Fórum dos Leitores

PREVIDÊNCIA SOCIAL

O Estado de S.Paulo

21 Maio 2016 | 03h00

Reforma saneadora

O presidente em exercício, Michel Temer, quer de sindicatos sugestões para alterações na Previdência Social. Para isso foi criado um grupo de trabalho que terá 30 dias para apresentar propostas. Tempo perdido, pois os representantes das entidades sindicais já têm na ponta da língua a sua reivindicação: a manutenção das regras atuais, que estão levando a Previdência à falência. O interesse mesquinho e eleitoreiro dos parlamentares é o principal entrave ao saneamento da Previdência e a idade mínima tem sido o ponto de apoio para essa demagogia. Portanto, o novo governo não pode titubear, tem de agir com rapidez, clareza, determinação e firmeza. Se governos anteriores dessa forma tivessem agido, a idade mínima já estaria em vigor há tempos. Nesse curto espaço de 30 dias para sugestões, o déficit previdenciário crescerá alguns milhões, pois o trabalhador, na dúvida, e que ainda tem muito a contribuir, vai engrossar as filas do INSS para a contagem de tempo e se aposentar precocemente. O que mais se tem ouvido nas ruas nos últimos anos, sempre que se toca nesse assunto polêmico, é que “os homens vão mexer na aposentadoria”, e a debandada é geral para garantir os direitos adquiridos. Espero que desta vez “os homens” realmente “mexam”, equipe competente para isso foi constituída.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Factoide nefasto

A reforma da Previdência Social é o primeiro factoide do governo Temer. Lutamos muito e participamos de todos os protestos contra o governo do PT/Dilma Rousseff, que usurpou os cofres públicos e merecia o afastamento. Então, não venham agora o sr. Michel Temer e asseclas intentar contra os trabalhadores com proposta vergonhosa de nova reforma previdenciária, para prejudicar mais uma vez esses cidadãos já tão sofridos. O rombo bilionário no caixa do governo federal não se resolverá com essa proposta nefasta. Esse governo deveria, sim, reavaliar a desoneração da folha de salários concedida às grandes empresas antes de propor o aumento no tempo de contribuição dos humildes. Não é plausível propor alteração na Previdência sem antes verificar com profundidade onde se dá, exatamente, a sangria. A propósito, nada se fala da aposentadoria dos parlamentares e governadores, que mesmo nesta intensa crise continuam morando em palácios, sustentados pelos trabalhadores, que, de tanto trabalharem, muitos deles morrem sem sequer se aposentar.

ANTONIO F. DOURADO FILHO

aferreirad@terra.com.br

São Paulo

Arrocho nos velhinhos

O aposentado têm sido prejudicado, desde longo tempo, com reajustes menores do que a inflação. É, no mínimo, indecoroso sequer cogitar de alterar o valor que eles recebem. Não podem pagar por rombos governamentais, que, certamente, nenhum deles cometeu. Eles não têm a quem apelar, nem como arrumar um novo emprego, idosos que são. Busquem outras saídas. Taxem as igrejas, diminuam o número e o valor das mordomias. Caso contrário, muito em breve a maioria dos idosos não terá dinheiro nem para remédio.

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Idade mínima

Acho curioso o ministro Henrique Meirelles dizer que a idade mínima de 65 anos para se aposentar “aparentemente” deve ser a norma adotada no Brasil. Acontece que neste nosso país a realidade é bem diferente: não existe mercado de trabalho para quem tem mais de 50 anos, ou seja, a pessoa de idade vai ter de pagar a Previdência sem ter emprego, provavelmente vivendo de bicos, ou tentar entrar em algum concurso público até conseguir se aposentar. As “nossas excelências” realmente parece que vivem em outro país.

MARCELO L. Z. BERNABE

zbernabe@hotmail.com

São Paulo

Má solução

Pode ser má solução a alteração na Previdência só para quem entra, conforme afirmou o ministro Meirelles, porém é o que tem para hoje. Será que ele aceita alteração em seus próprios direitos adquiridos? Não foram os empregados que fizeram o rombo e ele sabe disso. Há aposentadorias de funcionalismo (integral e com atualização conforme a ativa), Judiciário e militares integrais (com extensão às filhas solteiras, que não querem casar), desonerações e concessões, fraudes... Por que seriam os empregados do setor privado castigados?

M. MENDES DE BRITO

voni.brito@gmail.com

Bertioga

Acabar com privilégios

Mexer nas aposentadorias do INSS para resolver o buraco das contas públicas? Ora, se a Constituição federal diz que todos são iguais perante a lei, por que as leis que estipulam os valores das aposentadorias dos servidores públicos e dos políticos não são as mesmas e se igualam às do INSS, em que o tributo é pago sobre os salários, mas a renda é limitada? Problema resolvido.

MÁRIO A. DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

Centenária sem pensão

Ao completar 104 anos, em 4/5, a aposentada Maria Isabel Queiroz ganhou um “presente” do INSS: sua pensão de um salário mínimo deixou de ser creditada. Mesmo assim, ela reuniu os filhos e os netos, vindos de São Paulo, Recife e até de Paris, para cortar um bolo com as inevitáveis velinhas. Segundo os zelosos funcionários da agência em Pesqueira (PE), onde a idosa deu entrada no pedido de aposentadoria por idade ao completar 70 anos, em 4/5/1982, foi detectado um erro em sua documentação. Ela fez 70 anos no dia 4, mas começou a receber o benefício a partir de 1.º/5. Explicou-se que na época se exigia a comprovação apenas do ano e do mês de nascimento, posteriormente a norma foi alterada. O servidor que notou a diferença se apressou em determinar a suspensão do pagamento. Questionado por familiares, concordou em consultar instâncias superiores. Enquanto isso, o pagamento fica suspenso.

FLÁVIO TINÉ

flavio.tine@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Alô, STF

Alguém aí pode mandar o Bessias levar o processo contra o Lula para o juiz Moro, por gentileza?

ANSELMO C. FIORINI

anselmofiorini@gmail.com

São Paulo

‘Louco como uma cabra’

Nicolás Maduro está fazendo uma grande manobra militar na Venezuela, alegando temer iminente invasão estrangeira. Devem ser os petistas ameaçados pela Justiça no Brasil...

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

A REPRISE

 

Será que se esqueceram e mudar o filme? O ministro das Relações Exteriores, José Serra, concede um passaporte diplomático para o pastor Samuel Ferreira, que é investigado na Operação Lava Jato. O novo líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE), é réu em três processos e também investigado na Lava Jato. Baleia Rossi (SP) é o novo líder do PMDB na Câmara, investigado na Operação Alba Branca, que apura a corrução na compra da merenda escolar em São Paulo. O atual presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), é mais sujo do que pau de galinheiro. E o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por sua vez, continua tramando nos bastidores da política nacional para se livrar da cassação. Pelo andar da carruagem, estaremos assistindo a um filme que já conhecemos bastante. Será que esgotou o estoque de pessoas decentes e ilibadas neste país?

 

Luiz Fernando Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo

 

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TIRO NO PÉ

 

O entusiasmo que a chegada de Michel Temer à Presidência da República trouxe para a maioria dos brasileiros precisa ser mantido através de atitudes firmes, coerentes, honestas e desprovidas de vieses que reportem a tudo o que se criticava no governo petista. Ora, dar passaporte diplomático a um pastor evangélico sob investigação na Operação Lava Jato – e também à sua esposa –, logo após adotar uma nova política externa à frente do Ministério das Relações Exteriores, foi um tiro no pé que acertou não apenas o próprio ministro José Serra, mas também o ideário de mudança que este novo governo propõe. Se é para ser diferente e fazer melhor do que Lula e Dilma Rousseff, não há espaço para esse tipo de atitude. Por favor, ministro Serra, não dê munição ao PT.

 

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

 

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PRINCÍPIO DA MORALIDADE

 

Sobre a concessão de passaporte diplomático ao pastor da Assembleia de Deus, suspeito de envolvimento na Lava Jato e doador de campanha de José Serra, pode-se afirmar que o Itamaraty deve servir ao País, não ao ministro.

 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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HERANÇA MALDITA

 

Nunca na história deste país o termo herança maldita pode ser tão bem empregado a um governo como a da querida Dilma. A princípio, Temer estima em R$ 150 bilhões o rombo das contas de 2016, uma barbaridade imoral e irresponsável desta senhora e de sua pífia equipe de planejamento. Parece ilusão, um país com moeda forte, líder mundial na produção de carne e grãos, rico em petróleo, chamado outrora de “a bola da vez”, hoje amarga uma situação de lamúria dado ao caos deixado pelos aloprados. Temer vai ter muito trabalho pela frente...

 

Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo

 

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UMA SEMANA

 

Uma semana de nova administração e o mesmo continua o mesmo: o PT não vai apoiar candidatos que votaram a favor do impeachment (sorte dos candidatos), mas Lula vai correr atrás de senadores que fizeram o mesmo, para tentar reverter esses votos e salvar a cria. Essas contradições são a marca de um partido fisiológico, cujo único objetivo é o poder absoluto. Ao lado dessas notícias temos outras nada “elevantes”: Waldir Maranhão, o “Corcunda de Notre Dame Dilma”, bate o pé e não sai da presidência da Câmara, estimulando a rebeldia do baixo clero e isso é dito e redito, pois, nos alto clero, o marasmo e as indefinições se arrastam; quando pensamos em sanear a máquina pública eliminando o excessivo número de partidos políticos, lá vem o Tribunal Regional Eleitoral paulista criar mais um, o Partido Nacional Corintiano. Tá de brincadeira? Geddel Vieira Lima passou a bola para Andrés Sanches, amigo de Lula, e este está a tentar viabilizar a volta do “apedeuta” e, ainda por cima, arrecadar com o Fundo Partidário? Chamem Pedro Álvares Cabral de volta, urgentemente!

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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OS ERROS DO GOVERNO TEMER

 

O governo interino de Michel Temer está começando mal. Senão, vejamos: 1) formou um novo ministério contemplando nomes de políticos e de pessoas íntegras, porém maculando esse grupo com políticos suspeitos de corrupção na Lava Jato, e rejeitando a participação de mulheres e negros; contemplando com quatro ministérios políticos herdeiros de velhas linhagens de caciques políticos do Norte, do Nordeste e do Rio de Janeiro, (Barbalho, Sarneys, Picciani, etc.), repetindo a velha política dos coronéis na prática do nepotismo e da dinastia política. 2) Pretende cortar apenas 4 mil cargos comissionados no Executivo Federal, embora haja ali um universo de 107 mil empregos  preenchidos por afinidades político-ideológicas (partidárias) e pessoais; entretanto, deixou de cobrar de seus colegas políticos, no Congresso, o corte de cargos e regalias  na gordurosa máquina legislativa. 3) Anunciou apenas três reformas, a previdenciária, a tributária e a trabalhista, mas  nada  anunciou sobre  a  reforma política, por plebiscito, reivindicada pelo povão, matéria-prima da democracia, para expulsar os vendilhões do templo democrático e  moralizar o nosso corrompido sistema político, eleitoral partidário.

 

José Lopes Filho contato@mpmpl.org

Juiz de Fora (MG)

 

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REALIDADE QUE NÃO PERDOA

 

Neste desastre de fazer política do PT, o impeachment de Dilma Rousseff é apenas um detalhe... O resultado da farsa petista no comando deste país consta de uma pesquisa feita em 2015, que o PT tentou esconder não somente da sociedade brasileira, mas também de alguns membros da Executiva Nacional, e que veio a público graças ao “Estadão”. A pesquisa foi desenvolvida pela Fundação Perseu Abramo, entidade criada pelo próprio PT, que entrevistou somente eleitores que votaram em Dilma em 2014, que, decepcionados, consideram o PT um partido fracassado, quebrado, desmoralizado, corrupto e traidor. A classificação está à altura de um demagogo chefe do quadrilhão como Lula, que jamais assumiu seus erros e vive culpando sempre a elite, a oposição e a imprensa. Mas a realidade não perdoa! E o antes fiel eleitor petista não acredita mais neste partido literalmente golpista e corrupto.    

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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COM A FACA NOS DENTES

 

Os impérios nascem, se desenvolvem e, pela espada do oponente ou pelos seus próprios erros, morrem. Só Deus é infinito. Mas os petistas não absorveram esse ensinamento e, diante da fragorosa derrota imposta pelo povo nas ruas, pela Câmara federal e pelo Senado, prometeram, se o impeachment se concretizar, não dar trégua ao governo e fazer uma oposição de sangue nos olhos e faca nos dentes. Na sessão de segunda-feira, dia 16/5, no Senado, o senador Jorge Viana (PT-AC) foi tão contundente ao atacar o neófito governo de Michel Temer que provocou reação enérgica do moderado, educadíssimo e calmo senador Garibaldi Alves. A tarefa de Temer e sua equipe lembra as peripécias do ator Tom Cruise no filme “Missão Impossível”, mas que, para o presidente que objetiva o bem do Brasil, há de chegar a bom termo. É incrível como os petistas, principalmente a tropa de choque raivosa, não quer enxergar o estrago que fizeram no País e tentam se acomodar numa inocência que não se sustenta à mais suave lufada de verdade. O que fizeram com a Petrobrás, a Eletrobrás, os fundos de pensão das estatais. Onde foram parar os quase 11 milhões de empregos dos nossos chefes de família? Os petistas, como bons brasileiros, deveriam torcer para o  sucesso de Temer, pois poderiam disputar a Presidência em 2018 num país com outra saúde política e econômica.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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DILMA TERÁ DE SE EXPLICAR

 

É muito bom que Dilma Rousseff se explique ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o uso do termo golpe que vive espalhando num mantra hipnótico pelos sete ventos. Isso só denigre a imagem do Brasil junto ao mundo, o que é injusto e até desonesto. De fato, não se pode aceitar que dona Dilma prossiga nesta lenga-lenga, já que continua a viver no Palácio da Alvorada com todas as mordomias, à custa do povo brasileiro, e Temer, como presidente interino, no palácio do vice, o Jaburu. A versão do golpe parece muito incoerente e não fecha. Imagine se Dilma tivesse realmente sido vítima de um golpe! Jamais poderia permanecer como “presidente afastada” por 180 dias morando no palácio onde, no caso de golpe, estaria vivendo o presidente golpista. Da mesma forma, não seriam usadas as expressões “afastada” nem “interino”. Ela não poderia ser mais chamada de “presidenta” e Temer seria o “presidento” definitivo, e ponto. Que se saiba, fosse um golpe, o enredo teria de ser completo, sem furos. E Dilma teria sido chutada para Porto Alegre para abrir uma nova lojinha de R$ 1,99, sem apelação e muito menos com direito a novo julgamento daqui a até seis meses. Ora essa! Que inventem outra história, porque essa não está colando nem na Venezuela. 

 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

 

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PROMESSA DE LULA

 

Os prometidos protestos contra o impeachment estão realmente infernizando a vida dos cidadãos trabalhadores das principais capitais do Brasil. Foi uma promessa do ex-presidente Lula. O que esperam os desocupados e jovens desinformados que vão à rua, bloqueando ruas, avenidas e rodovias? Aparecer na mídia, irritar o cidadão trabalhador que tem seu trajeto impedido muitas vezes com prejuízo financeiro por impedimento de ir a uma entrevista, deixar de concluir uma negociação importante quando não perder o dia de trabalho? Uma coisa é certa: aqueles que são prejudicados por estes movimentos guardarão as siglas dos movimentos envolvidos e darão a resposta nas próximas eleições. Esquecem os partidos e movimentos envolvidos que este ano teremos eleições municipais, quando então os discursos e atitudes destes participantes dos prometidos protestos virão pedir votos da população. Nesta oportunidade virá o acerto de contas. 

 

Miguel Gross mgross509@gmail.com

São Paulo

 

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VISÃO TORPE

 

Em cinco anos, 18 Estados e o Distrito Federal perderam quase 24 mil leitos no SUS, e, no entanto, em Cannes, artistas brasileiros do filme “Aquarius”, junto ao diretor Kléber Mendonça Filho, os atores Humberto Carrão, Maeve Jinkings e outros, protestaram com cartazes contra o afastamento da presidente Dilma, mostrando ao mundo suposto “golpe” na nossa democracia. Saíram em defesa da mesma presidente que, pela péssima administração, foi a causa dos 24 mil leitos a menos no País. É o tal negócio: fazem a defesa por uma ideologia burra, canhestra, mas que não passa do próprio umbigo. É muito difícil ter a grandeza, olhar além de seus próprios egos e lutar pelos menos favorecidos. Vergonha!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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O GOLPE

 

Os artistas petistas que fizeram “mimimi” contra o governo brasileiro em pleno festival de Cannes têm muito que reclamar mesmo. As provas vão aparecendo: o até ontem desconhecido Kleber Mendonça Filho, diretor do filme “Aquarius”, líder do protesto contra o “golpe”, além de beneficiário da Lei do Audiovisual, tem um cargo que depende de nomeação federal. É coordenador do Cinema da Casa do Museu, vinculada à Fundação Joaquim Nabuco, no Recife. O presidente desta fundação é o responsável por sua nomeação, que, com o “golpe”, foi invalidada. Kleber perdeu seu cargo e foi se manifestar contra o golpe que sofreu no seu bolso. Faz sentido!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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OLHOS NO FUTURO

 

Sem pretensão de avalizar o governo Temer, já que começa não muito diferente dos anteriores, temos de ficar preocupados com estes protestos de artistas, alegando golpe, quando sabemos que ocorreu o que era previsto na Constituição, para punir erros de presidentes despreparados. Contudo, estes protestos dão-nos a impressão de que perderam ou temem perder “boquinhas”, ou são realmente ignorantes que continuam repetindo o único discurso que ouviram e entendem. Reclamem e protestem contra o estado da saúde, da educação, da segurança e da inflação, que afetarão, sem dúvidas, os seus espetáculos, que dependem, principalmente, de plateias bem formadas, saudáveis, seguras e com dinheiro para comprar entradas. Olhem para o futuro, e não para os lados, “artistas”.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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REGINA DUARTE

 

Entre os talentosos e famosos, a atriz Regina Duarte parece ser a antípoda de Pelé. Este, magistral, raramente acerta em suas previsões. Já a atriz, nas eleições de Lula, revelou que sentia medo. Hoje, vemos que plenamente justificável. Agora, tem a coragem de dizer que a nossa “intelligentisia” está equivocada ao protestar contra a extinção do Ministério da Cultura, quando prioridades se impõem, e apoiar o governo de transição e salvação nacional de Michel Temer.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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‘DIÁLOGO COM A TESOURA’

 

Gosto dos artigos do jornalista Fernando Gabeira. No de ontem (“Diálogo com a tesoura”), ele cita um saxofonista que criou uma comunidade na Praia do Jacaré. Não explicou se houve verba do Ministério da Cultura ou não. Acho essa informação importante, pois seria diferente comparar doação de milhões do Minc para fazer um filme sobre José Dirceu ou ter financiado este saxofonista. O que entendi é que o povo, mesmo sem verbas, faz mais pela cultura e desenvolvimento que os que “mamam” nas verbas do Minc. 

 

Rubens Sousa Pinto rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

 

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O QUE É ISSO, GABEIRA?

 

Louvável a tentativa de Gabeira de defender o indefensável (20/5, A2). Estou falando de cultura, meio natural de expressão social de muitos brasileiros que, ao se verem de frente com as paredes da vida, percebem as dificuldades daqueles sem escadas para superá-las, daí advindo as desilusões. Felizes daqueles que nascem e são educados por governos que lhes possibilitam, em todos os níveis e lugares, conservatórios para desenvolverem aptidões sobre cordas, vozes, sopro ou percussão e que ao findarem seus períodos de graduações, sentem-se preparados para a vida. Recursos para essa formação? Tributos, tributos de toda a sociedade que servem na manutenção de museus, bibliotecas e seus acervos, providos com os melhores profissionais e ricas obras, isentas de traças e mofo. Tributos que são destinados às mais diferentes escolas de cinema, danças clássicas, na formação de pintores, escultores, atores, refletindo, enfim, a criatividade e independência do seu povo, identificados e compromissados com o bom, não com o banal, capazes de representar dignamente sua gente nos diferentes lugares deste mundo maravilhoso, sem ideologismos baratos e vergonhosos. Percebam que estou falando da elite dirigente, de gente séria, comprometida com a elevação e formação do próximo, do cidadão. Não, não estou falando do Brasil, infelizmente. Estou falando de uma Rússia e sua escola de pianistas, de dança; de uma França, EUA e Reino Unido, maiores detentores de Prêmios Nobel de Literatura; da Itália, Espanha e novamente da França, detentores do maior número de prêmios Oscar de filme estrangeiro; da França com seu fantástico Louvre, de um British Museum (UK), ou dos EUA com seu Metropolitan; da Alemanha, Austrália e novamente EUA, classificados pela Unesco com os maiores patrimônios culturais. Detalhe: sabe o que esses países têm em comum? Nenhum tem Ministério da Cultura. Essa área é apêndice nesses governos. Duro ler no artigo de ontem, “Dialogo com a Tesoura” (A2), Gabeira exaltar um saxofonista que sobre um bote conseguiu, com o tempo, aglutinar gente e comércio interessados em lazer. Teria ele recebido auxílio do governo para tal bote ou instrumento? Não acredito. Esse auxílio, que serve a poucos, com certeza, Gabeira encontrará facilmente nos moradores da orla carioca ou dos jardins paulistanos, ilustres e insaciáveis produtores de cinema e teatro. Que bom se música, escultura, pintura, literatura, entre outras áreas culturais pudessem desfrutar disso. Sonho. Sr. Gabeira, leia, à página A5 desta mesma edição do “Estadão”, resultado financeiro mencionado pelo atual ministro da Educação, que encontrou um rombo de R$ 1.580 bilhão como restos a pagar deixados pelo governo afastado, que, somados aos R$ 236 milhões de dívidas vencidas na área da Cultura, totalizam um rombo de R$ 1.816 bilhão. Na época dos militares, Gabeira e sua gente divisariam quantas casas populares seriam possíveis de construção com essa grana. Entendo o seu desencanto com o fim deste ministério, existente até então para atender pessoas privilegiadas, ou grupos assemelhados a sindicatos, na disputa da farinha. O País precisa ser emancipado, mas, infelizmente, acaso Gabeira sabe quando chegaremos ao nível dos países acima citados? Nunca, pois isso é o que a esquerda de Gabeira nos legou. 

 

Adilson Mencarini adilsonmencarini@uol.com.br

Guarulhos

 

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SOBRE CULTURA

 

O governo que se inicia transformou o Ministério da Cultura em Secretaria. O mundo dito cultural (predominantemente eixo São Paulo-Rio) deu o grito. Ironicamente, alguns o fizeram sobre um tapete vermelho de Cannes, em caras roupas de gala. Acontece que nossa realidade cultural (comportamento, crenças, valores espirituais e morais) não é representada por essa elite – alguns com propriedades no exterior – que se acostumou a buscar verbas públicas para financiar suas criações. A autorização para captação de Imposto de Renda não passa de levantamento de recurso no próprio meio artístico, desviando-o de aplicações mais criteriosas e necessárias. Nem por isso o ingresso para esses espetáculos ficou acessível ao povo, com raríssimas exceções. Foi-se o tempo dos Circuitos Universitários dos anos 70 que avalancaram nomes da música brasileira. E vale repetir: não os vi protestando pelo desemprego e o consequente desastre nas finanças familiares. Há muita hipocrisia nesse dito mundo cultural. Fecho meu comentário com o exemplo de Fernando Gabeira, no artigo “Diálogo com a tesoura”, “Estadão” (20/5, A2), sobre o saxofonista da Praia do Jacaré, na Paraíba, que incrementou uma comunidade de negócios turísticos tocando todas as tardes o Bolero de Ravel. Ele teve alguma ajuda do então Ministério da Cultura?

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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CADÊ MINHA GRANA?

 

O que adianta lutar, gritar na varanda, escrever para o jornal, brigar e discutir? A mentalidade tacanha da nossa classe artística envergonha a todos aqueles que lutam por um Brasil melhor. Como disse alguém, o povo está sem saúde, educação, emprego, comida, lojas estão fechando, inflação crescendo e toda a desgraceira que a gente conhece. E vemos as atrizes patrocinadas pelo governo chorando porque agora é só Secretaria da Cultura? O governo convidou várias mulheres para participarem do governo, nenhuma aceitou. Aí vão os atores para Cannes com seus cartazinhos de “é golpe”. Que vergonha dessa gente!

 

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

 

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MAMATAS

 

Funcionava assim: artistas renomados, populares e ricos recebiam verbas do governo (dinheiro público, via Lei Rouanet) para produzirem suas atividades, ditas culturais, em troca de apoio às políticas do governo. Práticas normais no governo do PT. Acabou, e assim começaram o “esperneio” e o slogan “é golpe”. Simples assim.

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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ESPAÇO

 

O “Estadão” não deveria dar tanto espaço para Sônia Braga e Kleber Mendonça Filho (uma página inteira, C5, 19/5). Depois do ridículo protesto que fizeram no tapete vermelho de Cannes, eles perderam milhões de fãs. E o que quase ninguém sabia, agora, todos estão sabendo quais as verdadeiras razões de toda a vergonhosa “chiadeira”. Está lá, no “Diário Oficial” da União de 29 de abril de 2016, página 5. Os produtores do filme “Aquarius”, através da Lei do Audiovisual (oficialmente Lei Federal 8.685/93, que permite que o investimento seja até 100% dedutível do Importo de Renda), foram autorizados a “captar” R$ 2.904.380,00. Não satisfeitos, ainda receberam mais R$ 1 milhão do BNDES, como pode ser comprovado no site do banco. É triste, muito triste, ver que artistas consagrados venham a público defender o indefensável, enquanto milhões e milhões de brasileiros estão na miséria, sem emprego, sem educação, saúde, sem as condições mínimas para uma vida decente. Está faltando vergonha na cara de quem já se acostumou com as benesses dos cofres públicos. Como declarou a “grande dama do teatro”, Fernanda Montenegro, em sua entrevista para Roberto D’Avila: “Nós ficamos dependentes do dinheiro público”. Lamentável, triste, vergonhoso. O dinheiro público tem dono, sim. Pertence ao povo. 

 

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

 

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NÃO ESQUECER DO CAVIAR

 

Povo honrado e não comprometido com recursos públicos está feliz. Os corruptos pouco a pouco vão sendo condenados. A farra com dinheiro público está acabando. Os funcionários fantasmas e não fantasmas estão sendo demitidos. As empresas corruptoras, e as não corruptoras, já sabem que o Brasil mudou. Os artistas petistas vão poder viver calmamente em Nova York, podem visitar a coroa, ainda enxuta, que estará em Cannes até domingo, junto com a grana do povo que rolou solta em seus cofrinhos. Os negócios pouco a pouco estão saindo da toca. Agora temos a turma dos coxinhas, a turma da mortadela e a também a turma do caviar. Mas, e os 20 senadores que votaram contra o impedimento? Não podemos esquecer que estão trabalhando para convencer parte dos 55 que votaram a favor. E prometem cargos e a volta do boi gordo! Se os encontrar no aeroporto, indo para Nova York ou Paris, vão ver um trabalhador de verdade que trabalha e viaja muito. E bem irritado. A imprensa livre precisa repetir seus nomes. E que no fim eles façam política e protestos em Cannes, mas não se esqueçam de que caviar no “free shop” é mais barato!    

 

José Rubens Macedo Soares joserubens@federmacedoadv.com,br

São Paulo

 

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REBELIÃO MUITO SUSPEITA

 

Não vi ainda nenhum dos “artistas” que estão se rebelando pelo fato de não mais haver um ministério  exclusivo para a área da Cultura se rebelar contra o fato de uma publicação mensal como a “Revista de História”, de excelente qualidade, editada pela Biblioteca Nacional, não estar circulando há alguns meses por falta de verbas! Não vi ainda nenhum “artista” se rebelar com o descaso pelas dificuldades de manutenção do prédio da Biblioteca Nacional, esta, sim, de valor inestimável para o País! Não vi ainda nenhum “artista” se rebelar contra a situação precária de muitos museus, com risco até de se perderem obras! Diante disso, não é temerário cogitar de que tal rebelião seja motivada pelo fim do ralo fabricado com o uso irresponsável da Lei Rouanet, concedendo incentivos para filmes, peças teatrais, elaboração de biografias, exposições de arte e outros afins que, em verdade, nada contribuem para o aprimoramento intelectual de ninguém, contribuindo tão somente para que empresas patrocinadoras obtenham isenção de impostos? Para citar apenas um caso estapafúrdio, no ano de 2013 foi aprovada uma captação de recursos, no valor de R$ 25 (vinte e cinco) milhões, para a realização de dois concertos de renomado maestro, que nada havia solicitado e que foi informado do pedido apenas quando um jornal quis saber detalhes sobre o trabalho. O maestro, então, requereu o cancelamento da aprovação. Seria até cômico, se não fosse trágico!

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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MISTÉRIO DA CULTURA

 

Ministério da Cultura? Que cultura? É um mistério...

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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ENXUGAMENTO

 

Louvável medida do presidente Michel Temer e de sua equipe ao enxugar o Ministério da Cultura. Há anos tenho notado que diversos shows de cantores consagrados são custeados com verbas do Ministério da Cultura, enquanto cantores regionais, festas populares e outras expressões artísticas genuinamente brasileiras são ignorados, nunca receberam incentivos e nem sequer são reconhecidas. É inconcebível o escasso dinheiro público ser usado para patrocinar artistas, produções cinematográficas, televisivas e outras artes realizadas por artistas já milionários que nada oferecem em contrapartida, apenas alienam, distraem o povo dos problemas nacionais, enquanto nossa valorosa Polícia Federal recebe 27 vezes menos, por exemplo. Caberá aos nossos deputados, senadores e membros atuantes da sociedade cobrarem o fim da Lei Rouanet e o devido encaminhamento de todas essas verbas para a saúde, segurança e educação, pois qualquer país civilizado só investe em cultura após esses três setores básicos estarem atendendo à população.

 

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

 

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CULTURA NACIONAL

 

Enorme o berreiro dos artistas. E com razão: nessa cultura nacional, o principal é o capilé para amigos e apaniguados...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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EM DEFESA DOS BENFEITORES

 

Artistas de elite falando em golpe é engraçado. Pura demagogia! Querem manter seus amigos, seus benfeitores, eternamente no poder. Então eu lhes pergunto: quantas pessoas de classe pobre, moradoras de extremos periféricos, de rincões, de albergues, de cortiços, de favelas, têm acesso à cultura? E a culpa é de quem? É do fantasioso  golpe? É da falta de status de ministério? Ou será que os excluídos culturalmente, entre tantas outras exclusões, sempre viveram assim, mesmo quando no poder estavam os “deuses” salvadores dos pobres? 

 

Leuzza Rodrigues leuza.m@gmail.com

São Paulo 

 

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EDUCAÇÃO & CULTURA

 

A grande maioria de nossos artistas é contra a junção dos Ministérios da Educação e Cultura. Não vejo por que tanta celeuma, já que a educação e a cultura se completam. Educação e cultura têm uma estreita relação, pois uma depende da outra para coexistirem harmonicamente em prol da formação da cidadania plena. Em termos de efetividade, nada melhor que unir as duas áreas num único ministério, por óbvias razões operacionais e econômicas.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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DILMA I

 

Dilma I (ainda bem), a incorruptível, honesta, correta e inquestionável, está agora envolvida em três delações premiadas e coincidentes: de Paulo Roberto Costa, Delcídio Amaral e, mais recentemente, Marcelo Odebrecht. Denunciam o esquema que envolve a nomeação do ministro “Marcelo Ribeiro Navarro Dantas” para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), com finalidade específica de atuar no sentido de liberar os empreiteiros presos.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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AS DOAÇÕES DESAPARECERAM

 

Curiosamente, as doações das grandes empreiteiras aos partidos políticos tiveram uma queda de 92%. As empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato deixaram de ser generosas com os políticos. Como os grandes empreendimentos foram paralisados, principalmente na Petrobrás, os recursos movimentados diminuíram drasticamente. Em 2013 o PT arrecadou R$ 79 milhões. Somente o PT, PMDB e PSDB fecharam o ano de 2015 com um superávit de R$ 56,6 milhões. Em 2013 os valores declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos três principais partidos totalizou R$ 119 milhões, valor 13,8 vezes maior que em 2015. Em 2015 a União repassou R$ 811 milhões aos partidos. Mesmo assim, continua sendo um excelente negócio ser filiado a um partido político no Brasil. 

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

 

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OPERAÇÃO LAVA-FOGUETE

 

O Brasil parece ter acordado de um pesadelo, um pesadelo daqueles de assustar até os mais incrédulos. Mas, quanto maior o pesadelo, maior a sensação de felicidade que sentimos quando acordamos. Quando se está acordado, fica mais fácil de perceber a falácia ligada às falsas ideologias, como aquela amplamente apregoada pelo PT em suas propagandas. Nesse caso específico, a maior delas foi a que tentaram embutir na mente dos brasileiros quando disseram que o PT é um partido de esquerda. Grande farsa, pois um partido que nasceu na paróquia de uma Igreja Católica da cidade de Santo André (SP) e como contraponto ao comunismo das décadas de 1960 e 1970, jamais poderia ser de esquerda. Obviamente, isso seria impossível. Ou seja, o povo brasileiro foi mais uma vez ludibriado por uma falsa ideologia. Torna-se desnecessário dizer que uma mentira amplamente repetida acaba por ser considerada uma verdade. Uma falsa ideologia que prometeu inserir o Brasil no Primeiro Mundo, que prometeu distribuir terras para pessoas do meio rural, que prometeu resolver o problema da fome no mundo (um verdadeiro absurdo, pois nem aqui o problema foi adequadamente equacionado) e que, no final de seus dias, usou a falsa alegação de que ao terem direito a se endividarem com a aquisição de uma TV de LED as pessoas poderiam sentir-se verdadeiramente ricas. É muita falta de criatividade. Muitas mentiras e pouca ação. Em meus 61 anos, eu jamais havia visto nem sentido uma oportunidade tão concreta de ver meu Brasil ser digno, e o que vi foi apenas o uso de uma falsa ideologia para o enriquecimento daquilo que chamo de Câmara dos Lordes, exatamente como nos tempos antigos. A Câmara dos Comuns continua praticamente a mesma, por sinal, endividada e sem perspectivas, pois continuam todos cegos. Pessoalmente, senti a mão forte dos poderosos em minha carreira profissional. Por isso, compreendo perfeitamente as dificuldades de convivermos com o autoritarismo crônico do Brasil. Nossos coronéis ainda existem em grande número, e em posições estratégicas. Portanto, tenho plena convicção de que sua extinção será lenta e gradual, mas absolutamente necessária e essencial para que possamos realmente ser uma nação decente. Hoje, com a perspectiva de termos a chance de vivenciar novos tempos, devemos também permanecer alertas. Isso porque, se os novos Messias não agirem de acordo com a decência, já temos em nossa sociedade a chama da mobilização social, que poderá também derrubá-los. A única vantagem que consigo enxergar na atual situação é a de que o PT (enquanto ainda existe) irá fazer aquilo que sempre fez: oposição. Enquanto isso, a criação da Operação Lava Foguete poderá ser no mínimo uma boa ideia no sentido de darmos continuidade à necessária limpeza de toda a sujeira praticada pelos homens públicos e gestores de nosso país.

 

Neves Terriani Laera nlaera@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A CPI DA MERENDA ESCOLAR 

 

Obteve-se o número legal de assinaturas de deputados e, nas próximas semanas, deve ser instalada, na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Comissão Especial de Inquérito sobre a Merenda Escolar. Os parlamentares vão mirar suas investigações nas transações da cooperativa acusada de irregularidades financeiras e de origem dos produtos fornecidos ao Estado e a mais de duas dezenas de prefeituras paulistas. Deveriam, também, questionar a centralização de compras. Se todo prefeito tivesse à sua disposição a verba integral da merenda, poderia conseguir mais com esse dinheiro, fazendo-o circular na economia do próprio município através da aquisição dos gêneros no comércio local e, principalmente, dos pequenos produtores agrícolas. No dia em que o município, único ente administrativo ligado diretamente ao povo, for o responsável por todos os serviços públicos e o Estado e a União forem apenas normatizadores e fiscalizadores, o Brasil terá encontrado o seu caminho para o desenvolvimento sustentável...

         

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                          

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NUNCA ANTES EM SÃO PAULO

 

Tenho 54 anos, e não me lembro de ver tantas árvores caírem em São Paulo, como na gestão PT. Aliás, antes, pouco se ouvia este tipo de notícia. Nunca faltou chuva nem vento. Portanto, o problema tem outra causa, que não é meteorológica. Talvez seja a mesma coisa que faz com que as lixeiras de rua não sejam esvaziadas há mais de um mês. São Paulo está sem um prefeito há quase quatro anos.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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NOVA MULTA PAULISTANA

 

Como fonte adicional de recursos para nossa (inexistente) prefeitura, sugiro que sejam multados os motoristas que estacionam seus carros debaixo das árvores, pois estes podem cair quando venta, distraindo o sr. Fernando Haddad da coisa que importa no momento: sua reeleição!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

         

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CHUVA EM SÃO PAULO

 

A tragédia da chuva em São Paulo chama a atenção para a escolha errada no plantio das árvores na capital. Árvores altas com raízes mais superficiais enfrentam problemas decorrentes do concreto das calçadas e do asfalto das ruas, como também dos efeitos climáticos da chuva e do vento. O correto seria optar por árvores mais baixas e com raízes mais profundas para evitar a queda delas sobre pessoas e veículos que resultam em mortes e em enormes prejuízos para a cidade.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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SÃO PAULO DESGOVERNADA

 

A incapacidade e a ociosidade do prefeito Fernando Haddad ultrapassam os limites do bom senso. Aos paulistanos só resta a felicidade pelo término do seu mandato, que está chegando ao fim. Já vai tarde... Ou em breve teremos a cidade de São Paulo desmatada pela inoperância dos órgãos (in)competentes e da Secretaria do Verde. O que esperar do prefeito? Desde janeiro, quase 1.500 árvores caíram na cidade, causando enormes prejuízos, faltas de luz e até mortes. Será que o “alcaide” ficou sabendo disso? Tomou alguma providência para evitar reincidências? Muitas ciclovias estão destruídas pelo tempo e quase sem uso, no entanto, incomodam o comércio e as residências. Mas o número de radares aumenta sempre e multam ao exagero, enquanto a receita das multas não é utilizada na segurança e na melhoria do trânsito da cidade. O Ministério Público Estadual (MPE) vai investigar...

 

Fernando Silva lfd.dasilva@uol.com.br

São Paulo

 

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CUSTO

 

A Prefeitura de São Paulo alega que o aparelho para detectar cupins em árvores é caro. E o preço de uma vida? Fernando Haddad, vamos deixar de pintar faixas para bicicletas e investir em coisas necessárias?

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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BRASIL OLÍMPICO

 

A andança da tocha olímpica, desde a sua origem, na Grécia, e durante os 100 dias que antecedem os jogos, percorrendo todo o País continental que é o Brasil, não é tão simples quanto a princípio parece. Além da histórica simbologia que envolve os patrocinadores, o público está fortemente engajado, vibrante com a nobre tarefa. Parece simples, mas não é. Nela está embutido um aparato que abrange o povo, a polícia, a cidade por onde passa, a inocente inveja daquele que carrega a tocha por 200 metros num memorável desfile contagiando o público. O espírito olímpico é nobre e os participantes de cada país superaram rigorosos índices para ali estar o que, por si só, independe de medalha, todos são vencedores. É exemplar o espírito olímpico. Em toda modalidade, três são os destaques, mas todos são respeitados como se vencedores fossem, pois o mais importante, além de referenciar uns poucos, é o maior congraçamento entre os povos à face da Terra. Vibrei à passagem da tocha sob o meu olhar e roguei aos céus que os líderes brasileiros incorporassem o espírito olímpico, e o Brasil, de inferno, seria um paraíso.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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SANEAMENTO BÁSICO

 

A enorme vergonha que o Brasil vai passar na Olimpíada do Rio deveria servir para que o governo finalmente criasse vergonha na cara e fizesse um esforço concentrado para resolver o problema da falta de tratamento de esgoto no País. No mundo civilizado, esse problema já foi equacionado e resolvido, existe contaminação, mas nada que se compare ao mar de merda que existe no Brasil inteiro. Resolver o problema do esgoto deveria ser a principal prioridade do novo governo, isso resolveria boa parte dos problemas de saúde pública que o País enfrenta. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO

 

É de admirar que a presidente afastada, Dilma Rousseff, tenha trabalhado para manter os invasores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro dentro de seu território já reconhecido pela Justiça com sentença transitada em julgado com ordem para retirar as famílias do parque. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), fundado por D. João VI no início do século 19, mantém uma das maiores coleções de espécies vegetais do planeta, protege a franja sul do Parque Nacional da Tijuca, guarda o desenho dos jardins da época da monarquia, é um dos mais importantes patrimônios históricos, ambientais e científicos do Brasil com visibilidade nacional e internacional. A presença de famílias hostis, que favelizam parte do Jardim, produzem o lixo que entopem as canaletas de irrigação do parque e vivem a revelia da lei, não é compatível com as finalidades e serviços científicos prestados à sociedade. Esperamos que Sarney Filho, o novo ministro do Meio Ambiente, sensível aos problemas ambientais e científicos, possa dar fim a esta interminável contenda e devolva ao Brasil uma área que pertence ao povo brasileiro. A alma de Tom Jobim ficará em paz após as providências do ministro.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

 

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VIOLÊNCIA SEM FIM

 

A morte por bala de bandidos de um bebê de 1 ano dentro do carro da família em São Gonçalo, no Rio, esta semana, é emblemática da violência urbana que afeta as grandes cidades brasileiras. Urge que as autoridades federais e estaduais se unam num projeto unificado de estancamento dessa tragédia urbana de nossos dias, para evitar que ela atinja níveis incontroláveis num futuro próximo. Oremos.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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