Fórum dos Leitores

CASO PASADENA

O Estado de S.Paulo

04 Junho 2016 | 03h00

Dilma sabia

A se basear nas confissões do ex-diretor da Petrobrás sr. Nestor Cerveró sobre a compra da Refinaria de Pasadena – de que Dilma Rousseff sabia das negociações de propina no negócio –, conclui-se que a segunda alma mais honesta deste país não é tão honesta assim.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Quanto vale?

No processo de desinvestimentos da Petrobrás, que, segundo seu presidente, Pedro Parente, deve continuar, surge a curiosidade de saber, caso haja interessados, quanto será o valor ofertado pela Refinaria de Pasadena.

ANTONIO CLAUDIO SALCE

claudiosalce@papirus.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Impunidade

Pareceu absolutamente impróprio e preocupante o discurso de posse do novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Lorena Jardim, que, ao referir-se aos acordos de leniência, deu a entender que deve adotar um viés de impunidade às empresas flagradas e condenadas por envolvimento em ilícitos e malfeitos de toda natureza nos governos petistas. Isso em nome da possibilidade de retomada do crescimento econômico, dos investimentos e da geração de empregos. Em plena vigência da Lei Anticorrupção, suas palavras soam um tanto quanto desafinadas e fora de tom diante das enormes expectativas que o País tem de uma nova postura do governo em exercício. Basta de impunidade!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Acordos de leniência

O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim, deveria conhecer e seguir o marco legal ao qual está sujeito para exercer suas funções. A legislação anticorrupção brasileira deve estar alinhada com a Convenção da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre combate à corrupção, que estabelece padrões juridicamente vinculantes para criminalizar a corrupção. No seu artigo 5.º a convenção diz que a investigação e a condenação “não devem ser influenciadas por considerações de interesse econômico nacional”, ou seja, posição diametralmente oposta à do ministro Jardim, que vincula os acordos de leniência com a necessidade de crescimento econômico e geração de empregos, confundindo causa e efeito: a participação das empresas em atos de corrupção com o governo está na origem da recessão e do desemprego enfrentados pelo País. A flexibilização dos acordos de leniência deve ser evitada para manter o espírito e a efetividade da lei.

CARLOS E. LESSA BRANDÃO

celb@iname.com

São Paulo

GOVERNO TEMER

Todo cuidado é pouco

Confesso preocupação com a forma frouxa e reativa com que o governo interino de Michel Temer tem tratado alguns temas que são de particular preocupação de todos os que, como eu, apoiaram o “Fora Dilma”. Não bastasse o arrependimento pela nomeação de ministros enrolados com acusações da Operação Lava Jato – em poucos dias dois já rodaram – e cingido pelos apelos tanto dos que desaprovaram a ausência feminina nos altos escalões do governo quanto pela gritaria dos privilegiados artistas “Rouanet”, irresignados com o rebaixamento do Ministério da Cultura à condição de secretaria, segue o Executivo, dia após dia, recuo após recuo, deixando todos apreensivos. Compreendemos que o interino tem lá suas contingências de ordem política, mas tudo tem limite. Agora mesmo dão os jornais que ninguém menos do que José Rainha, figurinha carimbada da delinquência nacional, condenado pela Justiça a mais de 30 anos de cadeia por desvios relacionados à reforma agrária, foi recebido em audiência no Palácio do Planalto – talvez em sinal de agradecimento (!) pelo fato de o indigitado ter ajudado a “distensionar” a invasão que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) fez à fazenda de um ex-assessor de Temer no interior paulista. Ora, não é porque Temer diz saber “tratar com bandidos” que deva recebê-los em palácio. Isso é o fim da picada! Como se não bastasse, no mesmo dia, após o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) invadir o andar térreo do escritório da Presidência da República em São Paulo, o Ministério das Cidades divulgou nota confirmando novo recuo do governo na questão das contratações do programa Minha Casa, Minha Vida, modalidade Entidades. Ora, se em cada queda de braço que surge o governo hesita ou recua, daqui a pouco vão perceber que quem gritar mais alto leva e, aí, o princípio da autoridade vai para a cucuia, como dizem. Isso, somado à aparente ausência de uma estratégia de comunicação – Temer até agora não se manifestou em rede nacional –, vai minando as bases do governo interino, que aspira ser permanente e ficar no posto até 2018. Nunca esquecendo que Dilma Rousseff ainda não é carta fora do baralho. Todo cuidado é pouco.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Fogo amigo

Parece que tem gente no PMDB interessada em puxar o tapete de Temer toda vez que ele precisa de um nome para compor seu governo. Agora é a vez da ex-deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), indicada para ocupar a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Ela é apontada pelo Ministério Público Federal (MPF) como integrante de “articulação criminosa” responsável pelo desvio de R$ 4 milhões de emendas parlamentares.

MARCOS ABRÃO

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

Cada dia pior

Temer mal esquentou a cadeira e já empossou vários ministros envolvidos em falcatruas investigadas pela Operação Lava Jato. Entre estes, Romero Jucá (PMDB-RR), acusado de pacto para deter a Lava Jato, e Fabiano Silveira, que pediu demissão após vazamento de áudio em que critica a operação da Polícia Federal. Agora, Fátima Pelaes (PMDB-AP), prestes a assumir a Secretaria de Políticas para as Mulheres, é apontada em investigação do MPF como integrante de uma “articulação criminosa”. Pode ser pior? Sim! Com aval do Planalto, foi feito um acordo entre a base governista e a oposição em que deputados começaram a votar um pacote de 15 projetos de reajuste para o funcionalismo público federal, 14 deles com impacto de R$ 58 bilhões nas contas públicas. Os projetos seguirão, agora, para análise do Senado. Querem ainda mais? Sim! Acreditem! Não havendo dinheiro para tanto, Temer admite recriar a CPMF e aumentar a idade mínima para a aposentadoria. Está na hora de voltarmos para a rua.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SITUAÇÃO SOMBRIA

Foram arrecadados R$ 847 bilhões nos primeiros 153 dias do ano. Não falta dinheiro para pagar os juízes federais, que ganham até R$ 107 mil por mês, ou seja, 121 salários mínimos, no Espírito Santo. Faltam recursos para a educação, para a saúde e também para a segurança da população de baixa renda. Não existe transparência alguma nas folhas de pagamento dos funcionários públicos, que são pagos com o dinheiro dos tributos arrecadados pelo governo brasileiro. Sombria é a situação financeira do País, com alta inflação e desemprego, além do atoleiro de dívidas dos governos estaduais e federal. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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NA SURDINA

Melhor para nós, se não perdermos a capacidade de nos surpreender diariamente com as notícias e articulações tramadas na corte, bem como a capacidade de nos indignar com as mesmas. Discutem sobre o achatamento dos salários em geral, das perdas dos aposentados e outras benfeitorias sociais, cogitam veladamente sobre a criação de mais impostos - estamos na metade do ano e, até aqui, trabalhamos de graça para pagá-los -, mas, na surdina da madrugada aumentaram as benesses dos servidores públicos, causando um roubo, digo, um rombo de quase R$ 60 milhões. Algum juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) vai ter a coragem de receber cerca de R$ 30 mil mensais, enquanto abaixo de sua toga há 12 milhões de desempregados por causa da paralisação da economia por conta desses políticos (e juízes) vorazes e incompetentes que temos? Esperando pra ver.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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VERGONHA!

Enquanto mais de 10 milhões de brasileiros sofrem com a crise e desemprego, além da péssima qualidade dos serviços públicos, o Judiciário ganha um substancial aumento.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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REAJUSTE DOS SERVIDORES FEDERAIS

Realmente, Michel Temer, presidente interino da República, não é bobo  nem burro. Rapidamente ele pediu para o Congresso aprovar o reajuste dos servidores públicos federais, que já estava combinado entre a Dilma e os sindicalistas da categoria, antes que os sindicatos tivessem tempo de se arrepender e começassem as greves nos órgãos públicos. E, assim, o Congresso aprovou o "mega-reajuste" de 21,5%, dividido em quatro anos, o que equivale 5% ao ano. Considerando que o último reajuste dos servidores foi em janeiro de 2015, o índice aprovado e que será pago até 2019 mal recompõe as perdas salariais dos últimos dezessete meses. Um ótimo negócio para Temer. E como o Brasil está passando por uma grave crise financeira, sugiro aos empresários e às instituições financeiras que usem o mesmo plano de reajuste salarial dos funcionários públicos federais, para negociar os reajustes salariais com os sindicatos dos metalúrgicos, de transportes, bancários e, principalmente, dos jornalistas e funcionários da mídia. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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DESCOMPASSO

Enquanto os servidores públicos querem viver em um Brasil utópico, o resto da população brasileira vive uma triste realidade...

Luíz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ACORDO?

Qual a justificativa para o bilionário aumento dos salários do funcionalismo federal? Ainda mais nesse momento delicadíssimo do País e de suas contas. Que contribuição a mais essa turma deu aos cidadãos brasileiros para ganhar isso? Ah, entendi: os deputados bandidos deram aumento aos juízes e promotores (principalmente), para garantir que os processos contra políticos e funcionários corruptos andem mais devagar ou sejam arquivados.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas 

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OUVI DIREITO?

Será que algum político, em sã consciência, acredita que seu eleitor aprovaria um reajuste de R$ 53 bilhões para o funcionalismo público? Qual é o nível de credibilidade de um governo que se abstém dos sacrifícios impostos à população? Um grupo que busca a unidade nacional não deveria dar o exemplo? Discursos tecnicamente perfeitos, senhor presidente, não espantam a crise nem enchem a barriga dos 11 milhões de desempregados.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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NAU DESGOVERNADA

A coluna de José Roberto de Toledo - "Enquanto o cisne não vem" (2/6), ilustra de forma clara e nítida a situação delicada em que se encontra o recém-empossado presidente interino e provisório Michel Temer, refém do grupo de caciques do PMDB e PSDB, entre alguns outros menos expressivos, responsáveis pelo voto pró-impeachment. Temer, por óbvio, deve a eles satisfações de seus atos, caminhando como malabarista de circo numa corda bamba trêmula e fina, que ameaça derrubá-lo ao menor descuido. Administrar a caótica situação em que o País se encontra, em meio a mais aguda e severa crise sociopolítica, econômica, moral e ética de sua história, herança maldita dos desgovernos petistas, já é tarefa por demais árdua e espinhosa, o que dirá tendo ainda de agradar e atender aos reclamos de Bentos, Chicos e Josés. Diante disso só nos cabe torcer para que a interinidade de seu governo seja breve, para que possa assumir de vez o comando da nau desgovernada em busca de um porto seguro. Que os deuses dos mares nos guardem dos perigos à volta. 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OS VACILOS DE TEMER

Há um provérbio português que diz: "De médico, de sábio e de louco, todos nós temos um pouco". Todo brasileiro que de forma efetiva ou pouco interessada esteja acompanhando a fatigante tramitação dessa merecida e providencial defenestração da presidente Dilma Rousseff, ou deve desconfiar ou já tem certeza de que o vice de Dilma, o presidente interino Michel Temer, demonstra por atos inequívocos que a sua afinidade é com a suplência e que indiretamente apela aos deuses para que tudo seja o dito pelo não dito e que decorrido o prazo estabelecido para o término do processo, madame Rousseff assuma o seu posto e que ele, o interino, retorne ao aconchegante posto secundário. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ) 

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RETROCESSO

Caro presidente interino, Michel Temer, torço todos os dias por seu sucesso e permanência até 2018. Confio em Henrique Meirelles e adorei a nomeação de Aloysio Nunes como líder do governo no Senado.  Mas, por favor, desfaça Já a insensatez de nomear, num país laico, uma  evangélica para a Secretária de Políticas para as Mulheres.   Fátima Pelaes é acusada de ter desviado dinheiro do Ministério do Turismo para uma igreja evangélica no Amapá. O dinheiro teria ido para um pastor que se dizia 'turismólogo', mas serviu também para abastecer a campanha de Fátima para deputada. Ela não se elegeu! A ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) é evangélica e não concorda com a descriminalização do aborto. Ela já se manifestou contra o procedimento, inclusive em casos de estupro, o que é permitido por lei no Brasil desde 1984. Ou seja, ela é um retrocesso para nós, mulheres, que o apoiamos!

Irene Kantor irene.kantor@terra.com.br

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA

Para mim é o cúmulo da demagogia esse  "Ministério da Transparência"!

                                               

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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INTERESSES PESSOAIS 

Se o Estadão fizer por esses dias um novo placar do impeachment, com os senadores que de fato serão os juízes do processo de impedimento ou não da presidente Dilma, o resultado desse placar  vai desapontar muita, mas muita gente. Não se trata de ser pessimista, mas sim realista, depois de analisar a conduta dos senadores.

Jose Piacsek Netobubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava 

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INGENUIDADE 

Os acordos de leniência propostos servirão apenas para aumentar o preço das obras públicas, pois será incorporado à roubalheira habitual um porcentual: além do superfaturamento de praxe será cobrada uma previsão para eventual acordo de leniência. Em algum tempo Marcelo Odebrecht terá cumprido sua pena e voltará ao comando de uma das maiores empresas do País, como se nada tivesse acontecido. Se o Brasil quiser realmente mudar e acabar com a corrupção, as empresas apanhadas em esquemas sistemáticos de corrupção, reincidentes graves, deveriam ser desapropriadas e vendidas, ai sim essa tigrada iria pensar duas vezes antes de entrar nos esquemas. Punição severa também para os que contratam as obras públicas e dão as cartas desse jogo imundo. 

Mário Barilá Filho  mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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TORCIDA PELO BRASIL

Em “Torcer contra só piora” (Estadão, 2/6), como a maioria dos brasileiros de bem, fiquei exultante com a queda, ainda que provisória, do (des) governo Dilma. A posse de Michel Temer, para mim, fez nascer a esperança de que o novo governo, para  promover o saneamento moral de nossa instituições governamentais, iria, inicialmente, afastar-se de políticos corruptos, os principais responsáveis pela caótica situação à qual o Brasil  foi conduzido. No entanto, constatei, por notícias divulgadas pela mídia, que no Ministério formado pelo novo presidente em exercício, tomaram posse políticos que, caso fossem dotados de imprescindível reputação ilibada, jamais seriam alvo de investigação da Operação Lava Jato, Zelotes ou congêneres. Já na primeira semana do novo governo, a divulgação de escutas telefônicas reveladas por delação premiada resultou na queda de dois dos novos ministros, Romero Jucá e Fabiano Silveira. No entanto, lamentavelmente, outros políticos alvos de investigações criminais em andamento e, portanto, excluídos da relação de personalidades com reputação ilibada, continuam no Ministério. Este, a meu ver, é o principal motivo pelo qual a opinião pública não confere “carta branca” ao governo provisório. Isto não significa, de modo algum, que pessoas bem intencionadas quanto ao destino do País torçam contra o governo Temer.  Não se pode confundir “criticar” com “torcer contra”. Critico, mas torço a favor do governo Temer. Torço a favor do Brasil.

Roberto Twiaschor  rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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DIFICULDADES 

Não haverá golpe de oportunistas após o impeachment (se houver impeachment), não se preocupem. Temos agora no STF um ministro (Gilmar Mendes) que no passado recente já garantiu isso. 

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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LAVA JATO

Emblemática, a operação Lava Jato, tão esperada e aplaudida, se paralisada será sinal de fracasso e gerará sentimento de frustração. A promiscuidade entre políticos e iniciativa privada necessita ser apurada em todas as instâncias até o fim, sob pena de futura especialização do vício da corrupção no Brasil pelos mesmos atores, abalando irreversivelmente a credibilidade dessas instituições para a sociedade civil brasileira, que já sofre em todos os setores os reflexos negativos dos desvios e apropriação dos recursos públicos por essa gente carimbada.

Bento Manuel Navarro Filho bentobrasileiro@yahoo.com.br

Campinas 

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DISCURSO FURADO

Ao dizer que os áudios vazados revelaram apenas as suas ingênuas opiniões pessoais, o presidente do Senado Renan Calheiros nada mais fez do que chamar toda a sociedade brasileira de idiota.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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BURACO NEGRO    

O ex-governo Dilma-PT continua fazendo estragos. A incompetência foi tão grande que poderíamos classificar como uma administração tatu: foi cavando um buraco atrás do outro e afundando o País. 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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A CORRUPTA DITADURA DA COALIZÃO

A população vive sob o sobressalto das revelações. Dirigentes das maiores empreiteiras, altos executivos de estatais e personalidades políticas encarceradas ou usando tornozeleiras. Dezenas de parlamentares e homens de governo estão sendo investigados e sob o risco de cair na vala comum dos corruptos. O novo governo, ainda provisório, é alvo de manifestações daqueles que, afastados, não querem largar o osso. O simplório gravador de vozes constitui a bomba terrorista que um corrupto reconhecido utiliza para cooptar e aterrorizar figurões, que, supostamente, também têm as mãos sujas. A República brasileira chegou ao seu mais baixo degrau. A Operação Lava Jato e as suas subsidiárias prestam um grande serviço ao revelarem os esquemas criminosos e os seus praticantes. É preciso intensificar as apurações e cuidar rápido das reformas. O grande mal está no presidencialismo de coalizão, que traz a corrupção na sua gênese. Quem não se corrompe, não sobrevive. Há que se encontrar a fórmula em que o Executivo governe, o Legislativo discuta as leis e fiscalize, e o Judiciário garanta o ordenamento jurídico. Não podemos continuar como hoje, onde o maior corrupto é o sistema.

Dirceu Cardoso Gonçalves cardosodirceu34@gmail.com

São Paulo

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MUDANÇAS NECESSÁRIAS

O Senado aprovou pena de até 30 anos de reclusão para crimes de estupro coletivo. Mas o que incomoda é esse modo de agir dos poderes constituídos brasileiros de apenas responderem aos anseios públicos, quando ocorre um caso de comoção nacional, que una os clamores de todos em uníssono de escândalo e repulsa. Senhores parlamentares, nesse passo, só daqui a mil anos os senhores irão cumprir com o que todos sabem já deveria estar feito há muito tempo. Agir sob encomenda é adequadamente manter esse passo lento que só interessa aos que, de momento, estão muito bem, obrigado. Que tal modificarem todas as leis de execução penal, agora mesmo, e assim todas essas mordomias de que gozam os políticos, tão indevidas e que tanto pesam nas costas do povo brasileiro?

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Andaraí (RJ)

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SEM LEGITIMIDADE?

Que o Mercosul é um bloco mais ideológico do que comercial, ninguém tem dúvidas, porém o que causou surpresa,  às vésperas dos primeiros encontros do ministro José Serra com negociadores comerciais em Paris, foi a carta enviada à Comissão Europeia por  34 deputados do Parlamento Europeu, total de 751 representantes, para que as  negociações com o Mercosul sejam interrompidas, com a alegação de que  o governo brasileiro não tem legitimidade. Será que a posição dos EUA , país líder mundial, no dia 18 de maio na Organização de Estados Americanos (OEA), de que o processo de impeachment da presidente Dilma ocorreu em respeito às instituições e à Constituição brasileiras  não vale nada?

Edgard  Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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INVASÃO

O episódio da invasão do MTST ao prédio da Presidência em São Paulo era previsível, Lula já tinha avisado que ia barbarizar!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

DESTRUIÇÃO X DIÁLOGO

Os militantes do MTST, liderados por Guilherme Boulos, parecem ter dificuldade em entender, ou fazem que não entendem, que atitudes violentas, tais como queima de pneus e bloqueios de ruas e rodovias, ocupações ilegais de prédios e depredação da coisa pública provocam verdadeira repulsa e antipatia da sociedade a estes movimentos. Se as reivindicações do MTST são honestas - será que são? - a única via possível e honesta é o diálogo. A truculência deixou de ser eficaz há muito tempo - se é que alguma vez foi - e só fará isolar cada vez mais a militância. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MTST

Supostos integrantes do MTST invadem a sede da Presidência da República na Av. Paulista, depredam, provocam danos, descumprem ordem legal, machucam policial na ação e Guilherme Boulos diz que “eles” (?) vão incendiar o País. Há algo de podre no reino da Dinamarca...  

Coronel Luiz Eduardo Pesce Arruda

São Paulo

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ENCONTRO INDIGESTO

A ida do fora da lei, Rainha, ao Palácio do Planalto, onde foi recebido pelo presidente em exercício, Michel Temer, não só causou desconforto na base aliada, mas também em tantos outros que souberam desse famigerado encontro.  Essa indigesta reunião, foi intermediada pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), que “tanta força” tem oferecido ao governo, até então provisório. Tem colocado empecilhos na necessária e urgente reforma Previdenciária e, agora, introduz no Palácio, esse mau caráter, que fez e faz do “invadir”, seu verbo favorito.  Esse excesso de força, perfeitamente dispensável, poderá sobrecarregar a energia palaciana e causar um blecaute geral em Brasília, para delírio da agora, tropa “curto circuito”, de opositores. Quem tem um apoiador assim, não precisa de inimigos.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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OCUPAÇÕES

Escolas sendo ocupadas por alunos é algo que na minha já longa vida nunca havia presenciado. Como se trata de movimento que se alastra Brasil afora, corre o risco de se agigantar, com consequências impossíveis de prever a curto e a médio prazos. A situação falimentar dos Estados e de muitos municípios torna difícil atender, ou sequer debater, as reivindicações, que vão desde a atualização de salários dos mestres, passando pela exigência de eleições diretas para as direções (!), até melhores condições de infraestrutura das escolas. Tudo muito justo, mas associados a manifestações impregnadas de insensatez, imaturidade e intolerância, resultado dos péssimos exemplos das classes dirigentes. Enquanto isso, o País é pessimamente classificado em educação por critérios internacionais. Preocupante! 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PÍLULA DO CÂNCER

Ora, se os testes realizados provaram sua ineficácia, por que tantos estão se empenhando na sua proibição e com tanta veemência? Há algo de estranho no reino da Babilônia!

John F. Davies johnfdavies@gmail.com

Valinhos

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