Fórum dos Leitores

IMPEACHMENT

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 03h06

Puro desespero

A presidente afastada, Dilma Rousseff, deve acreditar que na testa de 90% da população estão fixados carimbos em letras garrafais com a palavra “tontos”! Cinco rascunhos da carta aos brasileiros já foram para o lixo e a sexta edição está para sair. E se sair terá o mesmo destino das anteriores, pois papel aceita tudo, mas de “boas” intenções estamos cheios. Um precedente nos deixa ainda mais com um pé atrás, seu conteúdo pode ser “falho e incompleto”. Então, como dar-lhe crédito, se sua incapacidade em matéria de governar e administrar ficou patente durante os cinco anos e uns meses de seu mandato? Além de lhe faltarem essas duas aptidões indispensáveis a um bom dirigente, a mentira esteve sempre na vanguarda de seu governo. Para completar sua desastrada atuação, mostrou-se inflexível e irredutível em seu modo de agir: centralizadora e arrogante, não deu ouvidos a inúmeros conselhos de especialistas de que estava no rumo errado, o que levou o Brasil à bancarrota, ao caos econômico, político e social. Portanto, nem uma centena de cartas nos fará mudar de opinião nem seus brados às organizações internacionais a salvarão do afastamento definitivo.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Projeto antigo

Lembremos que o projeto de Dilma (Vanda) de acabar com o País começou lá nos anos 1970. Agora, várias décadas depois, ela finalmente conseguiu o seu intento. Esperemos que o pagamento dessa dívida não fique somente no afastamento.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Mesmice

A retirada da palavra “golpe” da tal nova carta aos brasileiros, para não ferir a suscetibilidade de nossos prezados congressistas, não anula a comoção moral que a “presidenta” impôs ao povo brasileiro nesses quase dois mandatos – que se encerram aqui e agora. O que esperar de sua carta aos brasileiros a não ser a mesmice, apregoada por sua férrea defesa, de querer provar sua inocência nas diversas querelas que deixaram o nosso país em situação pré-falimentar? A grande maioria dos brasileiros está de olho, dos 54 milhões de votos recebidos pelo poste lulista em 2014, mais da metade foi sufragada pelos peemedebistas e o restante, pelos incautos seguidores do lulopetismo. Quem tem o direito inalienável de se sentir “golpeado” são as empresas falidas e os milhões de infelizes desempregados.

ALOISIO DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Custa-me a crer que pessoas inteligentes, entre políticos, líderes e pessoas comuns, ainda falem em articulação ou esquema para evitar o impedimento de Dilma. Só pode ser má-fé e defesa de interesses inconfessáveis. Não sendo isso, devo aceitar a tese de estupidez mesmo. Não bastasse a comprovação de infração à Lei de Responsabilidade Fiscal pela presidente afastada, a roubalheira que até agora já propiciou a devolução de uma montanha inacreditável de dinheiro, a quebra da Petrobrás e o primeiro prejuízo do BNDES, coincidentemente depois de 13 anos, já seriam suficientes, num país sério, para pôr muita gente na cadeia. O 13 tem sido um número fatalista para o partido que se dizia defensor da ética e da probidade. Ah, e não adianta mudar o número do partido, é necessário, isso sim, tomar vergonha mesmo.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

Estertores

Os petistas estrebucham na beira da cova. Aproxima-se a hora de prestarem contas à Nação. Estamos nos últimos segundos da prorrogação. Quem beijou beijou, fecha o caixão!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Sábia lição

Considerando o conjuro exaustivo da sra. Dilma de o impeachment ser “golpe”, vem a propósito ensinamento do filósofo sir Karl Popper (1902-1994): o principal problema da filosofia política, numa sociedade democrática aberta, não é tanto saber quem deve governar e como escolher os líderes (que era a preocupação fundamental de Platão), mas encontrar uma maneira de o povo se livrar de governantes incompetentes e corruptos (A Sociedade Aberta e seus Inimigos).

ARNALDO NELSON LINGUANOTTO

arnaldoneli@gmail.com

São Paulo

Poste x poste

Primeira vez que nosso prefeito conta uma piada boa: não usará Dilma na campanha para não sobrecarregá-la. Quem acreditou?

SÉRGIO BRUSCHINI

Rbruschini0207@gmail.com

São Paulo

A declaração de Fernando Haddad de que não conta com a presença de Dilma em sua campanha porque “não seria justo sobrecarregá-la” deve ser lida de outra forma: não seria justo carregá-la. Concorrer à reeleição pelo PT já é um esforço sobre-humano, ter ainda de carregar Dilma é tarefa para herói olímpico, mesmo porque até Lula só fará campanha na periferia.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Efeito Lava Jato

Quem imaginaria que, nos palanques do PT, Dilma e Lula seriam peso morto?

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

GOVERNO ALCKMIN

CPI da merenda

Ao atacar os delegados que iniciaram apuração sobre a máfia da merenda escolar, o governo Alckmin, de maneira solar, dá demonstração de não querer uma polícia judiciária atuante, investigando tudo e todos. Lamentável, pois quem paga essa conta somos nós, contribuintes, e ainda corremos diuturnamente o risco de ser vítimas de crimes. Essa equivocada política de segurança, em que não se estimula a investigação pela Polícia Civil, conduz à falta de esclarecimento de crimes e à certeza da impunidade. Estranho é que por meses essa mesma apuração passou pela Justiça Estadual e pelo Ministério Público e estes não foram atacados pelo governo Alckmin. Há ou não há algo errado nisso? A imprensa, ao menos, investigue!

RUYRILLO P. DE MAGALHÃES

ruyrillo@ig.com.br

Campinas

Espero que o governador Geraldo Alckmin não decepcione seus eleitores protegendo os criminosos que desviaram dinheiro da merenda. Seria suicídio político.

LUÍZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A CRISE DOS MUNICÍPIOS

 

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que alivia a situação financeira dos Estados. Governos e parlamentares federais evitam, assim, a derrocada das unidades federativas. Falta, agora, se debruçarem sobre o grave problema dos 5.670 municípios brasileiros, igualmente desequilibrados no aspecto financeiro. Muitos deles não terão como pagar o salário do funcionalismo nos últimos meses do ano e, se isso acontecer, seus prefeitos serão penalizados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Como reflexo da crise, as cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do ICMS, que constituem a maior parte da receita municipal, tiveram grande quebra, e atrás disso vieram as baixas nas arrecadações próprias. Na contramão disso, a folha de salários, os combustíveis e, especialmente, a eletricidade aumentaram muito e levam as prefeituras à inadimplência. O governo federal, além de sua própria crise e da dos Estados, não pode ignorar que os municípios precisam ter como fechar as contas no final do ano e, se não o fizerem, isso será mais uma agravante da crise nacional.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CONGRESSO E RESPONSABILIDADE ESTADUAL

Numa chantagem explícita, líderes da base aliada para aprovação da renegociação da dívida dos Estados retiraram de pauta restrição ao aumento do funcionalismo, item que os deixou em estado falimentar. A economia dos Estados está em frangalhos justamente por causa do aumento ao funcionalismo dado pela maioria dos governadores, acima da inflação. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não intimidou os senhores governadores, e agora quem paga o pato é a população. Para tanto, só nos resta a demissão sumária de nossos representantes, que ainda não entenderam as vozes das ruas, que exigiram responsabilidade com os gastos públicos. Iniciaremos desde já campanha via redes sociais: "Para 2018, não reeleja nenhum deputado e senador. Vamos higienizar nosso Congresso Nacional". Eles verão que a força da internet é muito maior do que a das ruas.  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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É OBRIGAÇÃO CUMPRIR A LRF 

Assim que for sacramentado pelo Senado Federal o processo de impeachment da presidente Dilma, segue a minha sugestão para o projeto do governo Temer enviado ao Congresso sobre a dívida de alguns Estados que não cumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece gastos de até 60% da receita para com o funcionalismo do Executivo, Legislativo e do Judiciário: bloqueio de financiamentos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal (CEF) e do BNDES para qualquer investimento público no Estado, até que seja respeitada a LRF, e ponto final.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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BOI DE PIRANHA

O boi da piranha parece que já está escolhido: o funcionário estadual. Enquanto as piranhas comem o boi, a boiada, os "mais iguais", atravessa o rio, tranquila, salvando seus belos vencimentos e cuidando de seus aumentos. O governo de São Paulo já resolveu seu problema faz tempo: sem aumento para os funcionários, mas, como o quadro todo é bastante eficiente, recebem bônus por merecimento. Assim não fere a Constituição nem o estatuto do Estado, quanto ao item paridade, e não é obrigado a passar os bônus para os aposentados. A economia está feita. E são eles que estão pagando as dívidas, com sua saúde, remédios e/ou sua alimentação, e ainda a pegar empréstimos que os bancos oferecem em bandeja de prata, com isso enchendo os bolsos, além dos bancos, de alguns corruptos. Aos aposentados paulistas só resta vender o almoço (quando o têm) para comprar o jantar ou os remédios. Tenho uma solução rápida e barata: que tal acabar com as milhares de moedas de troca dos cargos comissionados?

Roselys de Almeida roselys2009@gmail.com

São Paulo

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À MÍNGUA

Não reajustar o salário de funcionários por dois anos é uma medida ordinária. Teria outras sugestões, como diminuir drasticamente o número de membros do Legislativo, por exemplo. No Estado de São Paulo, onde os funcionários há mais de 20 anos não recebem nem a reposição inflacionária e recebem salários achatados, apesar de pleitearem a reposição e exigirem melhores condições de trabalho, nem sequer são ouvidos. Num Estado onde os funcionários há muito tempo deixaram de ser prioridade, é difícil de cobrar a qualidade que o cidadão necessita e merece. Estado da Alstom, das obras atrasadas, dos incêndios e da deterioração em prédios públicos, da merenda seca, da saúde em macas, da insegurança pública, do caos geral.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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AUMENTO PARA O JUDICIÁRIO

A proposta de aumento dos vencimentos dos ministros do Superior Tribunal Federal (STF) foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, agora, deverá ser analisada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que é presidida pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que já indicou o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) para relator do processo, que já se manifestou contrário a esse aumento de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Segundo Ferraço, esse aumento terá um impacto provocado pelo efeito cascata que afeta o salário do funcionalismo e do Judiciário dos Estados, com um aditivo nas contas do governo de mais de R$ 3 bilhões. Sem nenhuma sutileza, a senadora "narizinho" pretende jogar o senador Ferraço contra o ministro-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, interessado na aprovação do projeto e, ao mesmo tempo, presidente da sessão que dará o xeque-mate na história política de Dilma Rousseff. Ferraço já adiantou que no seu relatório rejeitará o aumento.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A QUESTÃO PREVIDENCIÁRIA

Nas discussões sobre o tema, fala-se exclusivamente em "déficit". Contudo, não se afiança que ele é causado por aqueles que não contribuem ou contribuíram. Mais um tributo à incompetência que de fato é o "custo Brasil". Não se diz ainda que o Brasil é o único país no mundo que concede renúncias previdenciárias até a times de futebol. Além disso, não explica de forma alguma o gravíssimo empobrecimento da terceira idade, que paga até impostos sobre medicamentos (até de uso contínuo) como ninguém paga em lugar algum do planeta. A prioridade da solução da Previdência, como largamente exposta, somente visa ao trabalhador da iniciativa privada. Ou seja, quem contribui ou contribuiu adequadamente para a formação de um fundo previdenciário. Aliás, fundo previdenciário (cálculo atuarial) que não se forma nas aposentadorias ou benefícios do funcionalismo público federal (RPPS), que produz o maior déficit por beneficiário que possa se aventar no planeta. A verdade é que se enxerga apenas o que é interesse dos corporativistas, revelando o imenso atraso moral ligado às soluções propostas de soluções à crise econômica legada pelo populismo.   

Oswaldo C. Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo 

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ECONOMIA NÃO PEGA NO BREU

Apesar de algumas boas notícias, tudo ainda é nebuloso na recessiva economia brasileira. Os setores produtivos com baixa demanda interna estão de mãos atadas para reagir, também em razão do alto nível de desemprego, o real se valoriza perante o dólar, o crédito está absurdamente caro e restrito, etc. Mas os números revelados do setor industrial do segundo trimestre deste ano indicam um crescimento de 1,2%. Porém carrega ainda uma queda de 18%, quando comparado com os números do pico de 2011. E, comprovando o desastre da gestão Dilma, o setor industrial entre 2011 a 2015 (até o afastamento da presidente), ou seja, 22 trimestres, teve apenas 7 trimestres apresentando números positivos. E como Dilma e o PT blefavam que a culpa pela nossa derrocada econômica era da situação internacional, os dados divulgados do Birô de Análises de Política Econômica (CPB), na Holanda, afirmam que a produção mundial industrial registra 29 trimestres de crescimento desde 2009 - resultado auspicioso que não era registrado desde 1991. Ou seja, a demagogia e o populismo petista, aliados à irresponsabilidade no uso dos recursos dos contribuintes, é que proporcionaram a nossa derrocada, inclusive social, com um desemprego de 11,3%, ou seja, 11,6 milhões de brasileiros no olho da rua.

Paulo Panossian paulopanosian@hotmail.com

São Carlos

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A ECONOMIA E O IMPEACHMENT

Entendo que em comunicação "popular" o que parece flutuar (ante o real) seja a moeda estrangeira ("Impeachment faz dólar cair ao menor valor em um ano", 10/8, A1). Mas, na realidade, é o nosso real que está mais forte. Portanto, o reportado devia ser: "O real está no seu valor mais alto frente ao dólar em um ano". Isso graças à nova e mais sensata política econômica do presidente interino Michel Temer e seu ministro Henrique Meirelles. A eles e à excelente equipe econômica, nosso muito obrigado.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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'DEU RUIM'

 

De nada adiantaram as intermináveis chicanas da senadora petista Gleisi Hoffmann e companheiros: o plenário do Senado decidiu, por 59 votos a 21, colocar Dilma Rousseff oficialmente na condição de ré no processo do impeachment. Houve, ainda, a votação em plenário de três destaques ao texto do relatório da Comissão Especial de Impeachment com o objetivo de restringir os delitos atribuídos à "presidenta", todos rejeitados. Para Dilma, que não é lá muito católica - longe disso -, só mesmo um milagre para virar esse jogo e voltar ao palácio que um dia assombrou fazendo precipitar o País na maior crise de sua história. Os 59 votos favoráveis à sua pronúncia indicam claramente a tendência de afastamento definitivo da "incompetenta" que imagina um dia ver o Brasil "estocando vento" para a produção de energia. Enquanto isso, a "narizinho" - como alguns maldosos se referem a Gleisi Hoffmann - segue na linha "jus esperneandi": reclamou que o presidente interino Michel Temer "destravou obras na véspera da decisão do impeachment" e teria chamado os senadores para "negociar votos". A senadora, que pretende passar a imagem de uma mulher ética e correta, é esposa do enroladíssimo ex-ministro Paulo Bernardo, acusado de receber R$ 7,1 milhões em propinas de esquema de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento. Não tem prova alguma do que diz, mas o Brasil inteiro está farto de saber que Lula - o poderoso chefão petista - montou QG no 2.º piso do Hotel Royal Tulip, em Brasília, com o propósito de "negociar votos" com parlamentares. Acerca disso, não há registro de um único murmúrio de Gleisi em reprovação, deixando claros os pesos e as medidas dessa gente. "Deu ruim" para a companheirada.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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ÁGUA DE PEDRA

Os discursos dos parlamentares que, no plenário do Senado, defenderam a continuidade de Dilma Rousseff na Presidência da República, foram no mínimo incoerentes, quando não risíveis. A "promessa" de convocação de um plebiscito para eleições gerais, caso ela não seja impedida, é demonstração inconteste de que nem eles acreditam mais - se é que alguma vez acreditaram - na legitimidade dela para governar. Não há argumentos possíveis.  É mais fácil tirar água da pedra. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PRECEDENTE

Novamente os discursos de parlamentares tentando salvar Dilma... Mas, atenção, não é ela que está sub judice. É o cargo de presidente da República que está sendo avaliado. Dilma, se poupada neste impeachment, estabelecerá um precedente para a presidência da República que favorecerá que pessoas totalmente despreparadas e incapazes venham a assumir novamente o posto. A pergunta que se impõe não é por que Dilma deveria ser impedida, mas por que ela deveria permanecer no cargo, não tendo condição para isso... Pedaladas, e outros deslizes não são nada comparado com o estrago à instituição republicana da Presidência, se ela permanecer no cargo. Lula já derrubou o requisito de educação para ocupar o cargo, sendo semianalfabeto. Dilma vai derrubar outro requisito: a capacidade para exercício do cargo. É isso que está em julgamento, e os que a defendem estão contra a qualidade e competência dos futuros presidentes.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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CONTAGEM REGRESSIVA

25 de agosto de 2016, o dia D. Contagem regressiva para dizer "adeus, querida".

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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GOSTO AMARGO DE FIM DE FESTA

Os brasileiros estão experimentando o gosto amargo do que Lula fez com o País. Dividiu-o entre pobres e ricos. Na Comissão do Impeachment os senadores pró-Dilma não se cansaram de dizer que Lula governou para os pobres e que Temer é o que quer a classe rica. Essa gente ainda não percebeu que, para os cidadãos de bem, o que interessa é um governo sério, honesto e comprometido com os problemas do Brasil. O PT vem dando exemplos de sobra de como se locupletou no poder. Seus três tesoureiros estão presos, sinal de que quem mexia com dinheiro no partido sabia fazer falcatruas, só não enganaram a Justiça de Curitiba. E por isso têm tanto ódio do juiz Sergio Moro e dos procuradores que fazem seu trabalho no Ministério Público. Compreensível, a "República de Curitiba" acabou com a festa da "petralhada". 

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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'TEMER É SÓ O QUE TEMOS PARA O JANTAR'

Concordo plenamente com José Nêumanne ("Estadão", 10/8, A2): Michel Temer é o que temos para hoje, e para amanhã também. Acho que ficou engraçado e na moda, para alguns e para uma minoria da classe artística, dizer "Fora Temer". Temer é o vice eleito por 54 milhões de eleitores e está cumprindo os termos vigentes na nossa Constituição. Temer é o presidente em exercício, e fim de papo.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICA OBSCENA

Michel Temer compra o impeachment da presidente Dilma com cargos e verbas. A manchete dos principais jornais deixa claro tudo de errado que existe na política brasileira. Não é possível que o País vai continuar com esta obscena política em que tudo se compra e tudo se vende. Esse tipo de ação levou o País à ruína. Michel Temer, melhor do que ninguém, deveria saber que o amor não se compra, assim como convicções não se vendem. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TEMER E A ODEBRECHT

A revista "Veja" noticia que, na delação premiada de Marcelo Odebrecht, o ora presidente interino, Michel Temer, em 2014, em jantar no Palácio Jaburu, solicitou a doação do montante de R$ 10 milhões ao PMDB, partido que à época presidia. Presentes estavam também Eliseu Padilha, ora ministro-chefe da Casa Civil, e Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ambos peemedebistas. O delator esclareceu que encaminhou R$ 4 milhões a Eliseu Padilha e R$ 6 milhões a Paulo Skaf. Michel Temer alega que a doação foi realizada de acordo com as determinações legais. Na verdade, a Operação Lava Jato precisa apurar a lisura da transação, prestigiando o princípio constitucional da igual entre todos.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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NÃO SERÁ CASSADO

Pelo jeito, o deputado Eduardo Cunha não será cassado. O atual presidente da Câmara consegue ser mais invertebrado que Michel Temer. Adiar o julgamento sem qualquer motivo sério, por mais de um mês, e marca-lo para uma segunda-feira, dia de baixo quórum, diz tudo. Temer venceu. E Cunha não precisará denunciá-lo.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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EDUARDO CUNHA

Nos meios políticos e jornalísticos, muito da gritaria que se vê contra Eduardo Cunha não é por causa do monte de coisas erradas que ele fez. É por causa de uma decisão correta que ele tomou: acolher o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Se fosse pelas coisas erradas, haveria um sujeito muito mais indicado para malhar. Um certo ex-presidente da República que arrebentou o País.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

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UM NOVO BRASIL

Os fatos atuais nos estão dando a oportunidade de sonharmos com um Brasil melhor para todos os brasileiros afeitos ao trabalho honesto, à vontade de progredir e construir seu futuro e das próximas gerações, lembrando que sempre somos os protagonistas de nossa história e só a nós, povo brasileiro, compete vigiar e tomar seu lugar no rumo dos acontecimentos. Não foi golpe, não, portanto, senhores que defendem Dilma, a "presidenta inocenta" na opinião da senadora Vanessa Grazziotin. E também não foi culpa de Temer, sempre citado como conspirador pelos petistas, ou de Eduardo Cunha, por ter aceitado o pedido de impeachment. Foi o povo brasileiro quem assim o quis, cansado de se sentir traído, enganado, vilipendiado. Foram estes que desejaram o impeachment de Dilma, indo às ruas, aos milhões protestar espontaneamente, por vontade própria, sem nenhum tipo de organização social por trás a oferecer transporte, merenda ou mesmo, a soldo. Que este momento histórico que está em seu epílogo nunca nos faça esquecer que o poder emana do povo e que somos corresponsáveis por tudo o que acontece de bom ou de mal ao nosso país. 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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ENTERRO

 

Numa das intervenções no Senado, sob a presidência de Ricardo Lewandowski, para definir se Dilma Rousseff seria ou não pronunciada, o senador Magno Malta (PR-ES) foi enfático ao afirmar: "O dono do defunto abre o caixão quantas vezes quiser, mas uma hora o defunto vai ser enterrado". 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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NOVA PRESIDÊNCIA NO STF

Sentimentos de euforia, confiança e felicidade pela nomeação da ilustre ministra Cármen Lúcia para a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Logo, logo será conhecida como Cármen, a Rocha.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

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'PRESIDENTE' OU 'PRESIDENTA'

A próxima presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, ao ser indagada pelo atual presidente como gostaria de ser chamada, se de presidente ou presidenta, respondeu: "Como fui estudante e sou amante da Língua Portuguesa, acho que o cargo é de presidente, não é?". O recado foi bem dado. Sutil. Quem estudou sabe que é presidente. Quem não, diz "presidenta inocenta" e outras baboseiras.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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'PRESIDENTE' CÁRMEN LÚCIA

A ministra Cármen Lúcia acaba de ser eleita pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a segunda mulher para presidir aquela mais alta Corte de Justiça do País. Na sessão de anteontem, o ministro Lewandowski "questionou" qual o tratamento que se deveria dar a ela: presidenta ou presidente? Para mim, tenho que essa questão sibilina de pouco clara de falar ou de escrever, está resolvida pela nossa Gramática Portuguesa, que ensina que casos como este são chamados de substantivos comuns de dois gêneros, isto é, que têm uma só forma para os dois gêneros, masculino ou feminino. Assim, tem razão a ministra em tela quando diz: "Eu fui estudante e sou amante da Língua Portuguesa, então acho que o cardo é de presidente". Aliás, este tratamento é mais simpático.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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'A DEMOCRACIA', DE MICHEL TEMER

Michel Temer publicou artigo intitulado "A democracia" no "Estadão" (9/8, A2), "ensinando" algumas lições básicas de Direito Constitucional. Sintetizando, o acadêmico fala, em linguagem professoral, sobre a tripartição de poderes e o federalismo. Tudo no afã de demostrar que não houve "recuos" de sua parte, mas sim "diálogos" com os outros poderes, bem assim, respeitar as atribuições constitucionalmente pertencentes aos Estados-membros. Afirma que desconsiderar esses conceitos básicos significa ofender o artigo 60, §4o., incisos I e III, da Constituição, importa dizer: cláusulas pétreas (cerne fixo da Constituição, que não poderia ser alterado sequer por emenda constitucional). Será que escreveu o político (cobiçando o apoio da opinião pública) ou o professor de Direito Constitucional? Para mim é, sem sombra de dúvidas, o político. Desde 1986, Temer participa da política brasileira no Congresso Nacional. Suplente na Constituinte de 1988, depois deputado federal, inclusive presidente da Casa Legislativa. Portanto, contrariamente à prepotência da presidente afastada, Dilma, que fazia e desfazia, sem se importar com a necessidade de ouvir o Congresso Nacional, Temer "dialoga", como diz em seu texto. Sabe, como ninguém, como funciona o Legislativo e como dele precisa para implementar profundas reformas. Não tem o carisma de Lula, é certo. Mas também não tem a dispendiosa megalomania do ex-presidente. Numa atitude inteligente, Temer tenta se explicar. Só isso.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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A FORMAÇÃO DEMOCRÁTICA DE TEMER

 

Em seu artigo de 9/8 no "Estadão", Michel Temer caracteriza muito bem a sua formação democrática e a sua posição democrática quando no poder, cujo exercício por parte do Executivo deve ser feito em forma de colaboração. Na verdade, Michel Temer já comprovou a sua vocação como advogado democrata, quando na Constituinte de 1988 lutou e conseguiu inserir o artigo 133 em nossa Carta Magna, que assegura o exercício da profissão de advogado com suporte democrático. Assim, é bom que muitos outros brasileiros sintam a importância do exercício democrático nas ações de governo. Ganhou o respeito dos advogados deste país e certamente conquistará o respeito e a admiração do povo brasileiro, porque ele vai lutar para ficar na História.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A NECESSIDADE DE UM ESTADISTA

Alguém precisa explicar ao presidente em exercício que a questão sobre a condução dos projetos de ajuste fiscal no Congresso não é de ter ou não uma conduta ditatorial ou democrática. A questão é se temos um estadista capaz de articular (até cansar, se necessário) ao País e aos seus representantes no Legislativo o que é necessário para tirar o País do buraco, ou se temos mais um do mesmo. O que vai ser, presidente?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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REFORMA NA PAPUDA

Em depoimento ao Ministério Público, o ex-senador Luiz Estevão confirmou a responsabilidade pela reforma do bloco 5 do Centro de Detenção Provisória da Papuda, onde cumpre pena. Fato no mínimo cômico, se não fosse trágico, agravado pelo descalabro de não existir registro oficial algum sobre a obra, que durou mais de seis meses. O mais incrível, no entanto, foi a declaração do nobre detido, dando conta de que assim procedera a fim de atender a um pedido do ex-ministro de Justiça Márcio Thomaz Bastos, falecido em 2014, que estaria preocupado com o destino dos seus clientes do "mensalão". Diante do cenário explicitado, não dá para decidir entre rir, chorar ou emitir sons ininteligíveis acompanhados de movimentos convulsivos angustiados. É o Brasil, país nada sério.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUE ZIKA QUE NADA

Mesmo com 85 mil homens fazendo a segurança dos Jogos Olímpicos, a criminalidade assola a cidade. Dizem que, se bater carteira fosse um esporte olímpico, ganharia medalhas de ouro. Ora, se até mesmo o chefe de segurança da cerimônia da abertura foi assaltado, faz ideia os pobres turistas... A tensão é palpável. E ainda tem gente com medo da zika...

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DESMORALIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS

Carro da Força Nacional sofreu tiros e soldados foram baleados na Maré. Exército, Marinha e Aeronáutica, favor tomarem as providências de cerco e eliminação dos marginais lá existentes, como exemplo de como bem tratar estes assuntos.

 

Thomaz R. de Almeida Filho thomazraposo@yahoo.com.br

São Paulo

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INDIGNAÇÃO

Causa espécie e indignação a informação da imprensa referente ao ataque que integrantes da Força Nacional de Segurança sofreram no Rio de Janeiro, alvejados ao entrarem "por engano" com um carro da corporação na Vila do João, comunidade dominada por traficantes do Complexo da Maré, na zona norte da cidade, onde vivem cerca de 130 mil pessoas. A mesma expressão já foi utilizada outras vezes no passado recente, quando, por erro de trajeto, civis adentraram o local em carros particulares, sendo recebidos à bala. Ora, desde quando favela virou território particular de bandidos e traficantes de drogas onde não se pode circular livremente, mesmo que por engano, sem correr o risco de morte? Desde quando é preciso autorização dos facínoras para que a polícia faça o trajeto que bem quiser? A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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COMERAM BOLA...

Preocupados com o terrorismo, se esqueceram dos bandidos.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA 

Há dias do início da Olimpíada, dez carros foram incendiados no período das 21h30 às 4 horas da madrugada no bairro da Tijuca, zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Posteriormente, foi preso um suspeito de ter cometido essa barbárie. Passado mais de um mês, a polícia não esclareceu o motivo do crime. Perguntar não ofende: foi ordem dos traficantes, dos milicianos descontentes por não terem pago a taxa de segurança ou por razões políticas, de pessoas interessadas no insucesso do maior evento esportivo do mundo? Aguardo que até o final da competição as autoridades responsáveis pelas investigações esclareçam o que realmente aconteceu. Quanto aos vidros quebrados do ônibus que transportava os jornalistas, não há necessidade de esclarecer se foi pedra ou tiro, pois a primeira não tem pernas para sair do coletivo.

Luiz Felipe Schittini  fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

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A INDÚSTRIA DA MULTA EM SP

Na página A16 ("Metrópole") do "Estadão" de 10/8/2016 havia uma notícia com o título "Prefeitura não pode usar verba de multa com CET, diz juíza". Parabéns mais uma vez ao "Estadão". Mas poucos perceberão o que está por trás dessa aparentemente inocente notícia. É muito mais do que parece. É a própria indústria da multa em todo o território nacional, que autoridades dos três níveis de governo mentirosamente insistem em que não existe. Lembro manchete na primeira página do caderno "Metrópole" do jornal de 16 de abril de 2013, em reportagem assinada por Bruno Ribeiro, com o título "Dinheiro das multas de trânsito serve até para o café da CET". Lá se vão mais de três anos, e só agora surge uma decisão liminar de primeira instância em São Paulo que, com certeza, será logo cassada, dados os interesses ocultos em jogo. O fato é que há décadas as autoridades ligadas ao trânsito, o que inclui prefeitos, burlam conscientemente a lei pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sem ser importunados. Com o acesso às multas eles excluíram das responsabilidades municipais verbas normais para a gestão do trânsito. Multa não é imposto e o CTB deixa isso claro ao apontar como devem ser gastas as verbas arrecadadas com elas: "A receita arrecadada com a cobrança de multas será aplicada exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento (atenção, Marronzinho não é policial, é agente/fiscal de trânsito), fiscalização e educação de trânsito". A sinalização continua péssima, a engenharia de trânsito não se compara com a de países um pouco mais sérios, o policiamento feito com polícia nas cidades desapareceu, a fiscalização visa principalmente a aumentar a detecção de infrações (onde é fácil, motociclistas continuam fazendo o que bem entendem) e a educação para o trânsito continua sendo um sonho inatingível. A Prefeitura terceirizou não só a "engenharia", mas toda a gestão do trânsito na CET, um belo truque, pago com parte da arrecadação das multas! A CET não é nem mesmo um órgão da administração municipal, é sociedade por ações de economia mista, é uma empresa e, por isso, não pode nem mesmo lavrar multas, conforme artigo 256 do CTB. Em São Paulo, melhorar o trânsito se resume a pintar faixas exclusivas de ônibus mal planejadas, implantar ciclovias ainda mais mal planejadas e reduzir velocidade máxima em corredores importantes, o que gera mais arrecadação por multas. Brilhante! Rogo ao Estado de São Paulo continuar combatendo essa situação degradante.

 

Paulo Roberto Lozano pralozano@hotmail.com

São Paulo

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ADMINISTRAÇÃO AUTORITÁRIA

Não basta torcer para o mandato de Fernando Haddad terminar logo. A ação que o investiga por improbidade administrativa na criação da indústria de multas precisa andar e ser concluída, com sua condenação e cancelamento de milhões de multas injustas. O prefeito é um gênio perverso da administração autoritária. Conseguiu fazer a arrecadação aumentar assustadoramente com multas, mesmo numa época de diminuição de consumo de combustível, conforme informação disponível no site da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Pessoas idosas tendo carteiras de habilitação suspensas por multas de excesso de velocidade são o sinal claro de que os limites foram baixados para arrecadar. A diminuição de mortes é consequência óbvia, já que, se todos andarmos a 2 km/h, ninguém mais morrerá em acidentes. Minha inteligência detecta números estatísticos sendo distorcidos pela CET, a mando do prefeito. E nada de educação para pedestres e motoristas, só autuações, pois o que interessa é o dinheiro. O prefeito travou a cidade com velocidades irreais, e os cofres da prefeitura se enchem. Impeachment para Fernando Haddad já. Cadê os vereadores?

Valter Prieto Jr valter.prieto@gmail.com

São Paulo

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DESPREZO PELO PEDESTRE

Caminhar em São Paulo não é muito fácil. Quando há calçada, o piso é irregular, cheio de buracos e outros defeitos, obstáculos dos mais variados, começando por postes, que são endêmicos, bancas de jornais, gente digitando celular, vendedores ambulantes, gente dormindo em caixas de papelão, barraquinhas, mais vendedores ambulantes, bancas de jornal, mesinhas de bar em local proibido, gente parada com copos de cerveja na mão, alcoolizada, puxadinhos de propriedades particulares, cocô de cachorro, etc. Calçadas que não suportam tanto pedestre, especialmente em horário de pico. Ruas íngremes são treinamento de alpinismo. Isso quando há calçada. É comum ver pedestres caminhando na via e disputando um mirado espaço com ônibus, vans, caminhões e motociclistas apressados. Encontrar péssimos exemplos é a coisa mais fácil. Além de todos os problemas com as calçadas, quando existem, pedestres sempre tiveram de enfrentar a fluidez do trânsito motorizado e, agora, a dos ciclistas. Fluidez esta que faz com que os cruzamentos sejam pouco amigáveis, não raro distantes ou em locais inapropriados, com erros grosseiros de sinalização vertical, horizontal, semafórica. O pedestre que se vire. Pedestres que não têm uma voz tão forte e ativa quanto a dos ciclistas, estes o mais novo problema para pedestres. Caminhar, portanto, ser pedestre, é o básico do básico das mobilidades. Esta administração de São Paulo que tanto fala em mobilidade, leia-se bicicletas e ônibus, passou praticamente todo o mandato sem dar a importância devida aos pedestres. O estímulo ao caminhar requer boa condição de calçada, limpeza, ordem, paisagem bem cuidada, sombra, portanto arborização, certo grau de frescor e umidade, portanto ajardinamento, segurança viária e pessoal, ar de boa qualidade, portanto controle de emissões. São Paulo está um lixo, nunca foi tão desagradável para caminhar. Fernando Haddad estimulou a bicicleta, ótimo, mas se esqueceu de educar os ciclistas, péssimo para os pedestres. Haddad fez muitos corredores de ônibus, ótimo, mas seus corredores de ônibus continuam sendo um grave risco para pedestres, o mesmo risco já conhecido faz tempo, muito tempo, péssimo para o pedestre. Haja desprezo pelo pedestre! Pedestres somos todos nós. Haja desprezo!

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL X DINAMARCA

Mesmo nós, boleiros amadores, sabíamos que a Dinamarca seria aquilo que apelidamos "mamão com açúcar" para um time formado de jogadores fracos tecnicamente, sem garra e, acima de tudo, diferentes dos anteriores que eram tinhosos, enfim, um jogo ideal para salvar a Pátria. Difícil é contentar Neto com relação ao Renato Augusto, que, para ele, não deveria nem ter jogado, mesmo aplaudido pelos torcedores baianos quando de sua saída e também elogiado pelo pessoal da TV Globo. Sábado virá a Colômbia, com pouco futebol e tinhosa como poucas, e aí é que veremos até onde o time brazuca melhorou e se pode até ser campeão, porque até agora nenhuma seleção apresentou um  futebol de primeira linha. 

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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