Fórum dos Leitores

GOVERNO INTERINO

Estadão, O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2016 | 05h00

A morte do soldado Hélio

O sr. presidente em exercício, Michel Temer, que normalmente é ponderado em suas manifestações públicas, foi lamentável ao considerar como “acidente” a morte do militar da Força Nacional e, ainda, que tal fato “não deslustra a Olimpíada”. A morte do militar nunca poderia ser considerada “acidente” e muito menos que “não deslustra” a Olimpíada, pois dá ao mundo a impressão de que alguém errar o caminho e ser abatido a tiros é fato corriqueiro em nosso país. A verdade é que estamos mostrando ao mundo a total falência do sistema de segurança no País e especialmente no Rio de Janeiro, que proporciona “acidentes” como o que vitimou o soldado Hélio Vieira Andrade diariamente. Com todo o respeito, que tal o sr. presidente apresentar os votos de pesar à família do soldado assassinado?

ROBERTO LUIZ P. E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Oratória

Como se não bastasse ter dito à imprensa lamentar o “acidente” que levou à morte do soldado Hélio, da Força Nacional, e que isso não “deslustra” os jogos, o presidente interino afirmou que “a Olimpíada está transcorrendo num ritmo normalíssimo, com muitos atletas brasileiros ganhando medalhas”. Pelo estilo e pelo disparate das afirmações, parece que os discursos de Temer e de Dilma são redigidos pela mesma pessoa!

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net 

São Paulo

Deslustra, sim

Morte não deslustra a Olimpíada? Meia verdade. O que ocorreu em favela carioca deslustra o País. A leniência com o crime, com os desvios éticos, com tudo o que há de errado pode até não deslustrar a Olimpíada, mas deslustra a Nação. Algum respeito e consideração que tivemos no passado, da parte do mundo civilizado, perdemos nos 13 anos de petismo e ainda não recuperamos, nestes tempos de tentativa, algo frustrada, de regeneração moral e cívica. Sempre é melhor calar do que engolir moscas. Lembremo-nos do velho provérbio: em boca fechada não entram moscas.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas 

É o fim...

Se o presidente da República entende que a morte do soldado baleado por bandidos pode ser considerada um lamentável “acidente”, isso é sinal de que o governo jogou de vez a toalha em sua obrigação de garantir a segurança. Ou perdeu a capacidade de distinguir crimes e acidentes.

MARCUS FADEL

marcusvtf@gmail.com

Curitiba

Bandidagem vence 

Não é de hoje que as nossas instituições se curvam à bandidagem. A morte do soldado Hélio, assassinado quando um carro da corporação entrou por engano no complexo de favelas da Maré, no Rio, demonstra que nossas instituições, há muito afrontadas, estão perdendo a batalha da segurança pública para a criminalidade neste país. Nessas áreas populosas controladas por criminosos a polícia não entra. E se entra, é recebida à bala. É a desmoralização! E os governadores dos Estados são culpados também, porque se têm acovardado em instalar bloqueadores de celulares nos presídios, com receio de rebeliões, dando assim salvo-conduto para que os líderes de facções presos comandem a criminalidade aqui fora, para angústia da população. O governador do Rio Grande do Norte, mesmo que tardiamente, é uma exceção nesse quesito.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Estado assassino

Se houvesse uma placa com os dizeres “entrada permitida apenas a moradores com comprovação de residência” na entrada da favela “proibida” para policiais e turistas, não haveria mais mortes. A cidade do Rio de Janeiro está nas mãos das milícias e dos traficantes. Srs. políticos, se existem usuários desesperados pela droga, liberem a venda. É a lei da oferta e da procura. Suspendam a repressão. E parem de matar inocentes! Talvez só assim a paz chegue ao Rio de Janeiro, pois é a única visita que essa cidade nunca teve.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Brasil, mostra a tua cara

O Estado brasileiro, por seu poder constituído, é que provocou a morte do soldado da Força Nacional no Rio de Janeiro. Políticos nefastos, políticas de governo corruptas e inexistência de política de Estado, esse é o resumo do País. Até quando a Nação aceitará esse quadro de mazelas inconcebível num país que se diz democrático? A situação deste país é tão grave que o sinal mais evidente está na ausência do poder da sociedade de se indignar e reagir. Amanhã ninguém mais falará nada, outros morrerão... e a vida segue. Brasil, vê se mostra a tua cara nas próximas eleições.

CLAUDIO ANTELO

claudioantelo@icloud.com

São Paulo

Terrorismo oficial

O governo faz terrorismo verbal contra os trabalhadores aposentados e aposentandos do INSS. Claro que a situação é difícil e precisa de mudanças. Mas Eliseu Padilha e Temer, para não falar no já desprestigiado Henrique Meirelles, têm cedido em tudo para beneficiar servidores públicos, militares e políticos influentes. Ameaçar só o aposentado do Regime Geral (INSS) não faz o menor sentido. O déficit maior tem que ver com o funcionalismo civil e militar e com a ausência de contribuição da agroindústria. Eles acreditam poder vencer só os mais fracos.

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo

Dívidas dos Estados

Já estou vendo quem vai pagar todas essas “bondades” do governo: a previdência do INSS! É só esta que quebra o País. Legislativo, Judiciário (opa, não tira minha ajuda-qualquer coisa, não!), Executivo? Nunca...

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

População indefesa

Cabe ao sr. Michel Temer, à sua equipe, especialmente econômica, apelar ao mundo político, no âmbito federal, estadual e municipal, por apoio irrestrito às medidas saneadores e restritivas de qualquer aumento de despesas. Não tem justificativa colocar o ônus da crise exclusivamente na população indefesa. Sem cor política e pensando no bem maior, o futuro do Brasil, todos devem dar a sua cota de colaboração, até a afastada e arrogante corresponsável pelo que está aí. 

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

ELEIÇÕES 2016

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), não quer “sobrecarregar” a futura ex-presidente Dilma Rousseff trazendo-a ao seu palanque de campanha para a Prefeitura. É uma pena, pois nada combinaria mais com as medíocres e mal traçadas ciclovias haddadianas do que a icônica e medíocre ciclista.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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DESTINO SELADO

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad, consegue a proeza de selar seu próprio destino. No afã de conquistar votos, a maior parte dos demais candidatos promete o retorno da velocidade máxima permitida nas Marginais aos índices originais e o reestudo das demais ruas e vias. A senadora Marta Suplicy (PMDB) se comprometeu em reduzir “drasticamente” o número de radares na capital e o projeto das ciclovias, que todos – menos o prefeito – concordam, precisa ser revisto. Enquanto isso, Haddad justifica e insiste na manutenção destas medidas e projetos impopulares, minimizando sobremaneira sua possibilidade de reeleição. Bom para São Paulo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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LIMITE DE VELOCIDADE

No país da corrupção, onde se reclama da impunidade, é moda reclamar da multa por excesso de velocidade. Se a placa diz 50 km/h, oras, então mantenha a velocidade e nunca terá de pagar multas. Agora, se quer andar mais rápido onde acha que não tem radar, então tem mesmo de contribuir com a Prefeitura.

Euclides Souza euclidessn@icloud.com

São Paulo

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QUE FASE...

Espero que nunca mais ninguém vote no Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo e no País. Em São Paulo, Haddad promoveu o atraso no comércio e na indústria, mantendo o trânsito parado em todos os bairros. E ele debocha das críticas... Dilma Rousseff, por sua vez, ao invés de liberar o Brasil, fica enrolando. Um nojo. 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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GOL CONTRA DO STF

Lamentável a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que absolveu Celso Russomano, por 3 votos a 2, condenado pelo crime de peculato pela Justiça Federal de São Paulo. São decisões como esta que fazem com que a sociedade brasileira não acredite na Justiça do País, aumentando ainda mais o sentimento de impunidade dos ricos e poderosos. Mais um gol contra do STF.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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REFLEXÕES

 

Algumas reflexões sobre Celso Russomano: 1) o foro por privilégio de parlamentar faz com que o Supremo Tribunal Federal (STF) se debruce sobre um processo penal num momento em que se encontra farto de demandas de alta importância para a democracia e para o futuro do Brasil. 2) Independentemente da legalidade e da possibilidade recursal, o paulistano votará com tranquilidade num homem público absolvido por estreita margem de voto (3 a 2) em acusação de peculato (apropriação de recursos públicos para fim pessoal), para conduzir esta grande metrópole, que um dia foi desvairada, hoje é simplesmente brutalizada e sofrida? 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DEVEDOR

Ao ver nota sobre a emissão de cheques sem fundo do restaurante ao qual o candidato a prefeito Celso Russomano é sócio, lembrei-me também de comentários que são feitos a respeito de um condomínio que ele só paga quando existe ameaça de leilão. No referido apartamento de sua propriedade mora uma irmã. Fica aqui, em São Paulo. 

 

Jose R. Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

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BAR DO ALEMÃO EM BRASÍLIA

Foi noticiado no “Jornal Periscópio”, da cidade de Itu (SP), no dia 6/8/2016, página 6, que o famoso Bar do Alemão de Brasília, localizado no Setor de Hotéis de Turismo Norte, foi fechado no dia 5/8 por falta de pagamento. Foi despejado. O luxuoso restaurante localizado às margens do Lago Paranoá tem um débito de dois anos de aluguel, acumulando uma dívida de cerca de R$ 2 milhões. Segundo o jornal, a ligação entre o tradicional Bar do Alemão, de Itu, com o Bar do Alemão de Brasília já foi desfeita, apesar de manter o nome, e, segundo o mesmo jornal, um dos donos do Bar do Alemão de Brasília é o deputado federal e candidato a prefeito de São Paulo, o sr. Celso Russomano. Será verdade? O deputado Celso Russomano tem uma dívida desse tipo e não preocupa? Vai ser mais um político descompromissados com suas obrigações? Alguém pode nos informar o que realmente é verdade neste episódio?

 

Celso Fioravanti celso.fioramaq@uol.com.br

Itu

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DESCRENÇA

A população está descrente dos políticos em geral, porque impera a máxima do “venha a nós tudo e, ao vosso reino, nada”.

Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@gmail.com

Itapeva

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POLÍTICA HONESTA NÃO ENRIQUECE

Digam o que quiserem, façam à vontade seus juízos de valor, mas uma coisa é certa: a retidão moral da candidata à Prefeitura de São Paulo Luiza Erundina. Segundo o “Estadão” de 12 de agosto, ela declarou um patrimônio de R$ 605 mil: um veículo Fox, ano 2006; e dois apartamentos em Mirandópolis. Em janeiro de 2010, precisou recorrer aos seus pares, ainda que de outros partidos, e até à população, como noticiou o “Estadão” de 5/1/2010: “A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) conseguiu os R$ 352 mil necessários para pagar uma dívida com a Justiça, resultado de um processo aberto quando ainda era prefeita de São Paulo. Sem recursos para quitar o débito, a parlamentar recebeu apoio de políticos de todo o espectro partidário, da situação à oposição ao governo federal, que organizaram vários jantares para arrecadação de dinheiro. A causa também recebeu apoio da população, que depositou de R$ 2 a R$ 20 mil na conta aberta para ajudar a deputada”. Não estou analisando os feitos da política Erundina. Nem os defeitos. Só estou um pouco aturdida com a diferença de bens da candidata com relação aos seus adversários. O que fica, para mim, é que política honesta não deixa ninguém rico. E é assim que deve ser.

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES E PARTICIPAÇÃO POPULAR

 

Terminadas as convenções dos partidos, os candidatos já aparecem. Com eles, propostas que parecem promessas. Todos parecem saber resolver de maneira simples problemas seculares e complexos da saúde, educação e do desenvolvimento humano. Na verdade, sob meu ponto de vista, tudo é um processo evolutivo e ninguém é superpolítico que sabe resolver tudo sozinho. Sem a participação do povo nas propostas e resoluções de problemas, não haverá rápido desenvolvimento. O povo sabe “onde dói seu calo” e aqueles que não ouvem os anseios populares governam para uma minoria que cobrará um retorno de seus investimentos. O candidato ideal deve ser verdadeiro e conhecedor de seus limites. Não é ele que manda. Ele ouve o povo e executa a vontade do povo. A época dos coronéis deve chegar ao fim!

Paulo Roberto G. Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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A RECONSTRUÇÃO DA POLÍTICA DO PAÍS

 

A cada passo das investigações sobre corrupção, fica mais clara a necessidade da mais ampla reforma político-institucional. Partidos políticos e detentores de cargos eletivos e de livre nomeação, que deveriam desfrutar do prestígio da comunidade, têm suas biografias manchadas por uma escala de procedimentos reprováveis. Além do PT e seus ainda aliados, apontam-se as mais variadas vertentes da política nacional com os pés dentro da mesma lama. As mudanças são inadiáveis. É preciso reinventar a vida dos partidos políticos e estabelecer normais de campanha eleitoral para que não sejam levados a se sustentarem da corrupção. Os governos não podem sofrer aparelhamento nem serem reféns de grupos. Numa reforma, temos de reconstruir a imagem do parlamentar como representante do povo, e de governos voltados para a grande tarefa de administrar e fazer a sociedade avançar. Mas não pode ser esquecida a adoção de mecanismos que tornem mais fácil o afastamento daqueles que tenham se desviado dos propósitos e da liturgia dos seus postos. E, quanto aos que já se mancharam com a nódoa da corrupção, que se entendam com a Polícia, o Ministério Público e a Justiça.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PROVAS E CINISMO

Somente sairemos desse atoleiro moral, ético, institucional e político quando tratarmos nossos problemas pelo conteúdo, e não só pela forma. Pois é exclusivamente pela forma que muitos argumentam contra o impeachment da presidente afastada Dilma, apoiado pela maioria do povo, que se vê prejudicada por uma administração comprovadamente nefasta há cinco anos, identificando-o como “golpe”. Dizer que a avaliação da mandatária deve se ater ao mandato atual sem conexão com o mandato anterior porque assim estabelece a Constituição é tratar do assunto exclusivamente pela forma. Exemplo cabal de que vivemos no mundo da fantasia e do cinismo é a anulação de provas reais que não foram obtidas por meios “lícitos” (vide investigação do caso Castelo de Areia). Felizmente, encontro agora um pensamento honesto, coerente com o bom senso e a realidade na pessoa do juiz Sérgio Moro, que vem defender na Câmara a manutenção nos processos das provas adquiridas de maneira “ilícita”, desde que obtidas com “boa-fé” (“Estadão”, 5/8).

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

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FORO PRIVILEGIADO

O foro privilegiado é um mecanismo que altera a competência penal sobre ações de autoridades públicas, contrariando o princípio de igualdade segundo o qual todos devem ser iguais perante a lei, além de sobrecarregar os tribunais superiores com processos lentos e, pior, ineficazes. Para ter uma ideia, dos mais de 500 parlamentares que foram investigados nos últimos 27 anos, apenas (pasmem) 16 foram condenados! Não era à toa toda aquela movimentação para que Lula assumisse a Casa Civil. Esse instrumento é uma vergonha, e, como brilhantemente citou o ministro do STF Luis Roberto Barroso, tem-se de acabar com este verdadeiro guarda-chuva de impunidade.

Paulo Cesar Feltrini pc.feltrini@hotmail.com

São Paulo 

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ETERNO CAIXA 2

O ex-senador Delcídio Amaral delatou Edinho Silva, ex-ministro de Dilma, por receber R$ 1 milhão através da emissão de falsas notas fiscais em nome de terceiros. Sabendo disso, o Ministério Público Federal decidiu abrir inquérito para apurar os fatos. Mesmo perdendo o foro privilegiado, o processo irá para uma vara criminal de Brasília, e não para o juiz Sérgio Moro. Que pena!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TODOS INOCENTES

O jornal “Valor Econômico” publicou na última semana simplesmente que corre nos bastidores da Câmara um projeto que irá inocentar de crime todos os parlamentares que receberam dinheiro de corrupção para campanhas eleitorais. Só seriam criminosos os corruptos que utilizaram o dinheiro para se locupletarem. O movimento é verossímil por dois motivos: o grande número de interessados e a total paralisia do Supremo Tribunal Federal na apreciação de crimes dos parlamentares.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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VÍCIOS ANTIGOS

Pelos acontecimentos, parece-nos que não bastou somente a mudança causada pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff. O Congresso Nacional continua com seus vícios e atitudes escusas refletidos em muitas atitudes que o presidente interino procura contornar – com prejuízos à recuperação do País – e no fato de até agora não terem sido colocadas em votação as Dez Medidas contra a Corrupção, propostas pelo Ministério Público e apoiadas por milhares de assinaturas da população. Estes senhores, que não nos representam, certamente também merecem ser substituídos nas próximas eleições. 

 

Maria Toledo A. G. de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

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MEIRELLES E O CONGRESSO NACIONAL

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quando afirmou que a suspensão de reajustes dos servidores públicos estaduais por dois anos era “inegociável”, como estava contido na PEC da renegociação das dívidas dos Estados, demonstrou não conhecer nada de como funciona o nosso Parlamento. E não deu outra: na votação deste projeto na Câmara, o governo teve de ceder e retirar essa exigência. Aliás, trata-se de um item que tampouco deveria constar como contrapartida do Planalto, já que outro projeto dos mais importantes da equipe econômica, a ser votado no Congresso, que vai limitar o teto de gastos também dos Estados pela inflação do ano anterior, será um tremendo e imenso avanço para ajudar a compor o ajuste fiscal. Porém, exigir que servidores públicos fiquem sem reajustes de seus proventos por dois anos é uma interferência desmedida e autoritária, que poderia estrangular o orçamento familiar destes cidadãos, ainda mais com a inflação no nível em que se encontra. Então por que este mesmo governo Temer contemplou todos os servidores federais com reajustes garantidos até 2019? Pois é, a turma do Planalto poderia ser mais esperta e não passar esse carão. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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VIDA BOA

O governo interino quer economizar, diz que vai cortar gastos. Será que vai reduzir o exagero de assessores e gabinetes ou apenas vai sobrar para os servidores e aposentados que nem recebem mais o contracheque em casa? Cortará despesas extravagantes com motoristas, empregados domésticos e viagens? Ou, como sempre, os “barnabés” sofrerão os efeitos da crise? Pelo jeito, o presidente interino faz tantas concessões que a chamada “crise” vai passar sem nenhum esforço da parte dele, que pretende até viajar e tem pressa no afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Francamente, essa gente não dá a devida importância à grave situação pela qual passamos, com Estados e municípios sem dinheiro para honrar seus pagamentos e com milhões de desempregados. A vida exuberante e luxuosa dos governantes e parlamentares vai muito bem, obrigado!

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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TEMER E O EMPRESARIADO

Empresários se aproximam de Michel Temer por reformas. Alguém tem certeza de que a Operação Zelotes não foi o tema da reunião?

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com

Bertioga

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PROPINA INSERIDA NA DÍVIDA BRASILEIRA

Primeiro, convenhamos: se 20% de todos os orçamentos efetuados nos últimos 13 anos eram de propina, então a União não tem de pagar tudo, a não ser 80% restantes. Segundo, considerando, então, que todos os contratos e orçamentos aprovados foram objetos de achaques, a União deve considerar e descontar 20%, diminuindo, assim, a sua dívida. Terceiro: as construtoras e demais credoras da União têm liberdade de ir cobrar os 20% que foram obrigadas a dar como propina. Devem efetuar a cobrança judicial de quem as achacou. Afinal, elas têm planilhas, nomes, datas, valores, recibos e testemunhas suficientes para isso. E a Justiça tem de dar ganho de causa a elas. Se seguido este exemplo, só a Petrobrás deixará de pagar R$ 6 bilhões (20% de sua dívida). Imaginem, então, como ficará o Brasil. De devedor passará a ser credor.    

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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OS SINAIS DA POUPANÇA

Os saques absurdamente elevados que têm ocorrido nos últimos meses na caderneta de poupança no País mostram efetivamente a situação precária e a pobreza a que foi reduzida a população brasileira, causada pelo petelulismo que foi mantido no comando do País por 13 anos, nos destruindo e aniquilando, só praticando a corrupção para obterem vantagens, benefícios, mordomias, etc. Tenham certeza de que em muitos casos a população está retirando as últimas reservas disponíveis para tentar sobreviver. Basta ver que foram sacados R$ 43,7 bilhões no semestre. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O PROBLEMA É DE GESTÃO

É assustadora a cifra divulgada recentemente pelo “Estadão”: R$ 9,4 bilhões torrados, em dez anos, com mais de 30 partidos políticos, a título de Fundo Partidário, a maior parte deles sem o menor significado para a população. Daí a proliferação de partidos para “mamar” nessa gigantesca verba. Analogamente, os sindicatos recebem R$ 2,4 bilhões por ano (fonte: “O Globo”) do chamado Fundo Sindical, o que tem incentivado a criação de 250 sindicados a cada ano, chegando-se atualmente a mais de 15 mil sindicatos no País. Somando as cifras anuais de cada um deles, atinge-se o valor de mais de R$ 30 bilhões em dez anos, um gasto com finalidades bem discutíveis, enquanto a população continua carecendo de hospitais, escolas e segurança. Parece que nosso problema não é falta de recursos, e, sim, sua péssima gestão.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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O PESO DO IMPOSTO SINDICAL

O terrível Imposto Sindical é pago obrigatoriamente por todos os trabalhadores do País, e o valor é o de um seu dia de trabalho por ano. Em 2015, esse valor chegou a R$ 3,1 bilhões. Para que serve? Infelizmente, ele serve apenas para manter uma casta de sindicalistas (pelegos) alérgicos ao trabalho na boa vida à custa do sofrido suor dos trabalhadores. E, para melhorar a vida desses chupins do sangue dos trabalhadores, o ex-presidente Lula, quando no exercício do seu mandato, extinguiu a obrigatoriedade dos sindicatos de fazer a prestação de contas de todo esse imposto recebido, podendo gastar onde e como quiser, sem dar satisfação pública aos contribuintes. Se esse recurso fosse aplicado em construção de casas populares, daria para construir anualmente mais de 30 mil imóveis gratuitamente aos brasileiros necessitados. Raciocine a respeito, seja consciente e reflita o que você deseja que o nosso Congresso Nacional decida: a seu favor ou pela manutenção ociosa dos sindicalistas esbanjando os parcos recursos públicos?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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DEPENDE DE NÓS

É muita ingenuidade esperar que privilégios políticos sejam combatidos pelos próprios beneficiários. Nós, brasileiros, temos a obrigação de exigir o fim dessas regalias arcaicas, corporativistas e antidemocráticas.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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MUDANÇAS NA PREVIDÊNCIA

O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, sr. Marcelo Caetano, fez terrorismo na entrevista que concedeu ao “Estadão” recentemente, e o jornal acolheu sem pestanejar, isto é, sem maiores análises, mesmo que a responsabilidade das declarações seja dele (“Sem mudar Previdência, será preciso aumentar impostos em 10% do PIB”, 31/7, B1). Não é à toa que os sindicatos dos trabalhadores são contrários a qualquer reforma trabalhista e previdenciária. Acho que o assunto precisa ser discutido de forma mais ponderada. Nada de dizer que daqui a dez anos, 20 anos o déficit será de tantos por cento do PIB. Daqui a dez anos teremos outra realidade, que pode ser boa ou ruim. Se for ruim, outros discutirão o problema, sob nova realidade.

Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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VERGONHA NA PREVIDÊNCIA (INSS)

Não seria, no mínimo, mais justo que, antes de cogitar aumento de impostos ou qualquer mudança no Regime Previdenciário – RGPS (INSS, os cidadãos de segunda classe), que o governo acabasse com as esdrúxulas e injustas “renúncias previdenciárias”, concedidas de maneira vergonhosa e sem qualquer efeito social? 

Oswaldo C. Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo 

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JUSTIÇA E IMPOSTOS

O governo federal, antes de decretar qualquer aumento de imposto, deveria analisar com muito cuidado onde estão os furos na Previdência. Não é justo que um sujeito que realmente trabalha (literalmente) a vida toda receba menos quando se aposenta. Ele está num período em que necessita de médicos e remédios, mas o serviço público só lhes oferece remédios de baixo custo e médicos cubanos (quando os tem). Isso sabendo que passou a vida toda financiando a aposentadoria de funcionários públicos que recebem integralmente seus salários e de políticos que se aposentam sem trabalhar um dia sequer e cujo tempo de serviço é por mandato.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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O ROMBO POR SETORES

Muito tem se falado do rombo na Previdência e das modificações que estão sendo propostas. O que não vejo é uma separação clara entre o rombo do setor público e o do setor privado, bem como quais medidas estão sendo tomadas para os dois setores, além de números que indiquem clara e separadamente a situação (deficitária) de ambos. As providências estão sendo tomadas também para o setor público?

Marçal H. Oscar V. Keppler marcalkeppler@hotmail.com

Carapicuíba

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AERONÁUTICA E PREVIDÊNCIA

Diante do exposto pelo brigadeiro Nivaldo Rossato (“Aeronáutica é contra unificação da Previdência”, “Estadão”, 2/8, B3), acrescento ainda que se trata de uma profissão que nunca nos leva a ser ricos, mantendo-nos, no caso os oficiais, na classe média. As praças sem pensar. É uma profissão de interesse exclusivo do Estado. Só ao Estado interessa os nossos conhecimentos profissionais e quando o militar fora das funções de nada mais serve, nem se quer para ser supervisor de Segurança do Trabalho, pois não tem as habilitações necessárias para assinar os relatórios. Agora, mais uma vez, querem nivelar por baixo – e por que não se nivelar por cima? Militar mal remunerado e corrupção desmedida são apoio garantido ao comunismo.

Jaime Vianna, tenente coronel da reserva PM/SP jaimevianna@terra.com.br

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA X EMPRESÁRIOS

Sabemos que a reforma da Previdência é imprescindível, presente e futuro em todos os aspectos. Mas está faltando ao governo uma aliança importantíssima para que seja socialmente aceitável. O governo federal já combinou com os empresários o aumento da idade mínima para aposentadoria?  Sabemos que a maioria das empresas considera pessoas acima dos 40 e 50 anos idosas para continuarem no mercado de trabalho. Se, para o governo, é importante aumentar a idade da aposentadoria, porque os brasileiros estão vivendo mais, as empresas também precisam pensar em sintonia, empregando-os. Ou veremos num futuro bem próximo um grande contingente de desempregados famintos, jogados na lata do lixo social, não podendo se aposentar sem renda para continuarem pagando a Previdência como autônomos, porque estarão desempregados. A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL REAL

Três militares da Força Nacional foram atacados, na semana passada, porque entraram de carro, por engano, na favela Vila do João, Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, um dos lugares mais violentos da cidade. Nenhum trabalhador tem um lugar para chamar de seu, mas na favela tem: a vila é do João. Os governantes são omissos com a segurança, a educação e a saúde. Sabem quem são os criminosos, mas não os enfrentam. Este é o Brasil real, que não se viu na abertura da Olimpíada 2016, mas é o Brasil onde as pessoas convivem diariamente com o crime, onde pessoas morrem todos os dias, sem que nada seja feito. E, pelo visto, vamos continuar assim, pois muitos eleitores continuam dando emprego nas Casas legislativas a quem não merece estar lá.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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TRISTE REALIDADE

É um verdadeiro absurdo criminosos da Vila do João atacarem integrantes da Força Nacional. A realidade, infelizmente, sabemos qual é: o Rio de Janeiro está nas mãos dos bandidos. Só Deus pode salvar.

Laert P. Barbosa

São Paulo

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O LIXO DA OPERAÇÃO FARIA LIMA-PINHEIROS

A Operação Faria Lima-Pinheiros foi inaugurada faz uns quatro anos, se tanto. É inacreditável o estado deplorável das calçadas. O acabamento das calçadas está soltando por todas as partes. Estão fazendo remendos de qualquer forma, o que só piora a esculhambação geral. O único ponto que ainda parece receber algum cuidado (?) é a praça criada nos largos de Pinheiros e da Batata, talvez porque dali saem as passeatas favoráveis à turma de Fernando Haddad. Mesmo assim, parece mais um depósito de lixo reciclável. E talvez seja mesmo. Qual é a garantia para esta obra? Se não tem garantia, o que duvido, quem ficou com o dinheiro? É uma obra imensa de baixíssima qualidade. Onde está a autoridade da Prefeitura? Qual é o conceito de qualidade aplicado por eles para as calçadas? Quem responde? Virou um nojo! Onde está a imprensa? Onde está o poder público?

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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