Fórum dos Leitores

A participação dos nossos leitores

O Estado de S.Paulo

20 Julho 2016 | 03h00

AEROPORTOS

Mais rigor

As autoridades afirmam que as medidas de segurança postas em prática nos aeroportos do País nada têm que ver com os cuidados dispensados à Olimpíada do Rio de Janeiro. É claro que têm, mas antes tarde que nunca. A verdade é que essa atitude será uma das poucas vantagens que os Jogos Olímpicos trarão ao Brasil. Nossos aeroportos são vulneráveis, sem mínimas condições de segurança. Portanto, são bem-vindas as mudanças adotadas, desde que sejam permanentes, e não durem apenas até o final das competições olímpicas. Para tanto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem de exercer fiscalização enérgica e constante na segurança, exigir das administrações e das companhias aéreas alterações drásticas no atendimento aos usuários, que merecem um check-in rápido, informações precisas e atenção especial para que a paliativa “tecnologia adotada” do fornecimento dos “envelopes de plástico” não seja perpetuada.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Congestionamento

Como toda mudança feita no Brasil acaba sobrando para o povo e/ou o usuário, as regras mais rígidas para embarque em voos domésticos vêm causando transtornos e perda de voos. Com as checagens de bagagens mais detalhadas e o mesmo número de postos de atendimento, não deu outra: congestionamentos intermináveis nos terminais tanto de Guarulhos como de Congonhas e no Rio de Janeiro. Resultado das mudanças sem critério: uma viagem para o Rio, que durava, no máximo, uma hora, agora, se tudo correr bem, levará três horas. Ou seja, vamos passar mais tempo no aeroporto do que voando. É mole ou quer mais?

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Terrorismo

A revista de passageiros e bagagens nos aeroportos é trabalho de amadores, principalmente em voos domésticos. Raciocinando como um terrorista, a última opção é chegar ao Rio via aeroporto. Existem inúmeras opções por terra. O atentado com uma carreta na França marca uma nova estratégia do terror, pode ser sem armas, sem bombas, só com um caminhão ou um carro. Pensar como os terroristas é difícil, pois eles não pensam, apenas agem por instinto. A partir do momento em que é desencadeada a operação de terror, toda a lógica do pensamento não tem mais espaço, é puro instinto.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Leis lenientes

Às vésperas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, as estatísticas da violência no Rio são aterradoras: nos últimos seis meses, a cada três dias um PM foi assassinado. São tantas as mortes de inocentes na cidade que já nem causam comoção, caíram na banalidade. A bandidagem não tem medo, é audaciosa e cruel porque as leis são fracas. Até quando ficaremos à mercê dessa súcia? Entra ano, sai ano e nada muda em relação à violência. A eterna pergunta é: quem será a próxima vítima? Tudo isso acontece porque bandido não é tratado como bandido neste país.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

WHATSAPP FORA DO AR

Que vexame!

Uma juíza qualquer, com uma canetada, prejudica milhões de pessoas. Enquanto isso continuar acontecendo, o Brasil não será um país sério e nós, brasileiros, seremos os palhaços do mundo.

J. ROBERTO WHITAKER PENTEADO

jroberto@espm.br

São Paulo

Bloqueio judicial do WhatsApp equivale à Justiça exigir que os Correios desviem algumas correspondências e, caso a empresa não o faça, suspender as entregas de cartas, encomendas e todas as suas demais atividades em todo o território nacional.

MARCIO GUEDES

mfguedes@msn.com

São Paulo

BESTEIROL

Dilma se supera

A presidente afastada, Dilma Rousseff, comparar a tentativa de golpe de Estado na Turquia – que afastou juízes, matou centenas de pessoas, prendeu milhares e cogita de restabelecer a pena de morte – com a decisão do Senado de afastá-la do poder, substituindo-a provisoriamente pelo vice-presidente, Michel Temer, dentro do processo de impeachment que foi acompanhado por toda a Nação e respaldado pela Constituição brasileira, é daquelas coisas tão absurdas que custa a crer que tenha de fato sido proferida por alguém que já teve o poder que ela teve! Como foi possível ter sido eleita presidente? E por duas vezes? Onde estávamos com a cabeça?

JOÃO MANUEL MAIO

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

Cada dia mais estou convencido de que Dilma deveria ter feito um psicotécnico antes de assumir a Presidência da República. Comparar a situação do Brasil com o que houve na Turquia é o mesmo que comparar o Estado de bem-estar social da Suíça com o de Cuba, que ela conhece e aprecia tanto. Ou, em outras palavras, Temer, com suas tropas insatisfeitas e com seus tanques de guerra, teria invadido a Esplanada dos Ministérios e disparado tiros de canhão para todos os lados, matando vários cidadãos brasileiros. Meu Deus!

ARY BRAGA PACHECO FILHO

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

Golpe deu o PT

Dilma Rousseff chamou a tentativa de golpe na Turquia de “militar”, enquanto no Brasil estaria em curso um golpe “parlamentar”. Como, então, pode ser denominado o golpe que o PT deu no País como protagonista do maior escândalo de corrupção da História da humanidade?

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Lições da ‘mestra’

No evento na Universidade Federal do ABC, que contou com a presença de alunos, professores e, claro, sindicalistas, a presidente afastada, além de voltar a bater na tecla já demasiado gasta do “golpe parlamentar”, achou por bem criticar a entrevista do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao Estado. Em seu linguajar peculiar, e num esforço sobre-humano para aparentar didatismo, a (ainda) presidente “esclareceu” que os planos A, B e C apresentados pelo governo “visam a cortar gastos, privatizar, mas não deixa claro de onde virá o dinheiro, porque não fala que terá de aumentar impostos” (sic). Elementar, minha cara, diria um estupefato dr. Watson, o fiel escudeiro de Sherlock Holmes, basta gerir com inteligência e com integridade moral.

LUÍS LAGO

luislago2002@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GOLPE DE DILMA

 

Dona Dilma gastando nosso suado dinheirinho veio ao ABC para bater na mesma tecla surrada de que o Brasil vive um golpe de Estado, diferente do que ocorreu na Turquia.  Será que a má dama não consegue entender que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa?  Será que teremos de desenhar?

 

Aparecida Dileide Gaziolla  aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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DISCURSO DE DILMA

 

Qual será o Ghost writer que criou essa figura de retórica que Dilma vem repetindo em todas suas apresentações? Mal comparando o golpe militar na Turquia com o que ela chama de golpe parlamentar contra seu governo, ela cria uma imagem de que no golpe militar a árvore da democracia vem abaixo a golpes de machado e no golpe parlamentar a árvore é consumida por parasitas. Esse redator fantasma é um pouco melhor do que aquele que a mandou saudar a mandioca, mas carece de veracidade. Porque quem consumiu a democracia e os cofres do País, os empregos dos trabalhadores e a comida farta na mesa dos brasileiros foram os desgovernos de Lula e Dilma, e isso já é motivo suficiente para que ela saia do poder. Adeus, querida!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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PARASITAS

 

A quase ex-presidente Dilma Rousseff anteontem (18/7) em momentos de descarrego em palestra na Universidade Federal do ABC (UFABC) comparou os golpes na Turquia, dizendo que são parasitas, com o impeachment. É bom lembrar que, em matéria de parasitas ela conhece como ninguém, começando com seu próprio governo, que conseguiu o feito de destruir a economia do País mostrando a incompetência e a imoralidade no trato da coisa pública, maculando nossa imagem aqui e no exterior.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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OSTRACISMO

 

Cada vez ouço falar menos de Dilma Rousseff. Isto significa que ela está caindo no ostracismo. Que chegue logo este impeachment definitivo para eliminarmos da nossa memória figura tão nefasta que tanto mal fez ao Brasil.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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PERDULÁRIA

 

Dona Dilma faz uso de oito carros oficiais e blindados para atender serviços rotineiros da filha e do genro, com direito a equipes de motoristas e seguranças. Torrando o dinheiro público é fácil defender a ideologia socialista bolivariana. Mostrando-se raivosa dona Dilma promete processar a revista que relatou os abusos, o que vai gerar mais gastos do dinheiro público. Isso sim é golpe contra quem não tem "ambulância" para ser levado e tratado pelo SUS.

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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LEVIANDADE – DÍVIDA DA FIESP

 

Estranhei as respostas do Você no Estadão 19/7. Todas dando a entender que nós, que apoiamos o impeachment de Dilma, somos coniventes com esta dívida do sr.  Laodse e irmãos. Sinto muito, as dívidas foram contraídas em 1999/2002. Pergunto então o que fez o PT nestes seus 12 anos de (des) governo que não cobrou esta dívida que só foi aumentando? Então não acusem o que deviam ter perguntado: o porquê de só agora vir à tona no governo Temer e não nos governos Lula/Dilma?

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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A DÍVIDA QUE A ELITE NUNCA PAGA

 

O jornal Estadão noticia que o empresário Laodse de Abreu Duarte, um dos diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), é o maior devedor da União entre as pessoas físicas. Sua dívida está em quase R$ 7 bilhões. Deve ser um negócio da China dever ao Fisco. E cabe a pergunta de um milhão de dólares, por que o governo não cobra essas pessoas? Pois bem, o governo tem um déficit de R$ 170 bilhões, para pagar isso, aumenta os impostos, mas a dívida de R$ 1 trilhão está nas mãos de uma pequena elite, que paga bons advogados, manda o dinheiro para paraísos fiscais e vai fingindo que não sabe de nada, como fez por muito tempo o maior enganador da história, Lula da Silva. Enquanto isso, a população trabalhadora que paga até os centavos ao governo vai financiando essa gente sem escrúpulos e sem moral que atrasa o País e tira dos mais necessitados a esperança de uma vida melhor. Como se vê, é o topo da pirâmide que se beneficia do governo em todos os sentidos. Aos pobres cabem as migalhas!               

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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MINHA CASA MINHA VIDA

 

Concordo completamente com meus colegas Haroldo Pinheiro e Luiz Loureiro sobre o programa absurdo do governo para habitações populares. Basta ver a foto publicada no jornal no domingo (17/7). E não é preciso ser urbanista para sentir horror. Onde está o planejamento? Não vemos sistema viário, parques, escolas, centro de saúde, local para comércio nem previsão ou sugestões para localizar essas utilidades necessárias. E este é o modelo, sempre objeto de festivas inaugurações da presidenta. É melhor morar nas favelas. Vergonha de ser brasileiro.

 

Gregório Zolko gzolko@terra.com.br

São Paulo

 

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É PRECISO UMA VILA

 

É uma pena que a presidente afastada Dilma Rousseff não tenha lido o famoso livro It takes a village de sua colega Hillary Clinton. Nessa obra a candidata à presidência dos Estados Unidos explica que é preciso uma vila para criar e educar uma criança. Uma vila com escola, hospital, restaurante, trabalho próximo, recreação, etc. Com o livro de Hillary Clinton fica fácil entender o retumbante fracasso de programas como o Minha Casa Minha Vida, que pretende que pessoas vivam isoladas em casebres, sem nada por perto. Os casebres acabam abandonados e as pessoas procuram a favela da vila mais próxima.

 

Mário Barilá Filho  mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CAMPO DE CONCENTRAÇÃO

 

Concordo plenamente com os arquitetos sr. Luiz Loureiro e sr. Haroldo Pinheiro sobre as casas populares. É um crime que o governo faz com o povo pobre. Permita-me só acrescentar mais alguns problemas que essa quantidade  absurda de moradias causa. Na década de oitenta foi inaugurado em Campinas um conjunto habitacional com 2.400 casas, num local sem asfalto e, quando chovia, era o caos. A linha de ônibus que servia o lugar não dava conta de transportar os moradores todos os dias. Sempre tinham brigas. Agora imagine instalar mais de 2 mil famílias que não se conheciam no mesmo espaço, com casas sem muros e crianças vazando pelo ladrão. Será encrenca todos os dias, inclusive até homicídios. Não se trata só do problema urbanístico e de infraestrutura, mas do social, não se pode aglomerar tantas pessoas. Acho que o correto seria a construção de pequenos núcleos planejados para proporcionar o mínimo de conforto. Fica a pergunta: quem resolve isso?

 

Nelson Mendes nelsonmendes2009@bol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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‘MOROFOBIA’

 

Segundo dizem, Lulla está sofrendo de “morofobia”, mas seu eterno médico particular Lewandowsky tenta tirá-lo da UTI, digo, do Paraná e leva-lo a Teori Zavascki do Supremo, que é responsável pelo petista agonizante. A explicação é que “lá é mais seguro”.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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JUSTIÇA

 

O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis. Isso já dizia Platão (em 427 a.C.).

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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STF A SEU DISPOR

 

É no mínimo incomum o tratamento dispensado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao cidadão brasileiro, sem foro privilegiado, Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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VELHO DITADO

 

Pelo estado de desmotivação e preocupação do todo poderoso Lulla, até mesmo certa depressão, está confirmado um velho ditado: o dinheiro não compra tudo. Elle está colhendo o que plantou durante a sua vida.

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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O STF, A CONSTITUIÇÃO E O TRÁFICO DE DROGAS

 

O artigo publicado na página 2 do dia 19/7 é bem lúcido e esclarecedor. A autora nos iluminou com a racionalidade jurídica e colocou ordem intelectual num assunto no qual as autoridades jurídicas estão absolutamente perdidas. Parabéns!

 

Ronaldo Laranjeira laranjeira@uniad.org.br

São Paulo

 

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PLANO COHEN

 

Li o excelente artigo (A2 de 16/7), onde o sr. Bolívar aborda de maneira interessante o pensamento da "elite" do PT. Porém, quando ele aborda o plano Cohen, ele o caracteriza como um plano antissemita. É sabido que o nome Cohen é um nome judeu. Buscando informações em diferentes livros, não consegui encontrar uma relação direta entre este plano e o antissemitismo. O Plano Cohen assim denominado se deveu ao nome do líder comunista húngaro Bela Cohen. Este plano foi realizado pelos militares que apoiavam a Vargas, sendo uma forma de justificar a permanência deste no poder.

 

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

 

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O OUTRO LADO DA ‘TERRA BRUTA’

 

Sobre a reportagem "Extermínio Guarani-Caiová" (17/7), o jornal deveria mostrar o outro lado da história, que são os produtores rurais de Mato Grosso do Sul. Os proprietários rurais compraram suas áreas do governo do Estado, que vendeu os títulos com o propósito de desenvolver a região. Assim, são pessoas de bem, que compraram de boa-fé. Todos, sem exceção, possuem títulos devidamente registrados no Cartório de Registro de Imóveis. São agricultores, suinocultores, granjeiros, pecuaristas, que investem todo o seu trabalho na região, gerando empregos, pagando impostos, cumprindo com todas as leis. Portanto, são eles que se sentem invadidos pelos índios, não o contrário. Para as pessoas urbanas que não possuem conhecimento sobre o conflito é como se, do dia para a noite, chegassem índios em sua casa dizendo que aquela área é terra indígena e que, por isso, você deveria deixar o seu lar e desocupar imediatamente, sem direito a qualquer tipo de indenização, apesar de você possuir escritura pública e estar há décadas no local. É uma injustiça sem tamanho! Segue  link da reportagem sobre a violência sofrida pelos produtores rurais,  quando da invasão indígena: http://www.progresso.com.br/cidades/sitiantes-relatam-o-drama-das-invasoes-indigenas-em-caarapo: “Só espero que as autoridades federais atentem para o que estão fazendo com a gente”, reclama Maria Savedra Ferreira, proprietária de uma área de 17 alqueires, onde o marido Carlos Batista Ferreira nasceu há mais de 60 anos. “Nossa fonte de renda era o gado, mas, das 80 cabeças que a gente criava, eles (os índios) sumiram com 60”, relata. “Foi muito triste tudo que aconteceu e só tivemos tempo de correr com a roupa do corpo, caso contrário, eles teriam matado a gente”.

 

Patricia Barros patriciafbarros.advocacia@gmail.com

Dourados (MS)

 

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WHATSAPP E O SIGILO

 

Assim como as empresas de telefonia, as redes sociais também precisam atender às ordens judiciais de quebra de sigilo e fornecer as informações solicitadas pela Justiça, pois não cabe nenhum sigilo na apuração de crimes, principalmente crimes graves, como corrupção, contrabando e terrorismo. Se realmente as redes sociais, como o Facebook e WhatsApp, não têm como atender às ordens judiciais, elas precisam ser proibidas de existir, pois não podemos fornecer um meio de comunicação seguro para os bandidos.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana (SP)

 

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15 MINUTOS DE FAMA

 

E pela terceira vez o WhatsApp foi bloqueado em todo território nacional! Vale a pena citar o nome da juíza de fiscalização da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro que determinou a interrupção do aplicativo: Daniela Barbosa Assunção de Souza. Afinal, não há outro intuito para tal decisão a não ser os desejados 15 minutos de fama da magistrada de Duque de Caxias. Nem sequer é necessário mencionar a importância do aplicativo de mensagens para a sociedade. Uma Justiça que, sob qualquer argumento, prejudica a maioria para punir uma empresa (o Facebook, no caso) é, por definição, injusta. Daniela afirmou que a empresa trata o Brasil como uma “republiqueta”. Não, quem nos trata como tal – e nos faz parecer – são magistrados como ela. Mais quantos meses até o próximo(a) juiz(a) alegar obstrução de Justiça ou algo do gênero a fim de satisfazer seu próprio ego?

 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

 

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WHATSAPP - PELA LIBERDADE

 

O mais novo bloqueio do WhatsApp pela Justiça do Rio é o sintoma de um problema muito mais amplo: a prepotência do Estado e sua sanha de agredir cidadãos pacíficos. De início, o aplicativo é somente uma ferramenta: se motos são utilizadas em assaltos, proíbam-se as motos! Ridículo! Em segundo lugar, alega-se que as conversas do aplicativo seriam usadas em uma investigação contra o "tráfico de drogas", algo que, em hipótese alguma, deveria ser considerado crime. Fazer o que bem entender com o próprio corpo é um direito natural. E, finalmente, como ensina o genial filósofo Murray Rothbard, é imoral coagir, por meio de violência, qualquer pessoa a fornecer prova ou testemunho contra o que quer que seja. Assim como falar, calar-se também é um direito natural. Provas obtidas por meio de qualquer tipo de coerção, mesmo que pecuniária, devem ser consideradas espúrias. Assim, tendo em vista estes três pontos, escrevo com todas as letras: o maior inimigo da liberdade é, sem dúvida, o Estado!

 

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

São José dos Campos

 

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PREJUDICANDO OS BRASILEIROS

 

A juíza Daniela Barbosa de Souza, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Duque de Caxias, que determinou novo bloqueio ao WhatsApp, ficou irritada com o comportamento da empresa, somente porque ela lhe respondeu com e-mail redigido em inglês.

Ficou irritada, pois ela diz que essa empresa tratou o Brasil como uma "republiqueta".  Mas ela não sabe que essa "republiqueta" depende também deste aplicativo para girar os pequenos, médios até os grandes comércios. Médicos se comunicarem com pacientes e outros colegas médicos da equipe. Enfim, é usado para todas as atividades e, infelizmente, nas atividades criminosas. O que não pode é penalizar o cidadão de bem que usa para o trabalho e diversão esse aplicativo. É assim, o Brasil segue sendo o País onde a banana come o macaco.

 

Marcel Frisene marcelfrisene@hotmail.com

Ribeirão Preto

 

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A ALEGRIA DO TERRORISTA

 

Com seus atos desumanos, o que mais motiva um terrorista é saber que a tragédia que provocará terá ampla divulgação pela mídia e trará medo às pessoas, privando-as da liberdade plena. Assim me parece que, se a mídia diminuísse a repercussão dessas notícias, haveria um importante desestímulo a essas ações. Bastaria uma matéria narrando de forma sucinta o ocorrido para conhecimento geral do fato e nada mais.

 

Geraldo Siffert Junior  siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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AQUI O TERROR É OUTRO

 

Lamento por todas as mortes e por todos os feridos no atentado de Nice. Uma ação terrorista covarde. Mas muitas vezes mais covarde foi o terrorismo sorrateiro a que fomos vitimas decorrentes de toda a espoliação do Estado brasileiro por uma organização criminosa de políticos nos últimos 13 anos. Quantas vidas teriam sido salvas, se os recursos de nossos impostos tivessem sido usados em hospitais e em equipamentos no Brasil, em vez de investimentos em países alinhados com essa organização criminosa? Quanto poderia ter sido investido em educação, no futuro de milhões de brasileiros, não houvesse os desvios de recursos para esconder as pedaladas da presidente Dilma? Quanto de infraestrutura deixou de ser feita pelos desvios agora revelados pela Operação Lava Jato, que favoreceria um crescimento sustentável? O desastre de ter mais de 13 milhões de desempregados é um terror sem fim numa economia há quase três anos em recessão. Perdemos mais de uma década.  Aqui o terror é outro. E muito pior.

 

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

 

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TIROTEIO NOS ESTADOS UNIDOS

 

O assassinato de policiais brancos em tiroteios como uma forma de vingança, por causa da morte de jovens negros, reflete uma cultura da violência permeada pelo ostensivo uso de armas de fogo.  Diante da brutalidade policial e da ausência de punição aos envolvidos, aparece agora a figura do franco-atirador como uma resposta extremista numa sociedade marcada pela pena de morte.  A opção pelo conflito armado mostra que os movimentos de resistência pacífica não apontam soluções para o problema. A tensão social está se transformando numa luta racial nos Estados Unidos.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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ENTREVISTA DO EMBAIXADOR

 

Da entrevista dada por Sérgio Amaral à Sonia Racy (18/7), designado novo embaixador brasileiro nos Estados Unidos, merece destaque a louvável iniciativa de estabelecer uma ponte entre a comunidade judaica brasileira e a norte-americana. Como se sabe, grande parte (dizem que mais de 30%) da população nacional tem origem cristã-nova, quando os judeus portugueses, para escapar da perseguição da Inquisição no final do século 15, foram obrigados a se converter ao catolicismo, adotando sobrenomes lusitanos cristãos, tais como Abreu, Amado, Bragança, Cabral, Cardozo, Doria, Ferraz, Fonseca, Godinho, Henriques, Homem, Leão, Lobo, Mesquita, Negrão, Oliva, Pestana, entre tantos outros. Quando a Coroa portuguesa expulsou os holandeses de Recife, em 1654, 23 famílias judaicas emigraram para os Estados Unidos, onde fundaram Nova York, chamada à época de Nova Amsterdam. Em razão desta ligação histórica entre os judeus brasileiros e norte-americanos, com sua grande influência no tecido social dos dois países, certamente haverá muito o que aprender com os trabalhos anunciados pelo embaixador, que merece cumprimentos pela original e singular iniciativa.

 

J.S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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EMBAIXADOR DO BRASIL

 

Cumprimentamos o futuro embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, pela entrevista apresentada na edição de hoje do Estado. Digno de louvor, o projeto  do ilustre diplomata, de criar uma ponte de aproximação  entre a comunidade judaica americana  e brasileira.  De outra banda,  aprofundando as relações entre os dois países, seria oportuno obter novos esclarecimentos sobre a Operação Condor, de triste memória, que nos custou vinte anos de ditadura, tortura e assassinato de milhares de brasileiros e  as mortes suspeitas  dos ex-presidentes Juscelino e Jango.

 

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

 

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PREFEITURA NÃO RESPEITA CIDADÃOS IDOSOS

 

Os moradores da Avenida São Luís, no centro de São Paulo, tiveram de aguentar neste último domingo (17/7) uma danceteria, balada, de música eletrônica, em altíssimo volume, na Praça Dom José Gaspar, das 15 às 22 horas, impedindo até que se pudesse ouvir televisão em suas residências.  Nãos bastasse o “show de 7 horas”, aprovado pela Prefeitura de São Paulo, o barulho com os  preparativos de montagem começaram as 8 horas da manhã e, após o show, estendeu-se até passadas 2h30 da madrugada, com barulho de desmontes de ferros, placas de madeira, jogadas em caminhões, falatórios, gritos, etc. O prefeito Haddad não tem o menor respeito pelos munícipes, em geral idosos, que residem nessas redondezas e que protestam veementemente contra esse tipo de evento.  Por que ele não monta uma danceteria na porta de sua casa?  As eleições estão chegando e ninguém vai se esquecer disso.

 

João Bôsco da Rocha jbosco03@uol.com.br

São Paulo

 

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ESCOLA SEM IDEOLOGIA

 

Fiquei decepcionado com o texto do Marcelo Rubens Paiva do dia 16/7. Sempre o achei equilibrado nas suas abordagens, inclusive por ter passado por todos os percalços que passou. Mas o artigo de sábado me deixou deveras preocupado, ao vê-lo defender que as escolas são para passar ideologias. Esse foi o erro de alguns governos no século passado,  incluindo o da União Soviética,  de Cuba,  da Coreia comunista, da China, da Alemanha socialista e dos demais países do Leste Europeu. A escola foi criada para educar e ensinar os alunos o livre pensar e não para influenciar  o que pensar e como pensar. Isto tem outro nome e um sujeito na metade do século vinte tentou e deu com os burros  n’água.

 

José Geraldo Santana ze.geraldo.santana@gmail.com

São Paulo

 

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DETURPAÇÃO EDUCACIONAL

 

O cronista Marcelo Rubens Paiva em artigo (C10, de 18/7) asseverou: “professor de história tem que ser da esquerda. E barbudo. Tem que contestar o sistema”. Salienta, ainda, outros predicados de outros mestres, de outras disciplinas escolares. Sinto muito, mas o cronista não é dono da verdade ideológica e muito menos imperador da pedagogia. E menos ainda educador notável. E, por isso mesmo, pergunto-lhe: se o professor de História de uma escola fosse de esquerda e não de centro, como salutar e desejável, narraria, decente e precisamente, os passos da Lava Jato e os assaltos esquerdistas dos lulopetistas nos últimos 14 anos? O cronista escreveria sobre esse tema despido das vestes esquerdistas?

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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