Fórum dos Leitores

JUDICIÁRIO EM XEQUE

O Estado de S.Paulo

09 Julho 2016 | 02h04

Nem Deus!

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), quer punir quem andar pelas ruas fazendo protestos com um boneco que o representa. Diz que é afronta ao Judiciário. Se isso valesse, seria preciso punir também quem andasse com os “pixulecos” de Dilma e Lula, pois seria afronta ao Executivo e à figura impoluta e mais honesta do Brasil, como ele se autodenomina. Acontece que a liberdade de expressão está expressa na Constituição (aquele livrinho básico, lembra dele, ministro?). Há ainda mais um ato estranho no Supremo: contrariando o voto de outros sete ministros, Celso de Mello mandou soltar assassino confesso já julgado em segunda instância. O indivíduo que matou o sócio e escondeu o corpo está em casa, feliz da vida. Logo o sr. Celso de Mello, que parece o mais sensato de todos? Às vezes dá a impressão de que o STF quer brincar de Deus. Mas eu acho que nem Deus mandaria punir quem andasse protestando nas ruas com um boneco seu. Também não acredito que Deus deixasse livre, leve e solto um assassino cruel. Se não o enviasse para o inferno, o sujeito iria pelo menos para o purgatório. E depressinha!

REGINA HELENA DE PAIVA RAMOS

reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

Petralowski e Enganô

O pedido do STF à Polícia Federal (PF) para que investigue os “pixulecos” de Ricardo Lewandowski e Rodrigo Janot em recente manifestação na Avenida Paulista é, no mínimo, estranho e incoerente. Para início de conversa, bonecos de Lula e Dilma – ela ainda como presidente da República em pleno exercício – foram exaustivamente exibidos em inúmeras manifestações semelhantes e o STF, à época, jamais soltou uma linha de contestação. A caricaturização de pessoas públicas é hábito universal há muito conhecido e faz parte do ambiente democrático de qualquer país onde haja pleno exercício da liberdade de expressão. Agindo dessa forma, o STF resvala no perigoso terreno da censura e não faltará muito para também solicitar explicações das mídias, redes sociais e até do Fórum dos Leitores deste jornal por qualquer crítica que se faça a algum ministro do Supremo ou ao procurador-geral. Não é demais lembrar uma frase recente da ministra Cármen Lúcia, por ocasião da prisão do então senador Delcídio Amaral: o cala-boca já morreu!

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Segundas intenções

A PF já tem muito serviço ao investigar e prender corruptos e corruptores. Desviá-la de suas atividades principais para investigar a origem de bonecos que representam “grave ameaça à ordem” é, no mínimo, uma tentativa de sobrecarregá-la, de modo a evitar novas investigações e a prisão de outros picaretas.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Medo da injustiça

Antes da chegada do ministro Joaquim Barbosa ao STF e do juiz Sergio Moro, temíamos a Justiça por ser injusta e morosa. Com a chegada deles se acendeu a luz da esperança. Com as recentes decisões dos ministros Lewandowski, Toffoli e Celso de Mello a esperança foi substituída pelo temor de o Supremo ter sido cooptada pela injustiça.

JAIR NISIO

jair@smartwood.com.br

Curitiba

Neurônios queimando

Esse negócio de juiz decano, está ficando preocupante. Tempos atrás, o digníssimo ministro dr. Celso de Mello conseguiu invocar e fazer valer um tal de recurso infringente, já abolido de nossa Constituição. Agora, resolveu contrariar decisão dos ministros do STF de que a pena deve ser cumprida logo após confirmada a sentença em segunda instância. Isso gera uma dúvida que está queimando meus neurônios: no Judiciário mudou a decisão secular de que numa votação deve prevalecer a vontade da maioria? Ou quem tem sete votos adota a nova sistemática e os quatro derrotados continuam a aplicar a forma antiga? Creio que, com essas medidas, a impunidade continuará alegre e solta em nosso país, mas para o dr. Celso de Mello, que tem dois amigos em Tatuí (SP), sua terra natal, ficará difícil encontrar um terceiro para uma rodada de truco.

EDUARDO MÓDOLO

eduardomodolo@yahoo.com.br

Cerquilho

Decepções

Em duas ocasiões fiquei extremamente decepcionado com o ministro Celso de Mello. A primeira vez, ao votar contra a “formação de quadrilha” para o maior quadrilheiro do Brasil, José Dirceu. E agora, ao votar pela impunidade, contrariando a decisão do STF de prender os condenados em segunda instância. Está na hora de esse senhor se aposentar, assim ficamos livres de mais um que fomenta a impunidade no Brasil. Trabalho há 30 anos em importante hospital público no interior do País, que, como tantos outros, vive em extrema penúria – faltam até insumos básicos para operar os pacientes. Os ministros do Supremo deveriam punir os corruptos, aplicar-lhes multas pesadas e reverter o dinheiro da roubalheira para os hospitais que atendem a população carente do nosso país.

CELSO SALGADO DE MELO

celsosalgado@uol.com.br

Uberaba (MG)

Indignos soltos

Não é hora apropriada nem o momento certo para integrantes do Poder Judiciário (juízes, desembargadores e ministros tanto do STJ como do STF), examinando condições processuais, determinarem a soltura de indignos que lesaram o Brasil. É hora de dar o exemplo aos brasileiros, prendendo e deixando, todos eles, presos.

CARLOS ALBERTO FERREIRA

carlos.alberto572@terra.com.br

Águas de Lindiia

Fiança de R$1 milhão

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região mandou soltar nesta semana o notório empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André, que estava detido pela Operação Carbono 14, desdobramento da Lava Jato, investigado por ter sido o destinatário final de R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões do banco Schahin para o pecuarista José Carlos Bumlai. A fiança paga atingiu nada menos que R$ 1 milhão. A que ponto chegamos!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Políticos são uma raça... O cara é investigado por – supostamente – ter levado uma propina de R$ 6 milhões. Sei lá quem, vem um togado e aplica fiança de R$ 1 milhão para ele ser solto. Por que a multa não tem o mesmo valor da propina recebida? Isso é, no mínimo, lamentável, paupérrimo povo brasileiro!

TANAY JM BACELLAR

tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

O CORRUPTO CUNHA RENUNCIA

 

A renúncia do corrupto Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados é mais um ato oportunista de um criminoso que tenta ficar impune dos seus muitos crimes. Cunha simboliza como poucos a degradação moral da classe política nacional, que não nos representa e é execrada pelo povo. Em qualquer país sério, onde as instituições funcionem minimamente, Cunha já teria sido condenado e estaria preso há muito tempo. Já no surreal e inacreditável Brasil, ele permanece livre, leve e solto, desfrutando dos milhões de reais que desviou dos cofres públicos para a nossa revolta, perplexidade e indignação.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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RESPOSTA ÀS LÁGRIMAS

 

Sou brasileira e bem informada e fiquei emocionada sim com as lágrimas de Cunha. Ele é o fruto de um governo corrupto, cujo grande chefe declarou que dinheiro da Petrobrás teria para todos. Devemos agradecê-lo por nos ter devolvido, graças ao processo de impedimento da Dilma, a esperança de um Brasil melhor.

 

Giovanna Veratti gveratti@hotmail.com

São Paulo

 

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A RENÚNCIA DE CUNHA

 

O Brasil não pode se dar ao luxo de ficar parado, esperando a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados e muito menos de Dilma Rousseff da Presidência da República. Os desempregados estão encurralados e as indústrias amargam prejuízos há meses. Duas figuras políticas não podem ter tanto poder assim, ter tanta influência a ponto de engessar as instituições. É quase impossível calcular o prejuízo causado por tanta indefinição política no País nos últimos meses. A Polícia Federal (PF) está agindo corretamente sendo rigorosa em suas apurações, no que tange os esquemas de corrupção dentro das empresas estatais. O povo não pode ficar parado, pois ainda restam muitas caixas pretas a serem abertas, como, por exemplo, da sangria dos cofres do BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, de empresas de saneamento, dentre outros casos. Cunha renunciou ao cargo, mas ainda falta Dilma, que parece não se preocupar com a angústia de seu povo, pois fica brincando de fazer vaquinha, prestando-se um papel minimamente ridículo.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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CEVA DE CORRUPTOS

 

Onde quer que se toque, mais um escândalo aparece, é um roubo atrás do outro e esses despudorados não querem saber quem prejudicam, o que importa é o bolso lotado de propina. A Operação Custo Brasil prejudicou milhares de funcionários públicos federais da ativa e aposentados, que pagavam extorsivas tarifas a uma empresa “inventada” pelo Ministério do Planejamento, sob a batuta de Paulo Bernardo, a Consist, criada com o objetivo de evitar fraudes, vejam só! Na Operação Abismo, onde mais uma vez foi esfolada a Petrobrás, o nosso dinheiro entrou literalmente no samba. Pagamos alegorias e fantasias de uma Escola de Samba de Porto Alegre (RS).  Arcamos também com projetos culturais fajutos e até com festa de casamento, absurdos descobertos pela Operação Boca Livre. Já são 32 operações deflagradas e não vai parar por aí. O Brasil já foi conhecido como o celeiro de craques, hoje escassos, agora é visto mundialmente como uma ceva, um criadouro desse bicho, o corrupto, que, infelizmente, não está em extinção.   

 

Sérgio Dafré segio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

    

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DECISÕES SUSPEITAS

 

A decisão do ministro Celso de Mello do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a lei da presunção da inocência, que atualmente põe na cadeia condenados em segunda instância, nos leva a crer que nossos digníssimos ministros do STF nos bastidores combinam agir como good and bady boys. Poucos dias após Toffoli ter dado habeas corpus ao petista Paulo Bernardo, provocando uma verdadeira hecatombe nas redes sociais, aparece o decano, que, entre aspas, propicia vida longa longe das cadeias para assassinos, empresários e até políticos do Petrolão. O que virá a seguir é uma incógnita, mas que já nos deixa em suspense, mostrando quem será o próximo good ou bady boy e que, com certeza, irá contra os interesses de todos nós. O pior de tudo é que nenhum brasileiro poderá demitir ministros do STF. Isso precisa mudar!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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JUDICIÁRIO CADUCO

 

Uma das desvantagens dos cargos vitalícios ou com limites estendidos de idade além dos 70 anos é a decrepitude que evolui lenta, quase imperceptivelmente.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas(MG)

 

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DURA LEX

 

Dura lex, sed lex é uma expressão em latim, cujo significado é "a lei é dura, porém é a lei". Como se sabe, a expressão se refere à necessidade de se respeitar a lei em todos os casos, até mesmo naqueles em que ela é mais rígida e rigorosa. A expressão remonta ao período de introdução das leis escritas na Roma Antiga. Tantos séculos depois, o que se vê no Brasil infelizmente é um total desrespeito à expressão latina.   

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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STF

 

Diferentemente do que deveria ser, o STF se tornou monocrático e personalista nas suas decisões, identificando-se com o momento tumultuado em que vive o País. Cada ministro resolveu agora interpretar a Constituição segundo o seu próprio viés, agravando os problemas e transformando a Corte num turbilhão de pronunciamentos confusos e inesperados. Isso em nada melhora o momento em que o País mais precisa de calma, tranquilidade, objetividade, segurança jurídica e uniformidade. Esses são os mínimos requisitos que o Poder Judiciário deveria oferecer.

 

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

 

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‘A LEI, ORA A LEI’

 

A lei está sujeita às mais diversas interpretações, chegando ao ponto de agredir a essência da própria lei vigente.  A atitude dos ministros Toffoli, de mandar soltar Paulo Bernardo, sob a alegação de que houve constrangimento ao meliante no ato da sua prisão; e a decisão de Celso de Mello, mandando soltar réu condenado em segunda instância, são exemplos de que Getúlio Vargas estava certo quando declarou: “A lei, ora a lei”. Tais atitudes relapsas de ministros do STF incutem à sociedade brasileira a certeza que estamos vivendo numa terra sem lei. Na “interpretação” desses juízes, a cor preta pode ser considerada como uma simples variação de matiz da cor branca. Oremos!

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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ROUBALHEIRA BRASIL

 

Ao ordenar um enquadramento legal por suposto “atentado à honra”, alguém da suprema instituição teve uma excelente ideia de jerico.

 

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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PERSISTÊNCIA

 

O governo tira a urgência de projetos anticorrupção, enquanto o presidente do Senado, Renan Calheiros, quer votar com urgência o projeto que define crimes de abuso de autoridade. Dá um desânimo, mas não podemos esmorecer. O Brasil depende de todos nós!

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

 

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MANIPULANDO AS LEIS

 

Procurar estabelecer o cumprimento da lei e tentar efetivar a verdadeira Justiça, não a que tramita nos diversos tribunais brasileiros, notadamente no STF, são os atos da República de Curitiba, por meio de diversas operações em andamento. Mas isso, segundo Renan Calheiros, Romero Jucá e a grande maioria dos políticos brasileiros é inadmissível. Então, para acabar com a eficiência do juiz Sergio Moro e de sua equipe, que pode culminar com a prisão de todos eles, Renan anunciou que colocará em votação no Senado um projeto de punição para abuso de poder, tentando salvar a si mesmo e toda a "cumpanherada". Ora, se o STF não tivesse engavetado todos os processos de Renan, este já estaria atrás das grades. Nossa dúvida é: qual é o nome do vírus que ataca as mentes dessas "excelências" para que se julguem acima da lei? Que nome tem essa comunidade de parasitas malfeitores que transita pelo Congresso e pelo Judiciário travestidos de representantes do povo?

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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GUERRA CONTRA A CORRUPÇÃO

 

O Brasil está em guerra contra a corrupção. Batalhas diárias entre os corruptos e as forças da lei se intensificam, com vitórias e derrotas nos dois lados. Os corruptos preparam-se para atacar e destruir as principais armas de seus inimigos, querem destruir a qualquer preço a delação premiada e a prisão em segunda instância. Sem essas armas a Operação Lava Jato já teria sido encerrada e arquivada, como tantas outras, por falta de provas. As empreiteiras iriam continuar comprando bancos no exterior para gerenciar e distribuir os bilhões desviados dos cofres públicos e que voltam para alimentar as campanhas bilionárias e mentirosas, capazes de eleger um poste para presidir a República. A corrupção sofreu derrotas importantes, mas a guerra está longe de acabar, as forças do mal tem um novo comando, muito mais competente do que o comando que tombou, vão promover ações mais inteligentes e ardilosas para que  a paz volte a reinar no império do crime chamado Brasil.

 

Mário Barilá Filho  mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A VOLTA

 

Dilma pretende voltar sob novo eixo. Qual será? Uma nova matriz econômica ordenada por Lula e com a volta de seus auxiliares, ministros ou não incluídos os "sub judice". Não, não queremos sua volta. Melhor ficar onde está até o seu julgamento. Depois vá pra onde quiser e leve o eixo junto e, por favor, não pretenda voltar a governar o Brasil, porque pretendemos recuperá-lo depois de sua inepta gestão.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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SUPERAÇÃO

 

A situação é caótica. Lula e Dilma nos legaram uma terrível herança. O certo seria obrigar a quem gerou a crise que a solucionasse, mas o Brasil está se arrastando ansioso para deles se livrar e não suporta nem sequer os dias que faltam para bani-los definitivamente... Lula e Dilma, nunca mais!

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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CARTA TESTAMENTO

 

A defesa de Dilma lida pelo ventríloquo Eduardo Cardoso se assemelha em muito às cartas testamento de Vargas e Jânio. Pena que seus desfechos foram diferentes e mais dignos.

 

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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GOLDEN TULIP

 

Lula de volta ao Golden Tulip de Brasília para aliciar senadores contra o impeachment de Dilma chega a ser um absurdo quase inédito!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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APOSTAS ABERTAS

 

O Congresso Nacional estuda o retorno do jogo no País e já há apostas a serem feitas. A primeira é saber qual empresário ou qual político estará nos jornais de amanhã com prisão decretada. Façam suas apostas!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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TORNOZELEIRA, UM CONFORTO

 

Nunca neste país as investigações foram tão longe, graças à delação premiada. Os delatores roubaram bastante dinheiro publico, mas, como delataram os outros, trocam as celas frias, os uniformes coloridos, os banhos frios e seus pfs (pratos feitos) por uma tornozeleira. Eles vão viver no "castigo" pelos crimes que cometeram "presos" em suas mansões com piscinas, academias, quadras esportivas, vistas maravilhosas, adquiridas com o dinheiro roubado. Afinal, roubar antes e delatar depois, vale a pena?    

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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A MEDIOCRIDADE DOS POLÍTICOS BRASILEIROS

 

Depois de cinco anos e ter percorrido 2,8 bilhões de km, a sonda Juno chega a Júpiter. Vai nos dizer mais sobre a origem do Universo. Manipulada por cérebros brilhantes, buscam entender a vida e sua grandiosidade para o pequenino ser humano. Ao mesmo tempo em que seres humanos tão grandiosos dirigem suas vidas em prol da comunidade, fico pensando que aqui no Brasil não conseguimos nos livrar de pessoas minúsculas, populistas, vaidosas, mesquinhas como o Cunha, Renan, Sarney, Collor, Lulla, Dilma, Maranhão, Gleisi e tudo o que tem de mais nocivo na história politica deste País.

 

Armando Favoretto Junior armandofavoretto@gmail.com

São Jose do Rio Pardo

 

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MERCOSUL SEM VENEZUELA

 

Não bastassem os graves problemas éticos e econômicos deixados por Lula e Dilma, diga-se, de difícil solução, a ligação também perniciosa do PT com países antidemocráticos deixa uma dura tarefa a ser corrigida pela diplomacia brasileira. Uma delas, o apoio vexatório dos petistas para entrada da Venezuela, no Mercosul.   E, como no segundo semestre deste ano termina o mandato do Uruguai, que hoje preside o bloco, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, e o ex-presidente FHC, em boa hora tentam também o apoio do Uruguai, para que a Venezuela, não assuma a presidência do Mercosul.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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COMANDO DA FUNAI

 

Lamentavelmente, o governo desistiu de nomear o sr. Sebastião Roberto Peternelli Júnior, pelo fato de ele ser um general da Reserva. Mas convém lembrar que um dos maiores defensores das tribos indígenas e criador do Serviço de Proteção ao Índio, órgão precursor da Funai, foi o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.

 

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

 

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AUMENTO DE IMPOSTOS

 

Desconfio que o governo provisório e sua equipe financeira “bola murcha” está querendo que o povo promova uma “desobediência fiscal”, pois, diante de um quadro de desemprego e inflação, só se fala, lá pelas bandas do Planalto, em aumento de impostos (aqueles que atingem o povão desempregado e aposentados); em postergar a aposentaria, no aumento de salário de funcionários do governo (Executivo, Judiciário E Legislativo), em renegociar as dívidas dos Estados, em acabar com a Lava Jato e numa solução para os envolvidos no petrolão. O que poderá fazer o povo para ver este país melhorar? Querem que o povo coma brioches?

 

Manoel Mendes Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

 

Na revolução constitucionalista de 1932 os combatentes paulistas: Mario Martins de Almeida,

Euclides Miragaia, Dráuzio Marcondes de Souza

Antonio Camargo de Andrade e Orlando de Oliveira Alvarenga foram os destacados heróis paulistas mortos na Praça da República na luta por um Brasil melhor, pela elaboração de uma Constituição e pelo fim da ditadura de Getúlio Vargas. E hoje como estão se comportando os paulistas e os demais brasileiros no combate ao desrespeito à Constituição praticado pelo governo petista?

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

 

São Paulo

 

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DIA 9 DE JULHO

 

Neste sábado, dia 9 de julho, é feriado no Estado de São Paulo por força da Lei nº 9.497, de 5 de março de 1997, que instituiu o feriado civil em memórias dos veteranos que lutaram em 1932. Para entendermos sua importância, temos de voltar na história, relembrando a década de 30, época que eclodia a Revolução Constitucionalista de 1932.

A Revolução Constitucionalista de 32 aconteceu um pouco antes, no ano de 1930. Chamada de “Revolução de 30”, ela foi liderada por políticos e militares que tiraram o então presidente Washington Luís do poder e colocaram Getúlio Vargas em seu lugar. Essa revolução marcou o fim da República Velha, quando o País era governado por políticos de Minas Gerais e São Paulo, e deu início à “Era Vargas”, que durou 15 anos. Mas, tão logo sentou na cadeira de presidente, Getúlio Vargas fez uma coisa que desagradou a muitos brasileiros: ele deu amplos poderes para si e aboliu o Congresso e as Câmaras Municipais. Ele também demitiu os governadores dos Estados e colocou “interventores” em seus lugares. O pior é que, antes disso, Getúlio Vargas havia declarado que o País precisava de uma nova Constituição. Mas, dois anos depois de assumir o poder, Vargas não havia tomado nenhuma providência neste sentido. As atitudes do presidente geraram grande insatisfação. Em maio de 1932 foi realizado um comício reivindicando uma nova Constituição para o Brasil. A manifestação foi reprimida pela polícia e terminou em conflito armado. Quatro jovens morreram: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Em homenagem a eles, o movimento constitucionalista passou a se chamar MMDC, sigla formada pelas iniciais de seus nomes. Dois meses mais tarde, justamente no dia 9 de julho de 1932, explodiu a revolta dos grupos constitucionalistas. Lideradas por Isidoro Dias Lopes, as tropas dos rebeldes ocuparam as ruas de São Paulo. A população saiu às ruas para apoiar a revolução. Mas o governo federal tinha armas melhores e mais soldados. Até aviões eles usaram para bombardear cidades do interior paulista. Campinas foi bombardeada por aviões federais e, em um desses bombardeios, o menino Aldo Chioratto de 9 anos de idade, escoteiro e mensageiro do exército constitucionalista, foi atingido por 13 estilhaços de granada que explodiu próximo a ele ferindo-o mortalmente. A revolução continuava por várias cidades. O movimento MMDC mobilizou cerca de 100 mil homens, sendo a maioria representante da classe média. Organizaram-se em frentes de combate e se posicionaram nas divisas de São Paulo com Minas Gerais, com o Paraná e no Vale do Paraíba. Os paulistas aguardaram o apoio de outros Estados, o que não aconteceu. O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo, tendo que se render. Este foi o maior confronto militar que aconteceu no Brasil no século 20. Apesar da grandeza da revolução, somente dois anos depois, em 1934, o povo conseguiu eleger uma assembleia para promulgar uma nova Constituição do País, dando início a um processo de democratização. Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão. O povo paulista em reconhecimento ao heroísmo dos soldados e também aos quatro jovens construiu um monumento em homenagem a esses bravos guerreiros. Para perpetuar aquela data criou-se obelisco do Ibirapuera, que serve de mausoléu para seus corpos, e simboliza uma espada fincada, ferindo o coração do Estado de São Paulo. Ainda hoje varias honrarias são entregues a pessoas físicas ou jurídicas nacionais ou estrangeiras que cultuam o nome e os feitos dos soldados que lutaram por uma nova Constituição. Essas homenagens são uma forma definitiva de perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e veteranos de 32.

 

Antonio Carlos Soares soaresantoniocarlos32@gmail.com

Jundiaí

       

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SEMÁFOROS PAULISTANOS

 

Na quarta-feira (6/7) mais uma vez vários semáforos estavam apagados, desta vez na Avenida Brasil com ruas Atlântica e Gabriel Monteiro da Silva. Na terça-feira (5/7) foram os do entorno do Largo da Batata. Os semáforos de São Paulo quebram, embandeiram, enlouquecem com uma frequência absurda. Quando Fernando Haddad entrou, estava em andamento estudos para a troca de todo sistema semafórico da cidade, o que custa caro, mas que vale cada centavo. A opção foi fazer uma gambiarra geral para tentar dar jeito num sistema, que é metade americano, metade inglês e metade italiano (sim, três metades), o que positivamente está provado ser um erro grotesco, para dizer o mínimo.  A questão tem de ser colocada em pauta desde já, para que os futuros candidatos à Prefeitura apresentem propostas realistas, ou São Paulo vai parar – literalmente. E que se opte por um sistema semafórico que seja capaz de gerenciar todas as mobilidades - pedestres, ciclistas, ônibus, carros e motos, sazonalidades, horários de pico, eventos... - e não só o fluxo de motorizados, como temos hoje. Tem de trocar tudo, semáforos, cabos de transmissão, câmeras, computadores, monitores de salas de comando, sistema de comunicação... Na eleição passada, tentei convencer os cicloativistas de que mandassem uma carta de compromisso com a inclusão do pedido de troca do sistema semafórico, mas caí no vazio. Hoje vários ciclistas estão percebendo que mudar a cidade só para ciclistas não transforma essa cidade num paraíso. Só haverá mobilidade desejada e paz no trânsito quando o sistema zelar por todos.

 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

 

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