Fórum dos Leitores

INVASÕES EM SÃO PAULO

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2016 | 03h00

E as municipais e federais?

Acompanhando e olhando de perto as imagens e palavras de ordem mostradas nas reportagens de estudantes invadindo prédios da área de educação (EEs, Etecs, prédios administrativos, etc., da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), paralisando o trânsito e tantas outras badernas, inclusive cerceando o direito de ir e vir de colegas de classe e profissionais da educação, reparo que, visualmente, eles são bem apessoados... E parecem ser orquestrados por sindicatos em ações claramente oPortunisTas. A perguntinha que não quer calar: por que será que não invadem escolas municipais e escolas federais na cidade de São Paulo? Temos notícias da qualidade da merenda péssima e/ou inexistente em muitas dessas escolas! Voilá: dois pesos e duas medidas. Portanto, ações claramente PolíTicas.

ALEXANDRE JANUÁRIO PEGGION

alpejan@gmail.com

São Paulo

Tudo tem limite!

Essas pessoas que invadiram o Centro Paula Souza não são alunos e tampouco representam os estudantes das escolas técnicas do Estado, que são referência no ensino técnico profissionalizante. Reivindicar merenda é o cúmulo. Poderiam pedir melhoria das condições de ensino, da qualidade dos professores... Enfim, muitas poderiam ser as reivindicações. Mas merenda?! Definitivamente não representam os estudantes. Representam, sim, o exército dos chamados movimentos sociais, vulgo representantes do partido criminoso que governa este país. Por intermédio desses movimentos eles pretendem desestabilizar seus opositores. O governo do Estado não se pode manter refém dessas minorias, que não falam pelos estudantes. Hoje em dia acham que tudo podem em nome de uma reivindicação. Invadem, depredam e ainda cobram respeito a seus direitos, embora eles não respeitem nada. Para essas pessoas não existem limites, pensam que podem tudo sem punição. Está na hora de essa inversão de valores acabar.

ELISABETE DARIM PARISOTTO

beteparisotto@gmail.com

São Paulo

Ação política x Justiça

Como se pode evitar a anarquia que pseudoestudantes causam ao invadir escolas, até por saberem que nada lhes acontecerá, como nas invasões passadas? Eles se aproveitam de um governo frouxo e de uma Justiça que apenas cobra da Polícia Militar (PM) e de autoridades estaduais explicações quando buscam acabar com alguma invasão, mas para os invasores não determinam nenhuma penalidade. Causam prejuízos quando dessas invasões e a Justiça não deveria intervir se o Estado cassasse sua matrícula, até porque qualquer pessoa minimamente informada sabe que eles agem sob orientação de elementos ligados a políticos oposicionistas visando a causar problemas ao governo estadual.

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

Garça

Dever cumprido

O juiz Luís Manoel Fonseca Pires provavelmente vive numa redoma de paz, sossego e, claro, recheada de polpudos proventos pagos com o dinheiro dos impostos escorchantes dos contribuintes paulistas, ambiente que a maioria da população não habita. Enquanto isso, agitadores travestidos de estudantes – que há muito tempo estão na idade de formar família e estar no mercado de trabalho – fazem seu showzinho invadindo o Centro Paula Souza. Esse juiz quer transformar o Brasil, já vitimizado pela insegurança jurídica em todos os aspectos, no país da baderna, onde, com sua decisão, legitima as invasões e as interpreta como sinônimo de protesto democrático. Queria eu ser o governador e mandar a PM arrancar aqueles baderneiros na marra; eu me sentiria honrado perante a população e os verdadeiros estudantes em ser processado em todas as instâncias pelo douto Pires. Parabéns à PM e ao secretário de Segurança, que cumpriram a sua obrigação constitucional.

FREDERICO D’AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

No reino da fantasia

Em artigo publicado pelo Estadão (3/5, A15), a professora Maria Stela Graciani, coordenadora do Núcleo de Trabalhos Comunitários da PUC-SP, rasga elogios à “estratégia, inovação e protagonismo” (esta última palavra muito em moda hoje no cenário midiático) do movimento de ocupação das escolas técnicas estaduais por estudantes de ensino médio. Diz a professora que um dos aspectos mais importantes desse movimento é que os estudantes “se mobilizaram sem a manipulação de adultos, de linhas partidárias, nem de lideranças políticas”. Também me sinto à vontade para expressar que um dos aspectos mais interessantes da minha trajetória de vida, e lá se vão 68 anos, é – depois de ler o artigo da professora Maria Stela Graciani – seguir acreditando em Papai Noel.

SÉRGIO LUIZ CORRÊA

seluco@uol.com.br

Santos

LULOPETISMO

Alma penada

Diz a lenda que as almas penadas, ao desencarnar, não se desligam do meio dos vivos por certo tempo, não só pelos pecados cometidos em vida, mas também pela insistência em não se desapegarem da vida terrena. Isso se aplica ao pessoal do PT: eles já morreram, mas não querem reconhecer o desenlace; sabem que a extrema-unção já foi celebrada, mas não se conformam. Peguem uma carona no barco de Caronte e... tchau! Nos trabalhos de julgamento do impeachment de Dilma o que se vê são argumentos insistentes de almas já desencarnadas e que não se conformam com a realidade de não mais pertencerem a esse corpo. Requiescat in pace.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Enfiar as panelas no...

Fiquei muito surpresa ao ler na Coluna do Estadão que Marisa Letícia quer que a União lhe pague indenização, alegando ter sofrido “danos morais” com a divulgação de suas conversas pela Lava Jato. Fosse outro o nível da conversa, ela não precisaria alegar “danos morais”. Assim, pelo conteúdo e vocabulário apresentados, só a ela cabe a culpa. Aliás, em vista disso, não cabe mais chamá-la de ex-primeira-dama.

DIVA AZEVEDO A. MAZBOUH

diva.am@uol.com.br

São Paulo

Só pode ser brincadeira, e de mau gosto, o fato de a sra. Marisa Letícia e seu filho pedirem indenização por danos morais depois das bobagens que ela falou, flagradas pela Polícia Federal. Se ela tivesse algum direito quanto a esse pleito, imaginem quanto a população brasileira teria se levássemos em conta os danos causados pelo marido dela ao País. Seriam tantos os zeros que não caberiam neste espaço!

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AVACALHOU GERAL

O Brasil avacalhou geral. Dona Marisa Letícia, seu filho Fábio Luís Lula da Silva e a nora Renata Moreira entraram com ação na Justiça solicitando que a União lhes pague indenização por “danos morais” em razão da divulgação pela Operação Lava Jato de suas (sujas) conversas, cuja gravação foi autorizada pelo juiz Sérgio Moro. Nestes áudios, Marisa conversa com o filho e sugere que os “coxinhas” enfiem suas panelas em lugar indevido. Danos morais existem quando o reclamante ou os reclamantes têm moral, o que absolutamente não é o caso dessas pessoas. O valor reclamado é bem sugestivo: R$ 300 mil. Ou seja, R$100 mil para cada um. A Justiça determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) se pronuncie a respeito. Só falta o senhor José Eduardo Cardozo, que é pago para defender o Estado, mais uma vez voltar a defender reivindicação de quadrilhas e de marginais.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo 

*

O OUTRO LADO

Se a ex-primeira-dama Marisa Letícia, Lulinha e esposa impetraram ação por constrangimento pelos grampos divulgados pela Lava Jato, seria preciso que os xingados de “coxinhas” com palavras de baixo calão também fossem ressarcidos. Uma ação popular pelos desmandos provocados pelo País afora seria mais do que suficiente! Estes “coxinhas que batem panelas” hoje representam todos os desempregados, desiludidos e desesperançados criados pelo lulopetismo. Uma ação justa, contra outra que é um escárnio na cara do povo brasileiro.  Mas, no fundo, ficaríamos gratos se a Lava Jato desse conta deles. Provas não devem faltar.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

O IMPEACHMENT NO SENADO

O palestrante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Luiz Mascarenhas Prado, sem corar, disse ontem na Comissão de Impeachment do Senado que pouco importa a vontade da maioria da população na configuração do Estado de Direito. Se não houve crime de responsabilidade, não há impeachment. Houve – e muitos. Mas não podemos abordar o conjunto mal cheiroso da obra. Forma contra substância. O grande jurista Tullio Enrico Liebmann, processualista emérito, em frase célebre, sustentou que a forma é necessária, mas o formalismo deforma. O governo pretende safar-se na sombra do formalismo. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

A DEFESA DE DILMA

Assistindo à defesa de Dilma Rousseff na comissão especial do Senado, fiquei com vontade de fazer umas perguntas ao advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Ele é o advogado-geral da União, e, portanto, dos Três Poderes. Chamar o Legislativo de golpista não fere a harmonia entre os poderes? Cardozo afirma que  o impeachment é um golpe de Estado, porque não houve crime de responsabilidade. Quem tem o direito de cravar se houve ou não crime (de responsabilidade)? A defesa (Cardozo e outros ministros) ou o juiz (Senado)? Sobre as pedaladas fiscais, Cardozo disse que não importa que os atrasos da presidente tenham sido maiores que aqueles de seus antecessores, porque o volume não altera a natureza das transações. O advogado-geral pensa que Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior são amadores a ponto de acreditar nisso? O maior volume não pode ser um indício de que as transações foram diferentes? Os R$ 60 bilhões atrasados seriam a causa, e não o sintoma, da doença da irresponsabilidade fiscal?

Felipe Ito Anuatti felipe.anuatti@usp.br

São Paulo

*

AMEAÇAS

Acompanhando os debates, observei que o dr. Cardozo, em todas as suas manifestações e defesas da sra. presidente, faz ameaças dizendo que o processo é nulo e que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) por isso e por aquilo. Será que é por falta de argumentos ou está contaminado pela doença dos “petralhas”, que vivem de ameaças como greves, manifestações, etc.?

 

Amadeu Bianchini anbianchini@uol.com.br

Santo André

*

CRIMINOSOS

O desempenho do advogado-geral da União no Senado Federal confirma: a função dos advogados é defender criminosos. Só não sei qual criminoso, a União ou a que pedala.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

*

FUNÇÃO CONSTITUCIONAL

Segundo consta, o advogado-geral da União, presentemente o dr. José Eduardo Cardozo, tem a função constitucional de representar a União (Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e órgãos públicos) judicialmente e extrajudicialmente, entidades estas que exercem função essencial à justiça. Dito isso, vemos diariamente o dr. Cardozo defendendo ardorosamente a presidente Dilma nas acaloradas discussões no Senado no curso dos bate-bocas referentes ao impedimento da presidente.  Penso que Dilma deveria constituir, à sua própria custa, um advogado para defendê-la, tarefa estranha à Advocacia-Geral da União.

 

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

*

OS ROTOS E OS RASGADOS

Atolado até o pescoço no lamaçal de corrupção e roubalheira que levou à corrosão de sua economia, o povo brasileiro assiste revoltado e perplexo ao vergonhoso embate entre bandos de políticos, empresários, doleiros, membros de empresas do governo e aproveitadores de todos os tipos. Sob a batuta dos dilapidadores e corruptos lulopetistas se arregimentaram peemedebistas e membros de vários partidos políticos (antes Lula os classificava de “os 300 picaretas”) que até ontem participavam do Poder Executivo e garantiam sustentação legislativa ao PT. Esse conluio permitiu a nefasta institucionalização da irresponsabilidade e da indignidade em todos os escalões da administração pública – especialidade lulopetista –, que aparelhou não só a área federal, como a estadual e a municipal. A oposição, por sua vez, com seu “telhado de vidro, quase sempre errática, omissa e sem coesão”, um “bando de inimigos íntimos”, agora engrena aliança, espúria, com o PMDB. Este, o aliado petista de ontem e que agora se arvora em “tábua de salvação” da República – uma verdadeira “colcha de retalhos” –, no qual pontificam importantes dirigentes investigados pela Justiça, carece de autoridade moral para tanto. Neste momento em que se impõe uma radical faxina governamental, a nossa política se assemelharia a um espetáculo circense, não fosse, na realidade, uma tragédia grega em que o espectador, o pobre e infeliz povo brasileiro, fácil massa de manobra, fica à mercê do resultado incerto desta suja disputa entre os rotos e os rasgados. 

 

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

*

O TOPETE DE GLEISI HOFFMANN

A senadora Gleisi Hoffmann bradou aos quatro ventos “sou uma senadora, responde à minha pergunta”, quando se dirigiu ao ilustríssimo e honestíssimo representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo Oliveira. “O sr. está recomendando o impeachment?”, continuou ela. Justo esta tal senadora, que, junto de seu marido, é indiciada pela Polícia Federal por corrupção e aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Sebastião Luiz Serafim roqueserafim@hotmail.com

Casa Branca

*

A CHEGADA DO FOGO OLÍMPICO

Embora o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, na cerimônia de apagar a Pira Olímpica no Museu Olímpico (Lausanne, Suíça), tenha dito que o revezamento da tocha não deve ser usado por grupos políticos e sociais e que é preciso respeitar a dignidade da chama olímpica, na cerimônia em Brasília, ontem, para acender a chama da tocha da Rio 2016, a primeira pessoa a desrespeitar o fogo foi a própria quase ex-presidente Dilma Rousseff em seu discurso – ovacionada pela claque de sempre com gritos de “Dilma, guerreira da pátria brasileira”. Do alto de sua soberba, teve a audácia de afirmar que o País está pronto para realizar a mais bem-sucedida edição dos Jogos Olímpicos, apesar de que muita coisa ainda há por ser feita e algumas jamais o serão, como a despoluição da Baia da Guanabara. Haja soberba e arrogância!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

*

OLIMPÍADA 2016

Dilma declarou: “O Brasil fará a melhor Olimpíada”. A mesma previsão ela fez para a Copa do Mundo de 2014, e todos nos lembramos no que deu. Esta senhora, além de incompetente, é membro inferior gelado.

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

*

DILMA ROUSSEFF E A TOCHA OLÍMPICA

Querida, pelo menos com essa tocha a senhora não se queimou...

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

*

AUTOHERANÇA MALDITA

A ainda presidente Dilma Rousseff definitivamente se esforça para ser esquecida pela história, se é isso o que ela deseja. Às vésperas do seu provável impedimento, ela prorrogou atabalhoadamente o programa Mais Médicos – cujo impacto na saúde da população nunca foi divulgado desde sua implantação, provavelmente porque o governo não tem e nunca teve indicadores confiáveis – e anuncia reajustes no Bolsa Família (9,5%) e na tabela do Imposto de Renda (5%), sabendo muito bem as consequências negativas de tais reajustes para o estado já deplorável da nossa economia. É a primeira vez na história deste país que um governo faz questão de perpetuar a herança maldita que herdou dele mesmo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

TCHAU, QUERIDA!

O “pacote de bondades” que Dilma Rousseff anunciou esta semana evidencia que o seu governo de fato acabou. Fosse ela a mandatária máxima do País nos próximos dois anos e meio, jamais aprovaria o agravante fiscal que os reajustes do Bolsa Família (9%) e da tabela do Imposto de Renda (5%) representam. Há pouco ela disse que a oposição foi a grande culpada pela crise econômica... Evidente que a oposição não tinha maioria para aprovar ou vetar coisa nenhuma. Ademais, o keynesianismo amanteigado é obra de Dilma e do grupo heterodoxo de que ela se cercou. É irrefutável quem está sabotando quem: Dilma o seu sucessor (Michel Temer). Faltam-lhe espírito público e vergonha na cara para saber que a piora da crise atinge, em último grau, os trabalhadores e famílias de que o PT se proclama defensor: mais humildes. Está mais do que na hora de nos livrarmos dessa gente que coloca o partido à frente do Brasil e, para salvar o primeiro, não hesita em afundar o segundo. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

*

O ESTOURO DO CAIXA

Como é possível, num país em que o caixa está estourado, sem numerário para pagar as despesas necessárias e urgentes como educação, saúde e segurança, uma “presidanta” que está de saída por impeachment justificado (se não, este é mais do que o argumento que faltava) liberar o reajuste ao Bolsa Família, sobre o qual pesa suspeita de pagamento a milhares de pessoas indevidas? Agora só resta a saída comprovada por incompetência e incapacidade como justificativa para ser interditada.

Luiz C. B. de Gusmao lcbdegusmao@terra.com.br

São Paulo

*

RENÚNCIA À DIGNIDADE

Que coisa feia e triste constatar que Dilma Rousseff renunciou à possibilidade de deixar o governo com um mínimo de dignidade. Com sangue nos olhos e nem aí para o Brasil, ela anunciou um “pacote de bondades” que amplia o bilionário rombo orçamentário que legará ao seu sucessor. Largar o osso, para Dilma e seus “cumpanheiros”, está sendo muito difícil. O que estará por trás de tudo isso? Por que tanto medo? Por que não jogar a toalha e preservar ao menos um pouco de dignidade?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

*

JUSTO

Nós, opositores a Dilma, a Renan e a Eduardo Cunha, lembramos: Lula foi eleito, demos posse. Foi reeleito, demos posse. Dilma foi eleita, demos posse. Foi reeleita, demos posse. No governo, foi omissa e conivente com abusos e desmandos. Nada mais justo que a expulsemos do governo. Isso é democracia. Tudo o mais é blá, blá, blá. Fui claro?

Joao Rodrigues nrodrigues@landel.com.br

São Bernardo do Campo  

*

A POLÍTICA DE TERRA ARRASADA

Vergonhosa a ideia da presidente da República de boicotar eventual e futura transmissão de informações de sua equipe para a do próximo presidente. Sinal de temperamento e caráter nada republicanos e que só enxerga seu próprio e único mundo, o do seu umbigo. O Brasil já está há um bom tempo sem um líder à altura e não é admissível um “líder” que toma ações contra os interesses mais importantes de uma nação. Só de ver o tanto mal que fez ao País, deveria se envergonhar e pedir para sair... Indecente e amoral.

Edson Shitara eshitara@globo.com

Sorocaba

*

SABOTAGEM

Dilma Rousseff não quer que funcionários dos ministérios colaborem (entenda-se, transmitam dados e informações) a respeito do que deve ser deliberado e dado andamento, em cada área em que o Estado tem o dever de dar provimento e prosseguimento, para que a vida dos cidadãos brasileiros continue no minimamente esperado, como sua obrigação, seja na saúde, na segurança, na educação, nas obras de infraestrutura, enfim, em tudo aquilo que é responsabilidade do Estado, e não da ocupante do palácio, para os que vierem a assumir o comando dos ministérios, num eventual governo de Michel Temer. Ela pode não querer, mas os funcionários desses ministérios, “empregadamente estáveis”, responsáveis ali pelas informações, devem ter em conta que estarão cometendo crime de lesa Pátria se esconderem e omitirem informações aos novos dirigentes, informações que pertencem a todos os cidadãos brasileiros, das quais as decisões são cruciais para a normalidade cívica. Pensem nisso, e deixem a coitada moribunda em seus devaneios.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

*

A HISTÓRIA SE REPETE

A atitude de nossa “presidenta” em não transmitir o cargo a Temer, pois o seu afastamento é dado como certo, e ficar nos fundos do palácio, em seu “bunker”, faz-me lembrar o último presidente da ditadura militar, de triste memória. À época, João Baptista Figueiredo também não transmitiu o cargo ao sucessor José Sarney e “saiu” pela porta dos fundos. Ambos foram banidos pela democracia, e não por um golpe.

Claudio A. S. Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

*

VOLTA AO PASSADO

Quando Dilma diz que sonegará as informações de governo a Michel Temer e recomenda a seus ministros que não repassem dados ao possível novo governo, ela está promovendo uma volta ao passado, quando era guerrilheira, mostrando neste momento a sua verdadeira natureza, que, diante de seu destino, que se afigura, desperta com toda a raiva que ficou contida ao longo do tempo. Toda a sabotagem que fizerem, ela e os militantes, se transformará na “herança maldita” de que tanto falaram quando assumiram o governo. O feitiço, portanto, virará contra o feiticeiro e Temer poderá dizer que recebeu uma “herança maldita” do PT que, no fim, prejudicará terrivelmente o Brasil e os brasileiros. Com que cara aparecerão diante da população no futuro?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

*

ELA NÃO PODE

Não é que Dilma não queira passar informações a um futuro governo Temer. É que ela não pode. Em mais da metade dos casos, eles nem sabem o que está acontecendo e, na outra metade, eles sabem muito bem. Bem demais!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

MOLDE

A transposição administrativa a se realizar do governo Dilma para um provável governo Temer ficará nos moldes da transposição das águas do Rio São Francisco realizada pelo governo Lula...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

QUE GOLPE!

Esconder arquivos, dificultando a transição, isso é golpe. Imaginem o que eles querem esconder.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

*

PLANOS B

Leio que Edinho Silva, Ricardo Berzoini e Jaques Wagner já se preparam para os respectivos planos B, assim que a presidente Dilma se for e eles perderem as atuais “boquinhas”. Interessante: nenhum menciona se estabelecer como profissional liberal, ou abrir uma empresa, ou ainda aplicar um CV, candidatando-se a uma vaga de diretor na iniciativa privada. Não, claro que não. Cada um pensa em “se arrumar” numa outra teta bem gorda, por exemplo, os sindicatos que nada produzem, mas sempre recebem enormes subsídios governamentais; o governo da Bahia, onde “oh, meu rei, seja bem-vindo”; ou, ainda, numa politiquinha do interior de Sampa. Eu, particularmente, queria vê-los administrando uma empresa, pagando os escorchantes impostos, cumprindo fielmente a legislação trabalhista, recolhendo os encargos sociais, pagando a folha mensal em dia, captando clientes, pagando em dia os fornecedores e fazendo o negócio dar lucro. É, os “competentes” componentes do pior governo federal dos últimos 50 anos não querem, não, nada que exija trabalho sério. Só querem continuar naquilo que são especialistas: “sanguessugar” o distinto público. 

João Paulo Lepper jp@lepper.eco.br

Rio de Janeiro

*

AS NEGOCIAÇÕES DE MICHEL TEMER

Michel Temer ainda nem foi empossado e já está negociando ministérios. Isso de nada resolve. Os ministérios devem ser dados a pessoas realmente competentes, e não a partidos ou a políticos. Os “petralhas” assim procederam e vimos como o Brasil ficou...

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

O TAMANHO DO MINISTÉRIO

Pela vontade de Michel Temer, haveria no seu governo apenas 19 ministérios, que correspondem aos 19 edifícios existentes na Esplanada dos Ministérios, a fim de reduzir os custos da máquina administrativa. Contudo, os partidos, para apoiá-lo, fazem exigências, impondo condições; apoiam, todavia, somente se puderem participar do seu governo, querem ministérios, querem cargos para distribui-los aos seus cupinchas. O Brasil passa por uma situação aflitiva, igual ou pior à da crise internacional de 1930, por causa dos desmandos do governo Dilma e do PT. Porém, dá a entender que os políticos não estão nem aí e pensam “finalmente, agora chegou a nossa vez e vamos aproveitar”. Daí Temer vai ter de voltar aos 39 ministérios criados por Dilma a fim de atender a seus exigentes apoiadores. Como reclama justamente o senador ruralista Blairo Maggi, por exemplo, é um absurdo entregar o Ministério da Agricultura para o PRB, cujo presidente de fato é Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus. Os eleitores esperam que seus eleitos tenham um momento de grandeza e reflitam sobre a gravidade por que passa o Brasil neste momento. 

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo 

*

PESSIMISMO E ESPERANÇA

Apesar da forma e da circunstância que poderão levar Temer à Presidência, o pessimismo já ronda a esperança. Isso porque já se constata que os interesses pessoais dos políticos profissionais poderão se sobrepor aos do País. Esta chegada de Temer ao poder deveria ser precedida da renúncia de qualquer interesse pessoal. O País precisa disso. Nós precisamos disso para continuar aceitando este imenso sacrifício na forma de desemprego e impostos. O Estado deveria ser reduzido ao mínimo necessário e suficiente. Os ministérios deveriam ser reduzidos ao máximo de 15 (somente os essenciais). Os cargos em comissão deveriam ser reduzidos a 5 mil (ou menos) e ser preenchidos por competência, e não por QI. Políticos de fora. A máquina estatal, que está inchadíssima, deveria ser preenchida exclusivamente por funcionários concursados. Fala-se em dispensar cerca de 400 mil agregados (não concursados). Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros movimentos deveriam ser banidos pelos males que causam. O famigerado imposto (é obrigatório) chamado de contribuição sindical deveria ser extinto. Sindicaliza-se quem quer, e não obrigatoriamente. Este é um resumo, o mínimo que esperamos. Sem isso, a esperança se esvairá. 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

*

CORTES

Sr. futuro presidente, o corte de despesas pode começar pelo corte de verbas destinadas à UNE, ao MTST, ao MST e a várias ONGs suspeitas de corrupção. Além de o nosso caixa melhorar, vamos parar de financiar as bagunças em estradas, invasões irregulares e estudantes que são obrigados a irem a movimentos para que a UNE não perca suas verbas. A verdadeira UNE acabou em Ibiúna.

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo 

*

DESEMPREGO

Após o impeachment, vai aumentar o desemprego. É o fim das boquinhas: cargos em comissão, conselhos, apadrinhados e...

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

BOAS NOTÍCIAS EM ANDAMENTO

 

Supondo que o impeachment da presidente Dilma venha a se concretizar no Senado, as notícias vindas do provável novo presidente Michel Temer já são muito animadoras, mesmo que tenha de esperar um melhor clima político para serem aprovadas. Segundo as notícias, um documento que deverá ser divulgado na próxima semana cita que “o Estado deverá transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura”. Se for considerado que o setor público brasileiro tem muitos direitos e poucas obrigações e que 75% do orçamento federal é para pagar salários e benefícios – dados do consultor econômico Raul Velloso –, esses primeiros passos para mudar o atual cenário de recessão já são muito animadores.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

*

CHEGA DE DISTORÇÕES!

Estupefata, li na página A9 de 29/4/2016 do jornal “Estado” que a Câmara aprova o pedido de urgência para serem reajustados em até 41,47% os salários dos servidores do Poder Judiciário Federal, urgência com a qual concordaram 277 parlamentares. Reportando-me à leitura do “Estadão” do dia 14/2/2016, folha A8, em que o deputado Nelson Marchezan Jr. declara que o “corte de salários do funcionalismo público economizaria R$ 10 bilhões (valor que equivaleria à aprovação da CPMF)”, fico escandalizada com os “nobres” deputados que, enquanto a população está toda concentrada nas discussões no Senado, aproveitam a oportunidade, à sorrelfa, para que aceitemos, calados, essa calamidade! O leitor sr. Airton Moreira Sanchez, na página A3 deste jornal em 27/4/2016, em carta (que assino em baixo), adverte que somente os aposentados do serviço público (1 milhão de beneficiários) consomem mais que os 40 milhões de coitados do INSS, que jamais têm seus parcos salários de aposentadoria aumentados! À famosa frase atribuída a Charles de Gaulle devo acrescentar que falta patriotismo aos políticos brasileiros, que nem sequer pensam nos 10 milhões de infelizes que estão agora desempregados! E, para que este meu querido Brasil se torne um país justo, a meu ver, os funcionários públicos, que não sofrem o risco de serem demitidos, deveriam, até o País sair dessa terrível crise, ter seus salários congelados (os da ativa e os aposentados) a partir dos que percebem acima de R$ 5 mil mensais. Só assim será reestabelecida a justiça neste país.

Viviana G. Toni vgiacon@gmail.com

São Paulo

*

DE UMA CRISE A OUTRA

Pode ser que eu esteja enganado, mas parece que vamos sair de uma crise para entrar em outra. Afinal, tudo muda neste país, menos os políticos, e, consequentemente, a política.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

‘A HORA É DE FAZER CONTAS’

Sr. Michel Temer, por favor, leia no “Estado” de 30/4 (A2) o artigo “A hora é de fazer contas”, de Fernão Lara Mesquita. Sem dúvida, encontrará o caminho para a solução de nossos problemas. Aproveito a oportunidade para cumprimentar o jornalista Fernão Lara Mesquita. Não esquecendo também de dizer da satisfação de ouvir o pronunciamento, no Senado Federal, da professora Janaina Paschoal, pela coragem e eficiência.

Itamar C. Trevisani andremanduca@yahoo.com.br

Jaboticabal

*

ALÉM DO IMPEACHMENT

O artigo de sábado do jornalista Fernão Lara Mesquita está perfeito e lavou minha alma. O povo que vem lutando pelo impeachment e contra a administração do PT precisa saber que só isso não será suficiente. É preciso continuar mobilizado para lutar pela reestruturação não só do Executivo, mas também do Legislativo e do Judiciário, cujo custo o Brasil já não suporta mais.

José Celidonio de M. Reis jcelid@uol.com.br

São Paulo

*

CRISE MORAL

Prezado jornalista Fernão Lara Mesquita, poucas vezes tenho a satisfação de ler um artigo que defina com toda clareza a real profundidade da crise moral e a falta de decisão e competência para trazermos nosso país à altura de nossa grandeza territorial. Se nossos maiores são o que temos, como poderemos esperar que nossos menores, criados nesta escola, possam em algum momento resgatar tudo isso? Graças a Deus ainda temos Mesquitas como os seus ancestrais, que poderão nos iluminar para não desistirmos!

Sérgio Antonio Reze sergioreze@grupodisal.com.br

São Paulo

*

‘ESGARES DE INTOLERÂNCIA’

No último parágrafo do editorial “Esgares de intolerância” (1/5, A3), faz-se uma espécie de previsão das atitudes que tomariam Dilma Rousseff e Lula a partir do momento em que o governo lhes escapar das mãos e deixa-se afinal a pergunta: “Alguém duvida?”. Respondo: por certo que não. Todavia, precisamos ter em mente que, aprovado o seguimento do processo de impeachment, a “primeira caneta” mudará de mãos. Passa das mãos de uma “presidenta” estouvada para as mãos de um homem que se reputa mais sensato e lúcido, apto a restaurar a confiança do povo e que terá a seu lado, para o que der e vier, as forças armadas nacionais; além do que o Congresso tem-se mostrado, em sua maioria, favorável ao bom senso, representando milhões e milhões de brasileiros atentos, vigilantes,  que almejam viver num país ordeiro, pacífico e não num campo de batalhas insanas, como pretendem  pessoas inconsequentes sedentas de sangue.

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

*

INTOLERÂNCIA IDEOLÓGICA

Os petistas se identificam com os membros do Estado Islâmico: a cegueira da intolerância, o fanatismo.

Orlando Lourenço N. Filho  orlando.nogueira.filho@gmail.com

Florianópolis

*

FORAM AMEAÇADOS?

Por que será que os repórteres e cinegrafistas que fizeram a cobertura das manifestações “oficiais” em homenagem ao Dia do Trabalho, promovidas pelas centrais oficiais do governo federal, só fizeram imagens bem de longe, com os repórteres distantes, estabelecidos em locais altos e seguramente afastados do evento? Será que foram ameaçados? Em caso positivo, registraram ocorrência nos órgãos responsáveis pela sua segurança? Ou é só aquela prevenção por fatos ocorridos anteriormente? A imprensa se sente ameaçada?

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

*

LIBERDADE DE IMPRENSA

Por ocasião da passagem do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de maio, quando o “Estadão” completou inacreditáveis 2.408 dias sob censura, cabe, por oportuno, evocar duas importantes citações: “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras” (artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU, de 1948) e “não há pessoas nem sociedades livres sem liberdade de expressão e de imprensa” (Declaração de Chapultepec, de 1994). A propósito, até quando o “Estadão” nosso de cada dia terá de conviver e contabilizar este condenável, intolerável e execrável cala-boca?! Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

O BLOQUEIO DO WHATSAPP

Ganhou os cinco minutos de fama, por motivo bizarro, o juiz de Lagarto (SE) Marcel Maia Montalvão, que, a pedido da Polícia Federal, determinou o bloqueio por 72 horas do aplicativo WhatsApp, que tem 100 milhões de usuários no País, que com ele fazem seus negócios, principalmente em tempos de crises, corrupção e desemprego deste governo corrupto que por uns dias anda aí está. 

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

*

É PESSOAL

Tudo indica que o juiz Marcel Montalvão tem algo pessoal contra o WhatsApp e o Facebook, pois em março deste ano ele mesmo pediu a prisão do vice-presidente da empresa, Diego Dzodan, pelos mesmos motivos alegados agora (obter informações de conversas de usuários). E, mesmo assim, não obteve nenhuma informação ou dado. Agora, resolveu mexer no bolso da empresa estipulando multa diária de R$ 500 mil se ela descumprisse a ordem de deixar o aplicativo fora do ar em todo o Brasil por 72 horas. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

GOSTINHO DE DITADURA

Coreia do Norte, Irã, China e Cuba também não têm WhatsApp livre. Esta semana nos igualamos a eles e experimentando o comunismo.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo 

*

REPÚDIO AO BLOQUEIO

Externo repúdio à decisão judicial proferida pelo Poder Judiciário de Sergipe, em primeira e segunda instâncias, cujo trâmite processual se dá em segredo de justiça. A busca pela verdade real e pela efetividade do processo não podem se sobrepor aos direitos individuais homogêneos da sociedade. O WhatsApp é uma entidade que, embora privada, oferta um serviço de comunicação rápida, instantânea, “erga omnes”, isto é, acessível a todos, em qualquer lugar e a qualquer tempo. Pode-se considerar, praticamente, um serviço essencial, inerente à natureza humana e indispensável na dinâmica social contemporânea. Assim, impedir seu funcionamento, pelo simples motivo de que o WhatsApp não estaria “colaborando” com a Justiça, é, praticamente, apunhalar a sociedade, tolhendo-lhe direitos individuais essenciais sob o pretexto de busca pela verdade real e de efetividade do processo. É penalizar a sociedade porque um particular, prestador de serviço essencial, não quer produzir provas num processo do qual ele nem sequer faz parte. É a mesma repugnante linha de raciocínio daqueles cujo instinto medieval tem como aceitável a privação dos bens e direitos de um cidadão, provisória ou definitivamente, por simples e infantil represália a ele não ter colaborado com a autoridade investigadora. Quem tem de produzir as provas, em se tratando de processo penal, no Brasil, é o Ministério Público, acusador. Se o órgão pretende delegar tal função ao particular, requisitando informações ao WhatsApp, deve tomar o zelo de não penalizar, por consequência, a sociedade. Tomar como aceitável a decisão judicial que fere o acesso da coletividade a um direito praticamente essencial, sob a justificativa de que isso se presta a produzir provas em processo penal, é perigosamente similar ao pensamento daqueles que aceitavam a tortura como meio de obter informações tidas por relevantes para o desfecho de uma instrução probatória. O juiz, no exercício da jurisdição (do latim: juris – direito; dictio – dizer) que lhe compete, não pode apunhalar a sociedade sob o pretexto de obter elementos probatórios. Não pode tolher direitos com o intuito de dizer o direito. Não há lei que autorize isso. Não sob a ótica constitucional vigente no Estado Social e Democrático de Direito contemporâneo do Brasil, cuja memória não nos deixa apagar as manchas do passado recente, assolado por duas ditaduras e ranços de coronelismo. Os fins jamais justificam os meios. 

Victor Targino de Araujo vtargino@gmail.com

São Paulo

*

BOM SENSO

Após a suspensão dos serviços da WhatsApp por ordem judicial, só nos resta torcer para que a Eletropaulo, a Sabesp, os Correios e demais empresas prestadoras de serviços de utilidade pública não tenham questionamentos jurídicos. Caso contrário, brevemente irão interromper o fornecimento de energia, de água e a entrega de correspondências. Está mais do que na hora de o nosso sistema jurídico usar bom senso e não atuar contra a população, a quem teoricamente deveria servir.

Luigi Petti pettirluigi@gmail.com

São Paulo

*

WHATSAPP

Já imaginaram se a Companhia do Metrô de São Paulo tiver todos os seus trens parados por decisão de um juiz, após declarar não possuir as imagens de uma estação onde foi cometido um crime?

Julio C. L. Neto Julio.CruzLima@plastekgroup.com

São Paulo

*

À CUSTA DO BRASIL TODO

Alguém poderia dizer a este juiz de Sergipe, que vive isolado no seu grotão, que o Brasil não é o mundo dele? O WhatsApp é um instrumento de comunicação usado por quem trabalha e produz neste país. Ele, com a Polícia Federal de Sergipe, deveria buscar um outro caminho para as suas investigações, não à custa dos outros. Ou seja, o direito de um termina quando começa o do outro, ou, melhor, o de muitos outros.

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo 

*

VIDA DIFÍCIL

Antes, era o dragão da inflação que estava nos atormentando e tirando o nosso sono. Agora, além dele, temos o lagarto do WhatsApp tornando a nossa vida mais difícil ainda.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

*

LINHA DURA

Será que o juiz Marcel Montalvão, da cidade de Lagarto (SE), que bloqueou o sinal do WhatsApp impedindo que mais de 80 milhões de brasileiros ficassem sem comunicação, seria capaz de tomar essa decisão para acabar com o sinal de celulares que atuam nas cadeias brasileiras? Presumo que não.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

DESCONSTRUÇÃO NA SAÚDE EM SP

Venho, publicamente, questionar o prefeito Fernando Haddad (PT-SP) e o secretário de Saúde Alexandre Padilha acerca da responsabilidade que os senhores julgam ter sobre o processo de transição de Organização Social de Saúde (OSS) na região oeste do município de São Paulo. Gostaria de saber se estão devidamente cientes dos gravíssimos problemas ocorridos no processo e se tomarão alguma atitude. É sabido que o processo de chamamento, para a disputa entre as OSS, de gestão dos serviços de saúde da região veio se arrastando por mais de um ano, com diversos entraves. Dado o resultado, com vitória da Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), foi iniciado, somente nos últimos dois meses, o processo de transição, que indicaria a saída da Fundação Faculdade de Medicina (FFM) da gestão dos serviços da região oeste. Apesar das diversas promessas feitas, na suposta tentativa de manter a tranquilidade dos trabalhadores e da população, o que temos sofrido é um processo violento, nebuloso, em que diversas das informações anteriormente dadas não se confirmaram, causando enorme sofrimento nos trabalhadores dos serviços de saúde e na população. Não sei se é de total conhecimento da Prefeitura e da Secretaria de Saúde todo o enorme, belo e potente trabalho que vinha sendo desenvolvido na região, onde vínhamos sendo referência na qualidade da assistência de saúde prestada à população, na maior parte por mérito da sinergia que os trabalhadores de saúde encontram nessas populações, culminando com a vontade de sempre construir mais e fazer melhor nestes serviços de saúde. Com participação efetiva da comunidade e com a integração ensino-serviço na região, vínhamos qualificando progressivamente a assistência e o ensino multiprofissional e transdisciplinar, com evidentes reflexos na transformação na qualidade do acesso à saúde da população e também do ensino das diversas instituições que de alguma forma estão envolvidas neste processo. Não podemos deixar de destacar a comunidade, nosso maior parceiro nessa jornada. Infelizmente, temos assistido a tudo isso ser colocado em risco neste ignóbil processo, que veio, de maneira rápida e insensível, marcado por redução drástica no quadro de funcionários, demissões com critérios obscuros, propostas de recontratação com redução salarial de até 73%, mudanças de local de trabalho à revelia da vontade do funcionário e ignorando o vínculo dos trabalhadores com o serviço e a população, entre diversos outros problemas, além de todo o desencontro de informações aos trabalhadores que foram sub-rogados e, apesar de tudo, optaram por continuar no serviço. É verdade que eu, como médico, fui sub-rogado, assim como toda a categoria médica, e me foi oferecida a “segurança” do meu atual emprego. Mas não consigo fechar os olhos para a falta de segurança do desmantelamento de tudo o que construímos enquanto equipe, pois já sabemos há muito tempo que não se faz saúde apenas com médicos. Precisamos, para além de manter os médicos em suas equipes, que todos os profissionais de saúde e que todos os funcionários que constroem essa luta cotidiana, com compaixão e empatia, estejam bem remunerados, respeitados e valorizados. Sabemos que na atual conjuntura de crise do sistema de saúde brasileiro, que culmina com os famigerados cortes nos orçamentos, faz-se necessário ter fortes sentimentos de solidariedade, vínculo e amor ao próximo, para optar por atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), haja vista as enormes dificuldades encontradas e a demanda por cada vez mais esforço e energia para superá-las. Mas, apesar de tudo, ainda há quem opte por atuar nas comunidades, e tudo o que estes trabalhadores exigem é tratamento digno, à altura da importância de seu trabalho com os cidadãos brasileiros. Para preservar a verdade dos fatos, precisamos admitir que a nova OSS que assume a gestão dos serviços a partir de agora não pode ser única e exclusivamente culpada pelos acontecimentos, guardadas, obviamente, as devidas críticas sobre a maneira como tem conduzido o processo de transição. Mas não posso deixar de destacar o deletério processo de subfinanciamento e asfixia que o SUS vem sofrendo, processo este que diz, de outras(s) maneira(s) para que se administre os mesmos serviços, assistindo as populações sob cuidados destes em constante crescimento e ainda assim reduzir o orçamento da saúde. Faz-se mister destacar que a Prefeitura de São Paulo, por meio do chamamento público que culminou com a vitória da SPDM, fez aprovar um orçamento incompatível com a atuação das equipes multiprofissional e de saúde da família, o que certamente terá impacto negativo na qualidade dos serviços de saúde. Senhores, espero sinceramente que tenhamos o objetivo comum de, algum dia, alcançar o necessário desenvolvimento humano e social do nosso país. Mas, enquanto não entendermos que orçamento de saúde não é meramente “gasto”, não vamos valorizar dignamente a vida das pessoas, como merecem os cidadãos brasileiros. Precisamos entender que orçamento em saúde é muito mais do que gasto, é investimento no desenvolvimento social e na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Desta maneira, convido-os a tomar conhecimento deste processo tão traumático e doloroso e rediscutir a transição da zona oeste do município de São Paulo, além de repensar o devido valor do SUS e da vida das pessoas. Peço que, muito além de discurso e promessas, tenhamos ações efetivas que promovam mudanças e melhorias. Vamos rever o financiamento, ampliar as equipes e corrigir os erros. Vamos investir no que realmente importa. A população da zona oeste e os trabalhadores da saúde não merecem ser tratados dessa forma!

Caio César Bezerra da Silva, médico de Família e Comunidade da UBS São Jorge e tutor da Residência de Medicina de Família e Comunidade da FMUSP caco_cesar@yahoo.com.br

São Paulo

*

A VACINA E A FIGURA MATERNA

Há muitos anos soube de um país que passou por uma epidemia e, como de tudo se pode tirar algo de bom, o que eles aprenderam naquele caos foi que a presença da mãe foi fundamental, pois não havia como suprir melhor as necessidades das crianças e com total dedicação se não fosse a permissão da entrada das mães nos ginásios que acolheram os enfermos. Nenhuma enfermeira ou profissional da área médica poderia ter feito tanto e tão melhor que as mães, seguindo à risca as orientações médicas. Merecendo o reconhecimento ao vencerem a desgraça que assolou o país, valeu essa atitude como uma descoberta médica de suma importância. Esta semana, ao acompanhar meu sobrinho de 2 anos e a sua mãe para a vacinação, fiquei triste ao ver que a criança tem o direito à dose, mas a mãe deve aguardar ou servir-se da rede particular da vacina. Mães são a sobrevivência das crianças – ou os pais, caso não exista a figura materna. Gostaria de ver um Brasil que pudesse entender isso e colocá-los como parte destes bebês, garantindo assim a eficiência da vacina como se deve.

Soraya Cuellas soraya_cuellas04@yahoo.es

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.