Fórum dos Leitores

TEMPORAL EM SÃO PAULO

O Estado de S.Paulo

18 Maio 2016 | 03h00

Suprassumo da inteligência

“As árvores não estão preparadas para esse evento.” Quem foi o autor dessa magnífica e inteligente frase a respeito da chuva com rajadas de vento na segunda-feira? Ninguém menos que a sumidade do prefeito de São Paulo, o poste n.º 2 do inominável. Como assim, prefeito?! Diga-nos: onde e como as árvores poderão preparar-se para o evento?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Brincando em serviço

O prefeito Fernando Haddad usa parte de seu tempo para “pegadinhas”. Divulgou agenda falsa para passar um trote em alguém que comenta seu trabalho diário. Com isso a população pôde perceber a importância que esse senhor empresta ao cargo.

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

Árvores caídas

Enquanto o prefeito fazia uma brincadeira gratuita e de péssimo gosto com um comentarista de rádio, mais de 170 árvores não resistiram à ventania e desabaram, causando mortes, destruição, semáforos quebrados, bairros sem luz. Imagem tétrica simbólica de uma gestão já – ainda bem – na reta final: um prefeito que em quatro anos nada mais fez do que brincar de administrar, deixando a metrópole literalmente às favas e às escuras.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Não faz nem deixa fazer

A Prefeitura não poda nem remove as árvores condenadas. A gente liga, recebe um número de protocolo e nada é feito. Aí vem um temporal, árvores caem e, além dos enormes prejuízos, pessoas morrem!!! Essa é a rotina, ano a ano. Urge atualizar a anacrônica legislação ambiental da cidade, de modo que os munícipes possam fazer o que a otoridade não faz. Cortar galho não pode, mas gente ser morta pode?!

LENITA C. DOS SANTOS

São Paulo

SOB NOVA DIREÇÃO

A arte de joelhos

É inacreditável a genuflexão da classe artística aos agora ex-donos do poder. Se outrora a esmagadora maioria dos artistas contestava o “sistema” e, por conseguinte, todo e qualquer governo, como o fizera amplamente durante o processo de impeachment de Collor, assistimos desde 2003 à ascensão da arte domesticada pelo poder, regada a rios de dinheiro público. Agora, em Cannes, perdem a noção do patético ao denunciar o “golpe”. Ato desesperado: não se resignam com a perda do farto banquete que o PT e asseclas lhes ofereceram com chapéu alheio!

DANIEL ARJONA DE A. HARA

haradaniel734@gmail.com

São José dos Campos

Imagino o desespero de parte da classe artística com a desratização dos petralhas. Agora eles terão de trabalhar, assumir riscos.

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

Mudos quando convém

Os artistas que reclamam da junção do Ministério da Educação com o da Cultura podem até ter suas razões, todavia nunca soube de um protesto deles contra o desemprego de 11 milhões de trabalhadores. Tampouco vi manifestações sobre brasileiros morrendo nas filas dos hospitais ou sobre a situação de penúria dos aposentados que mal conseguem pagar seus remédios. Acerca da roubalheira da PeTrobrás, então, nem uma palavra!

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Lulopetismo

Enquanto os petistas se autovitimizam, insistindo em focar os holofotes na palavra “golpe”, a sociedade brasileira, perplexa, está focada nos bilhões de reais desviados dos fundos de pensão, nos assaltos à Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás, ao BNDES, etc., para abastecer setores da iniciativa privada com obras superfaturadas que nem entregues foram, para financiar o bolivarianismo na América Latina, tudo para garantir a quadrilha do PT em seu projeto de poder com pretenso monopólio de representação popular e enganar o povo.

BENTO MANUEL NAVARRO FILHO

bentobrasileiro@yahoo.com.br

Campinas

Simbólico factoide

Fico perplexa ao ver toda essa polêmica em torno da ausência de mulheres no Ministério de Michel Temer. Na condição de mulher, digo, com toda a convicção, que gostaria de ver um Ministério composto por pessoas competentes antes de tudo, independentemente de qual seja o sexo.

MARIA APARECIDA COSSENZA

maac213@gmail.com

São Paulo

Meritocracia

Ao nomear Flávia Piovesan para a Secretaria de Direitos Humanos, Maria Helena Guimarães de Castro para a Secretaria Executiva do MEC, Maria Inês Fini para a presidência do Inep e Maria Silvia Bastos Marques para a presidência do BNDES, o presidente em exercício, Michel Temer, acerta em cheio. Escolhas justas e merecidas de mulheres competentes, que seguramente desempenharão suas funções à altura do que o Brasil necessita. Mais do que mera representatividade artificial e demagógica, consagra-se a meritocracia.

BRENO SIVIERO

breno@breno@brenosiviero.com.br

São Paulo

Ainda Geddel e Lula

O que Geddel Vieira Lima quer provar, que é o bom em articulação política? Li três vezes a matéria para poder crer que ele citou em seu primeiro ato o pior inimigo de Michel Temer. Se sua intenção é convencer o Lula e família e seus comparsas a devolverem a imensa fortuna desviada dos cofres públicos, Geddel vai resolver as finanças do Brasil. Porém, se deseja, de verdade, somente a contribuição da inteligência de tal cidadão, tem de ser exonerado. Urgente!

MAURICIO LACERDA

silvinhahl@hotmail.com

Ribeirão Preto

Vapt-vupt

“Apesar da mudança de governo, a crise econômica não dá sinais de trégua” – esse comentário (15/5), do entrevistador Erich Decat, do Estadão, foi feito ao ministro Geddel Vieira Lima, no máximo, apenas 48 ou 72 horas após Temer assumir a Presidência. Parece-me que o (ingênuo) entrevistador acha possível consertar estragos de mais de dez anos (segundo mandato de Lula e primeiro e segundo mandatos de Dilma) num vapt-vupt – ou seja, no exato momento da posse de Temer. Quão maravilhoso seria um milagre desses!

DARCY MARTINO

darcymartino@hotmail.com

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BRASIL, UM PAÍS DE IDIOTAS

O ex-chefe do governo Dilma no Senado Delcídio Amaral afirmou na segunda-feira, no programa “Roda Viva”, que Lula e Dilma Rousseff sabiam da corrupção e mandavam em tudo na Petrobrás. O ex-senador afirmou, ainda, que só um idiota poderia acreditar que o presidente da República não soubesse do que acontecia na Petrobrás. Bastou à presidente Dilma dizer que não sabia de nada sobre os desvios de dinheiro na Petrobrás para que ela não fosse mais incomodada com esse assunto desagradável. Está na hora de o Brasil deixar de ser idiota e investigar a evidente participação de Lula e de Dilma nos crimes cometidos na Petrobrás. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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DELCÍDIO AINDA GUARDA SEGREDOS

O ex-senador Delcídio Amaral não respondeu claramente nenhuma pergunta feita pelos jornalistas no programa de televisão “Roda Viva” que foi ao ar no início desta semana. Foi muito interessante quando ele disse que ainda tem muitos documentos e áudios para apresentar para a polícia. Ou seja, muitos políticos que ainda estão atuando no Congresso do Brasil poderão ser desmascarados por Delcídio, a qualquer momento. Os interesses do povo brasileiro, que escolheu esses parlamentares, ficam em segundo plano, aguardando a conveniência de poucos senadores e deputados federais. Empresas estatais, do porte de Furnas e Petrobrás, também estão sendo destruídas por essa gente, que não para de arquitetar novos esquemas de corrupção. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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A TAMPA DO CAIXÃO

Quem teve o privilégio de assistir na noite de segunda-feira (16/5) à entrevista com o ex-senador Delcídio Amaral na TV Cultura, chegou à seguinte conclusão: se as declarações do ex-senador se mantiverem num patamar de veracidade total – em que se presume que realmente estejam –, a tampa do caixão do Partido dos Trabalhadores (PT), do ex-presidente Lula, da afastada temporariamente presidente Dilma e dos peixes grandes e pequenos de todos os partidos da República (indistintamente) estará colocada e grampeada. As declarações ditas ali, no “Roda Viva”, servem de alerta às viúvas e viúvos do cassado sistema, aos sindicalistas acostumados às benesses governamentais e aos milhares de órfãos que, a partir de agora, terão de se virar sozinhos se quiserem ter alguma rentabilidade para se manterem no bem-bom a que estavam acostumados. Para o bem do Brasil e do povo desempregado sofredor, a Justiça Federal, por seus juízes (protegidos institucionalmente pelo Supremo Tribunal Federal), vai impor a lavagem necessária em todos os setores político-administrativos de nossa pátria.

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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O DINHEIRO DE VOLTA

O governo suíço vai nos devolver U$S 200 milhões. Excelente a entrada de numerário. Entretanto, é importante que, além de agradecer, nos informem os nomes dos “correntistas”. 

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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ACORDOS DE LENIÊNCIA

A titulo de sugestão, sugiro ao juiz federal Sérgio Moro que, nos acordos de leniência que se firmarão com as construtoras em débito por causa da corrupção, sejam elas penalizadas com multas e que seja delas exigida a construção de pelo menos três complexos de presídios federais aqui, no Paraná, para acomodar os atuais residentes da Operação Lava Jato, assim como também os próximos hóspedes que se seguirão nas condenações que estão por vir. 

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

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ORDEM E PROCESSO

O lema do Brasil, hoje, é “ordem e progresso” e o do dr. Sérgio Moro é ordem e processo. 

Vilson Costa vilsoncj@gmail.com

São Sebastião 

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MAIS DO MESMO

O ministro Geddel Vieira Lima disse, esta semana, que Lula deverá ser procurado para “ajudar na busca por alternativas” (?) para a atual crise política. Sr. ministro, com certeza o bandido Marcola poderá ajudar também, e por que não a presidente Dilma “et caterva”? Mais um balde de água fria em nossa esperança de um Brasil melhor.

Ivan Schwarzenberg  navinegro@hotmail.com

São Paulo

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GEDDEL, O BREVE

Em entrevista ao “Estado” (16/5, A6), o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, diz que, Lula haverá de dar sua contribuição ao novo governo e, para isso, será procurado para ajudar na busca por alternativas para a atual crise. Esqueceu-se o novo ministro, recém-empossado, que me parece bem “chegado do ex-presidente”, de combinar esse disparate com o Supremo Tribunal Federal (STF), com o juiz Sérgio Moro e, principalmente, com 90% da população, que não quer nem ouvir o nome desta pessoa, que tanto fez de ruim e que trouxe tanta desgraça, entre elas a sua criação, Dilma Rousseff, para o Brasil. A única contribuição que este senhor poderia fazer é se entregar em Curitiba (PR), evitando dessa maneira gastos com camburão, jatinho da Polícia Federal e gastos de locomoção de policiais. Essa atenuante poderá reduzir a sua pena de 30 para 12 anos de detenção. E, ministro, o senhor, que nem esquentou a cadeira de seu gabinete, se continuar com essa opinião, poderá também ser conhecido como Geddel, o breve. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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INTERNEM

Ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima afirma que o ex-presidente Lula poderá ser procurado para ajudar a “distensionar” cenário em meio à crise econômica? Coitado, deve ter pirado!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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NÃO ENTENDERAM

Alguém precisa avisar ao ministro Geddel que Lula é um investigado na Lava Jato, e é difícil de imaginar no que ele pode colaborar com o País. Parece que muitos políticos não entenderam “ainda” que esse ex-presidente arrastou o País para esta enorme crise e prosseguem nesta cantilena cansativa. 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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O PIOR DOS PIORES

 

Muito me estranha o atual ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), da Secretária de Governo, pedir para o ex Luiz Inácio Lula da Silva contribuir com o atual governo, porque o Brasil se encontra nesta situação político-econômica justamente pelo mal  desempenho de Lula no seu segundo mandato e durante o primeiro de sua candidata, Dilma. Será que não há outra pessoa com capacidade técnica e inteligente entre tantas pessoas existentes no meio dos senhores deputados e senadores? Tem de ser mesmo o pior dos piores?

 

Eduardo Alexandre Cazelatto eacazelatto@uol.com.br

São Paulo 

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BRINCADEIRA DE MAU GOSTO

Não tenha sido brincadeira de mau gosto a indigesta indicação do senhor Geddel dizendo que o ex-presidente da República, o apedeuta, será procurado para ajudar na busca por alternativas para a atual crise política e econômica que eles mesmo criaram? Merece como primeira medida do atual excelentíssimo senhor presidente destituição do cargo de ministro, de forma sumária e sem pestanejar. Não merecemos isso.

Luiz Bijotti Júnior bijottijr@bol.com.br

Olímpia

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AJUDA DE LULA

Pergunta para Geddel Vieira Lima: Vossa Excelência sabia que brincadeira tem hora?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O AVISO ESTÁ DADO

O atual ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), sempre teve cargos no governo de Lula e muito boas relações com ele. Segundo um jornal do Rio de Janeiro, uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou que, durante a gestão de Geddel Vieira Lima à frente do Ministério da Integração Social, o Estado da Bahia foi favorecido em relação à liberação de verbas de prevenção a catástrofes, tendo recebido, entre 2004 e 2009, R$ 133,2 milhões, equivalentes a 37, 25% do total de recursos liberados para todos os Estados para ações de prevenção de desastres. Porém, quando Geddel tentou se eleger governador no seu Estado, acabou em terceiro lugar porque a Bahia (e muitos Estados brasileiros) sofreu com enchentes desastrosas... as verbas foram usadas sabe-se lá onde e com o quê. Pois bem, este mesmo Geddel quer, agora, buscar Lula para ser conselheiro deste governo que se inicia. Acha que sua contribuição pode ser muito importante! Importante, a opinião de um homem que levou-nos à quebradeira e terminou seu mandato rico, com os filhos empresários “bem-sucedidos” e todos investigados pela Lava Jato e pela Zelotes. Se isso acontecer, este país vai virar de ponta cabeça! Iremos às ruas, SIM! Fora Lula, Lula e PT! E, se duvidar, “Fora Geddel” também! O aviso está dado. 

  

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA

O ministro Geddel Vieira Lima, em recente entrevista ao “O Estado de S. Paulo”, disse que procurará Lula para ajudar com alternativas para resolver a crise por que passa o País. Que tal, convidar o Fernando Beira-Mar e o Marcola, para assessorá-lo? O Brasil só tem a “ganhar”... É caso de exoneração. Que vergonha, Geddel!

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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A CONTRIBUIÇÃO DE LULA

A melhor contribuição que Lula pode dar à nação brasileira (se é que dele se possa esperar alguma boa contribuição) é ser mantido a uma distância quilométrica de qualquer governo que pretenda ser entendido como “do bem”. Por tudo de nefasto que Lula patrocinou, gerenciou e explicitou durante sua carreira política, o melhor que posso desejar a ele é um julgamento isento e justo. Enquanto isso não ocorre, acho que o melhor que se tem a fazer é deixá-lo no merecido ostracismo. E à equipe que pretende nos governar recomendo: mãos à obra! Há muito que fazer para reconstruir a terra arrasada por Lula e seus companheiros.

Hélio A. Ferreira hafstruct@gmail.com

São Paulo

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‘RESSUSCITANDO CACHORRO MORTO’

Sr. Geddel, não há por que “ressuscitar cachorro morto”. Se o senhor tem certeza de que o presidente Michel aceita esta sua ideia de fazer o “herói sem caráter” ajudar a distensionar o cenário, fique sabendo que eu e mais alguns milhões de brasileiros somos contra. Por favor, articule-se com gente séria, honesta, letrada, de mãos limpas, que não esteja sendo investigada e com conhecimento da real situação deste país. E mais uma coisa: PT nunca mais. 

Hermann Grinfeld hermann.grinfeld@yahoo.com.br

São Paulo

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A SUPERAÇÃO DO RIDÍCULO

Quando nós achamos que já ouvimos todo o repertório de bobagens de nossos políticos, tem sempre um que se supera. A declaração do ministro Geddel Vieira Lima sobre a possibilidade de procurar Lula para ajudar na busca por alternativas para a saída da crise política e econômica é certamente a mais ridícula que eu ouvi nos últimos tempos. Da minha parte, e tenho certeza de que também da de grande parte dos brasileiros que apoiaram o impeachment e querem um País mais honesto, se isso vier a acontecer, passo a fazer oposição ferrenha ao governo Temer, e lutarei por nova eleição. A única colaboração que Lula pode dar ao Brasil é apodrecer na cadeia.

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

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RECOMEÇOU A CACHORRADA?

Não tem uma semana do início do novo governo, que tanta esperança trouxe à sociedade, para que recomeçasse a cachorrada. Para surpresa minha, acabo de ler que o responsável pela articulação política do governo Temer, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Geddel Vieira Lima, vai procurar Luiz Inácio Lula da Silva, sim, ele mesmo, Luiz Inácio Lula da Silva, o chefe de quadrilha. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o ministro afirmou: “Não tenho nenhuma dificuldades de diálogo com o ex-presidente Lula e tenho certeza de que, passado esse momento de emoção, o Lula, na condição de ex-presidente, haverá de dar sua contribuição para o distensionamento”. Ora, senhor Geddel, estamos formando um novo governo ou tudo não passa de uma reengenharia, em que muitos dos atuais ministros indicados têm o rabo preso com as podridões do governo anterior? O senhor, e pelo menos mais uns três ou quatro nomes indicados eu sei que têm, e o juiz Sérgio Moro também sabe. Desde quando a sociedade brasileira quer ajuda de um chefe de quadrilha? E, para encerra, lhe faço mais duas perguntas: onde o senhor irá procurar o “conselheiro” para pedir a dita contribuição? Na carceragem da Polícia Federal de Curitiba ou no presídio da Papuda, em Brasília? 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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QUEM CONFIA?

Como assim Lula poderá ser procurado para colaborar com o novo governo? Se esse indivíduo é traiçoeiro como uma cobra, que afirmou ser – muitos “cumpanheros” que o digam –, a pergunta é: dá para confiar?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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COMEÇAMOS MAL

Estamos começando muito mal o “novo” governo. Primeiro, Henrique Meirelles declara não ser improvável ou até mesmo necessária a volta da famigerada CPMF. Depois, em entrevista ao “Estadão”, o sr. Geddel Vieira Lima afirma que o boquirroto falastrão, investigado por crimes os mais variados e todos lesivos ao País, poderá ser procurado para “ajudar” na busca por alternativas para a atual crise política e econômica e distensionar o cenário. Socorro! Por quais planetas este senhor perambulou por todos esses últimos anos, para cometer tal desatino verbal e mental? Procurar o soberano em “quanto pior melhor” e o causador de toda a nossa ruína moral, ética, financeira e política para ajudar o governo que ajudou a apear do poder a abominável criatura e seu monstruoso criador? A maioria do povo brasileiro execrou e sepultou tais figuras, e Geddel quer agora voltar à vida estes zumbis sanguessugas? A Nação não merece. Nós não merecemos.

Renato Oto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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TAPA-BURACO

Há grande tentação, por parte da equipe econômica do governo, em ressuscitar a CPMF. Apagar-se-ia a má gestão financeira da gestão Dilma com maior rapidez. O caso é exatamente este. Impostos adicionais têm corrigido distorções sem necessariamente ter combatido a prática do mau uso do dinheiro público. Lembremos o empréstimo compulsório sobre a venda de carros, que seria temporário e devolvido ao contribuinte. Ficou no temporário. A CPMF, que deveria utilizar recursos para a saúde, ficou na promessa. Além de tudo, os sucessivos aumentos nos porcentuais de taxas tornaram o brasileiro superlativamente taxado e resultaram em benefícios sofríveis ao cidadão. Só serviram de operação tapa-buraco, escondendo a sujeira debaixo do tapete. Certamente que o setor financeiro deste governo, formado por pessoas de reconhecida competência, encontrará saídas mais criativas e menos invasivas à população que a mesmice aplicada por governos anteriores. A alteração na prática certamente significará uma grande mudança na política econômica do País.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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MAIS IMPOSTOS NÃO!

Não suportamos mais impostos, chega! Basta! A carga tributária está altíssima. E, que o atual governo, ao invés de criar ou ressuscitar impostos, tenha a coragem de cortar gastos escandalosos, como as tais mordomias políticas. É bem verdade que muitas são amparadas por lei, mas, quando querem (os poderosos), tudo pode. Quem não se lembra da taxação dos servidores aposentados, a tal taxação dos inativos? No meu entender, não respeitaram sequer o direito adquirido.  Adoraria ver

O fim das mordomias políticas, inclusive as presidenciais. Já pensaram na economia gigantesca? Acredito que sobraria grana para Saúde e Educação. É ver para crer.

Cynthia Libutti cynthialibutti@gmail.com

Santos

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RECLAMANDO

Todo mundo reclamando, querendo isto ou aquilo do novo governo em dois dias úteis. É preciso avaliar que ficamos livres de um desgoverno corrupto que nos deixou no fundo do poço: o rombo pode passar de R$ 350 bilhões ou R$ 400 bilhões. Em setembro já não haveria mais dinheiro para pagar a folha dos funcionários. E a sra. Dilma Rousseff disse que não cometeu crimes. Um pouco de paciência e vamos sair dessa situação. É o Brasil que está em jogo, e a nossa vida.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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A HORA DA VERDADE

Mesmo não sendo a razão jurídica da ação de impeachment da presidente da República, o caos econômico com o assustador desemprego crescente e o empobrecimento do povo brasileiro, frutos do desgoverno lulopetista, agitaram os debates políticos das últimas semanas. Agora, chegou o momento de começar o saneamento das finanças do Estado, de passar da verborragia demagógica para os atos concretos de “apertar os cintos”. Queremos ver se os deputados e senadores de todos os partidos políticos, sem exceção, farão o mesmo sacrifício que pedem que a população faça, pois que integram um dos pilares da democracia, elaborando as leis que regem o País. Os parlamentares legislam em causa própria com liberdade de definir a polpuda verba a que têm direito (salários, as inúmeras vantagens, pecuniárias ou não e o pessoal agregado arbitrariamente ao mandato que exercem), uma afronta à realidade econômica em que vive a maioria do povo brasileiro, que os sustenta e é duramente taxada com impostos extorsivos. Neste momento é obrigação moral de o Legislativo brasileiro fazer a sua parte, coibindo a gastança, e se automedicar submetendo seu estômago pantagruélico a uma cirurgia bariátrica. Chegou a hora da verdade para os inúmeros políticos profissionais patriotas de palanque.

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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REDUÇÃO DE DESPESAS DE CUSTEIO

Para começar: vereadores, deputados, senadores, juízes, ministros e outros funcionários não precisam de veículos oficiais. Que utilizem os próprios ou os transportes públicos. Auxílio moradia é uma piada e auxílio de terno, idem. Como justificá-los diante dos cidadãos com renda de poucos salários mínimos? Seguindo: aumento da idade de aposentadoria para 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres), sem considerar tempo de trabalho, como em muitas economias mais desenvolvidas.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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‘DESAPARELHAR O PODER PÚBLICO’

O “Estadão” mais uma vez baliza o pensamento sério do brasileiro de bem (16/5, A3). Muitíssimo oportunas as lembranças de que teremos de desarmar as “bombas sistematicamente instaladas pelo lulopetismo ao longo de 13 anos”. Cito aqui duas: o inchaço descontrolado da máquina pública e a permissiva legislação sindical. O aparelhamento sistemático da máquina pública se deu com a indicação descontrolada de milhares de “cargos de confiança”, que podem ser extintos, bastando somente a vontade política de um governante sério. Mas o Estado tem hoje centenas de milhares de cargos obtidos por concurso, e por isso vitalícios. Não seria surpresa imaginar que tais concursos foram viciados, de forma a simplesmente aparelhar por décadas a máquina estatal. Afinal, quem pode o mais pode o menos. Explico: quem idealizou e perpetrou o mensalão e o petrolão, nas proporções que hoje começamos a conhecer, pode muito bem realizar concursos fajutos, fornecer gabaritos antecipados ou fraudar os resultados. Há que investigar também esses concursos. O segundo ponto não é menos importante: o sindicalismo transformou-se, em grande parte, num braço petista não governamental, sustentado por rios de dinheiro e que, por obra e graça de Lula, não deve prestar contas a ninguém do que é feito com esse dinheiro. Essa é mais uma das obscenidades contábeis que tivemos de engolir, e que também pode ser revertida com vontade política e coragem. Essas são apenas duas das “bombas sistematicamente instaladas” pelo PT e seu séquito de saúvas políticas. Que o Brasil seja grande e forte para acabar com esses insetos!

Júlio Cruz Lima Neto

São Paulo

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A HERANÇA PETISTA

        

Parece que ainda não caiu a ficha da nação brasileira a propósito do “buraco negro” cavado e deixado aberto pelo governo petista, recém-afastado do poder, mas que ainda incomoda maldosamente aos algures e alhures, articulando artifícios e artimanhas perversas na tentativa de desorientar o rumo do novo governo instalado, que é, hoje, o fiel depositário das últimas esperanças do seu povo. O déficit público de mais de R$ 100 bilhões deixado por eles é um crime hediondo de lesa-pátria que não encontra nos códigos das leis brasileiras punição justa que desagrave a Nação, ou que ponha os criminosos na obrigação de ressarcirem o erário, o que seria o mínimo. E o espantoso é que a chefe desta cambada de descarados apátridas e sem qualquer pudor ainda se diz vítima de “golpe” e imerecida da parcial punição a que está submetida, embora mal punida, posto que continua vivendo à custa do povo brasileiro, com bom salário e algumas mordomias, ganhando sem trabalhar, o que mais parece um prêmio do que castigo.    A senhora em causa, além de ingrata, injusta, pérfida e malfazeja, pôs a nação brasileira num contexto de agrura e constrangimento econômico sem precedente, e, se não tivesse sido denunciada pelos seus malfeitos governamentais, estaria agora empurrando o País ladeira abaixo ao rumo do penhasco, sem que nada ou ninguém pudesse deter a descarrilada, largando a Nação ao fundo do vale, bem ao modo da desgraçada Grécia, hoje tida como a irmã faminta e pobre da Europa. E dessa desditosa herança deixada por eles o maior e mais cruel crime social é o número de desempregados – quase 11 milhões – que ora amargam o desespero da sobrevivência, cujo contingente, se somado aos membros dos seus familiares, pode beirar a cifra de 40 milhões de padecentes desesperançados. O governo ora empossado assume uma responsabilidade de descomunal envergadura, a braços com um feixe de problemas que clamam por resolução imediata, tendo como núcleo sensível o resgate da confiança pública, popular e institucional e, de sobejo, a premência de buscar dinheiro para honrar as necessidades mínimas de pagar o salário dos servidores, o que enseja a imposição de medidas impopulares de aumentar tributos, sem o que não há como resolver a emblemática equação de governabilidade. Todo brasileiro ou brasileira que de algum modo possa dar alguma contribuição ao reerguimento da conjuntura social econômica da Nação deverá fazê-lo com desprendimento e júbilo, posto que o momento é de união e congraçamento de todos, imbuídos de um único propósito: reconstruir um Brasil melhor para todos. E quanto àqueles que não se encaixam no caráter padrão da sociedade e que por vocação ou hereditariedade daninha persistem no mal agir, que se façam apartadamente conformados ao seu pequeno “mundo”, abstidos e silentes, como convém aos vencidos.

Durval Campos camposdurval@bol.com.br

Goianira (GO)

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AO TRABALHO!

Trabalhar dá um pouco de trabalho. Tanto aos sugadores das exauridas tetas da Nação – indigentes profissionais, artistas e intelectuais da esquerda chique, pelegos de diversas siglas, mamateiros em geral – quanto aos novos (nem tanto) membros do Planalto, cá do meu humilde cantinho, faço esta conclamação cidadã, ainda que ela possa soar ofensiva aos ouvidos de muitos: ao trabalho, minha gente, que o Brasil precisa sair dessa agonia!

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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O ABUSO DAS REGALIAS

Pela Constituição, parece-me que a presidente afastada teria direito a receber apenas metade de seu salário. O novo governo, entretanto, magnânimo, já que nossa situação econômico-financeira é “confortabilíssima” (sic), resolveu deixar a afastada continuar morando no Palácio da Alvorada e se deslocar com avião oficial, entre outras regalias. Vá lá! Entretanto, nós, os contribuintes, não concordamos com que o imóvel seja utilizado para outros fins que não os “estritamente residenciais” e que os aviões sirvam apenas para “deslocamentos pessoais e/ou turísticos” da afastada. O novo governo não está autorizado por nós, os contribuintes, a permitir o uso do palácio com fins políticos, como, por exemplo, servir de “QG da Resistência ao Golpe” (sic), bem como o avião oficial em viagens aéreas, nacionais ou internacionais, para “denunciar o golpe” (sic). Esperamos que o novo governo seja, minimamente, inteligente para impedir essa utilização pretendida a anunciada.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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‘SE ARREPENDIMENTO MATASSE...’

Muito boa a análise em “Se arrependimento matasse...”, na edição de 15 de maio de 2016 (página A3). De fato, soberba e orgulho derrubaram aqueles que imaginavam possuir status de deuses. Extasiados e isolados no poço de poder, Dilma e Lula acabaram se afogando no abuso da água da própria cisterna, agindo com soberba e orgulho. Aquele que ocupa ou ocupou cargo público e se arrepende dos erros perpetrados no exercício do poder deve fazer confissão pública. Isso pode não ter repercussão para fins de recuperação do status, mas poderá promover a restauração moral e política do arrependido diante da Nação e de Deus. Se Lula e Dilma aceitarem a ministração do Espírito Santo de Deus, certamente chegarão ao arrependimento. Aí poderão compreender que arrependimento não mata, pelo contrário, arrependimento liberta e salva.

 

Amilton Alvares amilton@2registro.com.br

São José dos Campos

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UMA GRANDE MENTIRA

Sou professora de Matemática. É verdade que em 2014 Dilma Rousseff foi eleita com cerca de 54 milhões de votos. Também é verdade que em 2014 havia no Brasil cerca de 142 milhões de eleitores registrados. 142 milhões - 54 milhões = 88 milhões. Portanto, é verdade que em 2014 cerca de 88 milhões de eleitores aptos não votaram em Dilma. É a velha história: somente falando a verdade (54 milhões de votos) tenta-se transmitir uma grande mentira (foi preferida pela população), esquecendo os 88 milhões que não votaram nela.

Renate Watanabe watanabe@if.usp.br

São Paulo

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IMPEACHMENT DE MICHEL TEMER

Marco Aurélio Mello libera discussão sobre impeachment de Michel Temer para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro ainda deve favores a Dilma Rousseff

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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IMPARCIALIDADE

Gostaria de acreditar na isenção do ministro do STF Marco Aurélio Mello.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A ENTREVISTA

Em relação à entrevista concedida ao “Fantástico”, domingo à noite, pelo presidente em exercício, Michel Temer, deve-se reconhecer que nada garante, é até difícil, que consiga concretizar os projetos anunciados. Será possível, por exemplo, ao término do período, ver realizado o principal legado que, como declarou, gostaria de deixar, a diminuição do angustiante índice de desemprego? Conseguirá desfazer o nó da Previdência? Deixará o cargo com alguma popularidade, que atualmente sabe não possuir, a ser gerada, como disse, a partir de um trabalho que seja útil? Impossível responder, tudo é areia movediça. Mas um fato prazeroso, há muito não presenciado, foi devolvido nesse curto espaço de tempo desde que assumiu: o de ouvir um presidente falando português corretamente, sem aleijões semânticos. Só isso já valeu a entrevista.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CADÊ AS REFORMAS?   

O Brasil é um país de dimensões continentais, com uma população estimada em 220 milhões de habitantes, afetados por problemas conjuntural, regional e setorial E que se ressente de um conjunto de reformas de altíssimo nível para poder alavancar o seu processo de desenvolvimento. Portanto, há a necessidade imperiosa de reformas no campo político, social (reforma da Previdência), agricultura e pecuária, educação, saúde, economia, habitação, segurança pública, esportes, transportes, que tenha alicerces éticos, cívicos, morais e espirituais. Pois que há uma insatisfação agravada pelo imobilismo e pela falta de reação de um modelo político-econômico-social visivelmente incapaz de dar resposta às crescentes demandas de uma sociedade carente de reformas e transformações. É imprescindível pensarmos em nosso grande destino e determo-nos em nossos imensos desafios, a fim de superá-los e o Brasil vir a ter um papel mais saliente no concerto das nações do mundo. Para tal, muito vai depender de uma reforma política feita com decência e perspectivas de horizontes maiores para este país-continente alçar voo em busca de um portentoso futuro. A hora é agora. O momento é já! 

José Benigno josebenignojournalist@hotmail.com

Caruaru (PE)

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CORAGEM NECESSÁRIA

O cenário fiscal dramático é conhecido por todos – o déficit das contas públicas certamente irá extrapolar os R$ 96 bilhões previstos – e diante dele não faltam diagnósticos. Planos de recuperação dos superávits e de pagamento da dívida pública também são traçados dia a dia, os quais tratam das reformas trabalhista e previdenciária, além dos inevitáveis aumentos na carga tributária. Politicamente, caberá ao presidente em exercício, Michel Temer, comunicar à população o quão grave é o atual cenário e, dada a excepcionalidade do momento, a urgência da adoção de medidas impopulares. A Presidência da República caiu em seu colo, legitimamente, por meio das maiores manifestações do País e do cumprimento dos artigos 85 e 86 da Constituição e da Lei 1.079/50. Se optar por governar de olho nos índices de popularidade, o mesmo erro em que incorreu sua antecessora, perderá a legitimidade para conduzir estes dois anos e meio de transição. O Brasil não precisa de populismo, precisa de coragem.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Que há a necessidade urgentíssima de uma reforma séria na Previdência, isso é fato. Entretanto, o que ocorrerá com uma pessoa que, com 50 anos ou mais, perder o emprego? Dificilmente arrumará outro. E aí? O que fazer?

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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A PREVIDÊNCIA DOS INATIVOS

O leitor sr. Jair Nisio (16/5, A3) citou que os aposentados do INPS sempre perdem, enquanto os servidores públicos aposentados só ganham. Gostaria de esclarece que o INSS – como manda a Constituição, dá aumento anual. Irrisório, mas dá, e talvez o sr. Jair não tenha conhecimento   da situação calamitosa em se encontram os inativos do Estado mais rico da União. Embora conste do artigo 7 da Emenda Constitucional n.º 41 de 19/12/2003, artigo 3, que serão estendidos aos aposentados qualquer  benefício ou vantagem concedida aos  servidores em atividade, não sei se a Secretaria da Fazenda ou o governo se esqueceram completamente do artigo 3 ou se simplesmente o ignoraram, e, com isso, há anos os inativos não têm um mínimo de aumento.

Roselys Almeida roselys2009@gmail.com

São Paulo

  

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O BRASIL PRECISA SABER

Neste momento de mudança de governo, o Brasil quer e precisa saber: qual na verdade é o tamanho do déficit publico, visto que há números para todos os gostos? Como serão fechadas as contas do ano fiscal de 2016 e qual o esforço que será exigido da população em termos de aumento, ainda que temporário, da carga tributária? Qual a real proposta para a reforma da Previdência Social, considerando os comentários sobre seu déficit crônico e que poderá comprometer ainda mais as contas públicas, dado o envelhecimento da população? Por que não há espaço para a queda da taxa Selic, considerando a recessão do momento? A queda da taxa Selic poderia atenuar o gasto público total. Como será feito o desmonte do monumental aparelhamento do Estado, visto que o número de cargos de confiança parece, para toda a sociedade, absurdo e configura um altíssimo custo sem compensação? Como poderá ser melhorada a governança, principalmente de ministérios como o da Saúde, que se tornou um verdadeiro descalabro? Enfim, se o governo Temer der essas e outras respostas, com clareza tenho certeza de que estará fazendo o Brasil “subir a íngreme ladeira em que foi atirado”.

José J. Rosa jose.rosa1945@hotmail.com

São Paulo 

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REFORMA POLÍTICA

Excelente o artigo do professor José Augusto Guilhon de Albuquerque (14/5, A2) chamando mais uma vez a atenção para a inviabilidade de nosso atual sistema eleitoral. Três medidas simples podem melhorar a situação, enquanto se discute o semipresidencialismo francês, que ele propõe, o voto distrital misto e as outras alternativas: separação dos poderes, essencial no presidencialismo (quem se elege para o Legislativo só pode assumir cargo no Executivo se renunciar ao mandato), cláusula de barreira para a representação no Legislativo e para acesso ao Fundo Partidário, e fim das coligações nas eleições proporcionais.

Mario Ernesto Humberg pnbe@pnbe.org.br

São Paulo

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CULTURA E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O cantor e compositor Caetano Veloso mente e defende seus próprios interesses ao criticar a fusão do Ministério da Cultura ao da Educação. A Lei Rouanet, durante os 13 anos da esquerda petista no poder, apoiava os grandes nomes da música popular brasileira, nomes que não precisavam de apoio e que deveriam viver como na iniciativa privada: como empreendedores. Os verdadeiros criadores da cultura estavam anônimos e não recebiam um tostão do governo; viviam e vivem de seus próprios méritos. Músicos instrumentistas, que são o alicerce da música clássica e popular, vivem na penúria, exceto uma minoria que vive das esmolas dos grandes nomes. É necessária a democratização da cultura e estímulo à ascensão da base cultural anônima, que enriquecerá suas criações pela diversidade cultural que existe do Oiapoque ao Chuí. É necessária a reforma da Ordem dos Músicos do Brasil, que virou cabide de empregos desde os tempos da ditadura militar; são necessárias as reformas das bibliotecas públicas, dos museus imperiais e históricos, dos centros históricos das cidades, que sucumbiram ao mau gosto dos arquitetos modernizando os prédios dos tempos da monarquia. A conexão da educação com a cultura é necessária na medida em que o conhecimento de História, de musicologia dentre outras áreas da educação são essenciais para indicar os critérios das reformas culturais que se fazem prementes. Não há necessidade de um ministério para cumprir tarefas de importância cultural, basta a presença de uma secretaria que se disponha a realizar tarefas técnicas profissionais sob a orientação de cidadãos cultos, no mínimo com mestrado e/ou doutorado, que possam orientar o governo e indicar as prioridades e critérios para uma área que ficou anos sob a responsabilidade de apedeutas.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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AINDA A TESE DO ‘GOLPE’

Alguns políticos, intelectuais e artistas presumem saber mais que o Tribunal de Contas da União (TCU), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, e insistem em dizer ter havido um “golpe” no Brasil, por motivos ideológicos e/ou econômicos e/ou políticos. É um desserviço para o Brasil, aqui e lá fora, da mesma forma que a afastada, enfadonha e repetitiva o faz. Inflamam os movimentos que sustentaram, mesmo sabendo que a sociedade os repele, e agora, mais do que nunca, necessitamos de ordem para o progresso. Lamentável.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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CAUBY PEIXOTO 1931-2016

Inesquecível. Cauby Peixoto, 85, morreu. Ele foi a sonoridade que ficou na memória da transição do silêncio da tribo dos karipuna, no vale do Rio Uaçá, Oiapoque, Amapá, para o boca-de-ferro da pequena e pesqueira cidade de Vigia, Pará. Do alto-falante do cinema local, a voz sedutora irradiava ternura: “Conceição, eu me lembro muito bem, vivia no morro a sonhar com coisas que o morro não tem (...)”. Vozeirão. Emoção. Eternamente, Cauby.

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém 

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O QUE NOS RESTA

Deus levou para perto de si Cauby Peixoto. Está em boa companhia. Cantor espetacular. Voz maravilhosa, figura humana agradável e respeitada. Restam-nos a alegria e o prazer de ainda termos entre nós dois artistas da expressão e qualidade vocal de Cauby Peixoto: os dois Agnaldos, o Timóteo e o Rayol.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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INCOMPARÁVEL

Ninguém chamava Conceição como Cauby Peixoto, eu me lembro muito bem... Nos primeiros acordes, todas as Conceições do mundo corriam para a janela, e nós, encantados, aumentávamos o volume do rádio.  Irresistivelmente atraente, inesquecível!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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GLAMOUR

A morte de Cauby Peixoto é a perda do glamour, tão raro no Brasil hoje. Artistas totalmente sem charme, ao se envolverem com a política nacional, viram “fubá” e perdem o charme e o glamour. Perder Cauby, para nós, equivale aos americanos perderem seu Frank Sinatra.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo 

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PANELINHA DA MPB

Acompanhando as notícias sobre a morte do cantor Cauby Peixoto e vendo o velório do artista, fico convicto de que a MPB é uma panelinha, um clube fechado ou ainda uma categoria que se divide em castas. Não vi uma declaração ou presença dos artistas contemporâneas e muito menos dos já tradicionais músicos da classe média brasileira, como Chico Buarque, Djavan, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, para mencionar os que me vêm à cabeça, sobre a morte de Cauby. Constrangedor e deselegante, no mínimo. Tudo certo e combinado, afinal Cauby não fazia parte do clube dos “artistas-cabeça” da MPB. Sorte dele e azar deles.

Angelo Raposo angelo.raposo@uol.com.br

Rio de Janeiro

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POR DISCORDAR DO IMPEACHMENT

O físico Luiz Pinguelli Rosa, após o impeachment de Dilma Rousseff, pediu seu desligamento do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Até que enfim uma boa notícia para o meio ambiente brasileiro. É preciso fazer valer, agora, no novo governo, a democracia plena e se basear nas próximas indicações (para assuntos de opiniões técnicas), na Constituição federal (artigo V inciso XIII). Chega de políticos eméritos de variadas áreas científicas e culturais (em cargos do governo), que assinaram o protocolo de Kyoto e em nada, ou muito pouco, contribuíram para a preservação do meio ambiente. 

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O físico Luiz Pinguelli Rosa com certeza não está atento às “mudanças climáticas” que vêm ocorrendo ultimamente na política brasileira. Portanto, muito natural ter se desligado do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. 

Luiz H. Freire Cesar Pestana luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

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