Fórum dos Leitores

RIO 2016

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2016 | 03h03

Nada mudou desde a Rio 92

Nos anos 70, os militares bradavam que este era o país do futuro. Eu tinha 10 anos de idade, sem noção da realidade, criança cheia de vida... O futuro da Nação. Na época havia até uma musiqueta: “Este é um país que vai pra frente, ô ô ô ô ô ô...”. Em 1992, já com 32 anos, no auge do vigor físico, formado, bem empregado na saudosa Varig, tivemos no Rio de Janeiro um dos maiores eventos mundiais, com a presença da maioria dos presidentes das grandes nações. Nesse evento, um fato muito conhecido de nós, capixabas: a morte de um agente federal capixaba que fora prestar serviços reforçando a segurança na capital fluminense. Detalhe: esse policial foi abatido quando entrou por engano numa favela. Pois bem, passados exatamente 24 anos, na mesma cidade, também num grande evento mundial, e o pior, perto do local onde meu querido amigo Marcos Vinicius Araújo, policial federal, foi covardemente assassinado por traficantes, tivemos três policiais da Força Nacional alvejados por traficantes, provavelmente descendentes dos traficantes da década de 90. Em meus 56 anos de vida, já bastante maduro e sofrendo com a crise que assola o nosso país, empresário, com duas dezenas de empregados, vivo me perguntando: será que podemos acreditar que este ainda seja o país do futuro? Transfiro a mesma pergunta aos 115 milhões de eleitores, pois para os governantes ela não teria valor algum. Para eles, os verdadeiros valores são dinheiro, poder e corrupção. Será que a população ainda vota em políticos, que estão por aí desde a Eco-92? Outros, tal como os traficantes, são descendentes de políticos que estão seguindo a carreira, ou seja: fazendo nada. Pobre povo.

DURVAL LICÉRIO FILHO

durvallicerio@hotmail.com

Vitória

Raça de covardes

O agente da Força Nacional Hélio Vieira Andrade foi morto por traficantes do Rio de Janeiro e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, assim se expressou em post no Facebook: “Quero expressar meus sentimentos aos familiares do soldado, que sofreu um ataque covarde e, infelizmente, morreu hoje em decorrência dos ferimentos. É um verdadeiro herói do nosso país. Nosso presidente, Michel Temer, decretará luto oficial pela morte de nosso herói. Honra e dignidade aos nossos policiais”. Ponto final... E o Rio de Janeiro continua lindo. E os traficantes continuam rindo...

JATIACY FRANCISCO DA SILVA

cronicasurbanas@jatiacy.com

Guarulhos

Falácia da Força Nacional

A morte do policial integrante dessa grande mentira chamada Força Nacional é mais um descaso nacional. Pessoas de realidades diferentes sendo submetidas a um sistema idiota de tratar a segurança pública. Lamentável. À família, meus sentimentos. Aos governantes, a responsabilidade por essa imbecilidade.

EDMAR AUGUSTO MONTEIRO

eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

Transparência

A alguns dias do início da Olimpíada, dez carros foram incendiados no período das 21h30 às 4 da madrugada no bairro da Tijuca, zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Posteriormente foi preso um suspeito de ter cometido essa barbárie. Passado mais de um mês, a polícia ainda não esclareceu o motivo do crime. Perguntar não ofende: foi ordem dos traficantes, dos milicianos, descontentes por não lhes terem pago a taxa de segurança, ou houve razões políticas, de pessoas interessadas no insucesso do maior evento esportivo do mundo? Espero que até o final dos Jogos Olímpicos as autoridades responsáveis pelas investigações esclareçam o que realmente aconteceu. Quanto aos vidros quebrados do ônibus que transportava jornalistas, não há necessidade de esclarecer se foi pedra ou tiro, pois a primeira não tem pernas para sair do coletivo...

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

Mancha negra

A Olimpíada do Rio mostrou ao mundo a mancha negra que emporcalha a imagem do Brasil, com o aparecimento, com projeção internacional, do cadáver de um soldado abatido na entrada de uma favela carioca. Com o fracasso das UPPs os bandidos não respeitam mais nem a presença ostensiva do Exército. Foi um grande equívoco da era Lula lutar para promover o evento no Rio de Janeiro, ainda mais com um prefeito deslumbrado que só pensa em aparecer e fazer piadinhas de mau gosto. Ninguém pode ficar feliz com essa política da valorização do supérfluo, da maquiagem, mesmo que o Brasil ganhasse todas as medalhas de ouro conquistadas pelo campeão Michael Phelps.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Terror carioca

Os cariocas estão mostrando que terroristas estrangeiros são para os fracos, bastam os criminosos locais, braços armados dos políticos bandidos, para disseminar o terror em plena cidade sitiada por todas as Forças Armadas e policiais.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

Custos olímpicos

Chega ser difícil acreditar que os custos da Olimpíada no Brasil dariam para bancar a construção de 7 mil escolas, ou 1.500 hospitais, ou 400 mil casas populares, ou milhares de quilômetros de rodovias e ferrovias, gerando milhares de empregos e beneficiando diretamente toda a população brasileira. Ainda assim, a sociedade organizada permitiu e aplaudiu a decisão de investir em Jogos Olímpicos. É público e notório o superfaturamento sobre qualquer obra pública no Brasil, mas as obras olímpicas superaram as expectativas mais pessimistas de altos custos e péssima qualidade. Convenhamos que deveriam ter privilegiado obras de mobilidade urbana e investido em estruturas já existentes, dessa forma permanecendo como um legado útil e lucrativo para a cidade e o País. Considero que a sanidade passa longe de pessoas ou governos que deixam seus filhos ou governados sem casa, sem educação, sem saúde e sem segurança, mas se endividam para fazer uma festa.

DANIEL MARQUES

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

SISTEMA PENITENCIÁRIO

Degradação

O artigo de Fernando Gabeira no Estadão de ontem (Em todas as vezes, o fogo, A2) retrata, de forma serena e objetiva, a gravidade da degradação do nosso sistema penitenciário. Mostra que custa muito mais deixar as coisas como estão do que investir em melhoria das condições carcerárias e de sistemas de inteligência. Essas ações do poder público, hoje quase inexistentes, evitariam muitas perdas: de vidas humanas, de patrimônio e de dignidade das pessoas.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A DESERÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS

Vários voluntários já desistiram do trabalho na Olimpíada Rio-2016. O excesso de jornada, a politicagem, a falta de treinamento, a má coordenação, a obrigação de expulsar quem segurasse cartazes de "Fora Temer", mesmo que autorizados pela Justiça, finalizaram em repercutir e mobilizar as redes sociais. Onde estão os bons modos e o respeito desses dirigentes?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FAVORECIMENTO?

Sabe-se que a empresa Team Foods, detentora da exclusividade do criticado catering da Olimpíada do Rio de Janeiro, é de propriedade de Emílio Odebrecht Peltier Queiroz, neto do criador da notória empreiteira Odebrecht e filho de Márcia Peltier, esposa do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Como as regras do órgão vetam expressamente a contratação de empresas, funcionários ou consultores relacionados a diretores da organização dos Jogos Rio-2016, cabe, por oportuno, perguntar o que tem a dizer a respeito seu dirigente máximo.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CONFUSÃO NA TRANSMISSÃO

Como se pode explicar a tremenda desinformação sobre a transmissão dos Jogos Olímpicos? Programações divulgadas nos jornais não são cumpridas, os canais SportTV colocam no ar os mesmos jogos em mais de um canal e não exibem o que prometem, passam VTs, em vez de jogos ao vivo, e por aí vai. Por que o boicote ao hipismo e ao golfe, por exemplo, transmitindo "ad nauseam" badminton, esporte de tão pouco interesse? Fica, aqui, o meu protesto contra a desinformação e o mau serviço prestado ao público assinante e interessado nos variados e belos esportes em andamento na Olimpíada 2016. Vergonha para a TV brasileira!

Lucia Mendonça luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

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OLIMPÍADA NACIONAL

Está demonstrado que o Brasil não é um país olímpico, o que pode ser analisado pelo pequeno número de medalhas. O esporte é importante, pois delimita novos valores e afasta da rua e do uso de drogas crianças e adolescentes. Um plano para o fortalecimento em todos os esportes seria uma "olimpíada" nacional na qual todos os Estados brasileiros seriam como países numa competição e com um quadro de medalhas a ser realizado periodicamente. Tal campeonato com visão nacional seria usado para selecionar os melhores esportistas e atletas a representar o Brasil nas futuras olimpíadas mundo afora. Com a palavra, o ministro do Esporte.

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Itapetininga                

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RESULTADOS PÍFIOS

Gasta-se muito dinheiro a troco de nada. Há décadas são promovidos intercâmbios para treinamentos e competições no mundo todo para resultados ridículos, pífios. Que vergonha! Até quando seremos o país do "agora vai"?

 

Adilson Mencarini adilsonmencarini@uol.com.br

Guarulhos

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FORÇAR ARMADAS

As primeiras três medalhas que o Brasil ganhou até 11/8 na Olimpíada foram conquistadas por atletas de nossas Forças Armadas, uma da Marinha e duas do Exército. Nossas Forças Armadas sempre contribuem em várias competições com atletas de alta qualidade. Poucos sabem disso.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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O BRASIL NA RIO-2016

Tiro (parece nos levar a pensar em violência, crime), judô (não deixa de ser uma briga) boxe (socos, porradas). Será que o Brasil vai mostrar ao mundo que só é bom nisso?

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

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PISCINAS ESVERDEADAS

Na qualidade de químico, sinto-me obrigado a apresentar este veemente protesto ao sr. Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)  para o fato da qualidade da água das piscinas olímpicas ter apresentado esta vexaminosa cor verde em 11 de agosto, totalmente fora do padrão técnico do tratamento da água, caracterizada pelo aparecimento de imensas colônias de algas, ocasionado por um absurdo desvio do pH da água (pH = potencial hidrogeniônico que representa a escala de acidez e alcalinidade das soluções em geral). É simplesmente inconcebível que a administração técnica das piscinas olímpicas tenha sido tão negligente em permitir que esse erro crasso no desvio do teor de cloro tenha ocorrido justamente durante a mais importante competição esportiva que reúne atletas de todo o mundo. Talvez seja esse o maior vexame para o COB, pois o tratamento da água das piscinas deve ser feito obrigatoriamente por profissionais químicos competentes, que têm a obrigação de monitorar diuturnamente a qualidade da água, efetuando as eventuais correções físico-químicas imediatamente, evitando quaisquer tipos de desvios, por menores que sejam. Portanto, conclamo também o senhor Isaac Plachta, presidente do Conselho Regional de Química 3.ª Região, à qual pertence o Estado do Rio de Janeiro, a identificar os químicos responsáveis pelo tratamento de água das piscinas olímpicas, para que sejam punidos exemplarmente, pois puseram em dúvida perante o mundo inteiro a capacidade técnica dos químicos profissionais brasileiros.

 

Ralf Zietemann ralfex1@hotmail.com

São Paulo

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TRANSFORMAÇÃO PATRIÓTICA

No Complexo Maria Lenk, a piscina esverdeando e saltadores amarelando.

Sérgio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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A ESTUPIDEZ DO MINISTRO

"Homem não vai ao médico porque trabalha mais" (Ricardo Barros, ministro da Saúde). Tal frase, além de estúpida e inconsequente, é machista.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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PRÉ-REQUISITO

Segundo as recentes declarações do ministro da Saúde, Ricardo Barros, parece que a primeira qualidade a ser considerada para ser escolhido para o cargo é a possibilidade de dizer bobagens.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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QUANTA BOBAGEM

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, lembra uma personagem de programa de TV cujo refrão era "cala a boca...".

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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SANTAS CASAS, MISERICÓRDIA!

Na atual crise econômica por que passam as Santas Casas de Misericórdia no Brasil, não se revela novidade nem é produto da atual crise econômica que as mais de 2.500 Santas Casas e hospitais filantrópicos estão com dívidas de R$ 22 bilhões. Segundo estatísticas, a cada mês 20 desses estabelecimentos têm fechado as portas, deixando sem atendimento pacientes na sua maioria de classes menos favorecidas. A baixa remuneração do Sistema único de Saúde (SUS) é um fator considerável, mas um sem número de estabelecimentos tem andado às voltas com a Justiça, citando como exemplo os escândalos protagonizados pelas Santas Casas da cidade de São Paulo e a da cidade do Rio de Janeiro. Geralmente, essas Santas Casas são regidas por estatutos e regimentos arcaicos que garantem a vitaliciedade de seus provedores no cargo, com conselhos de administração que referendam tudo o que a mesa diretora faz. Prova disso é o rombo perpetrado pela Santa Casa da cidade de Sorocaba, onde foram desviados R$ 6 milhões por meio de contratos fraudulentos. A remuneração que o SUS faz às Santas Casas pelo atendimento é vergonhosa, mas o SUS não é o único responsável por essa crise. Sempre existiu substancial ajuda federal, estadual e municipal. Há que fiscalizar de perto essa ajuda, com prestação de contas, senão a ajuda escorre por canais pouco ou nada saudáveis.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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GOLPE NAS VAGAS DE EMPREGO

Na internet existem diversos sites oferecendo vagas de emprego mediante o pagamento de R$ 50 a R$ 100. Será que essas vagas existem? Como ficam os que não têm esse dinheiro para pagar? As vagas deveriam ser oferecidas diretamente por quem as tenha, prestando um grande auxílio aos desempregados e à própria imagem da empresa. Fui vítima desse golpe.

Aurélio Paiva aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

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REFORMA TRABALHISTA

Em seu artigo "Indagações sobre a reforma trabalhista" ("Estadão", 9/8, B2), José Pastore afirma que vê no governo a "disposição de privilegiar a negociação coletiva na área trabalhista". Invoca o recurso extraordinário n.º 590.415/SC, julgado com reconhecimento de repercussão geral, da seguinte tese: "A transac?a?o extrajudicial que importa rescisa?o do contrato de trabalho, em raza?o de adesa?o volunta?ria do empregado a plano de dispensa incentivada, enseja quitac?a?o ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condic?a?o tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado". Então, conclui o professor Pastore: "O reconhecimento e o fortalecimento da negociação coletiva são adotados em todos os países avançados", citando a França, que levou isso - a possibilidade de barganha entre empregador e empregado - de maneira mais incisiva (acordo interno da empresa prevalece sobre convenção coletiva, que é setorial). Se pensarmos como o autor, que os direitos dos empregados, tal qual a hora noturna, horários atípicos, cisão de férias e vários outros são "disponíveis", isto é, podem ser pactuados de forma diferente da lei, realmente a rigidez da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) deixa de ser um problema.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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INJUSTIÇA NA PREVIDÊNCIA

Li que a juíza Maria Cristina de Luca Barongeno, da 23.ª Vara Cível de São Paulo, foi condenada a 6 anos e 8 meses de prisão e multa sob acusação de corrupção. A juíza proferia sentenças que favoreciam empresas com dívidas milionárias com a Previdência Social e o Fisco. E vejam que injustiça: enquanto essa juíza pegou uma pena ínfima, diante do crime cometido e que, segundo li, não foi a primeira vez que esteve envolvida nesse crime, a legislação é muito amena ao condenar os seus. Em dezembro de 2014, a presidente afastada Dilma Rousseff cortou pela metade a pensão por morte do cônjuge. Enquanto Dilma sacrificou aposentados pensando na Previdência Social, prejudicando milhões de idosos, a juíza favorecia empresas para não pagar a  Previdência. Se nossos parlamentares e legisladores se debruçassem sob esse caso, veriam que o problema da Previdência não é deficitário porque paga aposentados, é deficitário porque deixa de receber de empresas que praticam corrupção nas barbas do tribunal. Seis anos é uma pena justa, enquanto um aposentado é condenado a viver com metade do que vivia sem ter cometido crime algum, apenas porque seu parceiro morreu?

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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HERANÇA

Os petistas roubaram a Petrobrás e os aposentados. O que eles merecem? 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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PETROBRÁS 2T16

O relatório contendo os resultados consolidados do segundo trimestre de 2016 da Petrobrás apresenta um endividamento bruto de R$ 397 bilhões. O patrimônio líquido da companhia é de R$ 275 bilhões. O lucro líquido alcançou R$ 370 milhões. A petroleira não apresentou redução de custos, muito pelo contrário. O resultado financeiro foi negativo em R$ 6 bilhões. Os acionistas não recebem dividendos há meses. Diante disso, conclui-se que a maior empresa estatal brasileira apresenta uma péssima situação financeira, sem perspectivas de melhoras no médio prazo.  

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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DILMA, CUNHA E AS ELEIÇÕES 2016

O Senado vai pautar a cassação definitiva da presidente Dilma Rousseff até o fim deste mês, ou seja, antes das próximas eleições municipais. E com isso vai causar mais desgaste aos integrantes dos partidos aliados dela. Por outro lado, a Câmara dos Deputados protela a votação do processo do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha, e tudo leva a crer que será pautado para depois das eleições de outubro. São jogadas e articulações que levam em consideração interesses de grupos que comandam a política nacional. Uma ofensa ao eleitorado, por certo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SAÍDA INTELIGENTE

Muito esclarecedor o artigo intitulado "O Senado da República e o impeachment" (11/8, A2), de autoria do professor Geraldo Brindeiro. Com uma linguagem clara, objetiva e perfeitamente coordenada, o articulista deixa claro que o processo de impeachment é político, não se enquadrando na esfera do Direito Penal, o que faz desmoronar as argumentações dos defensores da "presidenta  inocenta" de que ela é uma mulher honesta,  que não cometeu crime algum. Embora não seja possível ignorar a base jurídica dos requisitos para a admissibilidade do processo, não se discute, no  âmbito do processo de impeachment, se a pessoa processada é honesta ou não. O que se discute é o fato de ter havido ou não  infração à Constituição e às leis orçamentárias, e isso está cabalmente demonstrado. Se condenada, a penalidade é a perda do cargo e a inabilitação para o exercício de cargos públicos no prazo estipulado em lei. Se o impeachment se enquadrasse na esfera do Direito Penal, a punição seria de outra categoria, como   prisão, pagamento de multa e demais pertinências legais. Portanto, não se sabe se é por ignorância ou má-fé que seus defensores insistem, para justificar as chamadas "pedaladas", na tese de que operação de crédito não configura  crime,  consoante parecer do Ministério Público em processo  pertinente à esfera do Direito Penal. Desprezam o fato de que o Direito se ramifica em diversas áreas, cada qual com suas peculiaridades, nem sempre passíveis de analogia. Decididamente, com essa equipe de defensores, melhor faria a senhora presidente afastada  apresentar sua renúncia. Seria, no mínimo, uma demonstração de inteligência!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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UM DIVISOR DE ÁGUAS

Quando o Partido dos Trabalhadores (PT) era oposição e Lula, sindicalista, se esgoelava nos palanques das portas de fábricas, jamais houve a mínima menção de formar um organismo suprapartidário com o objetivo de buscar soluções para os problemas que se apresentavam. Lula e o PT nunca se preocuparam com os problemas do Brasil, logo, buscar soluções não fazia - e não faz - parte da cartilha que professam; sempre boicotaram e obstruíram propostas de outros partidos, mesmo quando eram boas - ou principalmente se eram boas - para o País, optando, depois que se tornaram situação, por medidas populistas e destruidoras de nossa economia, tão somente para atender ao seu único objetivo: a perpetuação no poder.  Ora, como fica claro para qualquer observador, o comportamento dos líderes, das bancadas e dos militantes do PT e de partidos adjacentes a ele demonstra pouco apego ao saber, à elevação mental e ou espiritual, à confraternização e à comunhão de interesses nobres, assumindo posturas de seres arrivistas, muitas vezes desprezíveis. Por que iríamos pensar que Lula, com tudo o que já ocorreu, tivesse aprendido alguma lição e mudado o seu comportamento? "Lula quer mais do mesmo", esmiuçado brilhantemente em editorial do "Estadão" (12/8, A3), nos mostra que ele sempre foi e sempre será isto que se tornou a característica do lulopetismo: um "divisor de águas" social, que fomenta o ódio entre as populações, o eterno "nós" e "eles", sendo que "nós" buscamos avidamente e tão somente a satisfação de nossos interesses. Já vimos esse filme por muito tempo e não queremos reprise. Propusemo-nos à mudança e tanto Lula quanto sua cria e o partido de ambos não cabem mais em nosso script. Tchau, queridos.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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A ORIGEM DO PT E O QUE É

O PT foi fundado por sindicalistas e pela "banda" da esquerda da Igreja Católica. Ambos não trabalham para arrecadar, pois os primeiros recebem, sem nada fazer, o Imposto Sindical e os segundos cobram o dízimo. Não bastasse isso, ainda agregam terroristas.  Deu no que deu. Tomara que desapareçam.

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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POLÍTICA DEGENERADA

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem razão: o modelo da política no Brasil está degenerado. Precisamos do voto distrital para acabar com as campanhas políticas milionárias. Para tanto, somente o Tribunal Eleitoral deve formular a nova lei eleitoral sem admitir que o Legislativo deturpe o que vier a ser estabelecido.

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

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NÃO ESMORECER NO CAOS

  

Por mais que nos pareça caótico o Brasil futuro, devemos estar conscientes de que as investigações e ações criminais desarrumam para depois sincronizar nossas energias construtoras do país que merecemos. E jamais desanimar, porque "somos os fazedores de música/E somos os sonhadores de sonhos.../Mas somos os movimentadores e agitadores/Do mundo para sempre, parece./Nós, repousando nas eras/No passado sepultado da terra/Construímos Nínive com nosso suspirar/E a própria Babel com nosso riso/E as derrubamos com/Profecias/Do antigo para o valor do mundo/Novo/Pois cada era é um sonho moribundo/Ou era que está para nascer" (Arthur William Edgard Shanghnessy, "Ode").

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A MÁFIA DA MERENDA

Em maio, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou a instauração de uma CPI para apurar as denúncias relativas à chamada Máfia da Merenda. Com maioria na Alesp, o governo indicou oito dos nove integrantes da comissão. Por ser amplamente majoritária, a base governista tem todo direito a isso. não tem, porém, o direito de abusar de seu direito  majoritário para impedir o bom andamento dos  trabalhos. No dia 8 de agosto, durante sessão da CPI, deputados da base tentaram de tudo para que as provas obtidas pela Polícia na Operação Alba Branca, que revelou os desvios de dinheiro da alimentação escolar, fossem consideradas nulas. Tal atitude e comportamento, para mim, soam como confissão de culpa, ou seja, é melhor ir fundo nas investigações, pois o velho e certeiro ditado diz: onde há fumaça, com certeza, existe fogo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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LEMBRANÇA PERTINENTE

Com referência a "Hiroshima mon amour", 9/8/2016, da lavra do ilustre jornalista Arnaldo Jabor, peço licença para salientar que é justa, merecida e bem lembrada a morte de 200 mil pessoas em 6 de agosto de 1945. Menciona que ao primeiro holocausto dos judeus seguiu-se este de Hiroshima e Nagasaki. Entretanto, na matéria publicada, o autor Arnaldo Jabor pulverizou de sua brilhante memória o massacre - genocídio - sofrido pelo povo armênio, perpetrado em abril de 1915, quando 1,5 milhão de vidas foram ceifadas pelos turcos otomanos. Em ordem cronológica, sem deturpar a história, esse genocídio, sim, foi o primeiro holocausto do século 20.

Nazareth Kechichian Neto  armen@etruscoadvogados.com.br 

São Paulo

 

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