Fórum dos Leitores

OS GRAMPOS E O STF

O Estado de S.Paulo

27 Maio 2016 | 03h00

Ousadia

Os grampos divulgados esta semana na imprensa têm revelado – e não é de hoje – que políticos se referem ao Supremo Tribunal Federal (STF) como lugar nenhum. Falam da mais alta Corte do País com ares de intimidade, deboche, sugerindo que os princípios da isonomia e da imparcialidade podem ser facilmente encobertos. A ousadia recorrente já faz por merecer uma resposta à altura dos ministros do tribunal.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Parece que o verdadeiro pavor de qualquer pessoa envolvida na Operação Lava Jato ou em operações correlatas é cair sob a jurisdição do juiz Sérgio Moro e dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba. Penso que os ministros do STF deveriam reagir com um mutirão para julgar todos aqueles que estão sob a jurisdição do tribunal em razão do tal foro privilegiado, mesmo que ao custo de atrasar outras demandas da Corte. Seria uma resposta adequada para a sociedade.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

MINC RECRIADO

Transparência total

Como Michel Temer recuou em face da grita geral e recriou o Ministério da Cultura (MinC), então, que este divulgue periodicamente os valores que financia nos projetos culturais, quem são os responsáveis por eles, seu andamento e se a grana federal está aplicada toda ela na atividade-fim, para não haver desvios de sua finalidade. É necessário esse acompanhamento para podermos concordar com a recriação. Também informar a estrutura do MinC e os ocupantes de cargos realmente necessários, não apenas para servir de “boquinha” para alguns folgados.

LAÉRCIO ZANNINI

spettro@uol.com.br

Garça

Abrir a caixa-preta da Cultura se tornou urgência, para desvelarmos o caminho do dinheiro dado a esta classe artística com tão alto grau de fanatismo, cheirando a idolatria “verbadependente”. Não vi artista de pouca visibilidade se manifestando tão contundentemente como os graúdos da mídia, que moram em belos apartamentos, viajam para o exterior, apresentam-se só em capitais e grandes cidades e não precisam fazer rifas para financiar seus projetos. Por quê? Porque os verdadeiros sanguessugas das verbas públicas não deixam nada para os que realmente precisam do auxílio para desenvolver sua arte nas pequenas comunidades do nosso país.

CARLOS AMBAR

ambar@netonne.com.br

Paraguaçu Paulista

Egoísmo x solidariedade

Criolo, Marieta Severo, Renata Sorrah, Camila Pitanga, Patrícia Pillar, Jards Macalé, Andréa Beltrão, Ruy Guerra, Caetano Veloso, Erasmo Carlos e outros usam a Cultura para esconder seu verdadeiro propósito, que é defender o indefensável: Dilma e o PT. Artistas conhecidos, que egoisticamente não pensam nos brasileiros. Cadê uma palavra de solidariedade aos 12 milhões que perderam o emprego pela incompetência de Dilma/PT? Cadê a manifestação contra o fechamento de mais de 23 mil leitos hospitalares no SUS desde 2010, também pela incompetência de Dilma/PT? Sensibilidade não seria um atributo que se espera que um artista tenha? Cadê a sensibilidade pelo próximo?

DARCY MARTINO

darcymartino@hotmail.com

São Paulo

MANIFESTAÇÕES

Pesadelo diário

Passeatas organizadas por baderneiros rotulados de manifestantes tumultuam diariamente a vida de quem vive em São Paulo. Manifestar-se é democrático, mas esse pessoal já passou dos limites. As autoridades devem agir com rigor, para protegerem o direito de ir e vir da maioria que tem o que fazer.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Reivindicações sindicais

Na segunda-feira fiquei parado uma hora na Rua da Consolação por causa de uma passeata sindical, que bloqueou a via. Perdi uma consulta para meu neto marcada há mais de três meses. Ainda que seja uma reivindicação correta, alguém precisa dizer aos membros dos sindicatos que esse tipo de manifestação é nefasto para a população e totalmente ineficaz em termos de resultados práticos. Nem a mídia se interessa mais, bloqueios de rua já não são notícia. Os únicos beneficiados são os egos dos líderes, que julgam (ou não) estar fazendo algo pela categoria. Mas de fato prejudicam a massa de trabalhadores. Vamos parar com essa agressão à população.

SERGIO VICTOR MILRED

smilred@uol.com.br

São Paulo

Popularidade crescente...

Nosso sofrido povo fica entusiasmado ao se deparar com os bloqueios de vias e estradas promovidos pelos movimentos (anti)sociais. Não se importa em perder tempo e compromissos e certamente vai aderir em massa à campanha de Fernando Malddad e seus comparsas nas próximas eleições. Estes devem estar felicíssimos!

CÉSAR GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Militância

Os protestos de militantes petistas anti-Temer (espalhar lixo, parar o trânsito, etc.) mostram bem em que se tornou o PT: numa organização suja que atrapalha quem trabalha, estuda e vive no Brasil. Não tenho filiação partidária nem participo de nenhuma entidade, ONG, etc. Sou “apenas” aquele cara que paga impostos (altos) para sustentar isto aqui. Prefiro dar crédito ao novo governo. O anterior teve muito tempo e destruiu o País.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Efeito contrário

Invadem fazendas e escolas, bloqueiam o trânsito, ameaçam e perturbam a paz, dificultando qualquer iniciativa para tirar o País do buraco em que o lulopetismo nos colocou. Assim os lulopetistas e cúmplices vão acabar fazendo os brasileiros apoiarem e até gostarem de Michel Temer. Não nos deixam alternativa.

PAULO DE ARAUJO PRADO

pprado999@gmail.com

São Paulo

Os jovens e a Previdência

Tivessem juízo e fossem mais espertos, os jovens que esperneiam contra o governo Temer estariam é se movimentando pela reforma da Previdência, uma coisa que diz respeito, sobretudo, às futuras gerações.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DEPÓSITO DE PROCESSOS    

O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se um depósito de processos contra bandidos não julgados.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo 

MUTIRÃO NECESSÁRIO

Prezados ministros do Supremo Tribunal Federal, diante de tão grave crise moral, será que não seria o caso de se fazer uma espécie de mutirão para julgar todos os políticos com processos e dessa forma abrir caminho para as tão necessárias reformas?

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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TENTATIVA DE ASSASSINATO

O ministro Gilmar Mendes, ao assumir a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), disse não ver tentativa de obstrução da Justiça na marota conversa gravada entre o senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Tem toda razão o ministro, o que houve foi uma velada tentativa de assassinato da bem-sucedida Operação Lava Jato.

Abel Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

                                 

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QUEM SERÁ O PRÓXIMO?

Depois de Romero Jucá, quem será o próximo a ser levado pela Lava Jato? Façam as suas apostas!

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DIVULGAÇÃO TOTAL

Na ânsia de propiciar a notícia em primeira mão, por vezes se peca pela falta de precisão ou por falta de detalhes importantes. Se a divulgação de trechos das conversas entre Jucá e Machado contribuiu para a queda do primeiro ministro da administração Temer, por outro lado, a continuação e a entrada de outros interlocutores, com divulgações parciais, que, por vezes não fazem muito sentido ou não trazem o sentido completo das conversas, confundem mais do que esclarecem os fatos aparentemente graves. Seria de bom alvitre então fossem providenciadas, se autorizadas, todas as transcrições das gravações para que o leitor pudesse ele mesmo avaliar as denúncias. Caso contrário, ficamos à mercê do editor ou de quem possui a informação.

Marco Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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CONTROVÉRSIAS 

Sérgio Machado desta vez deu tiro no próprio pé gravando conversa com o senador Renan Calheiros. O presidente do Senado e do Congresso Nacional não disse nada comprometedor. Nem para ele nem para o País. Nos diálogos com o dedo-duro Sérgio Machado, Renan deu excelente e oportuna sugestão. A seu ver, todo preso na Operação Lava Jato não pode ser transformado em delator. Ou seja, na maioria das vezes os delatores mentem, inventam situações, acusam sem provas, apenas para livrar a própria cara. Como é o caso em tela do ex-senador Sérgio Machado.  Sujeito como ele não deveria nem poderia ser levado a sério.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ROMERO JUCÁ

O Romero Jucá teve de ser afastado do cargo de ministro depois de ser divulgada a sua conversa com um ex-dirigente da Petrobrás. O caso vai ficar assim? Não vai haver nenhum enquadramento dele, levando em conta que são muito graves os temas que ele abordou?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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LULA E A LAVA JATO

O maior indício de que estão conseguindo melar a Lava Jato é o fato de Lula ainda não estar na cadeia.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo 

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HABILIDADE POLÍTICA

A aprovação da meta fiscal pelo Congresso demonstra a habilidade política incontestável de Michel Temer. Embora fosse obrigado a montar um ministério com acusados de envolvimento na Lava Jato para obter apoio no Congresso, não tardou a afastar Romero Jucá após a divulgação da gravação comprometedora, fato que não alterou seu apoio no Parlamento. Outros acusados seguramente cairão, aos poucos, no momento certo. A arte de fazer política é conciliar os fins e os meios e não justificar os fins pelos meios, coisa que os sucessivos e desastrados governos petistas fizeram nos últimos anos, incluindo corrupção a rodo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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HERANÇA AMALDIÇOADA

Na sua fúria e gana pelo poder, o PT amaldiçoou tudo e todos os brasileiros de bem, mas a mão pura da verdade esfacelou o ódio que eles espalharam pelo País. A sua maldição será extirpada para sempre, retornando a eles e a quem os apoiou. 

João Luiz Piccioni piccionijl@me.com

São Paulo

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GOVERNO TEMER

Está enganado presidente Temer. Há “bandidos” e “bandidos”! Infelizmente, presidente, o senhor está cercado por políticos bandidos e, para lidar com eles, só a Lava Jato A maioria está com o rabo preso.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 

São Paulo 

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TROCA DAS CADEIRAS

Ou o sr. Temer tira todos os petistas de todos os cargos ou eles minarão o governo. Já bastam os concursados que ficarão!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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À ESPERA DE UM MILAGRE

A foto de capa do Estadão demonstra bem a situação: Temer olhando para o céu à espera de um milagre!

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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IMAGEM DIZ TUDO

A foto do presidente interino Temer é elucidativa:  Oh, céus, somente Deus mesmo para me ajudar!

Suely Sabbag ssbbag@hotmail.com

São Paulo 

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VAMOS MAL

O presidente interino é frouxo, um ministro quer acabar com a Lava Jato.

A presidente afastada conspira.

O Congresso é o que é.

O povo paga.

Até quando abusarão de nossa paciência?

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas 

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APOIO AO GOVERNO

Com todo respeito pelos artistas, mas são verdadeiros sonhadores, vivem em outro mundo, o mundo do teatro, do faz de conta. O que o nosso legítimo presidente interino Temer está passando e irá suportar é um verdadeiro "corredor polonês". Não se esqueça, nós, que fomos às ruas, estamos com você!  Força, presidente!

José Sergio Trabbold  jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

            

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ELE É O TAL...

...E em Cannes, o tal filme, do tal cineasta, que levantou o tal cartaz, sobre o tal golpe, não pagou nem o tal do placê... 

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

                   

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LÁBIA

Com a lábia que lhe é peculiar, Lula é capaz de alegar que a falta de papel higiênico na Venezuela se deve à abundância de comida oferecida pelo governo Nicolás Maduro.

Luíz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MANOBRA CANHESTRA

 

A defensoria jurídica de Lula insistirá no referendo da liminar pelo Colegiado Pleno do STF, contra o veto à sua nomeação como ministro. Algo inútil, aparentemente, nesta altura dos acontecimentos. Porém, alega-se que os atos praticados pelo juiz Sério Moro, quando Lula era ministro, são nulos. O direito faz brinquedos de rodar. Em suma, Lula só ganha tempo, sem escapar dos ferros da lei. 

  

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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OPORTUNIDADE ÍMPAR

Se de cada político cassado não houvesse refil, a roubalheira diminuiria, a economia aumentaria e a Nação agradeceria a Lava Jato para sempre.                                                                                                                  

Marcos Catap     marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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CRISE E PERPLEXIDADE

Está cada vez mais complicada a visão que a população tem sobre a realidade da crise política e econômica que vivenciamos. A cada dia são divulgadas novas conversas nos bastidores das lideranças sobre tais realidades, deixando-nos mais perplexos e confusos. Espero que as verdadeiras lideranças e as que surgirão daqui em diante possam dar solução o mais rápido possível a este terrível imbróglio, que estes carcomidos e antigos lideres produziram no País, para que possamos voltar à normalidade e sair desse engessamento econômico que atinge a esmagadora maioria da população. 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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INTELECTUAIS?

É difícil acreditar  que muitas pessoas tidas como intelectuais oriundas em geral do professorado, sociologia e meio artístico,  ainda defendam uma política  que Lula,  fanfarrão como sempre,  declarava  que  seu governo  integrava os pobres. Os programas tidos para integrar os pobres funcionam  como  algemas, que mantêm hoje cerca de 13 milhões de famílias presas às esmolas federais. Em todo seu governo, o Burla - apelido que melhor o qualifica,  jamais  buscou criar programas de desenvolvimento  educacional e profissional,  que oferecessem  a esses desvalidos as saídas para se livrarem dessa  eterna dependência. 

Laércio Zannini  spettro@uol.com.br

São Paulo

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META MORRO ABAIXO

Na Lei de Diretrizes Orçamentarias (LDO) de 2016, a meta prevista pelo governo Dilma era de que o Brasil teria um superávit de R$ 24 bilhões.  Já na proposta a ser apresentada pela presidente afastada, mas ainda não votada,  teria caído para um déficit de R$ 96 bilhões. Agora, com a rigorosa apuração da equipe econômica do presidente interino Michel Temer, a meta foi aprovada com um déficit de R$ 170,5 bilhões!  É de assustar.    A meta de 24 positivos ameaçou virar 96 negativos  (cinco vezes da inicial para baixo) e acabou sendo aprovada em negativos 170,5 (8,10 vezes a meta original).  Dilma se superou:  tinha uma meta positiva e a deixou octuplicada para baixo. Quando ela declarou que não teria meta, mas que, quando a alcançasse, a dobraria, achava que ela estava brincando.  Não estava.  Acho que nunca antes na história em orçamentos de uma nação houve uma queda de meta estimada tão grande.  E ainda tem gente que insiste em não enxergar a calamitosa incomPeTência dessa (quase ex) “presidenta”! 

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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CUSTOS E CORTES

Congelar gastos não significa solução de curto prazo para as contas públicas. Produzirá efeitos, quando subirem as receitas, o que, se ocorrer além da inflação, será ao longo dos anos, possivelmente com mais arrecadação de tributos e eventualmente cortes provenientes de racionalizações e redução de cargos comissionados, por exemplo. Mas muitos fatos terão de ser esclarecidos, como em relação aos custos com educação, saúde e aposentadorias.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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REFORMA PREVIDENCIÁRIA

Se a anunciada reforma da Previdência for efetivada da forma como proposta, ou seja, mediante a unificação de todos os sistemas, incluindo trabalhadores da iniciativa privada e funcionários públicos, será um avanço para o País. O atual modelo, que permite a aposentadoria de funcionários públicos recebendo salários da ativa é injusto e não sei como até hoje não foi alterado. Segundo dados de auditoria do Tribunal de Contas da união, apurados em 2013, o déficit da Previdência provocado por um milhão de funcionários públicos e militares aposentados era de R$ 62 bilhões, enquanto o déficit provocado por 24 milhões de aposentados pelo sistema do INSS era de R$ 50 bilhões. Isso quer dizer que um milhão de aposentados privilegiados do setor público, que recebem salários iguais aos da ativa, provocaram um déficit superior ao de 24 milhões de aposentados pelo INSS. Alguma coisa está muito errada aí. Esse é um dos motivos pelos quais a conta da Previdência não fecha.

Maria Thereza Martins mthereza@uol.com.br

São Paulo

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DÉFICIT DA MORALIDADE

De acordo com anuário da Previdência, e dados oficiais nas Contas Públicas (2015), o Regime Geral de Previdência (RGPS), INSS, voltado para os trabalhadores e ex-trabalhadores da iniciativa privada contava com 99,6 milhões de contribuintes e /ou beneficiários. No seu sub-regime, RGPS (rural) foi gerado um déficit de R$ 78,9 milhões.  Frisa-se e pouco se comenta que, ao efeito deste déficit, não estão relacionadas às chamadas “renúncias previdenciárias”, algo que só existe no Brasil. Esta excrecência foi “prevista” na LDO em quase R$ 35 bilhões (45% do predisposto déficit), sem considerar as concedidas a tudo o que envolveu a Copa do mundo de futebol. Este Regime é o maior programa distribuidor de renda no mundo.         No mesmo exercício, o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos servidores - União, 26 Estados, DF e 2.067 municípios mais ricos - possuía 9,6 milhões de participantes (contribuintes e beneficiários), ou seja, apenas 10% dos inscritos no INSS e gerou um déficit absurdo quase 50% superior - R$ 114,3 bilhões. Enquanto isso, o Orçamento da União para Saúde aos mais de 200 milhões de brasileiros é de R$ 110 bilhões. O déficit que persiste é o da moralidade e se relaciona a quem não enxerga a miséria daquilo que o Estado deveria prover à Nação diante de uma arrecadação escandalosa e cujo gerenciamento é objeto de populismo, corporativismo e escancarada falta de vergonha.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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CORTE DE GASTOS

Por que só mexer em impostos e  aposentadoria? Quando se discute a aposentadoria, somente de forma matemática, é possível sentir que, enquanto aumenta a crescente média de vida da população e cotejada  com a  taxa de nascimento, que ora se verifica e tende a diminuir,  chegará um momento em que o sistema não aguentará e, por isso, urge tomar medidas para evitar essa situação. As soluções sempre tendem a punir  aposentados e a aumentar taxas de  impostos ou criar outros. Os políticos jamais pensam em mexer nas inúmeras vantagens que lhes proporciona a carreira!

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça  

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PÍLULA CONTRA O CÂNCER 

Lamentável a interferência do STJ na questão da pílula do câncer, pior ainda foi atuação da Associação Médica. Estaremos também na judicialização da medicina? Note-se que tal Fosfotalamina é vendida nos Estados Unidos através de um site de conhecimento de todos como suplemento alimentar e aí fica a critério de cada um o uso ou não. Isto sim é que deveria ser feito no Brasil também. 

Alexandre T. Schaffner ats@bighost.com.br

São José dos Campos 

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PROIBIÇÃO DE MEDICAMENTO

O medicamento fora liberado pela então presidente Dilma, inicialmente para testes num grupo de pessoas a ser selecionado e que teriam de assinar um termo. O Supremo Tribunal Federal agora acaba de proibir a fabricação, alegando que o produto não fora testado suficientemente para garantir sua eficácia. Ora, se o medicamento não foi testado, por que proibiram os testes? Isso não faz nenhum sentido! Após vários anos de inúmeras tentativas infrutíferas de homologação na Anvisa e em 4 grandes hospitais, que negligenciaram o medicamento, foram feitos testes informais e bem sucedidos com pacientes terminais. Se isso não fosse verdade a fama da 'pílula do câncer' não teria se espalhado. A realidade é que um remédio barato que cura o câncer, não interessa à indústria bilionária dos tratamentos tradicionais contra o câncer, que, aliás, a maior parte da população nem tem acesso e padece sem atendimento nos hospitais públicos. O Supremo Tribunal Federal não tem o direito de proibir as pessoas de salvarem suas próprias vidas, por sua conta e risco, risco esse, do paciente terminal sobreviver.

John F. Davies johnfdavies@gmail.com

Valinhos

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