Fórum dos Leitores

JUCÁ E A LAVA JATO

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2016 | 03h00

Nós e eles

O licenciamento de Romero Jucá (PMDB-RR) do Ministério do Planejamento – previamente acertado com o Palácio do Planalto – após a divulgação da conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado deixa claro: Michel Temer sabe muito bem a quem deve a Presidência da República. Os manifestantes que pediram o afastamento de Dilma Rousseff foram os mesmos que levantaram cartazes e fizeram coro em defesa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, do juiz Sergio Moro e do Ministério Público. Tentar barrar o avanço dessa força-tarefa, como consta na gravação, é ir contra a maioria esmagadora dos brasileiros. Está aí a principal diferença entre “nós” e “eles”: alguém gritou “Jucá, herói do povo brasileiro!”? Não temos bandidos de estimação, é bom que o presidente em exercício, Michel Temer, continue com isso em mente para não perder a legitimidade de conduzir a transição até 2018.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

Político surfista

Esse Romero Jucá está sempre na crista da onda, seja o governo que for. Sinto desconforto com a desenvoltura dele no cenário político – desconfiança mesmo. Sem dúvida, conspirou contra a Operação Lava Jato, que para muitos brasileiros já é instituição nacional. Fez bem o presidente Temer em tomar a prancha dele.

MARIA JOSÉ ANDRADE JUNQUEIRA

delued@hotmail.com

São José do Rio Pardo

Blindagem da operação

Ao se permitir a gravação articulando a neutralização da Justiça Federal, o sr. Romero Jucá acabou prestando um bom serviço ao Brasil: na verdade, ele blindou a Operação Lava Jato. De um lado, os políticos se sentirão inibidos em suas recorrentes tentativas de barrar o combate à corrupção. De outro, os integrantes do Supremo Tribunal Federal se verão estimulados a intensificar iniciativas fortalecedoras do processo de redução das atividades políticas criminosas. Então, em vez de neutralizar juízes, procuradores e policiais, Romero Jucá neutralizou eventuais empreendedores de ações contrárias aos bons costumes éticos e morais. Não pairam dúvidas de que o sr. Jucá se revelou um antitrapalhão – aquele que desencadeia inexcedível estratégia em favor do adversário. A sociedade brasileira, em especial, as crianças e os velhinhos, agradecem.

ISABEL KRAUSE ROCHA SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

Mais do mesmo

Do presidente interino esperava-se mais. Por ter fama de político experiente, ter sido presidente da Câmara dos Deputados e assumido funções mil em vários governos se poderia imaginar que não cairia em armadilhas criadas por ele mesmo. A nomeação de Jucá foi claramente um erro grosseiro que até o mais ingênuo dos brasileiros saberia ter evitado. A Nação esperava que Temer não reeditasse em seu governo a crise política criada na gestão Dilma. A sensação é de que, com a nomeação de políticos investigados na Lava Jato para o primeiro escalão, se perdeu uma oportunidade de ouro de salvar a economia da crise política; e de que esse presidente que ora ocupa o Planalto é mais uma herança maldita deixada pelo petismo.

RICARDO PELLETTI OCAÑA

rpocana@hotmail.com

São Paulo

Estilos diferentes

Enquanto o governo anterior não exonerou Edinho Silva, Aloizio Mercadante e Jaques Wagner, apesar das graves acusações contra eles, o atual governo o fez no mesmo dia com o seu ministro do Planejamento.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Mercadante na moita

Pegaram Delcídio Amaral em escutas comprometedoras e por isso foi cassado. Pegaram Dilma e Lula em conversas comprometedoras, ela foi afastada do governo e espero que nunca mais volte, bem como seu hoje mudo padrinho. Romero Jucá cometeu o mesmo deslize e certamente também será cassado. Quem sabe se não há também escutas de Eduardo Cunha, Aécio Neves, Renan Calheiros, entre outros? Assim terão o mesmo fim. Só quem está na moita, esquecido e quietinho para não ser lembrado é o senador Aloizio Mercadante, outro que foi apanhado em conversas tentando comprar o silêncio do ex-senador Delcídio. Mercadante deve sonhar e torcer para que o tenham esquecido mesmo, pois todos estão cientes de que cumpria ordens de sua chefe, embora isso não o perdoe. Então, também tem de ser cassado.

ALBERTO SOUZA DANEU

curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

Quem é o próximo?

Essa pergunta, infelizmente, ficaria mais bem formulada no plural. Considerando o que “rola” na internet (boa parte deve ser verdade) e nos tribunais, novos indiciados, condenados, envolvidos, asseclas, comparsas, aliados, etc., deverão aparecer. Vários denunciados manifestaram nomes de juízes e/ou tribunais, o que é constrangedor, se não para os mencionados, certamente para nós, brasileiros, que já não sabemos para onde correr. Por outro lado, os episódios têm proporcionado o circo das manifestações públicas de parlamentares: baixo calão, ofensas pessoais, ignorância da História e da realidade do País, além de total despreparo educacional e desconhecimento do nosso idioma. E de quem é a culpa? Não tenho dúvida de que é nossa, pois fomos nós que elegemos esse bando. Quem vai sobrar para dirigir o País? Sinto muita saudade do tempo em que podia andar pelas ruas e ir ao cinema ou ao futebol sem sentir medo...

ELDO A. FRANCHIN

eafranchin@uol.com.br

São Paulo

Assepsia

Depois da Lava Jato, delação premiada, etc. e tal, será que algum político sobreviverá?

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Caça aos corruptos

Se a caça continuar e todos os que participaram de corrupção forem punidos, vai sobrar para o Tiririca apagar a luz e tomar posse como presidente.

CARLOS AVINO

carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

Pátria amada

Chega a ser inacreditável e surreal o tamanho do estrago! Não fosse a Operação Lava Jato, entre outras, o Brasil estaria sendo velado hoje para ser enterrado amanhã. “Mas se ergues da justiça a clava forte...

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ROMERO JUCÁ ABALA NOVO GOVERNO

Cai Dilma Rousseff, assume o interino governo Michel Temer e, mal se assenta na cadeira de ministro do Planejamento Romero Jucá, é obrigado a pedir licença do cargo, depois que foi divulgado o teor comprometedor de uma gravação entre o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (este íntimo de Renan Calheiros) e o senador Jucá. Diga-se, ambos investigados na Operação Lava Lato. Uma bomba, portanto, mais do que anunciada. Um diálogo de soberbos, achando que com Michel Temer no comando do Planalto poderiam controlar o nosso Judiciário e melar ou “estancar a sangria” das investigações da operação comandada pelo juiz Sérgio Moro. Falam até que “foi uma cagada” a decisão do Supremo de autorizar prisões com decisão judicial de 2.ª instância. E, nesta lama de ofensas e desrespeito às nossas instituições, disseram que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não vale um “cibazol” (algo sem valor). Com esses e outros relatos de estarrecer, contidos nessa gravação, justifica dizer que o Executivo e o Legislativo Federal deste país, nesta podre era petista, foram em grande parte formados por políticos sem qualquer compostura até para cantar o Hino Nacional. E o que se espera doravante do interino presidente Michel Temer é que aja rápido, como fez dispensando do governo o senador Romero Jucá. E que nosso Judiciário continue implacável com esta corja corrupta, condenando e colocando-os na cadeia! São estes, afinal, os que não valem um cibazol...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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LONGA CAPIVARA

Romero Jucá, ex-presidente do Senado e ministro licenciado do Planejamento do governo interino de Michel Temer, é alvo de nada menos que seis (!) inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Você compraria um carro usado dele?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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‘ACORDÃO NACIONAL’

Sergio Machado diz: “Botar o Michel, num grande acordo nacional”. Jucá responde: “Com Supremo e tudo”. “Com tudo aí parava tudo.” “É, delimitava onde está, pronto.” Por citar alguns ministros do STF, num carteiraço, o senador Delcídio Amaral foi preso, agora este crápula envolve todo o Supremo “num grande acordo nacional”. Ou prendem este pilantra Jucá ou não vai sobrar nada do respeito que o STF ainda tem! 

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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MINISTRO AFASTADO

Romero Jucá pediu licença do cargo de ministro do Planejamento, após a divulgação do conteúdo da conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) possui os áudios, gravados em março de 2016, referentes a essas conversas, e deverá se pronunciar em breve. Jucá citou a Odebrecht, o senador Renan Calheiros, o juiz Sérgio Moro, o deputado Eduardo Cunha, o presidente interino Michel Temer, a presidente agastada Dilma Rousseff, o ex-senador Delcídio Amaral, o ministro Teori Zavascki e José Sarney. Os áudios, recheados de palavrões, aventavam impedir o bom andamento da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Portanto, dez dias após assumir um ministério, Jucá está fora da equipe de Temer, afastado do primeiro escalão. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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FALTOU PLANEJAMENTO

A ministro do Planejamento se licencia do cargo. Pelo visto, ele não planejou direito os procedimentos que deveria adotar para dar sequência ao trabalho desenvolvido em relação ao governo anterior. E, com sua atitude, ele deixa muitos aliados preocupados, por certo. 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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UM TESTE À FIRMEZA DO PRESIDENTE

E hora de o presidente Temer demonstrar que não admitirá mais tergiversações. Foi o que fez Romero Jucá nas explicações que deu à imprensa. A maior delas foi sua tentativa de dar outro significado para a expressão “boi de piranha”. E, no mais, só fez o que todos falam quando pegos com as calças na mão. Procurando mostrar firmeza, agiu como se nada que apareceu fosse novo. Reuniu documentos para comprovar o que dizia, interpretando o conteúdo segundo sua versão das palavras pronunciadas. Pena que tenha deixado escapar que não ouvira a gravação. Mais uma vez vemos alguém inventar versões para palavras que, gravadas, não podem ser retiradas. Mas, na realidade, isso não importa muito, pois no momento o novo governo tem de ser como a mulher de Cesar, a quem não bastava ser honesta, pois tinha de parecer honesta. Assim, só ter de dar explicação na TV para se justificar sem ter conseguido convencer a todos já é razão para sair do governo. A licença temporária não e aceitável. Basta verificar que, como investigado na Lava Jato, nem devia ter sido nomeado.

 

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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SERIEDADE

Se o governo de Temer for sério, Romero Jucá perderá o posto definitivamente.

Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

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GRAVA E LIMPA

Enquanto toda essa geração de políticos corruptos e caras de pau não for varrida da vida pública, a baderna vai continuar. Agora, Temer vê que não poderá fazer concessões a quem quer que seja. É isso aí, afaste, investigue e condene ou inocente. Uma coisa tão antiga e primária quanto uma gravação está limpando a área. Hoje foi Jucá, agora faltam Renan, Sarney...

Elisabeth Migliavacca elisabeth448@gmail.com

São Paulo

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INDEFENSÁVEL

Não dá mais para defender o indefensável! Vocês estão defendendo o sr. Romero Jucá. Essa gravação é muito pior do que a de Delcídio Amaral. É o flagrante da armação do golpe de Estado. Dilma Rousseff quer acabar com a corrupção e este povo que assumiu interinamente têm todos alguma acusação na Lava Jato. E querem acabar com as investigações. É melhor decidirem melhor suas pautas, em vez de quererem ficar na defensiva de um governo ingovernável.

Lucia de Lion stefanov@uol.com.br

São Paulo

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NÃO HÁ SANTOS NA POLÍTICA NACIONAL

Óbvio que Michel Temer é corrupto, Jucá também e que Dilma Rousseff nada tem de santa. Quase nenhum político é honesto em Brasília ou na política em geral. Cansativo ver pessoas justificando um golpe contra Dilma, quando, na verdade, todos sabemos que Ali Babá ficaria envergonhado da quantidade e da qualidade dos ladrões em Brasília. Defender lado direito ou esquerdo é ofender a inteligência de alguns brasileiros e daqueles que sabem votar, escolher e cobrar.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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TUDO COMO DANTES

Os partidos políticos, da situação e da oposição, trocaram de lugar e tudo continua como dantes, com denúncias e descobertas de desvios e apropriação criminosa do dinheiro público, dinheiro que tanto falta aos necessitados de tudo neste país surrealista que adora sediar eventos mundiais. E o que mais dói é a consciência de que todas essas mazelas decorrem unicamente da pouca moralidade e da muita negligência dos que se dispuseram a trilhar o caminho da política, nesse negócio bilionário que compra almas e que vende consciências que não doem.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

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O PERIGOSO JOGO COM A DEMOCRACIA

Demorou, mas Romero Jucá caiu. Este macaco velho da política nacional, que foi líder no Senado de FHC, Lula e Dilma, sabe de tudo e de todos, por isso não é surpresa que esteja envolvido em alguma falcatrua dos governos. Mas os mesmos que o veneravam antes (o PT) hoje jogam pedras. Afinal, era ou não um serviçal de Lula e de Dilma? Do jeito que está indo o sistema político do Brasil, não será novidade se houver outra intervenção militar – e depois não vão dizer que a democracia foi violada, pois foram os políticos que hoje estão no poder que a violentaram em favor de suas aspirações e corrupções. Democracia é o melhor método de governo, mas é preciso saber usufruir dela. Senão vem o governo com atitudes contra todo tipo de corrupção ou de libertinagem com o povo, e então começam a chorar por democracia novamente.

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

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A GOTA D’ÁGUA

Após a divulgação do áudio da conversa entre Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, em que ambos sugerem um pacto para barrar a Lava Jato, fica claro que o afastamento da presidenta Dilma deu-se não pelos seus erros ou crimes de responsabilidade, mas porque os corruptos que a cercavam, segundo Jucá, fizeram um conluio com alguns ministros do Supremo, exceto Teori Zavascki, e comandantes militares, que só parariam a Lava Jato se Dilma sofresse o impeachment. Realmente, foi o fim de um governo que nem chegou a começar.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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DE JUCÁ A EDUARDO CUNHA

Michel Temer agiu rapidamente para afastar Romero Jucá, que conspirou para obstruir a Justiça e agora voltará a ser apenas mais um senador envolvido até a orelha nos mais variados esquemas de corrupção.   Falta, agora, ao presidente interino criar coragem para enfrentar o verdadeiro problema: Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Morto-vivo, cadáver insepulto, Eduardo Cunha continua assombrando o governo, apesar de afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal.  O Brasil não vai mais tolerar o silêncio de Temer sobre Cunha, que tem de ser, no mínimo, expulso imediatamente do partido que governa interinamente o País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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LIVRES DA BANDA PODRE

O Brasil quer saber por que na República de Curitiba todo réu é preso, como foi o caso de Delcídio Amaral, que só por obstruir a Lava Jato foi cassado, e por que o tal Eduardo Cunha, o pior político bandido do Brasil, que é réu, está solto, segue com benefícios e salário altíssimo, quando deveria devolver todo o dinheiro roubado ao longo de sua vida política? Por que essa enrolação e blindagem com Cunha? Medo de que ele comprometa muitos? Por que ele é do alto clero ou por que a Justiça tem dois pesos e duas medidas? Queremos todos investigados, punidos e cassados, igual a Delcídio. É uma vergonha esse tratamento distinto. Queremos justiça igual para todos e aberta a investigação contra Aécio Neves também. Já! Queremos um novo Brasil, livre da banda podre.

Regina Teles telesreginamara@gmail.com

São Paulo

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MULHERES DE TEMER

Já que gosta de atender a reclamos, Temer não deve perder a oportunidade de reconduzir ao Ministério do Planejamento a dona Miriam Aparecida Belchior Daniel, no lugar do licenciado Romero Jucá.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PÉSSIMA ESCOLHA

Com poucos dias do governo Michel Temer, algumas boas notícias começam a aparecer: revisão do Minha Casa, Minha Vida, nova política externa, designação de Pedro Parente para a Petrobrás e de Maria Silva Bastos para o BNDES parecem medidas das mais acertadas. No entanto, a escolha para líder do governo do deputado André Moura não parece decisão acertada. Se é para agradar ao chamado “Centrão” (PP, PR, PSD, PTB, PSC), que tem mais da metade dos deputados da Câmara, por que não escolheram outro sem processos judiciais pendentes? Ou o Centrão é composto apenas de incapazes para o cargo ou todos estão com igual número de dificuldades na Justiça? Não creio. Um desgaste desnecessário do governo interino perante aqueles que ajudaram, e ainda ajudam, na derrubada definitiva do corrupto governo PT.

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

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VOTO DE CONFIANÇA

Estávamos todos sob um péssimo governo e todos “se conformavam” com isso e pouco reclamavam a cada péssima medida tomada por nossa “presidenta” (argh!). Há pouco mais de uma semana de um governo, que recebe uma Petrobrás destroçada, uma Eletrobrás sem balanço de 2014, um rombo estimado de R$ 170 bilhões que se configura muito maior, contingenciamentos irreais, irresponsabilidade fiscal total, obstrução de Justiça, nomeação de diversas pessoas que estão sendo investigadas, todos resolvem “fiscalizar e exigir” tudo, como se não percebessem que o tal “novo governo” mal teve tempo de tomar pé do que estava acontecendo (inclusive porque o governo anterior, além de não fazer a transição, até apagou dados para atrapalhar melhor). Vamos dar um voto de confiança para este pessoal começar a trabalhar? Se não estiverem trabalhando direitinho, vamos cobrar! Ministério ou não ministério, mulher ou não mulher, preto ou branco, tudo isso é conversa que não resolve nada e não é o principal! Nós precisamos é de um governo que funcione, que nos ponha de novo nos trilhos do crescimento, do emprego, da esperança.

Cristiane M. da Silveira Magalhães cris_magalhaes@uol.com.br

São Paulo

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PROTESTOS CONTRA O GOVERNO

Cem militantes aqui, trezentos ali, parando o trânsito de São Paulo e incomodando como comichão de pulga. Nada mais do que isso. Mas a mídia divulga, repete, repete, e a sensação que fica é a de que o povo está contra o governo de Michel Temer. Essa é a ideia que o PT quer passar... De duas, uma. Ou a mídia reduz esse fato à sua verdadeira insignificância, ou os grupos vão ter de se mobilizar para ocupar as ruas para mostrar apoio a Temer. Eu apoio este governo interino, vou continuar a apoiá-lo depois que Dilma for afastada em definitivo, pois estes são os políticos que, até por falta de outra opção e puro instinto de sobrevivência, vão colocar o Brasil nos trilhos novamente. Não tenho dúvida disso.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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TEMER X DILMA

Pergunta embaraçosa e pertinente à presidente afastada provisoriamente, Dilma Rousseff: tendo em  linha de consideração que, se o presidente interino gerir o governo no lapso semestral previsto de sorte a melhorar a situação econômica do País, o que expressaria um óbice ao seu retorno à Presidência, qual será seu comportamento naquele lapso: pelo amor que nutrem ao País, ela e seu partido farão de tudo para que aquele desiderato seja alcançado, inclusive oferecendo colaboração, ou, ao reverso, farão o impossível para que tal não aconteça, pois mais importante do que o amor ao País é o exercício do poder sobre ele, malgrado tal possa configurar atitude contrária ao interesse de todos os brasileiros, outrossim, por óbvio, ao estatuto do aludido partido?

Eduardo Jesnitzer jessnitzer@terra.com.br

São Caetano do Sul 

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O PT E OS POBRES

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o Brasil precisa de US$ 7,2 bilhões (R$ 25 bilhões) extras por ano para acabar com a pobreza no País até 2030, o ano estabelecido pela ONU para que os governos atinjam a meta. O rombo estimado de R$ 200 bilhões deixado por Dilma Rousseff nas contas públicas daria para custear oito anos, ou até 2024. 

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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É PRECISO PUNIR OS EXPLORADORES

As esperanças de um Brasil melhor, mais justo, mais humano diminuem a cada dia, em face do desrespeito, da impunidade, da incompetência e da falta de patriotismo da maioria do empresariado brasileiro. No País, as leis são desrespeitadas pelos poderosos, a Justiça continua impotente para punir os chamados crimes de colarinho branco, empresários, comerciantes e, principalmente, gerentes gananciosos de supermercados, farmácias, lojas de eletrodomésticos, de roupas e de calçados prosseguem remarcando semanalmente os preços de mercadorias, o que vem ocorrendo escandalosamente às “barbas” dos órgãos ditos fiscalizadores da economia popular. Os preços estão disparando. O que se compra hoje por xis, quatro, cinco dias depois passa a custar cinco xis, o que significa aumento escabroso e, sobremodo, vergonhoso. Os produtos alimentícios são reajustados ao bel-prazer dos gerentes, que enriquecem rápido e ilicitamente, sob a complacência louvada, endeusada e permitida da Justiça, que não toma medidas enérgicas para punir severamente os exploradores.

José Benigno josebenignojournalist@hotmail.com

Caruaru (PE)

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PAGAR O PATO

Estamos numa situação diferente das crises anteriores que o País enfrentou. As manifestações populares clamando por austeridade, decoro e contra a corrupção catapultaram a alteração na condução política do País. Assim sendo, não faz sentido que, ao constatar os rombos nos cofres públicos, tenha ela de pagar o pato por uma situação que se insurgiu. Os atuais governantes devem fazer o balanço da situação não só em números de déficit, mas de acordo com seus beneficiários. Além disso, sabemos que os recursos humanos da administração pública foi passível de criar salários, aposentadorias e benefícios (que chegam a ser vitalícios), criando uma casta de marajás com distorções até para funções triviais. Os descaminhos deverão ser corrigidos para maior justiça e igualdade trabalhista do País, antes da proposição de mudanças do que quer que seja na administração privada.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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PREVIDÊNCIA PÚBLICA

Tenho avidamente lido sobre todas as propostas de reforma da Previdência. Visto inúmeros debates na TV sobre o mesmo assunto. Mas em nenhum momento vi ser prioridade a “aposentadoria pública”. A que menos pessoas assiste e mais despesas dá.  São menos de 1 milhão de aposentados públicos federais, estaduais e municipais, para déficit semelhante ao dos 32 milhões da aposentadoria privada. Quando veremos debates que incluam esses privilegiados filhos desta nação de desiguais? Quando? Porque, se não atacarem ela primeiro, qualquer reforma da Previdência será pura maquiagem. A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A CULPA É DA PENSÃO DA VIÚVA? 

Em dezembro 2015 existiam 1.310.715 servidores federais ativos (civis, militares e intergovernamentais), que custaram ao Tesouro Nacional o montante de R$ 152,2 bilhões. Na mesma data eram 1.031.375 servidores federais inativos em todas as áreas e que custaram ao Tesouro o montante de R$ 104,2 bilhões. Com base nesses números, disponibilizados pelos arquivos governamentais, chega-se a duas conclusões básicas: 1) em dezembro 2015 havia uma relação de 1,27 servidores federais ativos para cada inativo. Uma distorção gritante, quando num regime atuarial normal tal relação é de pelo menos 4,5 a 5. E 2) a segunda conclusão elementar a que se chega é de que a União necessita de 68,46% do correspondente aos salários dos servidores federais ativos para o pagamento dos benefícios dos inativos. Isso tudo impôs um déficit (no RPPS-Federal) de R$ 72,5 bilhões. Não há nada igual no planeta; ou seja, mais de 200 milhões de brasileiros custeiam as aposentadorias de 1 milhão de privilegiados à razão daquilo que representa 70% do Orçamento federal em Educação para toda a Nação. 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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FAZENDO CONTAS

O novo governo está querendo prejudicar mais os já prejudicados do INSS. Vamos fazer uns cálculos para provar a incompetência dos governos, que gastaram mal o que deveriam ter aplicado. Suponhamos um salário de R$ 1 mil, desconsiderando inflação e aumentos. Do salário, 20% vai para o INSS (R$ 2.400 por ano). Multiplicado por 2, são R$ 4.800,00. Em 35 anos de contribuição, são R$ 84 mil. Pesquisando os bancos para ver qual rendimento em aplicações por 33 anos (futuros) aumentando a aplicação em R$ 200,00/mês (sem saques), os R$ 4.800,00 renderiam 12% (ou mais), ou seja, R$ 576,00. No terceiro ano, você teria os R$ 4.800,00 mais R$ 2.400 mais R$ 576,00. Ou seja, R$ 7.778,00. Se continuarmos a fazer essa conta pelos 32 anos seguintes, teríamos mais de R$ 500 mil na aplicação. Se não fizermos saques, mas só recebermos os rendimentos de 12% ao ano, teríamos R$ 60 mil ao ano, ou R$ 5 mil ao mês, mais de seis vezes o que o INSS paga.  

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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REFORMAS JÁ

Excelente artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita intitulado “Sim, nós podemos!” (“Estadão”, 21/5, A2). Leitura obrigatória, principalmente para os nossos congressistas, que se preparam (ou deveriam se preparar) para apreciação de matérias relacionadas às reformas previdenciárias e trabalhistas. O artigo é extenso e deve ser lido na totalidade, mas cito apenas trechos: “Os miseráveis do Brasil, que pagam Imposto de Renda a partir de pouco mais de dois salários mínimos, sustentam todos os auxílios, gratificações, adicionais, abonos (...), incorporados às aposentadorias precocíssimas das ‘excelências’ e dos demais empregados do Estado, (...) Os tais funcionários ‘comissionados’ enfiados na máquina pública e nas 140 estatais expressamente para mamar (...) É deles o grosso dos “direitos adquiridos” (...) que ganham mais, muito mais, que médicos e professores com mestrado e doutorado concursados e efetivamente a serviço da população”.

 

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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PREVIDÊNCIA

Sr. ministro da Fazenda, leia o artigo de Fernão Lara Mesquita de sábado (21/5, A2) e veja como reformar a Previdência.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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COMO REFORMAR

Caro sr. Marcelo Abi-Ramia Caetano, secretário da Previdência Social, não é demais rememorar que o Regulamento Geral da Previdência Social é financiado por contribuições dos trabalhadores, patrões e poderes públicos. Portanto, se é solidificado por contribuições, jamais, poderia abrigar àquele que nunca contribuiu. A Constituição de 1988 bagunçou o sistema ao estabelecer sem qualquer estudo prévio o impacto financeiro que a nova inclusão provocaria (rural, idoso, deficiente, perseguido político, ator, cantor e afins, sem vínculo contributivo com o RGPS). Nada contra! Porém, essa extrapolante receita debitada à Previdência Social deveria ser realocada ao Tesouro Nacional. Além disso, faça auditorias e investigue desvios e fraudes. E, finalmente respeitando os direitos adquiridos com criteriosa transição, aumente a idade mínima para a aposentadoria.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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A REATIVAÇÃO DO MINC

Considerando que o Ministério da Cultura (MinC) foi recriado, gostaria de sugerir que ele se dedicasse aos grandes brasileiros que constroem a cultura nacional e que, por não serem populares, não sobrevivem de acordo com a lógica de mercado. Não vejo a necessidade de fomentar artistas que já lucram de acordo com essa lógica e com o apoio popular, mas, sim, aqueles que têm compromisso com a qualidade e não se rendem ao simples, ao imediato e ao momento; aqueles que querem deixar uma obra que seja apreciada agora e sempre, no Brasil ou fora dele. Poucos dos que estão aí gritando pelo MinC se encaixam nesse critério. Acaso Caetano Veloso ou Chico Buarque de Holanda são universais (reconhecidos fora do Brasil)? Serão comemorados daqui a 100 anos? Suas músicas serão lembradas? Para mim, esse é um critério importante. Vejam Shakespeare, universal e à prova dos séculos, um ícone da cultura inglesa. Vejam também Beethoven, um ícone germânico amado por qualquer humano, jamais será esquecido. Nós temos Guimarães Rosa, Villa-Lobos, Ariano Suassuna e outros. Estes, sim, universais, atemporais, têm o compromisso com a qualidade. Vamos reviver estes grandes e com um décimo do orçamento! Que tal, para começar, lançar um CD com músicas de Villa-Lobos interpretadas por Nelson Freire (outro grande brasileiro, um dos maiores pianistas do mundo no momento)? O MinC não pode ficar a serviço de pretensos intelectuais com orientações ideológicas.

Armando Heck projetos@plannerinfo.com.br

São Paulo

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REPRESENTAÇÃO

Como criar peixes é “piscicultura” e como pescadores são conhecidos pela arte de alegrar os outros com o engrandecimento de seus feitos (além de cantarolar durante suas atividades pesqueiras), gostaria de sugerir ao presidente Temer que crie um novo ministério: o da Pesca e da Cultura. Assim, agradaria tanto os que pescam em águas claras quanto os que pescam (verbas da Lei Rouanet) em águas turvas. Como ministro, poderia nomear o deputado Tiririca, e assim todos os brasileiros se sentiriam representados.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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OS PÉS PELAS MÃOS

Se o presidente interino tivesse criado o Ministério da Educação e Cultura, não teria enfrentado dificuldades. Mas, como não teve discernimento para tanto e tampouco tem assessores que o orientem, acaba metendo o pé pelas mãos!

Azor de Toledo Barros Filho azortb@globo.com

São Paulo 

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O DINHEIRO ACABOU

O presidente Michel Temer decidiu por bem recriar o MinC, nada contra. É preciso ficar claro, entretanto, que, com ou sem Ministério da Cultura, as tetas da mamãe governo secaram. Os tempos serão difíceis para todos, não há por que ser diferente para a classe artística. Está mais do que na hora de os artistas que ainda protestam abandonarem a dependência e o comodismo e fazerem bom uso da sua criatividade para pensar em alternativas para seus projetos. Com ou sem MinC, a mamata acabou. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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QUEREM CONFUSÃO

Como não votei em Temer (quem votou nele foi quem votou em Dilma), como não vivo nem vivi das benesses de nenhum governo partido ou o que seja, como só vivo do meu trabalho, sinto-me muito à vontade para falar o que penso sem achar que estou tomando partido de alguém ou de algum ou até de mim mesmo. Voltar atrás numa decisão não é para pessoas fracas, é para quem tem coragem. Fracas são as que ignoraram o clamor de uma grande parcela da população que não tolera mais preceitos ideológicos falidos e com objetivos escusos de defender interesse de uns poucos em detrimento de muitos.  Voltar atrás não significa capitular, é atender a um apelo, mas ao mesmo tempo recriando a oportunidade de termos um Ministério da Cultura do Brasil e para o Brasil. Nunca para somente alguns agraciados. O mesmo fez Barack Obama quando se aproximou de Cuba com uma relação pragmática que deixou à deriva aqueles que se aproveitavam das restrições dos EUA com relação a Cuba para se autoproclamaram aliados deste e contra os imperialistas. Ficaram chupando o dedo e nem mesmo enalteceram a aproximação americana. Perderam a boquinha. O mesmo ocorre agora. Fingem que nada aconteceu e nem comemoram a recriação do ministério. É a mesma coisa. Não querem solução, querem confusão. E, certamente, tomar conta do que não é deles, e sim do Brasil.

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa Link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

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AVALIAÇÃO DA POLÍTICA

Muito simples resolver toda esta encrenca referente ao Ministério ou Secretaria da Cultura. Em primeiro lugar, avaliar qual a sua produtividade durante anos passados. Segundo, valorizar qual o retorno trazido para o País, e não para um grupinho de autointitulados “intelectuais”. Terceiro, fazer a mesma coisa com referência à Lei Rouanet. Sim, porque, segundo o próprio MinC,  somente em 2008 foram “investidos em cultura” R$ 1 bilhão. Pergunto novamente: qual o retorno sobre esse investimento em benefício da sociedade? A maioria das críticas a essa lei está na possibilidade de desvios ou má aplicação de toda essa montanha de dinheiro. Feitos esses levantamentos, trazer a público seus resultados e, aí, sim, tomar atitude condizente. Contra fatos não há argumentos. Simples assim.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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REGINA DUARTE

A atriz Regina Duarte havia se manifestado favorável à extinção do Ministério da Cultura. É bom não esquecer que foi ela, em 2002, que declarou temer Lula. Deve-se enaltecer sua coragem nas duas ocasiões, ao dar opinião soberana contrária à da maioria de uma classe que algumas vezes se mostra vingativa quando algum dos seus componentes é tachado de traição corporativa – vide Wilson Simonal. Entretanto, seu posicionamento em relação à extinção do MinC se mostra afinado com o da maioria da sociedade à qual o MinC, enquanto autônomo, ainda não se impôs como de real utilidade para a cultura de um modo geral, ao privilegiar uns poucos e opulentos artistas.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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FOGO NO CIRCO

 

Se alguém tinha alguma dúvida, mínima que fosse, sobre a real natureza dos objetivos do PT para o Brasil, o documento divulgado pelo diretório nacional do partido na última semana dirimiu todas as dúvidas que, eventualmente, algum ser vivente poderia ter acerca dessa questão. O que legitima advertir que a Nação deve estar permanentemente prevenida e “vacinada” porque não vão entregar o osso que perderam sem luta, como, aliás, já se vê pela “resistência ao golpe” alardeada por vários setores do meio artístico – dominado tradicionalmente pela esquerda. Enquanto neste campo se entrevê um movimento, digamos, “light” de oposição ao novo governo, outros já deixaram claro que vão partir “para o pau”, com todas as letras. E o que não faltam para a execução da baderna que já se prenuncia são os exércitos de Guilherme Boulos, de João Pedro Stédile, de Vagner Freitas e de outras forças ditas “progressistas” órfãs das tetas da viúva. Logo, não há hipótese de baixar a guarda, ainda mais neste momento em que as coisas seguem indefinidas e a interinidade é a palavra da moda. O PT foi apeado do poder, mas não está morto, e todos querem recuperar o muito que perderam. Para isso, estarão dispostos a atear fogo ao circo, com o “jararaca” no comando da “função”.  

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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CAIU A MÁSCARA

Em recente reunião, o PT resolveu fazer um “mea culpa”. Não pensem, não, que se trata de um arrependimento para redimir-se dos “malfeitos” praticados nestes 13 anos de desgoverno, dos quais a compra de Pasadena por dona Dilma e a destruição da Petrobrás, sob as barbas dela e do boquirroto, representam a roubalheira perpetrada nessa temporada de desvarios. Aliás, hoje fica claro o destino que pretendiam dar a essa farra com nosso dinheiro. Não. Arrependeram-se de não terem se empenhado diretamente na transformação deste maravilhoso país num quintal de Cuba, da China e de outros regimes políticos eufemisticamente chamados de socialistas ou bolivarianos. Confessaram que deveriam ter-se empenhado mais a fundo na “democratização da mídia” e no aparelhamento das Forças Armadas, por meio da dialética comunista nos programas de formação militar e da nomeação de oficiais simpáticos ao PT. Não citaram o Supremo, para o qual já haviam nomeado 8 dos 11 magistrados, talvez porque contavam com a indispensável colaboração deste importante organismo para convalidar suas traições à querida Pátria, cuja nação, desde 1964, vem dando inequívocos sinais de rejeição à supressão da democracia e à instalação do regime comunista.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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CHEGA DO VERMELHO

No dia 3 de setembro de 2015, a presidente da República, Dilma Rousseff, ao assinar o Decreto 8.515/2015, deixou revoltados os comandantes das Forças Armadas, principalmente o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira. Os comandantes não gostaram nada de ver seus poderes sendo delegados ao Ministério da Defesa, que naquele momento era comandado por Aldo Rebelo e secretariado por Eva Chavion, ligada ao Movimento dos Sem Terra. Conseguiram serenar os ânimos – como, ninguém ficou sabendo. Surpreende-nos o silêncio dos comandantes das Forças Armadas depois de tomarem conhecimento de um texto desafiador aprovado pela Diretoria Nacional do Partido dos Trabalhadores e distribuído para a imprensa no dia 17 de maio de 2016, em que afirma: “O PT não permitirá que um eventual governo Temer coloque sua pauta. Será muito mais do que oposição parlamentar. É para dizer à sociedade: com o governo ilegítimo, não existirá paz, terá luta”. Queremos o nosso verde, amarelo, azul e branco de volta. Chega de vermelho.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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A RAPOSA PETISTA E AS UVAS

 

Se a raposa petista tivesse abocanhado as uvas da corrupção, sem que a Lava Jato tivesse flagrado sua glutonaria, hoje ela estaria sossegada debaixo de uma parreira exaurida, fazendo a sesta e sonhando com novas parreiras públicas para alimentar sua voracidade criminosa, à custa da inanição do povo brasileiro. Mas, como sua refeição faustosa foi interrompida, a raposa petista, ressentida, alardeia aos quatro ventos que essa interrupção, ao invés da cessação de um crime (lesa-pátria), é um golpe. As saborosas e suculentas uvas maduras da corrupção tornaram-se, assim, numa pedalada semiótica, as ácidas e incomestíveis uvas verdes do golpe. Tal golpe é uma fábula. A virtude do Partido dos Trabalhadores (PT) também é uma fábula.

 

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

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CHEGOU AO FIM

A entrevista de Lula à televisão venezuelana Telesur é a comprovação de que seu projeto de poder chegou ao fim. Quando alega não se ver como candidato devido à idade, o embromador-mor sabe que já não convence mais ninguém com seu discurso repetitivo e mentiroso. As denúncias mostraram como o defensor dos pobres, dos negros e responsável pela divisão do País em pobres e ricos continua usando o termo vulgar, “andar de baixo”, sendo que ele tudo fez para ficar no andar de cima com seus familiares.  Lula disse trabalhar para a candidatura de uma pessoa mais nova. Todos sabem que dentro do PT não há candidato com perfil para convencer o eleitor. Basta ver o seu candidato à reeleição na Prefeitura de São Paulo. Mas Lula poderia tentar convencer seus eleitores a votarem em Taiguara, quem sabe.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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À ESPREITA

Depois que os ideólogos do PT fizeram um “mea culpa” e das barbaridades que anunciaram, ficou clara a intenção de transformar o nosso país numa República bananeira bolivariana, onde, segundo a tigrada, deveriam ter domesticado a oficialidade do Exército de Caxias, esquecendo que aqui, no Brasil, nunca conseguiriam fazer isso, já que, pela tradição da linha ideológica e a hierarquia e disciplina seguidas pelo nosso oficialato, com certeza os petistas se dariam mal de cara. Temos de apoiar o governo Temer, já que nós fomos às ruas e derrubamos o PT do poder. Temos de fortalecê-lo para não haver a menor possibilidade da volta nefasta de Lula/Dilma e toda a turma da boquinha. As escolhas de Michel Temer, principalmente na equipe econômica e nas Relações Exteriores, nos dão esperança de melhora da situação. Não podemos nos esquecer de que os nefastos petistas estão à espreita, nas sombras, à espera de recuperar o poder perdido.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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O SILÊNCIO DE LULA

O ex-presidente Lula está num silêncio estratégico. O que será que está por trás disso? De outro lado, parece que a maioria dos políticos quer melar a Lava Jato, tanto da esquerda quanto da direita, entretanto, quem tiver a ousadia de declarar-se contra o juiz Sérgio Moro será execrado pela opinião pública. O povo quer acabar com a corrupção e vê, nos processos que estão em andamento em Curitiba, uma esperança, uma expectativa e uma espera para pôr fim à criminalidade sistêmica dos privilegiados de colarinho branco. Também Lula está na expectativa, porém, na esperança de não ser preso.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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IRREVERSÍVEL

Emblemática a Operação Lava Jato, tão esperada e aplaudida. Se paralisada, será sinal de fracasso e gerará sentimento de frustração. A promiscuidade entre políticos e a iniciativa privada necessita ser apurada em todas as instâncias até o fim, sob pena de a futura especialização do vício da corrupção no Brasil, pelos mesmos atores, abalar irreversivelmente a credibilidade dessas instituições na sociedade brasileira, que já sofre em todos os setores os reflexos negativos dos desvios e da apropriação dos recursos públicos por essa gente carimbada.

Bento Manuel M. Navarro Filho bentobrasileiro@yahoo.com.br

Campinas

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EFICIÊNCIA

A Operação Lava Jato, do dr. Sérgio Moro, já está na fase 30 e condenou centenas de pessoas. Como a legislação é a mesma, por que outros juízes e o STF não apesentam essa eficiência? Será que é porque trabalham menos ou por que não têm o mesmo interesse em prender os bandidos e obrigá-los a devolver o dinheiro roubado dos pagadores de impostos? Se todos são iguais perante as leis, por que não é revogado o foro privilegiado?

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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PRONADEC

“Programa Nacional de Desestatização da Corrupção (Pronadec): Artigo único. É proibida a corrupção estatal. Para evitar a síndrome de abstinência, libera-se a corrupção entre agentes particulares. Este artigo entre em vigor nesta data. O motivo deste artigo é causar a falência econômica e moral entre os agentes particulares. A prova foi a falência econômica e moral do Estado brasileiro. Explicação: Como a economia e a moral do Estado foram à exaustão devido à exploração sem limite da corrupção este Pronadec não se aplica a agentes privados devido ao livre-arbítrio constitucional dos brasileiros. Ou seja, os particulares estão livres para exaurir economicamente e moralmente a sociedade brasileira nos moldes em que foi feito com o Estado brasileiro. Enfim, a corrupção entre particulares será regida pela lei de talião, não cabendo julgamentos do Poder Judiciário.”

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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GRAVE CRISE NA VENEZUELA

A grave crise política provocada pela enorme convulsão social, resultado da grande recessão econômica pela qual passa a Venezuela, poderia ser encerrada rapidamente se o governo cumprisse a Constituição e permitisse a convocação do referendo revocatório do mandato presidencial. A legitimidade do voto deve ser devolvida ao povo, que é soberano para decidir se novas eleições presidenciais devem ser convocadas imediatamente após o resultado da consulta popular via democracia direta. 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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RELEMBRANDO

Como ficou a situação da Petrobrás e da Petrolífera Venezuelana (PDVSA), em que o Brasil abriu mão de cobrar pelo calote dado pela Venezuela em obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, país que saiu de “fininho” deixando o Brasil “a ver navios” no “acordo de camaradas” entre Lula e o então Hugo Chávez? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LIXEIRAS NO CENTRO

O “Estado” relata em reportagem que um dos problemas da Virada Cultural foi a escassez de lixeiras no Centro da Cidade. No entanto, foram recentemente instaladas centenas de lixeiras novinhas em folha, a cada dois postes, ao longo das Avenidas Rebouças e Politécnica, por onde praticamente ninguém anda a pé! Com a palavra, a Prefeitura.

Marcello M. Simonsen Nico mentanico@hotmail.com

São Paulo

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CASO ANA HICKMANN

O fato trágico que aconteceu com a apresentadora Ana Hickmann denuncia o quanto esta relação entre fã e ídolo é delicada e pode se tornar perigosa. A distância de um clique as pessoas se sentem íntimas, alimentam obsessões e, ao sinal de rejeição ou por qualquer outra motivação, podem reagir. A internet não é inofensiva e a barreira que separa o virtual do real é muito tênue. A função “bloquear” (das redes sociais) pode não surtir o mesmo efeito imaginado, do outro lado da tela, onde a vida real se impõem e o clique final pode ser o de um gatilho.

Marcelo Rufino Bonder marcelobonder@hotmail.com

Paraguaçu Paulista 

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