Fórum dos Leitores

UNIÃO EUROPEIA

O Estado de S.Paulo

28 Junho 2016 | 03h00

O divórcio britânico

O resultado do plebiscito que muda toda a estrutura econômica e social do Reino Unido, afetando também os antigos parceiros do bloco europeu, deveria ser analisado por seu estreitíssimo resultado, que, na verdade, ofereceu um empate técnico. As razões do divórcio não são tão consistentes como as transformações que ocorrerão no continente, contaminando o restante do mundo. Não demora e o efeito cascata atingirá a Escócia e a Irlanda do Norte, que podem promover um referendo para se divorciarem da Inglaterra e do País de Gales. O orgulho do antigo Império Britânico, onde o sol jamais se punha, da Armada Invencível, da pompa e circunstância de um reino dos tempos da carochinha, ainda amargará um pedido de retorno à União Europeia (UE), afogando sua arrogância e sua prepotência colonialista nas águas do Rio Tâmisa. Enquanto o mundo procura fortificar-se em grupos econômicos, o Reino Unido se enfraquece.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Brexit

Os mais de 17 milhões de britânicos, conservadores e racistas, que decidiram o Brexit só se darão conta da besteira que fizeram daqui a alguns anos, quando as consequências nefastas econômicas e políticas da saída da União Europeia se farão sentir no que sobrar do Reino Unido. É imperativo que as sociedades e os governos dos demais países da União Europeia não subestimem a força de grupos de extrema direita, xenófobos e de visão curta. Seguramente, o Brexit será lembrado como uma das maiores patacoadas da História da humanidade.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Mundo desequilibrado

Com a vitória do Brexit, o consequente êxodo de mais países importantes da União Europeia e a provável eleição de Donald Trump nos EUA, o mundo poderoso está migrando para a direita. Ou seja, ficando faminto de mais uma grande guerra.

ANTÔNIO PENTEADO SERRA

apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

Shakespeare

Se, parodiando o cantor e poeta, só é possível comandar em alemão, com a saída da Grã-Bretanha o inglês deixará de ser a língua oficial da União Europeia? Estranha situação quando o mundo lembra os 400 anos da morte de Shakespeare.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

‘Um lance de alto risco’

Não me surpreende que o Estadão defenda o enorme Estado instalado em Bruxelas, com sua burocracia, excesso de regulamentação, protecionismo e altos custos (25/6, A3). Felizmente, os ingleses são mais sábios e optaram pela liberdade. Para eles já basta um governo grande em Londres. Como bem lembrou o Mises Institute em seu blog (24/6), se se quer o livre-comércio, não é necessário nada mais do que uma lei de uma sentença: é proibido cobrar tarifas aduaneiras. Aos burocratas de Bruxelas, o desemprego. Nos dias que correm, a defesa da liberdade tornou-se, de fato, um lance de alto risco. Parabéns ao povo da Grã-Bretanha!

RENATO SIMEIRA JACOB

rsjbr61@gmail.com

São Paulo

Antes só...

Pensem no paralelo entre Bruxelas e Brasília: são milhares de burocratas que não prestam contas a ninguém, um Parlamento que não representa ninguém. Quando o nazismo avançou, quem se manteve de pé foram os britânicos, os russos e algumas guerrilhas heroicas. Os britânicos estarão melhor sozinhos do que com essa massa amorfa da União Europeia.

MILAN TRSIC

cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

Mercosul

Por votação, os ingleses decidiram sair da União Europeia. O Brasil, por decisão dos políticos, permanece no Mercosul. Duas decisões erradas.

MÁRIO A. DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Sobra algum?

Ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff e marido da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), o petista Paulo Bernardo foi recolhido a carceragem em razão de mandado expedido na 31.ª Fase da Operação Lava Jato. Tudo leva a crer que os tentáculos da corrupção petista não pouparam nada, estendendo-se ao Ministério do Planejamento, e se estima em milhões a propina envolvendo contratos nessa pasta. Também foi detido o secretário de Gestão da Prefeitura paulistana, Valter Correia – que, assim como Paulo Bernardo, atuou no citado ministério. O braço da corrupção petista mostra-se mais longo do que inicialmente se imaginava. Será que, ao fim, vai sobrar algum mandachuva do PT solto para contar a história?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Comissão do Impeachment

Vem chamando a atenção o empenho de Gleisi em defesa da permanência de Dilma na Presidência, na Comissão do Impeachment. Agora, com a prisão de seu marido, Paulo Bernardo, dá para subentender sua atitude.

LUIZ BIANCHI

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), cujo marido foi condenado por improbidade administrativa, prestou solidariedade a Gleisi após a prisão de Paulo Bernardo. Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que Gleisi é a pessoa mais honesta e íntegra do Senado. Ora, Gleisi é acusada de receber R$ 1 milhão desviado da Petrobrás para sua campanha de 2014, Vanessa é acusada de abuso de poder econômico e Lindbergh, de montar esquema de propina. Daí se entende a atitude dos senadores que defendem a presidente afastada desabonando ações da Polícia Federal...

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Ladrão de velhinhos

Paulo Bernardo, duas vezes ministro dos governos petralhas, roubou R$ 100 milhões de velhinhos de baixa renda e endividados. Finalmente chegou a sua hora. Que mofe na cadeia e a ele se vá juntar a “narizinha”. Chega dessa imundície na política!

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

3491esc@gmail.com

São Paulo

CORREÇÃO

No artigo As pedaladas, as campeãs e o assalto aos velhinhos (26/6, A2), onde se lê “R$ 100 bilhões” o correto é “100 milhões”.

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AUMENTO DOS SERVIDORES JUDICIAIS FEDERAIS

Gasto federal com servidor do Judiciário cresce 112% (27/6, primeira página). É um escárnio justificar aumento tão indecente com o aumento do número de processos. Afinal, os referidos servidores são pagos pelo tempo que dedicam a seu serviço. Ao que se sabe, não tiveram aumento de número de horas contratadas. Se estão fazendo mais horas agora, nas mesmas horas de sempre, é porque já poderiam estar fazendo antes. Não esquecendo que eles continuam com condições especialíssimas de não trabalho. Refiro-me a férias e recessos que ninguém tem... E também que, com os aumentos de casos, houve aumento com pessoal. Nada justifica o hipersalário. É muita cara de pau!

 

Roberto Mello Barbieri rmbarbi@gmail.com

São Paulo

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NADANDO EM DINHEIRO

Gasto federal com servidores do Judiciário cresce 112%. Pior do que isso é ter de ouvir muitos políticos dizerem que o aumento dos aposentados irá quebrar a União.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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REAJUSTE DE JUDICIÁRIO

Os servidores do Judiciário têm reajuste de 112% e minha pequena ação para liberação do dinheiro de uma conta corrente de minha falecida mãe, no valor exorbitante de R$ 40 mil, se arrasta há mais de um ano. Isso é Brasil-il-il!

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto 

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AUMENTOS REAIS ABSURDOS

Pela matéria do Estadão, cada funcionário do Judiciário custa mais de R$ 26 mil por mês ao restante da população. Ainda assim, mesmo com Michel Temer - na maior cara dura - dizendo que vai cortar despesas, eles exigem aumento que pode somar quase R$ 70 bilhões até 2018. Não dá para entender. Nem concordar. O pior é a justificativa estrambólica de que tem gente que faz o trabalho que caberia aos juízes: ler petições e redigir as decisões para que eles só assinem. 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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PARA QUE TANTO FUNCIONÁRIO?

 

O que espanta é a União ter mais de 2 milhões de funcionários! Haveria necessidade de tantos?

 

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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CARREIRA BEM PAGA

A propósito da notícia Servidor da Justiça custa à União 112% mais em 20 anos vale lembrar que há vinte 20 anos os servidores públicos eram chamados jocosamente de barnabés, tendo em vista a remuneração aviltante. A conquista progressiva de uma melhor remuneração tornou o serviço público uma opção de carreira a ser encarada com seriedade por grande parcela da população brasileira. Há vinte anos a concentração de renda no Brasil era ainda mais escandalosa e o salário mínimo não atingia nem sequer US$ 100, e o aumento da renda da população possibilitou que o País fosse enxergado com respeito e entusiasmo até mesmo por outras nações mais desenvolvidas, tendência que só foi interrompida com a corrupção praticada não por servidores, mas por políticos corrompidos e corruptores. Logo, melhorar a remuneração dos servidores públicos não pode ser encarado apenas como custo, mas investimento em profissionalização, a qual, aliás, tornou possível a Operação Lava a Jato, que está sob a responsabilidade do Poder Judiciário.

 

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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EFICIÊNCIA DO STF

É claro que um regime democrático precisa de um Supremo Tribunal Federal (STF), mas com um custo de mais de R$ 600 milhões anuais parece que faltam mais rapidez e eficiência em suas deliberações.  O Brasil agradeceria!

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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IMUNIDADE EMBAIXO DA SAIA

A política e as nossas instituições estão tão desmoralizadas que só nos resta tentar rir para não chorar. Portanto sugiro à dona Gleise Hoffmann que de agora em diante use saias bem rodadas para poder esconder o maridinho, já que ele não tem imunidade parlamentar.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo 

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DEU CHABU    

Uma das maiores façanhas do governo interino de Michel Temer foi a de privar os brasileiros de bem das famosas festas juninas que os petralhas  realizavam no palácio planaltino, quando reuniam socialmente  toda a imensa quadrilha e festejavam às nossas custas o resultado dos saques e roubos que praticavam à sorrelfa. 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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IMPEACHMENT E CASSAÇÃO

Os artigos da A2 do Estadão de 26/6, Está no livrinho, de Carlos Ayres Britto, e As pedaladas, as campeãs e o assalto aos velhinhos, de Rolf Kuntz,  são complementares e dirimem qualquer dúvida com relação ao imenso estrago que fizeram ao Brasil os governos petistas. A conclusão óbvia é absoluta necessidade do impeachment de Dona Dilma. Como complemento, a manchete da primeira página - Vaccari e Dirceu querem que o PT assuma a culpa por desvios (na verdade, assaltos,  e não desvios,  cuja maior consequência são os 13 milhões de desempregados) - expressa  a cabal confissão de culpa desse partido, que usou o mote do combate à corrupção para iludir os eleitores incautos. Logo, impeachment do PT também, ou seja, de acordo com a lei, cassação do registro do partido mais corrupto da face da terra.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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PT: P x T

O caso Paulo Bernardo expôs uma conclusão: no PT nem P e o T se respeitam. O da esquerda rouba o da direita...

Benedito de Oliveira Lima Neto beneditonetolp@uol.com.br

Lençóis Paulista

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DILMA X AVIÃO DA FAB

Por garantia, o ideal seria Dilma pagar antecipadamente pelo uso do avião da FAB.  

 

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru 

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FAÇA DELACÃO, LULA!

Lula, sentindo que está chegando a sua hora, está pedindo misericórdia ao juiz Sérgio Moro. Não precisa não, Lula, basta você fazer uma delação premiada, como fez Sérgio Machado. Assim, você facilita o trabalho da Justiça e o máximo que vai acontecer com você será uma tornozeleira por uns tempos, o aconchego do seu lar, seu dinheiro garantido e suas bebidas preferidas. E ainda sai como um semideus, como você gosta de ser chamado. Tem coisa melhor? Neste país o crime compensa!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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TODOS SÃO CULPADOS

Vaccari e Dirceu querem que PT assuma culpa por desvios? Pois então a Polícia Federal (PF) deveria prender todos os integrantes do PT!

 

Cláudio Moschellaarquiteto@Claudiomoschella.Net

São Paulo 

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DEVASTAÇÃO PETISTA

A devastação que o lullopetismo provocou no Brasil foi pior do que a de uma guerra. Vejam o que está acontecendo no SUS. Qual o maior interessado num SUS em frangalhos? O convênio médico!

 

Mario Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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PRISÃO DE PAULO BERNARDO

Senadores, políticos, articulistas e até mesmo o presidente Temer resolveram enfatizar que a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo é triste. Muito mais triste é roubar dinheiro de aposentados. A desfaçatez, falta de escrúpulos e cinismo de quem se proclama defensor dos trabalhadores e se revela um ladrão do dinheiro deles é tão revoltante que não merece comiseração. Que ele pague na cadeia pelo crime praticado sem lamentações! A justiça tem de ser igual para todos, não é o lema da democracia?

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PREÇO DO FEIJÃO

O feijão está caro? Por que o Movimento dos Sem Terra (MST), que recebeu bilhões de reais nos últimos 13 anos não produziu o principal alimento do trabalhador brasileiro? Aliás, não produziram mais nada além de destruição, além de fazer ameaças.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas 

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IMPORTAÇÃO DO FEIJÃO

A laureada escritora Pearl S. Buck em sua obra Boa Terra nos ensina que os chineses consideram que "um bom administrador conserva baixo o preço do arroz e que, quando não tem mais a capacidade de assim o conservar, é tempo de abandonar o cargo". Poderíamos transcrever estas mesmas palavras para o Brasil num elogio à  atitude do Ministro da Agricultura Blairo Maggi, ao autorizar a importação do feijão.

 

 

Dr. Lorival Hari Saade drsaade@bol.com.br

Blumenau (SC)

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AMBIGUIDADES PATOLÓGICAS

 

O artigo do Estado de 27/2, A Falsa República, digna de um autêntico marxista-leninista ou da História Universal da Infâmia, de Jorge Luis Borges, escrita pelo sr. Almir Pazzionnoto Pinto, é digna de ser aplaudida por todos os sindicalistas e advogados respectivos que viveram sob sua presidência no Tribunal Superior do Trabalho. Jamais os dissídios coletivos favoreceram tanto os trabalhadores e, por consequência, seus filhos da favela "Piolho". Ambiguidades acontecem. Ambiguidades crônicas de personalidade são patologia. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA

O caderno Metrópole traz a reportagem "DPs mais violentos tem menos policiais civis para investigações", significando que o planejamento está equivocado por parte da Secretaria de Segurança Pública.   Todavia, o que chega ser mais equivocado ainda é a explicação: de que tem sido investido em recursos humanos e, ainda, esclarece que o orçamento da Polícia Civil sofreu um corte de 35%.    Mas o mais paradoxal é o tratamento dispensado à Polícia Civil, porque, para o Poder Judiciário e o Ministério Público, dinheiro existe e o cofre é o mesmo.   É de se esperar que o novo secretário de Segurança Magno consiga mudar o foco de sua pasta para a incrementação dos serviços policiais de investigação e assim a impunidade diminuirá.   Oxalá o governador Alckim se envolva nesta problemática de sua administração, pois são quase 20 anos de desmantelamento e esfacelamento da Polícia Judiciária,  leia-se Polícia Civil.  Os resultados da Polícia Federal poderiam servir como exemplo ao governador, a não ser que ele queira que nós, cidadãos, "paguemos o pato"!

Ruyrillo Pedro de Magalhães ruyrillo@ig.com.br

Campinas

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O QUE ESTÁ POR TRÁS DO BREXIT?

Com o Brexit aprovado na Grã Bretanha,  abriu-se na União Europeia o desejo de separação. Está claro que o principal motivo está na imigração desenfreada de muçulmanos. Vale lembrar que os principais países europeus, inclusive a Grã Bretanha, tiveram papel fundamental na atual geopolítica do oriente médio, que transformou aquela área num barril de pólvora. Foram lá, dividiram a área em países ao seu bel prazer, sem conhecer profundamente suas raízes e religiões. Impuseram métodos e dirigentes. Agora uma parte se rebelou dos séculos de subserviência, criando conflitos extremos, levando a maioria pacífica a escolher a Europa Unificada como refúgio. A Grã Bretanha foi o principal país responsável por essa geopolítica desastrada, que agora se a presenta como primeiro país a cair fora de sua real responsabilidade, provado pelos constantes impedimentos da chegada dos refugiados àquela ilha. O problema mais profundo não está na economia, e sim nos problemas provocados gerações atrás, e que a atual geração deveria pagar caladinha. Mesmo para um país, carma é carma. Este é o coração do problema!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo 

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ESCÓCIA, VÁ EM FRENTE!

Em entrevista à emissora BBC, a primeira – ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, afirmou que o Parlamento escocês poderá vetar a saída do Reino Unido da União Europeia, pois na Escócia o “Permanecer” venceu por 62%, e o Brexit  (Saída) teve 38% dos votos. Como simples cidadão, ficarei na torcida para que os 28 países da União Europeia permaneçam unidos, para que não ocorra mais  conflitos como as duas  grandes guerras mundiais, onde milhares de seres humanos foram eliminados.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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BREXIT - NOVO REFERENDO?

Os perdedores do Brexit querem novo referendo. Pode ser um tiro no pé... Muitos que já preferiam a saída do bloco podem sair do armário, agora que foram vencedores, e até o assassinato da Jo Cox já pode não parecer tão criminoso... É melhor que aceitem os motivos alegados mais que suficientes: imigração, burocracia de Bruxelas e a volta do nacionalismo. São ingleses!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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INQUIETAÇÃO QUANTO AO FUTURO

Mesmo entre os ingleses que votaram a favor da saída da União Europeia (UE), há muitas duvidas e inquietação em relação do futuro do Reino Unido. As pessoas votaram com raiva da classe política, por isso votaram contra. 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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BRASIL X BREXIT. BOLA PRA FRENTE

O mundo assistiu apreensivo à decisão do povo britânico, em plebiscito, pela saída da União Europeia. O Brasil respeita, mas não comemora a notícia. O projeto da União Europeia é o mais avançado processo de integração econômica e política existente. Construído sobre as cinzas da Segunda Guerra Mundial, a integração econômica que levou à formação da União Europeia trouxe paz e prosperidade à Europa Ocidental por 60 anos e tornou menos traumática a transição dos países da antiga Europa Oriental para o mundo que sucedeu à Guerra Fria. A saída do Reino Unido abala o relativo consenso pró-integração que predominou na Europa há décadas e alenta as forças desagregadoras no continente. Amplia a incerteza e terá efeito negativo sobre o crescimento no Reino Unido, na União Europeia e na economia mundial, em momento no qual os países europeus, ainda fragilizados pela crise iniciada em 2008, buscavam retomar o crescimento.

O Tesouro britânico estima que pode haver queda no PIB de longo prazo de cerca de 6% em seu país. Segundo o FMI, o PIB do Reino Unido poderia crescer a menos, até 2019, entre 1,4%, se mantiver o acesso pleno ao mercado europeu, e 5,6%, se tiver que pagar as tarifas de importação sem descontos. Afinal, o comércio exterior corresponde a 59% do PIB britânico, e 45% de suas exportações vão para a Europa. Parte do setor financeiro, tão crucial à economia de Londres e do Reino Unido, poderia migrar para outras praças europeias e, com menos investimentos entrando no país, as taxas de juros poderão elevar-se, pressionando a desvalorização da libra, pois o déficit em conta corrente é de 5% do PIB. Sucessivos estudos mostraram que a imigração é benéfica para a economia do Reino Unido, mas o temor aos estrangeiros foi uma das principais motivações dos que votaram pela saída. Os britânicos pensam que o porcentual de estrangeiros na população é muitas vezes superior aos dados reais. Ou seja, uma das principais razões que teriam motivado a saída da UE não tem fundamento na realidade. O fato de que percepções equivocadas tenham influenciado o voto majoritário no plebiscito não diminui sua importância. É preciso perguntar de onde nascem e como combatê-las. Na década de 1940, Karl Mannheim, um dos pais do Estado de bem-estar social instalado no Reino Unido no pós-guerra, argumentava que uma das razões que havia levado à derrocada da democracia liberal e aos totalitarismos pré-guerra foi o enfraquecimento dos vínculos de solidariedade social. Hoje, é preciso fazer acompanhar o avanço da integração econômica global de mecanismos de inclusão social e redução das desigualdades, assim como recusar inequivocamente as soluções isolacionistas. Confiamos que a União Europeia e o Reino Unido saberão trilhar esse caminho, enquanto ajustam com serenidade seu relacionamento. Afinal, as dificuldades que a Europa enfrenta com migrantes e refugiados não se resolverão com a redução de sua presença no mundo. Requerem, na verdade, de atuação cada vez mais solidária com as nações e os povos de origem dos fluxos humanos de nossa era. O efeito econômico na União Europeia tende a ser comparativamente menor, mas o impacto político é preocupante. Visões excessivamente nacionalistas e xenófobas poderiam ganhar força, levando a um maior fechamento europeu ao resto do mundo. Não é provável que aconteça, mas o mundo sairá perdendo se a Europa apostar mais no isolamento do que na cooperação. O Brasil não será muito afetado diretamente. É pequena a participação (1,52%) do mercado britânico nas nossas exportações. Mantém-se também a expectativa de que os investimentos britânicos continuem a buscar as oportunidades por aqui. A situação externa da economia brasileira, com reservas elevadas e superávit comercial, reduz os riscos para o Brasil. Sofremos um pouco mais com a instabilidade de curto prazo dos mercados financeiro e cambial e com o impacto negativo de médio prazo para o crescimento no Reino Unido e na União Europeia. De nossa parte, redobraremos os esforços para concluir o acordo de associação Mercosul-UE e nos empenharemos em buscar acordos de comércio e investimentos com o Reino Unido.

José Serra contato@joseserra.com.br

São Paulo

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CALAMIDADE NO RIO

Considerando os valores apurados com base na data de recolhimento, a arrecadação geral de tributos do Estado do Rio de Janeiro nos cinco primeiros meses de 2016 foi 10% maior do que no mesmo período de 2015. O Estado, que não tem dinheiro nem para pagar os seus servidores, decretou calamidade pública e receberá R$ 3 bilhões da União. Podemos então deduzir que o governo fluminense tem ignorado que os desembolsos não podem ser maiores que as receitas. De acordo com as previsões, o Estado vai fechar o ano com um déficit de R$ 19 bilhões. Esse rombo foi gerado pelos irresponsáveis governantes, que “administraram” o Rio sem controle. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

 

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