Fórum dos Leitores

GOVERNO PROVISÓRIO

O Estado de S.Paulo

06 Maio 2016 | 03h00

‘Il Gattopardo’

Lamentavelmente, pelas primeiras pinceladas da montagem do governo provisório de Michel Temer, com a continuada e execrável prática do tradicional “toma lá dá cá”, tudo leva a crer que estaremos diante de uma falsa mudança, que evoca frase célebre do renomado romance Il Gattopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, sobre a decadência da aristocracia siciliana durante o Risorgimento, em que a única mudança permitida é a sugerida pelo príncipe de Falconeri: “Tudo deve mudar para que tudo fique como está”. A conferir nas próximas semanas...

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Ministério cabide

Fiquei estarrecido com a notícia de que o partido progressista (com minúsculas) desaprovou a intenção do dr. Raul Cutait (cogitado por Temer para o Ministério da Saúde) de se cercar de profissionais capacitados para exercerem as funções necessárias ao bom andamento da pasta da Saúde, querendo torná-la cabide de empregos de seus apaniguados. Partidos como esse deveriam ser banidos do processo eleitoral. Pronto, falei e disse.

CARLOS ANGELO FERRO

carlosangelo@uol.com.br

Mogi-Mirim

Marcha à ré

Não estou gostando nada, nada, dos primeiros movimentos de Michel Temer. Com efeito, agora já fala em não reduzir, ou reduzir muito pouco, o número de ministérios; já fala em ressuscitar a CPMF; já fala em nomear ministeriáveis com o nome na Lava Jato ou no mensalão; e já fala em religioso para cargo essencialmente técnico. Ora, não foram os políticos que fundamentalmente arquitetaram a sua condução à Presidência da República, mas sim o povo esclarecido. É a este povo que as satisfações são devidas, com a formação de um hiper-Ministério suprapartidário com nomes conhecidos, ilibados e de escol, escolhidos absolutamente por critérios técnicos, e não políticos. Por favor, não se intimide com as reações políticas no futuro governo, pois se for bem conduzido, como se espera, o povo o apoiará!

ALCIDES FERRARI NETO

ferrari@afn.eng.br

São Paulo

Mais do mesmo

Será que no nosso país é tão difícil assim escolher os ministros? Pelo jeito, vamos ter mais do mesmo. Até agora parece que Michel Temer está escolhendo a sua equipe a quatro mãos com o Lula. Isso pode dar certo? E a esperança do povo que saiu às ruas vai desaparecendo...

LUIZ FERNANDO KASTRUP

duasancoras@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Eduardo Cunha

Mais um. Já vai tarde.

BENEDITO ANTONIO TURSSI

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

Outro investigado

No impedimento do sr. Eduardo Cunha, assume a presidência da Câmara dos Deputados o sr. Waldir Maranhão, que está sendo investigado na Lava Jato. O melhor é listar os parlamentares que não estão envolvidos. Deve sobrar uma meia dúzia. Vergonha, vergonha, vergonha!

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

Linha sucessória

Estaria o sr. Ricardo Lewandowski se preparando para assumir a Presidência da República? Sim, pois como se podia prever, diante do inevitável impedimento da sra. Dilma, consumada a admissão pelo Senado do constitucional processo, se desencadearia o restante da operação, o que já ocorre com a liminar concedida pelo ministro Teori afastando Cunha. O próximo passo deve ser rifar Renan Calheiros. Na sequência o TSE impugna a chapa Dilma-Temer, jogando a pá de cal. Aí Lewandowski assume. Convocará eleição para o mandato-tampão? Parece-me lógico.

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

IMPEACHMENT

Esclarecimento

Em relação à reportagem Lewandowski quer julgar petista para ‘melhorar imagem’ (5/5), a Assessoria de Comunicação informa que o presidente do Supremo Tribunal Federal, caso venha a ser instado a participar do processo de impeachment, o fará tendo em conta unicamente os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, respeitando prazos legais e nos exatos termos da Constituição federal e da legislação sobre o tema.

DÉBORA SANTOS, secretária de Comunicação Social

deborasantos@stf.jus.br

Brasília

INVASÕES EM SP

Estudantes gafanhotos

Estarrecedora a cena dos estudantes na Assembleia Legislativa de São Paulo. Logo me veio à mente a imagem de gafanhotos atacando plantações: vorazes, desordeiros, destruidores. Certamente não encontram em casa e muito menos nas escolas que frequentam os ensinamentos para atuar de modo democrático quando buscam ver atendida uma reivindicação. Pobre de nosso país, que tem nesses jovens (desequilibrados) o seu futuro.

ANA CRISTINA PINTO

08anacristina@gmail.com

São Paulo

Entidades cooptadas

Houve tempo em que a juventude lutava por ideais, sem necessidade de verbas oficiais para se manifestar. Nestes 13 anos de lulopetismo, o governo federal cooptou parte da juventude com a concessão de verbas oficiais para manter entidades como a Upes e a UNE, há anos dominadas pelo PCdoB. A presidente da UNE, só para citar um exemplo, desloca-se por todo o País de avião e em carros alugados, tudo pago com dinheiro público. As ocupações de escolas oficiais no Estado de São Paulo foram patrocinadas pelas duas entidades citadas. Sua assessoria, no ano passado, cuidou até de alugar um apartamento para a excelentíssima presidente da UNE, para ela ter mais conforto. Interessante, como observou outro leitor neste Fórum, essas ocupações são seletivas. Apenas visam escolas em Estados ou cidades onde o PT não governa. Por que essas duas entidades não moveram um dedo nem levantaram sequer um cartaz para protestar contra a criminosa ocultação de 150 toneladas de uniformes escolares completos (abrigos, calções, tênis, etc.) pela Secretaria de Educação da Prefeitura paulistana? O material foi encontrado num galpão em Guarulhos e denunciado em diversas reportagens da mídia. Será que o prefeito Fernando Haddad tomará alguma providência, mesmo sem nenhum protesto diante do seu gabinete? Duvido muito.

GISELA REGINA SAMMET

gr.sammet@uol.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CONGRESSO OU ESCONDERIJO?

O ministro Teori Zavascki suspendeu o mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, consequentemente, sua presidência na Câmara dos Deputados. Réu num processo no Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha pode se tornar réu em outros ainda, em razão de números delitos praticados. Pronto, Cunha não pode substituir Michel Temer na Presidência da República nem atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.  E os outros, podem? Não atrapalham? Assume, em seu lugar, Waldir Maranhão (PP-MA), também investigado em outros inquéritos no STF. É acusado de lavagem de dinheiro, ocultação de bens, direitos e valores. O terceiro na linha sucessória da presidente Dilma Rousseff, Renan Calheiros, presidente do Senado e do Congresso Nacional, não fica atrás. Com 12 processos nas costas e tornando-se réu em um deles, vai amargar também a suspensão de seus mandatos. Que baixaria, que vergonha, o Congresso Nacional parece mais um refúgio de foras da lei do que  propriamente uma casa de Leis. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

A REDE DE GOLPISTAS

Quem diria... Marina Silva, aquela que nunca se desligou do PT, tentou dar o verdadeiro golpe no impeachment de Dilma com a entrada de um pedido de “Arguição de Descumprimento do Preceito Fundamental” no STF; aceito pelo ministro Marco Aurélio Melo, com a aquiescência de Ricardo Lewandowski, pedia o afastamento de Cunha e a anulação de todos os seus atos, incluindo aí o impedimento da presidente. Sua máscara cai perante o País a sua Rede (de golpistas) não contava com a astúcia de ministro Teori, que é quem está acompanhado desde o início o caso do presidente da Câmara dos Deputados. Teori Zavascki salvou o País de um golpe. E Marina mostra que é uma petista enrustida.

Leila E. Leitão

São Paulo

*

O ROTO E O ESFARRAPADO

José Eduardo Cardozo vai pedir anulação do impeachment de Dilma Rousseff alegando desvio de finalidade de Eduardo Cunha. Peraí, e ele, que está sendo acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu ao Supremo Tribunal Federal que seja aberto inquérito contra o ainda ocupante da Advocacia-Geral da União por obstrução à Justiça? O roto  falando do esfarrapado.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

*

O STF E CUNHA

Tivesse o Supremo agilizado o julgamento de Cunha e de outros 200 parlamentares que têm processo na Casa, a votação da admissibilidade do impedimento de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados poderia ter tido outro desfecho.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

*

BRIGA POR PODER

O ministro do STF Teori Zavascki suspendeu, na manhã de ontem, o mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A notícia parece que teve o dom de renascer na pessoa da presidente Dilma Rousseff uma nova vida. Enquanto a presidente chamou Cunha de traidor, sua alegria ontem era a de que a sua vingança tinha surtido efeito. O que estamos vendo acontecer neste país? Uma briga por poder, enquanto o Brasil está parado. Do outro lado, a sociedade aguarda que se faça justiça e puna igualmente Renan Calheiros, Lula, Dilma e todos os indivíduos que destruíram o Brasil. Cadeia neles e o nosso dinheiro de volta. É o mínimo que se espera.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

MERO DETALHE

Ao analisar ação da Rede Sustentabilidade que pedia o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o plenário do STF seguiu o entendimento da decisão monocrática do ministro e relator da Lava Jato na Corte, Teori Zavascki. Apesar da demora, justiça foi feita: um réu não pode presidir uma Casa Legislativa! Capiche, Renan Calheiros?! Pesam contra Cunha a existência de empresas offshore das quais ele é beneficiário direto, quebra de decoro parlamentar ao negar a existência destas, uso do cargo para impedir o avanço do processo no Conselho de Ética e envolvimento na Lava Jato. Fica clara a leitura a ser feita desse episódio: as ruas que pediram o afastamento do projeto criminoso de poder, ao contrário dos militantes petistas, não têm bandidos de estimação. Do ponto de vista político, o quase presidente Michel Temer tirou uma grande pedra do sapato, pois não terá de compor ministérios com indicados de Cunha. É evidente que os asseclas do lulopetismo e a imprensa chapa-branca (inclusive internacional) formularão teorias da conspiração a bel-prazer. Uma que se tornará recorrente é a de que se o peemedebista carioca fosse afastado antes, o “golpe” não teria ocorrido. Quem ditou e está ditando a reedição de 1992 são as ruas! O presidente da Câmara em exercício é mero detalhe. Neste caso, serviu para fomentar o discurso dos derrotados – um empecilho. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

*

FALTAM ALMAS HONESTAS

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sai da presidência da Câmara com 11 pontos listados pelo ministro Teori Zavascki. Assume interinamente Waldir Maranhão (PP-MA), que já entra com menos três pontos na carteira: investigado na Lava Jato e dois inquéritos nas costas.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

CORRUPÇÃO

Cunha foi expelido por ter mentido, dizem, e ainda tem acusações em processo... Assume Maranhão, um acusado na Lava Jato. Será que só há corruptos e corruptores no Brasil? 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

COMO QUERÍAMOS DEMONSTRAR

Resultado da troca na Câmara dos Deputados: exatamente mais do mesmo. Um teorema sem o denominado CQD.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

*

ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Apesar da demora da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal em se manifestar sobre os “incríveis” acontecimentos políticos que o País vive, resolveram dar prosseguimento à limpeza na Câmara e no Senado Federal. Agora, tomara que a “bola da vez” seja Renan Calheiros, mais conhecido como “o chefe da República das Alagoas”. O povo brasileiro aplaude e grita: obrigado, antes tarde do que nunca...

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

O PRÓXIMO

Nem o mais empedernido fariseu será capaz de contestar a decisão do ministro do STF Teori Zavascki de afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara, não só pelo rosário de delitos do qual é acusado, como também pelo perigo que representa na linha sucessória da Presidência da República. Gregos e troianos apoiam a decisão do ministro, que além do impacto causado, deve estar causando na quase ex-presidente Dilma um prazer orgásmico. Ocorre que na linha sucessória está também o presidente do Senado, Renan Calheiros, também devendo à Justiça. Os doutos togados teriam a mesma disposição afastando Renan Calheiros? Enquanto isso, a Lava Jato promete não deixar pedra sobre pedra, ou seja, poucos restarão fora do puçá da Justiça Federal, tamanha é a corrupção que se instalou em grande parte da classe política brasileira.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

BANG-BANG

Com o afastamento de Cunha por Teori Zavascki, vê-se que a briga é entre bandidos que se atacam por vingança. Dilma não sairia sem dar um golpe final. Agora falta Renan entrar no tiroteio. Faroeste perde por aqui.

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

*

O BRASIL TEM PRESSA

Na comissão do impeachment, os governistas se agarram como afogados ao afastamento do deputado Eduardo Cunha pelo ministro Teori Zavascki, do STF. Cunham a ele uma provável retaliação à presidente Dilma, ao colocar em pauta o impeachment. Quer dizer, se não fosse por ele, pelos 50 pedidos e as vozes das ruas de “Fora Dilma”, ela continuaria gerenciando mal e porcamente a República, sem sofrer nenhuma retaliação aos desmandos e gastos públicos muito acima da arrecadação. Fora que a culpa de Cunha ter sido eleito presidente da Câmara foi única e exclusiva da “gerentona”, que deu as costas ao Parlamento, julgando ter o aval do povo, quando foi eleita apenas com 3 milhões de votos a mais que o segundo colocado. Se bobear, hoje a presidente Dilma só tem esses 3 milhões de aprovação. Só vemos brasileiros arrependidos por terem apertado o 13 nas últimas eleições. Fora Dilma e fim! O Brasil tem pressa. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

A SUSPENSÃO DE CUNHA

Quando se utiliza a rede adequada, até peixe graúdo acaba capturado.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

RISCO

Já não era sem tempo. Cunha foi afastado. Deu a lógica. Já estamos trilhando o caminho certo. Só que, ao passar o País a limpo, corremos o risco de que faltem produtos de higiene nas prateleiras.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

JUSTIÇA

Brasileiros, parece que agora vai!

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

E AGORA, CUNHA?

Depois de descoberto na Suíça, de figurar como réu numa porção de inquéritos, de incontáveis manobras na Câmara, de reiterada e diariamente execrado por colegas de plenário da Câmara (e até chamado de gangster), Eduardo Cunha finalmente foi julgado por uma corte imparcial e séria, o Supremo Tribunal Federal. Nós, brasileiros, estamos cansados destes tapas na cara.

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

*

INJUSTIÇA

Injusta a decisão do STF de afastar Eduardo Cunha, afinal, seu compadre Renan Calheiros esta há muito mais tempo esperando a honra de uma decisão da mais alta Corte da Nação. Agora, que Cunha não é mais relevante, ele será finalmente expulso do PMDB ou Michel Temer vai nomeá-lo ministro para garantir o foro privilegiado do amigo? 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

TRISTE FIM

Não bastasse a denúncia, na terça-feira (3/5), oferecida ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o ex-presidente Lula – entre outros 29 nomes de políticos e empresários igualmente denunciados no âmbito da Operação Lava Jato –, na qual o citado disse ser impossível a Petrobrás ter sido saqueada no esquema do “petrolão” sem que Lula participasse da “organização criminosa” que vampirizou a estatal, na quarta-feira o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) simplesmente demoliu os argumentos do Planalto em seu longo relatório à Comissão Especial do Impeachment no Senado, no qual apresentou, de forma circunstanciada e com total embasamento técnico e jurídico, argumentos que dificilmente a defesa de Dilma rebaterá. Seja no “front” criminal,  envolvendo a cúpula petista, Lula e até a “presidenta”, acusada de tentar obstruir os avanços da Operação Lava Jato, seja no que tange à batalha em torno de seu impeachment, as coisas vão de mal a pior para os que conduziram o País ao estado de penúria em que hoje está. Há 13 anos a esperança vencia o medo. Hoje, o medo é de que aqueles que venderam esperanças vãs, enganando o povo e protagonizando o maior embuste da história do Brasil, saiam impunes dessa aventura. Mas Deus é grande.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

*

O RELATÓRIO DO IMPEACHMENT

 

Equilibrado, extremamente minucioso, fundamentado excelente e exaurientemente o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ainda que em fase preliminar, que concluiu no sentido do recebimento da denúncia de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Em suma: justo, irreprochável, respondeu superiormente a todas as alegações defensivas. Até mesmo admitiu alguns pontos irrelevantes à acusação. Compreende-se perfeitamente a razão de o PT querer afastá-lo da relatoria, por meio de mais de uma questão de ordem, inclusive ofensivas. Não por ser do PSDB, mas por dominar o Direito de tal modo que o impeachment é irreversível, como veremos. Nossos cumprimentos democráticos e jurídicos ao relator.

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

MENTIRA SINCERA 

As discussões entre parlamentares do Senado brasileiro sobre o processo de impeachment contra a sra. Dilma Rousseff constituem a melhor escola das lições que não servem para instruir ninguém que se preze. Há políticos de todas as espécies, que se detêm em longos falatórios e “mentem de corpo e alma, completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente” (Affonso Romano de Sant’Anna). Este é o caso de alguns senadores, principalmente aqueles que falam em defesa da não admissibilidade do relatório proveniente da Câmara dos Deputados, que propõe o impeachment. Os falatórios (não são discursos nem defesas) do sr. Lindbergh Faria (PT-RJ) e de Gleisi Hoffmann (PT-PR) não condizem com a verdade dos fatos ocorridos, e, além de serem agressivos, também são provocativos. Atino que eles acreditam que sejam verdadeiras as inverdades que pronunciam, na difícil tarefa de defender os crimes de responsabilidade praticados pela presidente.

Waldir Pereira walperiga@gmail.com

Vinhedo 

*

ABRAÇO DE AFOGADO

O comportamento dos senadores governistas da comissão que examina a admissibilidade do processo de impedimento indica claramente que a prioridade atual deles deixou de focar a defesa de Dilma e passou a ser a promoção pessoal visando a eleições futuras e à oposição feroz que praticarão, caso ocorra o afastamento. Questões de ordem absolutamente inócuas, como as relacionadas com ausências da mesa do relator, momentâneas e até necessárias, a exposição de argumentos vazios que evidenciam a falta de conhecimento sobre as questões que supostamente deveriam ser mais estudadas a fim de argumentar com eficiência sobre os atos cometidos pela presidente e as constantes provocações que dão ensejo a cenas insólitas no plenário indicam que suas atitudes almejam somente aproveitar a grande exposição. Lealdade esgarçada ou abraço de afogado? 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

LEMBRETE

Quem vota em corrupto não é vítima, é cúmplice.

 

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

*

O PT EM DEPRESSÃO

Tenho acompanhado os debates acerca da defenestração de Dilma Rousseff. O curioso é que, quando fala algum sábio defendendo a presidente, os senadores do PT, PCdoB e PDT entram em êxtase. Tenho a impressão de que lhes servem o chá do santo daime. Ouvem “excelentes” oradores, obviamente, regiamente pagos. Ninguém vai defender de graça este moribundo e corrupto desgoverno. Quando aparecem outros falando a favor do afastamento, os mesmos senadores parecem cães raivosos e entram em profunda depressão. Vou sugerir que as sessões sejam acompanhadas de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais para darem apoio a estas almas penadas.  

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

O IMPEACHMENT NO SENADO

Brilhantemente didático o artigo do dr. Lionel Zaclis, intitulado “O impeachment no Senado da República – II”, publicado no “Estadão” de 3 de maio. Ali, o autor se ocupa a esclarecer a natureza jurídico-política do impeachment, isto é, da inafastabilidade do controle jurisdicional num único aspecto: para que observadas sejam as garantias do “due process of Law”, especialmente do contraditório (“audiatur et altera parte”) e ampla defesa (defesa técnica e autodefesa). No mais, senhores, é como enfatiza o eminente articulista: “os senadores, ao decidirem, terão ampla liberdade de levar em consideração todos os demais crimes de responsabilidade atribuídos ao presidente da República, em qualquer dos mandatos”. Não há, frise-se este ponto, vinculação da decisão dos senadores à denúncia formulada (o que o autor designa por “princípio da adscrição”, “congruência ou correlação”). Ao senador compete votar pelo “sim” ou pelo “não”, dispensável exteriorização da decisão (que, por óbvio, deve dirigir-se objetivando o interesse público, o bem comum e as necessidades do País, como sublinha o autor). Mas neste ponto, vale dizer, quanto ao mérito mesmo do julgamento, não é constitucional a revisão pelo STF. É do Senado a voz sentenciante. Simples assim.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

RECADO A MICHEL TEMER

 

Governo novo, vida nova e um bom momento de passar o País a limpo, com sobriedade, transparência e honestidade – visando ao interesse do Brasil, ao invés de benefícios e mordomias pessoais. Dê exemplo. O inchaço da máquina pública e os abusivos dispêndios são inadequados à caótica situação, num Brasil carente do mais elementar (saúde, segurança, educação, transportes e infraestrutura). Um bom começo será, sem essa de “segurança nacional”, dar transparência ao “cartão corporativo” desde o início do seu uso, a começar por FHC – pois há forte indício de, fugindo à sua facilidade facilitadora, uso abusivo. Outro detalhe importante é reduzir mordomias e gastos – são três dúzias de ministérios, quando uma dúzia é mais que suficiente. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

DESASTRE ANUNCIADO

Michel Temer está se revelando um desastrado. Está conseguindo ser pior que Dilma. A única coisa que faz melhor é falar. Recorreu ao cemitério e aos presídios para compor seu gabinete. O nome mais limpo tem dezenas de processos e outros já estavam dados como mortos. Parece que não vai diminuir a máquina pública. Tem de acomodar bandidos e mortos vivos. É um desastre anunciado. Deveria se livrar de vez com todos aqueles que de alguma maneira trabalharam para Dilma Rousseff.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

*

TROCANDO SEIS POR CINCO

Estamos chegando a uma triste e lacônica realidade, pois Michel Temer, possível futuro presidente, após ter afirmado que tomará inúmeras atitudes, entre elas a diminuição de Ministérios, o não aumento de impostos, além de não fazer gentilezas políticas, não recriar a CPMF e montar uma equipe de notáveis, volta atrás em tudo. Até porque já temos ministros, praticamente confirmados, que têm seus nomes citados na Operação Lava Jato. Ou seja, não estamos trocando seis por meia dúzia, mas seis por cinco. Né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

‘A CARA DO NOVO GOVERNO’

Sobre o editorial “A cara do novo governo” (5/5, A3), surpresa? É o PMDB, gente!

Carlos Haddad Aron c.h.aron@terra.com.br

São Paulo

*

SALVAÇÃO NACIONAL?

Estou estarrecido com a reação do nosso povo. Estão aceitando o vice-presidente Michel Temer e o seu anunciado ministério como a salvação nacional. Parece que a nossa sociedade se esqueceu, muito rapidamente, de que este senhor e o seu partido, o PMDB, até o final de março apoiavam o PT e o governo Dilma. O PMDB e os demais partidos que apoiavam a presidente não são confiáveis – participaram da construção do desastre que assola o Brasil, inclusive vários dos seus líderes estão sendo investigados por corrupção. Estão constituindo um governo como se fossem inocentes. É importante que a Nação que foi às ruas exija a restauração da dignidade nacional, de uma vez por todas, e o povo, ainda mobilizado, não aceite esta encenação e não permita este deboche. Eleições gerais já.

Eurico Borba eanbrs@uol.com.br

Caxias do Sul (RS)

*

‘MALÍCIA OU CIVISMO’

Parabéns ao “Estadão” pelo editorial “Malícia ou civismo” (4/5, A3). A frase “política se faz ou com malícia ou com legítimo espírito cívico” deveria ser meditada por toda nossa classe política, mas especialmente pelo PSDB, a quem é endereçado o editorial. 

Maria Inês Ramos Romano mines.romano@gmail.com

Paulínia 

*

FIM DE UM PESADELO

A comparação de um país de Primeiro Mundo com um subdesenvolvido, ou em desenvolvimento – o que dá praticamente na mesma – começa pelos seus governantes. O Brasil, país considerado em desenvolvimento desde os anos 90, poderia estar, já neste século 21, superdesenvolvido, por ser um país rico, mas muito rico mesmo! Infelizmente, foi assaltado por uma quadrilha, chefiada por psicopatas que acabaram por destruir sua economia desde 2003 – época em que o Plano Real e seus desdobramentos colocaram o País nos trilhos depois de décadas de hiperinflação que empobrecia sobremaneira a já miserável população de baixa renda. Imaginem se tivéssemos a sorte de ter tido um governo sério, competente e comprometido há 13 anos? Certamente, estaríamos no Primeiro Mundo! A alegria que fica neste momento – e está sendo um regozijo – é de que o pesadelo acabou, a quadrilha foi desbaratada e logo todos estarão à mercê da Justiça e do povo, que não perdoará os lacaios. Embora saibamos que por pelo menos mais duas décadas estaremos a suportar o caos econômico que nos foi impingido, o lulopetismo foi derrotado, vencido, extenuado.

José Eduardo Victor victorjoseeduardo@gmail.com

Jaú

*

ATÉ A ÚLTIMA GOTA

A presidente Dilma Rousseff, protegida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficará no cargo até a última gota de sangue. Como a renúncia é uma palavra que não consta no vocabulário de Dilma, o povo brasileiro ainda vai ter de pagar mais algumas contas. Dilma utilizará tudo o que puder, desde que seja pago pelos contribuintes brasileiros e que esteja previsto por lei, durante os 180 dias de afastamento, que provavelmente se iniciarão a partir de 11 de maio. Apesar de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal, Dilma não viverá como a maioria dos brasileiros, que utiliza transporte público, hospitais do SUS, transita pelas ruas sem seguranças particulares, paga bilhetes aéreos em companhias comerciais e sofre com o desemprego e com a alta inflação. Dilma ficará protegida, ainda por alguns meses, usufruindo do conforto que é próprio das elites, dos “coxinhas”. Dilma e Lula gostam mesmo é de viajar em jatinhos particulares, de se hospedarem em hotéis de luxo, de comerem lagosta e caviar, acompanhados de vinhos premiados. Afinal de contas, eles garantiram para o povão as cestas básicas e as casinhas populares. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

*

FOTÓGRAFO ILUMINADO

A foto publicada na capa do “Estadão” de 4/5, com a chama da tocha olímpica atravessando o rosto da presidente Dilma, é emblemática e merece louvores ao fotógrafo que captou essa histórica imagem. Por outro lado, se essa chama da tocha inaugura um dos atos que antecedem os Jogos Olímpicos no Brasil, também representa, felizmente, para nós, brasileiros, um dos últimos atos de Dilma como presidente deste país. Ou seja, o seu impeachment, legal e sob o manto da nossa Constituição, e pela mais do que presente civilidade do povo do nosso país.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

FOTO DE PRIMEIRA PÁGINA

Dilma Rousseff em chamas.

 

Cláudio Moschella edamariacm@folha.com.br

São Paulo

 

*

AS ‘BONDADES’ DE DILMA

Nossa “queridíssima” quase ex-presidente, em seu afã de querer prejudicar a nova administração que vai assumir o Palácio do Planalto já na próxima semana, resolveu abrir seu pacote de “bondades”, elevando em mais de 9% o Bolsa Família e reajustando a tabela do Imposto de Renda em 5%,  exatamente quando está limpando suas gavetas e até levando objetos que recebeu durante sua gestão embora. Suas atitudes são eivadas de revanchismo contra aqueles que clamam por justiça exatamente contra os golpes perpetrados por ela, Lula, PT e seus asseclas, todos aumentando ainda mais o rombo causado por ela com suas “pedaladas fiscais” em 2014 e 2015, fatos estes que ela alega não ter cometido. É muito caradurismo! Este novo rombo gerado por Dilma vai aumentar o déficit já nas deficitárias contas do governo em mais R$ 10 bilhões! Parabéns, Dilma, Lula e PT! Vocês todos merecem nosso total repúdio e torçamos para que nunca mais retornem ao poder, pois o estrago que causaram ao País foi algo inimaginável em toda a história do Brasil em seus mais de 500 anos. Acabou! Dilma, arrume suas malas e vá embora!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo 

*

DINHEIRO PÚBLICO

É absolutamente inadmissível que um governante, como a sra. Dilma, ao entregar o cargo, deixe, por incompetência ou ações irresponsáveis, as finanças do País arruinadas, sem que nada lhe aconteça. O uso da máquina pública com fins populistas e eleitoreiros deveria ser punido como crime de lesa-Pátria. Afinal de contas, são R$ 300 bilhões por ano, gastos com benesses. 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

OS BRASILEIROS QUE SE DANEM

Pelo que se pode entender das notícias recentes, o governo federal está elaborando, e quiçá já obrando, providências para infernizar a vida do provável governo Temer: é fazer uso da política do pior para “eles” é o melhor para deixar de herança. Mas existe a hipótese de o impeachment não colar. Então todas as maldades feitas irão voltar para o governo atual, que, então, terá de se entender com elas e continuar com seu status deficiente. Enfim, quem vai sofrer com essas picuinhas será a população brasileira.

Pedro Luís de C. Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

*

COMO DE COSTUME

E Dilma, hein, continua aprontando! Poderia ter saído sem mais problemas, mas, como de costume, apelou aumentando o Bolsa Família e concedendo correção de só 5% na tabela do Imposto de Renda.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

*

O BRASIL NA BANCARROTA

Na última e agônica semana do desastroso desgoverno Dilma, cabe destacar, com amargura e grande preocupação, o gravíssimo estado em que se encontra a economia do País: o desemprego atingiu mais de 11 milhões de trabalhadores (10,9% da população economicamente ativa) e os pedidos de recuperação judicial aumentaram 97,6% (571 processos) nos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2015. Com base em números do Departamento de Registro Empresarial e Integração (Drei), vinculado à Secretaria da Micro e Pequena Empresa, mais empresas serão fechadas por ano do que abertas. Somente em 2015 mais de 350 mil fecharam as portas. De acordo com pesquisa do Simpi, com o cenário atual, 75% das pequenas indústrias podem encerrar as atividades nos próximos seis meses, das quais 216 mil só no Estado de São Paulo. Como se vê, o Brasil vive uma situação catastrófica de terra arrasada, como nunca antes na sua história. Se não mudar já, o País vai à bancarrota. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

A MÁFIA DA MERENDA

A quem interessa que a CPI da Merenda, em São Paulo, não se instale? Já faz algum tempo, coisa de quase três meses, que a Operação Alba Branca, que investiga, entre outros, o deputado Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sob comando da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE), por suspeita de receber propina no esquema de desvio de dinheiro de contratos com cooperativas que fornecem merenda escolar para o Estado. Acusado em delação feita por acusados, Capez teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. Embora eu torça pela inocência do deputado Fernando Capez, tenho de admitir que o velho e conhecido dito popular que diz “onde há fumaça, certamente há fogo” não pode ser menosprezado.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

*

O PROTESTO DOS ESTUDANTES

Olhando as imagens dos “estudantes” que invadiram a Alesp, subindo em mesas e gritando, tentei imaginar a mesma cena ocorrendo na Inglaterra, nos Estados Unidos ou no Japão. Não consegui, por óbvio. O que vimos na Alesp não é “democracia”. É selvageria, falta de civilidade. Passou da hora de essa e de outras militâncias alopradas encontrarem limites para a sua atuação, sob pena de o País ser visto como terra de ninguém. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

A INVASÃO DA ALESP

Pela primeira vez, em mais de 30 anos assinando o “Estadão”, localizei um erro nele: na primeira página da edição de 5/5, a foto da invasão da Alesp deve ter sido trocada por outra qualquer. A Alesp foi invadida por jovens educados, alunos de boas escolas de ensino médio de São Paulo, por causa de problemas com a merenda escolar. Depois de ler a nota da invasão, ordeira e civilizada, do recinto por alunos devidamente autorizados, concluí que a foto do jornal não é a expressão dos atos lá ocorridos. Por algum lapso de programação jornalística, foi trocada. Em seu lugar, colocaram foto de algum churrasco feito em área de lazer de alguma casa, ou prédio, onde residem cinco jovens, três rapazes e duas mocinhas. Pelos trajes lá mostrados, com um rapaz descalço e uma moça ambos com os pés em cima de uma mesa, não devem ser pré-universitários.  A foto deve ter sido batida em algum churrasco familiar, pois acredito que estudantes bem educados jamais se comportariam como os fotografados. Gostaria que o “Estadão” conferisse se de fato houve a troca...

Domingos Perocco Netto dperocconetto@gmail.com

Itatiba

*

A INDECOROSA AÇÃO DO DEPUTADO PAULISTA

O policial militar que, pelas características do seu trabalho e diante do clima de desagregação social, é permanentemente agredido, a ponto de ter de esconder sua identidade para não ser literalmente caçado e executado pelos criminosos, agora também passa a ser agredido por aquele que têm o dever de respeitá-lo e, na medida do possível, colaborar com a execução do seu trabalho de proteção à sociedade e ao patrimônio. É inaceitável a agressão praticada pelo deputado estadual João Paulo Rilo (PT), contra o policial que atuava no controle à invasão de estudantes ao plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo. Em franco desrespeito à estabilidade e ao normal funcionamento da casa legislativa, o parlamentar, com essa atitude, insuflou os invasores e buscou impedir o trabalho dos policiais que ali se encontravam com a finalidade de evitar confronto, vítimas pessoais e danos às instalações. Por essa razão, protocolaremos denúncia nos órgãos competentes do Ministério Público e da própria Assembleia Legislativa, para que seja processado e condenado à perda do mandato por agir em desacordo com o regimento e em desonra ao mandato que o povo paulista lhe conferiu. Pela ordem, segurança e dignidade, casse-se o mandato.

Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                                                                                                     

*

QUEM OS FINANCIA?

Tenho assistido às passeatas e ao fechamento de escolas pelos alunos, chamados por alguns de “o futuro do País”, mas, na verdade, não tenho visto quem os alimenta, quem os ajuda na compra de instrumentos, adesivos, faixas de todos os tipos e cores e alimentos, mesmo quando, por outro lado, pedem verbas, melhorias e pagamento aos professores. Isso numa dita democracia. Qual o sindicato ou entidade social tem verbas para investir nisso e mudar o caso para político? Será que são os honestíssimos PSOL ou PCdoB?

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

FALSOS ESTUDANTES

A dúvida fica por conta da facilidade de “estudantes profissionais” ou “falsos estudantes” organizados pelo PT conseguirem autorização para invadirem colégios e, lá ficando, inclusive, depredando-os. O curioso é que esses falsos estudantes são apoiados por organizações destinadas a proteger estudantes, mas deveriam ser os verdadeiros estudantes. Como essas organizações como a UNE apoiam falsos estudantes? Causam estranheza as licenças judiciais também pelo fato de que essas manifestações são dirigidas por não estudantes, verdadeiramente, somente para as escolas estaduais (sob o governo do PSDB), e não para escolas municipais e federais, ambas sob administração do PT. Por que a discriminação dos juízes permitindo operações visivelmente políticas? Esses juízes são petistas? É o que parece, porque apoiam sempre movimentos políticos de interesse do PT, e não os estudantes verdadeiros que querem voltar às aulas, como as televisões têm abundantemente mostrado.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

PERIGOSO

Muito curioso o “Fórum dos Leitores” de quarta-feira (4/5), em que vários leitores se posicionaram contra as ocupações dos estudantes em algumas escolas paulistanas. Uma verdadeira análise discursivo-ideológica pode-se fazer por meio de algumas posições: “O governo do Estado não se pode manter refém dessas minorias” ou “visando a causar problemas ao governo estadual”. Às vezes tenho a impressão de que vivo em São Paulo como se estivesse vivendo no terceiro Reich. Um governo blindado, em que seu cidadãos não conseguem enxergar, só por sermos a maior potência nacional, as mazelas causadas por ele. Um tanto perigoso.

Marcos Kostiw  marcos.kostiw@terra.com.br

São Paulo

*

PONTE LAGUNA

A Ponte Laguna, na Marginal do Rio Pinheiros, foi inaugurada esta semana, e, ao passar por ela, constatei que não tem saída para o Morumbi-Panamby. As pessoas que moram, como eu, nesse bairro têm de voltar até a Ponte João Dias e pegar a Avenida Giovanni Gronchi. Ou seja, para nós, do Morumbi, essa ponte não serve para nada.

Jorge Gonella jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

*

INDULTO DO DIA DAS MÃES

Piada, gozação, escárnio ou incompetência um “ser” liberar a presa Suzane Von Richthofen, que mandou matar os pais, para o benefício da saída temporária para o Dia das Mães? Este país realmente nunca foi e não será sério.

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br 

Ourinhos 

*

BRASIL RIGOROSO

Que bom que Suzane Von Richthofen vai sair da prisão para passar o Dia das Mães fora. Assim ela poderá visitar a mãe no cemitério. Será que ela passará o dia todo no cemitério? Êta Brasil rigoroso em suas leis e execuções! É por isso que todos do mensalão (quase) já estão em suas casas, livres. Exceto os menos famosos e quem cometeu crime continuado, né? Esperamos coisa diferente na Operação Lava Jato.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.