Fórum dos Leitores

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo

31 Maio 2016 | 03h00

O pacote Temer

Os líderes dos sete maiores partidos políticos são contrários à aprovação do pacote de Michel Temer para a economia, apresentado ao Congresso na semana passada, especialmente no que se refere a dois pontos: a reforma da Previdência e o limite ou teto para os gastos públicos. Até mesmo parte do PMDB se posiciona contrariamente à provação sem prévia discussão. Na verdade, a reforma previdenciária deve ser tomada como absolutamente necessária, pelos gastos que impõe ao País. E o limite de gastos públicos é de extrema importância para combater a inflação e atrair investimentos privados, porque certamente provocará a queda dos juros atuais. O que é necessário deve ser aceito pelo Poder Legislativo.

JOSÉ C. DE CARVALHO CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

O remédio e o veneno

Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (1493-1541), conhecido como Paracelsus, considerado um dos pais da Bioquímica, nos obriga a relembrar que “a dosagem correta diferenciará o veneno do remédio”. Esse é um dos temores com o atual governo, por mais que seja necessário, no aplicar das novas medidas econômicas.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

‘Sarneyzação à vista’

Diante do artigo do jornalista José Roberto de Toledo (Sarneyzação à vista, 30/5, A6) e da reportagem Congresso só apoia pacote de Temer com alterações (30/5, A4), só nos cabe perguntar: quando é que os senhores congressistas dar-se-ão conta do estado falimentar do País e aprovarão, sem as habituais lambanças, o pacote de medidas necessárias para recuperar a economia e a ética política, destroçadas pelos anos de lulopetismo? Será que vão esperar o País arder no caos revolucionário?

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

MERCADO DE TRABALHO

Microempresas

Muito oportunos o artigo de Almir Pazzianotto Pinto (Desemprego, o problema, 27/5, A2) e a carta de José Pastore (Mercado de Trabalho – Modernização, 28/5, A3), sobre questões trabalhistas e sugestões para melhorar as relações entre empregados e empregadores. Sou microempresário e convivo diariamente com essas questões. De acordo com o Sebrae, existem 2,7 milhões de microempresas no Brasil. Facilitar a burocracia, o risco de empregar um trabalhador e o custo a ele aliado é um passo fundamental para a geração de empregos. Se cada microempresa puder admitir apenas um empregado e se a metade dos microempresários individuais (mais 3,7 milhões de pessoas) puder admitir também apenas um empregado, teríamos resolvido metade do problema do desemprego. O microempresário brasileiro é descapitalizado e arisco, e criar condições para lhe dar segurança e oportunidade de contratar é essencial para melhorar a conjuntura econômica. Os parlamentares e governantes fariam bem em dar ouvidos a ambos os senhores.

PETER PONDORF

pspondorf@gmail.com

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Solução pronta

Na noite de domingo, o programa Fantástico revelou áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado nos quais o ministro Fabiano Silveira (Transparência, Fiscalização e Controle) aconselha o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a como atuar na Operação Lava Jato. Tal articulação, vinda de um ministro e ex-membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é, no mínimo, antirrepublicana. Em entrevista ao mesmo programa, no dia 15/5, o presidente Michel Temer afirmou que, caso um ministro viesse a proceder inadequadamente, estaria fora da equipe ministerial. É hora de cumprir o que disse e dar a este caso a mesma solução imposta a Romero Jucá.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

Alertas

Alerta 1: em evento no dia 29 de março de 2016, relembrando a Operação Mãos Limpas, que aconteceu na Itália em 1990, o juiz federal Sérgio Moro deixou claro que a Justiça, sozinha, não consegue resolver o problema da corrupção no Brasil, que é preciso que as outras instituições públicas aprovem leis contra a corrupção, que a sociedade civil se mobilize e que as próprias empresas privadas se estruturem para não haver pagamento de propina. Alerta 2: questiono-me se não estamos vendo sinais de uma tentativa de retorno ao status quo da impunidade dos poderosos, como também disse Moro durante o XII Simpósio Brasileiro de Direito Constitucional, realizado em Curitiba na sexta-feira. Começo a entender o pavor da maioria dos parlamentares quanto às 10 Medidas contra a Corrupção.

LEÔNIDAS MARQUES

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

A sociedade brasileira deveria se articular para que o Poder Judiciário torne nossa Justiça mais transparente e ágil. Não aguentamos mais a corrupção nem os casos de estupro que proliferam, cada vez mais no País, por causa da impunidade. Vamos ouvir o que o juiz Sérgio Moro está dizendo e fazer as reformas que sejam necessárias. Estamos cercados de podridão. Basta!

MARIA INÊS RAMOS ROMANO

mines.romano@gmail.com

Paulínia

MICHEL TEMER

Imóveis doados

O Estadão trouxe ontem matéria intitulada Filho de 7 anos de Michel Temer tem R$ 2 milhões em imóveis. A primeira correção que a reportagem merece é sobre o valor declarado de imóveis. Diz o jornal: “A legislação não obriga a atualização do valor”. Errado! A legislação não permite tal atualização. Assim, se um dia Michel Temer quiser vender aquele imóvel, pagará sobre um lucro muito maior do que efetivamente terá com a operação. Qualquer pessoa que alguma vez vendeu uma simples vaga de garagem sabe disso. Se há desonestidade aí, é da Receita Federal, não do político. Em segundo lugar, é muito comum que se coloquem bens em nome dos filhos menores, sobretudo quando o pai é idoso. Não se trata de ocultação de patrimônio. Desonesto é colocá-los em nome de “laranjas”, pessoas sem vínculo direto familiar, como vimos acontecer recentemente com o sítio em Atibaia de Lula, que não está em seu nome, e o tríplex do Guarujá, também em nome de terceiros. De resto, o jornal se amesquinha ao avançar sobre uma criança sem ao menos informar-se sobre a legislação vigente. Trata-se de maledicência e leviandade, apenas. O Estadão nunca precisou apelar a este tipo de expediente para ter leitores.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MANCHETE MALICIOSA

“Filho de 7 anos de Temer tem R$ 2 milhões em imóveis.”

Ao ler essa notícia verifico que o filho de 7 anos de Temer recebeu em doação dois imóveis, cujo valor declarado à Receita Federal foi de R$ 190 mil para cada um, valor da aquisição, que é o valor aceito pela Receita Federal. O valor venal do imóvel não pode ser considerado em transações comerciais, inclusive doações, sendo aceito apenas para a cobrança de impostos de transferência. Caso o doador queira doar o imóvel pelo valor venal, ou mesmo pelo comercial, ele precisará antes pagar o imposto sobre o lucro obtido pela valorização do imóvel. Temer não deve ter querido adiantar o pagamento de imposto sobre uma valorização, o que é normal. Aparentemente o jornalista ignora as normas de declaração de Imposto de Renda ou então estava apenas "criando" notícia onde não existe. Esta notícia "criada" não está à altura da responsabilidade de um jornal como O Estado de São Paulo. 

José Roberto Costa Lima jrcostalima@gmail.com

São Paulo

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UM EQUÍVOCO NO ESTADÃO

Na reportagem de hoje, 30/05, sobre os imóveis em nome do filho do presidente da República, os jornalistas cometeram um equívoco, quando afirmaram que a Receita Federal não obriga o proprietário de um imóvel a atualizar o valor do mesmo. Não sou correligionário do presidente Michel Temer nem votaria nele para presidente, mas, ao contrário do que foi dito, a Receita Federal proíbe o contribuinte a reavaliar o seu imóvel ao seu bel prazer, ainda que utilize o valor venal adotado pela Prefeitura. Só é permito reavaliar o imóvel, se ele for adquirido até 1995, tomando-se por base a Ufir, em 1.°/1/1996, a eventual cobrança de Contribuição de Melhoria, ou ainda em caso de reformas e reparos, devidamente comprovados. Quanto ao fato de o imóvel estar em nome de um menor, também é uma providência comum entre pessoas físicas, para que seus herdeiros não tenham despesas com o inventário, após o seu falecimento.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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FATO COMUM

Relevante deixar registrado aos leitores do Estadão, do qual sou assinante há muitos anos, que a reportagem "Filho de 7 anos de presidente tem R$ 2 mi em imóveis"  incorreu em equívoco. De fato, consta que "se a casa e os dois conjuntos do Itaim Bibi tivessem seu valor corrigido para pelo menos o valor venal, o patrimônio declarado de Temer aumentaria em pelo menos R$ 3,6 milhões e chegaria a um total de mais de R$ 11 milhões”. A legislação fiscal que trata de pessoa física não permite que o declarante aumente o valor dos imóveis que constam de sua declaração, nem mesmo para o valor venal lançado pela Prefeitura . A Pessoa física tem de manter o valor histórico constante da declaração, até que ocorra a eventual venda ou transferência por morte ou doação, sob pena de, se aumentar o valor, ter de pagar Imposto de Renda (15% sobre a diferença), sem que tenha tido qualquer renda. Quanto à doação para o filho menor e para as suas outras 3 filhas, o presidente em exercício fez o que todos nós de mais idade fazemos, ou seja, para imóveis que não se pensa em vender, efetuamos doação em vida, e pagamos um elevado imposto de doação  - ITCMD - calculado, este sim, pelo valor venal/referência, que é elevado, e é  fixado pela Prefeitura. Portanto, não vejo nada de estranho que uma criança de 7 anos receba de seu pai imóveis em doação.

Antônio Palma antonio.palma@urbanovitalino.com.br

São Paulo

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PATRIMÔNIO DE TEMER

O filho do Temer já nasceu rico. O fato de ele ter um patrimônio de R$ 2 milhões apenas reflete a preocupação de um pai idoso em garantir o futuro de seu filho. Enquanto isso, o filho do Lula, que aos 7 anos nada tinha, tem hoje um patrimônio absurdamente maior, construído às custas do lobby que seu pai proporcionou. Isso, sim, é de causar espanto e merecer ser notícia de jornal.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 

Rio de Janeiro

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SÓ PARA CONFUNDIR

Como assinante e leitor assíduo e antigo (desde criança e tenho 54 anos), lamento a linha editorial adotada pelos jornalistas José Roberto de Toledo e Daniel Bramatti, na matéria sobre o patrimônio de Michel Temer. Inicialmente, esclareço, não tenho nenhum vínculo com o político e passo ainda muito longe de uma análise sobre seu desempenho político e ético. Mas não posso concordar com aqueles que, com o dever de esclarecer a opinião pública, ao contrário, façam mais por confundi-la. No trecho “…cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil. Isso é comum nas declarações de políticos, pois os imóveis costumam ser declarados pelo valor que foram comprados. A Legislação não obriga a atualização do valor.” Ora, nem precisamos discutir. Todo mundo declara imóveis pelo valor de aquisição, não só os políticos! E porque a Legislação obriga a assim proceder. Pudéssemos nós, os cidadãos comuns, assim como os políticos também, declarar nossos bens por valores atualizados e de mercado, não pagaríamos tanto imposto sobre lucro imobiliário numa eventual revenda! Ou seja, matéria tendenciosa, mentirosa e despropositada. Muito mais importante, claro, seria saber se ganhou o suficiente para justificar aquele aumento de patrimônio. Num momento tão conturbado, de tantas mentiras, não fica bem, para um jornal como o Estadão, caminhar por essa estrada.

    

Nilson Francisco Genovesi nilson@genovesi.com.br

São Paulo

 

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O FENÔMENO DA MULTIPLICAÇÃO

É incrível como alguns políticos conseguem fazer fortuna em seu meio. Não é incomum alguns deles multiplicar o patrimônio pessoal quase milagrosamente. E com muita rapidez. A remuneração que recebem é alta (das maiores do mundo), mas ainda assim devem explicações ao povo sobre essas multiplicações incompreensíveis. Michel Temer, presidente da República  interino, político há mais de 50 anos, doador de milhões de reais  aos filhos, o que não deixa de ser elogiável, poderia ser o primeiro a oferecer ao povo algum subsídio a respeito.

Ademir Valezi Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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MAIS UM TENTÁCULO DE RENAN

O ministro da Transparência foi pego em conversas incompatíveis com o cargo. Apesar de o conteúdo do grampo soar como conversa velha, o que chama atenção ao cidadão comum é que o ministro foi indicado por Renan... Para aqueles que não entendem o papel desse cargo, esse ministério é aquele que trata dos acordos de leniência (como se fosse um acordo de delação premiada) com as empresas envolvidas em processos de corrupção. Ao ter poder sob os acordos de leniência, evidentemente, o controle do Ministério também serve como ameaça para direcionar o "filtro seletivo" da informação entre as empresas denunciadas e o MP na direção desejada. Ou alguém tem alguma dúvida?

Oscar Thompson OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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SEM TRANSPARÊNCIA

Esse ministro da Transparência está mais opaco do que nunca! Pobre Temer nas mãos de gente dúbia e de pouca clareza!

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava 

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MALVERSAÇÃO DO DINHEIRO PÚBLICO

O presidente interino Michel Temer mandou passar um pente-fino nas contas de dona Dilma Rousseff como forma de ter elementos para se defender de críticas. Certamente encontrará atos do governo da presidente afastada que consubstanciem malversação de dinheiros públicos. Eis que, na verdade, dona Dilma não aprendeu a lição de casa, porque gosta muito de falar, obtendo como resultado situações adversas, como a imposta pela ministra Rosa Weber, do STF, sobre explicações, com data marcada, a respeito de suas falas sobre “golpe” sofrido. Relembre-se um dito popular: “passarinho na muda não pia”.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br 

Rio Claro

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CORTAR NA CARNE

De tanto ver os participantes do governo, quer sejam do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário, falarem da necessidade de cortar na própria carne, sem produzir nenhum resultado concreto, decidi encaminhar algumas sugestões. Para o Judiciário, rever a moralidade do auxílio moradia e não pensar em aumento já seriam ótimas decisões. Para o Legislativo: rever o fundo partidário, reduzir em pelo menos 50% as despesas da “corte” de cada legislador, além da redução dos cargos de confiança e a extinção dos gastos com artistas (para conseguir o seu apoio) por meio da Lei Rouanet, ou outro subterfúgio.

Tarcisio de Barros Bandeira tbb@osite.com.br

São Paulo

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PRECIOSIDADES DA LAVRA NACIONAL

O Brasil é, sem sombra de dúvidas, um país de gênios. Hoje, o Estadão descreve com detalhes em seu editorial uma aula do professor Aloizio Mercadante Oliva. Verdadeiro exercício de futurologia, cálculos matemáticos extremamente avançados. Mas isso já era esperado. Ele foi escolhido para esse extraordinário feito pela sua mestra, a "gênia presidenta" afastada, Dilma Rousseff, hoje entocada no Palácio da Alvorada, e nós, contribuintes, continuamos a pagar a conta. O gênio falou mal do novo governo, repetindo aquele mesmo blá, blá, blá de sempre, característico do Partido dos Trabalhadores (PT) e que não vai convencer ninguém. Provavelmente ao voltar ao Palácio, para prestar contas à patroa, vai ser chamado de burro, o que não deixa de ser uma verdade, e será convidado para o longo velório do partido que ele está ajudando a matar. Mas vou citar só mais um gênio, que são muitos. Esse, parido de outra laia, a do exu de Garanhuns, chama-se Taiguara, não é o compositor, é um Taiguara genérico, sintetizado em laboratório de fundo de quintal, Taiguara Rodrigues dos Santos, um vidraceiro falido da cidade de Santos, descoberto pelo espetacular faro da Odebrecht, que imediatamente o contratou para que ele construísse uma Hidrelétrica em Angola. O cara não é um gênio? Não é mais uma preciosidade da rica lavra nacional? 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com     

São Paulo 

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A AULA DO PROFESSOR MERCADANTE

A "brilhante" aula do professor Mercadante nos ensina que, se a senhora Dilma retornar, o Brasil ficará definitivamente no banco dos repetentes.

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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INFLAÇÃO

Ao ler a propaganda de uma rede de supermercados oferecendo em promoção 1 kg de abacaxi (jamais havia visto abacaxi sendo vendido a quilo) por R$ 21,73, só resta pedir ao presidente em exercício Michel Temer que comece efetivamente a governar. O povo não tem dinheiro nem emprego para enfrentar tal inflação.

MARIA DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru 

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IMPOSTO SINDICAL

Com referência à extinção do Imposto Sindical, mencionado pelo leitor desse conceituado jornal em 31/5, acredito que todos os trabalhadores não sindicalizados apoiam essa ideia, pois, além de mexer na sua renda mensal, não há prestação de contas dos valores arrecadados.

Alvarez Aguiar alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo

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DESEMPREGO, O PROBLEMA

O ex-ministro do trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianoto Pinto, mostrou com clareza as mazelas da nossa legislação trabalhista e como ela vem sendo mal praticada em nosso meio e como isso tem sido a causa das elevadas taxas de desemprego, para desânimo de quem trabalha tentando melhorar as coisas nessa área não é de hoje (Desemprego, o problema, 27/5, A2). A esperada reforma trabalhista, a mais frustrante negligência dos governos do Partido dos Trabalhadores, precisa urgentemente ser trabalhada. O outro custo Brasil que deveria merecer a atenção nessa reforma diz respeito à profusão de regulamentação profissional, chegando por aqui a mais de uma centena, quando em países desenvolvidos não passa de uma dezena, gerando enormes custos para a sociedade e quase nenhum benefício (a não ser para uma meia dúzia de oligarcas).

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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PREVIDÊNCIA

Fernão Lara Mesquita afirmou em seu artigo desta segunda-feira (30/5, A2) que o gasto com Previdência do funcionalismo público é 33 vezes maior que o gasto com a Previdência dos empregados da iniciativa privada/autônomos. Creio que seria muito importante o Estadão publicar uma reportagem mostrando a real situação da Previdência, levando em conta cálculos atuariais. Isto ajudaria a população a cobrar do governo ações que visassem a corrigir distorções e para que o impacto de eventuais correções não recaísse apenas naqueles que já recebem um retorno pequeno quando se aposentam.

Mário Corrêa da Fonseca Filho mario@mariofonseca.com.br

São Paulo

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‘A DÍVIDA DOS JORNALISTAS’

Excelente artigo escrito por Fernão Lara Mesquita. Deveria ser publicado em todos os jornais.  

Zaquie C Meredith zaquie@zaquie.com

São Paulo

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EXEMPLAR

Parabéns a Fernão Lara Mesquita pelo artigo (30/5,A2) é a justiça que falta.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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OPORTUNIDADE DE OURO

Uma declaração recente de Temer me chamou muito a atenção: “Eu sei lidar com bandidos”. Ele poderia aproveitar este momento de dúvidas quanto ao seu comportamento no exercício da Presidência para ganhar valiosos pontos com a opinião pública, mostrando que vai saber lidar com os bandidos da máfia dos planos de saúde e com a sua principal cúmplice, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que, ano após ano, conseguem, certamente por meios que ficaram explícitos depois do advento da Operação Lava Jato, que os planos sejam reajustados muito acima dos índices de inflação, roubando dinheiro dos indefesos consumidores desse necessário serviço e enriquecendo vergonhosamente, e a olhos vistos, os proprietários dos planos, tornados verdadeiras potências econômicas em anos recentes. Além do mais, se o governo pretende propor ao Congresso que, a cada ano, as despesas públicas só poderiam crescer na proporção da inflação do ano anterior, por que os segurados teriam de arcar com o aumento compulsório de despesas acima da inflação? Recentemente li que a ANS está prestes a aprovar um reajuste anual bem acima da inflação.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Muito me estranha a entrevista com o sr. Raul Jungmann, não só pela temática dominante, Operação Lava Jato, mais do que propalada, e nada a respeito da Defesa do Brasil, pasta na qual está lotado, mas também pela desinformação do perfil do ministro do novo governo. O sr. Raul Jungmann ao que consta é suplente de deputado federal e não deputado federal licenciado, tanto é que nem votou no impeachment de Dilma Rousseff. Além disso, aliado incondicional das esquerdas, foi o grande artífice da criação do MST durante o governo de FHC. Como se não bastasse foi, juntamente com Renan Calheiros, líder da frente parlamentar do SIM ao desarmamento no Referendo de 2005, quando pretendia tirar mais um direito da população brasileira, rechaçado veementemente nas urnas.  A este respeito os dois líderes deste famigerado movimento não conseguiram até hoje justificar as suas contas no TSE.  A pergunta que não quer calar e que deveria ser feita é: como um indivíduo com este prontuário pode dirigir a pasta da Defesa Nacional?

Marco Antonio Moura de Castro mike.castro@uol.com.br

São Paulo 

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UM BASTA À BANDIDAGEM

Se boa parte do Congresso é réu, segundo o ministro da  Defesa, Raul  Jungmann, fica difícil governar , afirmou ainda o deputado licenciado o seguinte: se há inteligência no Congresso, e eu acho que há, todos  sabem que  chegamos ao fundo

do poço e não há  outra  saída a não ser que a Operação Lava  Jato vá até as últimas  consequências. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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FIM DAS MANOBRAS POLÍTICAS

Como disse o ministro Raul Jungmann, político que enriqueceu na política roubou. O que a classe política tem de entender é que a sociedade civil não aceita mais serviços públicos de péssima qualidade, enquanto políticos desviam dinheiro que teria a finalidade de financiar a saúde e a educação. Neste sentido, urge lutar, com todas as forças da sociedade, contra os dois projetos de lei do deputado do PT do Rio de Janeiro, Wadih Damous, que acaba com a delação premiada para presos e também impede a prisão do condenado em segundo grau, numa evidente manobra para proteger criminosos.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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SUJEIRA POLÍTICA 

As gravações que estão sendo divulgadas não podem deixar os envolvidos impunes. O presidente Temer tem de se posicionar e tomar medidas que possam trazer mais tranquilidade ao Brasil!

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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VITÓRIA DA TOGA

O artigo A vitória da toga sobre o colarinho branco, de Carlos Ayres Britto (Estadão, A2, 29/5), definiu muito bem a Operação Lava Jato: "Questão de honra nacional. Símbolo de uma luminosa era que, deitando raízes no julgamento da Ação Penal 470 (prosaicamente conhecida por "mensalão"), acenou com a perspectiva do definitivo triunfo da toga sobre o colarinho branco dos mais renitentes e esquadrilhados bandidos". Graças à competência do nosso herói, juiz Sérgio Moro e de sua equipe. E se o STF não atrapalhar, em breve o chefe da quadrilha, que não tem foro privilegiado, também pagará pelos seus crimes. E o resultado da Operação Lava Jato será ainda melhor se o STF também trabalhar com agilidade e competência, para punir os corruptos com foro privilegiado, que continuam no Congresso, rindo da cara dos brasileiros que trabalham e pagam impostos. Vamos lá, ministros do STF, mirem-se no exemplo do juiz Sérgio Moro! 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PODER JUDICIÁRIO

Agradeço ao ministro Ayres Britto pelo excelente artigo A vitória da toga sobre o colarinho branco. Didático, claro, preciso, objetivo, rico em imagens que muito o ilustram. 

As forças de segurança e de proteção e a forma de organização são primárias na criação e na formação da sociedade. Serão, portanto, seu alicerce e a garantia de sua sobrevivência. Em sendo primárias na formação, logicamente serão as últimas a desaparecerem antes que desapareça a própria sociedade. Assim, não há que falar em "ditadura do Judiciário", pois é o Judiciário um dos esteios que assegura a existência e o funcionamento da sociedade. Se restar o mínimo de inteligência para entender o artigo e de vergonha a Sarney, aquele que criticou a ditadura do Judiciário, vai ser reconhecido como um dos "renitentes e esquadrilhados bandidos" tão bem citados no texto. 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte 

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NO DNA DO PT

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) apresentou o projeto de Lei 4.557/2016 para alterar a decisão do Supremo Tribunal Federal que estipulou a prisão de réus condenados, após a decisão final no segundo grau, mesmo quando cabem recursos no processo. Apresentou também o Projeto de Lei 4.372/16 que pretende acabar com a delação premiada de pessoas que estejam presas. Embora os políticos de vários partidos estejam sendo investigados na operação Lava Jato ou por financiamentos ilegais de suas campanhas eleitorais, coube ao PT liderar este movimento de retrocesso, talvez por ser o partido político com maior número de pessoas com problemas com a lei, começando por Lula e Dilma. Não podemos deixar isto acontecer, resiste Brasil!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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O LEGADO E A FARSA

De forma magnífica e didática o professor Denis Rosenfield mostrou a diferença entre a verdade abraçada pela "direita" e a farsa da "contabilidade" petista. Todos os países latinos gerenciados pela esquerda têm problemas sérios, causando o empobrecimento dos seus povos. A leitura deste artigo simples e claro é essencial!

Samuel Ribeiro ribeirosammy1940@gmail.com

Punta del Este (Uruguai)

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LEGADO DILMA

Apesar de o Brasil estar à beira da falência, Dilma acha que cumpriu sua função com competência. Dilma perdeu a Presidência, mas receberá indenização da União por ser deposta e o valor será pago por nós. Dilma deixou como legado o desemprego e a recessão e a inflação. E também o “petróleo”. 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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DESCRÉDITO DO BRASIL 

Toda vez que Dilma abre a boca para desfiar seu rosário de mágoas aumenta o descrédito do Brasil no exterior, além de desestabilizar a economia, já em frangalhos, por culpa dela. O Temer e o povo devem agradecer duplamente ao deputado Eduardo Cunha por colocar em votação o impeachment na Câmara e por inviabilizar o crescimento da farsa petista. 

Vicente Limongi Nettolimonginetto@hotmail.com

Brasília

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BOBAGENS

Aterrorizante a entrevista de Dilma. Refestelada em uma poltrona com todas as mordomias pagas pelos brasileiros, sua única preocupação foi com a retomada de poder e a sede de vingança. Nada quanto aos milhões de desempregados, nada quanto aos R$ 170 bilhões gastos despudoradamente, nada quanto às mentiras. Apertando o botão “delete” para as perguntas chatas e irrespondíveis, a sensação que passou é que estivéramos voando em um jato de última geração pilotado por uma comandante com poucas horas de teco-teco.

Regina Ulhôa reginaulhoa13@outlook.com

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DESPERDÍCIO TOTAL

Estima-se que os gastos de Eduardo Cunha, mesmo afastado da Presidência da Câmara, custa ao erário cerca de R$ 500 mil. Conclui-se que o presidente interino Waldir Maranhão custe outro tanto. Dilma, presidente afastada, custa uma fortuna, ganhando salário sem trabalhar, ocupando o palácio, usando funcionários, avião, custeio geral. E Temer, por conclusão, também nos custa caro, mas pelo menos está trabalhando e bem. Aonde vamos parar pagando o dobro por aquilo que não deveria nos custar nada ou pelo menos não tanto? Haja vista que na Casa Branca as únicas refeições a que Obama tem direito de gratuidade são aquelas que envolvem recepções de Estado. Li que se o presidente americano quiser comer um sanduíche de madrugada, o preço é debitado de seu salário.  Já aqui, recentemente, no dia em que Dilma passou pelo crivo dos deputados, soube que Lula esteve no Palácio da Alvorada, solidário a ela, degustando, por horas a fio, camarões no terraço, regados a uísque... Que complexo de vira-lata estranho esse que Lula vivia dizendo que sofrem os brasileiros? Só se a gastança for para compensar esse complexo... Que vergonha, afinal, não tem que cortar gastos?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo 

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DEBOCHE PARLAMENTAR

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, conta com o auxílio de 16 seguranças, 8 vigilantes, 4 motoristas, 23 secretários parlamentares, 4 garçons, 6 cozinheiros e 2 arrumadeiras. O custo mensal de toda essa mordomia ultrapassa o valor de R$ 540 mil ou o equivalente a 15 casas populares. Os parlamentares brasileiros não perceberam ainda que o País está atolado em dívidas e que os contribuintes não contam com nenhuma dessas regalias. 70% dos brasileiros ganham até 2 salários mínimos, ou seja,  R$ 1.760. Ao invés de doar milhões de reais a um truste, Cunha bem que poderia ter utilizado esse dinheiro para custear as suas próprias despesas, dando um ótimo exemplo de honra e honestidade. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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HISTÓRIA DAS FAMÍLIAS

Gostei de ver no Estadão de domingo (29/5) a história da família Jucá, de Roraima. Sugiro que façam o mesmo com a família Calheiros, de Alagoas, e com a família Sarney, do Maranhão. Por favor avisem se (e quando) fizerem para que eu compre o jornal.

 

Alberto Jose Simões de Abreu tuze@ufba.br

Salvador

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