Fórum dos Leitores

MUDANÇA DE GOVERNO

O Estado de S.Paulo

14 Maio 2016 | 03h00

Alvíssaras!

Michel Temer fez seu pronunciamento como presidente em exercício logo após o esperado afastamento de Dilma Rousseff. Nenhuma patacoada, como esperado... Notei que nenhum dos ministros nomeados usava gravata vermelha, bom sinal. E do conteúdo do pronunciamento me entusiasmei por assistir ao novo presidente manifestar sua crença na economia de mercado e no estabelecimento de um novo paradigma de atuação do Estado nacional, menos hipertrofiado, focado em suas funções essenciais (segurança, saúde e educação), com a promessa de manter os programas sociais, mas também de exonerar os milhares de aspones petistas. A prédica de Temer foi market friendly, apostando na recuperação da economia, hoje em frangalhos, na atração de capitais privados, abundantes tanto interna quanto externamente, a par da promessa de maior inserção do País na economia global. Bons sinais do novo presidente. Que assim prossiga. É o que a Nação espera.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Melhor que a encomenda

Temer falou. Contrastando com a afastada, o presidente em exercício revelou um estilo de comunicação didático, claro e objetivo. Fez referência respeitosa à afastada, revelou as prioridades do seu governo, mostrou religiosidade e conhecimento do povo brasileiro. Afirmou um profundo compromisso com a Constituição e com a união da Nação em torno das soluções necessárias, sem deixar de abordar a crise da economia e mostrar as linhas mestras para sua solução. Concluiu com o lema de seu governo, “ordem e progresso”, ao mesmo tempo resgatando um dos mais importantes símbolos da união nacional, a Bandeira brasileira. Há 13 anos não ouvíamos dos ocupantes do maior poder nacional palavras tão animadoras. Não foi golpe. Parabéns, presidente, parabéns Brasil!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Ordem e progresso

Quero cumprimentar o nosso presidente em exercício pela sua primeira manifestação à Nação. Há muito tempo (14 anos) não se ouvia uma manifestação com tanta lógica e coerência com a atual situação do Brasil. Só acrescentaria a palavra respeito ao seu slogan “ordem e progresso”.

CARLOS ANGELO FERRO

carlosangelo@uol.com.br

Mogi-Mirim

Michel Temer acertou em cheio. Chega de falsos lemas, produtos de marqueteiros. Se tivermos ordem, teremos progresso. Ordem no trato da coisa pública, ordem no convívio social, ordem no plano geral de governo. Não precisamos trocar de Bandeira, seja na cor, seja no dístico. Boa sorte ao presidente Michel Temer, o futuro do País depende da retomada do crescimento, mas saberá reconhecer seu esforço e trabalho.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Desde o final do governo Fernando Henrique Cardoso – ou seja, nos últimos 13 anos, alguns meses e dias – esteve ausente fala presidencial que não se dedicasse a manifestações populistas, aproveitando da ignorância dos menos afortunados e procurando manipulá-los. A crueza adicionada à hipocrisia predominaram na obsessiva procura por manter o petismo e os privilégios do poder. Finalmente, dá para acreditar que a seriedade se restabeleceu com o novo presidente, Michel Temer: respeitoso com as pessoas e instituições, com os valores da dignidade e da seriedade de propósitos, mostrando-se diplomaticamente no entendimento na percepção do futuro. É um bom começo. Esperamos que assim continue, para tirar o nosso país do momento crítico a que o lulopetismo nos levou.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Desordem e retrocesso

Dois fatos chamaram a atenção nesta semana: um carro preto sendo danificado por taxistas no centro de São Paulo e várias vias sendo bloqueadas tanto por eles como por movimentos sociais contrários ao impeachment; ambos são terrorismo, pois visam a intimidar pessoas com o objetivo de impor suas vontades. Há ainda outro: o encontro de dois contêineres cheios de papéis picados na Esplanada dos Ministérios, para não repassar dados importantes ao novo governo. São esses os legados deixados pelo PT, que Temer busca dizimar com o lema da nossa Bandeira, que é “ordem e progresso”.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

Abolição

Por um dia apenas não passamos a ter dois motivos para comemorar o 13 de maio. Além da abolição da escravatura, poderíamos passar a comemorar a abolição da mãe, tia ou avó do PAC (programa de aceleração da corrupção) e dos petralhas! Dizem que eles tentarão reinventar-se, até mesmo com outro nome. Melhor seria tentarem se reinventar em termos éticos e morais, afinal, de cada dez brasileiros, sete rejeitam o partido da perda total, pela avalanche de corrupção, como nunca antes na História deste país!

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

A mamata continua

A sra. Dilma Rousseff ausentou-se da Presidência da República com o mesmo salário, morando no mesmo palácio, com sua segurança e jatinho. O povo, como sempre, pagando a conta, apesar de vítima da inflação, que chega a dois dígitos, e de 12 milhões de desempregados. E ela ainda diz que recebeu um “golpe”?! A monarquia sai mais barato. República para quê...?

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

Protesto! Não faz sentido que uma presidenta afastada temporariamente por impeachment, acusada de prevaricação, desperdice o imposto suado do contribuinte com transporte aéreo ilimitado, nacional e internacional, a cargo da FAB.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

E a cadeira?

Ué, Dilma esqueceu a cadeira...

HELGA BELL

helga.rod.bell@hipernet.com.br

São Paulo

CORREÇÃO

No artigo Nas cidades violentas, sem banheiro e transporte, de Washington Novaes (13/5, A2), a frase “A população rural no mundo, que em 2014 estava em 3,4 bilhões, deve chegar ao pico em 2020. Depois deve declinar para 3,1 bilhões até 2050, segundo estudo da ONU” saiu truncada.

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PEDRAS NO GOVERNO TEMER

Em todos os sites de notícias que pesquisei, as baterias estão todas armadas contra o governo de apenas um dia de Michel Temer. Dizem que seu ministério é composto de homens investigados pela Operação Lava Jato, que não chamaram mulheres e negros para participar dele, blá, blá, blá. Pois bem, o PT já forneceu vários hóspedes para a cadeia de Curitiba, e membros do governo de Dilma também estão ainda na lista de espera de Sérgio Moro. Fora que já tem uma vaga cativa esperando por “Lulalá”. Quanto às mulheres que participaram do governo de Lula e de Dilma, a maioria só nos envergonhou, a começar pela presidente. Nomeá-las me faria até mal. Eu recomendaria a senadora Ana Amélia, do PP do Rio Grande do Sul, como uma mulher da qual nos orgulharíamos como ministra, mas não foi ainda desta vez. Quanto a negros, a porcentagem deles na política é ainda muito baixa – e não por dificuldades impostas a eles para chegarem lá –, como muitos dizem, mas é uma realidade. E o senador Paulo Paim não estaria habilitado a participar deste governo por motivos óbvios. Portanto, nada do que dizem é significativo, mas temos de estar de prontidão para fazermos sempre a defesa deste governo se quisermos esclarecer os incautos e ultrapassar este período em que caminhamos com dificuldades imensas atolados no pântano em que o PT de Dilma e Lula nos jogaram. O avanço não será fácil, mas não será impossível, a menos que nos deixemos levar pela lenga-lenga da militância e sejamos usados como massa de manobra inconsciente, a trabalhar pelo PT, jogando pedras no governo Temer. Eu torço para o Brasil dar certo!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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LEGITIMIDADE

Não faz nenhum bem ao País o esdrúxulo, inconveniente e intempestivo pronunciamento do sr. Joaquim Barbosa, de que Michel Temer não tem legitimidade para conduzir o Brasil. Muito pelo contrário. Será que, se ele ainda estivesse no Supremo Tribunal Federal (STF) e pudesse participar desta atitude histórica e patriótica, teria tido essa mesma atitude? Duvidamos. Suas atitudes sempre tiveram uma boa parcela de vaidade e, portanto, nada melhor do que aproveitar mais uma oportunidade. Saiu prematuramente (gozando os louros do mensalão, assunto do qual se acha o grande patrocinador e protagonista) e não previu o que viria.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo 

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JOAQUIM BARBOSA & GOVERNO TEMER

Se “Temer não tem legitimidade”, alguém que se “aposenta antes” teria credibilidade? Seria o “resolvo o meu” e o País que se dane?

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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SEGUNDO TEMPO

Agora, sob o comando de Temer, esperamos que o Brasil possa virar o jogo! No primeiro tempo, sob o comando de dona Dilma, parecia o jogo contra a Alemanha...

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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POLÍTICOS E HIENAS

Não creio que com os 23 ministérios inicias do governo Temer será possível ajudar o País. É insuficiente para acomodar os políticos que ajudaram defenestrar o PT do poder, pois eles não estão nem aí para o bem do País, e, sim, para os cargos desocupados pela turma lulopetista. Políticos têm o mesmo instinto de hienas vorazes: assistem a um animal estrebuchar em morte anunciada para, então, cada qual brigar pelo pedaço maior da carniça. O animal em agonia é o Brasil. 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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CAVALOS SELADOS

 

Política é a regência do país (polis). Desde sempre, a atividade-meio foi considerada mais importante que os resultados. Tudo se deteriorou ainda mais quando política se tornou politicagem, conjunto de negócios escusos na seara da governança. Embora do PMDB, essencialmente fisiológico, Michel Temer tem a oportunidade única para efetivar certas correções de rumo na política brasileira. O governo petista, em mais inconstitucionalidades, criou ministérios por meio de legislação ordinária, inclusive medidas provisórias, como no caso da Advocacia-Geral da União (AGU). Constitucionalista, o novo presidente só tinha mesmo de desfazer esses ministérios, viciados na origem. E agiu bem ao remeter ao Congresso Projeto de Emenda Constitucional para dar “status” de ministério ao Banco Central, com o fim de dar maior segurança jurídica aos agentes econômicos. Tem ele um acervo de conhecimentos jurídicos que nenhum dos últimos presidentes possuiu, a ponto de poder introduzir algumas modificações, pontuais, mas importantes, como o voto distrital misto, o “recall” e convocar plebiscito para deliberar sobre o parlamentarismo. O regime de governo não é cláusula pétrea por causa de plebiscitos anteriores, como dizem alguns desavisados. Ao mesmo tempo, poderá propor, segundo a fórmula legislativa adequada, o fim da reeleição, talvez o mal mais pesado que paira sobre nós. Tais iniciativas lhe dariam a necessária credibilidade e permitiriam avançar no campo prioritário da economia. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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UM NOVO DIA

Cessaram se as tormentas, os ventos se amainaram, as enchentes começam a se esvaziar, as vias desobstruídas permitem o início da limpeza e da reconstrução dos bens destruídos pelo vendaval que açoitou nosso Brasil nestes 13 anos da negritude lulopetista. O alvorecer do novo dia é o prenúncio da dádiva que Deus nos propiciou: fornecendo os raios e o calor do Sol, para que os novos agricultores saibam reparar a terra devastada e replantar nela as sementes da ética, do amor à Pátria, do progresso necessário e do compromisso com aqueles que realmente tocam nossas riquezas e acomodam em seu seio, todo o povo sofredor, sem distinção de classes. O Brasil é nosso, é de quem trabalha e produz, não de quem se locupleta das vertentes governamentais. 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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GRANDE SENADORA

Definitivamente emocionante o discurso da senadora Ana Amélia ao plenário do Senado na quarta-feira e a todo o povo brasileiro, naquela data histórica, que marcou o reerguimento (se Deus quiser!) da política nacional e, consequentemente, de nossa economia combalida. Esgotando todas as questões referentes às razões para o impeachment da presidente Dilma, essa senadora lavou e enxaguou nossas almas, por tanto tempo angustiadas. Ana Amélia, mente altamente esclarecida, amante da justiça, da paz e prosperidade para todos que não esmorecem diante do trabalho pelo bem comum, representou a força da mulher brasileira que deseja progredir, sem aceitar paternalismo, alçando voo para alcançar dias melhores e uma vida mais digna para a família brasileira. Se um dia candidatar-se à Presidência, terá meu voto. Finalmente, tchau, Dilma querida. Tchau, PT!  

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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A VINGANÇA DE FERNANDO COLLOR

Collor foi o 38.º senador a ocupar os microfones, exatamente às 23h02, para falar e dar seu parecer sobre a instauração do impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Durante sua fala, uma das mais esperadas do dia, apesar do horário, fez-se um silêncio no plenário para ouvi-lo, afinal ele sabe o que é sofrer um impeachment. Collor fez questão de relembrar passagens de como ocorreu seu impeachment em 1992, dizendo que tramitou tão rápido que não lhe foi permitida uma defesa tão ampla quanto a de Dilma Rousseff. Inclusive contou que, numa reunião no Planalto, tempos atrás, aconselhou Dilma sobre problemas que estaria enfrentando e procurou orientá-la. Ela, mais arrogante do que ele, não deu a mínima importância aos seus conselhos. Próprio da personalidade dela, turrona e má ouvinte, agora colhe o que plantou. E, no final de sua fala, Collor, invocando trecho de um livro do professor Marco A. Villa, que será lançado em breve, leu trecho em que o historiador conta como ele se portou durante o processo, entregando toda a documentação que o Judiciário lhe exigiu na ocasião, sem recorrer a chicanas e respeitando as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF). Nada como um dia após o outro, e, justiça seja feita, Collor esperou 24 anos para se vingar dos petistas, que em 1992 batalharam, e muito, para tirá-lo do cargo. Que ironia!

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz 

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TEMERIDADES

Tem quem não saiba, mas o PMDB já governou o Brasil com José Sarney, entre 1985 e 1990. Era vice de Tancredo Neves, que morreu antes de assumir o mandato. Teve um bom momento quando o ministro Dilson Funaro lançou o Plano Cruzado, e o PMDB colheu bons resultados, tendo eleito a maioria dos governadores nas eleições de 1986. Passadas as eleições, o plano ruiu, começou o ágio e a faltar produtos nos supermercados, carne ficou muito cara, decidiram caçar boi no pasto, etc... Depois vieram o Plano Cruzado II, o Plano Bresser, depois o Plano Verão com Maílson da Nóbrega, que fez uma política econômica chamada “feijão com arroz”, muito simples, parecia se referir ao cardápio parte do povo brasileiro tinha acesso. Seriam quatro, mas foi aumentado para cinco longos anos de carestia, desemprego e inflação altíssima e descontrolada, em 1989 a inflação chegou a 1764%. Deste desastre surgiu Collor, a flor do pântano! Este é o legado do PMDB, mais o exemplo das atuais administrações de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, dá para antever o que nos espera com Temer: desemprego, recessão e inflação, nessa tríade o PMDB é especialista! Se mantiver a prática, logo estaremos ouvindo o bordão “Volta, Querida!”

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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SENADO

Sei lá, puseram uma raposa para cuidar do galinheiro!

John Edgar Bradfield lbradfi@amcham.com.br

Itanhaém

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NOVO LEMA

Seja bem-vindo, sr. presidente Michel Temer. Sejam bem-vindos sua pessoa, sua boa educação, fidalguia, seu domínio perfeito do idioma português, sua lisura e sua fina estampa de pessoa decente, de cara limpa e bem trajada, moderna, respeitadora das leis e cônscia da imensa responsabilidade de bem governar. Mas, acima de tudo, parabéns pelo lema oficial de seu governo, o nosso “Ordem e Progresso”, resgatando assim no lugar da estética nauseabunda das hediondas bandeironas vermelhas com a foice e o martelo, além da estrela comunista típicas dos neandertais barbudinhos sujos e corruptos, nosso orgulho nacional na tradição de nossa bandeira. 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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ORDEM E PROGRESSO

Os italianos, assim como meu avô, seguiram a frase Ordem e Progresso, que designava o Brasil, cansados da Desordem e do Retrocesso. Vamos segui-la.

Sonia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com

São Paulo

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OPORTUNIDADE

Parafraseando Churchill, nunca tantos brasileiros desempregados, nos corredores dos hospitais públicos, sem esperanças, falidos e inadimplentes, dependeram tanto... de tão poucos!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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IMPEACHMENT

Espero não ter nada a temer. Sai a “presidanta”, entra o Migué. Pior ou melhor? Dependerá de os brasileiros continuarem atentos.

Alexandre Januário Peggion alpejan@gmail.com

São Paulo

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CONQUISTAS

No último pronunciamento da presidente Dilma, falando das conquistas dos 13 anos de governo PT, ela se esqueceu de mais algumas coisas conquistadas, tais como: a maior crise econômica que o Brasil já passou, a criação de 12 milhões de desempregados e a maior rede de corruptos já vista neste país.

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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O ÚLTIMO DISCURSO 

Apesar de Dilma Rousseff não demonstrar a humildade que dela se esperava em seu último discurso no Palácio do Planalto, e ainda subestimar a capacidade de entendimento da maior parte da população, certo é que as chances de ela voltar a ocupar o cargo de presidente é remota. Afinal, como todos aqueles brasileiros favoráveis ao seu impeachment, os milhões que a elegeram estão agora de olhos bem abertos. Até a sua provável condenação, portanto, prevalecerá a certeza de que vivemos numa nação em que a lei deve ser cumprida por todos, e que a transparência e o bom caráter são requisitos essenciais para se ocupar cargo público.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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O QUE AINDA VEM POR AÍ

A presidente da República foi afastada do cargo em decorrência de manobras fiscais iniciadas no seu primeiro mandato. Há 17 pessoas sendo investigadas, incluindo o ex-secretário do Tesouro e o ex-ministro da Fazenda. O rombo orçamentário contaminou as contas públicas e houve crime continuado no segundo mandato, com a edição de novos decretos orçamentários. Motivo para o impeachment que será julgado pelo Senado. Ainda está pendente a acusação de obstrução de justiça, por atrapalhar a investigação da Lava Jato, que depende de decisão da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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IMPEDIMENTO

O que valeu mesmo foi o “conjunto da obra”.

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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HISTÓRIA

Finalmente, o lulopetismo sai do poder e vai ocupar o único lugar que lhe cabe na história: o da contravenção compulsiva para se manter no poder.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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O PAÍS DAS PEDALADAS

O Brasil se nivela a essas republiquetas de fundo de quintal ao promover um afastamento de uma presidente regularmente eleita. As acusações levam em conta procedimentos em questões burocráticas, uma situação que acontece em cada Estado, município ou mesmo em governos anteriores. Um bom exemplo são as verbas do Metrô em São Paulo. O governador também vai sofrer impeachment?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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VIVA A DEMOCRACIA!

Com 55 pedaladas a vaca foi para o brejo.

Elza D’Ambrosio Busato elza.busato@uol.com.br

São Paulo

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DILMA ROUSSEFF

A megera foi domada. Cuidado, a erva daninha é a que brota com mais facilidade.

Geraldo Hernandes gedopaco@gmail.com

Santo André

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A PÓS DO ALOPRADO

Disse recentemente Aloizio Mercadante aos servidores: “(...) tenho pós-doutorado em oposição”. Não, ex-ministro, esquece o senhor que, por meio da sua tese, com o dossiê dos aloprados o senhor alcançou o Prêmio Nobel em oposição desastrosa, para não chamar de ridícula. Lamento que a entidade de ensino, se é que ela existe, que lhe concedeu tal título seja pautada pela falta de ética em seus ensinamentos. Faça oposição, é seu direito e é saudável para a democracia, mas a faça de forma responsável.

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

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LULA ATROPELADO

Na despedida de Dilma Rousseff, será que alguém perguntou a Lula se ele anotou a chapa do caminhão que o havia atropelado?

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PARA LEMBRAR

Nesta semana histórica e decisiva, quando o País comemora o afastamento de Dilma Rousseff, que sejam lembradas as palavras ditas por Lula em seu discurso na festa de 31 anos do PT, no início do primeiro mandato da presidente Dilma: “O sucesso de Dilma é o meu sucesso, o fracasso de Dilma é o meu fracasso”. Pois bem, com o fracasso definitivamente consumado, resta apenas constatar, com grande júbilo e esperança de dias melhores, que a era PT já era. Era uma vez...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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GUERRA

Durante o discurso de Dilma Rousseff na saída do Planalto, Lula apareceu a seu lado com um semblante aterrorizador, caracterizando o espírito de guerra por ela declarado, contradizendo a democracia que ela tanto mencionou. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PAPUDO NA PAPUDA

Alegria maior do que ver finalmente apeada do poder a doidiVana foi a de constatar a fisionomia  de Lula borrando-se de medo do juiz Sérgio Moro, percebendo que seu foro privilegiado foi para o esgoto e seu “legado criminal” voltando para a “República de Curitiba” e, por fim, de que seus dias de liberdade estão contados. Para o papudo falastrão, a Papuda está finalmente chegando.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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COBERTURA JORNALÍSTICA

Agradeço pelas páginas “Fim da era 2003-2016” em forma de linha de tempo. Belo trabalho. E uma ajuda ao leitor para uma supervisão histórica fácil de guardar. O acompanhamento da evolução das intenções de votação também foi um bom trabalho 

jornalístico.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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ACOMPANHAMENTO DO IMPEACHMENT

Como cidadão, gostaria muito de agradecer ao “Estadão” pela postura durante todo o processo político pelo qual o País está passando. O jornal foi um dos heróis dessa grande conquista.

Marcelo Scorzato Franco marceloscorzato11@gmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA JÁ!

Após  o afastamento  da presidente Dilma pelo Senado (55 votos a 22), fica clara a necessidade urgente de uma  reforma política. Essa reforma  deverá ser idealizada por especialistas na área, que não sejam políticos, para que não haja contaminação por interesses partidários e pessoais. Presidencialismo de coalizão já era!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O FUTURO DO BRASIL

A história nos mostra que com o destino não se brinca. Se o presidente Michel Temer for acometido de algo que o impeça de governar, como ocorreu com Tancredo Neves, o Brasil será governado pelo deputado Waldir  Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara dos Deputados? 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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RECORRER, RECORRER, RECORRER

O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarou que recorrerá da decisão unânime do STF que o afastou da função. Pergunta-se: que recurso seria esse? O hoje ex-advogado-geral da União e o senador do PT pelo Estado do Rio de Janeiro disseram que continuarão recorrendo contra o processo de impeachment. Alguém sugeriu que reclamassem ao papa. E foram! Nada aconteceu. Essa tentativa de “demonstração de força” e/ou “razão”, como se tivesse o sistema jurídico a seu favor, é uma demonstração cabal da falta de respeito ao Poder Judiciário. A bem da verdade, essa visão não saiu do nada. Assistimos por décadas, a autores de crimes das mais diversas espécies, principalmente os cometidos pelos mais munidos de recursos econômicos e políticos, usarem e abusarem dos recursos, até que o STF resolveu dar um basta, ao definir que confirmação de condenação em segundo grau permite a execução da pena. Espero, a começar pelo STF, que todos compreendam que o presente estado de coisas não pode ser alimentado por exercícios de abstração jurídica. O povo, penhoradamente, agradece.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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GILMAR MENDES E AÉCIO NEVES

O ministro Gilmar Mendes suspende investigação sobre Aécio Neves em propina de Furnas. Será que não seria esse o motivo por que Aécio relutou tanto para a saída de Dilma Rousseff? 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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COLÓQUIO DE LISBOA 

Nada republicana a atitude do ministro Gilmar Mendes em liderar um encontro preparatório do golpe em Portugal e se deixar posar ao lado de Aécio Neves para os fotógrafos. Como se isso não bastasse, agora resolveu sentar em cima da denúncia que o procurador Rodrigo Janot encaminhou contra o candidato derrotado nas urnas em 2014, sob acusação de ser beneficiário de um suposto esquema de desvio de dinheiro e pagamento de propinas de Furnas.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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MANJUBA

A Suíça devolverá ao Brasil os R$ 8, 6 milhões de Eduardo Cunha, se ele for condenado. Pelo barulho que a imprensa, especialmente a carioca, faz sobre ele, imaginei que fosse um valor muito maior! Um diretor da Petrobrás “devolveu” mais de uma centena de milhão de dólares; Luiz Inácio faturou, só com meia dúzia de “palestras”, mais de R$ 11 milhões; José Dirceu, estando preso, ganhou cerca de R$ 3 milhões; o PT levou da Andrade Gutierrez R$ 40 milhões em propinas, e isso é só o que se consegue lembrar assim, de estalo! Definitivamente, Cunha é uma manjubinha neste mar de baleias gulosas.

Maria Cristina Rocha crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O PMDB E A OPERAÇÃO LAVA JATO

A Lava Jato vai focar, agora, no PMDB. Haja cadeia para tanta gente. No campeonato da roubalheira: PT, 13 anos; PMDB, 40 anos.

Hamilton Penalva hpenalva@globo.com

São Paulo

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O CASO LULA DE VOLTA A CURITIBA

Com o ato formal da demissão de Lula do cargo – virtual – de ministro da Casa Civil do governo federal, consuma-se a reintegração de posse do processo contra ex-presidente em favor do juiz Sérgio Moro, de Curitiba.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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REINTEGRAÇÃO DE POSSE EM SP

Desde quando a Polícia precisa de autorização judicial para cumprir seu dever? Parem de ser covardes! Em qualquer país civilizado, de Primeiro Mundo, manifestantes que apareçam para interditar ruas, fechar lojas, depredar patrimônio público ou privado, ou mesmo para fazer passeatas sem a devida autorização, são retirados à força pela Polícia e presos. O Estado detém o direito constitucional do uso da força através da polícia e das forças armadas para manter a ordem. Assim, a Polícia tem o dever e a obrigação de fazer isso. A Polícia não precisa de autorização judicial para retirar invasores de prédios públicos ou desordeiros das ruas. Vá um grupelho destes invadir a Casa Branca para ver se o presidente Barack Obama vai ficar esperando uma reintegração de posse. Só mesmo rindo. Somente num país intimidado e acovardado como o nosso, onde as autoridades são omissas e estão impregnadas pela má-fé, pelo ranço de esquerda dos “direitos humanos” que defendem bandidos, é que tal coisa acontece. Esperemos que após o expurgo de “partidos políticos” como o PT, PSOL e PCdoB, as coisas mudem e retornem ao normal, os homens voltem a vestir calças e a ordem, o respeito, o fim da baderna e a democracia plena voltem a reinar no País.

 

Percy de Mello C. Junior percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

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O QUE ACONTECEU?

Uganda é um país da África, com cerca de 24 milhões de habitantes e uma renda per capita de US$ 1.750. Não tem comunicação com o mar, sua história foi marcada por disputas tribais, já sofreu golpe de Estado, ao qual se seguiu, em 1971, o governo ditatorial de Idi Amin, e hoje exibe relativa democracia. Com clima diversificado, sua economia se baseia principalmente na produção de café, chá e pescado. A capital, Kampala, surpreendentemente moderna, por informações de quem a conhece, tem cerca de 1.400.000 habitantes. Ao manter contato com família brasileira amiga, recém-chegada de lá, após período de trabalho de mais de dois anos, deu-me inveja o relato de que lhes era permitido, por exemplo, utilizar caixas eletrônicos localizados em plena via pública, “esquecer” carros abertos, não ser percebido um clima de violência que os impedisse de se locomover a qualquer local e, mais desalentador, que agora, no Brasil, estavam se “adaptando” a uma nova e estranha sensação de insegurança, diante do impressionante número de assaltos e homicídios, mesmo em locais outrora seguros, e das frequentes notícias de detonações de agências bancárias, entre outras mostras de deterioração do direito de ir e vir. O que aconteceu conosco? Estamos a perder o rumo enquanto sociedade organizada? Talvez.  

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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