e ventiladores e ganhando salário mínimo. O Brasil tem uma das energias elétricas mais caras do mundo. Outro dia soltaram fogos quando se noticiou que não haveria mais a cobrança das bandeiras tarifárias, as tais verde, amarela e vermelha. Na minha opinião, não acho que era hora disso, mas os obtusos e demagogos do governo... Deveriam era diminuir o custo do KW/h. Este, o consumidor paga desde o consumo de 1 KW/h, ao passo que as bandeiras eram cobradas a cada 100 KW/h consumidos. Ficam mascarando as coisas e mostram que estão fazendo uma bondade. Estão é fazendo maldade. Por que não abaixam o custo do KW/h?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARA ARRECADAR MAIS

O governo do PT - se podemos chamar isso de governo -, depois de dezenas de anos, fixou sorteio da Dupla Sena, que era às terças-feiras e sextas-feiras, para terças, quintas e sábados. Desespero para arrecadar mais. O bom disso tudo é que o "Don Juan de Garanhuns", sendo preso até agosto, mês fatídico de sempre, não dará mais palpites nem em prefeituras do PT - se é que o partido vai ter alguma.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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ESTATÍSTICA DO SISTEMA PRISIONAL

A taxa de aprisionamento no Brasil aumentou 67% entre 2004 e 2014. A notícia espanta. Mas será que existem razões para espanto? Afinal, a taxa diz respeito a quantos ingressaram no sistema em um ano. Quantos desses presos ficaram presos, de fato? Não faz sentido comparar as taxas do Brasil com a dos EUA ou da China. O motivo é simples: com leis duras, é natural que as taxas sofram redução. Todos sabemos que as nossas leis são "boazinhas" e que dificilmente um criminoso recebe penas grandes e, muito menos, as cumpre integralmente. Vejam lá a leitura que se faz da possibilidade de ir preso. Aqui, sabemos, os bandidos anunciam que "amanhã voltam para a rua", e ainda debocham dos policiais que os prendem. Na China ou nos EUA, eles não têm chance alguma de debochar de ninguém. Lá a coisa é séria. O recado dado à sociedade naquelas bandas é que o crime não compensa. Suzane Richthofen, nos EUA ou na China, ficaria a vida inteira na cadeia ou, no caso da China, provavelmente teria sido executada. Os mensaleiros jamais veriam a liberdade antes de 20 ou 30 anos. Traficantes de drogas, que aqui são libertados rapidamente, recebem penas duríssimas. No Brasil, o recado passado é de que, com um pouco de paciência, o crime compensa, e muito! Construir e manter cadeias é caro e difícil. Montar um sistema prisional decente e organizado também é custoso. Saber que boa parte da população, se as leis fossem endurecidas, encheria os novos estabelecimentos não é nada honroso para o País. Mas só assim os que ainda estão fora da cadeia e pensando em delinquir seriam demovidos de fazê-lo. No Brasil, infelizmente, ao contrário dos países citados na comparação, falta vergonha na cara.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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UM SISTEMA SUPERADO

O número de presos cresceu 167% em apenas 14 anos, de 2000 a 2014, no Brasil. Temos hoje a 4.ª maior população carcerária do planeta, com mais de 622 mil presos e um déficit de mais de 250 mil vagas no sistema carcerário. A média nacional de 306 presos por 100 mil habitantes é mais do que o dobro da média mundial, de 144/100 mil. 61% dos presos são negros e 75% são jovens e com baixa escolaridade. 28% estão presos por delitos sem violência à pessoa, como o tráfico de drogas. Menos de 1% estão presos por corrupção e delitos contra a administração pública. É um triste retrato do falido sistema carcerário brasileiro. Milhares de pessoas estão presas no Brasil por delitos leves e sem violência, que deveriam receber penas e medidas alternativas, em meio aberto. Trata-se de um sistema superado, caro, injusto, arcaico, classista, inchado, medieval, em desrespeito aos direitos humanos e ineficiente para reeducar as pessoas presas, que voltam mais perigosas ao convívio social após a prisão e que se condena por si mesmo.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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EXTERMINADORES DA CIDADE

Nosso prefeito Jilmar Tatto, digo, Fernando Haddad, afugenta os clientes do comércio de rua em benefício das empresas de transportes e dos shopping centers, através de portaria substituindo, nos arredores das ruas comerciais, as vagas de carros por vagas de caminhões (28/4, A19) - prejudicando o grande PIB comercial do centro de São Paulo. Assim, enquanto tiverem carga disponível, por uns dois meses as transportadoras terão maior comodidade para entregar suas cargas. Aos clientes restará migrar aos shopping centers para estacionar? O nosso Rei das Empresas de Ônibus poderá passar a ser também aclamado como Rei das Transportadoras e dos Shopping Centers - em especial dos novos que finalmente conseguirão ocupar suas lojas vazias. Depois, Rei e Vice-Rei da cidade culparão os paulistanos pelas ruas desertas e pelo extermínio do comércio de rua? 

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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ATENDIMENTO NAS UBS

Não bastasse a falta de medicamentos básicos para a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), há meses estão demitindo em média 40 profissionais em cada unidade, para recontratá-los com menos de 1/3 do que recebiam. Ou seja, se o atendimento era deficitário, imaginem como será de agora em diante. Vale uma observação: muitos médicos desaconselham utilizar medicamentos dos postos, alegando má qualidade. Será por eles serem produzidos por laboratórios totalmente desconhecidos, serem distribuídos em cartelas avulsas, e não em caixas, e não trazerem nenhuma bula, data de fabricação e data de vencimento, etc.?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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