Fórum dos Leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2016 | 03h00

Dilma, a ré

Ontem, de madrugada, 59 senadores votaram a favor do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, e 21 votaram pela volta dela ao Palácio do Planalto, pois querem continuar no poder. Apoiar Dilma significa concordar com as mentiras de campanha e com a maquiagem nas contas públicas. O Brasil está enterrado em dívidas por causa da irresponsabilidade tanto de Dilma como de Lula, que gastaram sem limites, não se importando com a incompatibilidade entre as receitas e as despesas. Nos últimos 13 anos o PT utilizou as empresas estatais para financiar suas campanhas políticas, que tinham como único objetivo a manutenção do poder, nada mais. Enfim, os senadores disseram claramente não a Dilma e ao PT.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Alvíssaras?

No Senado, 59 votaram pelo Brasil e 21, pelo atraso. Que esse resultado seja a base de uma nova política em benefício de um novo Brasil e não fique só no processo de afastamento da (quase ex) “presidenta” Dilma Vana Rousseff! Alvíssaras?

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Aleluia!

Está bem próximo o fim da ilusão petista de permanecer no Planalto. Um passo decisivo para o impedimento da presidente afastada foi dado no plenário do Senado, com o expressivo resultado de 59 votos a favor e apenas 21 contra. O esperneio da desmoralizada tropa de choque do PT de nada adiantou. Só serviu para o ministro do STF Ricardo Lewandowski, ao presidir esse estafante evento, comprovar como é difícil conviver de forma republicana com parlamentares petistas, sempre soberbos e radicais. A grande maioria dos senadores, todavia, não decepcionou: com essa votação maciça a favor da impugnação de Dilma, eles corresponderam aos clamores da sociedade, que não quer mais ver o PT no comando deste país – e, se possível, também ver extinta essa sigla partidária. É a história do Brasil institucional sendo reescrita! Depois de um ex-metalúrgico ter alcançado democraticamente o poder da República, Lula, juntamente com seus camaradas, deu prioridade a dilapidar os cofres das nossas empresas estatais – e, ainda por cima, usou sua popularidade na época para eleger um poste à sua sucessão. Sob o olhar complacente da presidente hoje afastada, essa anarquia institucional continuou, incluindo os crimes das pedaladas fiscais e outras ilegalidades. Agora se espera que os senadores confirmem até o fim deste mês o impedimento definitivo de Dilma Rousseff. Aleluia!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Anjinhos

As declarações dos anjinhos do PT no processo de impedimento em andamento no Senado impressionam pela candidez com que defendem a presidente. Dizem que ela é honesta, indicando que não roubou, e foi eleita em votação popular. Em princípio podemos até aceitar que não tenha roubado, mas não é disso que se trata: o impedimento se dará por ela não ter obedecido à legislação fiscal do País e, com isso, quase fez o Brasil falir, reduzindo violentamente as atividades econômicas e dando condições para o crescimento absurdo do número de desempregados. Sobre sua eleição, no processo nem estão sendo consideradas as mentiras grosseiras e a ocultação de informações vitais das finanças do País com que levou sua campanha de 2014. Tampouco está sendo considerada sua tolerância absurda com a corrupção e outras ações pouco edificantes. Deviam até agradecer ao quase ex-deputado Eduardo Cunha por ter retirado essas questões do pedido de impedimento original.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

As duas maratonas

A maratona olímpica é uma prova bonita, rápida, exige muita técnica e perseverança. A maratona do impeachment vem se arrastando há meses, é patética, pois a jogadora principal, Dilma Rousseff, imposta pelo técnico (jararaca) Lula, mostrou-se um desastre. Este a treina, comanda ou desaparece, em total desrespeito aos espectadores. Os demais participantes dessa maratona política não estão aí pelo esporte. Os do PT e aliados gostariam que essa prova não chegasse a lugar nenhum e não terminasse nunca. Mas chega!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Como acreditar no STF?

Depois de tomar conhecimento pela imprensa de que o ministro Dias Toffolli é, supostamente, o responsável pelo desaparecimento de ofícios que pediam a instauração de processo para a cassação do registro do Partido dos Trabalhadores e, mais ainda, depois de ouvir o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), na sessão do impeachment no Senado, chamar o advogado de defesa da presidente afastada, José Eduardo Cardozo, de “nosso advogado”, minha confiança no STF foi pras cucuias. Tenho certeza que milhões de brasileiros gostariam de saber onde é que Toffolli enfiou os tais papéis e que mensagem Lewandowski quis passar ao falar em “nosso advogado”.

LEÔNIDAS MARQUES

leo.marques.vr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

Repeteco

Embora eloquente, a inócua defesa de Cardozo lembrou o Samba de Uma Nota Só.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Russomanno absolvido

Lamentável a decisão do STF de absolver Celso Russomanno, por 3 x 2, já condenado pelo crime de peculato pela Justiça Federal de São Paulo. São decisões como essa que fazem a sociedade brasileira não acreditar na Justiça do País, aumentando ainda mais o sentimento de impunidade dos ricos e poderosos. Mais um gol contra do STF.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

CORREÇÃO

Tendo em vista a matéria Empresa de alimentos do Rio-2016 tem ligações com família de Nuzman, publicada no Estadão de ontem, declaro que nunca tive um filho homem, muito menos com o nome Emilio, menos ainda fora do meu casamento. Tive apenas duas filhas e não conheço nem nunca estive com o sr. Emilio Odebrecht Peltier de Queiroz. Se o Estado me tivesse procurado, essa falha teria sido esclarecida. Solicito correção.

FRANCISCO JOSE PELTIER DE QUEIROZ (CHICO PELTIER)

cpeltier@uol.com.br

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O IMPEACHMENT AVANÇA

 

Com um voto a menos dos 60 esperados pelo governo, o plenário do Senado aprovou o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e, agora, a presidente afastada Dilma Rousseff vai a julgamento final pelo plenário do Senado. Com a decisão de 59 x 21, a presidente afastada vira ré no processo de impeachment. Parece que, finalmente, nos livraremos da turma de trogloditas que, a todo custo, tenta postergar o julgamento.

 

Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo

 

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O QUE ESTÁ EM QUESTÃO

 

Novamente os discursos de parlamentares tentando salvar a Dilma... Mas, atenção, não é ela que está “sub judice”. É o cargo de presidente da República que está sendo avaliado. Dilma, se poupada neste impeachment, estabelecerá um padrão de qualidade para a Presidência da República que impedirá que pessoas totalmente despreparadas e incapazes venham a assumir novamente o posto. A pergunta que se impõe não é por que Dilma deveria ser impedida, mas por que ela deveria permanecer no cargo, não tendo condição para isso... Pedaladas, e outros deslizes não são nada comparado com o estrago à instituição republicana da Presidência se ela permanecer no cargo. Lula já derrubou o requisito de educação para ocupar o cargo. Dilma vai derrubar outro requisito: a capacidade para exercício do cargo. É isso que está em julgamento, e os que a defendem estão contra a qualidade e a competência dos futuros presidentes.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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DECISÃO DO SENADO

 

Dilma, ré. Brasil, à frente.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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CANÇÃO

 

“Roda, roda, roda, pé, pé, pé, roda, roda, roda dona Dilma virou ré.”

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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59 A 21

 

Cresce a esperança de que a presidente renuncie. Ficou bem claro que essa votação deve se repetir na votação final. Seria mais digno se ela fizesse uma carta à Nação, bem escrita por alguém, e se despedisse com a cabeça erguida, ao invés de ser banida da vida pública e caminhar de cabeça baixa.

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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PRONÚNCIA

 

Dilma acredita que a celeuma em torno da sua pronúncia no julgamento no Senado, anteontem, foi mais por causa do Rousseff que uns pronunciam “rucefe” e outros “roucefe”. Dilma e Vana ela sabe que não dá para se pronunciar de outra forma.

 

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

 

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CHEGA DE ENROLAÇÃO

 

O Brasil está gastando muito tempo e dinheiro neste processo de impeachment de Dilma Rousseff. Os investidores estão aguardando a definição do Congresso Nacional para alocarem recursos em novos empreendimentos no País. O PT só pensa no poder. Se Dilma tivesse a menor consideração pelo Brasil, teria renunciado há muito tempo, poupando o seu povo de tanto sofrimento e despesas desnecessárias. Chega de enrolação, Dilma. Pegue a sua mala e volte para Porto Alegre.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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JULGAMENTO NO SENADO

 

Dilma, de imputada a pronunciada e, agora, marcha à ré.

 

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com

Amparo

 

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DESTINO SELADO

 

Com quórum de mais de 2/3 dos senadores presentes, 59 votos a 21, Dilma Rousseff foi pronunciada, devendo suportar, doravante, o julgamento final, cujo resultado, no entanto, já se encontra espelhado na manifestação do Senado da República. A votação necessária seria, no caso, de 41 votos, ou seja: metade mais um voto, tendo o resultado alcançado mais de 2/3 dos presentes. Agora a Nação já pode respirar mais tranquila, porque existe, desde já, a confiança dos investidores e dos empresários num governo não mais interino, mas efetivo até 2018, com regras que prestigiam os empreendedores e os negócios múltiplos do Brasil.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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IMPEACHMENT

 

Vai ter passagem de faixa e descida de rampa ou vão continuar ganindo?

 

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

 

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MAIS DESESPERADOS DO QUE NUNCA

 

Ouvi, estarrecido, pela televisão, o oceano de asneiras da combalida e ridícula “bancada da chupeta”, que, de forma grosseira, irritante e burra, insiste em defender a presidente Dilma. O ministro do STF Ricardo Lewandowski, presidente da sessão que encaminha o impeachment, precisa ter firmeza para não ser envolvido pelos cínicos dilmistas, empenhados em tumultuar os trabalhos. Nessa linha, a senadora Vanessa Grazziotin ganha medalha de ouro da estupidez: queria ler declarações de um certo parlamentar norte-americano contrárias ao afastamento de Dilma. É muito desaforo e colonialismo. Vanessa já nasceu patética ou deve achar que a maioria esmagadora dos brasileiros é idiota. Francamente.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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RECURSO

 

Com o prosseguimento do processo de impedimento da criatura presidenta inocenta (como querem alguns), os deputados do PT, seguindo o exemplo do chefe da quadrilha, resolveram apelar para a comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Será que esses nobres indivíduos estão gozando de plena saúde mental? Ou estão sob efeito de alguma substância alucinógena?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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DEFESA

 

Agora só falta o PT recorrer ao Tribunal de Haia ou ao papa.

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

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PREDADORES INSACIÁVEIS

 

Com discursos mofados, os senadores contrários ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff sofreram mais uma derrota com a aprovação do parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB/MG). 59 votos favoráveis e 21 contrários. Agora, é só esperar  pelo último tempo, previsto para o final de agosto. Os derrotados com certeza não sossegarão. Ficarão como formigas atordoadas quando encontram obstáculos pelo caminho. Quando for dado o apito final, os brasileiros que pensam num Brasil melhor e que não se contentam com migalhas que os governos populistas jogam para o  povo irão comemorar a grande vitória.  O Brasil estará livre dos predadores  insaciáveis. Esperemos que,  com tudo o que aconteceu no desgoverno petista, eleitores que contribuíram para que o Brasil fosse jogado no fundo do poço não caiam nunca mais na lábia destes vendedores de ilusão. Fora para sempre.

                                                       

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

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VIRULENTOS

 

Tal e qual vírus maligno atua o petismo no julgamento final de Dilma no Senado Federal. Não satisfeitos com o final próximo, uma vez aceita a pronúncia por larga margem de votos a favor da proposta, usam e abusam de todas as formas para atrasar o julgamento. Não é tão só porque acreditam na possibilidade de reverter em seu favor a votação do impedimento final, mas em muito para evitar que haja tempo suficiente para o presidente interino Michel Temer nos representar na reunião do G-20, na China, na condição de presidente definitivo. Este é o petismo: como se não bastasse o conjunto da obra que arruinou o País, continua a mostrar o desamor aos interesses da Pátria sempre que contrariado na obsessão pela continuidade no poder.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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GRAVE ACUSAÇÃO

 

Na noite de terça-feira, na sessão do Senado que, em rito acelerado, decidiu que a presidente Dilma Rousseff vai a julgamento final na Casa, uma grave acusação, repetida inúmeras vezes, não foi rechaçada como deveria. Diante do seu passivo presidente, Ricardo Lewandowski, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi tachado pelo grupo defensor da presidente – formado por Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin – de conduzir um processo golpista, com direito a comparações com o golpe militar de 1964. Sendo verdade, como incansavelmente insistiam, todos deveria ter sido algemados e levados para a prisão.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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INUTILIDADE

 

Ser eleito senador ou senadora para fazer um trabalho ridículo, mesquinho e inútil, como o de Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin, Fátima Bizerra, Lindbergh Farias e Humberto Costa, joga por terra o verdadeiro sentido de ser membro do Senado Federal. Eles não valem nem o sabonete que usam daquela Casa. Não trabalham para o País. Lembrando que Gleisi Hoffmann e Humberto Costa estão envolvidos na Operação Lava Jato, receberam propina...

 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

 

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GOLPISTA?

 

Ao prosseguirem no slogan fajuto do “golpe”, os senadores(as) petistas insultam de golpista o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que preside o impeachment.

 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

 

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INTERESSES PARTIDÁRIOS

 

O resultado do andamento do processo de cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff mostra que os senadores agem levando em conta seus interesses pessoais e partidários. Os argumentos apresentados pelo relator do processo reafirmam a falta de caracterização de atos que foram usados como justificativa para o afastamento de quem foi eleita pelo voto direto. Fica provado que, efetivamente, é preciso mudar o nosso sistema político, passando-o de presidencialismo para parlamentarismo, com regras rígidas nas eleições, evitando as jogadas de “donos” de partidos que são criados para atender a conveniências pessoais ou de grupos.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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COINCIDÊNCIA

 

O Brasil é um país exótico até em suas coincidências. Enquanto rola a Olimpíada, rola também, ao mesmo tempo, no mesmo horário, o julgamento do impeachment da sua presidente. Que vença o melhor, nos dois casos.

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

 

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ROUBANDO A CENA

 

Segundo a imprensa internacional, os maiores destaques da Olimpíada são: Dilma Rousseff, Eduardo Cunha e Michael Phelps.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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PROTESTO ‘FORA TEMER’

 

As manifestações contra o presidente interino, Michel Temer, são reverberações dos adeptos da presidente afastada, são precipitadas e injustas, porque a volta de Dilma é inviável, assim como também o são as eleições gerais. Quem as defende não sabe que se trata de um evento inconstitucional. Se a alternativa é a volta de Dilma, acho melhor deixar Temer no cargo, que tem mais apoio do Congresso e chance de reverter a situação econômica do País. Creio ser necessário dar um tempo para o presidente interino acomodar as forças políticas. Com a boa equipe nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o bom presidente da Petrobrás e do BNDES, certamente, a credibilidade do governo trará os investimentos essenciais para a retomada do crescimento econômico e a criação de empregos.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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MANIFESTAÇÕES PACÍFICAS

 

Que a Justiça entenda que é proibido proibir manifestações políticas pacíficas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em nome da livre expressão é compreensível e justo. Agora, venhamos e convenhamos, exibir os dizeres “Fora Temer” numa Olimpíada é tão estapafúrdio quanto Lula se queixar do juiz Sérgio Moro na ONU...

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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CRISE DE LEGITIMIDADE

 

Lendo o artigo de José Nêumanne “Temer é só o que temos para o jantar” (“Estadão”, 10/8, A2), lembrei-me do constitucionalista, hoje presidente interino. Em seu best-seller jurídico “Elementos de Direito Constitucional”, Michel Temer ensina que se equivocam os que não percebem que a necessidade de “tripartição dos poderes” é somente prevenção e proteção preventiva contra o despotismo, pois o poder é uno e atributo do Estado, como forma de emanação da soberania (2008, p. 120). Forçoso, então, concordar com Nêumanne, quando afirma que “nenhum mandatário de nenhum dos Poderes republicanos” escaparia da manifestação reprovadora do povo. Qualquer deles poderia ser vaiado. Há uma evidente crise de legitimidade. Gilmar Mendes explica que a perda de legitimidade tem relação com as práticas de corrupção. “Quando as pessoas acham que há uma prática sistêmica de corrupção, então há uma crise de legitimidade – esse é o debate que nós estamos tendo” (seminário organizado em parceria entre a OAB, a Fundação Padre Anchieta, a Assembleia Legislativa de São Paulo e o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), em 14/9/2015). O que se dá é apenas isto: o povo deixou de ser “soberano”, pois a corrupção generalizada retira a titularidade do poder de seus os verdadeiros donos. As vaias, essas, sim, são legítimas. Pois demonstram o descontentamento geral da Nação.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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JANTAR COM NOVO CARDÁPIO

 

José Nêumanne, como sempre, brilhante (10/8, A2). Com Temer assumindo a Presidência da República após o afastamento definitivo de Dilma, nasce uma esperança de tempos melhores para a economia, e quem sabe, de forma lenta, mas constante, os empregos retornam. Mas quando teremos essa mesma esperança renovada em relação ao Congresso e ao STF? Será que Temer conseguirá reduzir o apetite dos congressistas por “pixulecos” e reduzir o toma lá dá cá? E o STF, até quando vai continuar inocentando os políticos corruptos e os incentivando a continuar no crime? Enfim, o jantar poderá ficar muito mais apetitoso quando a troca do cardápio for completa, nos Três Poderes.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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TEMER, SEGURANÇA É PRIORIDADE

 

Vender a imagem de um governo por meio de um slogan é sempre uma jogada de marketing para associar as ações do governo ao seu representante maior, quer seja prefeito, governador ou presidente da República. Porém essa marca muitas vezes cai em descrédito pela simples evidência da população das contradições entre as ações e a bela frase do slogan. No segundo governo da presidente Dilma Rousseff o slogan “Pátria Educadora” sucumbiu pela falta de ações concretas para a melhoria da educação nos seus mais diversos níveis. A vedete foi a criação do programa Ciência sem Fronteiras, que estava longe de ser unanimidade na comunidade científica brasileira e que retirou recursos já escassos de outros setores de fomento à pesquisa e inovação. Quem em sã consciência acreditou nesse slogan? Tão logo o governo Temer assumiu interinamente, foi lançado o slogan “Ordem e Progresso”, apelando para o lema posto na bandeira nacional, símbolo maior da Nação. O governo encontrou a economia brasileira despencando e os postos de emprego sumindo numa rapidez incontrolável. Elegeu a economia como a prioridade das prioridades. De fato, o bem-estar da economia é muito importante para a geração de empregos e renda, para o desenvolvimento dos negócios e qualidade social, que, dando certo, retorna em crédito político para o próprio governo. Podemos dizer que a economia está associada ao progresso expresso no slogan. Por outro lado, o slogan traz a ordem em primeiro plano na frase. A ordem quer dizer, entre outras coisas, segurança pública, e o que se vê é um verdadeiro temor e abandono da população, que está refém do crime organizado e da violência cotidiana sem que nada esteja efetivamente sendo feito, muito menos no ritmo das propostas para a retomada da economia. Temer, a segurança pública da população está tão ruim ou pior do que a economia, a segurança pública também é prioridade já. É bom não esquecer que o tiro do slogan pode sair pela culatra, colando uma imagem negativa.

 

Waldir Leite Roque roque@ci.ufpb.br

João Pessoa

 

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GOVERNO VAI, GOVERNO VEM

 

O Brasil aos poucos vai se despedindo deste câncer que por quase 14 anos assaltou os cofres da Petrobrás, dos fundos de pensão e de outras estatais, conforme mostra o avanço da Operação Lava Jato.  No entanto, a saída de Dilma e a entrada de Temer não deixam os brasileiros tranquilos, pois estamos assistindo a práticas venais tais como no governo anterior. A maior praga deste país, além da corrupção, é o loteamento de cargos entre os partidos. O Brasil foi às ruas quando a crise bateu em seu bolso, o desemprego fez suas vítimas e quando percebeu que estava sendo roubado, e irá novamente, quantas vezes se fizer necessário, até que nossos governantes aprendam que, para governar um país, é preciso competência, honestidade e grandeza de caráter. Enquanto assistirmos ao toma lá dá cá, não ficaremos satisfeitos, pois a classe política se locupleta, enquanto o povo é passado para trás. Vamos mudar, Brasil, outubro vem aí.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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BRASIL, PARAÍSO DA IMPUNIDADE

 

A esta altura da gravíssima crise política, econômica, ética e moral que o País atravessa, decorrente dos 13 infelizes e desastrosos anos sob o corrupto e nefasto desgoverno lulopetista, de lamentável memória, é de vital importância a fala do procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol, coodenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, que citou, em audiência pública na Câmara dos Deputados (9/8), o relevante estudo de dois pesquisadores do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de 2011, que revelou ser de ridículos 3% a probabilidade de um servidor público vir a ser condenado por crime de corrupção no Brasil. Por sua importância, o apanhado intitulado “Corrupção e Judiciário, a (in)eficácia do sistema judicial no combate à corrupção” foi publicado na edição de novembro de 2011 da revista norte-americana “Law and Business Review of the America”. Em razão do exposto, cabe dizer que, enquanto esse índice não for aumentado dezenas de vezes, o Brasil certamente continuará gozando da merecida fama de ser, há tempos, o paraíso tropical – abençoado por Deus e bonito por natureza – de toda espécie de foras da lei, corruptos, corruptores, bandidos estrangeiros e quetais. É preciso dar um basta definitivo à reinante tolerância e impunidade e pôr atrás das grades os criminosos. Já chega!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO NA JUSTIÇA

 

A condenação de uma juíza federal à pena de seis anos de reclusão, em regime semiaberto, além da perda do cargo, por corrupção passiva, em São Paulo, revela imparcialidade e seriedade da Justiça Federal, que aplicou a lei, cortou na própria carne e não agiu de forma corporativista. A juíza teria participado de um esquema de venda de sentenças para favorecer empresas, sobretudo a Friboi, da qual seu pai era advogado. Não há nada mais degradante para a Justiça do que um juiz corrupto e venal. Um juiz desonesto é a própria antítese da justiça. Quem quiser praticar crimes deveria ficar longe e manter distância das carreiras jurídicas. Corrupção é crime hediondo, que deve ser combatido e punido de forma exemplar, em todas as esferas e poderes.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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DILEMAS CORRUPTIVOS

 

Em relação ao magnífico editorial “O que resta a Lula” (10/8, A3), o que nos resta é indagar qual juiz terá a capacidade, coragem e comprometimento de determinar o encarceramento do chefão petista: o de Brasília, de São Paulo ou o de Curitiba; e sob qual razão: enriquecimento ilícito, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro ou, simplesmente, corrupção – caso se comprovem. Resta-nos ainda questionar qual magistrado superior determinará, se for o caso, sua libertação; e sob qual lógica: jurídica ou de alinhamento pessoal, político ou ideológico. Portanto, façam suas apostas cívicas e observem atentamente as consequências institucionais destes novos tempos que começaram a imperar nas planícies e planaltos de nossa terra. É razoável sonhar como um nível mais elevado de civilidade, cidadania e consentaneidade com as aspirações humanas de decência, ética e justiça.

 

Isabel Krause dos S. Rocha Souto souto49@yahoo.com

Brasília

 

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RESTA UM

 

Rara felicidade da Operação Lava Jato na escolha do nome da recente operação “Resta Um”. De fato, só resta um. Seria Lula?

 

Felicio Tadeo Zambom tadeo@transmotor.com.br

São Paulo

 

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CAIU A FICHA

 

Finalmente caiu a ficha: o ex-presidente Lula, em recente peregrinação pelo Nordeste, constatou a sua queda de popularidade e confidenciou aos seus “cumpanheiros” que, a qualquer momento, será preso, acusando Sérgio Moro de ser um juiz tucano. De muitas fontes pipoca o envolvimento do ex-presidente em malfeitos, mas “Elle” reitera inocência e ser o homem “mais honesto” à face da Terra.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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VAQUINHA

 

A vaquinha PT amamentou José Dirceu livrando-o da cadeia, com sobra. A ação de ressarcimento de R$ 300 mil proposta por Marisa Letícia e Lulinha será suficiente para pagar 20 advogados de Lula mais o que cuida da sua ação na ONU, ou o PT vai precisar de vacada?

 

Osmar Niccolini niccolinimonjolo@gmail.com

São Paulo

 

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LULA, O RICO

 

Espanta o tamanho da banca de advogados de Luiz Inácio Lula da Silva: fala-se em 20 deles, atuando só no Brasil. Ainda há o famoso advogado britânico, que costuma cobrar o equivalente a R$ 40 mil por dia. Devem custar muito dinheiro! E o avião? Soubemos que Lula se locomove com um jatinho da Global Taxi Aéreo, alugado pelo PT e pelo Instituto Lula. O PT diz-se endividado e, de fato, tem credores batendo à sua porta. O Instituto Lula, este ninguém sabe do que vive. Imagina-se que fature muito alto, para bancar todas essas despesas. Afinal, o homem “mais honesto” do Brasil, quiçá da galáxia, não ganhou tanto dinheiro assim sendo presidente. Pelo menos não pela folha de pagamento oficial. Como palestrante, teve vida breve, além de não conseguir provar que as tais palestras de fato ocorreram um dia. Somando tudo, os advogados, as custas de processo (imaginem o valor cobrado por um recurso no STF!), os inúmeros voos, as longas temporadas em hotéis luxuosos em Brasília e em outras paragens, é dinheiro que não acaba mais! Os procuradores da Lava Jato já fizeram as contas?

 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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PUNIÇÃO PARTIDÁRIA

 

Após a entrevista do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dizendo que em 2017 ou 2018 talvez o Partido dos Trabalhadores (PT) seja punido com a sua extinção, eu tenho duas sugestões. Aos tolos, ingênuos e honestos petistas que acreditaram ou ainda acreditam nas propostas de suas cartilhas, na boa intenção de seus dirigentes, e que tudo é obra do FBI, da CIA, de Moro, podem criar outro PT, o Partido dos Tolos. E, para aqueles que roubaram, mas não foram pegos, ou que foram pegos, mas escaparam, minha sugestão é um novo PT, o PP: Partido dos Picaretas ou Partido dos Pilantras.

 

José R. Macedo Soares joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

 

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EX-MARIDO VIOLENTO

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) deveria ser enquadrado na Lei Maria da Penha. O partido de Lula e de Dilma, ao longo de um casamento de 13 anos, cometeu traição reiterada e diversos tipos de violência contra a nação brasileira, principalmente violência patrimonial, como prevê a lei protetiva. Pois agora que a Nação traída quer livrar-se de vez do ex-marido traidor, encarnado e violento, ele promove gritarias, ameaças e recusa-se a deixar o lar de Brasília, onde residiu o casal, e no qual foi recebido com votos de felicidade de milhões de brasileiros, que hoje estão pasmos e desiludidos com esse casamento de fachada. Que a Justiça aplique rigorosa medida protetiva, mantendo o execrável PT para sempre distante da sofrida e espoliada nação brasileira.

 

Túllio M. S. Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

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O PATRIMÔNIO DE HADDAD

 

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, declarou patrimônio de R$ 452 mil. Deve ter gastado do próprio bolso na compra de radares e em toda a tinta utilizada nas inutilizadas ciclovias. Alguém acredita?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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ATENÇÃO

 

Atenção, Receita Federal e Ministério Público, o patrimônio do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, encolheu. Tem algo errado nessa declaração feita à Justiça Eleitoral. Se continuar empobrecendo, logo, logo se tornará um sem-teto.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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RUSSOMANNO ESTÁ VIVO

 

Tudo o que os concorrentes ao pleito de outubro para a Prefeitura de São Paulo não esperavam, principalmente Marta Suplicy, do PMDB, e João Dória, do PSDB, é que o deputado Celso Russomanno (PRB) fosse absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de peculato. Não enquadrado na Lei da Ficha Limpa e livre para continuar na campanha, Russomanno, que lidera com muita folga as pesquisas de opinião, mesmo com muitas outras denúncias nas costas, tem grande possibilidade de se tornar a partir de janeiro de 2017 o novo prefeito da Capital. E os números de hoje o qualificam para essa possível vitória, já que, com 29% da preferência dos eleitores na pesquisa do Ibope, tem  em segundo lugar Marta, com apenas 10%, Erundina (PSOL) com 8%, Haddad (PT) com 7% e o desconhecido candidato do governador Alckmin, Dória, com minúsculos 7%. E o munícipe da Capital, que teve de aturar um inóspito prefeito como Fernando Haddad, infelizmente, está próximo também de ter um demagogo e populista Celso Russomanno no comando da cidade.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O AVAL DA CÂMARA

 

A direção da Câmara dos Deputados isentou Celso Russomanno, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, que sofreu ação no STF por peculato, em documento assinado até pelo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Uma vergonha. Todos os políticos são nossos funcionários. Vivem na intimidade dos impostos arrecadados. Têm acesso a verbas bilionárias e, por isso mesmo, se Russomanno ousa usar verba pública para pagar sua “funcionária particular”, poderá roubar bilhões tendo acesso irrestrito a qualquer cofre público, principalmente o da maior cidade do País, com um PIB maior do que muitos Estados da União. Não existe classe social, religião que cure falta de ética implícita. A Câmara jogou a Lei da Ficha Limpa na lata do lixo. Por essas e outras que corre campanha pelas redes sociais: “Não reeleja nenhum político”. Quem isenta ladrão ladrão também é.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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VAMOS EM FRENTE PARA TRÁS...

 

Com a absolvição de Russomano, o STF continua ajudando a manter o mesmo modelo político dos últimos anos. Pena...

 

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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UBER

 

O pré-candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomano (PRB), acusado pela Procuradoria-Geral da República de peculato (crime de desvio de dinheiro público), já está em plena campanha para angariar votos dos taxistas e seus familiares. Alegou grosseiramente que a liberação do Uber, serviço de carona por meio de aplicativo que, após diversas idas, vindas e contratempos, foi regulamentado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), ser uma palhaçada. Absurdo e incoerência total a alegação, pois, além de ser uma prestação de serviço importante, eficiente, prática, segura e mais econômica, trata-se de um atendimento especial comparado ao que se oferece no Primeiro Mundo.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CPI DA MERENDA

 

Deputados da base de Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia Legislativa de São Paulo querem que a CPI da Merenda considere nulas as provas obtidas pela Polícia na Operação Alba Branca contra a organização criminosa que desviou o dinheiro da alimentação escolar. A intenção é impedir que delações premiadas, documentos e escutas telefônicas reunidas nas investigações sejam usados na comissão para questionar a conduta de parlamentares governistas citados como beneficiários do esquema. Integrantes da base do governo atacaram anteontem, durante sessão da CPI, delegados da Polícia Civil que iniciaram em Bebedouro, no interior paulista, as investigações sobre a máfia. Entre os deputados citados como beneficiários do esquema está o presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB). Essa é uma estratégia inócua para desqualificar a investigação e transformar Capez e o governo em vítimas dos delegados. Segundo o deputado Alencar Santana (PT), eles podem querer anular o processo, mas as provas existem, o cheque para o assessor de Capez existe, assim como a fraude nos contratos. Conforme já falei anteriormente, o cerco está se fechando e, à medida que as investigações vão se afunilando, a preocupação de Capez vai aumentando e é bem possível que neste fumaceiro haja muita labareda.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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LOBO MAU E AS CRIANÇAS BRASILEIRAS

 

É impressionante o quanto as autoridades brasileiras permitem que as crianças brasileiras sejam usadas em nome do dinheiro, do lucro fácil, da esmola! Quando chega uma visita oficial, levam para conhecer uma favela e mostram crianças quase nuas dançando o balé da ilusão para que suas ONGs recebam polpudas doações dos visitantes ilustres, doações estas que nunca chegarão a aliviar suas carências. Suas merendas são furtadas, os seus remédios são furtados e suas vacinas, vencidas nas prateleiras... Mas tudo isso é pouco. Está o Comitê Olímpico Internacional (COI) de olho nessas crianças: quer usá-las à guisa de caridade levando-as para preencher os infindáveis espaços vazios das arquibancadas dos famigerados Jogos Olímpicos, que pela vergonha da corrupção e pela preguiça na organização não foram preenchidos. Enfim, se não respeitamos as nossas crianças, não devemos esperar que o COI ou qualquer quadrilha as respeite.

 

Nelio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

 

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AS MARACUTAIAS DE SEMPRE

 

Empresas especializadas em maracutaias continuam desrespeitando o povo. Desta vez, um tal de Emilinho Odebrecht, neto do chefão da construtora, conseguiu contratos de prestação de serviços para fornecer “comes e bebes” nas praças das arenas olímpicas, mas o irresponsável só causa transtornos pelo sofrível atendimento aos milhares de turistas. O “SOS” foi à contratação de vários food trucks para amenizar a lambança de Emilinho, o irresponsável da vez.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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PÉSSIMA ATUAÇÃO

 

Se existissem as modalidades Propina Partidária, Propina Pessoal, Empreitiras Conchaveiras, Propina em Dinheiro, Propina em Paraísos Fiscais e Políticos Mentirosos na Olímpiada, o Brasil ficaria com todas as medalhas de ouro. Sem elas, está numa posição vergonhosa (14.ª), só com um medalha de ouro. Eu chamaria de Olimpíada petista.

 

Mario A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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ESPÍRITO OLÍMPICO

 

Parte do mundo afirma que a torcida brasileira não tem espírito olímpico. O “The New York Times” publicou um texto criticando nossa torcida nos jogos Rio 2016. O que é torcer? O que significa o espírito olímpico? Um dos motivos para que a Olimpíada tenha sedes diferentes é a diferença cultural entre os povos, ou seja, promover a paz e a união dos povos através do esporte com povos e culturas diferentes. O espírito olímpico é e precisa ser muito maior nos atletas do que na torcida. O respeito deve existir sempre, mas a torcida é paixão inconsequente. O povo que torce torce pelo seu campeão, e não pelo esporte. Muitas vezes o povo não conhece as regras daquilo a que está assistindo, mas torce pelo seu campeão e vaia o adversário. Quando o silêncio é exigido pelo esporte ou pelo árbitro, o brasileiro reconhece e silencia, mas quando é possível o barulho ele grita, aplaude, canta pelo seu campeão. Para o adversário, durante o jogo e com um brasileiro em disputa, restam as vaias. Isso é lógico e simples! Não é falta de espírito olímpico! É abundância de espírito pela vitória, pelo seu campeão e pelo desejo de ver a bandeira brasileira no mais alto lugar.

 

Marlus Garcia do Patrocínio marlusgp@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

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DITADOS

 

A nadadora Joana Maranhão não foi hostilizada por ter perdido na competição. A ginasta Daniele Hypólito caiu na apresentação de solo e foi maciçamente aplaudida pelo público. Na verdade, o que diferencia as duas atletas é o comportamento delas e é em função deste que as manifestações foram adversas, ainda que nada justifique grosseria, indelicadeza ou ataques. Ocorre que Joana declarou, anteriormente, dispensar os aplausos dos “coxinhas” porque recebia bolsa-atleta, ignorando que tais “coxinhas” participavam do rateio de sua bolsa. Ou seja, foi arrogante. Então, uma vez tendo sido eliminada, foi alvo da devolução da indelicadeza. Transformá-la em vítima, neste caso, é um desserviço social. Para o ditado “cada um dá o que tem” reverbera o outro lado da questão, “cada um recebe o que merece”.

 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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