Fórum dos Leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

13 Maio 2016 | 03h00

Vitória do povo brasileiro

Finalmente, após 12 anos, 7 meses e 11 dias acabou o pesadelo! Presidente Michel Temer, o povo brasileiro tem esperança de dias melhores, faça um mandato exemplar e reverta o caos de mais de uma década de corrupção e incompetência dos desgovernos petistas. O Brasil assumirá a liderança que merece entre os grandes do Primeiro Mundo.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Democracia perfeita

Parabéns à jovem democracia brasileira, dita representativa. Senão, vejamos. As últimas pesquisas de opinião pública indicaram que aproximadamente 70% (68%) dos brasileiros queriam o impeachment de Dilma. Pois bem, o resultado da votação na Câmara indicou aproximadamente os mesmos 70% (367 de 513 equivalem a 71,5%) e no Senado, também cerca de 70% (55 de 77 equivalem a 71,4%). Democracia representativa perfeita.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Sem golpe

Lula, Dilma e o PT estavam certos quando proclamavam: não vai ter golpe! Não teve. Eles foram tardia e devidamente defenestrados, em processo legítimo, que expressou a vontade da imensa maioria dos brasileiros. Saem do poder para entrar no esquecimento.

NATALINO FERRAZ MARTINS

natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

‘Jus esperneandi’

E aí, acabaram “os últimos arrancos do cachorro atropelado” (Nelson Rodrigues)?

DOTI AQUINO

dotiaquino@hotmail.com

São Paulo

Uma farsa que se foi

Esta quinta-feira registra uma data histórica: o afastamento de uma das maiores farsas, como “nunca antes vista na História deste país”: um simulacro de governo, usurpador de conquistas sociais formuladas e implantadas por governos anteriores, valendo-se da ignorância e manipulação de um povo simples, mediante técnicas massivas de comunicação que remontam à Alemanha nazista (formuladas por Joseph Goebbels, o mago da comunicação). O Bolsa Família, por exemplo, é a mera junção de programas sociais que já existiam. Isso está muito claro no artigo 1.º, parágrafo único, da Lei 10.836/2004, que “criou” o Bolsa Família. Como ninguém lê, fica o dito pelo não dito. Mas a própria determinação de unificar os programas sociais nem sequer foi ideia de Lula, mas de Fernando Henrique Cardoso. A determinação consta nos seguintes atos presidenciais: Decreto 3.877, de 24 de julho de 2001, criando o Cadastro Único dos Programas Sociais (ideologicamente surrupiado por Lula); e três meses depois, o decreto de 24 de outubro de 2001. Vale lembrar que a sugestão para que Lula “criasse” o Bolsa Família foi do governador do PSDB Marconi Perillo, pois o Estado de Goiás já estava unificando os programas sociais, em atenção aos decretos presidenciais de FHC. Por sua vez, o Programa Minha Casa Minha Vida é, na realidade, a política de subsídios instituída pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), instituído pela Medida Provisória n.º 1.823, de 29/4/1999, nos artigos 2.º e 3.º – os mesmos que constam na Lei 11.977/2009, que “implantou” o Minha Casa. A diferença é que o governo FHC não se preocupou com a divulgação massiva dessas conquistas, como o relevante Benefício da Prestação Continuada (destinado a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda), regulamentado pelo Decreto 1.330, de 8 de dezembro de 1994. A propósito, a Assistência Social e o Suas (Sistema Único de Assistência Social) – igualmente surrupiados pelo PT – surgiram com a Lei 8.742/1993, no governo do presidente Itamar Franco, tendo Jutahy Magalhães Júnior como ministro. A única herança – maldita – deixada pelo governo petista é um país destroçado, econômica e moralmente. Não existe almoço grátis.

MILTON CÓRDOVA JÚNIOR

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Terra arrasada

O PT adotou a política de terra arrasada. Enxotado do governo, deixa um rastro de destruição, incompetência e corrupção.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Foram 13 anos de embuste com um único objetivo: a perpetuação no poder. E um resultado final, a falência do Brasil.

JOSÉ WILSON GAMBIER COSTA

jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

E não sabe por quê...

A presidenta parece sincera quando diz não saber por que foi impedida de continuar. Alguém precisa dizer-lhe que foi porque ela, sem autorização, usou demais o cartão de crédito que o Brasil lhe confiou e o País praticamente faliu por causa disso. Será que ela entende assim?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Cartões corporativos

Todos os demitidos da república petista devolveram os cartões de crédito corporativos? Seria bom providenciar urgentemente o cancelamento de todos eles...

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Ação penal

Consumada a decisão democrática do Senado pelo afastamento da presidente, depois de se cumprir ipsis litteris o que dita a Constituição, com pleno direito de defesa e confirmado pelo Supremo Tribunal, resta agora a Dilma e sua turma se prepararem para enfrentar as acusações não pelos crimes de responsabilidade e pedaladas fiscais, mas pelo esquema de corrupção, como nunca antes não só neste país, como em qualquer outro, institucionalizado nos últimos 13 anos. Aí, sim, o bicho vai pegar!

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Bolivarianismo

Festejamos, com muita razão, o afastamento da Dilma, com expectativas de recuperação da economia e afastamento da crise. Poucos, porém, se dão conta que, com essa vitória, estamos também nos distanciando do bolivarianismo, que ameaçava instalar-se no nosso país.

JOHN EDGAR BRADFIELD

lbradfi@amcham.com.br

Itanhaém

NOVO GOVERNO

‘Ordem e progresso’

Presidente Michel Temer, vamos estar de olho no senhor!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MAIS UM DIA HISTÓRICO

Na quarta-feira foi dado mais um passo importante rumo ao afastamento definitivo da sra. Dilma Rousseff da Presidência. A minha sensação é de alívio por conseguir apear do poder, mesmo que ainda temporariamente, não só a presidente arrogante e incapaz, mas o PT, este partido espúrio que, sob o pretexto de defender os menos favorecidos, saqueou o Brasil e o colocou na maior crise da história. Ouvi, com atenção, muitos dos discursos no Senado, alguns patéticos. Ouvi Marta Suplicy falar em cuidado com as contas públicas, enquanto as suas, quando prefeita de São Paulo, só foram aprovadas graças às manobras do PT. Ouvi Humberto Costa acusar quem defende o impeachment dos crimes que eles próprios cometeram. Fernando Collor, “quem não te conhece que te compre”, a comparar os dois processos e a celeridade com que foi tratado o seu num discurso “brilhante”, levando em conta o nível de tantos outros. Mas o que me chamou a atenção no final foi ver a serenidade no rosto de alguns, que evitaram comemorações, como cientes das responsabilidades e das dificuldades que envolverão o futuro governo Michel Temer. O PT, claro, fará o que sempre fez: ser contra o Brasil foi sua marca registrada, pois nunca apoiou nada que fosse relevante para a Nação. Recebeu um país economicamente saudável e bradou aos quatro cantos que recebera uma herança maldita. Apossou-se de programas sociais já existentes sem nenhum escrúpulo. Boicotou até as tímidas tentativas de dar algum respaldo sério ao governo que hoje defende, quando insistiu em perseguir Joaquim Levy e defender o retorno da mesma política econômica populista que nos lançou no caos. Sua meta sempre foi o poder pelo poder e se serviu do Brasil da forma mais abjeta e leviana possível. Vil, na minha opinião, é um adjetivo que lhe cai bem. E que a Justiça se faça, para que o mentor e chefe de todas essas bandalheiras, Lula, não saia impune, inclusive para que seus projetos de poder para 2018, já alardeados, sejam definitivamente sepultados. E, ao novo governo, a confiança sob estrita vigilância da sociedade, hoje mais politizada e amadurecida, que apoiará a continuidade das investigações em curso. Não podemos nos iludir de que o Brasil será recuperado em pouco tempo. Que se operará um milagre. Mas a faxina tem de começar pelo desmonte do aparelhamento feito pelo PT e a retirada de verbas e privilégios dessa esquerda raivosa, que tem apelado para a violência, a incitar até mesmo a luta armada. Novas eleições, proposta por alguns como a melhor solução, poderiam ser temerárias neste momento de fragilidade econômica e social, campo propício para oportunistas. Assim, desejo que Michel Temer possa dar algum oxigênio a este paciente na UTI, nosso amado país, pois, da forma como estava, o seu fim seria muito, muito próximo. Deus salve o Brasil!

Rosangela de Lima Gatti rose@brancanteseguros.com.br

São Paulo 

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A VOTAÇÃO NO SENADO

Com os 55 votos a favor do impeachment, que nem a oposição esperava, proclamados ontem no Senado Federal, ficou comprovada a decisão acertada sobre o afastamento de Dilma Rousseff. Estou ciente de que o Senado tem o seu próprio rito, que deve respeitar o prazo de 180 dias para o seu julgamento, mas seria muito mais confortante se os votos em questão (já que representam um a mais do que o necessário para o veredito final) pudessem ser apreciados desde já para evitar uma espera inquietante e angustiosa até o segundo semestre do ano. Tenho convicção, no entanto, de que o seu afastamento será definitivo e que Dilma Rousseff aos poucos passará ao esquecimento do povo brasileiro, encerrando desta forma um triste capítulo da história brasileira.

Filip Riwczes filipriw@gmail.com

São Paulo

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2016

O ano de 2015 foi o mais longo e árduo da história do Brasil. Durou infindáveis 496 dias de desemprego, de estagnação e falta de esperança para o povo brasileiro. Bem-vindo, 2016, que seja um ano próspero e que possamos recuperar o que foi perdido e destruído por um governo incompetente e corrupto.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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HOUVE IMPEACHMENT

Realmente, “presidenta”... Não houve golpe!

Leila E. Leitão

São Paulo 

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O IMPEACHMENT APROVADO

Acabou a cirurgia. O câncer foi removido. Agora nos restam a quimioterapia e a radioterapia.

Luiz Antonio B. Schemy labschemy@uol.com.br

Ilhabela

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BOM AGOURO

Hoje é sexta-feira 13. A primeira, depois de muito tempo, sem o 13 no governo – na verdade, desgoverno do País. Agora, é livrar-nos do mal definitivamente nas eleições deste ano. Feliz sexta 13, Brasil. Tchau, queridos.

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

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TCHAU, QUERIDA!

Finalmente, depois de pouco mais de 13 anos, teremos uma sexta-feira 13 sem bruxas, sem o vermelho da pouca-vergonha, da lambança, da mentira, das manhas e artimanhas daqueles que prometeram “mudar tudo isto que está aí” e aperfeiçoaram a chicana como nunca antes neste país. Tchau, querida!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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‘A MARCHA DA INSENSATEZ’

Finalmente o País, que se dirigia celeremente ao precipício, está mudando de rumo. É o fim do desgoverno Dilma. Em seu livro “A Marcha da Insensatez” (1984), a historiadora Barbara Tuchman diz que “o desgoverno tem quatro tipos: a tirania, a ambição desmedida, a incompetência e a insensatez”. Poucos terão dúvidas em reconhecer ao menos três desses quesitos no governo que foi interrompido nesta semana. Ambição de implantar um governo totalitário, incompetência absoluta na gestão do País e insensatez de mentir em eleições sabendo que três meses após iria ter de revelar as mentiras esperando que os cidadãos sensatos do País as aceitassem passivamente. A autora vai além: “A insensatez ou loucura política tem três critérios: ser percebida em seu próprio tempo, haver um curso viável de ação alternativa e ser exercida por um grupo, e não por um governante isolado”. A semelhança é notável, ainda mais quando se verifica a tese do livro: “A paradoxal e sistemática procura, pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses”. Ao eleger Dilma, o PT decretou seu próprio fim. Bingo!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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NÃO FOI POR FALTA DE AVISO 

“Eu avisei”, né, Dilma? O mundo avisou sobre a equivocada política econômica e outras mazelas nada menores. A senhora não quis ouvir ninguém. Ainda disse em seu discurso de despedida que sofre a dor da injustiça. Eu lhe digo que quem sofre a dor da injustiça são os desempregados por essa política sem pé nem cabeça que a senhora praticou. E milhões de brasileiros que acreditaram em seu discurso para se reeleger. Só uma coisa ainda me incomoda sobre a senhora: se estará afastada, não terá agenda de trabalho. Por que, então, terá à disposição um avião da FAB? Para correr o mundo denunciando o golpe que a senhora em seus delírios diz ter sofrido? Isso está errado!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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FIM DE FEIRA

E “ella” ainda teve a petulância de discursar após a ordem de despejo. É muita cara de pau! Vai, querida... 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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SEM ARGUMENTOS

Dilma Rousseff insiste em que seu impeachment é golpe. Como é possível um golpe com 80% de apoio da população? Chamar a população de golpista é tarefa daqueles que já não têm argumentos. De fato, o impeachment é de Lula, o avalista da “gerentona” que destruiu o Brasil com a ajuda do PT. A partir de agora, aumenta o número de desempregados. Os petistas vão sentir na pele o que estão passando os mais de 11 milhões de desempregados. Tchau, querida, e leve seu criador com você. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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TRISTE PAPEL

Ontem, às 6 horas, após a leitura do relatório pelo senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), chegou ao plenário do Senado o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Ocupando a tribuna, proferiu um discurso tragicômico, por vezes patético, em defesa da presidente Dilma, batendo na mesma cantilena do golpe. Antes, tendo sofrido várias derrotas, tanto na Câmara quanto no Senado, tentara mais uma vez anular o impeachment. Na calada da noite anterior, juntamente com o governador do Maranhão, convenceu o presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), a baixar uma resolução anulando o processo do impeachment; debalde, em menos de 12 horas, em razão das reações dos políticos, Maranhão tornou sem efeito tal medida. Triste papel vem desempenhando o professor José Eduardo Cardozo, promovendo chicanas, uma atrás da outra, para defender sua presidente.

 

Gerson da Silva Monteiro gersufn@uol.com.br

Sorocaba

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A QUARENTENA DE CARDOZO

Pouco importa se a defesa de Dilma Rousseff pôde ou não ser oferecida pela Advocacia-Geral da União (AGU) por meio do então ministro José Eduardo Cardozo, mas relevante, sim, é o momento seguinte, em que, pública e notoriamente, ecoa aos quatro cantos que serão levadas a cabo inúmeras defesas para tentar reverter a decisão tomada pelo Senado Federal. Mas, na condição de ex-ministro de Estado, ele, dr. Cardozo, estará impedido, por seis meses (a chamada quarentena), de exercer qualquer atividade profissional, conforme disciplina a Lei 12.813/2013, sancionada pela então sra. presidente da República, em que dispõe sobre o conflito de interesses após o exercício do cargo do Poder Executivo Federal. Essa legislação é clara ao estabelecer quais situações configuram conflito de interesses após o exercício do cargo, entre elas a que impõe ser vedado prestar, direta ou indiretamente, qualquer tipo de serviço a pessoa física ou jurídica com que tenha estabelecido relacionamento relevante em razão do exercício de seu cargo. Esperar para conferir...

Antonio Gerassi gerassi@uol.com.br

São Paulo

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ACOMODAÇÃO

A Advocacia-Geral da União (AGU) não sai do Supremo Tribunal Federal (STF). Qualquer hora providenciam um sala par o Cardozo lá...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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GOVERNO SEM VOTOS?

Dilma Rousseff, ao discursar na sua despedida, apresentou uma série de lapsos de memória, não sei se propositalmente, por falta de sanidade mental num momento tão delicado, ou se simplesmente leu uma peça escrita por um dos seus companheiros, aqueles especialistas em chicanas. Citando um dos seus devaneios, a agora cidadã comum se esqueceu de mencionar que, ao ser eleita presidente da República por mais de 54 milhões de votos, não foi eleita sozinha, mas, sim, numa coligação com o PMDB do atual presidente Michel Temer. Portanto, querida, o atual governo, diferentemente do seu discurso, não é um governo sem voto.  

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

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NÃO SE TRATA DE CARTA BRANCA

Engana-se quem subestima a voz das ruas. Ela derrubou Fernando Collor e Dilma Rousseff e continuará a fazê-lo sempre que se fizer necessário. Os mandatários precisam entender que eleição pelo voto não significa carta branca para mandar e desmandar sem o mínimo respeito às leis, à moral e à ética – teoria esta levada às últimas consequências pelo felizmente findo lulopetismo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O VOTO PERTENCE AO ELEITOR

Os petistas natos e os afeiçoados pela doutrinação insistem no contrassenso de que Dilma Rousseff é dona de 54,5 milhões de votos (Aécio Neves obteve 51 milhões). Ora, ou são desinteligentes por natureza ou providos de duvidoso caráter moral e ético. Dilma não é e nunca foi dona de nada (os outros políticos também não). Os quase 90% de reprovação do seu governo confirmam que hoje ela não teria a metade do sufrágio que teve no segundo turno. Aliás, tais votos (que nunca a ela pertenceram) foram conquistados de maneira insidiosa, produto de marketing eleitoral ardiloso. Voto pertence ao eleitor, e não ao candidato. Empresta-se o voto por um período passageiro e com direito de o eleitor fazer, no mínimo simbolicamente, o mantimento (aprovação) ou retirada (desaprovação) do escolhido. No caso de Dilma, o eleitor retirou o voto moral e de confiança, embora num regime presidencialista. A legitimidade fica atada à rejeição/aceitação. Esquecem-se os poucos admiradores de Dilma que os votos emprestados em confiança foram transferidos – moralmente – àqueles que representam, no Legislativo, o eleitor. Assim, a maioria dos deputados e senadores, fazendo coro à nova voz do povo, vota no impeachment como se lá estivessem os próprios eleitores de Dilma (e dos outros também). Ou o Legislativo não representa o povo e por ele vota?

 

Fábio Siqueira fabio.comendador@gmail.com

Uberaba (MG)

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GOVERNO LEGÍTIMO

Dilma Rousseff se vangloria alegando ser o único governo legítimo por ter sido eleita com 54 milhões de votos. Pergunto: por que o governo Michel Temer não seria igual, uma vez que ambos receberam os mesmos votos?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA AFASTADA

E lá se vai mais um poste do senhor Lula!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

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FIM

Tchau, Lula, você e seu poste já vão tarde!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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A CORRUPÇÃO PUNIDA

Agora, que a “anta” se foi, que tal exigir dos homens da lei providências para prender o chefe-mor de toda esta sujeira e corrupção que assolaram nosso país? Preciso dar o nome? Ele tem de ser punido, preso e condenado. Só assim nos veremos livres desta praga para sempre.

Elizabeth O. G. Henriques bethhenriques@uol.com.br

Santos

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PÁGINA VIRADA

Respeitando os artigos 85 e 86 da Constituição federal, a Lei 1.079/50 e o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente Dilma enfim foi afastada pelo Senado da República com base no desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal por ela praticado. Já era tempo, pois não faltam provas de que o PT é, na realidade, uma organização criminosa que estabeleceu a corrupção como método de governo – verticalizado. Como explicar a satisfação ao ver a expressão preocupada de Lula durante o discurso de Dilma à claque, ontem? Não tem preço! Sérgio Moro vem aí... Página virada na nossa história. É hora de o País seguir em frente sem essa corja. E, nas palavras do saudoso Tancredo Neves, “não vamos nos dispersar”. O preço da democracia é, afinal, a eterna vigilância. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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A CULPA DE LULA

 

Uma imagem diz mais que mil palavras. Atrás de Dilma quando, já fora do Palácio do Planalto, ela falava aos “cumpanheiros” dos movimentos sociais sustentados por verbas públicas, dava pena a expressão arrasada do inventor de Dilma. Quando uma “cumpanheira” de Dilma na guerrilha quis pegar sua mão, ele a retirou rapidamente. Nenhum abraço, nem mesmo um cumprimento em público ele dedicou à outrora iluminada inventada por ele.   Lula, mais do que ninguém, sabe do tamanho de sua culpa!

 

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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O QUE PENSAVA?

Dou a Lula R$ 1 milhão para saber seus pensamentos, quando atrás de Dilma, com a mão no queixo... Terá sido: “Sua f..., se ferrou e me ferrou”?

Maria José da Fonseca fonsecamj10@yahoo.com

São Paulo

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JUSTIÇA

Nada mais justo que Lula acompanhe seu “poste” até a insignificância, de onde nunca deveria ter saído.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ACABRUNHADOS

Noticiam os jornais que Lula está triste, acabrunhado, sentiu raiva, tristeza, olhar distante. Pois, se esse noticiário é para fazer nascer nos cidadãos um pensamento de boa vontade sobre este senhor, os jornalistas erraram redondamente. Na verdade, isso é muito pouco. Tristes e acabrunhados estão os desempregados, na verdade os 11 milhões de trabalhadores que sucumbiram sob o peso de atitudes e demagogias que acabaram com a esperança dessas pessoas que, se em algum momento fizeram parte daquela falsa “classe média”, agora são os que fazem bicos para alimentar os seus familiares e, infelizmente, voltaram para uma classe abaixo. Essa tristeza toda de Lula deve ser porque agora está sendo muito difícil de usar das regalias promovidas pelos trambiques que arquitetou em conluio com empresários igualmente sem caráter. Chega de Lulas e Dilmas. Chega de gente sem caráter, sem educação, sem inteligência e mal intencionada. Chega de petismo!

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.cm

São Paulo

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DESTINO

Lula, visivelmente abatido após o placar do impeachment no Senado (55 a 22), bradou: “Agora eu vou pra casa”. Resta saber qual o seu destino: o tríplex no Guarujá, o sítio em Atibaia ou Curitiba?

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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FIM DE FESTA

Dilma sangrou na frente de seu desolado criador. Tchau, Venezuela.

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com.br 

São Paulo

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O QUE ESTÁ POR VIR

Hoje sabemos que cada passo à frente dado pelos petistas e militantes no país do PT foi e é adrede planejado pelo Foro de São Paulo, o que explica tamanha resiliência e determinação de José Eduardo Cardozo, de Dilma e de Lula (agora nos bastidores), para não deixar o PT sair do poder. É a estrutura nas sombras que domina e garante o poder no Brasil e na América Latina. As múltiplas manifestações que levaram desordem em diferentes pontos do País não passaram de balão de ensaio. Tenho plena convicção, e torço para estar errada, de que imediatamente após o afastamento de Dilma da Presidência, logo hoje, sexta-feira, vamos assistir ao caos, teremos a promessa de Lula realizada de ver “o exército do Stédile” tomando as estradas, a militância do MTST inviabilizando a vida dos moradores das cidades, os estudantes manobrados como marionetes se achando o máximo ao gritar palavras de ordem, os homens da CUT e o escambau virando este país do avesso. Espero que as forças policias sejam suficientes para nos garantir a vida e a ordem... Não sem motivo o papa Francisco pediu pelo Brasil.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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E AGORA?

Como a maioria dos brasileiros esperava e queria, Dilma Rousseff foi afastada. Ótimo! E daí? Com a entrada De Michel Temer e o apoio da oposição, alguma coisa muda para nós? Acho que não! Estão na política e no poder desde a saída dos militares, há mais de 30 anos, sempre brigando pelo poder e defendendo interesses próprios, mais nada. Em pouco tempo, vamos perceber que nos enganaram novamente. Quanto às atitudes desastrosas de Lula e de Dilma – ele sempre arrogante, fanfarrão, mentiroso e irresponsável e ela, sua aluna incompetente e irresponsável, também –, não me surpreenderam com tudo de ruim que fizeram a este nosso Brasil. Desde criança aprendi com meu pai, homem simples da roça, que não podemos gastar mais do que ganhamos. Até hoje os economistas dizem isso. E o que fizeram o governo de Lula e o de Dilma? Exatamente o contrário. Torraram o nosso dinheiro em obras totalmente desnecessárias aqui dentro e lá fora do País também. Distribuíram gratuitamente e a rodo o que não era deles, enganando muita gente, pensando unicamente em se perpetuarem no poder à custa de quem trabalha, produz e paga impostos sem ter retorno algum. Agora caíram, mas, como erva daninha, não se darão por vencidos. Anarquistas, não aceitarão a derrota e continuarão incitando a violência e a baderna, jogando uns contra outros, tudo fazendo para voltar ao poder e conseguir o que tentaram e não concluíram desta vez: matar a galinha dos ovos de ouro! 

 

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PERGUNTAS

Faço a seguir várias perguntas e, se houver apenas uma única resposta “não”, passarei a votar no PT: 1) falta capacidade a Dilma para ela ser presidente do Brasil? 2) Dilma quebrou o Brasil com sua política econômica? 3) Dilma mentiu muito na campanha presidencial de 2014? 4) Dilma é teimosa como aqueles burros mineiros quando empacam na porteira? 5) Dilma tinha um ministério muito despreparado? 6) Dilma, como presidente do conselho da Petrobrás, tem responsabilidade sobre a compra da refinaria de Pasadena? 7) Dilma se acha muito conhecedora de economia, quando, na realidade, entende pouco do assunto? 8) Lula tem alguma coisa que ver com a cobertura do Guarujá e com o sítio de Atibaia? 9) Lula sabia de tudo o que acontecia no seu governo, como a cooptação de partidos, o mau negócio de Pasadena, o mensalão, etc.? 10) O PT quer se perpetuar no poder a qualquer custo? 11) Para os petistas, a lei só vale para os outros e para eles não? 12) O ministro Cardozo está manchando seu passado de advogado e professor universitário com sua atuação no impeachment? 13) O senador Lindbergh Farias mais parece um menino no ginasial que, quando contrariado, dá chilique? E, para não ficar com 13 perguntas, vai a última: 14) os discursos de improviso de Dilma são as peças mais hilárias que já vimos e que nenhum psiquiatra consegue explicar?

Francisco Lima faugplima@gmail.com

São Paulo

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DILMA E O DIABO

  

Para ajudar Dilma Rousseff a se reeleger presidente da República, o diabo se revelou cabo eleitoral de curta eficácia e efêmera duração. Em março de 2013, em João Pessoa, Paraíba, Dilma discursou: “Nós podemos disputar eleição, nós podemos brigar na eleição, nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição”. Soberba, arrogante, Dilma Rousseff não cuidou de desconfiar de que o demo é conselheiro das trevas. Na escuridão da noite de 11 de maio de 2016 e no alvorecer do dia seguinte, ontem, Dilma Rousseff deve ter mandado o diabo para o inferno. Compreensivelmente.

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

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E A MAÇÃ CAIU

Quem acreditou na teoria do golpe também se esqueceu de que maçã podre cai sozinha. E caiu... Tchau, querida!

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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PREVALECERÃO

Depois de anos de roubalheira, anos semeando o ódio neste país, jogando os brasileiros uns contra os outros, criando o “nós e eles”, eis que o PT está prestes a cair pelas próprias sujeiras. Foi (e ainda será) um processo longo, pautado pelo respeito à Constituição e validado pelo STF. Diversas foram (e ainda serão) as tentativas de jogo sujo dos petistas, que berram por todos os cantos com os argumentos mais bizarros, buscando estar acima da lei e da democracia. Mas a lei e a democracia prevalecerão! 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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ALÍVIO

Ontem foi um dia de alívio para todos os brasileiros. Parabéns ao Senado da República, por selar o afastamento da mais odiada presidente da história do País! Desejo muito boa sorte a seu sucessor, incumbido da missão de reconstruir um país arrasado por 13 anos de populismo, inépcia e corrupção. Saúdo o novo presidente da República, Michel Temer!

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

São José dos Campos

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FIM DA AGONIA

Aleluia, aleluia ecoa no céu da Pátria. Parabéns Brasil. Próxima etapa, a quadrilha petista na cadeia.

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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VITÓRIA

Demorou 13 anos, mas o medo venceu a “desesperança”. E foi bem mais do que 7 a 1.

Márcio R. Lopes da Silva marcioped.itu@gmail.com

Itu

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FIM DO SUPLÍCIO

Após 13 anos, 4 meses e 11 dias, ou exatos 4.880 dias, estamos livres do PT no governo federal. Acabou o suplício. Ufa!

Sérgio Kocinas sergio.koc@hotmail.com

São Paulo 

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O FIM DO PT

Respeito quem pensa de maneira diferente (Fernando Henrique Cardoso, inclusive), mas na minha opinião o desaparecimento do PT seria salutar para o Brasil. Avalio que o PT não agrega nada ao País, nem como oposição nem muito menos como governo, como acabamos de comprovar. Ninguém que tenha um câncer pensa “espero que o tumor diminua, sim, mas não desejo que se extinga, ele é útil e importante para o organismo”. Não é lógico. É não entender o que é e como funciona um câncer.

Ricardo Ferreira fredrfo@gmail.com

São Paulo

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LIBERDADE

Adeus, Marco Aurélio Garcia. Adeus, Dilma Vana Rousseff. Saúde e paz para acompanharem a recuperação desta nação destruída pelos sectários do socialismo denominado bolivariano-sindicalista. 

Matheus Marim mmarim@dglnet.com.br

Campinas

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GOVERNO TEMER

Michel Temer parece não se ter dado conta de que não é exatamente o sonho de consumo do eleitor brasileiro, mas, digamos, o que o País tem para hoje que nos dar a chance de defenestrar a sofisticada organização criminosa do poder? Ainda assim, ele bem poderia se tornar a opção ideal, se cortasse as amarras que prendem os governos ao toma lá, dá cá da política ruim que vige no Brasil. Antes de mais nada, não devia nem pensar em dar ministérios ou outros cargos a pessoas denunciadas, investigadas, sobre as quais pesem suspeitas de ilegalidade – a ordem é uma faxina completa. É de fazer um teste: perguntemos a ele se contrataria um funcionário pessoal, por exemplo, uma babá para seu filho, se a candidata ao cargo estivesse enrolada com a Justiça.

 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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CARTA ABERTA A MICHEL TEMER

 

Sou um dos coxinhas que apoiou o impeachment da presidente Dilma, não acredito no senhor, mas lhe concederei 30 dias para achar o túnel, mais 30 dias para encontrar a luz no fim dele e mais 30 para pôr em prática mudanças radicais que venham a mudar este país. Não hesite em tomar medidas impopulares. Não faça alianças com políticos bandidos corruptos. Precisamos de reforma política, de reforma tributária, de reforma trabalhista. O senhor já é idoso, bem-sucedido. Deixe uma herança moral de que seus descendentes tenham orgulho. Não pergunte o que o Brasil pode fazer pelo senhor, e, sim, o que o senhor pode fazer pelo País. Para finalizar, não vou lhe desejar sorte, pois competentes comprometidos honestos não precisam de sorte. Se em seis meses o seu governo continuar medíocre e corrupto como o que está saindo, não tenha dúvidas, nós, os coxinhas, lhe derrubaremos e não precisaremos da ajuda da corja petista, pois nós sustentamos este país.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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CELULARES ‘TIJOLÃO’

 

O governo de Michel Temer, fazendo analogia com o aplicativo Uber, é bem-vindo e necessário. Pouco importa o esperneio dos petistas e taxistas, pois o brasileiro do século 21, influenciado pela instantaneidade desses tempos tecnológicos, tornou-se pragmático, exigente e, parafraseando a música dos Titãs, só quer saber do que pode dar certo, não tendo tempo a perder. Não interessa se o pato é macho, ou se é de direita ou de esquerda. O brasileiro quer o ovo (barato, quente e saboroso) no seu prato. Dilma, Lula e o PT estão no passado. São tão retrógrados e inservíveis quanto os celulares “tijolão”. Já foram tarde.

  

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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ANSIEDADE 

Que Temer restabeleça o Estado de Direito.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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UMA SÓ BALA

Agora o presidente interino Michel Temer tem de tomar, e urgente, medidas que comecem a colocar o País e sua economia no trilho. Ele não tem tempo a perder. Nem pode. Agora não é hora de política. É hora de decisões e medidas técnicas. Ele está como aquele caçador na floresta que aparece na frente dele um tigre e ele só tem uma bala no rifle. Não pode errar. Não tem outra chance. O senador Collor, quando se elegeu presidente em 1989, disse que tinha de matar o elefante e só tinha uma bala. E errou.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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DISCURSO INÚTIL

Com a chegada de Henrique Meirelles e de outros profissionais do setor privado ao governo Temer, já se ouve dizer que estão entregando o País para banqueiros e empresários. Na mesma linha, em contrapartida, vale ressaltar que quem quebrou o Brasil de forma jamais vista na História, com administração sindicalista e aparelhamento do Estado, foram os trabalhadores, a quem, como ironia do destino, cabe a parte mais dolorosa da crise: o desemprego.

Roberto Cabral ter.a.linha@gmail.com

Maringá (PR)

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MINISTRO DA FAZENDA

Muito pouco provável que Henrique Meirelles não soubesse das peripécias de Lula quando esteve no seu governo. Calou-se e, portanto, foi conivente.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO NOVO

Aí vem um governo novo, feito com farinha do mesmo saco!

Domiciano de Souza Dias domicianodias@hotmail.com

Brasília

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TRANSIÇÃO

Em 2002, derrotado pelo PT, Fernando Henrique Cardoso organizou uma comissão com instruções para passar ao novo governo toda informação necessária para que a transição se fizesse sem prejuízo ao País. Em 2016, o novo presidente que assume com absoluto respeito à Constituição encontra uma terra arrasada, com muitas informações destruídas ou alteradas pelo ódio de quem nunca compreendeu sua própria incompetência. FHC é um estadista, Dilma, um mero poste...

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

            

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SELVAGENS

Por interesses muito particulares, Dilma Rousseff vetou o artigo da Lei Antiterrorismo que penalizava quem fizesse o que o MST, a CUT, a UNE, os militantes do PT, do PTdoB e outros baderneiros fizeram na terça-feira no País. A então presidente vetou enquadrar como terroristas atos de incendiar, depredar e destruir meios de transporte ou bens públicos ou privados, como pontos de ônibus ou agências bancárias. Dilma também vetou classificar como crime a apologia pública ao terrorismo. Outro veto se refere ao agravante de 1/3 se a ação terrorista gerar dano ambiental, por já estar previsto em outras leis. O último veto inacreditavelmente retira da Polícia Federal a investigação criminal e da Justiça Federal o processamento e julgamento! A obstrução de vias e rodovias fere o direito de ir e vir, previsto na Constituição e até na Carta dos Direitos do Homem da ONU, e sobrepõe-se, pela lógica, ao direito de um punhado de desocupados à manifestação. Pneus queimados, ameaças físicas, os chamados a “incendiar o País”, a colocar “nosso exército nas ruas”, dizer que o Brasil “não terá mais paz”, tudo isso o PT acha aceitável. Em São Paulo, taxistas paralisaram a cidade, obstruindo as avenidas e agredindo motoristas e depredando carros pretos, que eles supunham ser do aplicativo Uber. Era um “protesto”. Não se viu a CET multando ou rebocando os carros que impediam o trânsito, contrariando a prática do alcaide paulistano de aplicar multas de sua forma transloucada. Todavia, quando houve a paralização pacífica dos caminhoneiros, que são trabalhadores, o que se viu foi coisa bem diferente. Acabaram ameaçados com pesadas multas e prisão. Para eles, não existe o tal “direito a manifestação”. O Congresso Nacional tem de colocar como prioridade a derrubada desses vetos, sob pena de o Brasil ficar à mercê de grupinhos de bandoleiros, como vimos esta semana. É inaceitável que esta selvageria continue ocorrendo sem consequências. 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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