Fórum dos Leitores

OLIMPÍADA

O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2016 | 03h03

Menina de ouro

Espetacularmente emblemática a medalha de ouro no judô da atleta brasileira Rafaela Silva! De origem humilde, Rafaela representa a força da nossa gente, que mesmo em condições adversas, com muita luta e sacrifícios, muitas vezes consegue chegar ao topo da carreira que escolhe. Que seu exemplo sirva de inspiração aos milhões de jovens, bem como para mostrar que o esporte, ao lado da educação, é o grande caminho para a inclusão social.

JOSÉ DE ANCHIETA N. ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Futebol delas e deles

Enquanto as meninas dão um exemplo de dedicação, entusiasmo e garra, os homens dão vexame e desencantam milhões de torcedores brasileiros. Só o salário mensal de Neymar, proveniente da atividade de jogador e de publicidade, supera a soma do recebido pelos 22 jogadores da África do Sul e do Iraque, que empataram com a nossa seleção.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

Seleção dos aflitos

Vendo o jogo Brasil-Iraque fica claro como o nosso futebol está por baixo: zero de organização, tática e liderança. Um bando correndo atrás da bola e do gol de qualquer jeito. Pode até ganhar, como pode perder. Enfim, está em igualdade com o futebol iraquiano. Deus, onde chegamos!

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Que papelão!

Esta Olimpíada poderia ter a medalha de papelão. Os jogadores da seleção brasileira de futebol, o técnico incluído, merecem. Ah, com direito a saltinho alto prateado e fitinha de serpentina.

JOSE PEDRO VILARDI

vilardijp@ig.com.br

São Paulo

Escrete de araque

Enquanto tivermos ídolos do futebol preocupados em curtir baladas, vamos assistir à seleção de araque nos envergonhando. O Brasil não se deu conta de que já perdeu o grande trunfo que carregava de ser o país do futebol. Hoje o Brasil é conhecido mundialmente por ser o país mais corrupto do mundo.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Bola fora

A seleção masculina de futebol e os políticos brasileiros têm em comum a dificuldade de marcar gols: só têm dado bola fora. Também se assemelham em outros aspectos, como nos altos salários, nos benefícios diferenciados e na falta de sentimento de obrigação do dever cumprido para com a população que os elege: seja politicamente, seja como ídolos esportivos.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Ladrões de autoestima

Vendo a festa de abertura da Olimpíada pude constatar quão baixa está a autoestima do brasileiro. Aquela linda festa foi um tapa na nossa cara, mostrando de quanto somos capazes. O fato de sermos representados por políticos de uma estatura ética e moral tão reduzida acaba passando a falsa impressão de que todos nós temos a mesma medida. Não! A esmagadora maioria do nosso povo é ética, trabalhadora e competente. O Brasil que somos é este, capaz de realizar aquela festa incrível, e não o que vemos todos os dias estampado na cara desbotada desses políticos corruptos, que roubam o que temos de mais precioso: a dimensão da nossa verdadeira essência enquanto nação.

ALEXANDRE FUNCK

afunck1@gmail.com

Bragança Paulista

Cinismo ambiental

A ideia central e a cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio, foi tudo muito bonito e pertinente. Mas isso não me impediu de ficar nauseado vendo o Brasil, que faz pouco ou quase nada na área do meio ambiente, aproveitar-se dessa belíssima “ideia da hora” para sair na fita internacional como “o protagonista ambiental”, o que ensina o caminho – mais ou menos como tem sido nas conferências internacionais do clima (COPs). É o tal do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Alemães – mordidos – que estão fazendo tudo o que há de melhor nessa área há décadas classificaram a mensagem da Olimpíada do Rio como “cinismo” de um povo leniente, que não olha para si próprio. É mais ou menos como se o Fernandinho Beira-Mar começasse a dar lições sobre civilidade, ética, moral e honestidade. Apesar de achar que valeu muito a ideia genial, é inevitável que eu torça o nariz, como alguns alemães.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

‘Estrelas’ ausentes

Estou procurando até agora algum “artista” entre os espectadores desta Olimpíada. Será que nossos “intelectuais” pensam que o esporte polui a mente? Em todos os países do mundo é comum vermos sempre grandes astros prestigiando o esporte, só no Brasil isso não acontece. Por que será?

ANTÔNIO SÉRGIO ISNIDARSI

aiisnidarsi1@hotmail.com

São Paulo

ParasiTas

No dia seguinte à cerimônia de início da Olimpíada, em que houve uma vaia dirigida ao sr. Michel Temer, um parente meu recebeu, no Facebook, foto de um conhecido cantor, metido a intelectual e cujo nome não merece ser mencionado, exibindo uma placa onde se lia: “Fora Temer”. Está claro, portanto, que a vaia, espetáculo patético e ridículo, foi organizada e/ou incentivada pelo grupo que se locupletava com o dinheiro público via Lei Rouanet, sob o pretexto de incentivo cultural, prática que vai ficar difícil com a saída do$ amigo$ do poder. Em síntese, na placa deveria estar escrito: “Fora viúvas do PT. Fora parasitas da Lei Rouanet”.

ERALDO B. CIDREIRA REBOUÇAS

real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

CORRUPÇÃO

A defesa de Lula

Segundo o Estadão, Lula contratou mais de 20 advogados para defendê-lo. Fico imaginando de quantos ele necessitaria se não fosse a “alma viva mais honesta do Brasil”.

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

Por que será que “o homem mais honesto” do País precisa de 20 advogados para defendê-lo? Será que vai escalar um para cada delito cometido? E de onde virá a grana para bancar toda essa turma?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

ENQUANTO ISSO...

 

Enquanto os Jogos Olímpicos do Rio vão sendo realizados, chamando a atenção da população, os nossos governantes em Brasília vão despejando seus sacos de maldades. Estão tomando decisões que prejudicam diretamente a sociedade, já sobrecarregada por uma inflação e um índice de desemprego altos, que já supúnhamos serem agruras do passado. Em decorrência de um déficit orçamentário antes inimaginável, os ministérios cortam verbas de setores importantes da administração, como, por exemplo, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que cortou 20% das bolsas de iniciação científica. Anexado erroneamente ao novo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, como já previam muitos, certamente foi relegado a um plano inferior pelo ministro Gilberto Kassab, que foi um dos piores prefeitos que São Paulo já teve. Entretanto, não faltará verba para os reajustes dos setores do funcionalismo federal, com destaque para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), considerando que tais reajustes implicam outros automáticos para vasta parcela do funcionalismo no País. Não se trata de afirmar que são reajustes indevidos, mas, sim, que, em vista da pindaíba geral que o governo petista legou à população, parece-nos que é imoral aqueles que recebem os maiores vencimentos, além de outras vantagens do cargo, sejam assim privilegiados. Eles têm mais condições de suportar as agruras decorrentes da inflação do que os setores da sociedade com menor poder aquisitivo, como é o caso dos bolsistas do CNPq. Muitos deles certamente serão obrigados a interromper seus estudos, em prejuízo da própria Nação. Eis a primeira prova concreta de que o desenvolvimento da “Ciência, Tecnologia e Inovações” jamais deveria ter sido agregado ao das Comunicações, como muitos protestaram, sem que o presidente Michel Temer tenha voltado atrás, como fez com a Cultura.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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OURO NO JUDÔ

 

Nossa Cidade de Deus do Rio de Janeiro, com todas as suas mazelas, recebeu uma bênção. Primeiro, Pixote, em que o realismo demonstrou que na vida humana tudo pode ser real, acima do impressionismo e do surrealismo, por mais impactante e dura que seja a realidade. Agora, com a brasileira Rafaela Silva, que registra seu nome e de sua comunidade nos anais do esporte universal, com a medalha de ouro. Não está perdido este país conspurcado e sem rumo.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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BRASIL – ESPORTE E EDUCAÇÃO

 

O Brasil deixou de ser o país do futebol há muito tempo, desde bem antes dos 7 a 1 contra a Alemanha na Copa de 2014. Não foi nenhuma surpresa, portanto, o futebol medíocre exibido contra o time do Iraque no domingo. Aliás, tamanha mediocridade não se restringe ao futebol somente. Esta Olimpíada servirá para confirmar o que já sabemos: com raras exceções, o Brasil é inexpressivo no esporte como um todo, não só em comparação com outros países, mas em vista do que poderia e deveria ser pela dimensão do nosso continente. Esporte passa necessariamente pela educação. Entretanto, políticas educacionais sérias nunca foram prioridade dos nossos governantes.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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FUTEBOL MASCULINO NA RIO-2016

 

Com time de araque, Brasil não faz gol no Iraque.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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OTIMISTA

 

Continuo otimista. Depois de conseguir um empate com a fortíssima seleção do Iraque, o ouro é apenas uma questão de tempo. Que venha a Dinamáquina.

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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EGOS ESTRATOSFÉRICOS

 

Na Olimpíada, o futebol masculino repete os vícios da seleção principal. A foto oficial replica maneirismos: barbas, cabelos e tatuagens recebem mais atenção que a ponta da chuteira. Espírito olímpico, tática, conjunto? Às favas! Afinal, somos geniais, jogamos por intuição, no improviso que avança para o improvável, mas que, é claro, não pode dar errado. Deu. À beira do campo, o “professor”, trajando social completo, aguarda o baile, quem sabe a coletiva, ou o mais compreensível, o enterro do futebol brasileiro. Seus jogadores são “parças”, “estrangeiros”, habitam o reino da bola, mas ignoram público, adversário e juiz. Reclamam do campo, da trave, da falta de sorte, esquecendo-se de que é preciso, acima de tudo, ter humildade em gol.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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CONSTÂNCIA

 

Todas as vezes que a seleção brasileira de futebol masculina joga, há uma repetição, uma constância que culmina com esses resultados que nós não queremos. Dos últimos jogos, anos anteriores incluídos, notei o seguintes pontos: falta de estratégia – jogam ao acaso, sem objetividade; falta de garra – não há aquele “brilho na cara”, comum naqueles que querem vencer; excessiva centralização num só jogador – mesmo quando há oportunidades, insistem nesse esquema; falta de chutes a gol – a responsabilidade pelos chutes a gol não deve ser de um só, é de todos, e, sem os chutes, não há gols; não há jogo de equipe – quando parece que há, é apenas para recuar a bola; jogam acovardados – não há ousadia para tocar a bola para a frente; falta de lição de casa – erram passes e chutes. Poderia me estender mais, mas quero deixar o restante para o técnico.

 

Tadaiuki Yamamoto tadai@hotmail.com

São Paulo

 

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TIRO CERTEIRO

 

Nossa primeira medalha de prata veio com Felipe Wu, que nos mostrou como acertar no alvo. Será que não ajudariam umas aulas dele para a seleção masculina de futebol?  Só trocar o alvo pelo gol!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

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UM BOM COMEÇO

 

O “Estadão” homenageou, em sua primeira página de sábado (6/8), o Comitê Olímpico Internacional (COI), exaltando a cerimônia de abertura dos Jogos e qualificando-a como um “show de luzes e criatividade”. Realmente, a abertura foi um verdadeiro e deslumbrante espetáculo, que transmitiu ao mundo que o nosso Brasil está vivo, é festivo e criativo e que seu povo, esportivamente, está entre os primeiros da humanidade. Outro efeito de tão brilhante acontecimento foi que o vexame que o “famoso” selecionado olímpico futebolístico brasileiro nos causou, em seu primeiro embate, empatando em 0 a 0 com a fraca representação sul-africana, foi amenizado.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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OLIMPÍADA 2016

 

Foi surpreendente a abertura da Olimpíada do Rio 2016, que começou com Paulinho da Viola e sua simplicidade comovente cantando o Hino Nacional brasileiro, com enorme bom gosto e afinação e o Maracanã lotado emudecido para ouvi-lo cantar. No final, a diminuta pira olímpica alcança um sol gigantesco formado por inúmeras bolas espelhadas refletindo o lumiar do fogo olímpico, ilustrando um belíssimo e esfuziante sistema solar interminável. Parabéns aos responsáveis pelo show de abertura da Rio-2016. Tomara que nosso Brasil consiga apresentações dignas com seus atletas, auferindo um lugar de destaque no quadro de medalhas. Boa sorte, Brasil!

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@Hotmail.com

Taubaté

 

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PAULINHO DA VIOLA E O HINO NACIONAL

 

Sou admirador incondicional de Paulinho da Viola desde 1966, quando adquiri seu primeiro e imorredouro LP – “Samba na Madrugada” –, em parceria com Elton Medeiros. Todavia, permito-me discordar da maneira como interpretou o Hino Nacional brasileiro na abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, em que pesem as muitas repercussões positivas divulgadas na mídia nacional e internacional. O Hino é belíssimo, vibrante, de andamento “allegro” (120 b.p.m.), e não um quase cantochão de baixa sonoridade, como foi apresentado pelo admirável músico. Adicionalmente, só foi cantada a primeira parte, o que constitui lamentável mutilação. O evento exigia que todos os presentes se levantassem e cantassem as duas partes em uníssono, com muita alma. Para tanto, teria sido melhor colocar uma gravação de um coral no formidável sistema de som local, como se fez na entrada da delegação brasileira, com a “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, na voz de Francisco Alves – que, esta, sim, empolgou muito. Inevitável registrar que, no Brasil, o Hino, talvez por sua grande extensão e complexidade da letra, há muito vem sendo apresentado em grandes eventos de maneira reduzida e distorcida no ritmo e na melodia – lembremo-nos de Fafá de Belém e de Vanusa, em tempos idos. Independentemente de esse procedimento constituir uma infração à Lei dos Símbolos Nacionais, é também uma grande jabuticaba, pois só ocorre no Brasil: desafio que me lê a comprovar ter visto ou ouvido os nacionais de qualquer outro país cantarem seus hinos (La Marsellaise, God Save the Queen, Star Splanged Banner, etc.), em eventos públicos, de maneira diversa da oficial.

 

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

 

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TEMAS IMPORTANTES

 

A abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi muito importante pela criatividade e pelos temas tratados. O desmatamento criminoso na Amazônia, comandado pela máfia verde, põe em risco a grande reserva natural cuja maior parte se encontra no Brasil, bem como o equilíbrio climático. A réplica do avião 14 Bis – mais pesado do que o ar –, que decolou no dia 23 de outubro de 1906, em Paris, perante numerosa plateia e a imprensa francesa e internacional, um dos feitos memoráveis do pai da aviação, Alberto Santos Dumont, não podia encontrar melhor momento para ser recordada. Finalmente, entre os imigrantes que exerceram importante papel na construção de nosso país, não foram mencionados os italianos, que chegaram em maior número do que todos os demais: só em 1914, dos 1.728.620 imigrantes que entraram na antiga Província de São Paulo, 847.816 eram italianos. Basta observar a série de sobrenomes peninsulares que existe não só neste Estado, mas em todo o País, o que denota a sua numerosa descendência entre nós.

 

Maria C. Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

 

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QUANTO CUSTOU?

 

É o seguinte: a “tchurma” disse que o custo da cerimônia de abertura dos Jogos de 2016 foi de 10% o do Jogos de Londres. O.k.! Quanto Londres gastou e quanto o Rio gastou? Please? Em verde, o.k.?

 

Marcelo Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

 

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O BRASIL DA VERDADE

 

Devo confessar que, ao assistir à abertura desta Olimpíada que tanto critiquei, me quedei chorando de emoção, de orgulho de ser brasileira. O espetáculo apresentado ao mundo mostrou sobretudo a nós, brasileiros, que somos capazes de transformar em arte a verdade sobre o nosso povo e sobre o nosso país: um país cheio de defeitos, com contrastes, mas com tanta beleza, tanta graça e coragem, cujo instinto de vida é capaz de superar qualquer dificuldade ou, então, de provar que há coisas mais importantes do que uma superorganização e da perfeição: há o talento para viver e sobreviver com alegria e entusiasmo, apesar das dificuldades. Mostramos que o aspecto humano é uma riqueza infinitamente maior do que a riqueza material e a alta tecnologia. Aqueles que conceberam todo o espetáculo conseguiram traduzir e interpretar o espírito brasileiro. Sim, faremos uma Olimpíada “à Brasil”, como disse o presidente do COI, Thomas Bach. E isso não significa ser inferior, mas, sim, ser especial, diferenciado, interessante, expressivo, transparente, exuberante, com falhas que são superadas pela beleza do espírito do nosso povo. Somos isto mesmo: uma mescla de tudo, somos a verdade da natureza humana; carregamos conosco o belo e o feio, o bom e o mau, a grandeza e a pequenez, a luz e as trevas, somos a síntese do ser humano sem tirar nem pôr. Enfim, se essa é a síntese do ser humano, senti orgulho de o meu país mostrar isso ao mundo. Somos, afinal, o país da verdade. E assim seremos capazes de agregar a tudo e todos e servirmos, isso, sim, de exemplo, pois não nos escondemos de nossos defeitos, nos defrontamos com eles todos os dias num trabalho de autocrítica doloroso de ser feito. Agora temos de aprender a valorizar nossas qualidades, que são muitas, duas delas e mais importantes: a resiliência e a coragem.

 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

 

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SUCESSO

 

Parabéns a todos os envolvidos na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Brasil! Falar do meio ambiente é falar do que temos de mais belo em nosso país. Aproveitar a oportunidade para mandar esse recado ao mundo foi grande. Desejo a todos os envolvidos na organização dos Jogos Olímpicos sucesso. Bem-vindos todos os povos e todas as raças, todos os credos e religiões. Que a estadia no Brasil seja tranquila e agradável, como a festa de abertura.

 

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

 

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HINO DE ESPERANÇA

 

Não pude dormir na sexta-feira sem deixar meus parabéns a toda a equipe responsável pela abertura dos Jogos Olímpicos. Foi simples, direta, bem dosada, eficiente, provavelmente barata, com certeza inteligente. Trabalhei sob a direção de Fernando Meirelles, um dos diretores da abertura, e é extremamente educado, atento a todos, sabe ouvir, respeita todos, mesmo os mais simples ajudantes, e cumpre o trabalho sem provocar estresses. Tirando o desequilibrado Carlos Arthur Nuzman, que infelizmente não enfartou no palanque para a felicidade da Nação, o que vimos foi quase um hino de esperança na recuperação das boas coisas de um Brasil de futuro. E é impossível deixar de imaginar o que poderia ter sido esta festa sob a influência do PT, dos amigos de Lula e, principalmente, de Dilma Rousseff.

 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

 

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UM BRASIL DE VALOR

 

Emocionei-me com a abertura dos Jogos Olímpicos! Temos, sim, verdadeiros brasileiros, realizadores e com muito talento. O mundo todo aplaudiu! Temos um povo lindo em sua alegria e simplicidade, que encantam todos pelo seu modo de receber e acolher as pessoas, seja de que origem for. Uma pena que toda essa ingenuidade peculiar e essa bondade de nosso povo sejam saqueadas pela classe política da pior espécie que nos governa. No dia em que banirmos de nossa vida este bando de políticos corruptos que insistem em nos roubar e nos colocar para baixo, aí, sim, teremos um país para chamar de nosso, com estadistas decentes que realmente ocupem seus postos para trabalhar para este povo maravilhoso, que não suporta mais tanta canalhice eternamente impune.

 

Armando Favoretto Junior armandofavoretto@gmail.com

São José do Rio Pardo

 

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VAIAS

 

Pergunta: dos políticos além do presidente interino Michel Temer, quem não seria vaiado na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos? Resposta: apenas uma autoridade seria aplaudida, o juiz Sérgio Moro.

 

Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

 

Parece que o COI não sabe que o Brasil é um país democrático e que a Constituição federal nos permite a liberdade de expressão. Logo, querer banir manifestações políticas democráticas nos estádios fere nossa soberania.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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DEU PENA!

 

Pobre Caetano Veloso! Sem o brilho de outros tempos, resolve empunhar, durante a abertura dos Jogos Olímpicos, irretocável sob o ponto de vista de produção de espetáculo, um cartaz absolutamente fora de propósito, com foco no presidente em exercício, com intenções que extrapolam ao que realmente pensa, dando a entender que seu protesto de natureza política se prende à perda de um manancial generoso de financiamento para suas montagens. Deu pena!

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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MOMENTO ÚNICO

 

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos na sexta-feira, dia 5/8, foi muito emocionante ao contar a história do País e a nossa arte musical. Essa confraternização entre mais de 200 países participantes da Olimpíada 2016 é um momento único para o Rio de Janeiro, ao se tornar a primeira cidade da América do Sul a receber uma Olimpíada. E mais: não deu para conter as lágrimas quando a delegação brasileira adentrou o Estádio do Maracanã. Parabéns, Rio de Janeiro.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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O RIO NO SEU LIMITE

 

A cidade do Rio de Janeiro já sofreu três ataques à sua rotina, suas belezas cênicas e seu patrimônio histórico: nos Jogos Pan-Americanos, na Copa do Mundo de Futebol e, agora, na Olimpíada. São megaeventos que a cidade não suporta e que deixam elefantes brancos com ônus para todos os brasileiros. Não bastasse isso, há o problema político que reveste o momento. O presidente interino, Michel Temer, recebeu uma vaia injusta, pois ele ainda não teve tempo de trabalhar nos problemas econômicos que afligem o País. Valeu pela mensagem positiva sobre a questão ambiental, que atormenta todo o planeta. A Floresta Amazônica foi lembrada e o gesto dos atletas plantando árvores foi um ponto alto no simbolismo e na mensagem internacional que a abertura da Olimpíada deixou de bom.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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OLIMPÍADA – NA FESTA, A GUERRA

 

48 mil homens armados só no Rio de Janeiro (no auge da Guerra do Vietnã, 1959/1975, os Estados Unidos mobilizaram 50 mil militares), 88 mil em todo o Brasil. Em número exponencialmente maior que o das delegações estrangeiras, turistas e visitantes, soldados e policiais armados tornaram a Olimpíada 2016 no Rio uma operação de combate. Retrato da insegurança em que vivem os brasileiros, equivalente ao de uma guerra civil. O medo maior na festa carioca nunca foi o do terrorismo internacional. O terror está aqui: doméstico, cruel, insuportável, sanguinário, implacável. Trabuco todos os dias – ímpio, impiedoso. Sorte e talento de uns poucos fizeram o milagre cênico por quatro horas: a exuberante, inesquecível festa de abertura no Maracanã, com tremes, funks e pagodinhos, mas sem Carlos Gomes ou Villa-Lobos, por exemplo. Cultura é isso aí. No reverso dos aplausos, a vaia em Michel Temer para assinalar repulsa, descrença, nojo do povo nos homens ou agentes do Estado e suas instituições insensíveis, ineficientes, inescrupulosas, corruptas, ninhos de faraós deslumbrados, soberbos a um passo do pasto das minhocas ou das chamas dos crematórios chiques. No lixo recolhido pelos garis depois da festa, o esquecimento total da mídia do par petista arrastado do Palácio do Planalto para a lama da vala comum onde, mixados, jazem arrivistas, ladrões, dissimulados, mentirosos, patifes e canalhas. A patota patriota denunciada por Samuel Johnson.

 

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

 

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FESTA

 

A festa de abertura dos Jogos Olímpicos foi deslumbrante e emocionante, sem ninguém para usurpar o brilho do evento, voltado única e exclusivamente para a união dos povos.

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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BANDEIRA

 

A melhor parte da cerimônia de abertura da Olimpíada foi o desfile da delegação da Grã-Bretanha. Adoraria ganhar aquela roupa que eles usaram, porque, além de torcerem por eles, gosto mais desta ilha que tem a bandeira mais bonita do mundo, modéstia à parte, que o Brasil.

 

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

 

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OUTRAS CENAS

 

Belo espetáculo o da abertura da Olimpíada. Faltou apenas retratar a realidade atual do País, flagelado pela corrupção e arruinado por seu maior sintoma: a crise econômica. Quatro cenas simultâneas teriam ilustrado bem o panorama: uma representação de um lava-rápido, em alusão ao trabalho eficiente da equipe do juiz Sérgio Moro e da Operação Lava Jato; e, contrastando com esta, outras três: a primeira, a de uma multidão de desempregados famintos, a segunda poderia ser de Ali-Babá e os 40 ladrões, para representar o Congresso Nacional, e uma terceira com figurantes de terno e gravata, alguns de mãos atadas e outros alinhados em barreira para defender políticos envolvidos em crimes de corrupção, representado a nossa Suprema Corte. Precedendo as três cenas, um porta-estandarte com bandeira em que iria escrito: “País da Impunidade”, traduzido para o inglês e o francês.

 

Irene M. Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

 

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APROVEITEMOS O CIRCO

 

Há muito tempo não sentíamos aquele – ou este – frenesi orgulhoso de ser brasileiro. Despertamos, pelo menos na fantástica abertura dos Jogos Olímpicos, o FIB (Índice de Felicidade Bruta) que estava deitado eternamente em berço esplêndido. Depois de tudo o que antecedeu o evento, como as críticas do COI, as pantomimas do prefeito local, as agressões diárias do entorno e no Rio Grande do Norte e a propalada crise econômica, nosso bom senso nos avisava que tudo seria um desastre, mas não foi. Segundo a crítica internacional, foi a melhor e mais linda cerimônia de abertura de Olimpíada já vista. Ora, quando temos um evento de primeiro mundo num país de terceiro, alguma coisa não está bem explicada. Será que o “empréstimo” que involuntariamente fizemos e nos será cobrado até depois da morte foi suficiente ou há mais alguma estatal “desconhecida” bancando o espetáculo? Fizemos a coisa certa no momento errado? Obviamente, não teremos respostas imediatas, então, até que elas cheguem, vamos torcer a aproveitar o circo, já que o pão está embolorado.

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FORA GALVÃO!

 

A maravilhosa festa de abertura da Olimpíada foi digna de um país de Primeiro Mundo, só maculada por Galvão Bueno e Glória Maria, que resolveram se gladiar perante os espectadores da TV Globo. Lastimável. Fora Galvão!  

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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CHATICE

 

Mais uma vez Galvão Bueno se superou. Primeira medalha de ouro para ele pela chatice ao apresentar a abertura da Olimpíada.

 

Mario Ghellere Filho marinhoghellere@gmail.com

Mococa

 

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INCINVENIÊNCIA

 

Para a Globo, Michel Temer abriu os Jogos Olímpicos sob vaias e alguns aplausos. Fora Galvão!

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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VIVO TV E INTERNET, 4 DIAS SEM SINAL

 

Na sexta-feira começaram os problemas: queda de sinal (de TV e de internet). Liguei quatro vezes ou mais para 10615, perdi o dia, e nada (“manutenção na região”). No sábado, sofri a mesma dose, liguei um monte de vezes até que numa delas uma funcionária (Sandra) fez uns procedimentos por lá e garantiu que estaria tudo bem em 40 minutos e que um “Vivo” que aparecia congelado na tela desapareceria desde que eu não reiniciasse nada, e passaria tudo a funcionar normalmente. Isso foi lá pela metade do dia. Obedeci, com medo de neutralizar algum procedimento, esperei e NADA, liguei mais tarde (18h ou 19h) e falei com outra atendente, que foi fazendo mais testes até aparecer um “X” vermelho na tela. A partir daí, segundo ela, nada mais se poderia fazer, e só haveria um técnico disponível na terça-feira (hoje!). Vou repetir, não custa: isso foi no sábado. Fiquei parte de sexta-feira, todo o sábado, domingo e segunda-feira, e talvez hoje alguém consiga consertar. Talvez. Perdemos em casa a abertura da Olimpíada (não tenho TV aberta) e toda a programação seguinte até agora; não vimos repercussão nos principais jornais do Brasil e do mundo, etc. Domingo foi o meu aniversário, estava tudo combinado faz um tempo com amigos e família, todos viriam à minha casa e, entre outras coisas, assistiríamos aos Jogos – e foi um fiasco.  Acho simplesmente IMPENSÁVEL que algo assim possa acontecer. Estou sem TV até agora. Além de querer o meu dinheiro de volta, gostaria muito, mas muito mesmo, que isso fosse disseminado ao máximo, porque acontecem coisas (especialmente em bairros mais distantes do Centro) de que ninguém toma conhecimento, abusos absurdos perpetrados pelos detentores do poder econômico dos quais o cidadão é refém por falta de alternativas e por compadrio das agências reguladoras, que nos deveriam defender. Absurdo. Cidadão sem defesa, consumidor prejudicado reiteradamente.

 

Nuno Mindelis contato@nunomindelis.com

São Paulo

 

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APOSENTADORIA

 

Nunca obtive resposta a uma pergunta e, ontem, lendo uma notícia do “Estadão”, em B6, Economia, novamente me veio essa pergunta à cabeça. A equipe econômica atual quer mudar a aposentadoria e um grupo vai ficar de fora: os militares. Minha pergunta é: os deputados e senadores vão continuar com a aposentadoria após oito anos de trabalho (?), sem problemas de idade e pagamento ao INSS?

 

Maria J. G. Gomes Ferreira mtitaguedes@gmail.com

São Paulo

 

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‘O STF POR SEUS MINISTROS’

 

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Teori Zavascki reconheceram que o STF está travado (“Estadão”, 7/8, A3). Casos repetitivos a que se referem são aqueles reconhecidos como de repercussão geral, que não são julgados há anos. Cito o RE 594.435/SP, com entrada em 17/10/2008. Em petição de 18/12/2014 o r. Juízo da Execução da Vara Vasp (TRT 2), comovido com a situação de um idoso credor do Estado, solicitou celeridade ao feito. Foi deferido em 07/1/2015, e, no entanto, continua inerte. Confiram no site do STF.

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

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O JULGAMENTO DE CELSO RUSSOMANNO

 

Se o STF é realmente uma instituição séria, não considerará hoje o documento emitido pela Câmara dos Deputados isentando Celso Russomano do crime de peculato, usado pelo pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, após analisar os assinantes.

 

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

 

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PECADO ORIGINAL

 

“Feliciano é acusado de tentativa de estupro” (“Estadão”, 6/8). Segundo a reportagem, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) foi acusado pela jornalista Patrícia Lelis de assédio sexual, tentativa de estupro e agressão, no interior de seu apartamento funcional. Para lembrar, o deputado havia proposto em projeto de lei em 2012 que estupradores reincidentes fossem castrados quimicamente, mas a proposta foi arquivada. Que sorte, hein, pastor Feliciano?

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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CPI DO TEATRO MUNICIPAL

 

Sobre a reportagem “Neschling acumula funções no Municipal e vencimento de R$ 5,5 mi em 3 anos” (8/8, A11), uma nota para John Neschling, diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo: a Orquestra Sinfônica Municipal precisa de conSerto. Contratos lhe dão poder, bom senso lhe dá moral. Se subir mais o tom, vai desafinar.

 

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

 

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CHICO BUARQUE E A LEI

 

O cidadão Francisco Buarque de Holanda certamente ignora que a incitação ao crime é punida pelo art. 286 do Código Penal, e ignora também que o art. 161, parágrafo 1.º, II do mesmo código capitula como crime a invasão, mediante concurso de duas ou mais pessoas, de terreno ou edifício alheio, para fins de esbulho possessório. Se não fosse essa ignorância, não teria ele, como relata o “Estadão” de sábado (6/8, C8), declarado “aberta a ocupação” do prédio do antigo Canecão, de propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De qualquer forma, cabe ao Ministério Público Federal apurar o ocorrido e adotar as providências legais pertinentes, até porque a ignorância da lei não justifica sua infração. Ou a lei não é igual para todos?

 

Eduardo Spinola e Castro 3491esc@gmail.com

São Paulo

 

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EXTINÇÃO DO PT

 

Quero congratular-me com o ministro Gilmar Mendes pela iniciativa de requerer a extinção do pt (minúsculas). Com uma presidente prestes a ser defenestrada por improbidade administrativa, três tesoureiros (um preso e outros investigados ou indiciados por caixa 2), vários dos próceres presos por corrupção (um deles recém-solto por um cupincha), não por um, mas por vários escândalos tornados públicos, o líder e fundador também em vias de ter de responder pelos crimes de malversação do dinheiro público, este tem de ser o caminho natural numa República. Por outro lado, é inconcebível que uma quadrilha destas continue a desfrutar dos benefícios do Fundo Partidário ainda nestas próximas eleições. Quanto aos demais partidos, tão logo se reúnam tantas evidências de ilícitos quanto as citadas acima, deverão ter o mesmo destino. Não é possível que nós tenhamos de continuar financiando com nosso dinheiro essa gente, para nos roubar.

 

José R. dos Santos Vieira jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

 

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SAQUEADORES

 

Segundo a coluna de Jorge Bastos Moreno, o governo interino Michel Temer fez um levantamento parcial do patrimônio deixado pelos governos Lula e Dilma, com a ajuda do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Itamaraty. Segundo o TCU, há ausência de 5 mil itens, entre os quais seis obras de arte valiosíssimas. Bem, depois de um faqueiro ter sido encontrado no cofre particular no Banco do Brasil da ex-primeira-dama Marisa, não será difícil de descobrir os demais itens. É só seguir o rastro. Eu só encontro uma palavra para qualificá-los: saqueadores. Saquearam o País de tudo que foi jeito.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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INOCÊNCIA DUVIDOSA

 

Não tem um mínimo de lógica o homem “mais honesto” do Brasil, dizendo-se inocente, ter 20 advogados para defendê-lo e ainda contratar o advogado inglês mais famoso nos Estado Unidos. Deve estar sobrando dinheiro, algo bem diferente da maioria dos brasileiros (que o elegeram) e estão sem dinheiro, muitos até passando fome.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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ATALAIA OU ATIBAIA?

 

O homem “mais honesto” do Brasil está sendo defendido por uma equipe de mais de 20 advogados e, entre eles, um renomado causídico avareense, o dr. José Roberto Batochio, aquele que, no afã de tentar livrar seu cliente das garras do juiz Sérgio Moro, comparou, de maneira irônica, o Guarujá com Guaratuba e Atibaia com Atalaia. Independentemente disso, fica a pergunta: como o ex-metalúrgico que se aposentou aos 42 anos de idade vai bancar essa despesa, que certamente será estratosférica?

 

José A. Muller Jose josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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CONFUSÃO

 

Sou do Paraná e doeu-me a retina ao ler a frase “Atibaia não é Atobá”, de pouca rima e equivocada. Na verdade, a cidade paranaense citada por Teixeira rima muito melhor com Atibaia e se chama Atalaia.

 

Vicente F. C. Andrade vfca@terra.com.br

Curitiba

 

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JOSÉ SERRA E O CAIXA 2

 

Não que eu ache o ministro José Serra um santo, que não mereça ser investigado por ter sido delatado de ter recebido R$ 23 milhões da Odebrecht. Mas fica uma dúvida: se os roubos na Petrobrás foram organizados e idealizados pelos petistas, repartidos com dois dos seus principais coligados – PMDB e PP –, como autorizariam que parte desse delito fosse usada contra a adversária Dilma Rousseff, candidata do PT em 2010? Muita coisa precisa ser esclarecida e investigada. Se foi doação espontânea da Odebrecht, usando dinheiro provindo de sonegação, de roubo da Petrobrás revestido de “dinheiro lícito”, etc. Porque ao leigo fica difícil de ver o PT dividindo verba roubada com seu maior opositor. Eu só queria entender, para não sentir que joguei meu voto no ministro José Serra na lata do lixo.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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ISENÇÃO DE IPTU PARA AS IGREJAS

 

A isenção do pagamento de IPTU às igrejas em São Paulo custa R$ 110 milhões por ano aos cofres públicos paulistanos. Como esse dinheiro, poderiam ser construídas 22 creches ou um hospital por ano na cidade. Só a Igreja Católica, com mais de 700 imóveis, deixa de pagar R$ 17 milhões por ano à Prefeitura Municipal de São Paulo, seguida de perto pela Igreja Evangélica. A renúncia fiscal em favor das igrejas fere a Constituição federal de 1988, que assegura que o Estado brasileiro é laico. Não se admitem privilégios e benesses para igrejas, que deveriam pagar seus impostos, como fazem todos os cidadãos, empresas ou instituições.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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TAXAS BANCÁRIAS BRASILEIRAS

 

Consultando a fatura do meu cartão de crédito, encontrei a seguinte informação sobre as taxas cobradas pelo banco (custo efetivo anual): pagamento parcial (773,06%); e saque à vista (1.104,97%). Seria interessante, para o consumidor brasileiro, saber com que países nossas taxas bancárias se assemelham, se houver.

 

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

 

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JUROS SELVAGENS

 

Abro a fatura do cartão de crédito e vejo juros de mais de 400% ao ano e uma ressalva: “Fique atento aos encargos para o próximo período (15/8/2016 a 14/9/2016), juros máximos de 17,45% ao mês”, ou, melhor dizendo, 607,75% ao ano! No caso de empréstimos entre particulares, o juro máximo a ser cobrado é de 1% ao mês, aplicando-se as regras da Lei da Usura. A norma do parágrafo 3 do art. 192 da Constituição federal (12% ao ano) não é autoaplicável, segundo se decidiu o Pretório Magno da Adin 4. E pergunto eu: onde estão os “nossos” deputados, que ainda não fizeram uma Lei Complementar? Parece que 28 anos para isso é muito pouco! No entanto, a Lei da Usura continua em vigor, aplicável também às instituições financeiras, que só deveriam cobrar juros acima do limite legal se autorizadas pelo Conselho Monetário Nacional, de acordo com a Lei 4.595/65, artigo 4.º, inciso IX. Será que esses juros estratosféricos foram autorizados pelo Conselho Monetário Nacional? E qual a justificativa para um spread tão exagerado? Os que tiverem de usar o cheque especial (300% ao ano) ou o cartão de crédito, por estarem desempregados ou outro motivo, estarão em situação aflitiva para honrar seus compromissos. Será que essas taxas de juros tão altas não auxiliam o aumento da inflação? Todo empresário, obrigatoriamente, teria de repassar aos preços de seus produtos essas taxas selvagens. Se o governo não liga para isso, o negócio é ir reclamar nas ruas.

 

Gilberto Abu Gannam gilbgag1@hotmail.com

Piracaia

 

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O MSTS ACOLHE O PCC

 

A gente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) não tem limites. Depois de indignar a sociedade brasileira com a corrupção nas nossas estatais, agora, como aponta a Polícia de São Paulo, descobre-se também, numa operação realizada com sucesso na sexta-feira, que o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) tem ligações com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) – membros dela ficam refugiados dentro dos prédios invadidos pelo movimento no centro da Capital. Muita droga foi encontrada escondida no prédio visitado pela polícia e criminosos também foram presos. Na realidade, uma verdadeira varredura será necessária ser feita pela polícia em todos os prédios que o MSTS invadiu. É uma afronta ver que líderes do movimento dos sem-teto, que já amealharam milhões de reais a fundo perdido do governo petista, ainda na caradura dão guarida a criminosos de alta periculosidade. Será que este é o DNA petista?

 

Paulo Panossian pauklopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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IVO PITANGUY

 

A morte do ícone da cirurgia plástica mundial Ivo Pitanguy deixa não só órfãos seus milhares de discípulos mundo afora, mas também nós, brasileiros, hoje tão carentes de expoentes de exemplos de dignidade e simplicidade, como foi o mestre do bisturi. Seu ato final foi, mesmo debilitado, não ter vaidade e orgulho, de na véspera de sua morte desfilar com a tocha olímpica, seu legado e exemplo maior de extremo amor pela alegria da vida que, apesar de tudo, caracteriza o povo simples brasileiro, que ele tanto amou.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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O Brasil despede-se de um dos maiores ícones da Medicina Plástica do Brasil e do mundo. Infelizmente não tive a honra de conhecê-lo pessoalmente. Mas ficamos órfãos de um extraordinário cirurgião plástico, que com seu enorme “coração benevolente” ajudou muita gente que não tinha recursos para custear as cirurgias corretivas. Minhas sinceras condolências à família enlutada.

 

César R. Alves Moreira caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

 

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Ivo Pitanguy foi um daqueles poucos iluminados brasileiros que lograram alcançar fama, prestígio e reconhecimento internacional em razão de seu talento e habilidade singulares, tornando-se referência e marco definitivo em seu mister. Em sua homenagem, um minuto de reverente e respeitoso silêncio de pesar por quem tornou mais bela a vida de dezenas de milhares de pessoas mundo afora.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

 

 

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