Fórum dos Leitores

GOVERNO INTERINO

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2016 | 03h04

Fechem a porteira

A posse como presidente interino de Michel Temer veio acompanhada de nomes como Henrique Meirelles (Fazenda) e Ilan Goldfajn (Banco Central), além de um discurso compatível com a realidade econômica do País, o de que o ajuste fiscal é condição sine qua non para a retomada do crescimento. Tais acertos conferiram a Temer o apoio do mercado e mais confiança na economia. De lá para cá, muito foi proposto e pouco realizado – com exceção da prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) –, sob a justificativa de que a interinidade deixava e ainda deixa o presidente em exercício à mercê das barganhas políticas. Efetivado o afastamento de Dilma Rousseff, as coisas terão de mudar. Ou Temer endurece sua relação com o Congresso, ou mitigações de propostas econômicas vão barrar o saneamento das contas públicas – como no projeto de renegociação da dívida dos Estados com a União. Ao ceder a pressões Temer abriu precedente para fazê-lo novamente. Depois do impeachment terá de fechar a porteira, sob o risco de assistir a uma nova onda de pessimismo tomar o País.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

Contenção de gastos?!

Não adianta só o governo federal adotar medidas para melhorar a economia e conter gastos se Estados e municípios continuarem a gastar à vontade – depois pedem socorro à União. Nos últimos anos vários Estados concederam super-reajustes a servidores, como a policiais militares, havendo casos em que soldados ganham R$ 7.500 e coronéis, R$ 28 mil. Vários prefeitos se vangloriaram de ter “valorizado” os servidores, com aumentos reais e outras vantagens. Uma lei da cidade do Rio de Janeiro indexa impostos e salários de servidores pela inflação anual. Nas empresas estatais muitas mordomias foram concedidas, até o pagamento de 70% das mensalidades escolares de dependentes de funcionários.

HEITOR VIANNA P. FILHO

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

Renegociação de dívidas

Governadores querem continuar gastando sem limites? Ótimo! Sejam independentes, usem o que conseguirem arrecadar e dispensem os subsídios federais.

SONIA MARIA BENFATTI RESSTEL

sbresstel@gmail.com

São Paulo

Gastões

Os políticos são generosos em gastar o que não é deles e desperdiçam o dinheiro dos contribuintes em obras inúteis e/ou superfaturadas, estourando o orçamento e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Deveriam pagar do próprio bolso o valor dos estouros. Se existisse lei nesse sentido, eles gastariam só o autorizado pelo orçamento – e os contribuintes agradeceriam!

MÁRIO ALVES DENTE

eticototal@gmail.com

São Paulo

Irresponsabilidade fiscal

Estamos em situação caótica e falimentar, mas continuamos sendo cada vez mais onerados com aumentos absurdos e gastos que não respeitam a LRF, tanto no Executivo como no Legislativo e no Judiciário, embora Henrique Meirelles tenha afirmado que “quem descumprir o teto será punido”. Pelo jeito, ninguém está minimamente preocupado com essa ameaça fajuta, né não?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Impostos

Após muitas conversas, parece que para inglês ver, o governo Temer e seu ministro da Fazenda, em vez de fazer as reformas necessárias e urgentes e sanear o gasto com a máquina pública, pelo visto preferem castigar mais uma vez o povo com aumento de impostos, que não retornam em bons serviços públicos.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Os pais da matéria

Lulla, Dilma, Mantega e PT, criadores da “nova meretriz macroeconômica”, são os responsáveis pelo descalabro que vive o País.

PEDRO ARMELLINI

paarmellini08@gmail.com

Amparo

IMPEACHMENT

‘Acusação comprovada’

Absolutamente sereno – e rigorosamente preciso – o artigo do professor Miguel Reale Júnior no Estadão de sábado (A2) sob o título acima, no sentido de ser inquestionavelmente justo o afastamento da presidente Dilma. Os brasileiros não vitimados por miopia axiológica serão eternamente gratos ao professor, assim como pela atuação sobranceira de Janaína Paschoal e Hélio Bicudo. Que grande favor nos fizeram! Igualmente preciso o editorial Uma chance para Dilma (6/8, A3), mostrando que a renúncia seria o gesto mais apreciado da presidente afastada, em cinco anos de governo. Mas como tudo nesta vida tem dois lados, à quelque chose malheur est bon, já dizia o velho ditado gaulês: a teimosia da presidente afastada em não renunciar serviu para nos mostrar que existem duas categorias mentais em nosso Senado Federal: uma é representada por uma plêiade formada por Antonio Anastasia, Ana Amélia, Aloysio Nunes Ferreira Filho, Cássio Cunha Lima, Ricardo Ferraço, Magno Malta e tantos outros de quem podemos, efetivamente, nos orgulhar; da outra deixarei de mencionar os nomes por motivos óbvios e por mera questão de recato intelectual.

NEWTON DE LUCCA

desnewtondelucca@gmail.com

São Paulo

LULOPETISMO

A derrocada do PT

As descobertas de fraudes e uso de dinheiros públicos feitas pela Lava Jato e outras operações da Polícia Federal reduziram a força política do PT, ocasionando a derrocada do partido. Assim, com relação ao último pleito municipal, quando o PT teve 1.759 candidatos a prefeito no País, na eleição de outubro, segundo levantamento da própria legenda, sofrerá uma redução de 35,5%, devendo ter apenas 1.135 em todo o País. Trata-se, na realidade, de uma sensível redução, da mesma forma que bastante sensível foi a debandada de numerosos filiados, que deixaram o PT em decorrência dos acontecimentos pós-mensalão. Quem te viu e quem te vê agora, hein?!

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Consequências

Após tantos erros cometidos, o PT se enfraquece moralmente e perde oportunidade de concorrer à eleição em várias prefeituras. As consequências não poderiam ser outras, pois nosso país é uma democracia, cujas leis têm de ser respeitadas. A volúpia do poder a qualquer custo tem suas consequências inquestionáveis.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O BRASIL NA OLIMPÍADA

Enquanto aguardamos sair do limbo político que engessa principalmente a economia e o desenvolvimento do País, vamos prestigiar a Olimpíada Rio-2016. Foi com muita emoção que assistimos à vitória da judoca brasileira, primeira medalha de ouro nestes Jogos. Rafaela Silva, militar da Marinha, que não se deixou abater por toda a humilhação sofrida em 2012, quando foi desclassificada na Olimpíada de Londres, focou no seu objetivo e provou que a condição humilde em que nasceu e viveu não é empecilho para o sucesso. Parabéns, Rafaela Silva!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

*

PRECONCEITO ABOMINÁVEL

Sugiro que a corja de imundos, calhordas,  parasitas e covardes que insultaram nas redes sociais a  medalhista de ouro Rafaela Silva enfiarem a cabeça no vaso sanitário e darem descarga. A humanidade agradece. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

ALÉM DO OURO

Criada na Cidade de Deus, comunidade do Rio de Janeiro, e treinada num instituto com o sugestivo nome de Reação, em Jacarepaguá, a judoca Rafaela Silva conquistou a primeira, e a mais valiosa, medalha de ouro do Brasil na Olimpíada 2016. Não importam as medalhas de ouro que ganharam Katie Ledecky, Michael Phelps e Usain Bolt, o flecha, a medalha que Rafaela pendurou no peito, graças a enorme superação, garra e talento, é tão mais valiosa que, se houvesse um metal mais nobre que o ouro, este deveria ser usado para esculpi-la.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

*

SARGENTO DA MARINHA

Ainda estou emocionada com a vitória de Rafaela Silva, linda guerreira. Gostaria de saber por que nenhum veículo de imprensa e TV mencionou que ela é terceiro sargento da Marinha do Brasil. Acho estranho...

Roxana de Toledo Piza Paz Silva roxanapiza@gmail.com

Santos

*

O EXEMPLO DO ESPORTE

Quando vemos a vitória da judoca brasileira Rafaela Silva, que não apenas superou o racismo, mas a chaga de que pobre e carente no Brasil não consegue superar sua condição, ir à luta e vencer, chegamos à conclusão de como tudo poderia ser diferente no Brasil. Se o Estado fosse presente em todas as comunidades carentes, incentivasse o esporte nas escolas públicas, como faz os EUA, que investe maciçamente nos esportes, quantos não teriam um futuro mais digno? Este é mais um exemplo da falta de boa vontade política que precisa mudar no País. Não basta dar um Bolsa Família e lavar as mãos, mas é preciso dar às pessoas condições de superação das mazelas, incentivando os esportes na rede pública de ensino, por exemplo. A judoca Rafaela é um exemplo de que, querendo, dá certo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

POR MAIS RAFAELAS

Cumprimento a judoca carioca Rafaela Silva, que deu a primeira medalha de ouro ao Brasil na Olimpíada Rio-2016. Rafaela é exemplo de garra, luta, talento e superação. Vinda de uma favela na Cidade de Deus, no Rio, ela descobriu o judô graças a um projeto social desenvolvido por uma ONG. Se o Brasil fosse um país mais justo, menos desigual e se tivesse uma política pública séria de inclusão pelo esporte, certamente teríamos inúmeras Rafaelas brilhando, tanto no esporte quanto na vida.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

ESPORTE E EDUCAÇÃO

Nunca é demais repetir que educação de qualidade e esporte são os melhores, e até mesmo os mais econômicos, meios para a inclusão social da juventude humilde no País. O exemplo de Rafaela Silva, medalhista de ouro no judô, é prova dessa assertiva, que deve virar um mantra de pressão da opinião pública brasileira sobre nossos dirigentes, para que saiamos de forma mais civilizadamente possível desta imensa crise que o País vive hoje.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

O BRASIL DOS SILVAS

Pois é, as diversidades brasileiras já são evidenciadas em nossos nomes. O Brasil dos Silvas. Vejamos: como heróis, Airton Senna da Silva e, esta semana, Rafaela Silva; uma vítima, Manoel Silva, pai do dentista assassinado a pauladas, quem sabe por outro Silva. É o nosso BraSilva.

Cláudio A S Baptista Clabap45@gmail.com

São Paulo

*

SILVAS

O Brasil tem um Silva que é um notório, total e completo enganador, mas também tem uma Silva que é aguerrida, lutadora e que é de ouro.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

*

NOVOS CRITÉRIOS DO COI

Conforme noticiado, a crise financeira do Brasil e a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro levaram o Comitê Olímpico Internacional (COI) a modificar os critérios para escolher as sedes dos futuros eventos. Em 2009, quando o Rio foi escolhido para sediar os Jogos Olímpicos, o cenário econômico mundial já era preocupante, mas para o presidente Lula, o homem "mais honesto" do País, tudo não passava de "uma marolinha", e deu no que deu: a crise hoje é no Brasil e o Estado do Rio está com as finanças no fundo do poço.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

*

ARREPENDIDOS

O Comitê Olímpico Internacional diz que aprendeu com a lição do Rio e vai mudar as regras da realização das futuras Olimpíadas, começando por não cair mais nos contos dos Lulas da vida!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

*

GASTOS OLÍMPICOS

 

O governo federal e o município do Rio de Janeiro gastarão quase R$ 300 milhões com a cerimônia de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos. Analisando o momento dramático pelo qual o País atravessa, fica mais do que evidente o quanto falta tino gestor aos nossos representantes. Gastar uma quantia dessas num país onde a população sofre com a deficitária estrutura educacional e do sistema de saúde chega a ser, sem dúvida, uma afronta à moralidade. Deveríamos, sim, fazer uma festa digna de elogios, mas com valores bem mais modestos, dentro da realidade das contas públicas brasileiras, que, aliás, estão em déficit crescente. Os gastos olímpicos mostram a completa e incontestável inversão de prioridades. Enquanto o povo morre em macas (algumas vezes nem macas existem nos hospitais) ou, então, com a péssima segurança pública oferecida pelo Estado, gastamos milhões com algo desnecessário e que não trará qualquer benefício ao País.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

*

ORGULHO NACIONAL

A cerimônia de abertura da Olimpíada conseguiu despertar o ufanismo e o amor próprio de nossa gente, como se nota nos comentários dos meios de comunicação social e das mais diversas manifestações pessoais de entusiasmo e patriotismo. Diante de tanto júbilo de meus compatriotas, pensei com meus botões: qual seria o regozijo de nossa gente quando o País conquistasse o 4.º ou o 5.º lugares entre as nações participantes dos próximos eventos? Quão grande seria nossa alegria quando tivermos bons professores e boas escolas para os ensinos elementar e médio, que nos livrem das absurdas e antidemocráticas cotas para o ingresso no ensino superior? Que orgulho sentiremos quando tivermos bom e pronto atendimento na rede pública de saúde e nos livrarmos dos paramédicos caribenhos! Que satisfação teremos quando todas as comunidades urbanas do País tiverem acesso a água potável de qualidade e a saneamento básico de nível

adequado! Quando, e se, viermos a ter segurança em nossas cidades, como seríamos felizes e voltaríamos a ter respeito e gratidão por nossas polícias. No dia em que tivermos políticos competentes e honrados e eleitores que votem com consciência e sem se iludirem com falsas e demagógicas promessas, então, sim, poderemos deixar de nos encantar com fogos de artifício e alegorias, para cultuarmos o verdadeiro sentido do civismo e do orgulho nacional.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

ABERTURA

Se a festa de sexta-feira teve que ver com a desastrada e vergonhosa abertura da Copa de 2014 não sabemos. O fato é que a da Olimpíada foi mais que excelente, superou as expectativas. Que este seja o símbolo do nascimento de uma nova história de que o Brasil tanto precisa. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

DE VOLTA AOS TRILHOS

"E o Brasil continua surpreendendo..." Quando a maioria esperava o fracasso, vimos o sucesso retumbante de uma abertura Olímpica ímpar, com alta qualidade técnica e artística, com criatividade e senso ponderado de brasilidade que nos fez refletir a nossa história. Desesperaram-se os que sorrateiramente queriam, em manifestações isolados e espúrias, se aproveitar do fracasso do evento para instigar o povo brasileiro para ir contra o País da Justiça e que condenou os quadrilheiros da política. A extrema esquerda irracional pelo fanatismo ou ardilosa pelos seus líderes oportunistas, carentes do sentimento patriótico e que buscam o acomodamento de suas vantagens pessoais em detrimento da corrente neoliberal, que granjeia pelo mundo ocidental civilizado, para se alicerçarem no esperado e desejado malogro da festa e desta forma se locupletarem em seus objetivos antidemocráticos. A beleza da abertura do Rio-2016 ajuda a estabelecer o bom senso do brasileiro que quer ver um País melhor e cada vez mais afastado da endemia da corrupção. E com orgulho lembramos que essa festa cívica foi organizada sem gastos excessivos, em contrapartida aos custos estratosféricos da famigerada última Copa do Mundo de Futebol em nosso país. Finalmente temos esperança de ver o Brasil entrando nos trilhos e que poderão nos levar à maior justiça social e mais igualdade entre os brasileiros.

Fabio Porchat fabioporchat@gmail.com

São Paulo

*

UM NOVO BRASIL OLÍMPICO

O vira-lata daquele complexo de que falava o escritor e dramaturgo Nélson Rodrigues jaz no meio-fio de uma calçada qualquer da cidade do Rio de Janeiro, dando lugar a um personagem que mostrou ao planeta Terra "que um filho teu não foge à luta". A beleza dos detalhes e a qualidade das apresentações colocam o Brasil entre as nações que merecem o devido respeito, mais pela sua capacidade criativa e menos pela péssima demonstração de sua classe politica. Nessa festa de deslumbramento encaixou-se como uma luva a presença e desfile da megamodelo e única Gisele Bündchen, enquanto os cantores da MPB que se apresentaram - a maioria da esquerda caviar, é evidente - já estavam escalados pelo desgoverno Dilma.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

UM CONTINENTE CHAMADO EUROPA

Indiscutível a importância da imigração oriental e médio-oriental na formação do Brasil, recentemente, mas alguém avise, por gentileza, aos criadores do enredo da cerimônia de abertura dos Jogos que italianos, portugueses, alemães, franceses, espanhóis e imigrantes de outros países europeus também ajudaram a construir nosso país na indústria, no comércio, na agropecuária, na ciência, na tecnologia e em outros segmentos, majoritariamente nas regiões Sul e Sudeste. Entendo que, se fosse para mostrar somente os primórdios, os índios seriam os protagonistas, mas já que nos tiraram da selva e nos conduziram às cidades, citar alguns significa excluir outros perante um mundo que já não está lá muito interessado em conhecer nossa história. Ou será que europeus e seus descendentes viveram e vivem nas costas da Pátria sem trabalhar nem estudar? Sim, foi essa a imagem que passaram a quase 4 bilhões de pessoas e, quanto a mim, sinto que sirvo apenas para pagar impostos.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

*

O VOO DO 14 BIS

O brasileiro Santos Dumont inventou o avião; assim como o italiano Antonio Meucci inventou o telefone e os irmãos franceses Lumière, o cinema. Entretanto, o que importa para o mercado e para os Estados Unidos são patentes e lucros gerados pelos irmãos Wright na aviação, Graham Bell na telefonia e Thomas Edison para a indústria do cinema. O voo do 14 Bis na cerimônia de abertura da Olímpiada do Rio de Janeiro apenas reacendeu rivalidades nacionalistas de mais de um século em torno do tema.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

LOGOMARCA RIO-2016

Muito se falou e se escreveu sobre a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio. Na minha opinião, não apenas  fizemos uma das mais belas cerimônias de abertura de Jogos Olímpicos, como fizemos também a melhor logomarca da história dos jogos. Apesar de leiga em design, ouso afirmar que congregou à simplicidade e bom gosto estético o maior conteúdo simbólico: o País (cores da bandeira), a cidade (a forma do desenho que imita o Pão de Açúcar e o nome Rio no letreiro) e o ano, movimento (fluidez das formas humanas), união dos povos (figuras humanas de diferentes cores se dando as mãos), Jogos Olímpicos (os 5 círculos), as ondas do mar e a descontração do povo brasileiro na cor e forma das letras. Além disso, o desenho permite sua representação em três dimensões, constituindo um brinde adicional para os vencedores de medalhas muito mais interessante do que os vistos até hoje. Parabéns aos seus criadores!

Isabel Villalobos ivillalobos@terra.com.br

Cotia

*

VAIAS 

Michel Temer deve ter percebido, ao ser vaiado na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, que o povo está descontente com suas "bondades e benesses". Esse filme já foi visto pela deplorável administração da "presidenta" Dilma. Coragem, Temer, e não trema!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

A DIGNIDADE DO GOVERNO

Nunca se viu constrangimento maior: o presidente interino da República, Michel Temer, na abertura dos Jogos Olímpicos, tentou declarar a abertura disfarçado, sem ser anunciado e com cara de mordomo assustado, e foi rapidamente encoberto pelos fogos de artifício para encobrir as vaias. Sem dignidade. Uma vergonha para qualquer brasileiro.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

*

VERGONHOSO

Infelicidade e rancor são o que existe na alma petista. Seja pelo passado dificultoso por falta de dinheiro e na tênue possibilidade da volta com a corrupção se esvaindo na Petrobrás, eles, perdidos, fazem de tudo, inclusive vergonhosas manifestações na Olimpíada portando cartazes com "Fora Temer".

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

*

PROTESTOS NAS ARENAS

"Fora Temer" ainda vá lá, agora, cartaz "Volta, Dilma!" já é demais!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

É O QUE TEMOS

Temer não é o presidente que queríamos. 80% dos brasileiros o rejeitam. Mas foi o que sobrou. Eleito com/e por Dilma Rousseff, ela não lhe deu nenhuma tarefa ou ocupação. Virou marionete ou bobo da corte. Erro terrível dela. Cabeça vazia é a oficina do diabo. Então ele tramou e a traiu. "Se" não existe, mas se ela tivesse continuado, já estaríamos em moratória com certeza. Temer assumindo foi um alívio momentâneo. Henrique Meirelles é menos pior do que Guido Mantega e Joaquim Levy, mas está longe de ser brilhante e salvador. Já está compondo com legisladores e juristas para sobreviver. Tudo pela vaidade. Como disse, foi o que sobrou e é o que temos. Vamos rezar.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

*

'A DEMOCRACIA'

Cumprimento o dr. Michel Temer pelo magnífico e esclarecedor artigo "A democracia" ("Estadão", 9/8, A2). Com ele tivemos a oportunidade de tomar conhecimento detalhado e esclarecedor de como funciona (ou deveria funcionar) a plena democracia. Apesar de todos os afazeres e compromissos, o presidente interino ainda encontra tempo para explicar a seus governados como funciona a plena democracia. Que novos tempos nos encaminhem para ela.

Edison C. de Toledo etoledo@linkway.com.br

Porto Ferreira

*

MICHEL TEMER

Ele escreve melhor do que governa. Não se reclama de alguns recuos, mas de vários "recuoooos". Do "boneco" bonito que nos apresentaram logo ao início do governo provisório, já temos um "frankstein", principalmente, mas não só,  no controle de gastos. Pasmem, senhores, já houve até governo direitista preocupado com nossas medidas econômicas e trabalhistas.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

*

PICHAÇÃO

A pichação, tão comum nas nossas cidades, constitui uma ação de vandalismo e pode ser punida com detenção de três meses a um ano, conforme estipulado no art. 65 da Lei 9.605, de crimes ambientais, de 12 de fevereiro de 1998. Como o flagrante de tal delito é de difícil comprovação, já que frequentemente é praticado em horários pouco concorridos, raramente se verifica a condenação correspondente. Um vídeo recentemente veiculado mostra a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) pichando mensagem de protesto contra Michel Temer, podendo o ato documentado, portanto, ser utilizado para configurar o flagrante. Como componente do Poder Legislativo, a parlamentar é parte da missão de criar as leis no País e, como tal, é de esperar de sua parte um comportamento exemplar que sirva de exemplo ao povo que representa. Por tudo isso, aliado à imunidade jurídica de que goza, sua atitude é de um surrealismo lamentável.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

RIGOROSAMENTE EMPATADOS

Marqueteiro destrói Dilma. Odebrecht implica Serra. Fica cada vez mais claro que Dilma e Temer têm muito mais semelhanças do que diferenças. Claro que a questão ideológica é muito pior e mais nociva ao País na gestão petista, a competência da gestão Temer é muito maior do que na gestão Dilma, mas no quesito corrupção Dilma e Temer estão rigorosamente empatados. Será preciso usar todos os critérios de desempate para saber quem roubou mais o País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

'ACUSAÇÃO COMPROVADA'

No artigo "Acusação comprovada" (6/8, A2), um dos peticionários do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o professor Miguel Reale Júnior, disseca o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), comprovando a culpa e o dolo nas condutas da presidente, que só revelam a justiça do afastamento. Mas há mais do que isso. Será que o povo aceitaria a volta de Dilma? Será que o próprio PT gostaria disso, de verdade? A resposta é imediata, ato reflexo: não. Se acusam Michel Temer de governar sem o apoio popular, pior se daria se a presidente afastada, numa hipótese irreal, voltasse ao governo. Creio que ela já não tem condições de governar o País. Não tem o apoio do povo (que, em sua maioria, prefere novas eleições a tê-la de volta) nem do Parlamento (o que inviabiliza a aprovação de medidas emergentes) e de seu próprio criador: o ex-presidente Lula. Por isso, ainda que não estivessem absolutamente provados os fatos imputados à presidente, tipificados como crime de responsabilidade, a sua volta já não é possível.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

O AVANÇO DO IMPEACHMENT

 

A prisão determinada de Paulo Bernardo, ex-ministro de Lula e de dona Dilma, juntamente com mais 12 cidadãos, sendo dois tesoureiros do PT, tem um importante significado: dizimação de quadrilha. O funil se estreita e certamente vai-se chegar ao chefe da quadrilha, enquanto o impeachment de dona Dilma caminha a contragosto de determinados integrantes do lulopetismo. E a aprovação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), com razões expendidas em mais de 400 páginas, se deu por 15 votos a 4, ficando demonstrado, desde já, qual será o resultado da votação dos 81 senadores no final deste mês e no julgamento derradeiro esperado pelo País. O povo espera dias melhores e os empresários, razões suficientes para investir e criar empregos. O impedimento de dona Dilma é a luz no fim do túnel.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME

O senador Humberto Costa disse que: "A presidente pode perder o mandato porque editou três decretos, e o presidente que pode ter recebido R$ 10 milhões de caixa 2 vai continuar". É isso aí, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Poderiam ser citados milhares de exemplos, de TODOS os partidos. Infelizmente, o Brasil é isso. Os políticos agem através de uma combinação de corrupção e incompetência. São o que de pior tem este país. Pobre povo brasileiro!

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

*

ÁUDIO CORTADO

O ministro do STF Ricardo Lewandowski, que preside o processo do impeachment a partir de agora, cortou o áudio da senadora Gleisi Hoffmann, que insistiu na apreciação de questões de ordem. Esta senadora faz suas malcriações porque permitem, e o STF tem culpa.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

A DEFESA DE DILMA ROUSSEFF

Que nome mais apropriado para os senadores "mimimi" Lindbergh, Fátima, Grazziotin e Gleisi? Deixam a imagem de senadores infantilizados nos debates da Comissão do Impeachment no Senado. Que infortúnio para os Estados que representam!

 

Ana Cristina Pinto 08anacristina@gmail.com

São Paulo

*

ANALISTAS PRECIPITADOS

Se a sociedade brasileira está indignada com tanta incompetência demonstrada pela afastada presidente Dilma Rousseff na condução da nossa economia, preocupa-me saber, por meio do "Estadão", que o resultado de um levantamento feito com 18 instituições financeiras e consultorias é de que a lua de mel ou o apoio dos analistas ao governo interino de Michel Temer será curta ou durará, no máximo, seis meses. Estes analistas podem contribuir com críticas e sugestões, mas colocar um prazo para manter apoio é muita incoerência e precipitação. Se Temer priorizou montar uma das mais competentes equipes econômicas de nossa história, é porque está preocupado não somente com o déficit das contas públicas, mas também com a recuperação e o crescimento do nosso PIB, inclusive já anunciando medidas ousadas, como a do limite do teto de gastos com a inflação do mês anterior. Mas, com o evento do impeachment de Dilma Rousseff em curso, o recesso parlamentar de julho e a própria interinidade, pouco se poderia fazer, além de depender também de que as medidas apresentadas sejam ainda aprovadas pelo Congresso Nacional, o que não será resolvido num curtíssimo espaço de tempo. Estas instituições financeiras e consultorias que participaram da pesquisa em questão teriam feito melhor se cobrassem das entidades empresariais do País, como, por exemplo, a Fiesp, para que pressionassem os congressistas a debater e votar com celeridade as mediadas já anunciadas pela equipe econômica, incluindo também as reformas da Previdência, trabalhista, política, etc. - e não colocar a faca no pescoço de Michel Temer.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

ESCONDENDO O JOGO

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, continua conduzindo a comunicação da política monetária brasileira como se estivesse lidando com crianças despreparadas e, consequentemente, com pouca transparência. Em sua entrevista ao "Estado" no dia 5/8, Ilan disse, entre outras coisas, que "monitora" o preço dos combustíveis para efeito do controle da inflação, mas que o câmbio, que tem importante componente inflacionário, ele "deixa flutuar". Fala sério! Se é assim, por favor, explique a posição mastodôntica de swaps cambiais e nos convença de que os juros reais estratosféricos que pagamos não tem qualquer correlação com a taxa de câmbio. É certo que o Banco Central não pode mais trabalhar sozinho para conter a inflação. A eterna política fiscal expansionista precisa acabar. Mas é preciso que o BC e a Fazenda passem a dialogar de forma transparente e adulta com a sociedade. Caso contrário, nosso país continuará no caminho certo da inviabilidade e da insignificância global. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

São Paulo

*

FALTA DE INFORMAÇÃO

A Petrobrás não apresentou o relatório contendo os resultados consolidados do segundo trimestre de 2016. Os investidores não compreendem esse atraso, que já supera um mês. Quem vai injetar dinheiro na estatal sem saber com estão o endividamento, a produção de petróleo, a produção de gás natural, os custos com depreciação, a venda de derivados e os gastos com a ociosidade de equipamentos? A alta direção da maior companhia brasileira deve satisfação aos contribuintes, que ajudam a manter a petroleira, que ainda detém o monopólio do produto em nosso país. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

*

LULA E A PETROBRÁS

O Ministério Público Federal (MPF) preparou um parecer contundente que aponta que Lula participou ativamente do esquema criminoso na Petrobrás. O Brasil é o único país no mundo em que a Justiça sabe quem é o criminoso, mas fica cheia de dedos para tomar uma medida dura. Já ouvimos de tudo quando o assunto é a prisão de Lula: que ele não pode ser preso porque iria causar uma comoção geral na população; que não pode ser preso porque entrega todo mundo; não pode ser preso porque sua defesa escolhe quem pode lhe julgar, ou seja, ele manda na Justiça. A pergunta que não quer calar é: até quando vamos ter de aguentar essa morosidade da Justiça para punir esse sujeito? Um pobre que tivesse praticado um crime teria as mesmas chances? Comoção geral nos brasileiros está causando essa falta de coragem que a Justiça tem para punir o chefe do esquema. Sem ele nada teria acontecido. O que quer a Justiça que ele confesse?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

'RESTA UM'

Ao longo das 33 operações deflagradas pela força-tarefa da Lava Jato, já foram presos lobistas, doleiros, gerentes, diretores, donos de construtoras, deputados, senadores, ministros, assessores, "et caterva". E o que mais se ouve nas ruas é o que está faltando para que seja determinada a prisão do ex-presidente Lula, se, entre dez denúncias, "o cara" aparece em nove? Se os áudios não deixam dúvidas, ficaram patentes suas tentativas de obstruir a Justiça? Se, num sinal de desespero, denegriu a imagem do Supremo Tribunal Federal (STF), citando e intimando nominalmente ministros com palavras desrespeitosas? Por que tentou se esconder atrás da "criatura", Dilma Rousseff,  para se livrar da cana, arrumando um jeitinho de se tornar ministro? Será que vai sair impune mais uma vez?  É claro que não. A Polícia Federal e o Ministério Público estão de olhos nele, tanto que a última fase da Lava Jato, a de número 33, batizada de "Resta Um", é uma clara alusão a que seus dias de liberdade estão contados. Vamos torcer para que no Dias dos Pais, no próximo domingo, ganhe uma tornozeleira de presente.   

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

A CORRUPÇÃO CONTINUA

Na coluna da jornalista Eliane Cantanhêde do "Estadão" de domingo, surpreendeu-me a última frase: "(...) Mas a verdade é que o Brasil é muito mais que só corrupção. Que, aliás, está sendo firmemente combatida". Se voltarmos três páginas no mesmo caderno, a manchete dizia "Odebrecht diz que repassou R$ 10 mi a pedido de Temer". E o dinheiro foi repassado para quem? Exatamente para o ministro-chefe da Casa Civil. Quando Dilma prometeu um cargo a Lula, o País todo se voltou, acertadamente, contra essa manobra para dar privilégios a um investigado. Entretanto, quando a mesma manobra é usada por Temer, e efetivada - ao contrário do que aconteceu na gestão Dilma -, vejo a coluna afirmando que a corrupção vem sendo firmemente combatida. Como? Com sete ministros investigados na Operação Lava Jato? Aliás, não mais investigados, porque agora a flexibilidade se sobrepôs à rigidez. No "corrupto" governo Dilma não havia nenhum ministro relacionado na Lava Jato. Além do mais, usar a Olimpíada para alavancar um suposto combate à corrupção lembra a tática dos militares nos anos 70. Ao contrário do que a colunista afirmou na última frase, as manchetes do "Estadão" provam que a corrupção continua dominando o cenário político. Portanto, o mesmo rigor de denúncia das mazelas do governo Dilma deveria estar presente nos escritos sobre Temer.

Giaconda Faccin giacondafaccin@gmail.com

Curitiba

*

O DESESPERO DA NAÇÃO

O "Estadão" de domingo (7/8) trouxe de forma discriminada as empresas "de fachada" investigadas pela Lava Jato. A lista é nauseante, traz o nome das empresas "laranjas", relacionando-as com as empreiteiras, aquelas para quem não incidiam as regras de um procedimento licitatório, era tudo falso. Tudo falso. Contratos fictícios com empresas, as quais, segundo o procurador Diogo Castor de Matto, eram identificadas pelo fato de "não manter funcionários ativos, ter sócios sem capacidade financeira condizente com os recebimentos, não dispor de sede com endereço público, não ter site e não declarar Imposto de Renda corretamente". Parece bastante fácil identificar essa rede de propinas feita pelas empreiteiras (quase sempre por pedido expresso, sem nenhum pudor, pelo beneficiário), por meio de interposta pessoa (as empresas de fachada), mas são agulhas espalhadas num palheiro. O nível de corrupção alastrou-se entre os poderes, seduziu quase todos os políticos com mandatos vigentes, de modo que, além da dificuldade de entender o caminho da propina (do início ao fim), emergiu um temor generalizado, entre os mencionados nas delações (quem será o próximo?) e entre os cidadãos, que são os indivíduos com direito a voto. Será que o candidato que ajudei a eleger vai ser delatado? Sobrará alguém para votarmos nesta eleição e na de 2018? Como eu disse, tudo é falso. E isso dissemina uma outra forma de terror: de estar num país anencéfalo, sem verdadeiros líderes. A Nação fica tão perdida que, quando surge alguém disposto a limpar a lamaceira espalhada por 13 anos, como o juiz Sérgio Moro, ocorre uma desmedida mitificação. Não tardará à turba gritar "Moro para presidente", "Moro para parlamentar", "Moro no STF". Eis o retrato do desespero da Nação.

  

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

FIM DO FORO PRIVILEGIADO

Causa espécie e indignação a estarrecedora informação dada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em entrevista ao "Estadão" (8/8, A7), de que devem existir no Brasil cerca de 22 mil pessoas com prerrogativa de função - o notório foro privilegiado -, um exagero antirrepublicano herdado dos tempos da monarquia de compadrio. No Estado Democrático de Direito em que vivemos, a tão duras penas conquistado, após os sangrentos anos de chumbo grosso da ditadura militar, de triste e lamentável memória, é preciso dar um basta ao manto de impunidade que cobre esta casta de notáveis (?), pondo em prática o que diz a Constituição de 1988, que todos são iguais perante a lei, sem qualquer distinção ou exceção. O País aguarda com grande ansiedade e expectativa otimista a decisiva e histórica aprovação pelo Congresso do projeto apresentado das Dez Medidas de Combate à Corrupção, sem o que tudo continuará como d'antes no quartel de Abrantes. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

CORRUPÇÃO E BOICOTE MÉDICO

O Ministério Público em Brasília abriu um novo inquérito para apurar denúncia contra mais um crápula da quadrilha, o ex-ministro Edinho Silva, citado por Delcídio do Amaral em sua delação. De acordo com Delcídio, após um pedido de ajuda financeira, Edinho sugeriu que os credores emitissem notas fiscais em nome do laboratório farmacêutico EMS, que faria os pagamentos. Nessa versão, as agências (FSB e a Black Ninja) chegaram a providenciar as notas e a pagar os tributos incidentes sobre elas. Mas cancelaram as transações depois que vieram à tona as denúncias de corrupção. Bom, na condição de médico, quero me ater à conduta suja desse laboratório farmacêutico, do qual infelizmente já prescrevi muito de seus produtos. Atenção, classe médica; atenção, Conselho Regional de Medicina; atenção, Conselho Federal de Medicina; atenção, Conselho Regional de Farmácia, uma campanha de boicote aos produtos dessa empresa entre a classe seria de bom tamanho. E mais: teria efeito mais benéfico à população do que as possíveis punições impostas por nossa Justiça comprometida com bandidos. Aos colegas que lerem esse texto, peço que levem a sério esse fato, esse tipo de negociata tem duas vias, ida e volta. Nós somos responsáveis pela saúde da população e não podemos deixar passar que um laboratório farmacêutico esteja envolvido em falcatruas junto com este governo corrupto e continue tendo a confiança da classe médica. Vamos encarar esse boicote. Eu o farei. Não tenho medo de bandidos. Sei responder na mesma moeda, danço conforme a música.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

*

DESCANSO

Com os Jogos Olímpicos, ao menos poderemos finalmente esquecer um pouco a "overdose" das notícias da Lava Jato...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

ELEIÇÕES EM SÃO PAULO

Não adianta os adversários da candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy lembrarem aos eleitores que ela, por 33 anos, fez parte do hoje desgastado Partido dos Trabalhadores (PT). Marta Suplicy é como Hillary Clinton (só não foi primeira-dama), conhece a política por dentro e por fora. O PT tem programas e diretrizes doutrinárias definidas que devem ser seguidas à risca. Então, se a ordem é criar taxa do lixo, ou milhares de radares, ou, ainda, velocidade de 50 km/h, não há como fazer diferente, não há como não cumprir a determinação do partido. Hoje o eleitor, quando vota, não procura mais pelo melhor candidato (seria querer demais), mas o "menos pior". Marta Suplicy foi corajosa ao deixar o partido que ajudou a fundar; felizmente, não criou outro partido, como outras figuras conhecidas do PT. Acredito que possa ser boa para São Paulo essa "miscigenação" de partidos e ex-prefeitos. Até as eleições teremos pouco menos de dois meses, mas tempo suficiente para o eleitor paulistano escolher, entre tantos nomes da desacreditada política, o seu candidato para a maior e mais cobiçada prefeitura do País. O candidato Celso Russomanno, que lidera a corrida, esteve às voltas com o Supremo Tribunal Federal (STF), que ontem julgou a ação penal que poderia torná-lo inelegível; o potencial candidato à reeleição, Fernando Haddad, tem rejeição de 56%, segundo pesquisa Ibope realizada no início deste ano; Luiza Erundina, 3.ª colocada, depois de Marta, na corrida pela Prefeitura, tem pouca chance por causa de seu "Fora Temer".  Parece que chegou a hora de os paulistano fazerem a "prova dos nove" com Marta Suplicy, PT e demais partidos. A hora é esta, dia 3 de outubro. 

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

*

SERÁ VERDADE?

Marta Suplicy, conhecida como "Martaxa", por criar tantas taxas quando prefeita da capital paulista, agora, que pretende voltar a governar a capital paulista, diz que não criará taxas. Seria mesmo verdade ou mais uma mentira daquelas bem cabeludas, aprendida quando pertencia ao seu antigo partido, o PT?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

NOSSO MUNDO

Para aqueles que são observadores, vem à cabeça a consciência da importância do momento histórico que vivemos, no Brasil e no mundo. No Brasil, sentimos o vento da mudança na política soprando forte, a derrocada dos corruptos, a estatura de um juiz, a participação popular nas ruas. Nosso partido é o Brasil, que com a Olimpíada está no foco do mundo inteiro, celebrando esse evento máximo da união entre os povos. No mundo, vemos uma nova geopolítica, um movimento das nações tentando encontrar uma solução para os marginalizados, o aumento do terrorismo, o êxodo dos refugiados. Na maior democracia do planeta, um Donald Trump racista assusta o mundo, indo na contramão da história. Um panorama complexo em que temos a oportunidade de nos manifestar livremente, graças ao sacrifício de muitos. Vamos curtir nossa Olimpíada!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

*

TRUMP

Donald Trump é contra a imigração ilegal. Destaque-se a palavra "ilegal", por favor! Ele também é contra a abertura dos EUA aos refugiados sírios. Lembremos o que alguns destes mesmos refugiados têm feito na França e na Alemanha nos últimos tempos, e que os EUA foram o primeiro alvo dos extremistas. Lembremos de 11 de Setembro, de Boston, de Orlando. Donald Trump preocupa-se com a entrada e a disseminação das drogas no país, responsáveis por enormes malefícios e fator primordial para o aumento de homicídios, estupros e outros crimes. Sabe-se que a fronteira com o México é a principal porta de entrada delas nos EUA e que o México tem sofrido muitíssimo com a criminalidade causada pelos especialmente violentos traficantes mexicanos. Os mesmos bandidos que infernizam a vida dos mexicanos têm nos EUA seu principal e mais cobiçado mercado e fazem tudo para traficar sua "mercadoria" pela bem guardada fronteira. Na fronteira existem cercas, que as "mulas" mexicanas cruzam com facilidade, por cima e por baixo. Trump falou em "construir um muro". Muro físico ou apenas força de expressão, não parece muito exagerado, diante das circunstâncias. É bom que tenha alicerces muito fundos, pois os traficantes atravessam a fronteira também cavando túneis, como o encontrado em 2011 em Nogales, com 970 metros de comprimento. Donald Trump não é adepto do politicamente correto, que é a arte de pensar, mas nunca falar o que se pensa para se passar por "homem bom". Será que Donald Trump está tão errado assim?  

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

*

ELEIÇÃO NOS EUA

Para a felicidade dos democratas, muitas teses de Donald Trump são "hillaryantes".

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

*

LEI MARIA DA PENHA

Sou absolutamente favorável ao aperfeiçoamento da Lei Maria da Penha. Creio que suas alterações devem ser fundamentadas no equilíbrio entre o homem e a mulher. Assim como está, me parece que há um excesso de proteção à mulher que nem sempre é honesta em suas declarações, principalmente quando ela está imbuída de sentimento passional. Às vezes a mulher mente, não tem provas nem testemunhas, mas utiliza a lei como forma de vingança para prejudicar o marido, do qual sente ciúmes doentios. Penso que a justiça deve ser feita essencialmente de forma a proteger os filhos e, em segundo lugar, os pais.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.