Fórum dos Leitores

Colaboração dos leitores

O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2016 | 03h00

IMPEACHMENT

Fim de feira

Lamentável o final da comissão do impeachment, tendo em vista os senadores escolhidos pelo PT para defender a presidente afastada. A defesa “infantil” conseguiu até irritar os que se opunham ao impedimento: entre ofensas, tentativas de postergar ao máximo a votação final, baixarias e confusões, chegando à falta de respeito com os demais senadores da comissão. A “bancada da chupeta”, como foi apelidada – Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin, Lindbergh Farias e Fátima Bezerra –, protagonizou inúmeros momentos constrangedores, acusando a imprensa e quem se opunha ao governo Dilma de golpistas e criminosos. E a bancada dos favoráveis ao impeachment, que contava com 55 senadores, já estaria em 60. Por oportunas, faço minhas as palavras da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS): “O PT subestima a inteligência dos brasileiros ao tentar se passar por vítima. Mentiu tanto para a sociedade, golpeou a boa-fé dos eleitores em 2014 e provocou a maior crise econômica da História do País. Está colhendo o que plantou”. A nobre senadora gaúcha participou da comissão do impeachment com argumentos sérios, galhardia e inteligência, representando com muita segurança a mulher brasileira na política.

LEILA ELSTON LEITÃO

São Paulo

Inimigos para quê?

Depois de assistir ao desempenho do grupo defensor da “presidenta” na comissão de impeachment, que se destacou por seus conhecimentos técnicos profundos, sua educação exemplar, sua cortesia no trato com o sr. relator, bem como com as testemunhas de acusação, por seu respeito à inteligência dos demais integrantes da comissão, e também dos telespectadores, cheguei à conclusão de que com amigos desse quilate ela, decididamente, não precisa de inimigos.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Decibéis

A aprovação do relatório mostrou que de alguns senadores não se aproveita nem o berro.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Kátia Abreu

Ao votar contra o relatório pela cassação de Dilma Rousseff, a senadora Kátia Abreu deu sua última punhalada nas costas dos agricultores brasileiros. Agora já pode assinar sua ficha de filiação ao MST, pois pelo nosso setor ela não se elege nem vereadora em Gurupi.

FREDERICO D’AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

Buri

14 a 5

O advogado da Dillma, J. E. Cardozo, lembra o Íbis, time de futebol do Recife: só perde de goleada. E para o bem do Brasil mais uma goleada virá brevemente.

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

Fecham-se as cortinas

Discordando da proposta de Dilma para novas eleições, Rui Falcão jogou a toalha. É o fechamento definitivo das cortinas dessa peça que esteve em cartaz no Teatro Brasil por longos e tenebrosos 13 anos e não se sabe se é tragicomédia ou ópera-bufa.

ROBERTO BRUZADIN

bobbruza@terra.com.br

São Paulo

UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Baderna

Só tenho a aplaudir a atitude do professor (da Unicamp) que, impedido de lecionar por causa dos estudantes que batiam bumbo na sala de aula e apagavam o que ele escrevia no quadro negro, recorreu ao Poder Judiciário (A Justiça e os baderneiros, 3/8, A3). Flagrante o dano moral decorrente dessa “aula”. A difamação e a injúria subsumem-se aos fatos. Então, reconhecida a lesão à honra objetiva e subjetiva do professor, esse dano há de ser reparado pelos “baderneiros” (réus). Penso que os professores, de todas as universidades públicas mencionadas no editorial e também da Unifesp, deveriam seguir o exemplo do professor Serguei Popov, não por dinheiro, mas para marcar um limite na abominável violência.

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Reitores na berlinda

Prevaricação e omissão é o mínimo por que deveriam responder os reitores das universidades estaduais e federais. Ao se acovardarem diante de meia dúzia de facínoras travestidos de alunos que tomaram o poder dessas instituições, mostraram-se incompetentes para sua nobre missão. “Impeachment” neles!

FREDERICO FONTOURA LEINZ

fredy1943@gmail.com

São Paulo

OLIMPÍADA

Seleção brasileira

Após ver o jogo de futebol masculino contra a África do Sul, cheguei à conclusão de que os jogadores não assistiram ao jogo da seleção brasileira feminina de futebol contra a China. Se o tivessem feito, teriam aprendido como se joga com talento, objetividade, garra e amor à camisa.

DEVANIR ALVES FERREIRA

salguod_af@ig.com.br

São Paulo

Crise também no futebol

Sem nenhum demérito para a seleção sul-africana, esse empate em casa é uma vergonha. Dizer, como alguns comentaristas, que esse resultado é fruto da ansiedade da estreia não faz sentido, já que são atletas que jogam nas melhores equipes do mundo e ainda contam com Neymar, que decerto esqueceu seu talento no Barcelona. O resultado de 0 x 0 quem deve lamentar é a África do Sul, porque até a expulsão de um de seus atletas era muito melhor em campo. A população brasileira, que já sofre com a corrupção, a crise econômica, o altíssimo desemprego, tampouco tem a perspectiva de que a seleção brasileira vá finalmente ganhar o ouro olímpico que lhe falta, mesmo jogando em casa.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Dinheiro sobrando

A irresponsabilidade do populismo petista quando no governo trouxe ao Brasil dois eventos mundiais: a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e agora a Olimpíada. Na Copa tomamos 7 x 1 em campo e 10 x 0 no custo dos elefantes brancos das arenas. Desta feita, passadas as alegrias festivas e o ufanismo dos prováveis resultados, chegará a conta – aliás, parte já chegou, para o início e o encerramento das festividades: a União, quebrada, manda R$ 120 milhões e a prefeitura, no mesmo caminho, doa mais R$ 150 milhões. Enquanto a sociedade continua a sofrer com o desemprego e a inadimplência, há quem gostaria que fôssemos considerados um país sério.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RIO-2016

 

Começou ontem uma das Olimpíadas mais polêmicas das últimas décadas. Regada a suspeitas de desvio de dinheiro público, mergulhada em escândalos de doping, ameaças terroristas, desastrosas colocações de políticos e observação de diversas falhas na organização. Mas o que mais marcou o início dos Jogos Olímpicos de 2016 é o fato de começarem com uma morte no “score”: a da pobre onça Juma.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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AMÉM!

 

A hora é de paz! Mesmo sendo contra a realização da Olimpíada aqui, no Brasil, desde sua contratação torço agarrada às melhores expectativas para que tudo corra normalmente, sem incidentes. Torço para que seja uma festa de confraternização, que fale de amor, que fale de amar. Vamos pôr de lado nossas desavenças para suavizar a tensão que vimos vivendo nos últimos tempos. Vai lá, Brasil, e mostre seu lado bom de brasileiro a todos os que vieram partilhar deste grande momento.

 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

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OTIMISMO

 

O Brasil mostrará ao mundo que, a exemplo de outros países, também é competente para organizar uma Olimpíada. A emoção, a torcida e a ansiedade encantarão o Brasil, atletas e visitantes. Os Jogos e a festa serão grandiosos e orgulharão os brasileiros. A eficiência e a perseverança vencerão as dificuldades. A energia positiva iluminará a alma dos mais céticos. A fraternidade e a alegria dos brasileiros estarão juntas com o fervor e a satisfação dos turistas vindos de toda parte do planeta. Os desanimados, rabugentos e pessimistas não sairão de casa. Durante os Jogos, a tocha olímpica manterá acesa a chama do amor, da paz, da união e da esperança em todos os corações.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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AS CRÍTICAS DO COI

 

Senhores dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), quando a cidade do Rio de Janeiro (Brasil) foi escolhida como sede dos Jogos 2016, o que passou pela cabeça de vocês? Achavam que o Brasil era um país sério? Que aqui as coisas funcionam como no Japão, na Inglaterra, na Austrália? Se compraram gato por lebre, que comam o espeto de gato com farofa vencida, porque  dos R$ 6 bilhões de lucro vocês não reclamam, só reclamam do que não funciona, que é basicamente tudo. Isso é Brasil... Não entrem em pânico, aqui as coisas são assim mesmo, e levem boas lembranças dos Jogos: um pedaço de asfalto, um pedaço da parede de alguma arena e, com sorte, se não roubarem o celular e a máquina fotográfica, muitas fotos. Mas não façam promessas que não vão cumprir, como a de nunca mais pisar aqui. A emoção do primeiro arrastão ninguém esquece.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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VIGÍLIA

 

Passadas as emoções iniciais e as primeiras atividades da Olimpíada, o normal é a segurança relaxar. É aí que mora o perigo. É exatamente neste momento que os atentados acontecem, aproveitando o efeito surpresa. Os olhos do mundo continuarão voltados para o Brasil durante toda a competição, terreno propício para a maior repercussão esperada pelos adeptos do Estado Islâmico. No terrorismo não existe atentado às claras, regular ou limpo. Nenhum tratado internacional é posto em prática. São derrubadas todas as barreiras do possível e do imaginável. É uma espécie de submundo. Tudo é sujo, vil, traiçoeiro, sórdido e terrível. Pagam todos: crianças, jovens, adultos, prejuízos materiais e políticos. Já entramos na terceira era, terceira onda, o poder da informação é o maior de todos e o medo é o inimigo número um. Não se pode negligenciar esta vigília e propagar o pânico a partir do nosso próprio e pacato país. Cuidado, muito cuidado!

 

João Coelho Vítola jvitola1@gmail.com

Brasília

 

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SUCESSO OU FRACASSO

 

Se o sucesso ou fracasso dos Jogos Olímpicos está associado à ascensão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, com certeza, pode tirar o cavalinho da chuva. Obras inacabadas, atitudes e piadas gratuitas e constrangedoras são umas das pechas do seu insucesso. Sem contar, é claro, quando apontou o argentino Mario Cilenti culpado por tudo. Mas, quanto às investigações da Polícia Federal, isso, sim, será um enorme desastre. 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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DESORDEM NO RIO GRANDE DO NORTE

 

É, ministro da Defesa, sr. Raul Jungmann, tenho uma ideia para acabar com os conflitos nos presídios do Rio Grande do Norte: junte-se aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que dizem que o bloqueio de celulares nos presídios é inconstitucional, e dê um celular de última geração a cada presidiário. Agora, um alerta: fiquem espertos, pois, do jeito que a bandidagem vem dominando o “frouxo serviço de segurança no Brasil”, é bem possível que Fernandinho Beira-Mar, nas próximas eleições, pleiteie uma cadeira no Congresso Nacional.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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DESMORALIZAÇÃO

 

Um dos legados do petrolão, entre muitos, foi a desmoralização do STF por causa da atuação de alguns ministros.

 

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

 

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FATO POSITIVO

 

O governo interino de Michel Temer ainda não se tornou definitivo e os modos e costumes da política comum a todos os governos não mudou nada. Tucanos demonstram insatisfação com comando da economia. José Aníbal critica Meirelles. Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprova em apenas um minuto reajuste de salário de ministros do Supremo tribunal Federal (STF). Em meio a essa briga de bêbados no escuro, surge algo positivo, do deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS), relator especial da Câmara que analisa medidas anticorrupção. Pretende incluir em seu relatório mudanças na indicação de ministros do STF, exclusividade hoje do presidente da República. Essa regra, muito criticada, mas tolerada pelo Legislativo, cria no equilíbrio de poderes uma brecha que dá ao Executivo uma flagrante vantagem sobre o trio de poderes. Parodiando a grande sambista da MPB Beth Carvalho: “E o povo, como está? Tá com a corda no pescoço”.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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NÃO VACILAREMOS

 

O presidente interino Michel Temer, depois da lucidez de nomear para área econômica uma equipe altamente competente, e com o objetivo de enfrentar um déficit fiscal inédito para este ano de R$ 170,5 bilhões, ter apresentado projetos de renegociação das dívidas dos Estados, de contenção de gastos com teto limite pela inflação do ano anterior, no qual ganhou apoio do mercado, agora tem se mostrado sem pulso algum para frear a gula dos governadores e do funcionalismo público federal e estadual. E, mesmo com este monstruoso déficit fiscal, autorizou reajustes de salários para o funcionalismo público, inclusive para os próximos anos, que devem consumir dezenas de bilhões de reais. Ou seja, servidores públicos que na média ganham bem mais que os trabalhadores do setor privado e que não correm o risco, mesmo com o País em recessão, de perder seus postos de trabalho, como estão hoje 11,6 milhões cidadãos do setor privado, na maioria chefes de família, têm também esse privilégio de só gritar que recebem a toque de caixa generosos reajustes.   E essa rotina do desperdício infelizmente continua. Inclusive agora, como noticia a imprensa, que o Congresso vai afrouxar o corte de gastos, diferentemente do contido no projeto de lei da renegociação das dívidas dos Estados. Porque os relapsos governadores, para fugir da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), fazem pressão sobre os parlamentares do Congresso para que seja retirada do projeto a contrapartida exigida pela equipe econômica, já que não querem que sejam contabilizados como gastos o de pessoal terceirizado e também o item que proíbe reajustes salariais para os próximos dois anos. Essa é a conduta institucional lamentável dos governadores, parlamentares e do governo interino, que não estão preocupados em recuperar a nossa economia, hoje em plena recessão. E, com um provável insucesso de alcançar a meta do déficit fiscal para este ano, que com essa gastança irresponsável pode ir para brejo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já ameaça cobrir o rombo com aumento de impostos. Se isso ocorrer, o povo brasileiro não vai vacilar! E, se preciso, vai sair pelas ruas e avenidas deste país para contestar este governo, como muito bem fez nestes últimos anos contra a gestão petista.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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SEM DINHEIRO, SEM AUMENTO

 

A matéria publicada pelo “Estadão” sobre o crescimento dos gastos públicos estaduais com o Legislativo e Judiciário, mesmo com a queda crescente na arrecadação, mostra que, infelizmente, não existe consciência financeira e social por parte dos líderes dos demais poderes públicos. O grande problema é que não existe regramento nos gastos públicos. Ainda que a Lei de Responsabilidade Fiscal possa, eventualmente, penalizar os entes federativos que descumprem a LRF, os poderes continuam elevando seus gastos de forma desproporcional, comprometendo, por exemplo, áreas que deveriam ser prioritárias em qualquer administração pública responsável e coerente. Deveria existir um dispositivo que limitasse, de fato, qualquer meio de repasse sem fonte de receita correspondente ao gasto. Se não tem dinheiro não tem aumento.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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CINISMO E CAIXA 2

 

João Vaccari Neto, José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha e vários outros presos pelo esclarecimento de corrupção do mensalão, e, ainda, Lula, Dilma Rousseff e até o presidente do PT, Rui Falcão, dizem que todos os valores gastos na campanha foram legalmente usados dentro da lei. Que cinismo! Aos poucos a Operação Lava Jato vem esclarecendo tudo e desmentindo essa grande equipe de adeptos que gosta de não falar a verdade. Então, o presidente do PT, Rui Falcão, Lula ou Dilma ficam devendo um esclarecimento público aos brasileiros: onde foi parar tanto dinheiro saído da Petrobrás, do BNDES e de demais órgãos públicos que arruinaram a economia do País?

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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‘O PERSEGUIDO VIRA RÉU’

 

Excelente o editorial de 2/8/2016 “O perseguido vira réu”, que relata com clareza o verdadeiro Lula. Aquele que acusa quem dele discorda de pertencer à direita conservadora. Ele hoje é um homem de hábitos finos, só anda de jatinhos e aqui, no Rio, só se hospeda no Copacabana Palace (diária de R$ 7 mil). Só engana os incautos.

 

Luiz Carlos Santos Machado lcmac@terra.com.br

Niterói (RJ)

 

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INQUIETAÇÃO

 

Lula disse: “Por que eu, um aposentado, não estou sossegado com meus oito netos?”. Resposta: porque todos os oito responderam em coro: “Vô, quando crescemos, queremos ser aposentados”.

 

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Vinhedo

 

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LULA E A LAVA JATO

 

Lula é incansável em desqualificar os delatores na Operação Lava Jato, embora falsos depoimentos à Justiça sejam passíveis de punição. Vai ver Lula é mesmo uma inocente vítima, enquanto os delatores são uns irresponsáveis malfeitores querendo amenizar suas punições. E daí, caro leitor, o que acha disso?

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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UMA PERGUNTA

 

Gostaria de saber por que até agora nenhum sindicato trabalhista ou petistas falaram sobre os desvios pelos quais o ex-ministro Paulo Bernardo está sendo investigado pela Polícia Federal? Fala-se em ter desviado algo em torno de R$ 100 milhões do empréstimo consignado do trabalhador. E nenhuma CUT, Força Sindical ou seja lá que sindicato for se manifestou contra o ex-ministro. Por quê?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O QUE ESPERAR DO PT

 

Tenho visto neste jornal muitas críticas ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Creio que sejam infundadas pelo seguinte motivo: Haddad é petista e, logicamente, não dá para esperar nada de positivo, ético ou competente dessa turma. Por que votaram nele?

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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CURIOSO

 

Lula aconselhou o prefeito Haddad a explorar, nas eleições municipais de outubro, as medidas positivas tomadas no seu mandato para sua propaganda política. Seria ótimo, pois todos os paulistanos estão curiosos para saber de alguma...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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O MAIOR ERRO DE LULA

 

A senadora Marta Suplicy, candidata à Prefeitura de São Paulo este ano, está enganada quando afirma que o maior erro de Lula foi a escolha de Dilma e de Haddad. O pior erro de Lula foi, sem dúvida, a institucionalização da corrupção como principal ferramenta de seu governo. Ninguém fez tanto pelos mais pobres como Lula, mas nunca se roubou tanto como no governo Lula. No fim das contas, os pobres continuam na miséria e o País está quebrado.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MARTA POBREZINHA

 

Publicou-se na “Coluna do Estadão” de 4/7 a seguinte chamada: “Pindaíba”. E prosseguia: “A senadora Marta Suplicy pediu, em julho, reembolso de R$ 1,60 ao Senado. A nota se refere à compra de cinco canetas esferográficas azuis”. Então pergunto: tostões deve ter gasto na “festança” de seu aniversário de 70 anos, no último 20/7, com presença do presidente interino e sra., membros do Judiciário, como o ministro Gilmar Mendes, e o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo desembargador José Renato Nalini, ministros de Estado e parlamentares de todos os partidos (até do PT, Delcídio Amaral). O evento, bastante concorrido, deu-se no belo salão de festas do edifício onde mora com o marido, nos Jardins. A edição eletrônica do “Estadão” ainda complementa: “Na eleição de 2010, ela declarou patrimônio de R$ 12 milhões. Marta é candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB”. Mas, com relação à caneta, não poderia deixar passar “in albis”...

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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CHAPA MARTA-MATARAZZO

 

Nos tempos da impedida presidenta Dilma, a vaca chegou a tossir. Agora, com o candidato Andrea Matarazzo como vice na chapa de Marta Suplicy, a vaca conseguiu voar facilmente. A pergunta que fica é: quando a vaca irá voltar ao brejo?

 

Luiz Felipe Dias Farah felipefarah@gmail.com

São Paulo

 

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ELEIÇÕES EM SP

 

João Doria Jr., candidato do PSDB, será o próximo prefeito de São Paulo simplesmente porque o lulopetismo colocou todos os políticos na vala comum, abrindo espaço para novas lideranças, com larga experiência de gestão na iniciativa privada, como é o caso do empresário tucano.

 

Francisco Alves da Silva profealves@gmail.com

São Paulo

 

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RUSSOMANNO NA BERLINDA

 

Pergunto-me como o PRB pôde indicar a candidatura de Celso Russomanno à Prefeitura de São Paulo sabendo que ele é acusado de peculato por ter nomeado, em seu gabinete na Câmara, uma funcionária de sua produtora de vídeo. Ela ganhou salário pela Câmara de 1997 a 2001. Ele já foi condenado em primeira instância em 2014 e o Tribunal Superior Eleitoral, por causa de um recurso, pretende julgá-lo no dia 16 de agosto. Para que serviu a Lei da Ficha Limpa, uma conquista do povo brasileiro? Para nada?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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O IMPEACHMENT AVANÇA

 

A decisão da Comissão Especial do Impeachment aprovou o relatório favorável ao afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. Alguém tinha alguma dúvida de que isso iria acontecer? A que ponto chega o nosso nível político, em que parlamentares decidem contra a manifestação popular das últimas eleições. São os mesmos congressistas que estão determinando regras ao presidente interino. Mais do que nunca, se faz necessária a mudança nesse sistema político ultrapassado.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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TROPA DE CHOQUE

 

A tropa de choque do PT, mais conhecida como “A Minoria Absoluta”, entrou em ação esta semana, muito semelhante ao Exército de Brancaleone. E lá estavam o senador que anda de Costa, Vanessa Creolina, as reinações de Narizinho e, parece-me, tinha uma Bezerra também. E, para encerrar com chave de ouro, o fantástico Lindinho. E a votação do relatório do impeachment foi 14 a 5. Esperamos que eles juntem os destroços para montar um novo partido.

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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AGOSTO

 

No final de agosto, Dilma Rousseff voltará para Porto Alegre. Dilma poderia fazer um favor ao Brasil e levar consigo os senadores Lindbergh Faria, Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin e Fátima Bezerra.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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APESAR DE VOCÊ...

 

Meus heróis também morreram. Não de overdose – como na bela música de Cazuza –, mas de ignorância. O cantor Chico Buarque, um dos meus (ex) heróis de infância, teve a petulância de cantar a música “Apesar de Você”, no antigo Canecão, referindo-se a Michel Temer. Deveria tê-la cantado em alusão a Lula e a Dilma Rousseff, que conduziram o País à bancarrota em que se encontra. Apesar de você, Chico, e de alguns outros cantores, artistas e intelectuais – não todos, ainda bem –, amanhã, sim, há de ser outro dia.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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DEMOCRACIA

 

Nas intermináveis sessões do impeachment, a tônica do grupo da chupeta é um suposto atentado à democracia. Se prezam tanto a democracia, por que são comunistas e defendem governos ditatoriais? Ao enaltecerem a figura que está em julgamento, insistem em que ela chegou a pegar em armas para a defesa da democracia (palavras da senadora Grazziotin), quando todos sabem muito bem que ela lutou pela instauração de uma ditadura de esquerda. Se esse regime é tão bom para o povo (que o digam os venezuelanos e os cubanos), por que pretender mascará-lo sob o aspecto de democracia?

 

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

 

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OS CRIMES DE DILMA ROUSSEFF

 

Demonstrando inicialmente sua genérica “carreira”: assaltar bancos para financiar organizações espúrias e exóticas contra o governo federal, ou aleatória e irresponsavelmente resolver metralhar militares nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro achando que assim estavam contribuindo para transformar o País positivamente, pois buscavam impor a ditadura do proletariado, esta, sim – segundo ela própria e seus pares –, a “grande salvação nacional” (ou para qualquer país...). Aceitar passivamente uma certa composição ministerial exclusivamente para agradar aos sobreviventes do caso Celso Daniel. Insistir na realização da Copa ou da Olimpíada no Brasil, enquanto o povo morre em corredores daquilo que seu governo chamava de hospitais; que leva a outro crime, que é o fato de os principais petistas se tratarem no Sírio-Libanês. Crime é esta ridícula insistência sobre avanços sociais inexistentes – toda a vez que abre a boca – que enojam qualquer um que saiba ler e escrever. E alto crime é jogar essa mesma propaganda como esperança para aqueles que não sabem ler e escrever, assim os tornando iludida massa de manobra que inocentemente ainda apoiava seu despreparado e caótico (des)governo, sem perceber que agindo dessa maneira assim permaneceriam para sempre. E ainda nem falamos de “pedaladas” ou dos crimes de lesa-pátria...

 

Antonio C. de S. Q. C. Filho acardoso@acardoso.com

São Paulo

 

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MANSIDÃO SELETIVA

 

Dilma Rousseff manifestou, esta semana, apoio à atriz Letícia Sabatella, xingada domingo passado em manifestação no centro de Curitiba por manifestantes pró-impeachment. Suas justificativas foram de que “o Brasil sempre conviveu bem com as diferenças” e que isso devia ser preservado. “É preciso dizer não ao ódio e à intolerância”, ensinou. A “presidenta” afastada deveria ser mais coerente, já que – todos sabem – quem mais semeou o ódio na sociedade brasileira – esse mesmo que hoje está aí voltando-se contra simpatizantes do PT – foi o seu padrinho e mentor Luiz Inácio Lula da Silva, que sempre apostou no divisionismo da sociedade na base da luta de classes; do “nós contra eles” como meio de fazer política. Todos se lembram de Lula aplaudindo, sorridente (tem vídeo no Youtube) um discurso em que a filósofa da USP Marilena Chauí soltava faíscas dizendo “odiar a classe média”, uma pregação de intolerância bem na linha da que fazem, hoje, os que apupam Sabatella. Aliás, Lula chegou a advogar a “extinção do DEM”, demonstrando, assim, toda a sua “tolerância” em relação aos que lhe são contrários. Nunca vi Dilma censurar Lula por nada disso, como faz, hoje, com os que hostilizam a atriz global.

 

Silvio Natal silviobrazil49@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CARTA À PRESIDENTE AFASTADA

 

“Dilma, querida, caso você tenha de se mudar do Palácio da Alvorada, daqui a seis meses, em razão do “golpe” aplicado por “eles”, ofereço-lhe o tríplex do Guarujá ou, então, o sítio em Atibaia, gentilmente reformados pelas construtoras OAS e Odebrecht. Lá poderemos traçar planos diabólicos para infernizar a vida desses canalhas que só pensam em melhorar a saúde, a segurança, o salário, a educação e outros benefícios que nosso governo ia proporcionar ao povo que aí está. Afetuoso abraço do amigo Lula.”

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo       

 

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ESCOLA SEM PARTIDOS

 

Assevera dona Dilma Rousseff que “desejam nos transformar em carneiros”, quando se refere ao projeto de lei que tramita no Senado sob a rubrica de “Escola Sem Partido”. Mais uma vez vem à tona o desejo do lulopetismo de introduzir ensinamentos ideológicos nas escolas, que é tão intenso quanto o de regulação da mídia, ambos rechaçados pela maioria esmagadora da população brasileira. Assim, professores das matérias diversas não precisam ter barbas nem lembrarem Marx a toda a hora, exceto para ensinar as verdades e fraquezas e falhas de seu Capital. Na realidade, dona Dilma não é carneiro, sabendo mesmo empunhar uma arma melhor que uma caneta!

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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‘SEM TENDÊNCIA’

 

O tema que se convencionou intitular “Escola sem Partido” é visto pelos seus defensores, em face da observada simpatia pela esquerda dos atuais docentes, como um movimento segundo o qual o papel do professor não é o de doutrinar, através da canalização de suas convicções políticas para uma plateia cativa, a sala de aula, enquanto os que são contra afirmam que a atitude é inevitável no contexto de toda atividade escolar, considerando uma hipocrisia qualquer tentativa de suprimi-la. O debate, tornado mais agudo nos últimos anos, em face das orientações programáticas das autoridades responsáveis pela educação nos governos petistas, está aberto e deve ser considerado salutar, não podendo prescindir da participação das famílias. Seria saudável, no entanto, a supressão da palavra “partido” para designar a questão, na medida em que a vincula a siglas (31 ao todo) que não passam de uma malha sem sentido e servindo somente aos interesses de seus fundadores. Talvez algo como “Escola sem Tendência” seja mais apropriado.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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PELO PLURALISMO DE IDEIAS

 

O Projeto de Lei 867/2015, que inclui o programa “Escola sem Partido” entre as diretrizes e bases da educação nacional, foi considerado inconstitucional pela Procuradoria dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF), por “impedir o pluralismo de ideias, negar a liberdade de cátedra e a possibilidade ampla de aprendizagem”. Diante do exposto, está criada a polêmica, uma vez que os pais reclamam, não sem razão, de que seus filhos estão sendo “alfabetizados” por professores que pregam descaradamente nas salas de aula os ultrapassados ideais de viés esquerdista. Assim como não deve haver nenhum tipo de censura ao corpo docente num regime democrático, também não deve haver complacência e liberdade para qualquer tipo de proselitismo ao corpo discente que contemple apenas o lado esquerdo e o vermelho do espectro político. Que prevaleça o pluralismo de ideias e de cores!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

Deprimente ler que as queimadas do ano de 2016 já são as maiores registradas desde o ano de 1997 no Estado de Minas Gerais. Qualquer criança aprende nas escolas e por experiência que o planeta está aquecendo e os animais, a água, a vegetação e as florestas estão diminuindo, enquanto as queimadas apenas pioram a situação e trazem prejuízos a todos os seres e ao meio ambiente. Será mais produtivo que, ao invés de o governo gastar milhões somente com o combate aos incêndios florestais, ele invista em educação ambiental desde os primeiros anos escolares, para a formação de uma consciência preservacionista, conforme já estipulado nas leis das diretrizes básicas da educação, que obrigatoriamente deveriam ser observadas por todas as escolas do País. Ressalto o belo exemplo do Instituto Cenibra, em parceria com as administrações municipais e voluntários, numa campanha denominada Ação e Cidadania, com ações de estímulo à leitura, palestra sobre saúde bucal, orientações gerais sobre saúde e, principalmente, abordando os malefícios das queimadas por meio de elaboradas maquetes e explicações de fácil entendimento para as crianças e toda a comunidade. Será necessária uma mobilização conjunta entre os órgãos públicos, privados, sociedade civil, produtores rurais, instituições religiosas, educacionais, internacionais e forças de segurança para coibir a prática de incêndios florestais, pois os prejuízos serão repartidos por todo o planeta e todos já sofremos as suas consequências.

 

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

 

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A MUDANÇA RADICAL DE KÁTIA ABREU

 

Quem acompanhou a senadora Katia Abreu nestes 13 anos de PT no poder, ao vê-la hoje ferrenha defensora desse partido falido e corrupto, não consegue entender sua mudança radical. Eleita pela bancada ruralista, que vai contra as determinações bolivarianas da esquerda radical, tenta agora aproveitar o “veio social” deixado pela presidente Dilma, distanciando-se dos seus antigos ideais de olho nessa fatia aberta a caminho da Presidência do País. No entanto, existe na internet um vídeo publicado pelo MST que conta a ardilosa maneira como a senadora conseguiu mudar até as leis em seu Estado, Tocantins, para desapropriar famílias inteiras de suas fazendas e comprá-las do Estado na “bacia das almas”. Com esse triste histórico e o apoio incondicional contra o impeachment, sua guinada eleitoral não vai colar. Acaba de enterrar sua carreira política.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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RODOVIA DOS TAMOIOS

 

Sou usuário da Rodovia dos Tamoios há muitos anos e presenciei as várias mudanças lá implementadas. A duplicação da rodovia era uma necessidade antiga, que agora foi executada. Recentemente, foi liberada a cobrança de pedágio numa rodovia que não está terminada! Essa estrada tem as mesmas características de segurança viária da Rodovia Presidente Dutra e temporariamente teve aplicada a velocidade permitida de 80 km/h por falta de término das passarelas. Essa velocidade é incompatível com a segurança existente e aparenta fazer parte da indústria da multa. A liberação da cobrança do pedágio deveria estar atrelada ao término do trecho planalto, com as passarelas concluídas e a velocidade permitida adequada aos 110 km/h utilizados na Dutra. Este manifesto individual representa uma grande parte do pensamento dos usuários da estrada e quer mostrar a indignação de quem assiste à má gestão dos recursos públicos, quando uma rodovia é modernizada e sua relação custo-benefício é negativa. A atitude a ser tomada é suspender a cobrança do pedágio até ter terminado todas as passarelas e regularizada a velocidade adequada com a pertinente sinalização. Conto com sua atenção e providências.

 

Antonio F. Alves Junior antonio@franciscoalves.com.br

São Paulo

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