Fórum dos Leitores

SOB NOVA DIREÇÃO

O Estado de S.Paulo

17 Maio 2016 | 03h00

Mau começo

O governo interino começou muito mal. Ou o sr. Geddel Vieira Lima renuncia ou é demitido. Um governo, mesmo interino, que se dê ao respeito não pode confabular com quadrilheiros, muito menos com o chefe deles, responsável pelos desmandos que infelicitam o nosso país. Qualquer cidadão com um mínimo de noções cívicas só pode reprovar essa conduta infeliz. A Nação exige respeito e compostura. Basta de lambanças.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Demissão imediata

Temer deveria demitir imediatamente Geddel Vieira Lima, pela infeliz declaração de que irá procurar Lula para ajudar na busca de alternativas para o fim da crise política e econômica. O único órgão oficial que tem de procurar Lula é a Polícia Federal.

FERNANDO FENERICH

ffenerich@gmail.com

São Paulo

Baboseiras

A troco de que santo essa ideia estapafúrdia de Geddel Vieira Lima de procurar o Lula para alguma coisa? Só pode ser a necessidade de se mostrar condescendente, bacana, superior e outras baboseiras do gênero: “Vencemos, mas olhe como somos superiores a ódios e rancores. Viemos pedir sua colaboração (???) para nos ajudar a sair dessa encrenca em que você e sua turma jogaram o Brasil”. Bonito, né? Esse senhor não percebeu ainda que não queremos mais nada com essa gente do PT? Será preciso desenhar?

REGINA ULHÔA CINTRA

reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

Insulto

Ministro Geddel, compreenda que nós que fomos às ruas e lutamos tanto para afastar o governo petista nos sentimos insultados com sua pretensão de pedir a opinião de Lula quanto a assuntos de interesse nacional. Menos, sr. ministro, menos!

CLÉA M. GRANADEIRO CORRÊA

cgranadeiro@construtivo.com

São Paulo

Brincadeira de mau gosto

Em momento cruciante para os brasileiros, Geddel Vieira Lima acha certo sair com a gracinha de “chamar Lula da Silva para contribuir”... O presidente em exercício que observe bem seus colaboradores, ou podem aparecer essas figuras de cordel trágico prontas para se ajoelhar diante do “mito” nordestino que só não levou o Brasil de vez para o buraco porque sua criatura não conseguiu nem mesmo guardar a vaga para ele.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

‘Bunker da resistência’

Ao invés de se preocupar com o Brasil e ajudar o governo interino a tirar o País do buraco em que se encontra, a ainda “presidenta”, com a ajuda de Lula, disse que vai atacar o presidente em exercício, Michel Temer, e está preparando sua artilharia dentro do Palácio da Alvorada. Isso demonstra exatamente o verdadeiro motivo da criação do PT nos idos de 1980 e seu desamor por nosso país. Vade retro, PT!

MARCELO L. Z. BERNABE

zbernabe@hotmail.com

São Paulo

Cobra criada

Vão pôr avião da FAB à disposição de Dilma para ela correr o País, com Lula, em plena campanha para 2018? Entendo isso como criar cobra para nos morder! Eles venderão de novo a imagem mentirosa nos moldes da campanha eleitoral de 2014.

CANDIDA BARROS

candy.barr@uol.com.br

São Paulo

Perguntar não ofende

Mas exige respostas. 1) Quando o ministro Lewandowski dará entrevista a correspondentes da imprensa estrangeira para frisar que o impeachment teve chancela da Suprema Corte e seguiu rito expresso na Constituição? Ou permitirá que a mentira do “golpe”, dita reiteradamente, se torne uma verdade que afrontará a memória da Nação brasileira? 2) Quando os ex-ministros Jaques Wagner e Aloizio Mercadante, além do ex-deputado Rui Falcão, serão indiciados pelo Ministério Público por obstrução da Justiça? Afinal, as conversas gravadas só serviram para condenação e cassação do senador Delcídio?

OSWALDO COLOMBO FILHO

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

Bolivarianismo

Desde quando o regime cubano et caterva têm autoridade moral e legitimidade política para pretender ensinar democracia ao Brasil ou a quem quer que seja? Ou apenas está querendo negociar os milhões de reais que recebe pelo Mais Médicos?

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

Sanguessugas

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan Mariana (Espanha), alertou que “os números de Cuba, divulgados por seu próprio governo”, comprovam que “socialismo é pobreza”. De acordo com o Anuário Estatístico de Cuba 2014, o salário na ilha subiu nesse ano para 584 pesos cubanos. Ao câmbio para o médio trabalhador de 26,5/dólar, vale pouco mais de US$ 20 mensais. Sem as benesses bolivarianas (Venezuela e Brasil), desesperados, encostam-se nos EUA com o chapéu na mão. E ainda se acham no direito de denunciar o legítimo governo do Brasil.

ARNALDO RAVACCI

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

Forças desarmadas

Com as graves restrições orçamentárias enfrentadas nos últimos anos de desgoverno lulopetista, o País acabou chegando a uma situação crítica no que respeita às condições básicas de defesa de seus interesses e do território nacional. Dados preocupantes dão conta de que a Marinha está com 46% da frota parada e sem navios de escolta suficientes para dar a devida proteção às plataformas do pré-sal, o Exército não dispõe de recursos para aprimorar armas e equipamentos e a Aeronáutica tem quase metade de seus aviões estacionada por falta de peças de reposição. Felizmente, o Brasil é uma nação de paz e não tem inimigos declarados à vista. Mas vai que...

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Sovietes lulopetistas

O presidente Michel Temer ainda não anulou os decretos inconstitucionais de Dilmalula criando sovietes, digo, órgãos públicos – Decretos 8.243/2014, já vetado, e 8.750/2016 (16/5, A3) – que pretendem anular o Poder Legislativo e a jovem democracia brasileira?

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

EXCURSÃO CONTRA O ‘GOLPE’

Um grupo organizado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), que votou contra o impeachment de Dilma Rousseff, e formado por Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ) vai realizar uma excursão a Portugal à custa de nosso bolso, para divulgar a ideia de “golpe” e falar mal do Brasil sem o Partido dos Trabalhadores (PT) no poder. Dois deles, Gleisi e Lindbergh, estão enrolados na Operação Lava Jato. A desculpa é a de que vão participar de reuniões da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana. E o que vão dizer? Discordar do óbvio: de que os governos populistas e socialistas estão estertorando na América Latina pelo único e maior motivo de que os resultados fatais mataram a ideologia parasitária dos mesmos? Eles que apresentem exemplos de sucesso no resultado final, não venham falar de projetos sociais, aos quais Michel Temer, aliás, já anunciou que dará sequência, com ajustes necessários (fim dos penduricalhos de beneficiados que recebem em duplicidade, de falecidos ainda contemplados e outras irregularidades das quais estamos tendo ciência agora). Mas será possível que pagaremos para estes políticos brasileiros viajarem para conspirar contra o Brasil?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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AINDA BEM QUE SOMOS UMA DEMOCRACIA

Abismado, li que os senadores Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Vanessa Grazziotin, em grupo organizado pelo senador Roberto Requião, participarão em Lisboa, até 18/5, da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (Eurolat). Em mais uma iniciativa alucinada para desconstruir o Brasil, o papel desses traidores será a disseminação, entre os que tiverem a paciência de ouvi-los, da teoria de que o impeachment de Dilma é um golpe, além de ser ilegítimo. Como tratamento justo para traidores da Pátria, sugiro que o ministro José Serra adote a medida de impedir que este lixo parlamentar retorne ao Brasil. Deveriam ser barrados no momento do desembarque e recambiados para algum país democrático como a Coreia do Norte.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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A PÁGINA ESTÁ PRESTES A SER VIRADA

Queira ou não a presidente afastada, por mais que insista em posar como mártir, a lenda do “golpe” caminha para a lata de lixo. É absurdo falar em milhões de votos pisoteados, como quer o senhor Rui Falcão. Para que um presidente seja afastado, em razão de crimes de responsabilidade, precisa primeiro ter sido eleito com milhões de votos. O afastamento poderá ser imposto por causa da prática de “malfeitos” depois de um ritual discutido e aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e transmitido ao vivo. Isso sem falar que boa parte dos milhões de votos, antes de serem “pisoteados”, foram obtidos vendendo um punhado de mentiras, algumas sustentadas pelas fantasias delituosas, carinhosamente chamadas de “pedaladas”. Finalmente, discutir a qualidade dos parlamentares, sem a ironia condescendente de um “The New York Times”, é apenas constatar o óbvio: são apenas aquilo que as urnas pariram. Fazer o quê? Seguir o chiste de Brecht e demitir o povo? Sem abusar do latinório, vale repetir: semelhante cura semelhante.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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O PT E O GOVERNO TEMER

O PT reclama e se opõe ao novo governo, e o mais suave que dizem é que ele é incompetente, tem muitos corruptos, não serve para o Brasil e vai prejudicar os pobres. Não digo que não tem razão, não sei. Porém estranho por que foram eles mesmos que escolheram o PMDB, por três vezes, para companheiro de chapa. Não pensaram no Brasil e nos pobres nessas ocasiões? Lógica, de fato, não é característica do ParTido.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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O BRASIL SEM PROPAGANDA

Pronto! Michel Temer tomou posse. A partir de agora, os petistas magicamente começarão a perceber problemas na educação, na saúde, na segurança e na economia. Acabou o Brasil da propaganda do PT.

Luiz H. Freire Cesar Pestana luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

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ESTRELAS

Algo de bom já se nota no governo Temer: o fato de não vermos mais a estrela vermelha na lapela de um governante, assim como não ver a estrela vermelha nos jardins do palácio do governo já e animador. Lugar de estrelas é no céu.

 

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

 

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‘ORDEM E PROGRESSO’

Na manhã do dia 12 de maio de 2016, após a declaração de admissibilidade do impeachment pelo Senado Federal e comunicada oficialmente, a presidente Dilma Rousseff chorou na rampa do palácio. “Antes tarde do que nunca.” Em seguida, o presidente interino (oxalá definitivo) Michel Temer proclamou o lema do seu governo: “Ordem e Progresso”, símbolo original de esperança aos brasileiros. A lição que fica para a história é de que o impeachment e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) são os instrumentos mais eficientes da democracia no sistema presidencialista. Viva o Congresso Nacional! Viva o povo que foi às ruas pedir a saída do lulopetismo do poder! Vivam a Ordem e o Progresso!

João Ferreira Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo

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PARA QUE MARQUETEIRO?

Nada dos mentirosos slogans encomendados a preço de ouro de marqueteiros fajutos. Nada do falso “País de Todos” nem do inacreditável “Pátria Educadora”, que alguém teve o desplante de usar como slogan de um governo que desprezava a educação. Basta olhar e se inspirar na Bandeira Nacional que ele estará lá, pronto, forte e de graça. O slogan certo para o momento: “Ordem e Progresso”. É só seguir!

Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

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APOIO

A sociedade brasileira saiu-se vitoriosa, considerado que o principal mote das ruas era “fora Dilma”. Claro que há inúmeros outros. Política, porém, são proposituras pragmáticas, para conquistar o bem comum, e não embates pedestres de botequins para verificar quem é o mais sábio. Pragmática e inicialmente, portanto, devemos apoiar o governo Temer, para avançar e não voltar ao “ponto zero” da guerra. Esse apoio é importantíssimo ao novo governo. Incorreto é aderir à oposição petista, impregnada de ódio destrutivo. Se, para nosso desalento, novos erros forem praticados, as ruas e praças estão aí, para serem ocupadas, até o limite de nossas forças. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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POR QUE TANTO TEMPO?

Com uma votação de mais de dois terços do Senado Federal, já na fase de admissibilidade, por que serão necessários mais 180 dias para a fase de julgamento e definição final do impeachment de Dilma Rousseff? Não seria melhor abreviar esse tempo? A presença da presidente afastada a poucos quilômetros do Palácio do Planalto, além de sua atuação em discursos e comícios (organizados pelo PT) para promover sua imagem de vítima e injustiçada, em viagens por conta do erário, será um desconforto e constrangimento para o governo Temer.  Espero que nossos senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheçam essa situação e apressem as etapas para termos logo o fortalecimento do governo federal, tão importante para o futuro do Brasil.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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O DIREITO DA PLENA DENÚNCIA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, assume a presidência da Casa Legislativa para fins de julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta próxima fase processual. Na primeira reunião, Lewandowski defendeu que a denúncia contra Dilma que será julgada pelos senadores nesta segunda fase deverá ser a mesma da primeira fase, quando foram levadas em conta apenas questões como as pedaladas fiscais no ano de 2015, excluindo todas as outras denúncias contidas na peça original. Portanto, os 81 senadores poderão continuar a discutir durante até mais 180 dias, e será que ainda restam novos argumentos ou qualquer dúvida a ser esclarecida sobre esses itens? Será que não existe o direito da plena denúncia na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)? Ou a investigação completa pode comprometer ainda mais a denunciada? Ou o direito da plena defesa envolve limitar as denúncias passíveis de justificativas embromadoras? A questão mais importante: será que os senadores aceitarão ser podados novamente no direito que consta na LRF de considerar TODOS os atos praticados pelo gestor público durante a FUNÇÃO do cargo?

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

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ARMADILHA POLÍTICA

Daqui a seis meses, o PMDB reorganiza a economia do País e Dilma, inocentada pelo STF, reassume o poder. Tudo muito bem planejado pelo PT.

Carlos A. Silveira silvercharlesb27@gmail.com

Boa Esperança (MG)

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SEIS MESES

Mais seis meses com essa mesma discussão? Mais seis meses com o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) dizendo o óbvio, que Al Capone não pagou o Imposto de Renda...? Mais seis meses aguentando a “sólida” argumentação de José Eduardo Cardozo, dizendo que o probo e honesto cidadão Al Capone pagou, sim, o Imposto de Renda...? Ninguém aguenta mais essa discussão, nem “coxinhas”, nem “mortadelas”, nem a própria imprensa. Não tem um jeito de as partes entrarem num acordo e abreviarem essa discussão? Ninguém aguenta mais.

José R. Andrade Amaral roberto_arquiteto@yahoo.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE AFASTADA

Seis meses de solidão.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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REGALIAS PARA UMA RÉ

 

Incompreensíveis e injustificáveis são as regalias concedidas por Renan Calheiros, presidente do Senado, à senhora Dilma Rousseff, que, com a decisão do plenário do Senado de aceitação da denúncia contra ela, por crime de responsabilidade, virou ré. Ora, se um réu não pode ocupar o cargo de presidente, daí seu afastamento previsto na Constituição, não pode ter as prerrogativas deste cargo. Assim sendo, o Estado não pode conceder-lhe nada além da ocupação da residência durante seu afastamento e dos proventos reduzidos, conforme previsto em lei. Todas as demais regalias que lhes foram cedidas, sem base legal, pelo presidente do Senado são prerrogativas do cargo, do qual foi afastada e, mesmo assim, somente se forem utilizadas para o exercício de funções oficiais. Assim, o direito a transporte aéreo e terrestre para seus deslocamentos não cabem, pois ela não terá nenhuma atividade oficial para exercer como presidente afastada. O mesmo se aplica ao direito de ter um estafe remunerado para assessorá-la. Muito menos tem direito a ser transportada ao exterior para denegrir o País ou a comícios para defender seu mandato. É preciso que essas concessões ilegais sejam suspensas em nome da moralidade. Aliás, é também incompreensível que o presidente do Senado tenha sido escolhido para estabelecer esses supostos direitos. 

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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DE LULA PARA DILMA

“Dilma, querida, caso você tenha de se mudar do Palácio da Alvorada, daqui a seis meses, por causa do golpe aplicado por ‘eles’, ofereço a você o tríplex do Guarujá ou, então, o sítio em Atibaia, gentilmente reformado pelas construtoras OAS e Odebrecht. Lá poderemos traçar planos diabólicos para infernizar a vida destes canalhas. Afetuoso abraço do amigo Lula.” 

 

Cláudio Moschella  arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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IMPEACHMENT

À advogada Janaina Paschoal e aos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., em nome do povo brasileiro, que ansiava pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff do cargo, o meu muitíssimo obrigado. Quero expressar o grito de alívio que estava entalado na minha garganta e dizer do meu anseio para que o País volte à normalidade e que realmente possamos ver com orgulho a expressão “Ordem e Progresso” refletida no desenvolvimento do nosso tão judiado país. É de cidadãos com a fibra e a coragem destes três que precisamos, para honrar o nosso Brasil.

J. Reyes Prado prado.jreyes@gmail.com

São Paulo

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TRABALHO PRIMOROSO

“Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos.” A frase é de Sir Wiston S. Churchill, referindo-se ao papel da Royal Air Force (RAF) na Segunda Guerra Mundial. Acredito que ela também se aplica ao papel desempenhado por Janaína Conceição Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. O povo brasileiro agradece ao primoroso trabalho que foi o pedido de impeachment, de 65 páginas, redigido por estes verdadeiros heróis nacionais, que resultou no afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Roberto C. Saraiva Leontsinis roberto.leontsinis@terra.com.br

Sorocaba 

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A INFLUÊNCIA DA ESQUERDA

A esquerda brasileira muito reclama da influência das grandes empresas da mídia sobre a opinião pública. Mas, se pararmos para analisar, é surpreendente o seu grande poder de influência na cultura, nas redes sociais e até mesmo na imprensa, o que lhe confere a capacidade de determinar as pautas discutidas no País, através de artistas e jornalistas que pregam o discurso de esquerda. Prova disso é a polêmica recente sobre o Ministério de Temer não conter negros ou mulheres, mesmo tendo outros possíveis assuntos para discussão, como um país a ser resgatado. É uma “elite cultural” pequena que, talvez melhor do que ninguém, conseguiu se articular com as redes sociais e o marketing político digital.

Heber Gueiros hebergueiros91@gmail.com

Belém

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OS INCOMODADOS

Na ausência de argumentos sólidos e impossibilitados de explicar a má gestão e a roubalheira, os “petralhas” e a turma do politicamente correto estão questionando a ausência de mulheres e de representantes de minorias no ministério de Temer. Os ministérios dos últimos 13 anos eram bem diversificados, faltando apenas ETs entre seus membros, e vimos no que deu. Poupem-nos, por favor!

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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PERFORMANCE

Para quem reclama da ausência de mulheres no ministério Temer (aguardam-se os protestos, por motivos equivalentes, de integrantes da comunidade LGBT, dos afrodescendentes, dos deficientes em geral, dos mutuários de bolsas governamentais, das associações de favelas sem UPAs e sem UPPs e dos que não têm assunto nem o que fazer, em geral, no Brasil), solicita-se um pequeno esforço de memória para lembrar da performance das representantes do “sexo frágil” nos desgovernos da presidenta (sic) Dilma Rousseff, a saber: Erenice Guerra, Maria do Rosário, Gleisi Hoffmann, Fátima Bezerra, Vanessa Grazziotin, Marta Suplicy, Benedita da Silva, Jandira Feghalli, Graça Foster, Miriam Belchior (CEF), entre outras. Como diria um comentarista de futebol do passado, “é mole ou vocês querem mais?”.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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MULHERES NO PODER

Dilma, Rosemary Noronha, Ideli Salvatti, Maria do Rosário, Benedita da Silva, Gleisi Hoffman, Jandira, Vanessa Grazziotin... Uau!  É verdade, o PT não se esqueceu de colocar mulheres no seu desgoverno.

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com

Bebedouro

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MINISTÉRIO TEMER

Pelas barbas do profeta, os petistas, despertados de seu sonho de poder “ad aeternum”, estão de tocaia aguardando as medidas de impacto do governo Temer, mas, para não perder o embalo da sentença que diz “se há governo, sou contra”, aqueles que deveriam estar comemorando uma vitória que sabia-se não era de fácil conquista verifica-se uma onda de críticas ao governo não por que tenha cometido algum deslize na área econômica, pois nem tempo teve para isso. Com menos de uma semana em meio aos escombros, Temer está a merecer a severa admoestação porque não nomeou nenhuma mulher e nenhum negro. O problema da administração Brasil não se restringe à questão de raça e de gênero. É bem verdade que durante os 13 anos de governo petista tanto Lula quanto Dilma procuraram explorar politicamente essas camadas da sociedade. A administração petista priorizou ambos os seguimentos e por isso vamos creditar às mulheres e aos negros, principalmente à “presidenta” o desastre a que levaram o Brasil? A qualidade dos políticos torna difícil a escolha que agrade gregos e troianos. A maioria é herdeira de velhas linhagens de caciques políticos do Norte e do Nordeste. Dos 14 integrantes das mesas da Câmara e do Senado, 11 são de Estados das duas regiões. O Sudeste tem um só representante. No Senado da República, 52 dos 81 dos ocupantes da Casa são originários de famílias de políticos há muitas décadas. Uma herança caciquista dos tempos dos coronéis como Jacinto Sá Ribeiro, conhecido como “coronel Saruê” (novela). 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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INDIGNADOS E BEM ALIMENTADOS

Proponho um desafio àqueles que tanto se incomodaram com a nova composição ministerial, formada apenas por homens brancos: indaguem aos 11 milhões de desempregados e seus familiares se essa questão lhes aflige. No momento em que o País está se esfacelando, exigindo a formação de um corpo ministerial reduzido, às pressas e com a hercúlea missão de buscar competência técnica de seus membros e ainda contemplar o arraigado fisiologismo dos incontáveis partidos, na busca de base parlamentar para aprovação de medidas urgentes e amargas, eu afirmo, sem medo de errar, que a extemporânea indignação somente pode ter sido verbalizada por bocas muito bem alimentadas.

Silvana Cunha Gonçalves silnha@me.com

São Paulo

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GÊNERO

Seguindo a gramática dos “cumpanheiros”, devemos agora chamar o sr. Michel Temer de “presidento”?

 

Walter Dias de Carvalho walterdc@uol.com.br

Jundiaí

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SIMBÓLICO

Com Dilma fora do baralho, o governo Temer terá de enfrentar muitos desafios, principalmente quanto à difícil situação econômica a que o Brasil foi arremetido, sobretudo nestes últimos anos. A principal questão a ser enfrentada será o enorme déficit público e o descomunal endividamento público, pragas do segundo governo Lula e dos desgovernos Dilma – esta que foi vendida como “gerentona”. Mas fora desses importantes assuntos, alguns atos simbólicos, simples, que sugiro para implantação imediata: fechar definitivamente algumas representações diplomáticas, abertas por Lula no exterior só para satisfazer ao seu sonho de grandeza e para acomodar alguns de seus “cumpanheiros”, pois são só fontes de mordomias e gastos; diminuir drasticamente os gastos com propagandas do governo, pois até agora tem havido uma verdadeira febre de propagandas eleitoreiras em toda a mídia; fazer desaparecer este horrível logotipo retangular muito usado pela antecessora, junto com os logotipos de órgãos públicos; revogar o indecente decreto federal que introduziu o adjetivo “presidenta”, para que não possa vir a ser chamado de “presidento” pelos incautos; tirar logo das tetas do governo pessoas como Ideli Salvatti, Marco Aurélio Garcia, Gilberto de Carvalho, entre outros, cobrando antes pelas suas atividades nestes anos todos destes desgovernos; etc.

 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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A VOLTA DOS PANELAÇOS

(Risos) Houve panelaço durante fala de Michel Temer na TV, no domingo. Os “petralhas” copiam tudo de outros, e agora estão copiando os “coxinhas”. Deixaram de ser “mortadelas” para serem “coxinhas vermelhas de mortadela”.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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TRIPÉ MÍNIMO

Este é o “Ministério de Notáveis” que Michel Temer prometeu, composto com refugos do desgoverno anterior, por exemplo, ilustres Picciani, Alves, Kassab, Barbalho, Jucá, etc.? E ainda este novo governo lança um “balão de ensaio” nos oferecendo a possibilidade de volta da CPMF, o imposto que foi veementemente rejeitado quando proposto pelo desgoverno anterior? Quer dizer que antes era um escárnio e, agora, é preciso? Cuidado com os passos que este seu governo está iniciando, caro Temer. Não se esqueça de que hoje temos o poder de mobilização do povo democrático. É bom V. Excia. estar atento, pois poderemos voltar às ruas para exigir o que pedimos quando protestamos: decência, capacidade para o cargo e honestidade de comportamento. Com esse tripé mínimo, por certo, seu governo poderá ser bem-sucedido.

  

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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CPMF E UTOPIA

Circula na internet (creio ser de Luiz Claudio Amaral) o seguinte: “Ao invés da CPMF, por que não fazer assim? Redução dos salários dos políticos; fim dos cargos comissionados; fim das mordomias dos políticos e seus familiares; um carro popular para senador e deputado federal; fim da aposentadoria vitalícia; fim das verbas de gabinetes; e fim da aposentadoria com oito anos. Essa utopia, com certeza, faria com que não houvesse nenhuma necessidade de nova CPMF. Vamos fazer um movimento nesse sentido?

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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JUSTIÇA SEJA FEITA

O senhor Henrique Meirelles é o novo ministro da Fazenda do atual governo do presidente Michel Temer. Muito competente para desempenhar tal função, é muito bem recebido nesse ministério pela sociedade brasileira, pelos grandes empresários e pelos banqueiros, que nele confiam a árdua missão de reorganizar a economia do País, que está no vermelho, colocada ali pelos vermelhos. Ele tem o remédio certo para esse mal: cortar as despesas inúteis e jamais aumentar impostos onerando ainda mais os cidadãos brasileiros. Sendo esta sua visão e decisão, atrevo-me a dar-lhe uma opinião que poderá lhe ajudar muito nessa empreitada: faça com os aposentados do setor público o mesmo que Fernando Henrique Cardoso fez com os aposentados da Previdência Social (INSS) e terás um grande recurso para lhe ajudar na recuperação econômica do Brasil. Com FHC pagamos a conta, agora é a vez do setor público. Justiça seja feita.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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MEIRELLES NA FAZENDA

Claro que o fato de Henrique Meirelles estar no Grupo JBS, que está envolvido no pagamento de recursos com caixa 2 ao PT, não significa que ele soubesse disso. Nem devia saber que um dos donos da JBS, que tem uma de suas empresas envolvida em fraude na Lava Jato, também tem uma “offshore” envolvida na mesma operação. Sem contar as operações do Grupo JBS no BNDES, ainda a serem investigadas. Afinal, Meirelles não entende nada disso e, como homem de confiança da JBS, cuidava apenas do Banco do Grupo. Mesmo porque, dadas as ligações de Meirelles com Lula, claro que, por definição, ele não sabia de nada, assim como Lula também nunca sabe de nada! Mas, se o Brasil fosse realmente uma República e um presidente sério assumisse o poder, jamais iria indicá-lo justamente para o Ministério da Fazenda.

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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META? QUE META?

Será que houve alguma mudança do significado da palavra “meta” e não fiquei sabendo? Dilma disse: “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”. Já o ministro Meirelles disse: “A meta é diminuir o nível de tributação da sociedade, porém, se houver necessidade, vamos aplicar um novo tributo”.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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AMADURECIMENTO DA LRF

Francamente, espero que um dos aprendizados deste processo de impeachment seja que os futuros presidentes desta nação entendam que a Lei de Responsabilidade Fiscal deve ser respeitada à risca ou... rua!

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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HERANÇA MALDITA DE FHC

Quando os “cumpanheiros” assumiram o governo federal há pouco mais de 13 anos (13, que ironia!), falavam numa nebulosa “herança maldita” de FHC. Agora ficou clara a tal herança: a Lei de Responsabilidade Fiscal! 

João P. Mendes Parreira jpmparreira@hotmail.com

São Caetano do Sul

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LEGADO DO PT

Depois deste longo desgoverno, o PT pode sumir do mapa. Afinal, para que serve um partido que se diz “dos trabalhadores”, se só conseguiu nos deixar como legado 11 milhões de desempregados? Portanto, fora PT!

Anna Carolina Meirelles annacmeirelles@gmail.com

São Paulo

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PROTESTO DOS SERVIDORES DA CGU

Os servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), substituída pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, alegam enfraquecimento do órgão e que essa nova situação os coloca em inferioridade para fiscalizar os demais órgãos federais. Dizem, ainda, que tinham mais condições de cobrar providências dos demais ministros quando detectavam irregularidades. “A CGU era uma espécie de ‘xerife’ do governo.” E o Brasil pergunta: para que serviu a CGU em toda essa baderna feita pelos governos petistas? Que xerifes são estes que nada viram? Precisamos que o Judiciário desvende as falcatruas, e não a CGU. Pode ser extinta. Não fará diferença nenhuma, pois só serve para consumir verba pública.

Adelaide O. Vieira Santos adelaidescs@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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OLHAR PARA FORA

Notícia à página A7 de 14/5 do jornal “Estado” dizia que o presidente Michel Temer visa a fazer com que a CGU “olhe para fora”. Entendo que um dos grandes problemas que sempre tivemos é não “olhar para dentro” e controlar corretamente o que se faz “dentro” dos nossos governos, sempre permitindo o nepotismo, os favores e a ociosidade dos funcionários. Um deixa para o outro fazer porque os há muitos e ninguém fiscaliza. Só se espera a aposentadoria integral. Isso sem contar os milhares de “aspones” especiais dos políticos. Esse mal, gerado por falta de instrução e educação, existe há séculos pelo Brasil afora. Um controle rigoroso “dentro” já seria meio caminho andado para nosso sucesso.

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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NOVOS TEMPOS

É um alívio ver Dilma Rousseff afastada do poder desta República. E melhor ainda, com cara de “novos tempos”, foi assistir ao primeiro pronunciamento do recém-empossado ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que, longe das promessas mirabolantes ou de apresentar números irrealistas como fazia o pai das pedaladas fiscais, Guido Mantega, foi bem claro de que adotará medidas duras para recuperar a nossa economia, como cortar gastos e rever as desonerações fiscais criadas irresponsavelmente pela ex-presidente. E, com mão de ferro, também controlar os bancos públicos nomeando diretores com alta experiência na área, e acelerar a reforma da Previdência, etc. Disse o ministro, inclusive, que poderá recorrer a aumento de impostos, tal a gravidade em que se encontram as contas públicas. Ou seja, o ministro sinaliza à sociedade brasileira que, para recuperar a nossa economia, acelerar investimentos e reduzir o desemprego, não vai abrir mão de medidas até impopulares. E nesta árdua tarefa vai precisar do apoio irrestrito do presidente Temer e da cumplicidade do Congresso, em condições de aprovar a toque de caixa as demandas da área econômica. É agora ou nunca...

Paulo Panossian pauloapnossian@hotmail.com

São Carlos

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CORTE DE GASTOS

Governo quer cortar 4 mil cargos do serviço federal. Discordo. Deveria cortar todos os 25 mil cargos comissionados. O trabalhador brasileiro não tem de arcar com esse exército de vagabundos e inúteis. Se precisam dessa turma, que se faça concurso público, sem fraudes, como de hábito. Além disso, deveria barrar as mordomias de Eduardo Cunha (R$ 33 mil por mês) e de Dilma Rousseff (salário, avião e staff), uma vergonha concedida por Renan Calheiros, o próximo que deve ser derrubado. Somando tudo isso, teríamos uma economia de cerca de quase R$ 8 bilhões por ano, o que daria para ampliar o Financiamento Estudantil (Fies), manter o Ciência sem Fronteiras ou para uma bela reforma no sistema público de saúde.

André L. O. Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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FIM DO IMPOSTO SINDICAL

Conforme noticiado na imprensa (6/4), o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a paralisação imediata do programa de reforma agrária do Incra em todo o País. Simplesmente, a auditoria identificou mais de 578 mil beneficiários irregulares, entre eles 1.017 políticos inseridos nesse programa do governo federal. Para reforçar essa plausível decisão do TCU, e também dar um bom início ao governo Temer, o novo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), deveria acabar de vez com o tal imposto sindical compulsório, que corresponde a um dia de salário descontado do trabalhador formal, imposto que contraria as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).   

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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RECADO AO MST

O novo ministro do Desenvolvimento Social e Reforma Agrária deu seu recado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST): “Usar verbas públicas para serem eficazes, tudo bem. Mas, se for para agitação, guerra é guerra. Cada um usa as armas que tem, as nossas são as verbas”. Ou seja, vão suprimi-las. Convém ao ativista João Pedro Stédile (e assessores) ficar esperto, sua especialidade caiu de moda.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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A SAÚDE NA VENEZUELA

Causa horror o estado em que se encontram os serviços de saúde na Venezuela, conforme noticia a reportagem “Descaso e Morte nos Hospitais de Maduro” (“O Estado de S. Paulo”, 16/5). Pobres e infelizes venezuelanos com o tal de bolivarianismo lá implantado. O nosso sistema, o SUS, tem problemas semelhantes, e, se aqui a palavra usada é sucateamento, para o que está acontecendo lá não há palavra que possa qualificar o estado de ruína em que se encontram esses serviços vitais. Cuba manda para cá médicos para cuidar dos doentes brasileiros. E recebe por isso mais que os médicos imigrantes. Embora mal das pernas, o nosso serviço de saúde está melhor que o da Venezuela. Se Cuba tem tantos médicos que podem ser encaminhados para cá, por que, numa atitude humanitária, não os manda para a Venezuela? Lá, pelo visto, há mais necessidade desses profissionais. E a Cruz Vermelha, onde está, com o provimento de medicamentos pelo menos?

Pedro Luís de C. Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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PROTESTOS NA AMÉRICA DO SUL

Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, da Nicarágua, Daniel Ortega, da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, os irmãos Castro, declararam-se contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff do governo, alegando que foi um golpe de Estado. Toda essa manifestação reflete o medo que esses presidentes têm de que seus países sejam afetados pela possibilidade de eles também serem afastados do poder, dada a enorme instabilidade em que se encontram seus respectivos governos. A Venezuela chamou de volta seu embaixador de relações exteriores no Brasil, Alberto Castellar, para consultas. Torcemos que ele fique por lá mesmo. O atual governo do presidente em exercício, Michel Temer, temos certeza de que não vai tolerar a imbecilidade do presidente Maduro de querer interferir com seus mandos e desmandos na administração do atual governo brasileiro, como fazia no governo do PT, na tentativa de implementar aqui a sua política bolivariana, que levou a Venezuela ao caos em que se encontra. Nós somos o maior país da América do Sul e sabemos o que fazer, não precisamos da opinião de nenhum desses ditadores inescrupulosos. Por favor, “stay out”! Parabéns ao ministro José Serra pela interferência, repudiando a atitude de Maduro, e, por favor, traga nosso embaixador, Ruy Carlos Pereira, da Venezuela de volta para o Brasil. 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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SINTOMA

Ao saber que o Programa Mais Médicos terá menos grana, Raul Castro foi acometido de uma crise aguda de dilmolullopetite e, delirando, só fala em golpe...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O REPÚDIO DO ITAMARATY

Parabéns ao Itamaraty como um todo e ao ministro José Serra, em particular, pelo imediato e firme repúdio às manifestações bolivarianas. Que fique bem claro desde já, e com veemência, que o povo brasileiro não é adepto ao bolivarianismo, que nossa bandeira nunca será vermelha e que o Brasil só tem perdido, política, social e economicamente, com os famigerados Mercosul, Unasul e Foro de São Paulo.

José Carlos Thomaz josecthomaz@gmail.com

São Paulo

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TROCA

Comandante Maduro, vamos fazer um negócio: você nos devolve seu embaixador e nós enviamos para vocês um carregamento de víveres, antibióticos, creme dental e papel higiênico, para sua exemplar democracia.

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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EM DEFESA DO BRASIL

Ora, quem são Nicolás Maduro e seus amigos bolivarianos para falar em democracia? Já estava na hora de o Itamaraty sair em defesa do Brasil, ação que não teve quando a Bolívia tomou militarmente as instalações da Petrobrás naquele país. Que olhem para seus respectivos umbigos e vejam quem ameaça a democracia no continente.

Cesar Araujo cesar0304araujo@gmail.com

São Paulo

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CRÍTICOS DO IMPEACHMENT

É muito preocupante constatar que os editoriais de jornais extremamente respeitados como o “The New York Times” e o “The Guardian” não correspondem à atual realidade quando discorrem sobre a política brasileira. Hoje sofremos uma grave crise de confiança e falta de esperança num futuro melhor por causa do caos político e econômico em que nos encontramos, cujos números são simplesmente assustadores: 1) recessão profunda com redução de 10% no PIB no biênio 2015/2016; 2) 11 milhões de desempregados (correspondentes a 10,9% da força de trabalho); 3) 4 mil indústrias e 100 mil empresas fechadas; 4) 59,2 milhões de devedores inadimplentes; 5) juros de 148% ao ano; 6) rombo nas contas públicas, com déficit de R$ 130 bilhões; 7) dívida interna com déficit de 67,2% do PIB; 8) variação cambial de 57,3%; 9) aumento de tarifas públicas (que estavam represadas) em 61,38%; 10) perda do grau de investimento pelas agências de risco. Neste cenário econômico, o crédito para a atividade produtiva e para o consumo foi limitado, gerando mais queda nas vendas e mais desemprego, o que resulta num círculo vicioso de mais recessão. Além dos problemas ocasionados por uma política econômica mal concebida e com efeitos potencializados pela irresponsabilidade fiscal, o governo Dilma Rousseff aparelhou a máquina pública e saqueou durante anos a Petrobrás, resultando em prejuízos da ordem de mais de R$ 30 bilhões para seus acionistas, e a presidente do Conselho de Administração da Petrobrás era exatamente a sra. Dilma Rousseff, que omitiu as falcatruas dos diretores ligados ao PT e hoje investigados pela Operação Lava Jato, operação que está resultando em diversas delações premiadas que acusam toda a cúpula do governo Dilma e o ex-presidente Lula por atos de corrupção e ocultação de patrimônio. Essa situação caótica provocou a maior recessão do Brasil desde a década de 1930 e a administração petista perdeu o controle financeiro, passando a utilizar recursos de bancos estatais sem a autorização do Congresso Nacional e a cometer as chamadas “pedaladas fiscais”, violando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e tendo suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas da União. Este governo caiu não por conspiração de adversários do governo, como sugerem o “NYT” e o “The Guardian”, mas por uma cadeia de eventos que culminou com a pressão popular para aceitação do documento elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, Janaína Pascoal e Miguel Reale Jr. Com o País praticamente parado e sem comando para enfrentar a crise política e econômica, o povo, que estava apático e anestesiado, acordou do pesadelo e, conscientemente, pediu um basta: mais de 6,5 milhões de manifestantes foram às ruas e forçaram os políticos (inclusive os corruptos) a votarem pela admissibilidade do impeachment na Câmara e no Senado, o que foi efetuado de acordo com a Constituição federal. Jamais se tratou de “golpe”, como insinuam os referidos editoriais. Salienta-se ainda que, neste momento, a sra. Dilma apresenta taxa de rejeição de 90% e seu partido, sem força política, tem apenas 20% do eleitorado brasileiro. Concluindo, não se pode concordar com a afirmação de que a situação brasileira pode ficar pior com o afastamento de Dilma Rousseff, pois, ao contrário do que se afirma, na última semana o Brasil foi salvo de um golpe, pois este grupo remanescente dos movimentos comunistas da década de 1960 tinha o objetivo de acabar com a nossa democracia e, com o apoio do Foro de São Paulo, implantar aqui o “regime bolivariano”, que é o novo nome para comunismo. Podemos finalmente dizer que o povo brasileiro está orgulhoso de seu país e recuperou a confiança de que a lei é para todos, inclusive para os poderosos, e aqui não há mais espaço para corrupção.

José Guilherme Levenstein guilherme.levenstein@jlbrasil.com

São Paulo

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IMUNIZAÇÃO COGNITIVA

A inteligência dos EUA e a da Inglaterra sabem e tornaram pública a participação direta de Dilma Rousseff na fraude de Pasadena e nas manobras fiscais para se reeleger. O “The New York Times) e o “The Guardian” manifestaram dúvidas sobre seu afastamento. “Imunização Cognitiva.”

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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PIMENTA NO OLHO ALHEIO

Ao “The Guardian” e, principalmente, ao “The New York Times”, havemos de dizer “tchau, queridos”. Dispensamos seus comentários, visto que pimenta nos olhos dos outros não arde. Quanto aos líderes da Unasul, da Venezuela, de Cuba, Bolívia, Nicarágua e aos que se lhes assemelham, nem sequer merecem resposta do povo brasileiro.

  

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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O IMPEACHMENT NA IMPRENSA INTERNACIONAL

Causa-me muita estranheza jornais internacionais tecerem comentários a respeito do processo de impeachment no Brasil. Vejamos: 1) o “The New York Times” fala em “preço excessivamente alto” pago pela presidente afastada. Seria melhor preocuparem-se com seu candidato Donald Trump, um reacionário, segregacionista e racista, com porcentual de aprovação popular e de adeptos americanos altamente significativos, aí, sim, pagariam um preço excessivamente alto. 2) No “The Guardian”,foi dito que “a ironia é que muitos dos acusadores (de Dilma Rousseff) são acusados por pecados piores”. Seria pecado pior o prefeito eleito em Londres ser de origem muçulmana e que, por seus méritos sociais e pacificadores, chegou ao poder? Pois bem, recebeu críticas pesadas, racistas e acusatórias do partido conservador inglês. Preocupem-se com isso, portanto. 3) No “Le Monde”, foi dito que “equipe Temer formada por 23 homens todos brancos”. Oh, “mon Dieu de la France”, logo você, França, que de forma racista e não digna repudia os refugiados que buscam abrigo em seu país e onde entre 25% a 30% preferem o candidato de ultradireita racista e branco... A sua rica história democrática, iniciando-se pela Revolução Francesa (A Marselhesa), que serve até os dias de hoje como exemplo, não pode ser representada por este leviano comentário. 4) O “Die Zeit”, alemão, classificou o impeachment como “regresso aos velhos tempos”. Seria uma lembrança aos seus germânicos velhos tempos? Ou se esqueceram da história? Talvez não possam atirar a primeira pedra, vejam como a população turca aí residente nos dias de hoje é tratada. 5) No “El Pais”: “A presidente não está sendo julgada por casos de corrupção devido à falta de provas”. Analise, pois, a sua monarquia e realeza, que também não foram julgadas por corrupção por falta de provas. Será? Vocês mesmo o noticiaram. Além do mais, mostram uma profunda falta de conhecimento do que aqui, no Brasil, chamamos de “conjunto da obra”, repleta de atos de corrupção devidamente apurados envolvendo o partido de nossa presidente, que em nenhum instante de seu mandato desejou estancar. O “Estado”, no editorial “A falácia da legitimidade”, sintetizou de maneira concisa e adequada a tentativa de passarem a falsa imagem de um “golpe”. Agridem a nossa mais alta corte, que é o STF, e seus ministros, classificando-os de golpistas. Isso, por si só, já basta. Caros periodistas destes importantes veículos internacionais de comunicação, nosso Brasil é trigueiro, acolhedor, laico, composto por um povo pacífico ao longo da história e que se viu traído pela mentira de um governo indigno que não soube responder à confiança sufragada, não sabedora do estelionato eleitoral a que foi submetida.

Claudio A. S. Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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A URGÊNCIA DO POVO BRASILEIRO

Alguns jornais estrangeiros criticaram o afastamento de Dilma Rousseff e puseram em dúvida o processo democrático em que ele se deu. Pergunto se estes jornalistas, que aqui devem ter estado para fazer a cobertura dos acontecimentos, entenderam tudo o que se passou ou vendaram seus olhos para não enxergar toda a sequência do rito que seguiu à risca e exemplarmente nossa Constituição. Nem sequer mencionaram os milhões de brasileiros que tomaram as ruas do Brasil, em evidente repúdio ao lulopetismo por todo o estrago que ocasionou ao País, ou não quiseram tomar conhecimento da corrupção revelada na Operação Lava Jato, que mostrou de forma cristalina o roubo do dinheiro do povo. Alguns deles só fazem criticar a ausência de mulheres e de negros entre os ministros. Deveriam também incluir, então, a ausência de outras raças que fazem parte desta mistura incrível que caracteriza o povo brasileiro. Sim, não há mulheres porque as que foram convidadas declinaram do convite e, na urgência de Temer, como poder acomodar tudo isso que demandaria muito mais tempo? Mas o que queremos mesmo não é o tão batido “politicamente correto”. Chega disso! Esperamos apenas e tão somente de toda a equipe de governo honestidade, observância aos princípios éticos e morais, muita eficiência e muito trabalho, além do sacrifício pessoal que precisarão fazer para recuperar o País. É essa a urgência do povo brasileiro, que já tem sofrido o suficiente para agora pensar em satisfazer aos anseios destes senhores que devem ter uma vida extremamente segura e confortável para apenas lembrar desses aspectos, desculpem-me, de pouquíssima relevância neste momento da vida nacional. Vamos lá, Temer, o povo está disposto a lhe dar um voto de confiança para que faça o Brasil se reerguer, com ordem em direção ao progresso. Faça bem a sua parte, que faremos a nossa.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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ESCOLAS OCUPADAS

Manifesto meu apoio à ação de reintegração da Escola Técnica de São Paulo (Etesp) e das diretorias de ensino pelo governo do Estado de São Paulo. Sem dúvida, estudantes, mesmo quando em pequeno número, têm direito de manifestação. Não se discute. Mas não devem se esquecer de que o seu direito termina onde começa o direito dos outros estudantes de assistir às aulas e de ver preservado o patrimônio público, que pertence a todos.

Ricardo Ferreira fredrfo@gmail.com

São Paulo

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REEINTEGRAÇÃO DE POSSE

Na sexta-feira à noite, a TV mostrou reportagem de alguns pais de alunos e alunos que ficaram de plantão numa escola estadual de São Paulo para impedir que outro bando de invasores tomasse de assalto o estabelecimento. O motivo é simples: eles querem estudar e são prejudicados por esta bagunça dirigida por políticos que ficam nas sombras. E deram um exemplo a ser seguido. Em seguida, outra matéria mostrou imagens da Polícia Militar retirando invasores de uma escola técnica, mesmo sem autorização judicial, o que para mim e muitas pessoas deveria ser o modo de agir do governo sempre que abusassem do Estado. Já é hora de o governo largar de ser frouxo e agir de forma dura, pois está claro que são invasões dirigidas, que visam apenas aos estabelecimentos do Estado.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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INACREDITÁVEL DECISÃO

O “Estadão” de sábado (14/5) publicou reportagem sobre mais uma iniciativa do prefeito Fernando Haddad: esvaziar a Controladoria-Geral do Município (CGM). Ao ler a matéria, constata-se a falta de planejamento e de critérios da atual administração. Uma pessoa que conheci prestou e passou no concurso público para o provimento dos cargos de auditor municipal de Controle Interno, que exigia qualquer diploma de nível superior e com vencimento inicial de R$ 13.900,00, bem acima das outras carreiras de nível superior da Prefeitura paulistana. Para ter uma ideia da diferença, na mesma época, a Prefeitura sancionou leis reestruturando as carreiras de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e Geologia, com vencimento inicial de R$ 7.032,90 e reajustando as dos médicos com R$ 10.800,00, ambos para o regime de 40 horas semanais. O concurso e o posterior treinamento dos aprovados foram realizados pela Vunesp. Não é crível que a administração tenha contratado uma empresa para realizar o concurso com o objetivo de aprovar os inscritos e ainda realizar um treinamento de longa duração para só depois chegar à conclusão de que não haverá verba para tal fim. Aqueles que participaram e foram aprovados, com certeza, não podem ser prejudicados com tal decisão, pois exigiu deles muito esforço e tempo. O que é estranho, para quem conhece um pouco a administração pública, é que todo o certame tenha sido realizado sem a reserva de verba adequada, para garantir a remuneração dos novos servidores até o fim deste exercício. O argumento de que a queda na arrecadação é causa de tamanho passa-moleque não se sustenta. Cumpre apontar que os reajustes anuais dos servidores desta Prefeitura, desde e a Constituição federal, é vinculado ao cálculo de que a relação das Despesas Total do Pessoal, é limitada em 40% do total das Receitas Correntes e, a não ser o reajuste concedido de 0,86% em 2013, os reajustes nessa administração têm sido zero. Em alternativa, o prefeito vem reestruturando várias carreiras, já embutindo nelas os reajustes em torno de 2% ao ano, até o fim do seu mandato, em flagrante desrespeito à Carta Magna. Exatamente por tal particularidade é que fica estranho só agora constatar que não haverá recursos para cumprir com a sua obrigação de nomear aqueles que passaram no concurso em tela. Como a lei que regulamenta os reajustes de seus funcionários determina cálculos quadrimestrais para conceder ou não um reajuste, não dá para entender como só agora a administração municipal descobriu que não existe verba. Por fim, a promessa de que poderão ser contratados no ano que vem implica o fato de o prefeito ter certeza da sua reeleição, o que as pesquisas de intenção de votos não confirmam. A reportagem salienta, ainda, que a Controladoria, só entre 2013 e 2015, teria recuperado R$ 270 milhões em recursos desviados, irritando alguns secretários, como o secretário de Obras, fato que, aliás, foi tema de um editorial do “Estadão” relatando que a ira do secretário deveu-se ao fato de a Controladoria ter descoberto que uma empresa contratada por aquela secretaria, objetivando o fornecimento de 40 engenheiros e arquitetos, para um projeto, recebeu, e engoliu, 40 assistentes sociais e veterinários no lugar daqueles técnicos. De resto, ainda cabe salientar que, ante a alegada penúria do município, a administração dispendeu uma verba, ainda desconhecida, para contratar a Vunesp, para quase nada. Teria sido mais inteligente treinar alguns dos servidores já em atividade. É um assunto que merece ser bem esclarecido.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A CURA PELA FÉ

Em sua primeira entrevista coletiva à frente do Ministério da Saúde, o engenheiro Ricardo Barros respondeu ao questionamento sobre a chamada “pílula do câncer”, dizendo: “Pessoalmente, na pior das hipóteses, tem o efeito placebo. A fé move montanhas”. O tratamento adequado, aliado à fé, cura, se Deus quiser. É inoportuno e prematuro opinar sobre a suposta eficácia deste “placebo” que foi usado como mais uma tábua de salvação por Dilma Rousseff, mesmo contra a opinião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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