Fórum dos Leitores

Colaboração dos leitores

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2016 | 05h00

ESTADO CONTRA A NAÇÃO

Jogo injusto

A economia brasileira, nos últimos 13 anos, não tem sido mais do que um jogo de interesses conflitantes, com vencedores e perdedores predeterminados. Os governos lulopetistas, seus políticos e funcionários públicos graduados “amigos do rei” estão sempre dando as cartas e influenciando o resultado a seu favor. Os empreiteiros e os que prestam serviços aos governos federal, estaduais e municipais procuram participar do jogo oferecendo um faturamento extra (geralmente por fora) para garantir contratos e licitações. Os empresários do setor privado, em todos os níveis, lutam para sobreviver dentro da selva de burocracia e pesados impostos. Já o povo, o cidadão que trabalha, paga impostos e sustenta todo esse jogo, só perde na luta pela sobrevivência. Quando vamos acabar com esse jogo injusto? Tudo deveria ser uma questão de “custo/benefício”. Quanto nos custa o governo pelos benefícios que nos oferece? Tentam fazer um ajuste nas contas, mas o Congresso é contra. Assim como são contra todos os sindicatos, funcionalismo público e os que vivem pendurados nas fartas tetas do Tesouro Nacional. O que fazer com esse “monstro” – governo inchado, ineficiente e guloso – que temos de sustentar enquanto insiste em nos devorar? Eles querem mais gastos e estão satisfeitos com a baixa produtividade que oferecem. Nós queremos mais benefícios e uma conta menos onerosa. Como desatar esse nó? Será que o impeachment da “presidenta” Dilma Rousseff e a ação de um governo interino de velhos políticos vão resolver isso? Dificilmente! Redução de custos e aumento de benefícios só virão com medidas drásticas que cortem na “carne” desse “monstro” em que se transformaram os nossos governos. Quem se candidatará a “peitar” os poderosos interesses e realizar essa grande cirurgia?

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

O problema são os políticos

Parabéns ao jornalista Fernão Lara Mesquita por sua objetividade ao expor de maneira simples e clara onde está o problema do Brasil, em seu artigo Abaixo essas instituições! (5/8, A2).

JOÃO RICARDO SILVEIRA JALUKS

joaosilver45@gmail.com

São José dos Campos

Acredite, se quiser

A medida para a efetivação da redução de gastos públicos encontra barreira no Congresso Nacional. Já foi retirada do projeto a proibição de os Estados darem reajuste e contratar mais funcionários pelo período de dois anos. Mas isso já era de esperar, partindo de um Parlamento podre, onde a política suja, praticada por políticos igualmente sujos e corruptos, continua a mesma. Para ainda maior decepção da sociedade brasileira, vemos que também o presidente em exercício ou faz parte da gangue ou, vergonhosamente, se acovardou. Desta vez, nem sequer as moscas mudaram.

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

Privilegiados

O Judiciário tem salários que são o dobro dos do Executivo e quase três vezes os do Legislativo, segundo o Estadão. Por que é assim? Aparentemente, as ligações do Judiciário com o Legislativo têm regras exclusivas, diferentes das de todo o funcionalismo. O Judiciário presta “benefícios” ao Legislativo, recebendo em troca maiores salários. Os “benefícios” são os processos dos parlamentares por roubo e outras transgressões, que não são julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Muitos parlamentares têm mais de dez processos há mais de dez anos sem julgamento, como é o caso de Renan Calheiros e Romero Jucá. A contrapartida do Legislativo é aprovar melhores salários para o Judiciário. É assim que funciona. Isso transformou nosso Parlamento numa verdadeira quadrilha, vide as investigações da Operação Lava Jato e outras.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Vampiros

Lewandowski força a barra – ou seria a porta do cofre? –, chantageia Temer e saca aumento de mais de 40% do governo. Outras corporações seguem o exemplo e vampirizam o Brasil. Os militares, sem força política, ganharam pouco mais de 20%, deixando satisfeitos os generais. A tropa, não! As perguntas que o resto do Brasil faz, o Brasil de mais de 12 milhões de desempregados, são: por que Judiciário e Legislativo estão a salvo das perdas? Porque a OAB não protesta? Por que o Ministério Público se cala? E as associações de juízes, onde estão? As perguntas são apenas retóricas, as respostas todos sabemos...

PAULO ROBERTO SANTOS

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

O povo e o poder

Se o poder emana do povo, ao povo o poder pertence! Por que podemos tirar um chefe do Executivo desonesto, mas somos obrigados a deixar que os outros dois Poderes nos humilhem com suas decisões absurdas? 

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

Pokémon nos presídios

Receio que o presidente do Supremo Tribunal não só libere a caça ao Pokémon para os bandidos presos do PCC e do PT, já que não se podem bloquear os sinais de celular, mas também os libere para buscar os Pokémons que estiverem fora, numa saidinha rápida.

M. MENDES DE BRITO

voni.brito@gmail.com

Bertioga

Tem jeito

O ministro Edson Fachin revoga decisão do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e mantém prisão em segunda instância. É o novo Brasil! Para os céticos e conformados: o Brasil tem jeito, sim, e está mudando. Mexa-se!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

OLIMPÍADA

Quando não atrapalham

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, a que assistimos na noite de sexta-feira, tirou o engasgo que sentia em minha garganta desde a abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Naquela oportunidade, foi-nos imposta pela Fifa uma abertura tão ridícula que envergonhou a todos nós. Aquele cantor norte-americano desengonçado e aquelas palmeiras de papelão, ou algo assim, foi tudo de um mau gosto insuperável, a ponto de superarem até o 7 x 1. Espero que depois desta demonstração dos cariocas nenhum estrangeiro tenha o topete de vir meter o bico em nossas tradições. E cabe ainda elogiar a pira olímpica mais espetacular das últimas décadas.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AGOSTO E A SOLUÇÃO NACIONAL

Vivemos mais um agosto, o mês que costuma ser sombrio para a política nacional, quando se suicidou Getúlio Vargas, renunciou Jânio Quadros, morreram Juscelino Kubitschek e Castello Branco e ocorreram incidentes que mudaram os rumos da vida brasileira. Desde agosto do ano passado estamos em plena convulsão política. Esperamos para o dia 29 o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O Brasil precisa de urgente reforma político-institucional. Não pode um governo já sufocado ter agonia tão extensa. Urge que nossa elite política e os centros de saber busquem um formato de governo e governabilidade que não exponha o País a tão longos períodos de indefinição política e consequente destruição econômica. Temos de encontrar o formato de governança e fazê-lo de forma que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário cumpram agilmente suas funções, com harmonia e independência, como manda a Constituição. Para evitar mais turbulência, até o presidente Michel Temer deve dar garantias à sociedade de que não concorrerá à reeleição. Precisamos sair do atoleiro. 

    

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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O TRÁGICO MÊS DE AGOSTO

Agosto é um mês trágico para a política brasileira. Foi no oitavo mês do ano de 1954 a morte do presidente Getúlio Dorneles Vargas e quando, em 1960, o matogrossense Jânio da Silva Quadros renunciou à Presidência da República. No final deste mês, mais precisamente no dia 29, ficaremos livres da dona Dilma Vana Rousseff. Pensando nela, agosto não será tão trágico como foi para outros dois presidentes brasileiros.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CORDA ESTICADA

Está chegando ao fim o velório político mais longo da história brasileira. Por onde se anda, ouve-se das pessoas "não aguentamos mais tanta corrupção". O PT e os demais partidos que apoiam o governo Dilma não pensam no País, querem esticar a corda, pouco se importando com a situação do Brasil. A crise não cessa enquanto não acabar este malfadado impeachment. É importante que os brasileiros tirem lições para sua vida e aprendam a votar nas próximas eleições, pois uma escolha mal feita deixa consequências dolorosas para todos, basta ver a situação do Brasil hoje.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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À ESQUERDA DA ESQUERDA

De olho na deposição definitiva de Dilma Rousseff, correntes mais à esquerda do PT repelem qualquer tipo de negociação com o eventual governo Temer e com as novas estruturas de poder que estão a formar-se. Tal tendência, segundo esses radicais, representaria uma "ruptura de unidade". Parecem não ter percebido, no entanto, que após mais de 13 anos de desastroso governo o partido estilhaçou-se e que a nova unidade deve ser construída pela capacidade de interagir, como se faz em qualquer regime democrático, numa prática com a qual boa parte de seus membros não está habituada.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O RELATÓRIO DE ANASTASIA

Deixando de lado as paixões político-partidárias e guardando a necessária e sempre recomendada distância emocional, há de ressaltar o excelente trabalho do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), na elaboração do relatório na Comissão do Impeachment. Por exigir de seu autor horas e horas de estudo estafante e monótono, na leitura atenta e organização dos inúmeros documentos que foram examinados para a elaboração do magnífico trabalho do relator, foi uma árdua missão que poucos desempenhariam com tamanha competência. A peça elaborada por este sereno parlamentar prima pela isenção. É minuciosa, técnica e demonstra todo o seu embasamento intelectual e profundo conhecimento jurídico processual. Isso tudo sem deixar de levar em conta seu desassombro em questionar as inusitadas atitudes tão pouco recomendáveis tomadas por uma chefe de governo.  Antonio Anastasia foi claro e preciso em tipificar os delitos cometidos pela presidente afastada, sem se deixar levar por paixões políticas ou ideológicas de quaisquer espécies. Seu relatório enobrece a função parlamentar e restaura no coração do eleitor a confiança, até então abalada, em seus representantes no Poder Legislativo. Por tudo isso, o senador mineiro será sempre lembrado como autor de uma das melhores peças já elaboradas por um membro do Parlamento brasileiro. Realmente, Anastasia honra integralmente o mandato que lhe foi outorgado pelos eleitores do valoroso Estado de Minas Gerais e toda essa geração de brasileiros, que ora acompanha sua trajetória, tem imensa honra de vê-lo desempenhar de maneira brilhante, honesta e inteligente seu trabalho no Congresso Nacional.

José Carlos Werneck werneckjosecarlos@gmail.com

Brasília 

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DILMA E O SENADO

A Comissão Especial do Impeachment do Senado trabalhou com afinco nos últimos meses. A presidente afastada, Dilma Rousseff, não compareceu ao Congresso Nacional nem uma única vez para fazer a sua própria defesa. Durante as campanhas eleitorais, Dilma fez dezenas de pronunciamentos, abraçou centenas de pessoas e carregou no colo várias crianças. Dilma está trancada em seu palácio, sem apresentar a menor reação ao que está acontecendo no Senado. É uma atitude incompreensível para uma presidente que governou o Brasil por cinco anos. Em respeito aos 54 milhões de brasileiros que votaram nela, Dilma bem que poderia participar dessa importante decisão, que é o seu próprio impedimento. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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FALTA POUCO

Com a serpente vai-se o veneno. Falta pouco. Com a aprovação do relatório na Comissão, o impeachment caminha para o desfecho, e após 14 anos de domínio da política Lula sente aproximar-se o seu mais temido momento. A derrota! Provavelmente a prisão. Já o País começa a sentir os ares de renovação. Sim, com a serpente vai-se o veneno e fica a oportunidade aberta, clara, possível de superar as dificuldades e empreender a reconstrução sob novas lideranças. Falta pouco. O futuro é nosso. Lula perdeu e o Brasil venceu! 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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GOLPE SEM ARMAS 

O senador Humberto Costa (PT-PE) classificou o processo de impeachment da Dilma Rousseff como "um golpe que economizou as armas, os tanques, as baionetas, os soldados e se consumou em 443 páginas". O fórum adequado para este tipo de declaração não é o Congresso Nacional, mas o palco de teatro do absurdo. Poupe-nos, senador!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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O PT, DE 2014 A 2016

Após o "acidente aéreo" que matou o principal oponente dos "petralhas" nas eleições de 2014 e uma fraude eleitoral que reelegeu a senhora da triste figura, assistir a um esbaforido senador Humberto Costa (PT-PE) gritando "golpi!", "golpi!" não tem preço.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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PRÊMIO LIMÃO

Sem dúvida daria o Prêmio Limão do ano de 2016 à bancada que defende a ex-presidente Dilma na Comissão de Impeachment. Lado a lado estão Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin, Lindbergh Farias, Fátima Bezerra e Humberto Costa. Nunca vi tanta gente azeda, irascível, esquisita, espalhada e antipática junto. São merecedores com louvor deste prêmio. Que ele lhes seja entregue pelos mestres sem cerimônia Lula e Dilma.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOVAS ELEIÇÕES

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou para a corregedoria o processo envolvendo a chapa Dilma/Temer por suposto crime eleitoral envolvendo dinheiro advindo da Petrobrás. Seria democrático e justo que a chapa fosse cassada e elegêssemos pelo voto o novo presidente do Brasil, consolidando mais um pouco a nossa incipiente democracia.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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O CRIME DO CAIXA 2

Que me perdoe o juiz Sergio Moro, promotores e a Polícia Federal responsáveis pela Operação Lava Jato, mas soltar ladrões quadrilheiros que receberam em contas no exterior dinheiro roubado da Petrobrás foi um tapa na cara dos cidadãos honestos que trabalham duro para ganhar a vida. A notícia da saída da prisão do marqueteiro João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que deixou a prisão depois de pagar R$ 30 milhões, não pode, de maneira alguma, ser entendida como um perdão pelo crime de caixa 2, confessado por eles, das campanhas petistas. A pergunta que não quer calar: se os dois pagaram R$ 30 milhões em fiança para sair da cadeia, imaginem quanto essa dupla não deve ter recebido do caixa 2 dos petralhas corruptos? A dupla deixou o presídio com o compromisso de colaborar com as investigações através de delações. A Justiça e a sociedade como um todo não podem e não devem afrouxar as punições para quem comete o crime de caixa 2. Se "todos" o cometem, como gostam de dizer alguns defensores da Pátria nefasta, que "todos" sejam punidos rigorosamente com penas pesadas, para que sirva de exemplo. O caixa 2 mancha ainda mais o nome do PT e prejudica de maneira sensível futuras candidaturas da sigla, como são os casos de Carlos Grana, em Santo André, Tarcísio Secoli, em São Bernardo, Donizete Braga, em Mauá, e Fernando Haddad, na Prefeitura de São Paulo, além de outras centenas de candidaturas Brasil afora. É imperdoável, para dizer o mínimo.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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GRANA VIVA

Enquanto muita gente passa por dificuldades Brasil afora, o marqueteiro do PT, João Santana, e sua esposa, Mônica Moura, pagaram R$ 31 milhões de fiança para se livrarem das algemas.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CASAL MARQUETEIRO

A Justiça é de fato como escreveu o português Albino Forjaz de Sampaio, "uma roda velha que ameaça ruína a cada instante". O ditado que diz que "o dinheiro compra tudo" está provado nas fianças milionárias que colocam em liberdade os mais rotundos ratos, e até casais, que arrasaram o Brasil. Quem recebe R$ 31,5 milhões como fiança não tem a curiosidade de saber qual a origem do equivalente a uma Mega Sena acumulada? Essas opulentas contas bancárias são do conhecimento da Receita Federal? Investigadores da Operação Lava Jato, diante da decisão do juiz Sérgio Moro, sentiram-se surpreendidos. Detalhe: estão livres das tornozeleiras eletrônicas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SORRISO CÍNICO

O casal João Santana conseguiu galgar a liberdade após autorização do juiz Sergio Moro. Até que Santana ousou dar uma risadinha sem graça ao ser libertado. Mas sua esposa, Mônica Moura, estava visivelmente séria, o inverso de quando foi detida, quando sorria descaradamente como se tirasse sarro da justiça. É isso aí, nada como amargar cadeia, tomar banho gelado, sem privacidade nenhuma e passando um frio de rachar, como acontece em Curitiba, para acabar com qualquer sorrisinho cínico. Justiça é justiça, seja milionário, trabalhador ou pobre. Atrás das grades todos são considerados iguais.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LIBERDADE!

Na verdade o ex-marqueteiro do PT João Santana e sua mulher, Mônica Moura, acusados de receber dinheiro de corrupção da Petrobrás, foram muito beneficiados, pois foi com esse dinheiro que pagaram a fiança para sua liberdade. Né, não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FIANÇA

R$ 31,5 milhões (!) de fiança paga para deixar a prisão. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MARQUETEIRO, BELA PROFISSÃO

Quando eu crescer, quero ser marqueteiro. Afinal, são poucos os profissionais hoje em dia no Brasil, não importa a profissão, que conseguem manter um saldo bancário de R$ 31,5 milhões em conta corrente, não é mesmo, senhor João Santana e dona Mônica Moura?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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ESSA DOR DÓI DEMAIS

Pouco importa a liberdade do casal de marqueteiros, com dinheiro isso iria ocorrer brevemente. Devem ter fornecido o endereço residencial da residência mais suntuosa na Bahia, porque rico ser preso no Brasil é como licença remunerada, fica em casa sem fazer nada e continua ganhando. O que mais dói é saber que alguns míseros centavos da quantia paga pela fiança saíram do meu bolso, eram da minha família e foram parar na mão do casal que cometeu um crime. Brasil, sinto muito, mas  perdi a confiança em você!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PRESENTE

Sérgio Moro fez aniversário no dia 1.º de agosto, e quem ganhou um presente foi Mônica Moura.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MISTIFICAÇÃO

No dia 1.º de agosto Sérgio Moro fez 44 anos. Arrepio-me de medo quando vejo a mitificação que tantos segmentos e classes culturais e sociais fazem do juiz. Não há dúvida, Moro resolveu levantar o tapete e varrer a imundície que há anos estava lá. Ousou expedir mandados e mais mandados, de prisão, condução coercitiva, de busca e apreensão. De poderosos e milionários. Pode-se dizer que tem sido severo demais, mas urge entender que o bem vilipendiado integra o que chamamos "coisa pública". Não se trata de benefícios que uma empresa pequena dá ao comprador do grande magazine para que compre os seus produtos. Sabemos que infelizmente isso é bastante comum, mas não é isso. O que é "público" foi violado. A OAS ou a Odebrecht, ou qualquer das investigadas, descartavam toda legislação cogente sobre licitações e, em troca de alguns milhões, pagos a alguns ocupantes de cargos públicos, ganhavam as obras gigantescas contratadas pelo Poder Executivo. E mais, não vou perfilhar todas as razões que induzem à mitificação de Moro. Mas gostaria muito que não o fizessem, que entendessem que se trata apenas de um magistrado exercendo seu dever, com esmero, não porque é "bonzinho", mas porque é seu dever legalmente estabelecido. É apenas um bom juiz. Que afastou várias "máximas" populares, como as de que "políticos e ricos não são presos"; "a Justiça é lenta"; "o réu condenado só pode ser preso após o esgotamento de todos os recursos"; etc. Muito. Não há dúvida, mas repito, somente exerce com devoção as suas funções. Ficamos surpresos e "vingados" com a prisão e condenação daqueles que vilipendiaram o dinheiro público. Ótimo. Mas no dia de seu aniversário só foi dia de desejar sucesso e vida longa ao juiz Sérgio Moro. Que não canse, não desanime, mas continue enérgico, aplicando a lei ao caso concreto, atividade principal de um magistrado. E só mais uma observação, agora sobre o homem, não ao juiz: que não se envaideça, como temos visto tanto em todos os Poderes, e se perca com a fama. Ao contrário, continue com a discrição, adjetivo primeiro da imparcialidade judicial, e com simplicidade, sem excentricidades ou despotismo. Em conclusão, remeto-me à revista IstoÉ, que o elegeu  o "Brasileiro do Ano" em 2014 e assinalou que "Moro não mostra sedução pelo poder da toga. De hábitos simples, ele faz parte de uma rara safra de juízes que encararam a magistratura como profissão de fé". Parabéns por isso também, Excelência.

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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OS DESINVESTIMENTOS DA PETROBRÁS

Em reportagem de 4/8/2016 (com Pedro Parente, Petrobrás evitou investimento de US$ 12 bilhões com a venda de Carcará), podemos afirmar que, se fosse no governo do PT, a economia seria de no mínimo US$ 50 bilhões. Aritmeticamente, com o PT e seus "cumpanheiros", a obra sairia pelo triplo (US$ 36 bilhões) por conta de incompetência, malversação de recursos, aquisições superfaturadas e outras traquinagens petistas. O restante, US$ 12 bilhões, seria a título de pura "surrupiação" depositada nas contas bancárias dos malfeitores lulopetistas e apaniguados, pois ninguém trabalha de graça, certo? Portanto, a cada venda, privatização, o Brasil ganha em bilhões, ao evitar o assalto de ativos que serão mais bem administrados pelo setor privado, com a fiscalização séria de órgãos reguladores sérios e não politizados.

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

*                                                                                                                  PETROBRÁS NO SÉCULO 21

Para o seu crescimento, as atividades de grandes empresas da indústria do petróleo são integradas: atuam na prospecção, exploração produção, refino, transporte, comercialização e distribuição do petróleo e de seus derivados. Daí o lema "do poço ao posto". Isso é hoje a Petrobrás, uma das maiores companhias de petróleo do mundo. Entretanto, uma situação de crise, como afeta todas as petrolíferas, vem levando, equivocadamente, à adoção de alienação de bens fundamentais, como as providências para a venda do controle da BR, uma galinha de ovos de ouro. Essa venda corresponderá, lamentavelmente, à sua desnacionalização. 

Roldão Simas Filho rsimas@aos2.com.br

Brasília

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'OS MÉTODOS DE SEMPRE

O conteúdo do editorial "Os métodos de sempre" (28/7, A3) mostra como o deputado Paulinho da Força representa a mais perversa maneira de escolher e indicar as pessoas necessárias a conseguir a propalada lógica da meritocracia e a política de bons resultados para as empresas estatais. É evidente que em suas exigidas indicações estão presentes os interesses partidário, a manutenção dos futuros mandatos, pessoal e até mesmo da sua "turma", etc. Enfim, o interesse de muitos, menos a necessária exigência de pessoas tecnicamente indicadas às funções que iriam logicamente atender aos interesses do povo. Precisamos ir catalogando esses próceres para serem objeto de exclusão nas próximas eleições. Por outro lado, o que levou nosso interino Michel Temer a aconchegá-lo no Palácio? 

Tacio Bertolini tbbertolini@hotmail.com

Limeira

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PELA RAIZ

 

Existe uma forma simples de acabar com esta avalanche de malfeitos nas estatais: condenar os malfeitores a devolver o produto dos roubos até o último centavo, e, depois, instituir uma anistia ampla, geral e irrestrita, não sem antes tirar-lhes o direito de disputar eleições ou ocupar cargos em empresas estatais, "ad infinitum". Assim, matam-se dois coelhos numa só cajadada: recupera-se o dinheiro desviado, extirpa-se das empresas do governo a participação nociva dos desonestos e encerra-se esse nhém-nhém-nhém de prisão em flagrante, prisão preventiva, prisão temporária, prisão domiciliar... 

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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LULA RÉU

Em sendo o ex-presidente Lula, agora, réu na Operação Lava Jato, a Lei da Ficha Limpa entra em cena e não mais poderá ele ser candidato em 2018. E quem disse que Deus não era brasileiro? Certamente, haverá mais algumas denúncias no decorrer dos meses, porque há a considerar: o sítio de Atibaia e o apartamento de Guarujá, aqui em São Paulo, e ainda outro feito com Sérgio Moro, em Curitiba, sobre outros temas. Assim, o calvário de Lula começou, como bem salientou Roberto Jefferson: "Terá dias difíceis!".

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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Não é porque bebe pinga que Lula virou réu na Vara do juiz Leite.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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JANOT NÃO VACILA

Contrariando a estapafúrdia decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que concedeu habeas corpus livrando da prisão o ex-ministro de Lula e Dilma Paulo Bernardo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorre ao STF para que seja reformada essa decisão, e novamente seja preso o citado petista. Já que, segundo as investigações contidas na Operação Custo Brasil, da Polícia Federal, Bernardo era o líder de um esquema em que vários dos envolvidos supostamente receberam R$ 102 milhões de propina de uma empresa que administrava os financiamentos e recebimento das parcelas do crédito consignado do funcionalismo público federal. A propósito, Rodrigo Janot deveria contestar também no STF a decisão do presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, que recentemente tirou da prisão um dos líderes do PCC... Por coincidência, dois ministros do Supremo que sempre foram muito próximos do PT...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ÓTIMA NOTÍCIA

O petista de carteirinha ministro Ricardo Lewandowski deixará a presidência do STF em 10 de setembro próximo, e em seu lugar assumirá a ministra Cármen Lúcia, que já demonstrou repulsa à corrupção no País e, em especial, com a tigrada petista e seus chefões. Ainda há esperança... 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                                               

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CORRUPÇÃO EM SP

A tramitação das investigações e os encaminhamentos de alguns processos contra envolvidos na Operação Lava Jato provocam grande desgaste de integrantes do partido que estava no poder federal há alguns anos. Por que a situação não se repete em relação ao governo de São Paulo, que está sendo submetido a uma CPI na Assembleia Legislativa em razão de acusações de fraude em programas de merenda escolar? E agora surge a informação de que uma empreiteira francesa acusada de pagar propina em contrato com estatais está recebendo o perdão de uma dívida, uma benesse de R$ 116 milhões. E como fica o patrimônio público nestes casos?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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AS DUAS CARAS DO GOVERNADOR 

Quando o sr. Geraldo Alckmin era candidato a governador do Estado de São Paulo, foi pedir votos para si no Instituto Agronômico de Campinas, fez uma apologia da grandiosidade da instituição e disse que ele, como médico, sabia perfeitamente da importância das pesquisas científicas agrícolas, pois seus resultados são a base da sustentação da alimentação dos povos e, obviamente, da sua saúde. Agora, já quase no fim de seu mandato, começa a querer vender os bens do Estado para fazer caixa para lançar programas eleitoreiros. Para isso, teve de recorrer à Justiça para que esse seu programa venha a ser votado pela Assembleia Legislativa, que engloba 79 imóveis públicos, entre os quais estão inclusos 16 sedes de institutos de pesquisas agrícolas, conforme noticiou o "Estadão" no dia 3 de agosto. Espero que nossos deputados rejeitem esse projeto, para o bem de São Paulo. Este foi o homem de duas caras que nós elegemos governador e que agora pretende ser presidente do Brasil.

Raul S. Moreira raulmoreira32@gmail.com

Campinas

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'ABAIXO ESSAS INSTITUIÇÕES'

Fernão Lara Mesquita, em seu texto "Abaixo essas instituições" (5/8, A2), toca em um aspecto curioso da nossa, vamos dizer, cultura. Apesar de entre nós haver muita gente antiamericana, macaqueamos os EUA o tempo todo! Ora, o que seriam as manifestações do politicamente correto, se não cópia do que ocorre nos EUA? Podem conferir: do discurso pró aborto, passando pelo feminismo, desembocando nos  movimentos "Occupy", lá estamos nós, copiando, repetindo exatamente as causas e costumes americanos, como se nossos fossem. Do Starbucks ao Pokemon Go, nada escapa! A última é a participação ativa de jornalistas nas... eleições americanas! Com o Brasil mergulhado em crise política profunda, nossa "vizinha de porta" Venezuela afundada em uma ditadura (com seu povo literalmente morrendo de fome), discute-se fervorosamente na imprensa brasileira o que seria melhor: Trump ou Hillary. Sobra militância, a torcida se exalta e a eleição americana provoca mais paixão do que o impeachment! É cômico! Quem elegeu Lula e Dilma, duas vezes cada um deles, não parece estar muito habilitado a discutir a política alheia. Quem mal consegue se lembrar em quem votou para deputado federal nas últimas eleições não deveria ter essa pretensão. Quem pouco se importou com o galope da ditadura bolivariana na Venezuela tem pouco a opinar sobre o berço da democracia. No máximo, conseguimos ser "americanos da 25 de Março". Talvez venha daí o apelido a nós dados pelos argentinos em tempos politicamente incorretos e mais honestos: "macaquitos". 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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EM DEFESA DE DONALD TRUMP

Tenho observado, para meu desgosto e insatisfação, que este jornal tem dado apenas espaço depreciativo para o candidato republicano às eleições presidenciais dos EUA. Tanto os artigos no "Espaço Aberto", os editoriais em "Notas e Informações" quanto articulistas do "Estadão" e até no "Caderno2", bem como análises de jornalistas internacionais, primam pela crítica feroz contra Donald Trump e colocam Obama e Hillary Clinton no pedestal. Fiz algumas tentativas, debalde, para publicar no "Fórum dos Leitores" uma carta para mostrar o outro lado do candidato, mas infelizmente fui frustrado. Esta insistência em denegrir a imagem de Donald Trump, sem a menor contradita, tem me causado uma irritação como poucas vezes tive contra um órgão de imprensa! Na verdade, este candidato conseguiu bater, uma a um, todos os outros postulantes do partido; Trump enfrenta corajosamente a máquina do Estado (aparelhado nos mesmos moldes vergonhosos do Brasil petista); conta com uma grande adesão popular às suas causas, em função de ele não aderir sistematicamente, como os democratas, à deletéria ideologia do politicamente correto; enfrenta os sérios problemas do país como poucos, uma vez que ele fala sem filtros, sem hipocrisia, sem meias-palavras e com admirável franqueza todos os temas relevantes para a administração e a política americana. Enfim, a imprensa esconde, maldosamente, tudo que possa ser-lhe favorável, destaca apenas os eventuais pontos negativos e esconde as verdades que estão por trás de suas declarações. Já é tempo de o jornalismo se posicionar mais imparcialmente com relação a ele, por que já está até "dando muito na vista" esta atitude sectarista, injusta e discriminatória contra Donald Trump. Poderiam publicar, por exemplo, como o jornal "Folha de S.Paulo" o faz, uma coluna do tipo "O Outro Lado". Percebe-se notavelmente o alinhamento automático de toda a imprensa nacional, escrita e televisionada, ao esquerdismo militante, onde a direita e os conservadores não têm antidemocraticamente nenhum direito de se expressar. Observo que parece ser, infelizmente, o caso do "Estadão". Em tempo, sou ainda assinante deste jornal e gostaria que, mesmo tendo certeza de que o "Estadão" não mudará a linha de publicação dessas notícias, me fosse dada uma explicação para isso ou, ao menos, fossem contempladas no "Fórum" algumas opiniões diversas desta grande mídia.

Marco Aurélio Agarie mark9dk@yahoo.com.br

Santos  

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MAUS POLÍTICOS

Donald Trump mandou retirar um bebê que chorava enquanto ele destilava suas sandices e delírios num discurso. Crianças percebem o perigo de longe. Maus políticos não são privilegio do Brasil. 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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RIO-2016 - O LEGADO NO ESGOTO

O maior legado que a Olimpíada 2016 poderia ter deixado para o Rio de Janeiro seria a prometida despoluição das águas da Baía de Guanabara, mas isso não aconteceu. O Brasil precisa perceber que o mundo civilizado há muito tempo não tolera o nível de poluição que existe no País, e as melhorias feitas para os Jogos são irrelevantes diante das milhões de toneladas de esgoto jogadas diariamente nos rios e mares brasileiros. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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TOLERÂNCIA OLÍMPICA

A tolerância, tema central da festa de abertura da Olimpíada do Rio, é bem representativa do grande legado que nos serve, e igualmente ao mundo como um todo. Nada melhor que dita qualidade civilizatória como remédio para os males globais que a humanidade vivencia, e, se devidamente aplicada, pode proporcionar um novo e longo período de paz e prosperidade em todo o planeta e para os seus 7 bilhões de habitantes.

José de A. N. de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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MOTIVO DE ORGULHO

Parabéns ao Rio por sediar a primeira Olimpíada da história no Brasil e na América do Sul! Tem tudo para ser a melhor Olimpíada de todos os tempos, com organização e criatividade, somadas às belezas naturais exuberantes da Cidade Maravilhosa, com seus mares, lagoas e montanhas e com a alegria e o calor humano dos cariocas. Agora o Rio é também uma Cidade Olímpica, motivo de orgulho para o Brasil e para a América do Sul.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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