Fórum dos Leitores

WHATSAPP

O Estado de S.Paulo

03 Maio 2016 | 03h00

Fora do ar

Não bastassem os muitos motivos de vergonha para o Brasil patrocinados por Lula, Dilma et caterva, vem agora um juiz de comarca do interior de Sergipe e manda suspender em todo o território nacional, por 72 horas, o uso do aplicativo WhatsApp, utilizado por milhões de brasileiros. Vexame atrás de vexame!

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

3491esc@gmail.com

São Paulo

Com licença, sr. juiz

Sobre a mais nova decisão jurássica proferida por mais um dinossauro do Poder Judiciário, apenas posso citar a genial filósofa Ayn Rand, em A Revolta de Atlas: “Quando, para produzir, precisamos pedir permissão aos que nada produzem, nosso país está perdido”.

DANIEL ARJONA DE A. HARA

haradaniel734@gmail.com

São José dos Campos

TEMER E A CPMF

Ah, não!

O vice já não descarta a CPMF... De pato para gado? Nã, nã, ni, nã, não. Se Michel Temer vier com essa conversa de novo, vai ser deletado também. Ou a campanha da Fiesp teria sido conversa pra boi dormir? Xô, CPMF!

LUIZ C. BISSOLI

lcbissoli46@gmail.com

São Paulo

Temer, “o Breve”.

SONIA MARIA BENFATTI RESSTEL

sbresstel@gmail.com

São Paulo

Não tem palavra?

Há uma semana Temer havia afastado a hipótese de aumentar impostos e recriar a CPMF. Agora, com as decisões tomadas a favor do impeachment, ele já fala que num segundo momento poderá recriá-la para ajudar no ajuste de contas públicas. Ou seja, como de costume, sempre ludibriados, né não? Além de que o destino da arrecadação, que seria para a saúde, é história para boi dormir. Será que estamos trocando seis por meia dúzia?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Reduzir despesas é preciso

É muito bom ver um economista dizendo o que deve ser dito: “É preciso deixar o vício de querer resolver o problema fiscal pelo lado das receitas e fazer uma mudança estrutural nas despesas”. Diminuir as despesas, a começar pelas escorchantes e inúteis, é preciso, isso é o que vêm fazendo os cidadãos. Reduzir despesas é o começo que torna desnecessário pensar em aumentar ou criar mais tributos.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

ACERTO COM O EX?

Péssimo

Se houver impeachment, Michel Temer vai procurar Lulla?! Sendo verdadeira essa notícia, pergunto: para quê?

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

Inaceitável

Se o sr. Michel Temer precisar procurar o Lula para poder governar o Brasil, ficará provado que são todos farinha do mesmo saco, para grande descrédito, desesperança e tristeza de todos os que foram às ruas para tentar mudar e melhorar o Brasil. Se é para ficar a mesma coisa, com o mesmo “toma lá dá cá”, estamos perdidos. Se o sr. Temer não tiver a coragem e a competência necessárias para levar o Brasil a sair da situação terrível em que se encontra sem o “apoio” e a “ajuda” da turma que nos pôs nesta situação, será uma grande desilusão. À fama de ficar sempre do lado que está mandando o PMDB terá de acrescentar a de incompetente. Qual seria o tema da próxima campanha para a Presidência? Vote no PMDB e ganhe o PT de volta? Não dá para acreditar! O sr. Temer tem muita gente competente de verdade para ajudá-lo na missão de salvar o Brasil e para que todos nós possamos ter orgulho de ser brasileiros. E para que nossos filhos e netos possam acreditar que os valores que ensinamos, éticos, morais e de honestidade, existem, podem e devem ser obedecidos. Que Deus nos ajude!

TERESINHA A. O. CARVALHO

teresinhaaoc@terra.com.br

São Paulo

DIA DO TRABALHO

Festa do desemprego

A presidenta, em trânsito para o cadafalso político, veio a São Paulo comemorar, no Dia do Trabalho, os 11% de desemprego que deixa como legado. Afinal, a mortadela garante os aplausos. Lula (que pena!) ficou com dor de garganta e não apareceu.

CARLOS MOREIRA DE LUCA

cdeluca@uol.com.br

São Paulo

Falta de compostura

Os sindicalistas deveriam ter compostura e se abster de fazer festas inapropriadas num momento trágico para a classe trabalhadora, que, aliás, eles não representam mais. Estavam festejando o quê, no Anhangabaú e na Praça Campos de Bagatelle? Os mais de 11 milhões de desempregados? Meu protesto. Por essa e outras sou favorável ao fim do imposto sindical.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Realidade medíocre

O 1.º de Maio, Dia do Trabalho, é emblemático para o político do Partido dos Trabalhadores (PT), pois o remete às suas origens. O não comparecimento de seu líder maior ao evento quando o partido enfrenta um de seus piores momentos não é inusitado. Lula tem dificuldade de enfrentar fracassos e apoiar quem os causou. José Dirceu que o diga. O medo de vaias, panelaços e a obrigação de ficar ao lado de Dilma no palanque decerto explicam a ausência. Realidade medíocre para quem até há tão pouco tempo se sentia próximo de um deus. Um ciclo que termina melancolicamente para elles. Seu legado será pago pela população durante muitos anos. Lula tem razão ao dizer que uma volta ao poder demandará tempo. Sabe também que eventual volta estará implicitamente ligada ao grau de sucesso econômico obtido no governo que sucederá a este.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Desculpa esfarrapada

A falta de voz para justificar a ausência de Lula nas manifestações de 1.º de Maio é uma desculpa esfarrapada. O fato é que o “grande cacique” quer se afastar de Dilma, pois sabe que o destino dela está traçado e ele quer permanecer ileso para uma eventual candidatura em 2018. É um grande espertalhão, mas numa provável mudança de governo não disporá de foro privilegiado e terá de responder a muitos questionamentos do juiz Sergio Moro. Tomara que isso vingue!

FILIP RIWCZES

filipriw@gmail.com

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ANÚNCIOS NO DIA DO TRABALHO

Estabeleceu-se, nesse 1.º de Maio, um paradoxo. No Dia do Trabalho, o governo anunciou aumento no valor do Bolsa Família, programa criado para atender quem, por alguma razão, não tem trabalho. Fez-se isso num momento em que o País amarga a mais alta taxa de desemprego. O trabalhador não teve o que comemorar nesse 1.º de maio. Pela atitude ora adotada, é preciso vigilância total sobre os últimos dias em que a presidente continuará no poder. Embora tenha autoridade para tanto, há que questionar as “bondades” que possa assinar e deixar para o sucessor cumprir. Poderão existir, entre os atos de governo, algumas bombas de difícil desarme. O mais decente e correto para com a Nação seria Dilma apenas despachar o expediente, mas não há garantias de que ela tenha a suficiente grandeza para assim agir. É preciso compreender que, depois do impeachment, independentemente do resultado, todos nós teremos um Brasil para reconstruir. Quanto mais devastado estiver, mais difícil será a recuperação e maior o sofrimento do povo, especialmente dos que hoje padecem com o desemprego.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

PRIMEIRO DE MAIO

Parabéns à Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela festa em comemoração ao Dia do Trabalho, com a presença de Dilma Rousseff e 11 milhões de desempregados. 

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

*

O ENDEREÇO DA CRISE

Passado o dia do trabalhador, agora vêm os 364 dias daqueles que não trabalham, bloqueiam estradas, ruas e avenidas com suas bandeiras vermelhas. Atualmente, são 11 Estados federativos que fracionam ou não pagam seus funcionários em dia. Breve, muito breve, será no Brasil todo. Esta crise, somada a dezenas de outras, tem um endereço: Palácio do Planalto & Cia de Incompetentes.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

*

HERANÇA

 

Dilma fez mais que o diabo para ser reeleita, e, agora, vingativa, ciente de que será defenestrada, ataca com pacote de bondades: elevar o benefício do Bolsa Família e reajuste na tabela do Imposto de Renda (lembro que em 2015, mesmo com inflação oficial de 10,67%, Dilma não reajustou a tabela, prejudicando os contribuintes).  Para complicar ainda mais a caótica situação, Lula e seus asseclas (MST, MTST, UNE e CUT) prometeram, após o alijar da presidente, infernizar o País com greves, invasões e paralisações – só para inviabilizar a recuperação e prejudicar o Brasil e o novo presidente. Será a herança que Dilma deixará ao seu sucessor, num momento em que a tônica é reduzir despesas e restabelecer a credibilidade perdida e a esperança de que o Brasil volte a crescer e reduzir o desemprego.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

DILMA E A REPÚBLICA

Dilma prova que é vingativa e irresponsável, ao aumentar o Bolsa Família em 9,5%. Sabe que quebrou as finanças do País e que Michel Temer não poderá arcar com isso. Isso que é não ser republicana!

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

*

SORTEIO

Com 11 milhões de desempregados este ano, a CUT e a Central-Geral dos Trabalhadores (CGT), ao contrário dos anos anteriores, quando sorteavam carros e casas, deveriam sortear postos de emprego. Seriam mais proveitosos e bem-vindos.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

*

COMEMORAR O QUÊ?

Em meio à mais severa e aguda crise político-econômica-financeira da história do País, provocada pelo desastroso, incompetente e corrupto desgoverno do Partido dos Trabalhadores (PT), no feriado de 1.º de Maio, Dia do Trabalho, mais de 11 milhões (!) de trabalhadores desempregados não tiveram o que comemorar. Absurdo!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

TRISTE DIA DO TRABALHO

Com 11,1 milhões de desempregados, ou 10,9% da população ativa, como divulgou o IBGE, resultado da pesquisa Pnad Contínua, não havia nada a comemorar neste 1.º de Maio. Talvez só o provável impeachment de Dilma Rousseff. Mesmo porque, pela previsão dos analistas, o desemprego pode atingir até dezembro deste ano 12,5 milhões de trabalhadores. E não para por aí. A crise econômica produzida por esta gestão petista apresenta resultados devastadores! No ano passado, por exemplo, 100 mil estabelecimentos comerciais e 1.047 concessionárias de veículos, por falta de clientes, encerraram suas atividades. E somente no Estado de São Paulo 4.451 fábricas também fecharam suas portas. Os números de 2016, por sua vez, provavelmente serão piores para os empresários, já que o crédito está escasso, caro, seletivo e os investidores desapareceram. E a renda do trabalhador continua despencando... Portanto, PT nunca mais!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

TRABALHADORES QUE NÃO TRABALHAM

Primeiro de Maio: comemorações pelo Dia do Trabalho e pela extinção do Partido dos Trabalhadores que não trabalham!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

*

ANDAMOS PARA TRÁS

O que será que os brasileiros tinham a comemorar nesse primeiro de maio? Com mais de 11 milhões de desempregados, 100 mil lojas fechadas, 300 fábricas que sumiram do mapa, juros nas alturas, economia estagnada, a maior estatal do País arrombada e um país parado, o que Lula e Dilma teriam a dizer? Infelizmente, depois do estelionato eleitoral para reeleger Dilma, o Brasil andou para trás. Portanto, esse 1.º de maio é uma data para ser esquecida, ela marcou a vida dos brasileiros como a mais triste e sem perspectivas. Que venham as mudanças de que o Brasil tanto  precisa.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

SINAL

No Brasil, virou tradição dos perdedores realizarem um grande comício – cheio de bandeiras vermelhas – antes da queda final. Sinais do fim dos tempos petistas.

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

*

AGRADECIMENTO NO DIA DO TRABALHO

Prezada presidente Dilma Rousseff, dirijo-me à senhora, “mãe do PAC”, chefe do paraíso na Terra chamado Brasil, para agradecer as ótimas condições de vida que me proporciona. Assinado, um dos 11 milhões de desempregados.

  

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

INCAPACIDADE CIVIL

Quem não trabalha (Bolsa Família) recebe 9% de aumento. Já quem trabalha (tabela do Imposto de Renda) recebe só 5%. No dia do trabalho, Dilma incentiva o ócio. É o Brasil surreal. Como disse o professor Izidoro Blikstein (revista “Veja”, 30/3), “Dilma não é capaz de fazer um plano mental de organização de ideias, coesão e coerência. Pode haver aí uma questão de ordem psíquica, mas só mesmo um psiquiatra para avaliar”. O assunto é muito sério. O inciso II do artigo 15.º da Constituição diz que a cassação dos direitos políticos poderá dar-se por “incapacidade civil absoluta” e, por sua vez, o inciso II do artigo 3.º do Código Civil define que “são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos”. Talvez nem precisemos de impeachment... Seria golpe solicitar uma análise psiquiátrica da sra. Dilma, ou vamos esperar que ela detone de vez o País?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

INSUSTENTÁVEL

A “presidenta”, mesmo no aviso prévio do impeachment, continua gastando? Pode? Reajustou em 5% a tabela do Imposto de Renda (IR) e, para não perder o costume, fez aquela média reajustando em 9% o Bolsa Família. Será que ela sabe que a crise econômica e o desemprego estão crescendo? Que o País está no fundo do poço por culpa exclusiva da sua incompetência, e vai castigar ainda mais o povo? Não há quem aguente!

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

*

SEM NOÇÃO DA REALIDADE

Lula não compareceu domingo à “comemoração” do Dia do Trabalho, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Não pela voz, com certeza, mas porque não quer mais ser visto ao lado de Dilma. Lula nunca gostou de ser associado ao fracasso. Bem, mas Dilma lá esteve para repetir o mantra de que seu impeachment “é golpe” embora não convença mais ninguém. É de perguntar como uma pessoa pode ser tão sem noção, sendo capaz de ir à praça pública comemorar mais de 11 milhões de desempregos no País, 11% da população, negando uma realidade tão cruel. E, estando lá, ser capaz de jogar a culpa em todos, retirando de si qualquer responsabilidade por toda esta desorganização na economia, como se nada tivesse que ver com isso! Definitivamente, Dilma não está bem e sua expressão denotando alienação dos fatos, sempre com muita dificuldade em articular frases inteiras com começo, meio e fim, sua agressividade contida em público, mas notória no trato com pessoas, além de outros traços, tudo isso são sintomas inquestionáveis de evidente descontrole, de que algo vai muito mal com o mundo interno de dona Dilma, o que vem provar mais ainda sua total incapacidade de chefiar uma nação, não bastassem também os crimes pelos quais é acusada. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

*

TRISTEZA

A manchete sob a foto de primeira página do “Estadão” de ontem ficaria melhor, pelas fisionomias dos fotografados, se tivesse escrito “Velório de um (des)governo no 1.º de Maio”. Cruz credo! Quanta tristeza.

Adriles Ulhoa Filho Adriles adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

*

AFINOU

Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador! Lula afinou e não foi!

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

*

‘QUANTO PIOR, MELHOR’

Com a aproximação do fim do reinado (governo) da “czarina” Dilma Rousseff, os sons dos estertores de seu governo se fazem ouvir cada vez mais alto. Para dificultar a vida do vice que provavelmente assumira em breve sua cadeira, o governo começa a lançar a tática de terra arrasada, ou seja, entregar ao sr. Michel Temer a pior situação possível da economia (já muito maltratada). A tática é sumir com informações de governo, somada a decretos espúrios que dificilmente serão anulados. A caneta assinando a torto e a direito concessões aos companheiros é um exemplo. Em se tratando do PT, podemos esperar o “quanto pior, melhor”.

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

*

FIM DE FEIRA, SINÔNIMO DE GASTANÇA?

Nestes últimos dias de um projeto de poder, dois fatos têm chamado a atenção no grupo político vinculado a esse projeto: a tentativa de tumultuar o regular funcionamento do País e o aumento de gastos com temas, digamos, pouco prioritários para o Brasil neste momento. No caso das tentativas de tumultuar o regular funcionamento do País, já combalido pela incompetência técnico-gerencial do grupo político que ainda permanece no poder, linhas auxiliares ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT), como CUT, MST, MTST, UNE e UBES, têm bloqueado estradas, ocupado instalações públicas e hostilizado pessoas que apoiam o processo de impeachment de Dilma Rousseff. A mais nova vítima desses ataques de esperneio dos que perderão as benesses do governo patrimonialista lulopetista é a advogada Janaina Paschoal, que, num ato corajoso e heroico, aliou-se aos ilustres Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo para revelar os males provocados ao Brasil pela tal “contabilidade criativa” lulopetista. Em mais uma demonstração de distorção do significado das palavras, tão característica da turma do Foro de São Paulo, aliados de Lula e Dilma, que se dizem “defensores da democracia”, tentam ofender e desconstruir a honra e a carreira de Janaina Paschoal por ela, justamente, num gesto democrático, ter demandado uma instituição democrática como o Poder Legislativo para pedir o afastamento de Dilma. O outro fato que chama a atenção nos que ainda permanecem no poder se refere à elevação de gastos com temas pouco prioritários, como comunicação institucional e propaganda. A última desse grupo foi a edição de uma medida provisória (instrumento legal utilizado para situações excepcionalíssimas, como situações de calamidade pública e de guerra) para a abertura de créditos orçamentários de R$ 100 milhões de reais, destinados para comunicação e propaganda. A medida provisória em questão é a de n.º 722, de 28/4/2016. Porém, o bom senso jurídico prevaleceu e o Supremo Tribunal Federal (STF), mediante liminar apresentada pelo partido Solidariedade, suspendeu os efeitos dessa medida, sob a justa alegação de que gastos com comunicação e propaganda não possuem os imperativos de imprevisibilidade e urgência tão necessários para justificar a edição de uma MP. Ademais, os R$ 100 milhões da referida MP seriam mais bem empregados (e justificados) se fossem para situações como socorrer as famílias vitimadas pela lama de Mariana (MG), combater as epidemias de zika vírus e H1N1 ou aliviar o caos da saúde pública no Estado do Rio de Janeiro. Urgência para justificar aumento de gastos com comunicação e propaganda só serve de pretexto em países “democráticos” como Venezuela, Cuba e China. Por fim, fica a seguinte reflexão para o governo que está sendo montado para suceder Dilma: considerando o mensalão, o petrolão, o escândalo das offshore companies revelado pelo Panama Papers e esta gastança de fim de feira que Dilma e sua turma vêm empreendendo com comunicação e propaganda, cabe uma auditoria minuciosa, criteriosa e isenta nas contas públicas, nos controles administrativos e nas empresas estatais, valendo-se, para tanto, de pessoas e recursos em quantidade e qualidade suficientes para analisar e avaliar a real situação do aparelho do Estado. Afinal de contas, é inadmissível que, em que pese o aparato de controle interno do Poder Executivo federal e de suas estatais, bilhões de reais tenham sido desviados de órgãos e entidades de natureza pública, outros bilhões tenham sido “pedalados” e todo um aparato estatal tenha sido “feudalizado” por fisiologismos e corporativismos.

Pedro Papastawridis ppapastawridis@yahoo.com.br

São Paulo

*

R$ 100 MILHÕES NO RALO

 

Para dona Dilma, R$ 100 milhões não devem representar muito, porque foi o crédito extraordinário pleiteado para publicidade, o que provocou manifestação do partido Solidariedade no Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Gilmar Mendes suspendeu a pretensão absurda da presidente. Doravante, infelizmente, vamos ver muitos atos irresponsáveis da presidente, como forma de protesto ao processo de impeachment. Enfim, está a demonstrar a sua personalidade verdadeira!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

PUBLICIDADE BARRADA

A publicidade institucional se presta a dar visibilidade à atividade de um dirigente. Ora, no caso da dona Dilma, dada a sua diária presença em todos os jornais escritos e falados do País, torna-se total e absolutamente desnecessário gastar uma fortuna em publicidade. Mais uma tentativa de “providência” que revela o seu descompasso com a realidade recessiva deste país. Nada de crédito “extraordinário” para publicidade: parabéns, dr. Gilmar Mendes, a população brasileira muito sofrida agradece.

Pedro Luís de C. Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

*

ARRECADAÇÃO FRUSTRADA

Imagina-se a decepção da Receita Federal ao constatar que o número de declarações de Imposto de Renda ficaram abaixo das suas expectativas! Faltou aos gênios da arrecadação contabilizar, talvez, o imenso número de pessoas que simplesmente deixaram de ter renda em 2015, os desempregados. A Receita talvez tenha contado com as declarações dos mais de 4 mil empresários da indústria em São Paulo, por exemplo, que deixaram de existir, pois não suportaram o peso da crise. Ironias à parte, é aviltante ver o órgão arrecadador máximo decepcionar-se com o seu “faturamento”, enquanto milhões de brasileiros têm de arrumar uma maneira de colocar comida na mesa no dia seguinte. Mas, pensando bem, um Estado que tem a cara de pau de considerar pensão alimentícia como renda, e assim taxá-la gostosamente, não teria mesmo esta percepção da realidade dos seus “contribuintes”. A arrecadação será menor do que eles contavam? Bem feito!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

PREOCUPAÇÃO

Dilma Rousseff está muito preocupada por ser obrigada a deixar o Planalto quando da instalação da Olímpiada do Rio de Janeiro. Diz que ficará muito triste se, até lá, já estiver afastada do governo. Por outro lado, não demonstrou nenhuma preocupação com o mal que continua fazendo ao País com suas benesses descabidas, ou seja, sempre olhando para o próprio umbigo.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

NÃO MERECE

Protesto contra Dilma Rousseff receber a tocha Olímpica porque, pela sua desonestidade, não representa mais os brasileiros.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

*

VAI CHEGAR A TOCHA OLÍMPICA

Espero que dona Dilma não a utilize para incendiar, de vez, o País.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

‘MOLECAGEM’

Cumprimento os editorialistas do “Estadão” pelo editorial “Molecagem” (30/4, A3). Aborda com erudição e precisão as estripulias (traquinadas, gaiatices) políticas de Dilma Rousseff e de Lula neste fim de feira que é o (des)governo do PT. A desfaçatez dessa gente realmente não tem limites. Acostumados a bradar loas e gritos de “guerreiros do povo”, à porta de presídios, para homenagear companheiros que neles ingressam para cumprir penas relativas a crimes comuns, não surpreende que desrespeitem o STF e o País ao classificarem como “golpe” o processo constitucional de impeachment a que está sendo submetida a presidenta (sic) da República. Aliás, é justamente por terem acanalhado e subvertido o uso de termos da língua portuguesa (mensalão, petrolão, pixuleco, companheiro, presidenta, golpe, pedaladas, movimentos, base partidária, nós, eles, direitos, bolsas), sem que ninguém contraditasse tais molecagens semânticas, é que eles se permitiram o ridículo de evocar as teses revolucionárias de Antonio Gramsci para inspirar o “socialismo de galinheiro” que implantaram no País. Gramsci merecia melhores seguidores.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

*

MARGINAIS

Perfeita a análise do editorial “Molecagem”, apenas retificando o final: “isso é coisa de marginais”.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

*

MOLECAGEM OU BANDIDAGEM?

O que Dilma, Lula, PT, CUT, MST, etc. estão fazendo não é molecagem, é bandidagem. E precisam ser barrados urgentemente. Lugar de bandido é na cadeia.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

DESAPREÇO PELA DEMOCRACIA

São estarrecedores os termos utilizados no editorial “Molecagem”, publicado no sábado pelo “Estadão”, na análise das últimas ações da senhora Dilma Vana Rousseff. E que fique bem claro: não há de minha parte qualquer crítica ao autor do texto. O que é inequivocamente estarrecedor é a presidente do Brasil – fundamentando-se em sua desqualificação, ideologismo barato e inconsequente, ausência de pudor, desrespeito aos brasileiros, bem como desapreço pela democracia, pela verdade e pela ética – agir de forma tão irresponsável e rasteira, a ponto de merecer de mentes lúcidas a avaliação tão apropriada contida na matéria deste jornal.

 

Isabel Krause dos Santos Rocha Souto souto49@yahoo.com

Brasília

*

TERRORISMO

O maior crime de Dilma é o de lesa-Pátria. Agora, com provável certeza de que será afastada da Presidência, está arquitetando medidas a fim de criar dificuldades ao novo governo com um pacote de bondades que sabe muito bem ser impossível seu cumprimento, simplesmente porque acabou o dinheiro. O País está falido. É o mesmo raciocínio de suas promessas de campanha, quando Dilma conhecia a impossibilidade de cumpri-las, mas, caso perdesse as eleições, colocaria a opinião dos eleitores contra seu adversário. Também está fazendo de tudo para denegrir a imagem do Brasil no exterior, intencionalmente, com a tese, sem fundamento constitucional, de “golpe”. Essas atitudes podem ser classificadas como atos de terrorismo com o objetivo de levar o País  a uma convulsão social.

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

*

ORDEM DE SUAS PRIORIDADES

Para se defender contra o iminente impeachment, Dilma Rousseff “faz o diabo”: aproveita qualquer solenidade local ou internacional para mentir e reclamar do imaginário golpe; usa o advogado-geral da União como se fosse advogado particular seu; omite-se perante as ameaças à ordem pública dos ditos “movimentos socais”, financiados por este desgoverno, e por aí vai. Ela não comenta uma palavra sobre os 11,1 milhões de desempregados, sobre a inflação de 10,6% ao ano, sobre o rombo de R$ 111,2 bilhões nas contas públicas, ou os horrores que a Operação Lava Jato descobriu sobre sua campanha eleitoral, seu governo e seu partido, o PT. Ou seja, ela não tem nada a dizer, ou sabe o que fazer em relação aos problemas que afligem os brasileiros. É patético. 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

*

DÉFICIT DE DIGNIDADE

Considerando que tudo o que aconteceu no governo da presidente Dilma Rousseff teve anuência do vice-presidente Michel Temer, a substituição da presidente Dilma, caso seu impeachment seja aprovado no Senado, pelo seu vice Michel Temer, não vai tirar o Brasil do atoleiro em que se encontra e tenho minhas dúvidas em relação a uma nova eleição. Dados os fatos mostrados na TV e denúncias fundamentadas sobre seus possíveis sucessores, todos têm o rabo preso. A bagunça é geral, a Câmara dos Deputados e o Senado têm um comportamento lastimável – homens de colarinhos no lugar errado, trocando empurrões e palavras de baixo calão. Nunca vi no mundo deputado cuspir na face do outro, fazerem apologia a crimes, defender corrupto em um dia e ir preso no dia seguinte. Realmente, são a escória da política nacional. Suas reuniões são desastrosas, ninguém faz questão de entender ou ouvir ninguém, estão sempre ocupados rabiscando em papéis, nos celulares ou cochichando quando a palavra está com o adversário. Diante de tudo o que assistimos nas últimas semanas, podemos concluir que não existe ninguém capaz de honrar com dignidade necessária o alto posto da Presidência da República. A maioria de nossos políticos é completamente desorientada, sem controle emocional e incompetente para estar ocupando cargos de deputados e senadores.  É uma verdadeira casa da mãe Joana. Hoje, quem seria neste país o homem adequado para ocupar a Presidência da República, Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Aécio Neves, José Serra ou, que tal, Paulo Maluf, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Melo, José Sarney e, sem ofender, o deputado Tiririca?

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

*

IMPEACHMENT JÁ!

Aliados de Michel Temer querem suspender o recesso parlamentar para votar o quanto antes o impeachment de Dilma Rousseff. Sim! O Brasil não tem mais tempo a perder. Nossa derrocada é diária. Os números sociais e da economia são assustadores. E as previsões para este ano e para o primeiro semestre de 2017 não são animadoras, pelo contrário. “Bora” levantar este país!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

*

O IMPEACHMENT NO SENADO

Parabéns aos esclarecimentos do dr. Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Tribunal de Contas da União, que foi brilhante nas suas explanações na comissão do impeachment no Senado, ontem. Os petistas e aliados, por não terem justificativas para as tais pedaladas, procuram no grito e em inverdades ganhar berrando e fazendo confusões a fim de não permitirem reais elucidações. A senadora Vanessa Graziotim (PCdoB) tentou fazer parecer que o procurador comparecia às manifestações pró-impeachment – dizendo haver fotos disso –, mas foi desmentida e até ironizada por não ter verificado a veracidade dos imagens. Os outros convidados também mostraram que houve as tais pedaladas. O terror de todos eles é perder as boquinhas...

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

AS ‘PEDALADAS’ FISCAIS

Acerca das famosas “pedaladas” fiscais que embasam o pedido de impeachment da presidente Dilma, os ministros Nelson Barbosa (da Fazenda) e José Eduardo Cardozo (da Advocacia-Geral da União, AGU) têm assim explicado: trata-se de um contrato de prestação de serviços em que houve atraso no pagamento dos serviços prestados. O primeiro comparou-o a uma contratação de obra: concluída a obra, o contratante não efetuou o pagamento no prazo, fazendo-o com atraso. O segundo opinou pelo atraso no pagamento dos serviços prestados. Ambos apresentaram raciocínio fora do contexto. Primeiramente, pensei que se tratava de uma leitura apressada do contrato, daí o equívoco (deles) na conclusão apresentada. Mas o contrato é claro! Então, poderia ser má-fé. Porém, depois, percebi que ambos fazem parte de uma gente que despreza as leis, despreza os princípios constitucionais, uma gente que distorce a realidade com o fim de apresentar versões que lhes são convenientes. Vou explicar. De fato, as “pedaladas” têm como (um dos) pano de fundo um contrato de prestação de serviços firmado entre INSS e alguns bancos. Para quê? Para (principalmente) pagamento dos benefícios administrados pela autarquia. É um contrato bilateral – contém obrigações para ambas as partes; e é oneroso – as partes auferem vantagens e tiram proveitos da contratação. Ao banco cabe, além de pagar os benefícios: emitir os cartões magnéticos, emitir extratos dos benefícios mensalmente, ou trimestralmente; emitir declaração de rendimentos para o imposto de renda, emitir demonstrativo histórico de consignações, realizar recadastramentos e alterações de endereços, controlar os benefícios não pagos, realizar transferência mensal TED/DOC, para beneficiários que tem conta em bancos não contratados para esse serviço. Tudo gratuitamente. Por sua vez, a autarquia obriga-se a: 1) transmitir o arquivo magnético ao banco contendo os dados cadastrais dos beneficiários com antecedência de cinco dias úteis em relação à data do primeiro pagamento; e 2) depositar os valores dos benefícios na conta reserva do banco no dia útil anterior à data de pagamento. Em alguns casos, essa provisão é feita com 4 dias úteis de antecedência; em outros, 7 dias de antecedência. É desse provisionamento de recursos que trata a questão das “pedaladas”. Ou da falta dele! Assim, não tendo sido feito tal provisionamento de recursos, tendo sido entregue apenas o arquivo magnético, era de esperar que o banco não cumprisse a sua parte! Ou seja, não deveria nem poderia pagar os valores aos beneficiários do INSS. Porém, para evitar que se instalasse o caos nas agências, o banco paga, com recursos do banco. E isso significa financiar a folha de pagamento de outrem. Mas, para os ministros, não! Para eles, foi somente um atraso no pagamento dos serviços! Qualquer empresário sabe que: ao combinar com um banco o pagamento da folha de salários de seus empregados, cabe-lhe a entrega ao banco da relação dos empregados com os respectivos valores salariais e um cheque no valor total da folha (ou uma autorização de débito). A remuneração pela prestação do serviço é outro cheque! E se a conta do empresário não tem saldo suficiente, é-lhe oferecido um empréstimo, um financiamento! Ocorre, notadamente, quando do pagamento do 13.º salário. Então, no caso das “pedaladas”, não estamos falando de pagamento por serviços prestados, como insistem em dizer os ministros citados. Ah, esta é outra questão que intriga... a remuneração pelos serviços prestados! Em regra, um contrato de prestação de serviços dispõe sobre a remuneração a ser paga a quem presta o serviço. Porém, nesse caso, os bancos – que prestam os serviços acima descritos – é que pagam à autarquia. O que ocorre? A folha de pagamento federal foi considerada (acho que pelo Tribunal de Contas da União) um ativo especial intangível, passível de licitação, dotada de valor econômico. Realmente, os grandes bancos querem conquistar tais folhas de pagamento: servidores com altos salários, muitos marajás! Quem não gostaria de processar a folha de pagamento dos ministros dos tribunais e seus funcionários, dos desembargadores, dos deputados, dos senadores, das grandes prefeituras... Muitas oportunidades de negócios bancários! Aí, por analogia, os benefícios do INSS também tiveram o mesmo tratamento. Foi considerada uma grande folha de pagamento de salários. Feito o leilão, ganhou o banco que deu o maior lance... para ter o “direito” de administrar os benefícios, em sua maioria, de um salário mínimo. Distribuídos os lotes de benefícios entre os 10 bancos que participaram do leilão (diz que era pregão eletrônico) foi firmado o contrato para durar 20 anos. Tanto o leilão da folha de benefícios, quanto o prazo de 20 anos (prazo máximo de 5 anos, pela Lei das Licitações) não encontram amparo na legislação. Daí, lembro-me das lições que estudei nos cursos jurídicos que fiz: na administração pública não há liberdade nem vontade pessoal. Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo o que a lei não proíbe, na administração pública só é permitido fazer o que a lei autoriza. Resumindo: é o princípio da legalidade, que está no art. 37 da Constituição federal. Mas às favas as leis! Das licitações, do pregão eletrônico, de responsabilidade fiscal... Para justificar: uns dizem tratar-se de uma mudança de paradigma jurídico; outros, um contrato atípico. Às favas os princípios constitucionais: da legalidade, da impessoalidade, da moralidade... Tempos gasosos... 

Edna Ogaki ed_ogaki@yahoo.com.br

Valinhos

*

OPERAÇÃO LAVA JATO E AS EMPREITEIRAS

Sabe-se que os Estados brasileiros apresentam déficit no sistema prisional e, com isso, a Justiça tem sido complacente e autorizado tornozeleiras eletrônicas, prisão domiciliar, regime semiaberto, entre outras facilidades. E com isso, o crime aumenta em proporção avassaladora. Considerando que as grandes construtoras envolvidas na Operação Lava Jato deverão despender vultosas quantias em acordos de leniência com a União, creio que seria mais interessante para a sociedade brasileira que elas fossem obrigadas a construir presídios, ajudando com isso a minorar o problema da criminalidade com o efetivo encarceramento dos bandidos.

Sérgio Lender lender@via-rs.net

Porto Alegre

*

PRISÃO MANTIDA

Supremo Tribunal Federal (STF) mantém Marcelo Odebrecht na prisão. Que juiz este Sérgio Moro! Mais uma derrota para uma leva de advogados faixa-preta oitavo dan.

Pedro Choma Neto pedroneto@brturbo.com.br

Irati (PR)

*

DA LAVA JATO AO MINISTÉRIO?

Empresários, diretores de estatais, doleiros e outros cidadãos comuns estão presos por envolvimento na Operação Lava Jato. Já os políticos com “impunidade privilegiada” aguardam o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o Supremo Tribunal Federal (STF) tomarem alguma providência para que não passem anos de impunidade, como no mensalão. O fato é tão ruim que pelo menos três senadores envolvidos estão cotados para virarem ministros do eventual governo Temer. Assim, parece que trocaremos seis por meia dúzia.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

EDUARDO CUNHA

A justiça brasileira, o STF e todos os envolvidos devem aos brasileiros a cassação urgente do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O Brasil não aguenta mais tê-lo na presidência da Câmara, pois é um desrespeito a todos nós. Queremos saber o porquê da demora para que ocorra sua cassação, com tantas provas contundentes de sua improbidade administrativa ou de gestão na Câmara. Com suas manobras, o trabalho não anda para assuntos importantes ao País, por sua falta de ética, por ser réu, etc. Já foram colhidas mais de 1 milhão de assinaturas para sua extirpação do poder. O que mais precisa? Isso vem desde o ano passado. O STF não teria que pôr este caso tão sério e importante à frente de todos os demais casos?

Regina Teles telesreginamara@gmail.com

São Paulo

*

RESPOSTA

A insinuação de que a pautação do pleito apresentado por três advogados oportunistas em relação ao impeachment da presidente Dilma tem que ver com um acordo para abafar os processos que tramitam na Câmara dos Deputados contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) exige uma resposta e um posicionamento dos deputados. Até quando a Câmara vai ficar sob o controle de uma pessoa que tem o direito de escolher o que deve ser pautado ou não?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

QUANDO SERÁ?

Qual o verdadeiro motivo para tanta demora? Duas perguntas que ainda não tiveram respostas nem do STF nem da força tarefa comandada pelo Exmo. senhor juiz Sérgio Moro em Curitiba: Quando Eduardo Cunha será finalmente julgado e condenado pelos crimes que cometeu? Quando a força tarefa vai ouvir os políticos e empresários citados nas delações? Com a aproximação do “novo” governo Temer/PSDB/DEM, fica a preocupação de que tenhamos de volta a figura nefasta do engavetador-geral da República e que tanto o STF como a força tarefa sejam abafados pelo rolo compressor desses partidos. Tenho esperança de que as prisões e condenações continuem independentemente de quem seja e a qual partido pertençam, caso contrário, será lastimável para o País.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

*

ÁS NA MANGA

A pergunta mais frequente que nós nos fazemos é de onde vem a força de Eduardo Cunha. Como ele pode enfrentar, simultaneamente, a Câmara, o Senado e o Supremo, mas nada acontece? A resposta é obvia: um dossiê bombástico muito superior aos “300 picaretas” enunciados por Lula.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

NADA A COMEMORAR

No domingo, 1.º de maio, Dia Mundial do Trabalho, o que o trabalhador brasileiro deveria e pôde comemorar? Que ganha salário digno para que, além das necessidades básicas de alimento e de higiene, possa também comprar livros, revistas e gibis para os filhos? Que, quando precisa de atendimento em hospitais públicos, não vai enfrentar filas e poderá contar com médicos a qualquer hora e dia? Que é examinado em equipamentos hospitalares dotados de tecnologia de ponta para apontar o melhor diagnóstico nos procedimentos médicos, com a necessária rapidez para evitar a tempo o óbito – que ocorre sistematicamente aos mais pobres (que são a maioria) por não terem dinheiro para agilizar os exames? Que tem uma educação fundamental em escolas com professores valorizados, com vocação para o ensino das crianças e remunerados de forma decente e crescente? Nada a comemorar num país onde seus aposentados, mesmo com a saúde debilitada, são obrigados a trabalhar para poderem se alimentar, já que o dinheiro da aposentadoria mal dá para os remédios. Absolutamente, não! Nada a comemorar num país onde um governador (Cid Gomes) de um Estado (Ceará) cuja população, na sua maioria, vive numa pobreza que repugna pela sordidez indigna na busca incessante da sobrevivência faz uma viagem em jato fretado à Europa (Espanha, Inglaterra, Escócia, Irlanda e Alemanha), quando poderia viajar em voos comerciais e gastar um décimo do valor, sem ainda comprovar a premente necessidade e qual o devido retorno do investimento dessa viagem para o seu Estado. Nada a comemorar num país que repassa uma fortuna às centrais sindicais (de impostos sindicais que subtrai ardilosamente um dia de trabalho de cada trabalhador) e, por veto do presidente de formação sindical, ficaram livres da fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) e, a julgar pelos antecedentes de seus dirigentes, vai ser uma festa de locupletação com o dinheiro do trabalhador. Nada a comemorar num país que tem um Legislativo onde o seu presidente, a partir de uma canetada, possa gastar o nosso dinheiro vergonhosa e escandalosamente com verbas repassadas para cada um dos deputados federais e nada podemos fazer para deter tamanha ignomínia. Nada a comemorar... 

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú 

*

O PROTESTO DOS ALUNOS

O descaso do político que ocupa o governo do Estado de São Paulo é tão grande que o gradil mal conservado da Escola Estadual Fernão Dias (2/5) é o reflexo do caos administrativo. Falta vergonha na cara. Saúde, educação e segurança pública faliram, pela incompetência e pelo sistema cansado que aí se apresenta. Agora vai ter merenda, governo mentiroso.

 

Edmar Augusto Monteiro edmarmonteiro@ig.com.br

São Paulo

*

ESCOLAS OCUPADAS

A “Pátria Educadora” atingiu a meta: a escola ocupada por desocupados... 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

VALORES DOS PLANOS DE SAÚDE

Cumprimento a jornalista Fabiana Cambricoli, pela matéria “Valor gasto por convênios na Justiça dobra em 2 anos e vai a R$ 1,2 bi”, publicada na edição de domingo do “Estadão”, pois explica muito bem o momento que vivemos com relação aos constantes aumentos aplicados pelas operadoras de planos de saúde no País. Nós, corretores de planos de saúde, temos de constantemente informar aos nossos clientes que os aumentos quase que trimestrais das operadoras se devem aos custos com os insumos médicos, muitos importados, e também com o fato de que a Justiça quase sempre dá ganho de causa aos beneficiários com procedimentos que não estão no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS), embora as coberturas estipuladas em contrato estejam de acordo com as requisições dessa agência. Creio que para diminuir os constantes reajustes que pesam para os novos beneficiários, o governo deveria garantir aos usuários dos planos de saúde os tratamentos que não foram autorizados pela ANS e que não foram computados pelas operadoras quando do estudo de custos, ou ressarcir as mesmas por arcarem com procedimentos médicos que não tinham a obrigação de cumprir, a não ser por questão humanitária. A matéria será muito útil para nós compartilharmos com os nossos clientes, para que estes vejam que as explicações que damos são bem fundamentadas.

 

Alberto Souza Daneu curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

*

MAIS MÉDICOS

Por meio de medida provisória, a presidente Dilma prorrogou por mais três anos o prazo para que profissionais possam trabalhar no Brasil sem a validação do diploma pelo programa Mais Médicos. Conhecendo o PT, não será absurdo admitir que o interesse oculto é o de garantir a Cuba a mesada originada no trabalho dos médicos-escravos-cubanos que aqui se encontram no programa recebendo misérias em salários. O petismo vive clima de fim de festa, salvando no que der sinecuras como a da ditadura cubana.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

*

MÉDICOS APROVADOS

O programa do PT Mais Médicos resultou na importação de cerca de 10 mil quase médicos de Cuba. Para quê? Ora, sigam o dinheiro e vejam para onde vai o nosso rico dinheirinho: Cuba! Surpresos? Vamos acabar com esta farsa. Médicos, sim, precisamos. Mas aprovados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). Sem isso, nada feito. 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

*

FOSFOETANOLAMINA

Com a Lei n.º 13.269, que admite o uso da fosfoetanolamina para o tratamento de “neoplasias malignas”, desde que assumam a responsabilidade e o risco de fazê-lo, e depois de prorrogar o programa Mais Médicos sem o Revalida (exame para médicos formados no exterior e que queiram exercer a profissão no Brasil), a presidente da República dá ao mundo civilizado uma ideia da pobreza intelectual e da anomia em que pretende lançar a Nação, em particular a classe médica. Declarar usável como medicação uma substância (que poderá até funcionar) sem os passos necessários para comprovar seu efeito é de tal arrogância, só explicável pelo “populismo sem peias” adotado por ela. Mostra a todos quem é e o que pensa de nós.

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

São Paulo

*

CARTA ABERTA SOBRE O PARQUE AUGUSTA

A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro da Consolação e Adjacências (Amacon) recebeu com perplexidade a notícia veiculada pelos principais veículos de comunicação durante o último fim de semana, segundo a qual a Justiça teria determinado que as construtoras (proprietárias do terreno) devolvessem à cidade a área conhecida como Parque Augusta, acatando solicitação do promotor Silvio Marques. Agora estamos diante de um fato novo e preocupante capitaneado por um promotor público. É um contrassenso total destinar essa área a um parque público, uma vez que a própria imprensa já noticiou, por diversas ocasiões, as dificuldades que a Prefeitura de São Paulo enfrenta para manter os parques públicos. A respeito do descaso da Prefeitura com os parques municipais, citamos alguns exemplos de manchetes recentes na mídia impressa: jornal “Agora”, 11 de janeiro de 2016 (“Falta segurança em parques municipais da Grande SP”); “O Estado de S. Paulo”, 31 de janeiro de 2016 (“Haddad reduz segurança privada em parques”); “Folha de S.Paulo”, 20 de abril de 2016 (“Parques de Haddad têm equipe mínima de limpeza e acúmulo de lixo”). O sistema de “autogestão” defendido pelos grupos de ativistas transformará a área em uma nova Roosevelt e cujos conflitos com os moradores, com perturbação da paz e do sossego e empecilhos à livre circulação das pessoas, também são “velhos” conhecidos da imprensa. Acompanhamos o assunto há muito tempo e tivemos acesso ao projeto dos proprietários do terreno, que é público e pode ser consultado por qualquer pessoa. São, no mínimo, mentirosas as informações veiculadas de que os construtores querem “construir prédios no lugar do parque”. O projeto, aprovado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e que está em tramitação por outros órgãos municipais, prevê a implantação imediata do parque na área em que há árvores e sua entrega à população, e a construção de um conjunto de edifícios na parte do terreno ao lado em que não existem árvores. Esses edifícios, aliás, serão os responsáveis pela manutenção, segurança e limpeza do parque, sem qualquer custo para a Prefeitura. Infelizmente, a intervenção constante de grupos de ativistas, que não representam a maioria dos moradores do entorno, tem sido um obstáculo constante que só retarda uma solução para o problema. A Amacon não tem nenhum interesse em defender as construtoras. O que queremos, como legítimos representantes dos moradores da região, é ter um parque com a infraestrutura necessária na área do bosque tombado pelo patrimônio, que será aplainada e preparada para a fruição das pessoas, com trilhas seguras e sem obstáculos. As construções que restam do antigo Colégio Des Oiseaux – absurdamente depredadas e destruídas por invasões desses mesmos grupos de ativistas que dizem protegê-las – serão restauradas. E o condomínio de edifícios que será construído na parte do terreno onde não há – e jamais houve – bosque se responsabilizará permanentemente pela manutenção do parque. Ou seja, uma solução vantajosa para todos. Há tantas outras áreas na cidade carentes de espaços verdes. O Parque Augusta, no entanto, acabou se tornando uma fogueira de vaidades, em que cada qual olha apenas para o próprio umbigo ou sua imagem no espelho, e quer apenas fazer prevalecer a sua opinião, sem levar em conta os recursos do município e suas muitas necessidades mais urgentes, como a construção de creches, obras contra enchentes, etc. A Amacon insiste em que deve imperar o bom senso e a destinação adequada e consciente dos recursos do poder público, e defende a parceria entre o poder público e a iniciativa privada. Chega de conversas inúteis e ações dispendiosas, chega de demora e, principalmente, chega de mentiras e distorções dos fatos. Mais uma ação na Justiça entra em análise e novamente a implantação do Parque Augusta é adiada! A população de São Paulo merece o Parque Augusta e a maneira mais sensata e imediata de implantá-lo é mediante o projeto em tramitação na Prefeitura! 

Lia Zalszupin, vice-presidente vicepresidenciaamacon@gmail.com

São Paulo     

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.