Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

07 Maio 2016 | 03h00

Cunha x Dilma

Falta seriedade a quem, diante da excepcional liminar concedida pelo STF no caso do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pretende agora usá-la para anular todo o procedimento de impedimento da presidente Dilma Rousseff.

OSCAR ROLIM JÚNIOR

rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

Bomba desarmada

Um impeachment claro e constitucional, prestes a remover Dilma – pelos inquestionáveis delitos cometidos –, quase é derrubado por um golpe sujo arquitetado pelos ministros do STF Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski (o obscuro) e pela mesquinha Marina Silva – a que só defende os próprios interesses e não dá a mínima para o Brasil. Na confusão da importante cassação de Cunha, eles lançaram mão de um plano diabólico para anular todos os atos do presidente da Câmara, o impeachment incluído. Teori Zavascki percebeu a manobra e conseguiu desarmar a bomba. Lewandowski, Marco Aurélio e Marina prestam um desserviço ao Brasil, que luta tanto para se livrar dessa organização criminosa autointitulada “partido” (PT), e quase nos empurram mais para o fundo do buraco. Estamos de olho nesses três, que fique bem claro.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Marina, a impostora

As revelações de Eliane Cantanhêde em seu blog (5/5) não são exatamente surpreendentes no tocante ao ministro Lewandowski. Quem não se lembra de Lewandowski, em novembro de 2015, dizendo não acreditar que ainda vigorasse a separação de Poderes? Pois bem, ao que tudo indica, esse senhor continua, sem nenhum constrangimento, atuando de forma “heterodoxa” no STF a favor dos seus criadores. O que surpreende e desaponta é que a Rede, partido que viria para fazer política de forma diferente, se consolide como “cavalo de Troia” do PT (que um dia também disse que vinha para fazer política de forma diferente, e fez...). Marina, Marina, você realmente pode ter saído do PT, mas o PT nunca saiu de você!

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

E a jurisprudência?

Pela jurisprudência estabelecida pelo STF no caso Eduardo Cunha, pautada na disposição de o parlamentar atrapalhar investigações, pergunta-se: o que Rui Falcão fez em conversa gravada com o ministro Jaques Vagner, acertando a ida de Lula para um ministério em patente intenção de obter a proteção do foro privilegiado, não é obstrução de Justiça? Sem contar as demais conversas, também gravadas, de outros parlamentares e autoridades nomeadas, como Aloizio Mercadante, por exemplo, que agiram tão ou mais promiscuamente que Eduardo Cunha. Como o STF explica isso? Justiça seletiva?

OSWALDO COLOMBO FHO

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

Justiça seletiva

É estranha a seletividade de julgamentos no Supremo. O discurso raivoso da “mandanta” contra Cunha, divulgado pela TV, e sua satisfação pela vingança obtida no STF parecem confirmar a seletividade. Por que não julgam o presidente do Senado, Renan Calheiros, que tem mais processos nesse mesmo tribunal? Como cidadão pagador de impostos e enganado pela componente do lulopetismo, fico grato a Eduardo Cunha pelo benefício obtido com o impedimento dela. E repudio o discurso.

MÁRIO A. DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

Beneplácito eterno

Eduardo Cunha já foi afastado de suas funções na Câmara. E quanto a Renan Calheiros? Vai continuar contando com o beneplácito dos ministros do STF eternamente? Está escapando da cassação desde 2007.

BORIS BECKER

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

Depuração política

Realmente, agora que o Cunha já foi, quanto tempo precisamos esperar para nos livrarmos de Renan? E, depois, prosseguir com uma limpeza no Congresso?

GILBERTO B. SCHLITTLER

gschlittler2@mac.com

São Paulo

É, que tal aproveitarmos esta onda de lampejo do nosso Judiciário para incluir também o senador Renan Calheiros? Isso fará um bem enorme para o Brasil, podem ter a certeza.

PAULO UZUELLI

comex@lockwell.com.br

São Paulo

Novo mantra

Dilma agora repete um novo mantra – “tarde demais” – para a cassação de Eduardo Cunha. Isso faz lembrar mulher traída que culpa a amante pela traição do marido. Seria bom essa senhora entender de uma vez por todas que não foi Cunha o responsável pela acachapante vitória do “sim” naquele lindo domingo de abril na Câmara dos Deputados, que só refletiu a voz de milhões de brasileiros que saíram às ruas repetidas vezes em demonstrações inequívocas do profundo desejo por seu afastamento, tingindo o Brasil de ponta a ponta de verde e amarelo. Repita comigo, dona Dilma: não foi o Cunha, foram as ruas. Será preciso desenhar, cáspite?!

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

São Paulo

Acusação de chantagem

Chantagem: “ato de extorquir dinheiro, favores ou vantagens a alguém sob ameaça de revelações escandalosas ou secretas”. Se o governo é tão correto, não transgrediu nenhuma norma e sua conduta – e a do antecessor – é ilibada, por que haveria motivo de chantagem? Ou não é bem assim?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Sucessão bichada

Depois de uma angustiante demora, Eduardo Cunha finalmente afastado, entra Waldir Maranhão, apadrinhado da família Sarney, também enrolado na Lava Jato, além de outras investigações no STF, acusado de crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de bens. O Brasil é mesmo o país da piada pronta.

PAULO BOIN

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

INVASÕES

Em prédios públicos

Exmo. sr. dr. Luiz Manoel Fonseca Pires, qual seria a sua posição se um grupo de estudantes invadisse o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, onde V. Exa. exerce as suas funções?

ROSE COSTA

rosetcosta@gmail.com

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BRASIL, TERRA ARRASADA

Após a saída do PT do poder, muita coisa deletéria continuará a repercutir durante décadas, como no caso do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, que deu seu voto de minerva impedindo a liberação dos dados do cartão corporativo da “amiga” do ex-presidente Lula Rosemary Noronha, cujos gastos estavam sob suspeita. A liberação do sigilo desse cartão complementaria muitas suspeitas que tramitam na Operação Lava Jato. Lula, Dilma e PT passarão, mas essas figuras dantescas ideológicas e suspeitas ficarão anos agindo na Justiça brasileira sem nenhum critério lógico e constitucional. Que terra arrasada se tornou o Brasil.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O CARTÃO DE ROSEMARY

Alguém consegue explicar por que o Superior Tribunal de Justiça manteve o sigilo sobre o acesso aos dados do cartão corporativo usado por Rosemary Noronha, amiga íntima de Lula? Quem paga a conta não pode saber o que é feito com seu dinheiro?

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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AS MANOBRAS DE LULA NO STF

A denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as manobras do ex-presidente Lula para calar o diretor da Petrobrás Nestor Cerveró não é somente baseada na delação premiada do senador Delcídio Amaral na Operação Lava Jato. Há registros de diversas “conversas telefônicas” entre Lula e o pecuarista José Carlos Bumlai, que pagou R$ 250 mil a Nestor Cerveró, bem como entre Bumlai e Delcídio. Parabéns novamente para a equipe do juiz federal Sérgio Moro.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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ATÉ QUE ENFIM

 

Com a entrada em cena para valer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, será que desta vez o Poderoso Chefão, até então rigorosamente blindado pelos seus fiéis asseclas, será aprisionado? Janot, com seu leque de larga abrangência, não está de brincadeira. Desta vez, indiciou gente graúda na estrutura republicana. Ao que tudo indica, oferecerá à Suprema Corte indícios e provas contundentes para desbaratar a quadrilha que, até então, de longa data operava impunemente. Espera-se que desta feita a punição seja exemplar a ponto de desestimular os malfeitores. Caso contrário, o arrefecimento será temporário e logo, logo, as falcatruas retornarão com maior intensidade.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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NÃO APRENDEU

Cáspite! Lula quase foi atropelado, mas passou raspando pelo grave affaire do mensalão. Não sem um empurrãozinho providencial, de última hora, do PSDB. Mas acaba escorregando feio, entre outras, na questão do pré-sal. Parece que o refrão “pau que nasce torto morre torto” é inexorável. Não aprendeu nada. Esperteza demais dá nisso. Não confundir com inteligência. O homem muito inteligente aprende com os erros dos outros, o inteligente, com os próprios, já os demais...

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br 

São Paulo

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LULA E SEU MARTÍRIO

O ex-presidente Lula se autodenominou santo, agora os seus discípulos miscigenados entre aproveitadores e mentecaptos, percebendo a condenação que se aproxima, o querem transformar em mártir. Depois desta, analisando friamente, percebi que o martírio do Lula é muito parecido com o de Jesus. O Mestre também procurava convencer os ricos a dividir o seu patrimônio com os pobres e tudo o que ele usava era emprestado, o jumentinho que lhe carregou quando entrou triunfante em Jerusalém era emprestado, sua túnica era emprestada, dormia e comia nas casas emprestadas pelos seus amigos, até o túmulo de onde depois ressuscitou era emprestado. Tal qual Lula, nada era dele, era tudo emprestado! Desconfio de que até água em vinho Lula esteja transformando, pois afirma que não é rico, portanto nunca teve dinheiro suficiente para comprar todas aquelas garrafas armazenadas nas adegas dos amigos.   Dizem até que o próximo milagre do São Lula será fazer a presidente Dilma Rousseff andar sobre o espelho d’água do Palácio do Planalto, saindo de fininho depois de tanta trapalhada. O meu receio é de que o messias prometido tupiniquim que acabaria com a corrupção resolva também ressuscitar depois de morto.

Nelson José Perroni nelson_perroni@metrosp.com.br

São Paulo

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ACABOU-SE

Quando o cari$ma acabou, tudo desabou. Só falta se mudar para a nova residência, que não há de ser o tríplex ou a chacrinha.

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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TEMOS VAGAS

Cuidado! Coloque a “Barba” de molho. Há 8 vagas na carceragem da Polícia Federal. O inverno em Curitiba é gélido.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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TRAIÇÃO

O ex-presidente Lula, desesperado com o afundamento do PT, está irritado e despejando um caminhão de culpas em cima do vice-presidente Michel Temer, não reconhecendo a sua sequencia constitucional de substituto direto da presidente Dilma Rousseff e acusando-o de traição na possível posse de presidente da República com a cassação do mandato de Dilma após a aprovação do impeachment. Ora, sr. Lula, não consigo ver onde está a traição de Michel Temer! Com referência à sua alegação de traição de Temer, então lhe faço uma pergunta: Como se chama, então, aquela sua atitude de não defender a Petrobrás do roubo das suas instalações de refinarias na Bolívia pelo nefasto cocaleiro Evo Morales, ignorando os interesses e direitos do Brasil?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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LULA E DILMA INVESTIGADOS

O rei (Lula) está nu. E a rainha (Dilma), com a torpeza escancarada.

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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BUNKER NO ALVORADA

Corre a notícia de que a presidente Dilma vai se refugiar no Palácio da Alvorada, acompanhada de todo o seu séquito, com o firme propósito de resistir ao impeachment. Deverão se juntar a ela o próprio ex-presidente Lula e os ministros e colaboradores fiéis: Aloizio Mercadante, Jaques Wagner, José Eduardo Cardozo, Edinho Silva, Ricardo Berzoini, Giles Azevedo, Rui Falcão, Kátia Abreu, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Vanessa Graziotin, Humberto Costa, Jean Willys, Jandira Feghali, Erenice Guerra, Paulo Okamotto, José de Abreu, Chico Buarque, Luis Fernando Veríssimo, Letícia Sabatella e vários outros cujas presenças a presidente aguarda esperançosa. Como todos sabemos, não há a menor possibilidade de que toda essa turma, unida, coesa e devota, por mais esforço que possa fazer, seja capaz de alterar as circunstâncias que hoje já definiram o destino de Dilma. Devem, então, se concentrar em preces e orações (sabemos que muitos são agnósticos, mas nesta hora...), esperando alcançar alguma graça divina que venha a poupá-las do destino implacável a que estão todos condenados. Neste momento, eu, como brasileiro, cristão e solidário, não lhes posso negar pelo menos um alento e enviar-lhes algo que possa mitigar seu desespero. Aproveitando a reunião em um só lugar de tão seleto grupo, recomendaria a presença no bunker de uma voz que certamente traria paz e conforto eterno para seus corações e mentes: a visita do pastor Jim Jones.

Antonio de Padua Cruz antoniopadcz@gmail.com

Ituverava

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IMPEACHMENT

 

Suponha que você está dirigindo seu veículo numa estrada, quando um pneu estoura. Aí você se lembra de que, por negligência, você ainda está com um estepe muito careca. O que você faz? 1) Fica parado no acostamento, aguardando alguém tomar alguma providência; 2) vai com o pneu estourado até um borracheiro e destrói a roda e a suspensão do veículo; 3) coloca o estepe e dirige cuidadosamente até um local onde possa comprar dois pneus novos e descartar os pneus velhos. 

 

Pedro Ulysses Susanna pedroulysses@gmail.com

Campinas

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‘GOLPE’ EM CHICAGO

Na encarnação passada, José Eduardo Cardozo, em Chicago, como advogado de Al Capone, usando de sólida argumentação, “provou” que seu cliente pagou, sim, o Imposto de Renda. E, portanto, não haveria mais nenhum motivo para mandar o probo e honesto cidadão Al Capone para a cadeia... 

José R. Andrade Amaral roberto_arquiteto@yahoo.com.br

São Paulo

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O DIA SEGUINTE

O dia 11 de maio tem sido ansiosamente esperado por mim e pela maioria do povo brasileiro, que é formada por cidadãos de bem. Confesso que não é por ser o dia de meu aniversário (rs), mas, sem dúvidas, vou ganhar um excelente presente: será o dia em que faremos o enterro político da governanta Dilma Vana Rousseff, do chefe de quadrilha, Luiz Inácio Lula da Silva, e, como não poderia deixar de ser, da organização criminosa conhecida como Partido dos Trabalhadores (PT). Não deixa de ser um salto de esperança. Mas, como as coisas estão se encaminhando nos bastidores do PMDB, surgem dúvidas quanto às verdadeiras intenções republicanas da nova pretensa equipe de governo. Começa na formação do primeiro escalão, da possível equipe que, infelizmente, inclui gente do nível de Romero Jucá, Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves, todos citados na Operação Lava Jato. Será que hoje só existem bandidos no País? Não se consegue ninguém honesto e capaz de ocupar cargo público de confiança? O vice-presidente Michel Temer acaba de revisar suas intenção iniciais de reduzir ministérios e contar com uma equipe de “notáveis”. Pelo andar da carruagem, a fila para ser ministro continua a crescer. Essas 32 imoralidades chamadas de ministérios só servem para empregar sindicalista sem escrúpulos e burocratas incompetentes, recebendo altos salários pagos pelo contribuinte. Por outro lado, a pretendida equipe de notáveis está se transformando numa equipe de “notáveis bandidos”. O Brasil não merece isso.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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RECOMEÇAR DO ZERO

Por aliados, Michel Temer deve adiar corte de ministros por 180 dias e rever a redução anunciada – inicialmente se falava em ficar no máximo com 15 ou 17 ministérios, mas já se fala em 26. Partidos da boquinha, PP, PSD, entre outros, ditam regras para colocar não mais “notáveis”, como se falava antes da autorização da abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff, agora lutam por outros não muito competentes, mas capazes de articular a alocação de “apaniguados”, como sempre foi, e ameaçam com falta de apoio no impeachment caso isso não se concretize. Para completar, Temer convida um bom número de pessoas investigadas e enroscadas na Justiça até o pescoço, para fazer parte do governo. Por último, agora, devemos considerar que o comando da Câmara dos Deputados passará às mãos do vice de Cunha, Waldir Maranhão, e que Renan Calheiros continua presidindo o Senado, ambos investigados pela Lava Jato. Eu já sabia! Aliás, já admito que o impeachment parcial, definitivamente, não resolverá. Lamentavelmente, o Brasil tem de recomeçar do zero.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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ONDE ESTÃO OS NOTÁVEIS?

Presidente Temer, onde os notáveis estão? Pelo visto, afora os próximos no Gabinete Civil e na Secretaria-Geral da Presidência, de notáveis não têm nada e não por falta de quem nomear. Notáveis existem, mesmo os partidos que o apoiam não admitam, porque não se proporão as nomeações politiqueiras que deu mostrar no que deu. Henrique Meirelles, sem dúvida, é respeitável, crível e conhece da matéria. O quase ministro da Saúde, Raul Cutait, é outro com qualidades, todavia o interesse político indica voltar a predominar como com o PT, em suma. Será que, depois de tantas e tantas com o ineficiente petismo, caminhamos para um repeteco?

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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DE QUE ADIANTA?

Presidente Temer, num país com 220 milhões de pessoas, não há ninguém em condições de compor um governo além da “petralhada” de Lula e Dilma? Depois de toda essa trabalheira, deixemos Dilma na “sua” cadeira, que volte Lula e o Brasil que se dane.  Afinal, de que adianta trocar seis por meia dúzia?

Osmard Andrade Faria oafaria@terra.com.br

Florianópolis

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NOVO GOVERNO

As barganhas com Gilberto Kassab no Banco do Brasil para compensar perdas no Ministério das Cidades e o recuo no corte drástico no gigantesco número de ministérios não são bons indicadores para um novo governo, sob o comando do vice, Michel Temer. Mas a troca ainda compensa diante do irresponsável governo petista, que a partir do segundo mandato de Lula jogou no lixo todo o legado de fundamentos econômicos e estruturais que herdou do governo FHC, que o PT sempre demonizou, para seguir suas nefastas políticas ideológicas e bolivarianas.

Abel Pires Rodrigues    abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

    

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‘PEGADINHA DO MALANDRO’

As três maiores pegadinhas (para dizer o mínimo) da política nacional recente: 1) Lula, sobre o mensalão, disse que não sabia de nada; 2) Dilma, nas eleições de 2014, disse que o País não enfrentava crise; e 3) Temer/PMDB dizer que vai reduzir o número de ministérios (cargos).

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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TEMER, O VERBO

Esta semana, alguém em nosso “Fórum” disse: Temer, o breve... Infelizmente, eu digo: Temer, o verbo...

Murilo Luciano Filho muarilou@uol.com.br

São Paulo

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LINHA SUCESSÓRIA

Triste do país que discute linha sucessória (presidente, vice-presidente, presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo) como se fosse uma monarquia hereditária. Se houvesse legitimidade apenas para o presidente da República (como chefe de Estado) e o primeiro-ministro (como chefe de governo), não haveria crise política no Brasil. Os eleitores confeririam poder apenas a quem deveria deter o controle da agenda política e da pauta de votação, havendo opções de troca de governo e convocação de eleições para a superação de impasses políticos.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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O NECESSÁRIO FIM DA REELEIÇÃO

 

A definição, quiçá o compromisso, de Michel Temer em não concorrer à reeleição e acabar com a possibilidade de os ocupantes do Executivo se reelegerem constitui um avanço na tarefa de reconciliação da política com a população brasileira. Se assumir o governo sem a preocupação de reeleger-se, e por isso não tiver de barganhar politicamente, Temer poderá tomar todas as medidas necessárias à recuperação do País, por mais duras e até impopulares que sejam, e, ao final, terá o seu nome inscrito na história como o grande restaurador nacional. Mesmo que a redemocratização tenha trazido avanços ao Brasil dos últimos 30 anos, temos de aceitar que ainda há, a cumprir, a grande tarefa de organização político-eleitoral. A reeleição é nefasta e inibidora da salutar alternância no poder. A vida partidária não pode ser restrita ao funcionamento cartorial das agremiações, há que se estabelecer algo como a cláusula de barreira para que sobrevivam apenas aqueles que têm votos e são dotados de funções eleitorais. Também há que definir claramente as regras de custeio das campanhas eleitorais para evitar que nelas se utilizem recursos da corrupção, como se tem apurado recentemente, ou, pior ainda, que tenha aportes do crime organizado. O momento de ruptura é ideal para promover as reformas profundas, sem as quais o Brasil jamais sairá do atoleiro.  

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

   

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QUEM DIRIA

Fernando Collor de Mello teve ao menos a dignidade e o caráter de renunciar ao ver a situação em que se encontrava e a do País. Dilma nem isso tem. Que vergonha e que horror para toda uma nação!

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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DE COLLOR A DILMA

O impeachment de Collor foi bem mais fácil do que está sendo o de Dilma. Collor não tinha a seu favor artistas, intelectuais, jornalistas e militantes repetindo mentiras milhares de vezes para que elas se tornassem verdades. Se o Congresso hoje está cheio de corruptos, na época de Collor tinha “300 picaretas”, de acordo com Lula. Mas nem por isso eles foram considerados suspeitos para votar o impeachment. Os parlamentares fizeram dedicatórias durante a votação, mas isso não deixou ninguém perplexo. Nossa democracia era 24 anos mais jovem, mas não se argumentou que ela era muito jovem para conviver com o impeachment. Por que essa diferença de tratamento, se a corrupção no tempo de Collor era café pequeno em comparação com a atual?

 

Geraldo Magela da Silva Xavier gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

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ESTRANHA CRÍTICA

Os senadores governistas se esmeraram em criticar a advogada Janaina Pascoal, uma das autoras do pedido de impeachment em análise no Senado, por ter recebido $ 45 mil como remuneração por serviço prestado ao PSDB. Veja bem, não sou afiliado ou simpatizante de nenhum partido político, sou apenas um cidadão brasileiro. Mas quero fazer duas perguntas às excelências: eles trabalham de graça como senadores ou recebem polpudos valores por suas atividades? Por que não fazem críticas àquelas pessoas envolvidas nos desvios de verbas do petrolão? Por acaso elas não receberam sua parte (vamos dizer remuneração) pelo trabalho de intermediação dos “malfeitos”?

  

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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SOLIDARIEDADE

  

Só a ignorância psicológica pode desqualificar a advogada Janaína Paschoal, sem cujo proceder não teríamos o impeachment, como neurótica, histérica, visionária. É certo que ela expressa enorme pressão do inconsciente coletivo, o que a singulariza nas reações pessoais. Do contrário, não teria feito o que fez. C.G. Carus diz, “mutatis mutandis”, sobre os gênios, que modificam a vida humana sobre outro aspecto: “Aquele a quem chamamos de gênio se caracteriza por sua maneira especial de manifestar-se; um tal espírito, superiormente dotado, é marcado pelo fato de que, por plenas que sejam sua liberdade e a clareza de sua vida, é determinado e conduzido em tudo pelo inconsciente, esse deus misterioso que o habita; assim, visões dele brotam, sem que ele saiba de onde vieram; é impelido a agir e a criar, sem saber para que fim; dominado por um impulso que o leva ao devir e ao desenvolvimento, ele mesmo não sabe por quê” (Psiche, p. 158). Nossa solidariedade à jovem advogada, que carregou a vontade popular e se entregou a radical metamorfose da política brasileira. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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EDUARDO CUNHA

A histórica e revolucionária decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar e suspender o mandato político do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) inaugura uma nova etapa na vida do Parlamento. E, se fosse adotado o critério contrário da Constituição federal, a presunção de culpa e afastados os que têm foro privilegiado, o Brasil estaria melhor e praticamente salvo da corrupção endêmica.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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APUNHALADOS

Em decisão inédita, o STF afasta Eduardo Cunha da Câmara. O “malvado favorito” já pode começar a pensar em se candidatar à Presidência da República, sem nem sequer precisar de campanha política, o Brasil inteiro já o conhece. Dizer que a decisão “veio tarde” e que o presidente de Câmara “agiu por vingança” soa estranho aos ouvidos dos brasileiros. Foram 50 pedidos de impeachments protocolados na Câmara desde fevereiro de 2015, dos quais 39 foram arquivados “por não atenderem aos requisitos formais”. Dar andamento a uma denúncia contra a presidente não significa “golpe da oposição”, e consequente perda de mandato. A avaliação do processo é longa e a presidente tem tempo suficiente para provar – se é que há o que provar – que ela não fez nada de errado. O Supremo apunhalou os cidadãos brasileiros pelas costas. Um retrocesso no pedido de impeachment, elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça, e Janaína Conceição Paschoal, advogada, seria o fim da pouca confiança que ainda existe em nós, os brasileiros que não se vendem e não se iludem. Sem contar que voltar à estaca zero no procedimento desse impeachment será para o PT o fim de um partido – outrora da esperança. 

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

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MÉRITO

Eduardo Cunha, hoje afastado da presidência da Câmara federal, por intervenção do STF, por motivos ainda a serem esclarecidos na Operação Lava Jato, teve o mérito de abrir e permitir o prosseguimento do processo do impeachment, atendendo assim ao clamor da maioria do povo brasileiro. Missão cumprida!

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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RESPONSABILIDADE FISCAL

Só agora vem a público o que se podia adivinhar: quase todos os Estados brasileiros infringem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os limites são 60% dos orçamentos com pessoal e 65% na soma de pessoal mais serviço da dívida. Acredite quem quiser que os deputados e senadores não soubessem. A conclusão, segundo a lógica, é de que todos os governos estaduais deveriam sofrer impeachment também. Punição para representantes eleitos omissos?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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BASE CURRICULAR

A revisão da Base Nacional Comum Curricular (“Estado”, 4/5, A20) responde às críticas de estudiosos e de associações profissionais. A proposta, tal como estava, inspirava-se no modelo dos Estados Unidos, com ênfase no Estado Nacional e pouca atenção ao passado mais profundo e ao resto do mundo. A grande consequência era o aprofundamento da exclusão social dos muitos que teriam um conhecimento reduzido e mutilado. A democracia depende de cidadãos bem informados, com igual possibilidade de acesso à cultura universal. 

  

Pedro Paulo A Funari, professor titular do Departamento de História da Unicamp ppfunari@uol.com.br

Campinas

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BACTÉRIA CONTRA A ZIKA

Apesar das agruras e falta de incentivo financeiro por que passam as pesquisas no Brasil, pesquisadores brasileiros da Fiocruz comprovaram que uma bactéria, a Wolbachia, quando presente no mosquito Aedes aegypti, é capaz de reduzir a transmissão do vírus da zika e a replicação da zika no organismo do mosquito. Parabéns, a ciência tem mesmo de correr atrás de uma solução, pois já temos 1.271 casos de microcefalia no Brasil, a marcar estes tempos com o carimbo da tragédia!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA INTERNACIONAL 

Sempre que presidente Dilma Rousseff e a imprensa internacional se encontram, uma coisa é certa: nós, brasileiros, passaremos vergonha. O evento de acendimento da tocha olímpica, no Palácio do Planalto, esta semana, não fugiu à regra. Desta vez, certamente mal assessorada, Dilma cometeu a gafe de afirmar que o Brasil será o primeiro país da América Latina a sediar uma Olimpíada. O que será que foi aquilo no México em 1968? Ou será que tal país não integra a América Latina? Além da tolice costumeira, a ainda presidente afirmou que “criamos todas as condições para isso (os Jogos), com a recepção de todos os atletas e de todos os visitantes estrangeiros”, e pediu a “união do País”, pois vivemos um “período crítico” do ponto de vista político. Sim, Dilma reconheceu a existência de uma crise política! O céu também é azul, Newton estava certo quanto à gravidade e o sol é o centro do universo... Quanto ao pedido de união, não tem nenhuma legitimidade vindo daquela que se graduou, especializou e é doutora na escola do “nós versus eles”. Para encerrar, na visão governista, o que pode manchar a Olimpíada é a tal “instabilidade política”. Os surtos de zika, dengue e chikungunya, o caos na saúde e a situação da (in)segurança pública são meros detalhes. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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A TOCHA OLÍMPICA

A chama olímpica chegou ao Brasil. Que ela queime toda a infâmia que envolve o País. O mundo e os atletas não têm culpa dos nossos problemas. Os Jogos Olímpicos nem deveriam ocorrer aqui, neste país carente, mas, já que é assim, que todos participem e que vençam os melhores.

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

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NOVO ALENTO

Espero que a tocha olímpica traga ao Brasil um novo alento e queime a vergonha nacional da corrupção, além da falta de patriotismo daqueles que se deram bem do poder pelo poder, comprando tudo e todos e afundando de vez o País numa crise sem precedentes. E que, na verdade, ela queime a estúpida desculpa de “golpe” e o ranço e o ódio petistas.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A MELHOR OLIMPÍADA?

Dilma Rousseff, ao discursar por ocasião do recebimento da chama olímpica em Brasília, disse: “Faremos uma das melhores Olimpíadas, mesmo com o País numa situação política precária e caótica como jamais vista”. Só se esqueceu de complementar: situação esta a que “eu” e meu “criador, Lula” deixamos o País chegar. Né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FALTA DE PUDOR

Até pouco tempo atrás Eduardo Paes era unha e carne com Dilma Rousseff, grande apoiador e defensor da presidente. Bastou a realidade mostrar que Dilma já é carta fora do baralho para Paes tomar a absurda decisão de não ir a Brasília para a cerimônia da chegada da chama olímpica em nosso país, para não ser fotografado ao lado dela, mesmo sendo ele o prefeito da cidade onde será realizada a Olimpíada. Atitude típica de oportunistas, como Paes, que não têm o menor pudor de tomá-la, sempre pensando apenas no seu futuro político, esquecendo laços e compromissos passados.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro   

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PROTESTO SEM WHATSAPP

No dia em que o fogo olímpico chegou ao Brasil, na cerimônia em que foi acesa a tocha olímpica, estavam presentes manifestantes a favor do impedimento da criatura Dilma Rousseff e, em maior número, os defensores daquela senhora. O interessante foi alguém dizer que a reunião dos partidários da bandeira vermelha foi participação espontânea, pois não houve comunicação uma vez que o WhatsApp estava fora do ar, como a justificar que nem só de pão com “mortandela” e míseros caraminguás movem aqueles participantes.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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POSTE EM CURTO

Primeiro sai a dona Maria Louca II e, sem a caneta, somente depois recebam a tocha olímpica em Brasília. Não podemos permitir que exista na história um Nero II, ou, melhor, uma Nera I. Não esquecer que tem ainda por lá um poste em pleno curto circuito.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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A SEGURANÇA NOS JOGOS OLÍMPICOS

Foi noticiado há alguns dias que o presidente da França, François Hollande, viria ao Brasil para assistir aos Jogos Olímpicos no começo de agosto. Tal visita muito agradaria ao nosso governo e, recebendo tão ilustre visitante, reforçaria ainda mais os estreitos laços políticos, econômicos e culturais que unem os nossos países. A sua vinda teria entre outras finalidades divulgar o interesse da França em sediar a Olimpíada de 2024 em Paris, o que desde já está sendo disputado por outras nações, Existe, no entanto, certa dúvida quanto à segurança que poderá ser oferecida ao sr. Hollande e sua comitiva que seriam alvos perfeitos para os grupos terroristas que certamente vão tentar se infiltrar entre as dezenas de milhares de turistas com o fito de promover atentados contra a nossa soberania, com ataques a autoridades, visitantes e nossos próprios concidadãos. A França é o alvo preferido dos jihadistas na Europa e a vinda do presidente francês, que é o símbolo da luta contra o terrorismo, seria a oportunidade ideal para perpetrar atos de horror. Um jovem jihadista de 23 anos, Maxime Houchard, de família de classe média, cristã, converteu-se ao islamismo aos 18 anos, tornou-se um decapitador confesso e fez uma declaração numa entrevista de que o Brasil não ficará incólume às agressões. Com todo o aparato de segurança a ser montado, haverá dificuldades para dar proteção adequada a esta grande massa de pessoas que se concentrarão no Rio de Janeiro. A minha opinião é de que se recomende ao governo francês a postergação da visita, evitando desta forma riscos desnecessários. 

Filip Riwczes filipriw@gmail.com

São Paulo

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