Fórum dos Leitores

LULOBOLIVARIANISMO

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2016 | 03h00

Totalitarismo do PT

Pena que a maioria dos jovens brasileiros que tinham 5 anos de idade quando o PT assumiu o poder, e hoje têm 18, tenha perdido a oportunidade de frequentar boas escolas para aprender, com a ajuda de bons professores, a dominar a leitura. Tivessem essa habilidade desenvolvida, poderiam, lendo o editorial do Estadão O projeto totalitário do PT (22/5, A3), conhecer a verdadeira face do petismo, sua sanha avassaladora de perpetuar-se no poder a qualquer custo. A intenção maléfica de sub-repticiamente ir impondo sua ideologia contrária ao liberalismo, que caracteriza as nações desenvolvidas. Os jovens militantes da esquerda festiva que hoje protestam nas ruas contra o suposto “golpe contra a democracia” (como insistem Dilma Rousseff, Lula e seus apaniguados), por falta de educação apropriada, nem sabem o que realmente significa democracia, porque nunca a viveram. O tipo de governo que o PT nos impôs não foi senão uma ditadura disfarçada, que não nos deu direito nem à educação de qualidade, nem à saúde, nem à segurança, nem ao trabalho que propiciasse um futuro melhor ao povo. Oxalá, na era que se inicia, se dê às crianças que hoje têm 5 anos horizontes mais iluminados.

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Esse editorial deve ser repetido na primeira página, em manchete, para divulgar o projeto antidemocrático do PT. Parabéns!

ADOLPHO FONSECA

dolpho.amadio@terra.com.br

São Paulo

Confissões

O PT fez um mea-culpa (20/5, A6) por não ter conseguido aparelhar, ou seja, aniquilar as Forças Armadas (22/5 A3), a Polícia Federal e o Ministério Público. Os petistas são modestos quando citam o Itamaraty, já que o “top-top” soube esmagá-lo. Confessam, assim, que conseguiram destruir a já falha educação, pondo-a ao inteiro serviço do lulopetismo. Tal ranço comuno-bolivariano deve ser eliminado com urgência, para preservar a democracia no País. Ah, e que o censo seja restabelecido, para apurar os recordes de nascimentos – meta real do “bolsa voto”.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

É impressionante, até num mea-culpa os petistas são prepotentes, incapazes e inoportunos. Ao reconhecer que erraram em relação a diversos órgãos do Estado por não tê-los cooptado para uma política de governo, mostram muito bem o que são as cabeças pensantes desse partido.

FERNÃO DIAS DE LIMA

fernaodiaslima@gmail.com

São Paulo

Aparelhamento nazista

Obcecado com o assalto às estatais, lamenta o PT não ter repetido no Brasil a história do nazismo de 1933, quando Adolf Hitler, nomeado chanceler de Weimar, tratou, em primeiro lugar, de nomear Goering com a missão estratégica de tirar a independência da polícia de Berlim e transformá-la num instrumento do seu Partido Nacional Socialista.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Um partido como o PT jamais poderá retornar ao poder. Pretender reformar o Estado adequando a Polícia Federal, o Ministério Público e as academias militares aos seus propósitos ideológicos é o que está escrito no documento do seu diretório nacional, divulgado no dia 17, ou seja, o mesmo discurso de Hitler em Mein Kampf.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Excelência da Aman

A farândola petista é contra tudo o que dá certo. Isso fica bem claro ao discutir a tentativa de aparelhamento da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), classificada em oitavo lugar dentre as melhores do mundo na formação de oficiais. Esse centro de excelência da educação brasileira deve realmente incomodar os míopes petistas, principalmente se considerarmos que a USP, reduto desses iluminados, deixou de figurar entre as 200 melhores universidades mundiais. Brasil acima de tudo!

RAFAEL POSSIK JR.

possik@uol.com.br

Campo Grande

Golpe abortado

A reação das Forças Armadas ao documento divulgado pelo PT mostra que realmente havia um golpe em curso no País. Os petistas queriam, de fato, transformar o Brasil numa Venezuela. E pelo rombo nas contas públicas e pelo aparelhamento das nossas empresas, esse golpe foi abortado nos acréscimos do segundo tempo. Porém, apesar de toda a sujeira destes últimos anos, ao contrário da Venezuela, aqui a nossa indústria de papel higiênico não nos vai deixar na mão.

LUIZ G. TRESSOLDI SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Watergate à brasileira

Caso fique comprovado o que consta em reportagem da revista IstoÉ, ou seja, que a presidente Dilma Rousseff, por intermédio de Ricardo Berzoini, mandou agentes da Abin grampear os telefones do presidente em exercício, Michel Temer, do juiz Sergio Moro e do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, temos um escândalo das proporções do conhecido como Watergate, nos EUA, que levou à destituição do presidente Richard Nixon. Qual o limite da garantia de “foro privilegiado”? Não está claro que este a presidente afastada extrapolou, e muito? Temos ou não leis que nos garantam a privacidade? Com a palavra nossa Suprema Corte!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Fundamentalismo

É triste ver que a imprensa em geral, com a honrosa exceção do Estadão, se comporta em face do impeachment de Dilma e do governo Temer como os fundamentalistas islâmicos: só Lula é deus e Dilma, sua profetisa! A preocupação é desancar o governo Temer, parecendo esquecer que ele recebeu um País devastado pela incompetência e pela corrupção. E que para aprovar, nesse Congresso que temos, as medidas essenciais para tirar o Brasil do buraco em que o meteu o lulopetismo algumas concessões têm de ser feitas. Parece esquecer também que a equipe econômica é de primeira qualidade e que José Serra se compromete a libertar o Itamaraty do bolivarianismo e do africanismo de ocasião (para não falar de corrupção) que nos separa do Primeiro Mundo. Não só lamenta a sorte da afastada, que hoje reina no Alvorada, à nossa custa, mas também a perda das “boquinhas” de artistas e blogueiros atrelados ao PT.

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

3491esc@gmail.com

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ROMERO JUCÁ

A maioria dos políticos brasileiros sofre de um mal que quase sempre os coloca em má situação: quando não é por necessidade de holofotes, é por efeito da coceira incurável na língua. O ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), incorporado à equipe econômica do presidente interino Michel Temer, foi atacado dessa coceira na língua e teria sugerido ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma mudança no governo federal resultaria num pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos. A gravação dessa conversa ocorreu semanas antes da votação na Câmara dos Deputados que deu início ao impeachment de Dilma Rousseff. Divulgadas por um jornal paulista, as conversas de pouco mais de 1 hora já estão em poder da Procuradoria-Geral da República (PGR). O advogado de Jucá, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente jamais pensaria em interferir na Lava Jato. Se o ministro falou antes de ser nomeado e blindado, que trate de se justificar.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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AFASTAMENTO

Não sei no que vai dar a manifestação do Ministério Público Federal (MPF) a ser solicitada por Jucá. De qualquer forma, a sua atitude é compatível com a que se espera de uma pessoa que ocupa um cargo de enorme responsabilidade dentro do governo: o afastamento enquanto seguem as investigações sobre seus atos! Gostei!

Hélio A. Ferreira hafstruct@gmail.com

São Paulo

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SEM EXITAR

Presidente Temer, não existe nada pior do que um governo volúvel e irresoluto. O comando vem em primeiro lugar. Se Romero Jucá errou, não oscile e o troque. Neste momento, o mais importante é mostrar a que veio e não deixar a Nação se sentindo melindrosa.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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IMPOSSÍVEL MANTÊ-LO NO MINISTÉRIO

Fim da linha para Romero Jucá, no ministério de Michel Temer. As gravações são fortes. Guardadas as devidas proporções, são idênticas às conversas vasadas que levaram o senador Delcídio Amaral à perda do mandato. A burrada de Jucá causa enormes constrangimentos a Michel Temer e deixa feliz o reduto dilmista e do Partido dos Trabalhadores (PT). Vão tirar sarro de Jucá e de Temer na base do “eu sou você amanhã”. Temer sabe que não pode errar. Começar errando, pior ainda. As cobranças e pressões virão como bolas de neve. Explicações de Jucá apenas aumentam as dificuldades para ele e para o atual governo, que chegou ao poder exortando a austeridade. Temer não tem outra alternativa a não ser afastar Jucá do governo. Sob pena de o céu e as esperanças dos brasileiros desabarem no descrédito cada vez maior da população nos políticos e nos homens públicos.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

  

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INCONFIDÊCIA RORAIMENSE

Quem diria! Um traidor debaixo das barbas de Temer, ou um falastrão “delcidiano”?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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NÃO É UMA SENTENÇA

O ministro Romero Jucá defendeu-se das acusações relacionadas à Operação Lava Jato de forma clara e diáfana: ele dirimiu todas as dúvidas que estavam pairando no ar. Suas respostas foram suficientes para mantê-lo no cargo. A opinião da “Folha de S.Paulo” deve ser respeitada, porém, não é um veredito final nem uma sentença transitada em julgada pelo Poder Judiciário. O presidente Temer está sendo atacado por forças ocultas em menos de uma semana de governo, seu trabalho não pode ser julgado com tão pouco tempo de ação. Se se estancar a sangria com o dinheiro público decorrente da incompetência da presidente afastada Dilma Rousseff, já terá sido válido o seu processo de impeachment.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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A PALAVRA DO STF

O senador Jucá já não era nem um pouco confiável, por tudo o que já fez e suas convivências com todos os governos, mas assustador mesmo é um cara deste nível se referir ao Supremo e a seus ministros como se fossem manipuláveis. Como já houve outros crápulas se referindo a eles como “meros fantoches”, ficamos com a pulga atrás da orelha. Com a palavra, o STF. Aguardamos.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

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TEMER, O DOMINADO

“O Michel é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. Michel, vem cá, é isso, isso e isso, vai ser assim, as reformas são essas.” Essa demonstração inequívoca de dominação de Romero Jucá sobre o desencadeamento do processo de impeachment de Dilma Rousseff, sobre quem viria a ser o presidente da República interino, Michel Temer, deixa alguma dúvida sobre os interesses do PMDB em derrubar a presidente e instalar um aliado dócil em seu lugar?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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UM MINISTÉRIO DE ‘NOTÁVEIS’ BANDIDOS

O Brasil cansou de corruptos. Não interessa se são da quadrilha anterior ou da atual. Será que num país com uma classe política tão grande não se encontre alguém que não seja corrupto? Que seja honesto, que seja capaz, que não tenha rabo preso e que não faça parte de quadrilhas, para que possa assumir o governo com total independência? Até quando teremos de encarar uma decepção atrás da outra? A verdade é que o senhor Michel Temer, em apenas 11 dias no comando do governo, já mostrou sua insegurança e comprometimento com o que há de mais podre no País, e uma covardia que não condiz com o cargo de chefe de Estado. Senhor Temer, respeite os brasileiros que foram às ruas e derrubaram um governo corrupto. O que se pediu foi a troca de governo, não a troca das moscas. O senhor não entendeu? 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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NOVO GOVERNO

Adaptando frase  de Chico Xavier, pode-se dizer que, “infelizmente, não é possível voltar e mudar o passado, mas é perfeitamente viável mudar para melhor e fazer um novo fim”. Essa é a tarefa do novo governo.

Julio Walder julio.walder@gmail.com

Santos

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FORO PRIVILEGIADO

A matéria de primeira página da “Folha” de ontem, que acusa o ministro Jucá de querer deter a Lava Jato, colocando mais dificuldades ao presidente em exercício e, obviamente, buscando enfraquecer o impeachment, suscita reflexões. O texto publicado denota a preocupação dos dois participantes da conversa gravada com o clima de suspeição sobre grande número de políticos e a demora em resolver e liberar os inocentes. A Lava Jato é a maior esperança para reduzir a impunidade e dar novos rumos ao País. Infelizmente, a operação tem limites de atuação pelo foro privilegiado de políticos e governantes. Pelo poder institucional que têm, esses suspeitos podem ser os maiores beneficiários e principais articuladores de muitos dos crimes cometidos, e a demora lhes interessa. No caso atual, pela excepcionalidade, notoriedade, gravidade e extensão, algum dispositivo legal deveria ser criado para agilizar o processo relativizando o foro privilegiado. Como vimos em casos recentes, basta o Supremo Tribunal Federal (STF) encontrar a interpretação adequada da Constituição para autorizar a Lava Jato a tratar os casos correspondentes e iniciar a recuperação mais rápida do já combalido País. 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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O ROTO FALANDO DO ESFARRAPADO

O senador do PDT (RR) Telmário Mota ameaça entrar com representação contra Romero Jucá e este retruca em alto e bom som que Telmário deveria entregar a mulher dele, que está foragida desde que foi condenada a seis anos de reclusão depois de sua terceira legislatura na Assembleia Legislativa de Roraima. Acusada e condenada por desvio de recursos relativos a convênios. Repito: a médica Susete Mota foi condenada por desviar recursos de convênios, e Telmário se levanta como o exemplo de paladino? Vá se catar, Telmário!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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EM DEFESA DA OPERAÇÃO

Cristãos novos defendendo a Lava Jato...!

 

Rubens Tarcísio da Luz Stelmachuk rtls@bol.com.br

Curitiba 

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BU!

Em tempos de delações premiadas, prisões e condenações, tiro para todo lado, um querendo acabar com o outro, temos que a Lava Jato é o bicho-papão dos pesadelos de políticos, empresários e mais quem tenha cometido ilícitos contribuindo para o enfraquecimento econômico e social do Brasil. Não conseguindo impedir o funcionamento dessa operação, o negócio é dormir com o melhor pijama para ficar melhor na foto quando, às seis da manhã, a campainha tocar. Nós, brasileiros, que temos tido muito para comemorar, iremos para as ruas quantas vezes forem necessárias pelo fim da corrupção. O resto, a Lava Jato faz por nós.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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O ALERTA

A situação política e econômica em que vivemos é mais preocupante do que pode parecer. Com o desemprego e a inflação em alta, junto com um governo de transição com vários membros na mira da Justiça, fica difícil de prevermos uma solução em curto prazo. O “Estadão”, no editorial “Dever de esclarecer” (23/5, A3), sugere ao presidente em exercício um “diligente esclarecimento dos fatos” ao povo brasileiro. No mesmo dia, na página A2, o almirante Mário Cesar Flores diz com clareza: “A hipótese de insucesso preocupa, porque, se não houver em curto prazo fortes indícios de melhora, a grandeza da crise (...)”. Portanto, nada mais oportuno que o presidente Michel Temer falar à Nação, com clareza e detalhes, como está a situação econômica e o que será preciso fazer. Além disso, é importante deixar claro que a Lava Jato seguirá o seu curso normal e que todos os envolvidos em falcatruas, sejam quem forem eles, serão punidos na forma da lei. Urge, portanto, uma ação imediata para que o impeachment, tão esperado por milhões de brasileiros que foram às ruas, não se frustre e o País não entre numa convulsão social, porque há bastante gente torcendo por isso.

João M. Ventura joaoamv@terra.com.br

São Paulo

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O ROMBO NAS CONTAS PÚBLICAS

O governo Temer, por meio do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que a meta fiscal de 2016 tem um rombo de R$ 170,5 bilhões. Além de toda a sua incompetência e as tremendas trapalhadas que fez durante o seu lamentável intragável e horrível governo (o pior da História), Dilma Rousseff mentiu para se reeleger, mentiu durante toda a sua permanência na Presidência e sua equipe econômica achou que não haveria um Henrique Meirelles para desmascará-los. Os senhores Guido Mantega, Joaquim Levy, Nelson Barbosa, Alexandre Tombini, etc. devem satisfações aos brasileiros ou tenham coragem de rebater os números que o atual ministro da Fazenda anunciou.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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POVO PASSIVO

Somos mesmo um povo passivo. Como se pode aceitar um rombo de R$ 170 bilhões? E a turma que causou isso diz que é invenção...

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

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RECEITA SIMPLES

Se o Brasil tem um saldo negativo da ordem de R$ 170 bilhões, tal qual qualquer um de nós que precisa se estabilizar financeiramente, precisa reduzir despesas começando pelos gastos supérfluos até aqueles mais essenciais, vender ativos que reduzam o tamanho do Estado ou seus gastos, investir usando mecanismos de concessão ou parcerias público-privadas e só, somente só, pensar em aumentar impostos quando de fato se tornar eficiente e ter esgotado todas as opções anteriores. Se distorções existem entre a Previdência dos servidores públicos e a dos trabalhadores na iniciativa privada, estas devem ser atacadas em primeiro lugar. Renegociar salários e benefícios de todos os servidores públicos, buscando salvar recursos mesmo que temporariamente. Nada de mandar a conta para os trabalhadores da iniciativa privada. Esta deveria ser a última opção.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo 

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A CUMPLICIDADE

Exigir como contrapartida dos Estados para que não deem aumento salarial aos servidores por dois anos é retirar 20% de seu salário, com a proposta de aumento da contribuição previdenciária, chegará em 25% a perda salarial. Isso, além de desumano, é impor à miséria todos os servidores que durante longos 40 anos ou mais deram seu melhor em serviços à população. O rombo de R$ 170 bilhões nas contas do governo também é de responsabilidade do sr. Michel Temer, do PMDB e dos aliados que deram apoio político ao governo Dilma/PT. É hora de acabarem com a hipocrisia de jogar todos os malfeitos nas costas dos funcionários públicos que sempre foram, apenas e tão somente, servidores da população. É hora de este governo reconhecer sua responsabilidade e dar sua fatia de contribuição, diminuindo, de fato, os ministérios, as gordas diárias, as viagens de jatinhos, as verbas de representação, as mordomias de ex-chefes de governo, as despesas palacianas, os jetons dos ministros. Basta de hipocrisia, servidores não aguentam mais pagar o pato de tanto desmando.

 

Antonio Ferreira Dourado Filho aferreirad@terra.com.br

São Paulo

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HERANÇA MALDITA

“Governo prevê rombo de R$ 170,5 bilhões este ano.” Como perguntar não é ofensa, qual é a dívida que o governo do PT deixou de herança para cada brasileiro pagar?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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‘ROMBINHO’

Foi apenas um “rombinho” de R$ 170 bilhões que Dilma deixou. Está parecendo a marolinha de Lula, molezinha de resolver.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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‘QUE PROGRESSO?’

Marcelo Rubens Paiva é um dos melhores colunistas do “Estadão”. Mas, em relação à mais recente coluna, “Que progresso?” (21/5, C8), acredito que houve uma derrapada que provoca confusão e obscurece os fatos. A meu ver, os dois últimos parágrafos prestam um desserviço ao leitor. O rombo e o desemprego que herdamos do governo Dilma não são necessariamente resultados da implementação de programas sociais. Como você deve saber, a política econômica adotada pelo governo especialmente após 2012 foi extremamente questionada, pois levaria a um enorme desarranjo nas contas públicas. Mas os avisos foram ignorados e deu no que deu. Chegamos a um desastre econômico que abriu o vácuo para ocupação do poder de outras forças – temerárias. Há espaço para implementar políticas sociais sem quebrar o País. Faça as contas de quantos Bolsa Família, por exemplo, caberiam no buraco que pode chegar a R$ 200 bilhões. É uma questão de adotar políticas econômicas acertadas, condizentes com os cenários econômicos interno e externo, e não a reboque de ideologias – a matemática não tem ideologia. Para isso, basta ter jogo de cintura na política, ser um bom gerente e, sobretudo, ter respeito pelo dinheiro público, na maior parte das vezes resultado de bastante suor.

Amalia Safatle amaliasafatle@gmail.com

Itapevi

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CORTAR NA PRÓPRIA CARNE

Neste momento crucial para o Brasil, em que o presidente Temer tenta diminuir o número de ministérios, um dos motivos pelos quais milhões de pessoas foram às ruas pedir o corte nas despesas do governo, é triste ver como o ser humano só olha para o seu umbigo. Pode cortar o ministério tal, mas o meu não! Como é que se faz redução nos gastos, se a máquina continua inchada? É preciso ir além, cortar ministérios que só serviram para amparar companheiros, cortar o excesso de pessoal lotado em todos os órgãos do governo federal dentro e fora do País. A excelência se faz com qualidade, e não com quantidade. Essa forma de administrar petista deu no que deu. Levou o País à bancarrota. Espera-se mais seriedade e compromisso dos parlamentares, cortar na própria carne e dar o exemplo. Não se pode pensar em se locupletar, pois estarão repetindo o modelo petista, que foi afastado do poder por sua ganancia, má gestão e incompetência.   

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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OPINIÃO OTIMISTA

Na coluna “Tema do dia”, este jornal publicou em 22 de maio a manifestação do leitor sr. Joe Barbosa, nos seguintes termos: “Vamos levar 20 anos para nos livrar (sic) das cicatrizes desse desgoverno maldito do PT”. Se o sr. Michel Temer continuar a atuar com a tibieza que vem mostrando, o sr. Barbosa está sendo até otimista. Para acabar com as mazelas deixadas pelo PT, é preciso ter energia e disposição, sem acomodação e leniência com os quadrilheiros do PT e com a tigrada de seus dependentes e de seus acólitos. Não nos esqueçamos de que a turba pediu a condenação de Jesus e a soltura de Barrabás.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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A RECRIAÇÃO DO MINC

Muitos criticam Michel Temer pelo recuo com relação à criação do Ministério da Cultura (Minc). Ora, não foi exatamente a falta de tato e de diálogo que contribuíram para a queda de Dilma, além dos crimes de responsabilidade e do acobertamento criminoso do seu criminoso favorito? Não sou fã de nenhum político da atualidade. Mas o abacaxi que o PT deixou como herança não será nada fácil de descascar, seja por Temer, seja lá por quem for. Por ora, agiu estrategicamente e merece apoio.

Reinaldo Ferreira Mota Junior reinaldojr8@hotmail.com

Praia Grande

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LAMENTÁVEL

Lamentável o governo ter reaberto o Ministério da Cultura, que vinha financiando artistas milionários e que não ofereciam nenhum retorno para o carente povo brasileiro. Onde está a “sensibilidade” desses artistas? Será que não percebem que temos prioridades, como a falta de leitos em hospitais e crianças morrendo por falta de recursos na saúde? É muito egocentrismo desta classe artística privilegiada!

Luiz F. Angotti Ramos lfangotti@hotmail.com

Uberaba (MG)

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FRAQUEZA

Não sei não, seu Temer, tô achando muito fraca suas convicções, a ponto de aceitar a pressão dos artistas pela recriação do Ministério da Cultura. Também não sei por que o ministro Jucá demorou tanto a pedir demissão. A continuidade dele em seu governo arruína sua imagem e mostra que o sr. continua o que temíamos: mais do mesmo. Com tão pouco tempo para mostrar serviço, o sr. está perdendo a oportunidade de mostrar a que veio e está ganhando o descrédito dos formadores de opinião. Reaja, sr. presidente, mostre a que veio sem medo dos picaretas que estão no Congresso, apenas em busca de se locupletarem. Fique do lado do Brasil!

 

Vitório F. Massoni suporte@eam.com.br

São Paulo

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ALIMENTANDO A COBRA

Ao ceder aos mamateiros que vivem pendurados nas tetas do Estado, a recriação do Ministério da Cultura só irá retroalimentar a cobra que amanhã morderá o calcanhar do governo e, no final, quem vai pagar a conta é o coitado do contribuinte.

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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O MINC VOLTOU

Que burrice de Temer. Recuar foi um erro estratégico. Outros grupos se animarão a contestar.

Rodeney Gusmão rodneygusmao@yahoo.com.br

Maricá (RJ)

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AFINOU

O presidente Temer afinou. Sujeitou-se à pressão de pseudointelectuais e retrocedeu, recriou o Ministério da Cultura. Ora, no momento de cortar gastos, diminuir o tamanho do Estado, péssima conduta. Fica o protesto de quem esperava procedimento severo, austero, para reconstruir o País.

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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INVENTÁRIO DA ARTE

O presidente interino do Brasil, Michel Temer, tem recebido críticas de seus apoiadores pela decisão tomada de recriar o Ministério da Cultura. No entanto, na minha modesta opinião, acredito que tenha acertado. Agora sob nova direção, o “ubre” do governo vai secar. Assim como outros ministérios, este também passará por um pente fino, será inventariado e investigado, e não tenham dúvidas de que, por trás das cortinas, a arte da corrupção também foi praticada, e os avalistas de ladrões irão bater em outra freguesia. Mas, felizmente, ainda existem neste meio atores, cantores, diretores, criadores e produtores honestos, éticos, conscientes e inteligentes, que não necessitam de benesses governamentais para se manter na ativa e em destaque, apenas o talento de cada um deles é o que basta. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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CHAMADO AO DIÁLOGO

Agora, que Temer cedeu ao pleito dos artistas e restabeleceu o Ministério da Cultura, vamos ver se este grupo busca o diálogo ou vai partir para outras exigências, traduzidas nas facilidades que tinha nos governos do PT. Espera-se que entendam a concessão como um chamado ao diálogo, e não um sinal de fraqueza. Saberemos, então, a verdadeira natureza dos protestos.

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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ESPERNEIO ATENDIDO

Os artistas deste país estão felizes! Depois de muito espernear, e em protesto tumultuar invadindo prédios culturais e até ruas e avenidas pelo País, levam o presidente interino Michel Temer a voltar atrás e recriar o Ministério da Cultura, nomeando para a pasta Marcelo Calero. Ou seja, esta classe da qual boa parte de seus mais ilustres membros assistira de camarote passivamente, e por quase 14 anos, à corrupção e à inépcia de governos petistas, e ainda sem respeitar a nossa Constituição fez coro também com o PT de que o impeachment de Dilma foi um golpe, agora pode bater orgulhosamente no peito que não está nem aí para colaborar com o ajuste fiscal, herança maldita de Dilma, refletida no déficit de R$ 170,5 bilhões. Errou o presidente interino Michel Temer ao atender a esse esperneio desnecessário dos artistas. É uma pena!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PARADOXAL

Embora pareça paradoxal, é lamentável que Temer tenha se deixado chantagear pelos artistas ricos e famosos, embora aceitável ter cedido à turma do “centrão” do Congresso Nacional. Por quê? O centrão entregará a mercadoria que prometeu, isto é, facilidades na aprovação das reformas de que o Brasil tanto precisa. Os artistas, que pretensamente fazem cultura, querem é continuar sugando o governo, sem contrapartida, embora o fizessem no governo anterior.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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E AGORA?

O que significa a volta do Ministério da Cultura? Que a cultura no Brasil vai melhorar? Que museus, bibliotecas, arquivos públicos, institutos históricos e geográficos, sítios históricos e galerias de arte terão sua vez? Ou que os famosos (ou quase) que fazem teatro, cinema, TV e shows no circuito Rio-São Paulo vão continuar usufruindo de mecenato público, enquanto dos iniciantes talentosos poucos desabrocharão sem recursos para mostrar o seu talento? Vão aceitar o ministro designado para fazer a política cultural do novo governo ou serão uma cunha petista no governo Temer? Vão considerar uma vitória sobre um inimigo ou aceitarão o diálogo sem imposições? Espero que o novo presidente, tendo se rendido à única bandeira da gente do showbizz, privilegiada e já rica e famosa, volte os olhos para instituições duradouras que beneficiam a população como um todo. 

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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QUE DECEPÇÃO!

É assim que Michel Temer pretende colocar ordem nas contas públicas do País, após apresentar um déficit de R$ 270,5 bilhões e conquistar a confiança do mercado? Recriando o Ministério da Cultura porque alguns artistas querem continuar mamando nas tetas do governo? Que decepção! Se na primeira crise ele recua, como vai enfrentar o MTST, os sindicatos e o PT? Sinceramente, peça para sair e deixe o cargo para quem tem coragem e disposição para governar. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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APOIO DIFÍCIL

 

Lamentável sob todos os aspectos o recuo do presidente Temer recriando o Ministério da Cultura. Primeiro porque demonstra fraqueza, indecisão e falta de convicção no que está fazendo, o que depõe contra a sua capacidade para conduzir o País nesta hora dramática, que requer firmeza e liderança corajosa para tomar medidas drásticas e impopulares. Ele não consegue resistir nem ao arreganho de um pequeno bando de artistas, que foram aquinhoados com uma dinheirama, recebida em troca de seu apoio aos gangsteres que assaltaram o País e o levaram à bancarrota, não tendo contribuído em nada para melhorar a cultura do País, pois só produziram shows para comemorar seus aniversários e outras insignificâncias. Segundo, porque, com essa derrota, as hienas petistas devem estar arreganhando os dentes para atacar a presa indefesa. Infelizmente, essa notícia veio coroar a série de indefinições e tibiezas da última semana, que começou com a discussão estéril sob a nomeação de mulheres, prosseguiu com a indicação do ficha-suja e suspeito de tentativa de homicídio para ser o líder do governo na Câmara, passou pela  informação do déficit gigantesco deixado pelos petistas e termina com este incrível sinal de fraqueza. Sei que devemos apoiar o presidente constitucional, mas temo que seja bastante difícil de fazê-lo, se ele for realmente o indeciso e fraco que está parecendo. Esperemos que algo ou alguém consiga lhe dar a coragem e a firmeza que precisa ter.

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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O GRITO DOS APANIGUADOS

Num país com mais de 10% de desemprego, com gente morrendo nos corredores dos hospitais públicos, escolas e universidades públicas paralisando e violência em ascensão, um punhado de artistas inconsequentes, mal acostumados por anos de volumes absurdos de corruptelas do governo federal (várias vezes maior que a verba destinada ao saneamento básico, por exemplo), saem pelo Brasil e pelo mundo afora denunciando um tal “golpe” (inclusive patrocinados por verbas públicas). Na sexta-feira, vimos o espetáculo de falta de vergonha na cara de Caetano Veloso e amigos num showmício de protesto contra o atual governo e contra o fechamento do MinC, no Rio de Janeiro, que teve, como cereja no bolo, a cena ridícula do protagonista com um cocar na cabeça. Caetano, querido, da próxima vez, aproveite e chame o sem noção do Sting para cantar contigo também.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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QUANTO CUSTA A CULTURA

O que estes artistas querem? O PT de volta ou o PCdoB? Quem gosta de comunista pode ir morar em Cuba, na Coreia do Norte, na Venezuela ou na Bolívia, para a maioria dos brasileiros vocês todos não vão fazer falta, pois a maioria não tem dinheiro para assistir a uma peça que seja. Quanto custa uma peça? No mínimo, R$ 150,00. Quem pode pagar isso aqui? São dez pacotes de 5 kg de um bom arroz. Ainda querem dinheiro do nosso suado imposto? Vão trabalhar como eu trabalho – já sendo aposentado, não posso parar. Agora os bonitinhos querem milhões? Para quê? Para enriquecerem junto com os “PeTralhas”? E ainda tem idiotas que aplaudem os pseudoartistas. Não tem uma frase famosa, de que “o artista tem que ir aonde o povo está”? Mas com o preço alto, façam-me rir, “artistas do povo”.

Roberto Tavares robertocps45@hotmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO DA CULTURA

A boquinha voltou.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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‘MEU PALAVRÃO PREDILETO’

Brilhante o artigo “Meu palavrão predileto”, de Bolívar Lamounier (21/5, A2), uma verdadeira aula! Claro, conciso, impecável. Pena que os cegos e surdos da (pretensa) “intelligenzia” tupiniquim, aquela mesma que esperneia porque pode vir a deixar de usufruir de verbas do Ministério da Cultura (porque é disso que se trata), sem jamais protestar contra o estado precário dos museus ou da educação, não se dê ao trabalho de ler, preferindo a doutrina cristalizada e anacrônica, para não dizer burra, desta esquerda falida e usurpadora que não produziu um único exemplo bem-sucedido em toda a História.

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo 

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É GOLPE

O que está acontecendo no Brasil é um golpe de Estado. O golpe foi praticado pelo sr. Michel Temer e seus seguidores do PMDB. Aproveitando-se do processo de impeachment da sra. Dilma Rousseff, iniciado por juristas ligados ao PSDB e já aceito pelo sr. Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados, essa facção peemedebista decidiu abandonar o governo federal à própria sorte. Ocorre que essa decisão não foi tomada por concordarem com as razões da denúncia, eis que neste caso o sr. Michel Temer deveria renunciar ao cargo de vice-presidente, mas, sim, para unirem-se aos oposicionistas e conseguirem a maioria de votos no Congresso Nacional, de modo a afastarem a presidente e, assim, o sr. Michel Temer poder assumir a Presidência da República. Houve, portanto, uma traição à vontade popular, expressa nos votos de 54 milhões de brasileiros que elegeram a sra. Dilma Rousseff na eleição de 2014. Além disso, a atitude do sr. Michel Temer foi desleal porque tomou posse da Presidência de modo fraudulento, ou seja, agiu para derrubar a sra. Dilma Rousseff e ficar com o cargo. Aí vocês diriam que a Câmara e o Senado aprovaram o impeachment. Acontece que aprovaram por obediência às orientações partidárias, vale dizer, sem liberdade para julgar os fatos alegados no pedido de impeachment. É um julgamento diferente das decisões dos juízes de direito, porque estes são proibidos pela Constituição de exercerem atividades político-partidárias e são livres para votar conforme o seu convencimento. A nossa Constituição assegura que “todo poder emana do povo”. E principalmente porque podemos escolher nas eleições quem será o presidente da República. A sra. Dilma Rousseff foi escolhida pelo povo brasileiro para ser a presidente até dezembro de 2018. Logo, as chaves da Nação têm de ficar nas suas mãos.

Saulo Vassimon saulovassimon@terra.com.br

São Paulo

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O REFERENDO DA CONSTITUIÇÃO

Brasil afora, a população saiu às ruas pedindo o afastamento de Dilma “gerentona” (faz-nos rir!), por várias fundadas razões. Obtido o êxito, por vias legais, agora se espera muito do sr. Michel Temer, e tomara que o alcance, mas, por enquanto, não faz sentido qualquer movimento de rua para referendá-lo:  a Constituição já o fez.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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VERDADEIROS REACIONÁRIOS 

Reacionário é, por definição, aquele que anseia e luta pela manutenção do “status quo”, quando não pela recuperação de valores justamente abandonados. O PT e seus satélites, acompanhados por movimentos “sociais”, conseguiram tornar o reacionarismo uma característica exclusiva e sempre presente na “direita”. Ledo engano. Consta na Resolução do Diretório Nacional do PT (um mea-culpa), aprovada no dia 17/5, que o partido não aproveitou os 13 anos no poder para modificar o currículo das academias militares e promover oficiais com “compromisso democrático e nacionalista”. Notem: essa gente acredita que a não intromissão das Forças Armadas no debate político atenta contra a democracia. Ou seja, arrependem-se de não terem submetido Exército, Aeronáutica e Marinha aos interesses partidários – como é de praxe em países bolivarianos. A articulação dos militares em temas políticos tem sua origem na proclamação da República (1889), efetivada através de um golpe liderado por Marechal Deodoro da Fonseca, passando pela Revolução de 1930, Estado Novo, década de 60 (PCB, UDN e João Goulart mediam esforços pelo apoio militar, em 1961), veio a ditadura (1964) e, enfim, com a redemocratização, as Forças Armadas passaram a exercer sua única função legítima: a defesa do País. Os que se arrependem de não tê-las transformado em instrumento de governo, estes, sim, são os verdadeiros reacionários. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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CAI A MÁSCARA DE UM FALSO PROJETO

O editorial “O projeto totalitário do PT” (22/5, A3) pôs a nu o alto grau de falsidade de um partido que se apresentou ao povo brasileiro – e já confessei, publicamente, ter cometido a ingenuidade política de ter um dia acreditado nele – como aquele conjunto de pessoas indignadas com o estado de acrasia ética que sempre caracterizou a política brasileira. O arrependimento serôdio daquela minha crença de antanho impõe-me o dever moral, agora, não apenas de retratar-me, mais uma vez, perante a comunidade jurídica à qual pertenço, mas de alinhar-me àqueles que, verdadeiramente ultrajados pelo descalabro do malfadado governo petista, sentem-se na obrigação cívica de denunciar, tal como vem apregoando o “Estadão”, o projeto burlesco de um partido que conspirou, cavilosa e sistematicamente, contra a nação brasileira. Do texto da resolução divulgada pelo Partido dos Trabalhadores no último dia 17 porejam os vários erros cometidos pelos conspiradores, talvez o maior deles o de supor que as Forças Armadas brasileiras, constitucionalmente previstas para salvaguardar a defesa da Pátria, para garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, fossem agir a mando dos detentores circunstanciais do poder, que contam e ameaçam com o “exército do Stédile”, o de Boulos e de outros incendiários de igual jaez... Ao escrever que falhou por não ter modificado oportunamente “os currículos das academias militares”, o Partido dos Trabalhadores – que seria mais bem designado como Partido de Homens Partidos – revelou o cúmulo da insensatez e do descaramento, fazendo cair a máscara de um falso projeto de social democracia. Não satisfeito com todas as absurdas acusações aos parlamentares e ao povo brasileiro de “golpismo”, de chamar injustamente os ministros das nossas Cortes Superiores de “acovardados” e quejandos, os petistas chegaram, como salienta o referido editorial, “ao atrevimento de sugerir, em sua resolução, que os militares deveriam ter interferido no processo de impeachment em defesa da presidente afastada Dilma Rousseff – e só não o fizeram, conforme se deduz do texto, porque falta às Forças Armadas um oficialato com vocação democrática e nacionalista”. Percebe-se, por essa passagem da resolução do PT relativa às Forças Armadas, que mais uma agressão disparatada – quiçá a mais grave de todas – foi cometida contra as instituições nacionais que estão cumprindo a sua missão. Diz o rifão popular que “não se cutuca a onça com vara curta”. A reação do general Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar, ao “Estadão”, não poderia ser outra: “O que eles queriam, que os militares tivessem ido às ruas defender o governo?”. Seja-me permitido tentar uma singela resposta: “Sim, general, era isso mesmo o que, com certeza, pretendiam. Todos os tipos de apelos, de agressões, de mentiras, de bravatas, de patranhas, de aleivosias, etc. já foram sistematicamente utilizados pelos então detentores do poder – e dos que são obrigados a rezar pela mesma cartilha – contra os defensores da legalidade. Como até agora, porém, não obtiveram nenhum êxito assinalável, nada mais natural que quisessem ver, nas Forças Armadas, não uma instituição de defesa do Estado brasileiro, mas, sim, um de seus exércitos militantes, a serviço do arbítrio e do seu indecoroso projeto de poder, canhestra e caricatamente construído à margem da ética”. Concordo irrestritamente com o editorial quando afirma que “o comportamento das Forças Armadas em meio a toda a tensão causada perlo processo de impeachment é exemplo cabal da consciência dos militares a respeito de seu papel na democracia. Somente aqueles desprovidos de vocação democrática, como o PT, são capazes de enxergar nesse distanciamento dos militares um sinal de descompromisso com o País e com o povo”. As páginas deste jornal, na época da ditadura militar da centúria passada, acolheram vários de meus candentes escritos contra aquele regime nefando, que violava escancaradamente a ordenação jurídica pátria. Espero que acolham, agora, este meu singelo elogio às Forças Armadas, que, graças a Deus, estão absolutamente conscientes da importância, da extensão e dos limites de sua alta missão constitucional.  

Newton De Lucca desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

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‘PROJETO TOTALITÁRIO DO PT’

Não acredito que a “mea culpa” apresentada pelo PT sobre “modificar os currículos das academias militares”, classificando esse absurdo como descuido cometido ao longo do mais de 13 anos, tenha sido gerada pelo próprio PT. Isso soa mais uma crítica à conduta do PT, pelos bolivarianos Venezuela, Cuba, etc., após o afastamento de Dilma. 

John Edgar Bradfield lbradfi@amcham.com.br

Itanhaém

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O BAILE DA ILHA PETISTA

O PT nasceu sob a égide de uma nova proposta de partido político, encantando, de início, muitos desiludidos com a práxis vigente, ao pregar a total transparência de atitudes e a probidade como norte, posicionando-se corajosamente ao avesso dos desmandos das nefastas práticas do tradicionalíssimo toma lá dá cá, presente há séculos no País. Passados 36 anos de sua criação, demonstrou, uma vez instalado confortavelmente no poder, total desprezo pelo que anunciava aos quatro ventos, abandonando o falso discurso ideológico “para inglês ver”, ao transformar-se num partido de Estado, adepto da fisiologia, do aparelhamento e das piores e mais sórdidas práticas da política baixa, interesseira, avessa aos interesses da Nação, preocupado apenas e tão somente com o gozo e usufruto das benesses do poder e de sua perpetuação no trono. O afastamento constitucional de Dilma Rousseff por gravíssimo crime de (ir)responsabilidade – de longe, o pior e mais incompetente, ineficiente e corrupto governo da história do País – é o retrato fiel da derrocada do PT, que deverá seguir o rumo inexorável do ocaso da estrela vermelha desbotada. A orquestra desafinou, saiu do tom e perdeu o ritmo. O utópico sonho idealista acabou em horrendo pesadelo. Assim acabou o “baile da ilha petista”. Fim.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CASO PIZZOLATO

Não sou advogado, mas discordo veementemente do sr. Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, de pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o regime semiaberto, alegando ter já cumprido um sexto da pena. Não concordo que ele inclua o período em que esteve detido na Itália, vez que o motivo foi por uso de passaporte falso no País, sem qualquer ligação, portanto, com a pena do mensalão. Além disso, não se pode alegar bom comportamento, já que o sr. Pizzolato se esquivou de cumprir a sentença no Brasil, fugindo no anonimato para a Itália, falsificando o seu passaporte, que deve ter esse crime acrescido à sua pena.

Walter Lúcio Lopes wll@uol.com.br

São Paulo 

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PETROBRÁS SEM INDICAÇÃO POLÍTICA

 

A declaração de Pedro Parente, que assumirá a presidência da Petrobras, de que não será aceita indicação política para cargos naquela estatal é uma pequena amostra do Brasil que queremos. A administração pública executada por profissionais, sem a interferência de cabos eleitorais, afilhados políticos ou qualquer outro favorecido. O compadrio constitui forte fator da ineficiência, da corrupção e de muitos males que acometem União, Estados e municípios. Desde o advento da República, vivemos de ciclicamente e, via de regra, a corrupção é forte ingrediente na queda dos governos. A grande reforma político-administrativa que o Brasil espera está na redefinição do serviço público-estatal. Em vez de milhares de cargos para distribuir, o governante deveria poder nomear apenas ministros, secretários e pessoal de gabinete. O restante deve, necessariamente, ser pessoal de carreira, conhecedor do serviço e com sua vida vinculada à repartição. O governante e seus auxiliares devem ter autonomia para decidir onde melhor aplicar o dinheiro, mas a chave do cofre deve ser de responsabilidade de tesoureiros e servidores de carreira com funções definidas a cumprir. Se for assim, tudo vai melhorar.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PEDRO PARENTE

A Petrobrás, maior estatal brasileira, que nos governos do PT só foi aparelhada e encampada por “companheiros”, foi tão dilapidada e corrompida que anda visitando com frequência noticiários policiais. No entanto, o novo governo tem tanto apoio da população brasileira que Michel Temer coloca “Parente” para comandar a estatal e todos apoiam e confiam. Como o Brasil mudou para melhor...

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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